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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

EA: quando o vinho se junta à arte

Com a nova campanha “EA, a inspiração bebe-se”, a marca de vinhos EA pediu a 5 artistas para traduzirem a arte de fazer vinho na sua arte. Luís Mileu na fotografia, Pantónio na pintura, Né Barros na dança, Matilde Campilho na poesia e Dead Combo na música aceitaram o desafio. As intervenções destes resultaram em autênticas obras de arte.
 
A criação processou-se em três fases: na primeira, os artistas tiveram a oportunidade de provar o vinho, seguindo-se o processo de criação do conceito individual para cada forma de arte, culminando na produção, efectiva, da obra.
 
Com este conceito, criado pela Albuquerque Designers para a Cartuxa, foi possível sair do território cultural do produtor e posicionar-se noutra atmosfera cultural. Neste caso, é sair das narrativas muito usadas na divulgação de um novo vinho – cansados estamos nós de ouvir falar em vinhos frutados, vinhas, na região, em adegas, entre outros  –  e partir para a arte.  Ela própria faz parte do projecto cultural da Fundação Eugénio de Almeida, detentora da Cartuxa.
 
Desta forma, a Cartuxa transfere o papel de interpretação do vinho para quem o prova.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Um vinho para ler ou um livro para ser degustado?

Um vinho para ler ou um livro para ser degustado?  A resposta é uma só: ambos! Por que não reunir dois prazeres em um único produto? Pois foi exatamente o que a agência de design Reverse Innovation propôs à Vinícola Matteo Correggia, de Canale d'Alba, no norte do Itália, ao criar o Librottiglia, junção de livro e garrafa, em italiano; um encontro entre a degustação dos vinhos de excelência aliado ao prazer da boa leitura.
 
 
Assim como na literatura, o Librottiglia se apresenta em uma trilogia que promete agradar a todos os gêneros de narração e gosto. Para isso, foram escolhidas três histórias em perfeita sintonia com o tipo de vinho.
 
A cantora e compositora italiana Patrizia Laquidara assina "La Rana nella Pancia"(A Rã na Barriga), uma fábula enigmática como o vinho seco brachetto Anthos e seu surpreendente aroma adocicado de frutas vermelhas e rosas. Já a escritora brasileira e produtora cultural Regina Nadaes Marques, radicada há anos em Milão, propõe o romance "Ti amo. Dimenticami" (Te amo. Esqueça-me) com uma estória de amor intensa como o famoso tinto nebiolo da região de Roero, no Piemonte.
 
 
E é claro, não poderia faltar uma ação policial bem-humoroda do autor satírico Danilo Zanelli. Leve e refrescante como o vinho branco Roero Arneis. Os livros, em tamanho compacto, funcionam como rótulo para as garrafas de 375 ml e se distinguem não só pelo seu conteúdo, mas pelo seu design gráfico minimalista e moderno.
 
 
O produto oferece ao público um diálogo harmônico para os apaixonados por vinho e literatura. Um bom livro acompanhado por um vinho de primeira qualidade. O que mais você quer?
 
Por Fernanda Massarotto
Fonte: O Globo

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Resistência natural, um filme para os amantes da sétima arte e de vinhos italianos

Jonathan Nossiter, diretor, entre outros, do documentário Mondovino, enfoca em seu novo filme recém lançado, Resistência natural, a indústria do vinho frente à globalização.
 
Dez anos após seu primeiro filme sobre o tema, Nossiter vai a diferentes regiões da Itália ao encontro de vinhedos locais e das pessoas responsáveis por eles. Nessa troca de experiências, o que parecia um paraíso bucólico, onde a produção de vinho se dá por métodos orgânicos, revela-se um campo de batalha entre pequenas associações e a grande indústria agrícola.
 
Sobre o filme
 
Resistência natural mistura documentário e ficção e apresenta seis viticultores italianos, que levam uma vida que muitos sonham. Giovanna Tiezzi e Stefano Borsa, em seu mosteiro do século XI convertido em adega na Toscana, encontraram uma maneira de produzir grãos, frutas e vinho que os conecta com sua antiga herança etrusca; Corrado Dottori e Valerio Bochi fugiram de Milão para a fazenda do seu avô na região de Marcas; a ex-bibliotecária Elena Pantaleoni trabalha nos vinhedos de seu pai em Emilia e se esforça para tornar sua propriedade uma realidade utópica; e Stefano Bellotti, o Pasolini da agricultura italiana, um produtor-poeta-radical, vive em sua fazenda localizada no Piemonte. Mas esses protagonistas de uma revolução europeia do vinho natural, e que se espalha rapidamente pelo mundo, encontraram uma resistência feroz. Nem todo mundo acredita em sua luta por uma produção economicamente justa e historicamente rica em expressão.
 
Sobre Jonathan Nossiter
 
Nascido em 1961 nos Estados Unidos, estudou artes plásticas na Escola de Belas-Artes de Paris antes de se dedicar ao teatro e ao cinema. Entre seus trabalhos mais conhecidos, estão Mondovino (2004) e Domingo é dia (2007)). Além de cineasta, Nossiter é sommelier, e já desenvolveu cartas de vinho para restaurantes de Nova York, Paris e Rio de Janeiro, além de escrever artigos para a New York Magazine, O Globo e a Food & Wine.
 
Fonte: IMS

terça-feira, 16 de junho de 2015

Novela das seis destaca o vinho

O vinho ganha destaque na programação da TV Globo. Depois de um especial no Globo Repórter, a bebida será um dos protagonistas da nova novela das seis da emissora, “Além do Tempo”, ambientada nos vinhedos da Serra Gaúcha. As gravações tiveram início neste mês de junho e a estreia deve acontecer em julho próximo.
 
