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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eclat du Rhône 2011

Quem está em Recife e quer experimentar uma boa comida a um excelente custo versus benefício não pode deixar de visitar o Restaurante-Escola SENAC.
 
Situado em uma região central de da capital pernambucana, foi fundado em 1970 conta com um buffet variado, ambiente aconchegante e uma boa música ao vivo. O restaurante possui uma carta de vinhos com boas opções de rótulos de várias regiões vitivinícolas do mundo.
 
Na última sexta eu e os amigos Juberlan e Rejane fomos almoçar lá e degustamos o francês Eclat du Rhône, um assemblage tinto sem passagem por barrica.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi clara e brilhante, com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha madura e notas especiadas. Em boca repetiu o apresentado no olfato, com taninos suaves, boa a cidez e álcool sobrando um pouco. Final de boca doce de média intensidade. Um tinto simples e fácil de beber e que vai bem com alimentos pouco condimentados.

O Rótulo

Vinho: Eclat du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah e Mourvedre
Safra: 2011
País: França
Região: Côtes du Rhones
Produtor: Moncigale
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Restaurante SENAC
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 16º
Premiações: Medalha de Prata no Decanter World Wine Awards
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cave de Ladac Côtes du Rhône 2009

Os vinhos franceses, por mais simples que sejam, sempre são líquidos agradáveis. Não foi diferente com o Cave de Ladac Côtes du Rhône, vinho proveniente de uma das mais famosas regiões vitivinícolas da França e de onde provém vinhos jovens, delicados, fáceis de beber e com um bom custo versus benefício.

Visualmente o rótulo mostrou uma cor rubi alaranjada, mostrando sua evolução já aos quatro anos de vida; lágrimas em pequena quantidade e que escorreram lentamente pelas paredes da taça. No nariz seu bouquet é muito delicado e tem a fruta vermelha em evidência, mas também notas de especiarias (café e pimenta) e notas de alcaçuz. Em boca repetiu a delicadeza e suavidade do nariz e repetiu a fruta e a pimenta. Final de boca seco e suave de média persistência.
 
Um rótulo simples, bem feito e que já está passando da hora de se degustar. Boa pedida para o happy hour acompanhado de pratos leves e puco condimentados.
 
O Rótulo
 
Vinho: Cave de Ladac Côtes du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Syrah, Grenache e Mourvedre
Safra: 2009
País: França
Região: Côtes du Rhône
Produtor: Compagnie Vinicole  de Bourgongne
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Masson Dubois Cotes du Rhône 2010

Esse foi o segundo rótulo degustado na noite de quarta passada na casa do confrade Eli, uma noite que pode ficar conhecida por: Rali do Peixe, visto que, em mais uma mirabolante história do Eli, compactuado com o seu amigo Ernesto Sabóia, nos contou uma história ou seria estória sobre uma trilha realizada entre Fortaleza e Camocin (se não me falhe a memória), sendo a distância entre elas de cerca de 380Km...

Em concomitância com o início da trilha vem uma chuva torrencial, a qual fez transbordar uma barragem, levando a cheia de dois rios deixando-os encurralados. Reza a lenda que a chuva os fez percorrer os primeiros 80Km em 5 horas. Depois de muita confusão o grupo dividiu-se, uns tentaram a travessia épica de um rio com a água chegando a altura mediana do vidro (pick-up ou seria submarino) e outro, com Eli, Ernesto Sabóia e um outro amigo seguiram por caminhos mais tradicionais/seguros, mas não livraram-se de travessias, pois ao chegarem em determinado ponto tiveram que realizar a travessia de um rio... ao findar a travessia estava alí a frente, logo no capô do carro um peixe saltitante, não se sabe é se irritado pelo incômodo lhe causado ou se alegre pois não precisaria mais nadar para chegar a Camocin, pois iria de carona e com direito a piloto e navegador... risos. Uns fazem peixa na teilha e outros no capô... Risos. Eles findam a história: pena que não tem foto... risos.

