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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Salton Moscatel, mais uma boa opção para o verão

Não precisa ser nenhum especialista para saber que o verão esse ano veio com a carga total, então nada mais justo que deixar seus vinhos tinto na adega e abusar dos espumantes, brancos e rosés.
 
Hoje falo de mais uma boa opção para esses dias tórridos: o Salton Moscatel, um vinho que vai super bem como aperitivo. Pelo dulçor característico e o baixo teor alcoólico a maioria dos enófilos e até os que não bebem vinho com frequência irão se deliciar com umas tacinhas desta bebida.
 
Vinho produzido na Serra Gaúcha pela gigante Salton e elaborado com uvas da variedade Moscato, sendo fermentado em tanques de aço inoxidável hermético (Método Charmat) à baixa temperatura, com fermentos selecionados específicos para que o produto preserve os aromas primários da variedade.

Vamos a nossa análise:
 
Na taça apresentou cor amarelo clara com reflexos esverdeados, boa formação de espuma e perlage abundante e de boa persistência.
 
No nariz mostrou aromas de boa intensidade com destaque para pêssego, pera, lichia, flor de laranjeira e jasmim, seguido de notas de damasco e mel.
 
Em boca mostrou corpo leve, boa cremosidade e bom equilíbrio entre dulçor e  acidez. Final de boca de média intensidade com as notras frutadas aparecendo no retrogosto.
 
Degustamos como aperitivo, mas vai bem com sobremesas, sorvetes e queijos de mofo azul.

O Rótulo
 
Vinho: Salton Moscatel
Tipo: Espumante
Castas: Moscato
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 7,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 6° - 8°

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Um Moscatel da nossa safra para harmonizar com o bolo das nossas bodas

Tradicionalmente os casais, juntamente com seus familiares, costumam celebrar um ou mais de um de seus aniversários de casamento comendo o bolo servido no dia do enlace matrimonial. Para tanto o bolo é guardado no freezer por este período para que não perca suas características originais.
 
Em Pernambuco o bolo de casamento é uma verdadeira iguaria; entre muitos ingredientes que compõe a receita destacamos a ameixa, o vinho do porto ou moscatel. Nos últimos anos os bolos tem sido divididos, sendo uma parte de chocolate e outra da forma tradicional pernambucana.
 
E seguindo a tradição Fernanda manteve por 365 dias uma parte do bolo do nosso casamento e para harmonizar eu escolhi o Casa Valduga Reserva Moscatel e o fiz por duas razões: a primeira está relacionada ao belo par que espumantes produzidos com a moscato fazem com sobremesas, sobretudo com os bolos de noiva e a segunda está relacionada a Serra Gaúcha, onde passamos nossa Lua de Mel.
 
O espumante é vinificado seguindo o estilo clássico, com seleção manual das uvas e desengace as mesmas ainda frescas. A fermentação alcoólica ocorreu com o uso de leveduras selecionadas a uma temperatura constante, tendo o processo sido parado com o vinho a 7,5%, mantendo desta forma uma concentração residual de açúcar.
 
Na taça o espumante apresentou cor amarelo palha, límpido e brilhante. Boa formação de espuma e perlage fino e de boa persistência.
 
No nariz mostrou aromas delicados e intensos de frutas e flores brancas, com notas adocicadas.
 
Em boca apresentou-se leve, acidez refrescante e repetição das notas olfativas. Final de boca adocicado, mas sem ser enjoativo, equilibrado e de boa persistência.
 
A safra do vinho foi a 2014, igual a nossa! Que Deus abençoe nossa união e nos guie na construção da nossa história.


O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Reserva
Tipo: Espumante
Casta: Moscato Giallo
Safra: 2014
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação:  7,5%
Onde comprar: DLP
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 6°

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Dunamis Ar Moscatel #winebar #dunamis

E vamos de Dunamis Ar Moscatel para fechar nossos posts sobre os espumantes da linha Elementos Ar da Dunamis, que foram degustado no WINEBAR em outubro.