As primeiras cenas foram gravadas em São José dos Ausentes, região dos Campos de Cima da Serra. A ligação da trama com o vinho se dá a partir da mostra de diversas práticas do mundo do vinho, desde a vindima (colheita) e a tradicional pisa das uvas, até o trabalho nos dias atuais.
 
A história  será ambientada na Serra Gaúcha, principal região produtora do Brasil, e os protagonistas, interpretados por Alinne Moraes e Rafael Cardoso, são enólogos.

Fonte: Revista Adega

terça-feira, 2 de junho de 2015

Vinícolas e suas arquiteturas futuristas e arrojadas

Embora a qualidade do vinho seja indiscutivelmente mais importante do que a estética da vinícola onde foi feito, cada vez mais produtores exercitam suas habilidades de designs para criar edifícios inovadores, modernos e impressionantes nas vinícolas. Esse novo conceito de vinícola art, além da estética, traz muitos benefícios ambientais e econômicos. Veja alguns ótimos exemplos:
 
- Projetada pelo arquiteto Domingo Triay, de Barcelona, e inaugurada no início dos anos 1990, a adega do Artesa é construída diretamente em uma encosta, em Carneros, perto da cidade de Napa. Erguida com a intenção de misturar perfeitamente a paisagem que envolve, a adega é coberta com uma camada protetora de gramíneas nativas e possui caves subterrâneas.
 
 
- Localizada na província de Huesca, na região leste norte de Aragão,  Espanha, a Bodegas Irius é uma das adegas mais modernas e inovadoras do mundo. Grande parte da adega é construída no chão, escondendo muito de seus 30.000 metros quadrados sob os vinhedos que a rodeiam. Projetado por Mariano Pascual, o edifício foi desenhado para se assemelhar a uma borboleta.
 
 
- Este terreno do século 19 foi adquirido pela família Ceretto em 1987 e transformada em sede de vinificação. O destaque da adega é, sem dúvida, o seu design futurista, com um deck de observação espacial do tipo que se projeta sobre as vinhas proporcionando aos visitantes vistas panorâmicas da propriedade. Conhecido como o Acino, a palavra italiana para uma única baga da uva, ele tem vista para os vinhedos das colinas do Barolo.
 
 
- Em 2006, os proprietários de St. Emilion Château Cheval Blanc, Bernard Arnault e Barão Albert Frère contrataram o arquiteto francês Christian de Portzamparc para projetar uma nova adega para melhorar sua produção de vinho. Inspirando-se nas cubas de fermentação de concreto usados ​​pelo château, Portzamparc criou uma estrutura de concreto coberto com um dossel de concreto branco, que parece flutuar sem peso em cima das videiras.
 
 
- Castello di Amorosa é o resultado do sonho de um homem de construir um autêntico castelo medieval na Toscana. Dario Sattui, enólogo italiano e empresário, começou a construir o Castello di Amorosa em 1994 e finalmente abriu para negócios em 2007. Com aproximadamente 121.000 metros quadrados, possui 107 quartos, 90 dos quais são dedicados a vinificação e armazenamento, e um grande hall com dois andares pintados por artistas italianos, com uma antiga lareira de 500 anos. Construído a partir de 8.000 toneladas de pedras esculpidas à mão, o edifício está situado ao longo de oito níveis e dispõe de uma ponte levadiça, calabouço e câmara de tortura, mesmo entre inúmeros caves.
 
 
- A vinícola Darioush, em Napa, foi construída para se assemelhar a um palácio persa, refletindo a herança de seus proprietários Darioush e Shahpar Khaledi. Foi fundada em 1997 por Darioush, que cresceu em Shiraz, uma das regiões vitícolas proeminentes do Irã. Projetada pelos arquitetos Ardeshir e Roshan Nozari, a vinícola levou cinco anos para ser construída. Com mais de 120 hectares em Napa Valley, os vinhedos da propriedade cobrem partes de Mount Veeder e Oak Knoll AVAs.
 
 
- Esta vinícola futurista foi projetada pelo arquiteto de renome mundial Frank Gehry. Foi inaugurada em setembro de 2006 no meio da Vinos de los Herederos vinha de Marqués de Riscal, em Rioja. Junto com a adega, a vinícola também abriga um restaurante com estrela Michelin e um spa.
 

- Mission Hill Winery é uma vinícola canadense baseada na região de Okanagan Valley, da British Columbia. Foi criada em 1966 por um grupo de empresários. Em 1996, o grupo Olson Kundig Architects foi contratado para reconstruir a adega, por um custo de 35 milhões dólares. Possui cerca de 12 andares, e uma torre de 85 pés de altura.
 
 
- A adega O’Fournier foi comprada pela família Ortega Gil Fournier, de Burgos, na Espanha, no ano 2000. Ela está localizada a 130 km de San Carlos, cidade de Mendoza. As uvas colhidas são trazidas até a vinícola através de rampas para uma área de recepção elevada onde elas são depositadas em quatro buracos no chão que levam as uvas para um barril no subsolo. Sua característica mais marcante, porém, é o seu telhado negro gigante, que fornece sombra e controle de temperatura.
 
 
Fonte: Revista Adega

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quando vinho e arte se misturam

Elaborar vinho requer conhecimento, paixão e encantamento. É assim que trabalha o enólogo gaúcho Rogalindo Bettú, da Villa Francioni, que cresceu no meio da vitivinicultura e se especializou nessa arte. O encontro com o artista plástico Juarez Machado, apaixonado por vinho e mestre internacional em pintura, resultou em um produto com o nome do artista, elaborado com quatro uvas da safra 2007 (cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc e malbec) e embalado em sete rótulos cuidadosamente desenhados por Juarez.
 
