Mostrando postagens com marcador 2009. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2009. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de setembro de 2016

Maycas del Limari Reserva Especial Syrah 2009 #cbe

Com um pequeno atraso chego com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "um syrah/shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja da uva", sugerido pelo Evandro Vanti do blog Vinhos que Provo.
 
É o quinquagésimo quarto vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especial Syrah 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile e que apenas há pouco mais de 15 anos começou a produzir vinhos.
 
O vinho é um 100% syrah e tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 6 meses de amadurecimento em garrafa.
 
Guardei esse vinho por um bom tempo, pois tenho também a safra 2010 na adega e tinha o objetivo de realizar uma degustação vertical, mas não consegui outras safras.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, com halo vermelho vivo e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e lentas, tingindo a as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura, café, pimenta preta, chocolate amargo, couro, alcatrão e defumado.
 
Em boca um syrah de corpo médio, taninos macios, acidez de média intensidade e bom equilíbrio com os 14,5% de álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a pimenta, o alcatrão, toque balsâmico e o defumado aparecendo no retrogosto.
 
Pra harmonizar preparei uma fraldinha com um toque de pimenta calabresas
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00 (Não está mais disponível)
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.09.2016
Pontuações: 90 pts Robert Parker

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Maycas del Limarí Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 #cbe

Belo rótulo.

Chegamos ao primeiro dia do segundo semestre de 2016 acompanhados do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Esse ano tive problemas para publicar alguns vinhos, pois não encontrei exemplares que se encaixassem no tema, mas esse mês estou trago em dia o vinho dentro do tema, que foi: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100", proposto pelo Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
E o quinquagésimo terceiro vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especail Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile.
 
A região é muito famosa na enologia e se destaca como uma área perfeita para alguns tipos de uvas, como a Syrah, a Chardonnay, a Cabernet Sauvignon e a Sauvignon Blanc.
 
Apesar de constar apenas cabernet sauvignon no rótulo, é um corte com 14% de syrah. Tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 12 meses de amadurecimento em garrafa.

Rolha em perfeito estado apesar dos 7 anos de vida.
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, tingindo a taça e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos, com a presença marcante fruta vermelha madura, seguido de notas minerais, especiarias, couro, alcaçuz, café, chocolate, baunilha e tostado.
 
Em boca um cabernet sauvignon como há muito não degustava. Tinto encorpado, com taninos redondos e macios, acidez de média intensidade e álcool a 14% que apareceram no início, mas que abrandaram após 30 minutos de aeração. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a fruta e as notas da passagem por carvalho aparecendo no retrogosto.
 
Belo vinho e ficou ainda melhor com uma fraldinha recheada preparada por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 05.05.2016

sábado, 10 de outubro de 2015

Eolo Gran Reserva: carnudo, equilibrado e longevo

Assim que comprei Eolo Gran Reserva muitas pessoas me falaram: vinhaço e, diante das boas avaliações e indicações de que havia acertado na compra, eu me encontrei em um dilema, abrir ou deixá-lo amaciar por um tempo, resolvi guardar na adega e tive que controlar a ansiedade em verter o líquido da garrafa em minha taça.
 
Depois de um ano na adega não consegui mais esperar e abri o vinho para acompanhar uma fraldinha recheada com queijo provolone, a combinação entre um dos cortes bovinos de minha preferência associado ao sabor defumado e bem característico do queijo, confira a receita aqui.
 
O vinho é produzido pela Viñedo de Los Vientos que tem sua história iniciada em 1920, quando Angelo Fallabrino chegou em Montevidéu, com a sua família, fugindo da primeira guerra mundial. Nativo de Alexandria, conhecia a arte de produzir vinhos e criou, em 1947, em Atlántida,  a maior vinícola no Uruguai. Seu filho Alexander, seguindo seus passos,  se destacou como um dos inovadores na produção de vinhos no Uruguai  nas décadas de 70 e 80. Com a morte de Alexander em 1991 e de Angelo em 1993,  Pablo, um dos três filhos de Alexander, assumiu o comando da empresa em 1995, produzindo a primeira safra em 1998.
 
A vinícola hoje está sob o comando de Pablo Fallabrino e Mariana Cerutti. A empresa possui 37 hectares de vinhedos, onde são cultivadas Tannat, Cabernet Sauvignon, Trebbiano, Chardonnay e Nebbiolo. 
 
Viñedos de los  Vientos está localizado a poucos quilômetros do encontro entre o Rio de la Plata (o maior estuário do mundo) e do Oceano Atlântico, e por isso tem o influxo de correntes de vento oceânicas, proporcionando uma brisa fresca e um clima ideal para o amadurecimento das uvas.
 
E sem mais delongas vamos as impressões sobre o vinho.
 
Na taça apresentou, apesar dos 6 anos de vida, uma cor rubi intensa e profunda com reflexos violáceos e halo vermelho sem sinais de evolução. Foi ainda possível observar uma formação intensa de lágrimas finas púrpura, que escorreram tingindo as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos, com notas de fruta vermelha e negra madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de aromas de menta, alcaçuz, especiarias, chocolate amargo, balsâmico, cedro e toques de tostado bem integrada ao conjunto, mostrando a excelente habilidade do enólogo no trabalho com a madeira, uma vez que o vinho tem passagem por 36 meses em barricas de carvalho.
 
Em boca o vinho mostrou-se encorpado, carnudo e com excelente equilíbrio. Taninos potentes, porém redondos e já amaciando devido os 6 anos de vida, boa acidez e álcool a 14% sem incomodar. Repetição das notas olfativas e final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, chocolate, balsâmico e tostado aparecendo em um delicioso retrogosto.
 