A jovem vinícola Dunamis acertou em cheio nesse moscatel, o qual reproduz bem o espírito jovem e inovador da empresa, pois o vinho é leve e descontarído como todo moscatel tem de ser, mas também tem equilíbrio e uma perlage elagante, fina e rápida, agitada tal qual as cabeças jovens e empreendedoras, que sempre buscam o novo e inusitado.

Na taça mostrou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, perlage fina, delicadas, rápidas e de incrível persistência. No nariz aromas delicados de frutas cítricas  e  florais brancas. Em boca repetiu toda a leveza e sensações olfativas, aliadas a boa acides e frescor. Final de boca de boa intensidade e com notas de maçã e agradalvel dulçor aparecendo no retrogosto.

Grande surpresa este moscatel! Pra mim o de maior equilíbrio dentre os três degustados e o melhor moscatel que já provei.
 
Vale a pena ter umas garrafas em casa para beber em dias quentes, para servir aos amigos e é claro para acompanhar alguma sobremesa. Aqui em casa Fernanda fez um cheesecake de amoras e a harmonização ficou simplesente perfeita.



O Rótulo
 
Vinho: Dunamis Ar Moscatel
Tipo: Espumante
Casta: Moscato Bianco
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Dunamis
Graduação: 7,5%
Onde comprar: Dunamis
Preço médio: R$ 44,90
Temperatura de serviço: 6º
 


Notas:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Dunamis para degustação no WINEBAR.

Caso não tenha assistido vale a pena conferir na íntegra logo aí embaixo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Rio Sol Grand Prestrige Brut #aveclevin

Abrimos o nosso último encontro da Avec le Vin, na casa dos amigos Rodrigo e Carol, com um espumante produzido pela ViniBrasil no sertão pernambucano: o Rio Sol Grand Prestrige Brut.
 
O projeto Vinibrasil nasceu em 2002. A vinícola deu, desde o início, predominância para as castas Cabernet Sauvignon, Syrah, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão e Vinhão e as castas Tanat e Malbec, com destaque especial para Syrah, a casta que melhor se adaptou a região.
 
Para acompanhar a investigação in loco e potencializar os conhecimentos existentes a nível mundial foi realizado um protocolo com o Instituto Superior de Agronomia, da Universidade Técnica de Lisboa. De fato, este projecto tem tudo de novo: a região (sertão nordestino), o clima (semi-árido) e a latitude (paralelo 8). Tal como foi classificado por Jancis Robinson, este vinho não é do "Novo Mundo", mas sim de uma nova categoria chamada "Nova Latitude".
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo-palha, com reflexos dourados e perlage fina e de média duração. No nariz notas de frutas vermelhas, floral combinadas com toques sutis de levedura e pão tostado. Em boca mostrou acidez mediana, fruta cítrica, toques discretos de frutos secos e sutil picância. Um espumante um pouco pesado, contudo agradável e fácil de beber, apesar de ter final de boca curto e diminuta acidez.


O Rótulo
 
Vinho: Rio Sol Grand Prestrige
Tipo: Espumante
Casta: Syrah e Moscato
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 6º

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vale dos Vinhedos em 1 dia

Seguindo nossa viagem pela Serra Gaúcha partimos para Caxias do Sul para podermos ficar mais próximo da Região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Nossa meta era visitar algumas vinícolas no período da tarde, porém caiu um temporal e não tivemos outra opção senão ficar em Caxias.
 
Com a melhora do clima chuvoso botamos o pé na estrada e partimos para Bento Gonçalves na manhã seguinte. Pegamos algumas informações no Turismo Bento, um posto de atendimento ao turista bem na entrada da cidade, próximo ao Pórtico.
 
Mapas na mão partimos para o Vale do Rio das Antas, onde fica a Vinícola Salton e um dos locais mais apreciados da região em virtude de sua paisagem natural ímpar, repleta de vales, rios e montanhas exuberantes.

Salton
 
Foi pela Vinícola Salton que iniciamos nossa maratona e por lá recomendamos que todos o façam. A empresa possui um qualificado atendimento ao público e oferece programas customizados de visitação, que iniciam às 9h30min e vão até às 17h.