 
Caso queira adquirir uma ou mais garrafas você vai ter que correr, pois foram produzidas apenas 7 mil garrafas, sendo mil de cada rótulo.
 

domingo, 9 de março de 2014

Vindima em Vinho Tinta

A cor, a textura e o aroma do vinho ganham novo sentido, é que desde o dia 07 de março em Bento Gonçalves. A Exposição “Vindima em vinho Tinta”, do artista plástico Assis Costa une o universo da arte e do vinho. As obras pintadas com vinho, técnica (vinarela) serão apresentadas até o dia 16 de março, no Hotel & Spa do Vinho, no Vale dos Vinhedos. A atividade inovadora integra o Bento em Vindima, e exalta o período da colheita da uva, e produção do vinho.
 
O artista plástico Assis Costa, define que pintar ao sabor do vinho faz da arte algo divino e do vinho pura arte. “Há muito tempo cultivei o desejo de pintar sobre as terras do Sul, e como se estivesse maturando lentamente uma essência, eis que encontrei no próprio vinho a matéria-prima com a qual pudesse dar forma e representação ao imaginário mítico do vinho e da rica cultura do Rio Grande do Sul”, destaca.
 
As obras relatam paisagens, o cotidiano dos homens e mulheres que através da força e do trabalho transformaram a região com o cultivo da uva, e a produção do vinho, símbolo da nossa região. “É uma atividade inovadora, que une apreciadores do vinho e da arte, deixando o Bento em Vindima ainda mais especial”, comemora.
 
A exposição Vindima em Vinho Tinta, está aberta ao público das 14h às 19h, no Hotel & Spa do Vinho e é uma realização da Steffen Projetos e Eventos Culturais e Prefeitura, através da Secretaria de Turismo de Bento Gonçalves, com apoio do Hotel & Spa do Vinho, Giordani Turismo, Hotel Villa Michellon, Vinícola Salton, Vinícola Aurora, Don Giovanni Vinhos, Vinhedos e Pousada, Revista Adega e Lídio Carraro Vinícola Boutique

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Clássicos do cinema representados em barricas velhas

Benjamín Romeo, proprietário da vinícola espanhola Bodega Contador, teve uma ideia para atribuir valor aos seus velhos barris e conseguir colocá-los de volta à venda: estampar rostos e cenas famosas de Hollywood nas barricas.
 
A ideia do proprietário começou ao se reunir com seus amigos artistas Raul San Cristobal e Enrique Martin. O projeto chamado de “La Oveja Bala” consistia na transformação de barris velhos em arte. Cada barril foi pintado à mão, e dada a superfície curva, a construção das cenas têm de parecer oticamente corretas.
 
O primeiro barril estilizado guardava uma mistura de Tempranillo e Garnacha, e recebeu como estampa o chapéu icônico de Clint Eastwood, usado no filme O Cavaleiro Solitário. Além desse, artistas como Robert De Niro, Jack Nicholson e vários outros, também compõem a coleção de barris desenhados. O preço para cada recipiente foi estipulado pelos artistas em US$1.600 cada. A Bodega Contador mantém uma exposição dos seus barris estampados até 15 de julho deste ano.
 
Mais informações em http://laovejabala.com

 
 Fontes: Revista Adega e La Oveja Bala

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Empresa transforma garrafas de vinho em vasos de planta

A empresa My Little Garden especializou-se na transformação de garrafas em vasos de plantas, reaproveitando o objeto. A ideia é dar nova utilidade às velhas garrafas, tornando o que seria lixo em um material aproveitável. Dessa forma, criam os "bottle kits" para o cultivo de ervas aromáticas. O produto reúne um triplo benefício: reciclagem, design e alimentação saudável.

Os kits são compostos por sementes certificadas, o substrato não possui adubo ou produtos químicos, o pavio condutor da água do reservatório a terra é de fibra natural e as garrafas são recolhidas pela própria empresa nos restaurantes de Portugal. O material ainda pode ser reutilizado após a colheita.

A preocupação social também está presente nos processos desenvolvidos pela empresa. A Organização de Apoio e Solidariedade para a Integração Social (OASIS), por exemplo, é quem fica responsável por atribuir aos portadores de deficiência a tarefa de cuidar de todo o processo de lavagem e remoção de rótulos das garrafas.

Já a montagem dos kits é realizada por detentos, e assim como os demais processos, este também é manual. A caixa possui um manual de instruções indicando os cuidados necessários que o cliente deve se atentar.

Transformando tais objetos em vasos de planta, a My Little Garden também cria peças interessantes para a decoração.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Vale em filme

A história do Vale dos Vinhedos, um território localizado no encontro dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Sul, da Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul, será eternizada em um documentário que será gravado ao longo deste ano. A produção do filme “Memórias do Vale dos Vinhedos” faz parte de uma iniciativa da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) para registrar as histórias e memórias dos moradores mais antigos, tornando-se uma ferramenta de educação cultural e promovendo o fortalecimento da identidade da comunidade.
 
O projeto, que pretende registrar as histórias e memórias dos moradores mais antigos do Vale, está sendo coordenado pelo presidente da Aprovale, Juarez Valduga, que irá inserir no documentário entrevistas com integrantes da comunidade que acabaram se tornando protagonistas na história e desenvolvimento do Vale dos Vinhedos. A produção do documentário ficará por conta da Triângulo da Produção Cultural com Michel Marchetti da Rosa na direção de filmagem e Dandy Marchetti da Rosa na direção de fotografia.
 
Após a conclusão do documentário, a intenção é que ele seja assistido pela comunidade local e exibido de forma itinerante, divulgando e disseminando as memórias do Vale e reativando as práticas antigas. Além disso, o material produzido deverá ser disponibilizado para as escolas municipais de Bento Gonçalves, ao Patrimônio Histórico, às entidades envolvidas com a aquisição de acervo histórico e à Biblioteca Pública Municipal Castro Alves.
 