Um belo vinho e que já estava no ponto, mas não tenho dúvida que se beneficiaria de mais alguns anos de guarda. Queria ter mais duas garrafas para acompanhar a evolução.
 

O Rótulo

 Vinho: Eolo Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tannat 85% e Ruby Cabernet 15%
Safra: 2009
País: Uruguai
Região: Atlántida
Produtor: Viñedo de Los Vientos
Graduação: 14%
Enólogo: Pablo Fallabrino
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 92 pts Descorchados

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Nosotros: a obra prima de Susana Balbo

Degustei toda linha Nosostros da Domínio del Plata durante evento promovido pela Importadora Cantu no Restaurante La Cuisine Bistrô e nas linhas deste post irei falar sobre o Nosotros, um vinho premium que reflete toda a excelência da casta Malbec.
 
O vinho é especial e fruto de um trabalho primoroso de Susana Balbo e toda sua equipe. O Nosotros é um blend nascido de várias rodadas de degustação de vinhos provenientes dos terroirs de Agrelo, Anchoris, Altamira e Los Aboles.
 
Após concluída a seleção dos vinhos o produto final amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês criteriosamente selecionadas nos melhores lotes por Susana Balbo e posterior afinamento em garrafa por mais 2-3 anos em temperatura controlada entre 13° e 15°.
 
Visualmente o vinho mostrou, apesar dos 6 anos de vida, uma cor rubi violácea denotando jovialidade, lágrimas abundantes finas e rápidas. No nariz um vinho de grande complexidade aromática, no qual pude perceber aromas de cereja, cassis, ameixa, violeta, pimenta, chocolate, café, baunilha e tostado. Em boca apresentou-se exuberante: potente, encorpado, mas sedoso; seus taninos simplesmente magníficos, aveludados e adocicados. Os sabores repetiram-se de forma fiel, com grande integração entre madeira e fruta. Final de boca persistente e inesquecível.
 
Vinho memorável e que vai ficar guardado nas minhas memórias. E, antes que eu esqueça, o belo desenho que estampa o rótulo foi desenhado a mão pela própria Susana Balbo.
 
Para harmonizar uma bela carne vermelha, mas me perdoem esse aí eu beberia gole a gole, apreciando cada gota do vinho sem nenhum acompanhamento.
 
Deste primoroso exemplar da casta malbec foram produzidos apenas 12.000 garrafas e segundo a própria Susana Balbo um vinho com estimativa de guarda de 30 anos, que podem se tornar 50 anos se a cada 10 anos forem trocadas suas rolhas.
 

O Rótulo
 
Vinho: Nosotros
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2009
País: Argentina
Região: Agrelo e Anchoris - Luján de Cuyo; Altamira - Valle de Uco; e Los Aboles - Tunuyán
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Cantu
Preço médio: R$ 577,00
Temperatura de serviço: 16°

segunda-feira, 23 de março de 2015

Miguel Torres Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2009

Sempre busco novos vinhos para aprimorar os sentidos e passar por novas experiências, mas esta não é uma tarefa fácil aqui em Recife, pois a oferta de vinhos acessíveis parece não variar muito. Para superar essa "barreira" uma alternativa que encontrei foi buscar por rótulos no e-commerce. Admito que comprar pela internet não é atrativa quando pensamos no quesito tocar, analisar, contudo é magnífica quanto a oferta e a comodidade de escolher seu vinho com alguns cliques e recebê-lo sem sair de casa.
 
Um dos vinhos que adquiri pelo comércio eletrônico no conforto da minha casa foi o Miguel Torres Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2009, um rótulo produzido no Valle de Curicó - Chile, pela gigante e moderna Miguel Torres.
 
A vinícola está presente em 160 países, é muito respeitada pela inovação e liderança no mundo do vinho. Trazendo consigo a modernidade e o conhecimento da enologia espanhola, a vinícola Miguel Torres investiu em novas barricas de carvalho francês, tanques de aço inox com controle de temperatura, e inovou com estudos de solo, cultivo de diversas uvas nobres e elaboração de vinhos orgânicos no Chile. As características ambientais foram determinantes para a Miguel Torres apostar no país andino. Decisão, inclusive, que foi responsável por alavancar a produção e a qualidade dos vinhos até então elaborados naquela região.
 
A Miguel Torres chilena foi fundada em 1979 e conta com nada mais nada menos que 445 hectares, que resultam em uma produção anual de 44 milhões de garrafas.
 
O vinho é um 100% cabernet sauvignon. Sua maceração ocorreu por 22 dias, seguidos de fermentação por 8 dias e amadurecimento em barricas de carvalho francês por 15 meses.
 
Os encantos com o vinho iniciam pelo conjunto da embalage: garrafa, rótulo e "grade" dourada, que além de embelezar a garrafa dificulta a falsificação do produto.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura e brilhante com lágrimas abundantes finas e rápidas. No nariz aromas intensos e equilibrados com a fruta (amoras), pimenta do reino, especiarias, notas herbáceas sutis, cedro e tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e apresentou taninos potentes e redondos em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca longo com notas de fruta, pimenta e tostado aparecendo no retrogosto. Vinho intenso, elegante e potente. Um dos melhores cabernet sauvignon que já tive oportunidade de degustar.
 
Para harmomizar Fernanda nos preparou um delicioso Carré de Cordeiro Não precisa nem dizer que o conjunto vinho - comida ficou simplesmente perfeito.
 
O Rótulo

Vinho: Miguel Torres Gran Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle de Curicó
Produtor: Miguel Torres
Enólogos: Horácio Fuentes
Graduação: 14%
Onde foi comprar: WINE
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

L.A. Merlot 2009

Em nossa passagem pela Serra Gaúcha, Eu e Fernanda, não tivemos tempo de visitar todas as vinícolas que queríamos, incluindo a Luiz Argenta, que é considerada a mais bela vinícola brasileira, mas conseguimos achar um tempinho para visitar a Boutique da vinícola em Gramado e lá adquirimos alguns vinhos e o último a bebermos foi o L.A. Merlot 2009.
 