 
Fomos guiados por profissional da área de Enologia e Turismo, a visitação foi fantástica, ímpar, impecável... Conhecemos as instalações de uma forma única iniciando por um vinhedo de Cabernet Sauvignon de 25 anos de idade situado bem a frente da belíssima sede e usado para teste de novos produtos para futuramente serem aplicados nos vinhedos.


Um dos destaques, que torna a Salton uma atraente opção turística é a facilidade de se passear pela vinícola, onde exclusivas passarelas aéreas foram construídas para possibilitar ao visitante acompanhar todo o processo produtivo de recebimento, elaboração, engarrafamento e amadurecimento dos produtos.

 
Durante a visita, além da passear pela área de produção fomos surpreendidos pelo talento de artistas da região, que reproduziram no teto pinturas que retratam o vinho em diferentes momentos da história da família.


A visita finda com uma degustação opcional no valor de R$ 10,00, os quais são revertidos para a compra de produtos na loja da vinícola. Como eu estava dirigindo só a Fernanda participou da prova de 7 diferentes rótulos: Salton Lunal Frisante, Salton Intenso Merlot-Tannat, Salton Talento, Salton Classic Cabernet Franc-Merlot-Ancellota Suave, Brasil Salton Intenso, Salton Moscatel e Salton Intenso Branco Licoroso.


Marco Luigi

Nossa segunda parada foi a pequena, mas muito agradável e elegante Marco Luigi, um vinícola familiar que tem sua história marcada pela chegada ao Brasil o patriarca Marco juntamente com seu filho Luigi.

Motivado pelo sonho e pelo amor ao bom vinho, surgiram de dentro da mata virgem os primeiros parreirais, plantados com mudas trazidas da própria Itália pelo patriarca da família, que produziram uvas de excelente qualidade e originaram os primeiros vinhos artesanais, primeiramente para consumo próprio.

Antiga sede da Vinícola.
Com o nascimento de seu neto, Marco Luigi, que herdou o amor e conhecimento pelo vinho, a produção de uvas aumentou, os vinhos passaram a ser comercializados na região e o sonho do patriarca tornou-se realidade. Com o tempo, Marco Luigi passou a ser reconhecido pela qualidade de seus vinhos e em 28 de Agosto de 1946 registrou a Vinícola e prosseguiu sua caminhada na arte do vinho.
 
 
Fomos recebidos por Franciele e Davi, que nos apresentou a vinícola, iniciando pelos parreirais e um pouco sobre como era a produção, passando pela vista externa da antiga casa do patriarca e da vinícola e findando pela atual sede, linha de produção e caves de amadurecimento.

Aqui é o paraíso: cave onde repousam as safras mais antigas.
Nossa visita terminou com a degustação dos vinhos: Marco Luigi Reserva Chardonnay, Marco Luigi Tributo Baginbox, Marco Luigi Tributo Touriga Nacional, Marco Luigi Reserva Marselan, Marco Luigi Grande Reserva Brut, Marco Luigi Tributo Brut, Marco Luigi Tributo Prosecco, Marco Luigi Tributo Demi-Sec e Marco Luigi Reserva Moscatel. Este serviço custa R$ 12,00 por pessoa e dá direito a uma taça personalizada.

Casa Valduga

Partimos para outra gigante: a Casa Valduga um empreendimento exemplar e de uma estrutura impecável que inclui além da vinícola, a Villa Valduga (complexo enoturístico com Enoboutique, Restaurantes e Pousadas) e a Casa Madeira (uma empresa artesanal, que elabora produtos 100% sadios e naturais, tais como: Geléias, doces e vinagres Balsâmicos à base de vinho).


A visita pelas instalações da vinícola inicia com um vídeo institucional que conta um pouco da história da empresa e de como são produzidos os vinhos. Depois seguimos para um mini museu onde estão o primeiro Cabernet Sauvignon e o primeiro trator da família. O passeio continua pelas caves de amadurecimento de tintos e brancos, de fermentação de espumantes e pela linha de produção, onde os vinhos são engarrafados.

