segunda-feira, 29 de abril de 2013

Livros Para Degustar - Parte II

Por Carolina Almeida

Se o seu foco é comprar os vinhos "certos" e ter informações relevantes sobre eles para decidir o que escolher, são diversos os guias que publicam avaliações de vinícolas e vinhos atualizados anualmente
 
 
Para quem quer montar seu próprio banco de dados, a série de três volumes, "Espumante: o Prazer é Todo Seu" (11), "Vinho branco: o Prazer é Todo Seu" (12) e "Vinho tinto: o Prazer é Todo Seu" (13), de Sergio Inglez de Sousa, pode ajudar no projeto. Elaborado a partir de 100 fichas de degustação, contendo todas as informações necessárias para entender o vinho, iniciantes e iniciados vão conseguir apreciar as peculiaridades de cada um dos vinhos e apreciá-los de maneira mais apurada.
 
Finalmente, Luiz Gastão Bolonhez, editor de vinhos de ADEGA, e Marcel Miwa, também colaborador da revista, acreditam que seria impossível montar uma biblioteca digna sem o compêndio sobre vinhos de Jancis Robinson, "The Oxford Companion to Wine" (14), que sempre que possível procura atualizar seu guia. Quando foi lançado, em 1994, possuía três mil entradas. Agora, em sua edição atual, o livro conta com quase quatro mil. O guia foi escrito de forma acessível - e pode ser lido por qualquer pessoa, desde que tenha inglês fluente - explicando sobretudo temas econômicos, históricos, científicos, sociais ou culturais que fazem parte do mundo do vinho. "Para os mais detalhistas, esse livro é de suma importância", destaca Bolonhez.
 
Nosso editor de vinhos também recomenda livros de bolso para serem consultados a qualquer hora. Entre as opções, está o extraordinário "Wine Report" (15), organizado anualmente por Tom Stevenson. O autor de vários livros de vinho dirige um grupo de especialistas selecionados de acordo com seus conhecimentos e locais de atuação no mundo vinícola, que relatam os fatos mais importantes das regiões de maior prestígio do mundo vitivinícola.
 
Existem alguns guias internacionais que ganharam fama por dar notas a diversos vinhos do mundo inteiro. Um dos mais tradicionais é o "Parker's Wine Buyers Guide" (16). Usando o famoso ranking de 100 pontos, a sétima edição do guia de maior prestígio no mundo avalia oito mil vinhos de diversas regiões, além de dar dicas de como e onde comprar a bebida. Nessa mesma linha estão o "Ultimate Guide to Buying Wine" (17), da revista Wine Spectator, que é um guia de 10 mil rótulos de 40 países com dicas sobre os melhores vinhos; o "Descorchados" (18), o mais importante do Chile, que classifica os vinhos (chilenos) degustados pelo autor Patricio Tapia; e, por fim, o famoso guia italiano, Gambero Rosso.
 
Muitas obras contam histórias - em sua maioria não ficcionais - relacionadas ao mundo do vinho, com enredos surpreendentes que conquistam os leitores, mesmo que eles não sejam enófilos.
 
Narrativas e histórias
 
Neste segundo universo de obras estão algumas das mais interessantes do mundo do vinho. Dentre elas, a que mais se destacou e cativou os especialistas, inclusive Dirceu Vianna Júnior, foi "A História do Vinho" (19), também de Hugh Johnson. O autor afirma que "quanto mais estuda o vinho, mais percebe como ele se entrelaça com a história da humanidade desde os primórdios". Por isso, descreve em sua obra as crenças ligadas ao vinho e o aperfeiçoamento das técnicas vinícolas, chegando até o século XIX, quando surgiram os primeiros grandes vinhos.
 
Por falar em Hugh Johnson, outro título que também chamou a atenção de alguns especialistas, como a sommelière Alexandra Corvo, é "Confissões de uma Amante de Vinhos" (20), de Jancis Robinson, co-autora do "Atlas Mundial do Vinho". Este livro, como resume o tradutor Luiz Horta, é "uma aula de vinhos e de como pouco a pouco a vida de quem os ama acaba por se confundir com eles". Para a sommelière, ainda há outro livro interessante sobre esse mundo tão intrigante: "A Arte de Fazer um Grande Vinho" (21). Nele, Edward Steinberg conta como Angelo Gaja, produtor que revolucionou o panorama do vinho italiano, transformou seu Barbaresco em um dos mais míticos vinhos do mundo.
 
Contando mais um pouco de história está o emocionante "Vinho e Guerra" (22), de Don e Petie Klastrup. O livro acompanha a saga de tradicionais famílias de vinicultores franceses que, durante o período da II Guerra Mundial, impediram os nazistas de se apossarem de seu maior símbolo: o vinho. O livro retrata fielmente a importância do vinho na cultura francesa.
 
Outro clássico da literatura não ficcional é "O Vinho mais caro da História" (23). Nele, o jornalista Benjamin Wallace conta como um Château Lafite 1787, que teria pertencido a Thomas Jefferson, foi leiloado a 156 mil dólares. Várias teorias a respeito de sua procedência, inclusive a de fraude, montam um cenário de romance policial em torno do vinho.
 
Fonte: Revista Adega

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