O vinho é produzido na Indicação de Procedência de Altos Montes, em Flores da Cunha. As uvas que deram origem ao líquido foram colhidas manualmente, foram maceradas por 15 dias a uma temperatura constante e após findo o processo o vinho amadureceu em barricas de carvalho francês por 9 meses e mais um ano em garrafa.
 
Visualmente apresentou cor rubi intensa e brilhante, com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha, rosas, menta, discretas notas balsâmicas seguidas de aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca mostrou taninos maduros e redondos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca de boa persistência com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com uma pizza de costela e queijo gruyère.

O Rótulo

Vinho: L.A.
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Altos Montes, Flores da Cunha
Produtor: Luiz Argenta
Graduação: 12,8%
Onde comprar em Recife: Empório Pescadero
Preço médio: R$ 60,00 (Essa custou R$ 35,00 na Boutique Luiz Argenta em Gramado)
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Quinta das Setencostas 2009

Você já ouviu falar nas uvas Camarate, Tinta Miúda ou Preto Martinho? Não? Pois elas existem e estão entre as mais de 250 castas autóctones de Portugal e fazem parte, juntamente com a Castelão, do corte que compõe o tinto que é tema desta postagem: o Quinta das Setencostas 2009.
 
O rótulo é produzido pela  Casa Santos Lima, uma vinícola familiar que está localizada à 45km de Lisboa, na cidade de Alenquer e que foi fundada no século XIX pelo negociante de vinhos português Joaquim Santos Lima, um jovem senhor com boas habilidades de negociação.
 
Mais de 50 rótulos são elaborados em seus 200 hectares de vinha e 95% de toda essa produção é exportada para cerca de 45 países. Atualmente, a Casa Santos Lima é o maior produtor de Vinho Regional Lisboa e DOC Alenquer, além de ser um dos produtores mais premiados em concursos internacionais. Nessa zona as vinhas são protegidas do vento, favorecendo a maturação das uvas dando origem a vinhos mais concentrados.
 
Visualmente mostrou cor rubi escuro, halo levemente alaranjado e lágrimas em pequena quantidade. No nariz é explendoroso e rústico, com fruta madura,  especiarias (canela), café, tabaco e um belo toque de tostado. Em boca  mostrou taninos maduros, excelente acidez, repetição das sensações olfativas e final de boca longo, macio e de interessante frescor.

Rótulo de grande potencial gastronômico.
 
O Rótulo

Vinho: Quinta do Valdoeiro D.O.C.
Tipo: Tinto
Castas: Castelão, Camarate, Tinta Miúda e Preto Martinho
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alenquer, Lisboa
Produtor: Casa Santos Lima
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Cantu
Preço médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 16º
Premiações: Medalha de Ouro na Coupe des Nations e Mundus Vin

Nota:
Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste

Conferimos na noite da última quarta o lançamento do Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste e o primeiro do tipo no Brasil, o qual foi lançado pela Lacomex, uma empresa que atua na área de importação e distribuição de vinhos, alimentos e demais bebidas desde 1994.
 
Ao longo dos 20 anos de existência a empresa expandiu seu mix de produtos e consolidou-se como a maior Distribuidora de Bebidas Premium de Pernambuco, tornando-se referência em distribuição no estado nos canais Food Services, varejo e atacado. Além disso é a primeira do ramo a importar vinhos por SUAPE, um dos portos mais modernos do país.
 
O club conta com a consultoria de peso do Aloisio Sotero, Diretor Financeiro e Co-Fundador da W2W e-commerce de Vinhos da Wine Vinhos e vem com uma proposta diferente em que, além dos benefícios que a maioria dos clubs proporcionam aos associados, o cliente pode degustar os seus rótulos em um dos restaurantes parceiros sem pagar taxa de rolha. Ao todo já são 18 restaurantes parceiros (confira a lista completa aqui) e até o início de outubro já serão 25, promete o proprietário Luiz Figueiredo.
 
Juntamente com o club foram lançados o portal da empresa e o e-commerce que realizará vendas para todo território nacional, tornando-se também a primeira importadora do ramo no Nordeste a possuir esse tipo de serviço.
 
O assinante poderá optar por duas diferentes categorias: Terroir Lacomex (2, 4 ou 6 garrafas) e Vintage Lacomex (apenas 2 garrafas). O Terroir Lacomex é uma seleção de vinhos para o dia a dia e que é baseada no Top 10 dos vinhos mais pedidos nos restaurantes e bistrôs participantes do Club, além de aliarem uma boa relação preço versus qualidade. O Vintage Lacomex conta com vinhos mais elaborados, com bom potencial de evolução em garrafa e são ideiais para momentos especiais.
 
A primeira edição do club, de ambas as categorias, é de vinhos franceses, todos foram servidos durante o lançamento. Confira abaixo rápidas notas sobre cada um deles, onde os dois primeiros fazem parte do Club Terroir Lacomex e o demais ao Club Vintage Lacomex.
 