O uso dessas belas toucas é obrigatório enquanto dentro da área
de produção para evitar contaminação.

 
O destaque da visita fica para a degustação dos vinhos, que é realizada bem no meio das caves onde repousam as garrafas e barricas de carvalho. Nos foram servidos os vinhos: Casa Valduga Identidade Premium Chardonnay, Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot, Casa Valduga Identidade Premium Pinot Noir, Espumante Casa Valduga Reserva Brut e Espumante Casa Valduga 130.

 
Miolo

Fazemos aqui um parêntese para falar sobre a visita a Vinícola Miolo, um parêntese porque na realidade a visita a esta foi realizada como parte do passeio que fizemos na Maria Fumaça. Contudo, com uma boa organização e gerenciamento do tempo é possível incluir ela no roteiro de visitas de um dia pelo Vale dos Vinhedos.


Aqui a visita inicia-se pela sala que ficam as pipas onde ocorria o processo de fermentação, seguindo pelos tanques de inox e passando pela fantástica cave onde estão as barricas de carvalho, que para nós é o ponto alto da visita a Miolo, pois no ar pairam os deliciosos aromas do carvalho. Em seguida o enólogo nos guiou pelas caves onde os vinhos amadurecem já em garrafas e os espumantes passam pela segunda fermentação.

  

Outro ponto alto da visita é a degustação, a qual ocorre em uma belíssima sala desenhada especialmente para este fim, onde as bancadas ficam montadas e preparadas para uma ideal análise dos vinhos. Aqui degustamos: Miolo Reserva Chardonnay, RAR Tinto, Espumante Brut Cuvée Tradition, Espumante Demi-sec Cuvée Tradition, Testardy Syrah (esse é do Vale do São Francisco) e Lote 43.

Uma beleza de sala de degustação.

Don Laurindo

A parada agora é em outra vinícola familiar e que era uma das que mais ansiávamos visitar. A Don Laurindo é uma vinícola boutique que tem uma pequena produção, porém de vinhos com grande potencial de envelhecimento.


A história desta simpática vinícola iniciou em 1887, quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na província de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos.


Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos juntamente com o filho Ademir que formou-se em enologia e passaram a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres. Em 1991 Laurindo resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a Vinhos Don Laurindo LTDA.


As instalações nos foram apresentadas por Lucas Brandelli, filho de Ademir Brandelli, que nos explicou brevemente como são produzidos os vinhos e nos levou para a sala de degustação e loja, que ficam bem ao lado das caves onde os vinhos amadurecem em barricas de carvalho e próxima de onde repousam vinhos com 20 - 30 anos de idade.

Por trás destas grades repousam alguns tesouros.
Pela visita e degustação dos vinhos paga-se uma taxa simbólica de R$ 15,00, que é dispensada caso os visitantes adquiram algum produto na vinícola.

Cave de Pedra

Próxima parada: Cave de Pedra, uma jovem vinícola, fundada em 1997, com uma belíssima sede cosntruida em pedra basalto inspirada nos castelos medievais, que além de ser belo e exótico para a região, ajuda a manter uma temperatura mais amena ideal para o amadurecimento dos vinhos.


A vinícola elabora um volume reduzido de vinhos e espumantes, a menor produção dentre as que visitamos, em uma média de 1000 garrafas por vinho. A especialidade é a elaboração de vinhos espumante pelo métodos champenoise.


Além deste diferencial da pequena produção os apaixonados pelo produto da fermentação do fruto das videiras podem casar-se nas instalações... imagine só ver sua noiva chegando ao altar passando pelas caves de amadurecimento... um sonho, não?

 
Fique atento ao horário de funcionamento: a vinícola fecha às 17h, mas a última visitação inicia-se às 16h; após este horário só é possível visitar a loja.
 
Vinhedo em estado de dormência, repondo os nutrientes e preparando-se
para a nova safra.