Fonte: Revista Adega

sábado, 18 de janeiro de 2014

Faça você mesmo uma adega

Para quem não dispensa um vinho e gosta de armazená-lo corretamente, com a garrafa deitada na horizontal, uma opção criativa e econômica é fazer sua própria adega reciclando materiais.
 
Resistente e em formato circular, as latas de alumínio são matéria-prima ideal para fazer a adega. Elas levam cerca de 200 a 500 anos para se decompor. Portanto reutilizá-las é uma forma de contribuir com o meio ambiente e também decorar a casa de um jeito econômico com objetos criativos e funcionais.
 
Parecida com uma colmeia, esta adega é feita com latas pintadas com spray. Ela ocupa pouco espaço e armazena até 12 garrafas. Confira como fazer:
 
Materiais 
  • 12 latas de alumínio
  • Tinta spray
  • Um abridor de latas sem rebarbas
  • Prendedor de papel tipo Binder
  • Pistola com cola quente
 Como Fazer


Tire o fundo da lata utilizando o abridor sem rebarbas. Caso você não o tenha pode usar um abridor comum e tirar as rebarbas com a haste de uma chave de fendas para evitar que haja riscos, ferimentos ou cortes.
 





Pinte a parte externa das latas utilizando tinta spray e deixe secar. Uma outra opção é preparar a lata com duas demãos de primer para metal (que pode ser comprado em lojas de materiais para artesanato) e pintar as latas com esmalte a base de água. Quem preferir pode simplesmente encapar as latas com adesivo vinílico.
 




A próxima etapa é pintar a parte interna da lata. Neste exemplo foram usados três tons de azul: azul claro, azul-turquesa e azul-marinho escuro. Lembrando que esta etapa é opcional.
 



Com a pistola de cola quente cole uma lata ao lado da outra, formando uma fileira com três latas. Use o prendedor de papel para segurar a próxima fileira de latas e tire-os assim que a adega for finalizada. Uma outra opção é utilizar um prego e fazer dois furos laterais e através deles passar abraçadeiras para uni-las.
 

Confira outras opções de adegas feitas com latas:

 
Fonte: Catraca Livre
 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Vinho e Música, tem combinação melhor? #winebar #winesofargentina

Fui convidado pelo Deco Rossi, representante da Wines of Argentina no Brasil, para mais um WINEBAR, que aconteceu no último 16 de dezembro.
 
Como de costume Daniel Perches do Vinhos de Corte comandou o WINEBAR diretamente dos Stúdios da YB Music e teve como convidados: o músico e wineblogger Mauricio Tagliari e o Enólogo da Viña Zorzal Juan Pablo Michelini. Este foi um WINEBAR diferente dos outros três que participei, pois além dos vinhos se falou de música e vinho juntos, o que é melhor.

 
Para o WINEBAR foram convidados pela Wines of Argentina mais de trinta blogueiros e foi lançado um concurso cultural, sem fins lucrativos,  com o intuito de amplificar o conhecimento e a experiência dos participantes sobre o vinho argentino.
 
Cada blogueiro recebeu dois vinhos, todos diferentes e a ideia era harmonizar cada um dos vinhos com uma música proveniente de uma playlist criada pelo Mauricio Tagliari. Porém, não bastava apenas dizer qual das músicas combinava com o(s) vinho(s) recebido(s), como também explicar o porquê da escolha.

Como prêmio do concurso, da Wines of Argentina, as três melhores harmonizações ganharão uma viagem para a Argentina em 2014 com o intuito de visitas e atividades em vinícolas do país. Todos hão de convir que a iniciativa foi muito bacana e deixou o WINEBAR ainda mais especial.

Os vinhos que recebi foram o Postales del Fin del Mundo Sauvignon Blanc-Sémillon 2012 e o Espumante La Consulta Brut.

La Consulta Brut

Pra mim espumantes são sinônimos de elegância, comemoração, festa, alegria, amizade, paixão... E o La Consulta Brut reune todas estas características. Além de tudo isso seu nome remota para uma consulta realizada, às lideranças indígenas, pelo General San Martin, durante a Guerra da Indepedência da Argentina, sobre qual o melhor caminho para cruzar os Andes.

Depois de horas com os ouvidos atentos, a música Gracias a La Vida de Mercedes Sosa nos chamou atenção e encontramos palavras chaves na bela e forte letra que nos reportaram as características que nos levaram ao rótulo.
 
Ao ler a letra nos deparamos com a frase "gracias a la vida" que casa com comemoração (um brinde pelas coisas que a vida nos dá); a paixão e o amor que o espumante lembra estão representados pelo amado e a voz terna deste, tão bem citadas na música e, curiosamente, a música fala em martírios, turbinas, latidos, montanhas e tudo isto nos levou a citação sobre a consulta pelo General, retratadas no contra rótulo e previamente citada.
 
A música também nos remete a um grande agredecimento pela vida, sobretudo pelos sentidos e órgãos, os quais nos proporcionam ouvir uma boa música, apreciar a beleza de um espumante e sentir todos os aromas e sabores deste líquido tão magnífico. Quer melhor motivo que este para brindar com um espumante?
 

 

Postales del Fin del Mundo Sauvignon Blanc - Sémillon 2012

Este vinho chama a atenção pelo seu rótulo, que é uma representação de um cartão postal com uma imagem que retrata a Península de Quetrihué e pra nós remota os cartões postais que recebemos dos familiares e amigos.

No contra rótulo encontramos os textos:

 "A mística que envolve o nossos vinhos emana de um lugar em que nos encontramos, a imensa Patagônia Argentina. Uma região de inóspita beleza, em cujas infinitas paisagens se podem apreciar os últimos vestígios da criação".