Chateau du Barry 2009
 
O Chateau du Barry está localizado a 5 km ao sul de Saint-Emilion, encontrando-se ao lado sul da Guillac. O rótulo é produzido Cabernet Franc e Merlot da região de Bordeaux.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi e lágrimas em boa intensidade. No nariz aromas de fruta vermelha e especiarias. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, mostrando ser um vinho que pede comida para acompanhar. Final de boa de média intensidade com notas de fruta levemente adocicada aparecendo no retrogosto. Vinho simples e correto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau Roc de Baoudun
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Chateau Savariaud Superieur 2009
 
Vinho de cor rubi brilhante e de halo vermelho translúcido. Nariz intenso e rico em notas frutadas, seguido de toques de especiarias, leve mentolado e couro. Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta e menta aparecendo no retrogosto.
Vinho de excelente custo versus benefício, diria que é um best buy esse tradicional corte bordalês. Gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 
O Rótulo

Vinho: Chateau Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 59%, Merlot 32%, Cabernet Franc 5% e Malbec 4%
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º 
 
Château Citran 2006

O Château Citran é classificado como um Cru Bourgeois desde 1932 e este da safra de 2006 é produzido com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot e mesmo com seus oito anos de vida ainda muito bem, obrigado.

Na taça apresentou cor rubi com halo de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, café, tabaco, couro, balsâmico e elegante e integrado tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos vivos, porém já domados e acidez de boa intensidade. Final de boca longo e com notas de cafê e balsâmicas aparecendo no retrogosto. Vinho inteiraço, equilibrado, gastronômico e ainda com uns anos de vida pela frente.

O Rótulo
 
Vinho: Château Citran
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%
Safra: 2006
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Citran
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º
 
La Rose de Labégorce 2008
 
Segundo rótulo do conceituado Château Labégorce, esse tinto  é um corte bordalês clássico produzido na de denominação Margaux, sub-região de Bordeaux.
 
Visualmente mostrou cor rubi brilhante e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas elegantes e em boa intensidade com destaque para a (cassis, ameixa e groselha), pimenta, café, menta, baunilha e couro. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos maduros e boa acidez. Final de boca longo e equilibrado

O Rótulo
 
Vinho: La Rose de Labégorce
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 48%, Merlot 40%, Cabernet Franc 10% e Petit Verdot 2%
Safra: 2008
País: França
Região: Margaux, Bordeaux
Produtor: Château Labégorce
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC #cbe

Mês novo começando e junto com ele o nosso post especial para a Confraria Brasileira de Enoblogs, a primeira e única confraria virtual do Brasil. O tema do mês foi: "Valpolicella", do clássico ao ripasso, amarone, recioto...", escolhido pelo Alexandre Takei do blog Notas Etílicas.

Os vinhos do tema são produzido na região do Vêneto, que está situada no Nordeste da Itália, juntamente com o Trentino-Alto-Adige e a Friuli-Venezia-Giulia. Os vinhos mais famosos do Veneto são os tintos Valpolicella, Amarone della Valpolicella, Recioto della Valpolicella e Bardolino, o branco suave e o espumante Prosecco.

A minha escolha foi o Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC, uma das poucas opções disponíveis nas lojas onde fui garimpar o rótulo.

O Valpolicella é um tinto seco leve elaborado com as uvas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara (a primeira dá cor, caráter e maciez; a segunda contribui com a estrutura, e a terceira com a acidez e um delicado toque amargo) com no mínimo 11% de álcool e deve ser bebido jovem. Os Valpolicella denominados Clássico são provenientes de vinhedos da região mais conceituada e históricamente original. Os que possuem a denominação Superiore têm mais estrutura, maior teor alcoólico (12%) e envelhecem dois anos na vinícola antes de serem comercializados.

Visualmente o vinho apresentou uma cor rubi bem clara, alaranjada (âmbar) e lágrimas finas translúcidas e lentas. No nariz aromas de fruta vermelha, amêndoas, notas de especiarias, toque balsâmico e discreto tostado. Em boca mostrou bom corpo, taninos macios e excelente acidez. Final de boca de boa intensidade e com a repetição das notas olfativas e a fruta e especiaria aparecendo no retrogosto.

Eu e Fernanda degustamos esse belo exemplar italiano no último dia 30 e para acompanhar Fernanda nos preparou um delicioso talharim com molho de tomate caseiro e filé mignon com molho de iogurte. Vinho e prato foram elevados pelo conjunto, uma beleza de harmonização.

O Rótulo

Vinho: Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC
Tipo: Tinto
Castas: Corvina Veronese e Corvinone
Safra: 2009
País: Itália
Região: Vêneto
Produtor: Azienda Agrícola Villa Spinosa
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios e RM Express
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16º

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Provamos o Septimum 2009, o novo top da #salton para o #winebar

Chegamos ao último vinho degustado para o WINEBAR: o Septimum 2009,  que é mais um lançamento da vinícola Salton, um top do qual foram produzidas apenas 7.547 garrafas.
 
O nome do vinho é uma alusão e homenagem aos sete irmão pioneiros da Vinícola Salton e por esta razão foi elaborado a partir de 7 castas: Tannat, Ancellotta, Merlot, Cabernet Fanc, Teroldego, Cabernet Sauvignon e Marselan, uma para cada irmão, como pode-se ler no contra rótulo: "Há mais de um século, sete irmãos consolidaram as raízes da Vinícola Salton. Agora, a mesma sintonia faz do Septimun e suas sete castas um vinho sofisticado e harmonioso".

Para a elaboração deste belo vinho são selecionados os melhores grãos das sete castas que compõem o corte, os quais são homogeneizados e macerados em tanque durante 5 dias. Posteriormente, o mosto recebe as leveduras e é conduzido a barricas de carvalho 225 litros, onde fermenta durante 15 dias. Diariamente é efetuado o pisage, que consiste em submergir as partes sólidas no líquido em fermentação, incrementando a extração de compostos polifenólicos da uva. Terminada a fermentação, o vinho é levado a barricas novas de carvalho francês, onde permanece amadurecendo por um ano. Logo, é estabilizado e clarificado para, por fim, ser colocado na garrafa, onde permanece repousando durante um ano nas caves da Vinícola.