Lidio Carraro

Quando a noite já estava por chegar aportamos na última vinícola de nossa maratona: a Lidio Carraro, que ganhou imensa notoriedade por ter sido escolhida pela FIFA para ser a produtora oficial do vinho da Copa do Mundo de 2014, o Faces (tinto, branco e rosé).


A Lidio Carraro é uma vinícola boutique e sua história remota para o ano de 1875 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, porém só em 2001 ocorre, após muitos anos de estudo, a fundação da empresa.

Uma das marcas registradas da Carraro é a de que nenhum de seus rótulos passa por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas. A partir dos parreirais do Vale dos Vinhedos é produzido apenas o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Os demais rótulos são provenientes de uvas dos seus 200 hectares em Encruzilhada do Sul.

Ao contrário de todas as outras vinícolas a visita desta é realizada através de uma exposição audiovisual, onde um dos funcionários nos passa a história da vinícola e de como são produzidos os vinhos. Ao fim da exposição passamos para a degustação dos vinhos: Faces Branco, Faces Tinto, Agnus Merlot, Elos Touriga Nacional-Tannat e Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2006.


Fomos muito felizes em cada uma das visitas que fizemos e, para um dia, creio que tenhamos batido um record e mesmo não tendo visto tudo que queríamos voltamos de lá muito satisfeitos e já sonhando voltar e passar por todas vinícolas que não pudemos visitar.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Abrindo a copa com o Faces Branco 2013

Para os jogos da primeira fase da copa do mundo resolvi abrir um vinho oficial da copa para cada jogo do Brasil e harmonizar com um prato típico do país adversário.
 
Lo go na abertura um desafio, pois a culinária da Croácia não é muito conhecidada no Brasil e escolher um prato que fosse bem com o Lidio Carraro Faces Branco World Cup 2013 não foi tarefa fácil, já estava ficando tenso, quando Fernanda viu uma receita no jornal local: Frango de Leite e salvou a harmonização da abertura da copa. A receita é tema para outro post da Coluna Casal Perfeito.
 
O vinho é um corte de três uvas: Chardonnay, Moscato e Riesling Itálico, que juntas deram ao vinho muitos aromas e frescor.
 
Visualmente mostrou cor amarelo palha. No nariz aromas intensos de flores brancas (rosas e cravo) e frutas brancas como pêra, maçã e melão. Repetiu as notas olfativas em boca e mostrou grande frescor. Final de boca com a fruta aparecendo no retrogosto e com leve amargor.
 
O vinho, assim como o Brasil, não impressionou, mas melhorou quando aompanhado do Frango carinhosamente preparado por Fernanda.
 
O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Faces World Cup
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay, Moscato e Riesling
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 49,00 (Por este paguei R$ 33,00 na Wine)
Temperatura de serviço: 10º

segunda-feira, 3 de março de 2014

Yarden Muscat 2011

Vinho israelense fortificado, já viu? Eu não só vi como provei um belo exemplar há 15 dias durante a degustação dos vinhos da Golan Heights Winery, que já está deixando saudades.
 
O Yarden Muscat é produzido a partir de uvas de vinhedos situados na porção sul das Colinas de Golan. Um vinho doce surpreendente.
 
Vinificado através de curta fermentação alcoolica em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada, seguida de fortificação (adição de aguardente vínica). O aguardente amadureceu em barricas de carvalho; o vinho, já fortificado, amadureceu em tanques de aço sob temperatura controlada.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor amarelo clara e brilhante. No nariz mostrou aroma intenso com casca de lajanja em evidência, seguido de notas florais, mel e baunilha completando a paleta de aromas. Em boca mostrou muito leve e delicado, com boa acidez e interessante frescor; encorpado untuoso com boa persistência e as notas florais e do mel aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Fortificado
Castas: Muscat de Alexandria
Safra: 2011
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 8°
Outros atributos: Vinho Kosher

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

E assim nasceu a Avec le Vin

Há muito tinha interesse em participar de uma confraria, cheguei a iniciar um grupo junto com amigos, mas não deu liga, contudo no fim de 2013 eu e Juberlan começamos a coversar sobre o tema, o papo foi amadurecendo, convidamos alguns casais amigos e fomos papeando.
 