"A foto nos dá uma visão da Península Quetrihué, com suas florestas e o lago Nahuel Huapi, lago de origem glacial cheio de recantos e mistérios".

Imagens da Península Quetrihué
Quando bebemos o vinho e escutamos a música "Casa no Campo" da grandiosa Elis Regina nos imaginamos em uma casa na floresta  junto com os amigos fazendo um piquenique em um verde campo e com belas paisagens, compartilhando de boas conversas e bebendo um vinho alegre e fresco.

Muitos escritores ingleses relacionam a sauvignon blanc com uma música pop, por seu ritmo e caráter jovem e desprentensioso.

O música pop é a cara do corte que compoõe o rótulo, pois ambas as castas juntas reunem aromas de flores brancas e frutas cítricas e um paladar fresco e refrescante. Ambas as castas se desemvolvem bem em regiões de clima frio, nas quais há casas de campo e, possuem características frescas e alegres, próprias para momentos descontaídos como um piquenique.

Escutar mais de cem músicas e escolher uma que tenha características e nos remote a um vinho não é tarefa fácil e para isso contei com a ajuda da minha querida Fernanda, minha maior apoiadora... Escutamos e escutamos a playlist, pesquisamos letras, histórias, etc. e, foi muito legal chegar à música que representasse um pouco do que cada vinho passou pra gente.

No fim ficamos satisfeitos com as nossas "musiharmonizações" e esperamos que você leitor também goste e busque essa companhia vinho-música.

domingo, 17 de novembro de 2013

Cinema de rua é feito com cortiça reciclada de rolhas de vinho

Um grupo de estudantes da escola de arquitetura britânica Bartlett, sob a direção de Colin Fournier, construiu um cinema muito especial nas ruas da cidade de Guimarães, em Portugal. Feito com a cortiça reciclada da indústria de vinhos do país, o cinema prova que novos programas culturais podem ser feitos de maneira econômica e rápida, e com muito sucesso.
 
  
  


 Por Anna Dietzsch

sábado, 7 de setembro de 2013

Reciclando com uma rolha, simples e rápido

A maioria esmagadora dos enófilos guarda as rolhas dos vinhos bebidos, mas o que fazer com as rolhas? Uns fazem quadros, outros colocam em recipientes de vidro e usam para decorar a casa, outros fazem descansos para pratos, etc. As opções e possibilidades são muitas, então é só usar a criatividade e reciclar da forma que mais lhe atrair.
 
Eu outro dia me deparei com um pen drive com a sua carcaça original quebrada, então me veio na cabeça o que poderia usar para não perder 8 GB de armazenamento, foi quando me veio a mente que uma rolha seria uma boa opção.
 
Veja abaixo o passo a passo, através de fotos, de como reciclar seu pen drive usando uma rolha de vinho.
 
Pen Drive sem sua carcaça original.
 
Com uma faca ou um estilete bem afiados
divida a rolha bem ao meio.
 
Com uma caneta marque uma das metades da rolha a área
que será ocupada pelo pen drive e, em seguida remova, com
o objeto cortante, remova apenas o necessário para que o
drive se encaixe perfeitamente.
 
Por fim é só juntar as parte usando para a liga cola de
madeira e depois é só usar e abusar do meu novo pen drive,
ouvindo as músicas nele armazenadas e chamando a atenção
dos curiosos.
Para a confecção usei apenas um pen drive sem carcaça, uma rolha de um pinot noir francês, uma faca pequena e um pouco de cola de madeira.
 
Foi-se o vinho, ficou a rolha
Foi-se a o plástico ficou a tecnologia
 
Veio a rolha
Veio a tecnologia
 
Juntaram-se a a rolha e a tecnologia
Fez-se a música.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mouton Rothschild irá inaugurar galeria de rótulos, Eu estou montando a minha e você, o que coleciona?

Em junho deste ano o Château Mouton Rothschild irá abrir uma galeria de arte para abrigar a exposição itinerante dos rótulos de seus vinhos denominada "Mouton Rothschild: Paintings for the Labels".
 
O novo espaço, que estará separado do Mouton's Museum of Art in Wine, apresentará os rótulos desenhados por artistas consagrados desde a safra de 1924, quando a prática foi iniciada, até as mais atuais. Quem inaugurou a tradição foi o designer Jean Carlu, que elaborou um rótulo em comemoração ao primeiro vinho engarrafado no Château.
 
Depois disso, outro rótulo especial só foi desenhado em 1945 - o famoso "V", de vitória, criado por Philippe Jullian, celebrando o final da Segunda Guerra Mundial. Após essa data, o barão Philippe decidiu que, a cada safra, um grande artista ficaria responsável pelo desenho do rótulo.
 
Desde então, nomes como Picasso, Chagall, Andy Warhol, Salvador Dali, Francis Bacon, Jeff Koons e até mesmo o príncipe Charles deixaram sua marca nos vinhos Mouton Rothschild. Como pagamento pela arte, o Château oferece cinco caixas com o vinho da safra em questão e outras cinco de safras diferentes.
 
"Tanto a safra de 1924 quando as do período entre 1945 e 2010 estarão expostas. A exposição ficará majoritariamente no Mouton, mas também passará por outras cidades por um tempo", afirmou a baronesa Philippine.
 
A exposição "Mouton Rothschild: Paintings for the Labels" existe desde 1981 e já passou por 42 cidades, como Moscou, São Petesburgo, Londres e Nova York. O diretor do Château, Philippe Dhalluin, acredita que o número de visitantes da galeria poderá chegar a 50 mil por ano.
 
Fonte: Revista Adega

terça-feira, 7 de maio de 2013

Livros para Degustar - Parte III

Por Carolina Almeida

 
Quem se interessa não só pelo vinho, mas pela gastronomia em geral, deve ler "De caçador a gourmet" (24), de Ariovaldo Franco. O livro trata da história da civilização por meio de sua alimentação, mostrando o comportamento desde o homem das cavernas até o século XX. Franco ainda aborda os rituais que cercam o alimento e como a gastronomia foi se desenvolvendo ao longo dos anos.
 