O visual do vinho destaca-se já pelo rótulo e sua garrafa imponente e pesada, seguindo pela pela cor rubi profunda e brilhante, halo jovial e uma linda chuva de lágrimas. No nariz mostrou aromas complexos, destacando-se frutas vermelhas (cereja e morango) frutas negras (ameixa), café, tabaco, chocolate, menta, notas balsâmicas e elegante tostado, tudo muito integrado, sem exageros e de boa intensidade. Em boca manteve a complexidade, que aliada a taninos estruturados, porém redondos e elegantes e a boa acidez, nos proporcionou um vinho com final de boca longo cheio das impreções olfativas aparecendo no retrogosto.
 
Excelente rótulo nacional: complexo, elegante e equilibrado, um dos melhores que degustei e que ainda tem uns anos pela frente. Tem um preço justo, apesar de estar acima do valor que costumo pagar por uma garrafa.
 
Para acompanhar esse belo tinto nacional Fernanda nos preparou um delicioso Folhado de Filé Mignon com Batatas assadas com ervas e shoyu, que casou perfeitamente com o vinho, tornando o conjunto ainda melhor.
 
O Rótulo

Vinho: Septimum
Tipo: Tinto
Castas: Tannat, Ancellotta, Merlot, Cabernet Fanc, Teroldego, Cabernet Sauvignon e Marselan.
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Garrafa n.: 7.024
Graduação: 13%
Onde comprar: Salton
Preço: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Salton para degustação no Winebar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Um branco de 5 anos que vem evoluindo bem #cbe

Hoje é dia de falar sobre mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o trigésimo rótulo que comento para a primeira e única confraria virtual do país.
 
Este mês o tema foi: "Um vinho branco, de qualquer casta e país, com passagem por carvalho" e a sugestão do Victor Beltrami do blog Balaio do Victor.
 
Como meu consumo de vinhos brancos não possui a mesma frequência dos tintos fui ao garimpo em busca da minha garrafa e queria degustar algo fora do grupo chardonnay, sauvignon blanc e torrontés, foi aí que bati o olho no Miolo Reserva Viognier, que contava com um atrativo a parte: safra 2009, atrativo pois esta é uma das poucas castas brancas que envelhece com saúde, que evolui bem em garrafa e eu commprovar isso na taça é um verdadeiro deleite.
 
A viognier talvez seja a menos conhecida das grandes uvas brancos do mundo. Ela tem origem, ou pelo ela é mais conhecida por ser a grande uva branca das Côtes du Rhône, onde é usada até mesmo para emprestas seu aroma potente e amanteigado, de fruta supermadura, aos encorpados tintos da região. Ela é também a origem e a razão da mais importante denominação de brancos da região, a Condrieu, berço de algumas das maiores proezas enológicas em brancos e seco.
 
Na taça o vinho apresentou uma bela cor amarelo dourada e lágrimas grossas e lentas. No nariz aromas muito intenso, com notas de fruta branca madura (pêssego, abacaxi), damasco, amêndoas e elegante toque de tostado, proveniente da passagem de parte do líquido por barricas de carvalho. Em boca mostrou acidez correta e repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade, com interessante untuosidade (amanteigado) e notas defumadas aparecendo delicadamente no retrogosto.
 
Vinho que surpreendeu, elegante, equilibrado, uma bela intensidade em boca e com um excelente custo x benefício... acho até que vou comprar outra garrafa para guardar por mais uns dois anos.
 
O Rótulo

Vinho: Miolo Reserva
Tipo: Branco
Castas: Viognier
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Miolo
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 8º
Garraf nº : 3845.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Miguel Torres Gran Sangre de Toro Reserva 2009

Os vinhos espanhois vem me conquistando a cada dia e sempre que posso estou abrindo um rótulo diferente, foi o que aconteceu há uns 15 dias com uma garrafa do Miguel Torres Gran Sangre de Toro Reserva 2009, que repousava na adega há algum tempo.
 
O vinho é produzido pela Vinícola Miguel Torres, que foi eleita recentemente a marca de vinhos mais admirada do mundo. A empresa foi fundada em 1870, produz anualmente 44 milhões de garrafas e seus vinhos são os mais consumidos na Espanha.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi, halo com tons alaranjados e boa formação de lágrimas. No nariz notas de fruta madura, pimenta, café e tostado. Em boca mostrou taninos redondos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca longo com a fruta, o café e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Abri o vinho na companhia de Fernanda e amigos para acompanhar pizzas de costela de porco e de carne de sol.

O Rótulo

Vinho: Miguel Torres Gran Sangre de Toro Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Garnacha Cariñena, e Syrah
Safra: 2009
País: Espanha
Região: Catalunha
Produtor: Miguel Torres
Enólogo: Miguel Torres
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 55,00 (Por esta paguei R$ 38,00)
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Esse tem Talento #winebar #salton

Chegamos ao último rótulo degustado no WINEBAR do dia 25 de março, a estrela da noite: Salton Talento, que comemora em 2014 ao anos de seu lançamento.
 
O vinho é elaborado com uvas de nossos melhores vinhedos das duas regiões do Rio Grande do Sul. Após a seleção dos cachos e dos grãos, eles são macerados a temperatura de 12°C por 5 dias. A fermentação e a maceração são realizadas por um tempo que pode chegar até 20 dias. Terminado este tempo é realizado o corte e posteriormente é conduzido a barricas de carvalho francês novo de 225 litros para o amadurecimento em caves por 12 meses. O vinho é retirado das barricas e permanece por mais 12 meses na garrafa para adquirir maior complexidade e harmonia.
 
Visualmente mostrou cor rubi violácea e lágrimas grossas e denssas, daquelas que sujam as paredes da taça. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, violeta, chocolate, cacau, tabaco, balsâmico e elegante tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou bom corpo. Taninos redondos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca longo com um retrogosto rico em sabores.
 