Alguns telefonemas, trocas de e-mail, a turma foi se agitando e logo surgiu a necessidade do nosso primeiro encontro.
 
E como todo primeiro encontro merece, pensamos em algo diferente e especial, foi então que decidimos por nos encontrar no Parque da Jaqueira para um piquenique no fim da tarde do último sábado.
 
Levamos algumas comidinhas práticas: biscoitos, pães, queijos, geléias... E como não pode faltar no encontro de uma confraria: vinhos, que foram o Chandon Passion e o Alfredo Roca Pinot Noir, dois rótulos leves e descontraídos, combinando com o clima de um piquenique e do verão.
 
Papeamos e papeamos: viagens, histórias, culturas, atividade física, comida, vinho, de tudo um pouco, uma verdadeira salada. O papo foi tão legal e descontraído que rapidamente se passaram 3 horas ou mais.
 
Mas antes de findar o nosso primeiro encontro voltamos ao papo que já havia rolado em uma troca de e-mails: o nome de nossa Confraria. Nomes em francês e latin foram o auge e os sugeridos por mim e Fernanda e por Juberlan nem aqui serão citados para não nos deixar acanhados.
 
Findamos por ficar com a sugestão da confreira Luciana: Avec le Vin (do francês - com vinho) e como a própria disse ao sugerir - "sugere que faremos um pouco de tudo ao lado de um bom vinho - arte, gastronomia, fofoca".
 
É bem essa a nossa ideia e a de uma confraria: juntar ou melhor dizendo congregar pessoas com interesse comum, que no nosso caso é o vinho, mas sem deixar de lado o intuito de termos momentos legais entre amigos, temperados com boa comida, conversa e amizade.

Um brinde a Avec le Vin

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Beni di Batasiolo Moscato D´Ast Bosc dla Rei 2010

Minha mãe ganhou esse vinho, que é produzido pela Beni Batasiolo, tradicional produtora de tintos premiados internacionalmente, como os Barolos Corda della Bricolina, Cerequio e Bofani.
 
A história da vinícola remota para o ano de 1978, no qual a família Dogliani comprou a histórica Vinícola Chiola, em La Morra, no coração do vale do Barolo. Nesta época, a propriedade era composta de sete ‘beni’, ou seja, sete casas de campo rodeadas de vinhedos da uva Nebbiolo. Desde então, os irmãos Dogliani conseguem aumentar sua propriedade para nove ‘beni’, com mais de 120 hectares dos quais 75 são utilizados para a cultivação de Nebbiolo. O nome “Beni di Batasiolo” foi escolhido pela família para representar a empresa, mantendo a sua real tradição contida no termo ‘bene’: terreno, vinhedos, a vinícola, e a área repleta de colinas e vinhedos enfileirados em perfeita ordem e harmonia.
 
O vinho foi aberto na noite de véspera de natal, mas como ia dirigir degustei apenas uma pequena quantidade no dia seguinte, mas ainda foi possível observar seus intensos e delicados aromas.
 
Vinho de cor amarelo dourado com formação de bolhas nas paredes da taça. Perfumes muito intensos e persistentes, com notas florais, sobretudo rosas, notas de damasco, pêssego e mel. Na boca mostrou-se doce, cheio, agradável, equilibrado e fascinante, com o açúcar em harmonia com a acidez e a fruta. Amanteigado, untuoso, porém deixa uma saborosa nota cítrica e refrescante no retrogosto.
 
Um vinho bom para aperitivo e também vai muito bem como acompanhamento de sobremesas, frutas, salada de frutas e panetones.
 
O Rótulo

Vinho: Beni di Batasiol D´Ast Bosc dla Rei
Tipo: Frisante
Castas: Moscato
Safra: 2010
País: Itália
Região: Asti, Piemonte
Produtor: Beni di Batasiolo
Graduação: 5,5%
Onde comprar: Bebida online
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 6º