No Brasil, onde o vinho ainda pode ser visto como um broto, se comparado com grandes pólos como França, os livros nacionais a respeito do assunto são poucos. Mas vale a pena conferir a obra de Carlos Cabral, "A Presença do Vinho no Brasil" (25). A partir de documentos históricos, o enófilo mostra as raízes da vinicultura brasileira; como, quando, por que e até onde o brasileiro consumiu, produziu e comercializou o vinho.
 
O publisher de ADEGA, Christian Burgos, sugere também outro título de Cabral. "A mesa e a diplomacia brasileira: O Pão e o Vinho da Concórdia" (26), que registra a história da diplomática brasileira, desde o final do 2º Império até os nossos dias. No livro, Cabral conta como o Brasil recebe seus convidados em banquetes, quais refeições serviu a Embaixada em Londres, o que o Príncipe de Gales degustou em São Paulo, em 1934, o que comeu e bebeu Walt Disney, e a descrição em detalhes dos vinhos servidos ao presidente Eisenhower, além de revelar curiosidades sobre o formato do serviço diplomático e a atual preferência por vinhos e comidas típicas nacionais.
 
Compilações de fatos e curiosidades relacionados ao vinho ajudam a entender como esta bebida influenciou a história da humanidade desde os primórdios até os dias atuais.
 
Por falar em Cabral, o autor acha imprescindível a leitura de clássicos como "Tintos e Brancos" e "A História do Vinho", para citar um nacional e um estrangeiro. "O livro do Amarante [Os Segredos do Vinho] também é essencial", comenta. Mas para quem está começando nesta área e quer aprender as coisas básicas, ele indica "Iniciação à Enologia" (27), de Aristides de Oliveira Pacheco. O livro dá subsídios para o aprofundamento dos estudos e uma boa escolha num mercado vasto e cheio de opções como o de hoje.
 
Como a proximidade de Brasil e Portugal, tanto no vinho quanto em outros assuntos, é grande, uma boa opção, dada por Ricardo Castilho, diretor editorial da revista Prazeres da Mesa, é o livro "Memórias do Vinho" (28), de Maria João de Almeida e Paulo Laureano. Ela jornalista, ele um dos melhores enólogos do mundo. A narrativa conta a história de 20 propriedades com produção vinícola, inseridas no contexto político, social e econômico da época - e das famílias que viveram e investiram nelas.
 
Portugal também é cenário do livro de Marcelo Copello, colaborador da revista Gosto, "Os sabores do Douro e do Minho" (29). Nele, Copello fala um pouco sobre história, culinária e roteiros turísticos, além de, é claro, explicar porque o Douro vai além do Porto, e a razão pela qual o Vinho Verde se tornou uma bebida tão notória.
 
Já a região de Champagne mereceu os olhares de Aguinaldo Záckia Albert com seu livro "Borbulhas - Tudo sobre Champagne e Espumantes" (30). Esta obra, que ganhou prêmio como a melhor de 2009 no tópico "educação do vinho" pelo prestigiado "Gourmand World Cookbook Awards", se propõe a contar tudo o que importa saber sobre os espumantes em geral, tanto do Velho quanto do Novo Mundo, além de discorrer sobre seu engarrafamento, suas safras e a harmonização com a comida.
 
Outros
 
Saindo destes dois universos, tão necessários para quem quer mergulhar de cabeça no vinho e em suas propriedades, Castilho indica o "Wine People" (31), de Stephen Brook. "Neste livro, o autor mostra quem é quem no mundo do vinho. Quem são os principais enólogos, críticos, vinhateiros e homens de negócios do vinho. Perfis muito bem escritos", conta o diretor editorial da Prazeres da Mesa.
 
Também em relação ao famosos (mas desta vez não do vinho) está o "Bebendo estrelas: Histórias e Receitas" (32), do crítico de cinema Rubens Ewald Filho e da jornalista Nilu Lebert. Nele, são apresentados diversos filmes que exploram o universo das bebidas e da boa mesa. A obra traz informações e curiosidades envolvendo grandes atores e diretores, como o "Martini" de James Bond, o "Manhattan" de Sex and the City ou os vinhos de Sideways, por exemplo.
 
Para os curiosos, o livro "110 Curiosidades sobre o Mundo dos Vinhos" (33), de Euclides Penedo Borges, parece ter caído do céu. O autor tem a resposta para algumas das perguntas que qualquer enófilo se faz ao longo da vida: sobre o amargor no vinho; a origem do aroma e do sabor da baunilha, do caramelo e da framboesa; a elaboração do vinho fortificado e do jerez; além de lendas, mitos e acontecimentos imprevistos que geraram vinhos maravilhosos.
 
Para finalizar, numa outra vertente, mais clássica e poética, está o livro "A Alma do Vinho" (34), da Editora Globo, que reúne as mais nobres poesias sobre a bebida, que esteve presente na maioria - senão em todos - os momentos históricos mais marcantes. A coleção conta com obras-primas de Voltaire, Gil Vicente, Balzac e Maupassant.
 
Fonte: Revista Adega

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Livros Para Degustar - Parte II

Por Carolina Almeida

Se o seu foco é comprar os vinhos "certos" e ter informações relevantes sobre eles para decidir o que escolher, são diversos os guias que publicam avaliações de vinícolas e vinhos atualizados anualmente
 
 
Para quem quer montar seu próprio banco de dados, a série de três volumes, "Espumante: o Prazer é Todo Seu" (11), "Vinho branco: o Prazer é Todo Seu" (12) e "Vinho tinto: o Prazer é Todo Seu" (13), de Sergio Inglez de Sousa, pode ajudar no projeto. Elaborado a partir de 100 fichas de degustação, contendo todas as informações necessárias para entender o vinho, iniciantes e iniciados vão conseguir apreciar as peculiaridades de cada um dos vinhos e apreciá-los de maneira mais apurada.
 