Assim como no Salton Intenso harmonizamos com uma maminha na cerveja. Pra mim o melhor rótulo da noite e um dos melhores rótulos nacionais na faixa de preço.
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Talento
Tipo: Tinta
Castas: Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Tannat (10%)
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Loja Salton
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Nota 1:

O vinho foi gentilmente enviado pela Salton para degustação no WINEBAR especial em comemoração do décimo aniversário do Salton Talento.


Nota 2: Agradeço ao Alexandre Frias e ao Daniel Perches mais este convite. Saúde e bons vinhos sempre.

sábado, 15 de março de 2014

Olha que esteve na taça no interior pernambucano...

Apesar do consumo de vinho andar crescendo no Brasil ele ainda está longe de figurar entre os países que mais consomem este líquido e esta situação é ainda pior no interior de grande parte dos estados brasileiros, onde a maior parte dos vinhos consumidos é de vinho suave, o famoso vinho de garrafão.
 
Mas essa situação tem mudado e a prova disto é que encontrei vinhos Don Laurindo na carta de vinhos do Bistrô Du Vin em Garanhuns - PE, um ambiente aconchegante e com boa comida, queme foi apresentado pelos amigos Marcílio e Ana.
 
A história da Vinícola Don Laurindo remota para o ano de 1887 quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na povíncia de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Como todos os imigrantes, no início, sobreviveu dedicando-se à agricultura rudimentar da época e simultaneamente, iniciou o plantio de videiras, cujo vinho se destinava ao consumo da família. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na podução de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos.
 
Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos juntamente com o filho Ademir que formou-se em enologia e passaram a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres. Em 1991 Laurindo resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a Vinhos Don Laurindo LTDA.
 
Na taça apresentou uma cor rubi intensa,  com halo vermelho translúcido e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou, inicialmente, aromas de frutas vermelhas, seguido de notas especiadas (sobretudo pimenta seca) e toques delicados e elegantes de chocolate, tabaco e tostado. Em boca um vinho de corpo médico com taninos redondos e boa acidez. Repetiu as notas olfativas e um boa persistência.
 
Vinho elegante, muito bem feito e que valeu cada centavo. Deve ser apreciado lentamente como um bom vinho pede.

O Rótulo

Vinho: Don Laurindo D.O. Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Don Laurindo
Graduação: 12%
Onde comprar: Don Laurindo
Preço médio: R$ 45,00 (R$ 75,00 no Bistrô)
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 8 de março de 2014

O jovem e potente Canepa Genovino Carignan 2009 #aveclevin

No nosso último encontro da Avec le Vin Pedro e Luciana levaram um Carignan simplesmente magnífico: o Canepa Genovino, que com seus 5 anos de vida ainda está jovem e mostrou que ainda tem um bom caminho pela frente.
 
O rótulo é produzido pela tradicional Viña Canepa fundada por Giuseppe Canepa em 1930 e já em 1940 passou a exportar seus vinhos. Recentemente a vinícola firmou parceria com a Concha y Toro objetivando potencializar seu crescimento internacional.
 
A vinícola está localizada no Vale Central, região que representa a tradição da viticultura chilena. A maior concentração de vinhas e vinícolas do Chile está localizada nesta região, que compreende os vales de Maule, Curicó, Colchágua, Cachapoal e Maipo. As microregiões são muito diferentes entre si, e a característica mais notável é seu isolamento impressionante. É uma zona tradicional, grande e fértil, onde as uvas crescem bem e amadurecem facilmente.
 
Canepa Genovino é um 100% Carignan, uma casta originária da região de Aragão, na Espanha, onde também é conhecida como Cariñena. Também é amplamente encontrada no sul da França.
 
Videiras desta casta vieram parar no Maule no na década de 50 do século passado com o objetivo de ajudar a dar acidez, cor e estrutura aos vinhos produzidos com a uva País. Parte destas videiras plantadas em sequeiro* ou em vasos, sem arames de condução, que parecem mãos de grossos pulsos talhadas pelo tempo e pelas colheitas, com seus fortes dedos tortos erguendo-se no ar – ainda estão lá. São pouco mais de 500 hectares de vinhedos, alguns com mais de 60 anos de idade e são estas videiras que deram origem ao Canepa Genovino.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi escura e intensa, com lágrimas finas rápidas e abundantes. No nariz intenso, cheio de frutas negras, notas florais (violetas), de pimenta, café torrado e tostado. Em boca cheio, carnudo... mas elegante; taninos jovens e potentes, excelente acidez e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas e mostrou bom corpo com final de boca longo e com a fruta, o café e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinhaço! Potente, mastigável e que vai ganhar muito com mais alguns anos de guarda... Excelente fechamento do nosso encontro.
 
O Rótulo

Vinho: Canepa Genovino
Tipo: Tinto
Castas: Carignan
Safra: 2009
País: Chile
Região: DO Cauquenes, Valle del Maule
Produtor: Viña Canepa
Enólogo: Javier Solari
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 130,00 (R$ 110,50 para sócios do ClubeW)
Temperatura de serviço: 16°
Premiações e Pontuações: Wine Advocate - 90 Pts, Concours Mondial de Bruxelles - Medalha de Ouro
 
* Post Scriptum
 
Agricultura de sequeiro é uma técnica agrícola para cultivar terrenos onde a pluviosidade é diminuta. A expressão sequeiro deriva da palavra seco e refere-se a uma plantação em solo firme. Mas isso não impede que o plantio seja irrigado em época de seca.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Yarden Syrah 2009, um vinho para beber agora ou daqui a 15 anos

Yarden Syrah: um vinho memorável e que, pra mim e a maioria dos presentes na degustação guiada de vinhos israelenses, foi o melhor dos vinhos que nos foi apresentado.
 
Este rótulo é produzido a partir de uvas dos três melhores vinhedos de Syrah da Golan Heights: Ortal, no norte de Golan; Allone Habashan e Tel Phares em Golan central. A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada. Após a fermentação alcoólica, o vinho é submetido à fermentação maloláctica e amadurece durante 18 meses em barricas de carvalho francês.
 
A safra de 2003 recebeu troféu de Excelência no Concurso Citadelles Du Vin (Bordeaux, junho de 2007) e a safra de 2004 a medalha de Ouro no Challenge International du Vin 2009 (Bordeaux, abril de 2009).
 
A vinícola, apesar de jovem, vem conquistando, desde seus primeiros anos, os mais altos prêmios e reconhecimentos nos mais respeitados concursos internacionais, bem como dos mais famosos críticos. Em 2008 foi a primeira vinícola israelense a figurar na lista Top 100 da Winespectator, com o vinho Yarden Cabernet Sauvignon 2004.
 
Visualmente mostrou uma cor vermelho escura, quase negra, com halo vermelho sem sinais de evolução e uma chuva de lindas, finas e rápidas lágrimas. No nariz mostrou-se um vinho de grande exuberância, com notas de fruta madura (ameixa, amora e framboesa) e fruta em compota, seguidas de notas de especiarias como tabaco e pimenta, chocolate amargo, e toques de defumado, couro e terra molhada. Em boca repetiu as especiarias e mostrou notas de frutos secos. Um caldo encorpado, com taninos firmes, mas elegantes, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca seco de longa persistência final.
 
Vinho pronto pra beber, mostrando muita exuberância já com cinco anos de vida, mas que tem grande potencial de guarda; o produtor cita potencial para evoluir por 20 anos.
 
Gastronômico e deve acompanhar bem carnes vermelhas, sobretudo cordeiro e as de caça como javali; é de salivar só de imaginar.

Fernanda, Yael Gai e Eu.

O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 197,00
Temperatura de serviço: 16°
Outros atributos: Vinho Kosher

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Salton Gerações Paulo Salton 2009 #winebar #salton

Chegamos ao terceiro vinho degustado no WINEBAR especial de fim de ano - o Salton Gerações Paulo Salton - rótulo da linha Top da vinícula e que, a exemplo do Espumante Antonio Domenico Salton, também é uma homenagem, neste caso ao Paulo Salton.
 
O Paulo Salton assumiu a "Casa Di Pasto" e a fez prosperar, mostrando um espírito empreendedor. Em 1910 ele registrou o estabelecimento, que passou a se chamar "Paulo Salton Armazéns Gerais" e esta data marca a fundação da Vinícola Salton.
 
O vinho tem em sua elaboração 40% de uvas Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 20% Cabernet Franc. As uvas foram selecionadas de nossos melhores vinhedos localizados na região da Serra Gaúcha.
 
A vinificação se dá, primeiramente, com a seleção de cachos e extração do engaço (cabinho), após é feita a seleção de grãos e maceração pelicular a baixa temperatura após 6 dias é iniciada a fermentação alcoólica e posteriormente maceração pós fermentativa totalizando aproximadamente 30 dias. Após a clarificação espontânea realizou-se o corte dos vinhos que compõem o produto e os mesmos foram armazenados em barricas de carvalho novo francês meio tostado por 18 meses em cave climatizada com ar filtrado e temperatura entre 12-15°C, posteriormente ao seu engarrafamento permanece um ano antes de sua expedição.
 
Assim como para o espumante, a apresentação visual deste tinto foi primorosa. Sua garrafa imponente e pesando cerca de dois quilos é um prenúncio que o conteudo é difenciado. Também caracterizada com medalha e belo rótulo a garrafa ficou ainda mais bela.

Vamos ao líquido! Visualmente mostrou uma cor rubi brilhante, halo vermelho claro límpido e lágrimas grossas e lentas. No nariz complexo e intenso, com notas de fruta em compota, amêndoas, chocolate, café e elegante tostado. Em boca taninos redondos e elegantes, boa acidez, álcool na medida certa e repetição das notas olfativas. Final de boca longo e de boa intensidade.

Vinho elegante e com um estilo velho mundo. Pronto para beber, mas com certeza tem um bom potencial de guarda. Sua produção é limitada, então se quer experimentar não deixe de comprar.

Harmonizamos com uma costela bovina preparada no bafo do Boi no Bafo Costelaria.

Três belos vinhos em mais um WINEBAR de "parar o trânsito". A vinícola Salton está de parabéns pelos rótulos e ao WINEBAR por nos dar a oportunidade de degustar bons vinhos e interagir com diverssas pessoas o nosso mais sincero obrigado.

O Rótulo

Vinho: Paulo Salton
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 40%, Merlot 40% e Cabernet Franc 20%
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Garrafa n°: 4457
Graduação: 13%
Onde comprar: Loja Salton
Preço médio: R$ 95,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota 1: Esse rótulo foi gentilmente enviado pela Salton para degustação no WINEBAR especial de fim de ano.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Top 5, Number 4 - Icewine Pericó 2009

Chegamos ao post do quarto colocado no TOP 5 do Circuito Brasileiro de Degustação: o Icewine Pericó safra 2009 que é  o primeiro icewine e único, até o momento, vinho feito com uvas congeladas, o que faz com que cristais de água fiquem na prensa deixando o mosto com mais açúcar e acidez gerando um vinho licoroso e com baixa produção. Foram produzidas somente 3.633 garrafas deste vinho e o blog teve a oportunidade de degustar, uma pequena parcela de uma das poucas garrafas produzidas.
 