Finalmente, Luiz Gastão Bolonhez, editor de vinhos de ADEGA, e Marcel Miwa, também colaborador da revista, acreditam que seria impossível montar uma biblioteca digna sem o compêndio sobre vinhos de Jancis Robinson, "The Oxford Companion to Wine" (14), que sempre que possível procura atualizar seu guia. Quando foi lançado, em 1994, possuía três mil entradas. Agora, em sua edição atual, o livro conta com quase quatro mil. O guia foi escrito de forma acessível - e pode ser lido por qualquer pessoa, desde que tenha inglês fluente - explicando sobretudo temas econômicos, históricos, científicos, sociais ou culturais que fazem parte do mundo do vinho. "Para os mais detalhistas, esse livro é de suma importância", destaca Bolonhez.
 
Nosso editor de vinhos também recomenda livros de bolso para serem consultados a qualquer hora. Entre as opções, está o extraordinário "Wine Report" (15), organizado anualmente por Tom Stevenson. O autor de vários livros de vinho dirige um grupo de especialistas selecionados de acordo com seus conhecimentos e locais de atuação no mundo vinícola, que relatam os fatos mais importantes das regiões de maior prestígio do mundo vitivinícola.
 
Existem alguns guias internacionais que ganharam fama por dar notas a diversos vinhos do mundo inteiro. Um dos mais tradicionais é o "Parker's Wine Buyers Guide" (16). Usando o famoso ranking de 100 pontos, a sétima edição do guia de maior prestígio no mundo avalia oito mil vinhos de diversas regiões, além de dar dicas de como e onde comprar a bebida. Nessa mesma linha estão o "Ultimate Guide to Buying Wine" (17), da revista Wine Spectator, que é um guia de 10 mil rótulos de 40 países com dicas sobre os melhores vinhos; o "Descorchados" (18), o mais importante do Chile, que classifica os vinhos (chilenos) degustados pelo autor Patricio Tapia; e, por fim, o famoso guia italiano, Gambero Rosso.
 
Muitas obras contam histórias - em sua maioria não ficcionais - relacionadas ao mundo do vinho, com enredos surpreendentes que conquistam os leitores, mesmo que eles não sejam enófilos.
 
Narrativas e histórias
 
Neste segundo universo de obras estão algumas das mais interessantes do mundo do vinho. Dentre elas, a que mais se destacou e cativou os especialistas, inclusive Dirceu Vianna Júnior, foi "A História do Vinho" (19), também de Hugh Johnson. O autor afirma que "quanto mais estuda o vinho, mais percebe como ele se entrelaça com a história da humanidade desde os primórdios". Por isso, descreve em sua obra as crenças ligadas ao vinho e o aperfeiçoamento das técnicas vinícolas, chegando até o século XIX, quando surgiram os primeiros grandes vinhos.
 
Por falar em Hugh Johnson, outro título que também chamou a atenção de alguns especialistas, como a sommelière Alexandra Corvo, é "Confissões de uma Amante de Vinhos" (20), de Jancis Robinson, co-autora do "Atlas Mundial do Vinho". Este livro, como resume o tradutor Luiz Horta, é "uma aula de vinhos e de como pouco a pouco a vida de quem os ama acaba por se confundir com eles". Para a sommelière, ainda há outro livro interessante sobre esse mundo tão intrigante: "A Arte de Fazer um Grande Vinho" (21). Nele, Edward Steinberg conta como Angelo Gaja, produtor que revolucionou o panorama do vinho italiano, transformou seu Barbaresco em um dos mais míticos vinhos do mundo.
 
Contando mais um pouco de história está o emocionante "Vinho e Guerra" (22), de Don e Petie Klastrup. O livro acompanha a saga de tradicionais famílias de vinicultores franceses que, durante o período da II Guerra Mundial, impediram os nazistas de se apossarem de seu maior símbolo: o vinho. O livro retrata fielmente a importância do vinho na cultura francesa.
 
Outro clássico da literatura não ficcional é "O Vinho mais caro da História" (23). Nele, o jornalista Benjamin Wallace conta como um Château Lafite 1787, que teria pertencido a Thomas Jefferson, foi leiloado a 156 mil dólares. Várias teorias a respeito de sua procedência, inclusive a de fraude, montam um cenário de romance policial em torno do vinho.
 
Fonte: Revista Adega

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Livros para Desgustar - Parte I

Por Carolina Almeida

O mundo do vinho é brilhante e complexo. Cada região tem a sua peculiaridade, assim como cada safra. A história do vinho permeia também a história das civilizações e a evolução não só econômica como sócio-cultural de diversos povos, tanto orientais quanto ocidentais. Através de uma interpretação do Antigo Testamento, alguns cristãos acreditam que a primeira vinha foi plantada por Noé. Os gregos, por sua vez, colocam-na numa ligação íntima com seus deuses mitológicos. Não importa qual seja o ponto inicial, o vinho desperta curiosidade em muitas pessoas.
 
Falar de vinho é, fundamentalmente, falar de história. A cada ano, e em cada região, um novo contexto se forma a partir do cultivo das uvas. Não é a toa que existam tantos livros, guias e atlas a respeito de uma das bebidas mais antigas da humanidade.
 
Há algumas décadas, no Brasil, os livros que tratavam deste assunto eram poucos. Mas, com uma demanda em ascensão, a especialização de algumas regiões e o crescente apreço do brasileiro pela bebida, apareceu também um mercado para a aprendizagem, o que possibilitou a chegada de muitos clássicos.
 