Este vinho licoroso é feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon colhidas maduras e congeladas naturalmente nos vinhedos (temperatura de -7,5ºC), no final do outono, cultivados em espaldeira com uma produção de 0,5Kg por videira. O transporte para a vinícola foi feito em caminhão refrigerado a -5ºC e as primeiras máquinas foram refrigeradas com gelo para evitar um choque térmico brusco.

Visualmente o vinho mostrou uma cor alaranjada com reflexos acastanhados e boa formação de lágrimas. No nariz apresentou aroma intenso e muito complexo com forte presença de frutas como uva passa, ameixa seca e goiaba e ainda notas suaves de rosas vermelhas. Em boca ataque inicial é doce, mas após alguns minutos em taça a sua ótima acidez  veio a tona deixando o vinho com um excelente equilibrio, boa persistencia e densidade. Final de boca com leve refrescância e com as frutas secas aparecendo no retrogosto juntamente com notas de baunilha e chocolate.     

O Rótulo

Vinho: Icewine
Tipo: Licoroso
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2009
País: Brasil
Região: São Joaquim, Serra Catarinense
Produtor:  Pericó
Graduação: 15%
Onde comprar: Sommelier Vinhos
Preço médio: R$ 200,00
Temperatura de serviço: 10º

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conferimos a Degustação dos Vinhos e Azeites de Trás-os-Montes

Desembarcam em Recife nove produtores de vinhos e azeites da região de Trás-os-Montes, Região vitivinícola de Portugal, para apresentar seus produtos em uma degustação voltada prioritariamente a profissionais (compradores, distribuidores, donos de bares e restaurantes, sommeliers, entre outros), em virtude dos produtores ainda buscarem importadores no Brasil,  o Vinhos de Minha Vida, na companhia do amigo Juberlan, passou por lá e conferiu a degustação.
 
A região de Trás-os-Montes está situada no extremo nordeste de Portugal, na fronteira (ao norte e a leste) com a Espanha, a região produz rótulos a partir de vinhedos que desfrutam do frescor do clima mediterrâneo e, ao mesmo tempo, das temperaturas mais frias - típica das partes mais altas do vale. Fatores que permitem a produção de títulos com qualidade reconhecida desde o domínio romano na localidade.
 
Os solos desta região são predominantemente formados por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas, existindo numa pequena área manchas calcárias de gneisses e de aluvião. Os vinhos da Região de Trás-os-Montes são bastante diferenciados, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.).
 
A  DO Trás-os-Montes possui 3 sub-regiões: "Chaves", "Valpaços" e "Planalto Mirandês". As castas tintas plantadas nas três sub-regiões são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, enquanto as brancas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
 
Os tintos de uma forma geral mostraram notas adocicadas em demasia (característica que não agrada meu paladar), os brancos pouca acidez e notas adocicadas e enjoativas e o rosé acidez discreta e adstringência, deixando o vinho "travoso". Segue a lista dos vinhos degustados e em seguida as notas de prova dos dois rótulos que mais se destacaram.
 
Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Amarela; Tinta Roriz; Touriga Nacional. 14%. Produção de 3000 garrafas.
Persistente Reserva Tinto 2010.
Sonnini Branco 2012.
Cansa Lobos Colheita Selecionada 2010.
Quinta de Arcossó Branco 2012. Castas: Fernão Pires; Arinto. 13,5%.
Quinta de Arcossó Rosé 2012. Castas: Bastardo; Touriga Franca. 13,5%.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%. Produção de 10700 garrafas.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2008. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%.
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo. 15%. Produção de 1300 garrafas.
Amenu Tinto 2012. Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca. 13,5%. Produção de 2500 garrafas.
Campo de Março Tinto 2010. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%.
Campo de Março Reserva Tinto 2011. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%. Produção de 6600 garrafas.
 
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007
 
Este vinho provém de uma vinha localizada na micro-região da Ribeira de Oura, instalada numa encosta de média altitude, exposta a Sul, com cerca de 20% de declive, sendo o solo de origem granítica. A vinificação foi realizada em lagar com pisa a pé, tendo o vinho estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou cor rubi e halo violácea, com lágrimas grossas e lentas. No nariz destaque para a predominância das notas frutadas e uma delicada nuance de barrica. Em boca é um vinho intenso, estruturado, com taninos vivos, mas já amaciados pelos 6 anos de vida, o paladar mostra-se muito frutado, com nuances de especiarias como café e ainda notas de chocolate amargo e tostado. Final de boca revelou um comprimento e uma persistência medianos.

O Rótulo
 
Vinho: Quinta de Arcossó Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  Touriga Nacional (35%); Touriga Franca (25%) e outras (40%).
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Arcossó
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Ainda não está no mercado local
Preço médio em Portugal:  9 Euros
Temperatura de serviço: 16º
 
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009
 
Esse foi o melhor da noite, tanto para mim como para o Juberlan. Deste vinho foram produzidas apenas 1300 garrafas e nós pudemos degustar parte desta limitada produção.
 
As uvas seleccionadas para a elaboração deste vinho provêm de uma das melhores zonas da sub-região Valpaços - Santa Valha, na qual as condições micro climáticas espaciais permitem a expressão óptima das castas: Tinta Roriz, Trincadeira e Bastardo. A sua estabilização é natural, portanto é susceptível a formar pequeno depósito.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou boa complexidade, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e em boa integração com notas de café, baunilha e um tostado elegante e delicado. Em boca mostrou taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e os impressionantes 15% de álcool que não agrediram em nenhum momento. Final de boca agradável e de boa intensidade repetindo a fruta e o tostado no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Terras do Salvante Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Terras do Salvante
Graduação:15%
Onde comprar em Recife: Ainda não está no mercado local
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
Degustamos também quatro azeites, os quais terminaram roubando a cena, mas isso é tema para um outro post.