De maneira geral, os livros podem ser desmembrados em dois grandes grupos: Os atlas e guias de vinhos, e os livros que narram histórias ou fatos ligados ao mundo da bebida. Assim, ADEGA, com ajuda de diversos especialistas, vai enumerar aqui algumas obras essenciais para ter uma biblioteca interessante em casa.
 
Guias e Atlas

 
Nos livros mais teóricos, o mais indicado pela maioria dos especialistas foi o "Atlas Mundial do Vinho" (1), de Hugh Johnson e Jancis Robinson. Quem conhece minimamente a bebida já sabe que ao citar Hugh Johnson e Jancis Robinson estamos falando de autoridades mundiais sobre vinho. Com mapas e fotos de excelente qualidade, Johnson e Robinson estudam e analisam as particularidades geográficas, climáticas e agrícolas das regiões vinícolas, buscando identificar como tais fatores influenciam no sabor e qualidade do vinho.
 
O melhor é que o livro não se fixa apenas nas principais regiões, mas também onde o vinho ainda está começando a aparecer. Adão Morellatto, consultor na área de vinhos, afirma que a obra o ajudou a sustentar suas opiniões e a "entender o vinho como mercado e não como produto".
 
Sílvia Mascella Rosa, repórter especial de ADEGA, aconselha que leitores iniciantes utilizem outro atlas, que se assemelha ao de Hugh Johnson, mas possui uma leitura mais fácil. "Vinhos do Mundo Todo" (2) foi elaborado por uma equipe internacional de especialistas, que contaram as curiosidades e informações de cada região, como suas cepas, vinhedos, vinhos e produtores. Além disso, o guia contém fotografias, mapas e imagens de vinhedos que passam pela França e África do Sul, e vão até o Brasil e a América Latina.
 
Muitos iniciantes têm dificuldades em encontrar um livro que explique o básico, mas que também não deixe de lado questões mais complexas. Neste caso, segundo o sommelier Manuel Luz, um possível título a se recorrer é o "Os Segredos do Vinho" (3), de José Oswaldo Amarante, um dos maiores especialistas do Brasil. Nesta obra, ele ensina os passos básicos para comprar, armazenar e degustar os vinhos, além de dar dicas de harmonização. Amarante também consegue explicar a produção de vinhos em detalhes e desvendar a preparação dos tintos, brancos, espumantes e rosados. Para completar, oferece informações sobre a produção e o consumo mundial da bebida.
 
O livro "Vinhos" (4) , de Andre Domine, também tem o intuito de ajudar aqueles que querem comprar um vinho e aprender a conhecê-lo. Ele reúne tudo o que vale a pena saber sobre vinhos num único volume. As 926 páginas, ricas em ilustrações, servem como referência e guia de vinhos de todos os países e regiões vitivinícolas do mundo. Foi uma das indicações do especialista José Ruy Sampaio, que classificou o autor como "um alemão cheio de minúcias".
 
No outro extremo, quem é sommelier e quer conhecimentos mais aprofundados sobre o assunto pode seguir o conselho de Didú Russo. "A Arte de Degustar" (5), de Enrico Bernardo, parece ser um dos mais interessantes nesta área. A proposta principal do autor é transmitir sua paixão e conhecimento para quem se interessa pelo vinho. Através de palavras e métodos claros, ele explica como reconhecer um Cru, apreciá-lo, defini-lo e julgá-lo.
 
O Master of Wine Dirceu Vianna Junior classificou o "Art and Science of Wine" (6) como o livro que lhe deu mais prazer. Escrito por duas figuras importantíssimas, Hugh Johnson e James Halliday, o livro é leitura obrigatória para quem quer saber sobre os sabores do vinho. De maneira não muito técnica, ele explica todo o processo de fabricação da bebida, desde a escolha da uva, como é cultivada, até as fases de elaboração, dando aos leitores uma visão mais próxima da vinicultura e dos produtores de vinho.
 
A literatura sobre vinhos no Brasil já é bastante relevante, com diversos autores produzindo obras sobre os mais variados aspectos da bebida báquica. Mas, ler em outras línguas aumenta suas possibilidades.
 
Ainda nos guias, dois livros nacionais de grande destaque são "Tintos e Brancos" (7), de Saul Galvão - um dos maiores nomes da enogastronomia no Brasil, falecido em 2009 -, e "Vinhos, o essencial" (8), de José Ivan dos Santos. O primeiro título, obra indispensável para qualquer enófilo, traz aos leitores uma visão ao mesmo tempo abrangente e detalhada da produção vinícola mundial. Mas o grande mérito do livro é orientar a escolha baseada na relação preço/qualidade, com boas dicas de vinhos a preços acessíveis. Já Santos consegue tornar seu livro essencial para quem gosta de vinho e quer aprender ou aprofundar-se na arte da degustação.
 
Uma alternativa aos guias clássicos é o livro de Joanna Simon, estudiosa apaixonada pelas relações entre enologia e culinária e colaboradora do "Sunday Times". Na obra "Vinho e Comida" (9), ela apresenta as melhores combinações entre vinhos e refeições, além de revelar de que modo a culinária e os vinhos foram evoluindo e culminaram na criação de grandes clássicos. Sílvia Mascella Rosa e Aguinaldo Záckia Albert, ambos colaboradores de ADEGA, aconselham a consulta deste livro. Livro similar a esse, mas produzido por brasileiros, é o "Comida e Vinho: Harmonização essencial" (10), de José Ivan Santos e José Maria Santana. O livro percorre as diferentes texturas dos alimentos e dos vinhos, não procurando estabelecer regras, mas conjuntos possíveis e agradáveis.

Fonte: Revista Adega