É na casa de Eli?! Então tem que ter uma história... Seria ele o autor do filme Forrest Gump: o contador de história? Risos. Run Eli, run, just run!

Bom, a história está boa, mas vamos ao vinho... Depois do Pata Negra passamos ao Masson Dubois Cotes du Rhône 2010, que é, juntamente com as histórias, outra marca da casa do Eli.

O Masson Dubois Cotes du Rhône é um assemblage das variedades Grenache, Syrah, Cinsault e Mouvedre. Visulamente mostrou cor rubi intensa, com lágrimas finas e abundantes, com aromas de frutas vermelhas e um pouco de ácool incomodando. Em boca repetiu a fruta, mostrou taninos suaves e muita acidez e álcool esquentando a boca. O álcool e a acidez incomodaram um pouco neste vinho ainda mais por tratar-se de um vinho que comumente é mais suave e fácil de beber.


O Rótulo
Vinho: Masson Dubois Cotes du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault, Mouvedre
Safra: 2010
País: França
Região: Cotes du Rhône
Produtor: Masson Dubois
Graduação: 14%
Onde comprar: Internet, Pescadeiro
Preço médio: R$ 25,00 (Internet) - R$ 50,00 (Pescadeiro)
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jantar de harmonização - Primeira Edição

Em uma noite muito agradável e com um motivo especial: a nomeação de Rejane em concurso público, nos reunimos ontem (31 de agosto de 2011) na casa dos amigos Juberlan e Rejane, os grandes anfitriões de uma noite histórica: a noite palco do primeiro Jantar de Harmonização, o qual foi regado a rótulos do velho e novo mundo.

Mais uma vez surgiu a idéia da criação de uma confraria, que a cada encontro torna-se uma idéia mais concreta. Aproveito a oportunidade e proponho aos amigos a oficialização da criação de uma Confraria em nosso novo encontro: pensem em uma alcunha.

A idéia inicial era degustar o Gato Negro: rótulo chileno em um Jantar de Harmonização com uma carne com algum tipo de molho. Conversa vai e conversa vem optamos por harmonizar o rótulo previamente citado com Medalhão de Filé Mignon ao Molho de Gorgonzola.

Eu fui o primeiro a chegar até porque estava sobre os meus ombros a responsabilidade de preparar o Filé Mignon e que responsabilidade, pois apesar de gostar de por a mão na massa minha pequena experiência é com frutos do mar, não havendo ainda preparado nenhum prato a base de carne.

Iniciei o preparo do prato da noite e a medida que os convidados foram chegando o noite foi mudando de rumo e o desenho final foi distinto do imaginado inicialmente, mas não inferior e sim superior.

Após a chegada de Macílio e Ana iniciamos os trabalhos da noite. Com o Gato Negro ainda na adega fomos do novo para o velho mundo e o primeiro a sair da adega foi o Cabeço de Pedra, um vinho Português potente da região do Ribatejo.

O Cabeço de Pedra mostrou uma cor rubi intensa, com um bouquet de frutas vermelhas e um toque de madeira, resultado dos seus 8 meses de estágio em barricas de carvalho francês; em boca mostrou-se equilibrado, com um corpo médio e um final médio-longo.

 
O Rótulo

Vinho: Cabeço de Pedra
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Castelão (60%) e Tinta Roriz (40%)
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Ribatejo
Produtor: Encosta do Sobral
Enólogos: João Melícias, Duarte, Alexandra Mendes e Pedro Sereno
Graduação: 13%
Onde comprar: Ingá Vinhos
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16 graus


Nota: Uma parte da garrafa foi reservada e utilizada no preparo dos medalhões de Filé Mignon, os quais podem ser vistos em pleno preparo ao fundo.

Já após o fim do Cabeço de Pedra chega o último convidado da noite: Eli, que para variar chegou com um pequeno atraso de cerca de 2 horas... Iniciamos então o segundo rótulo da noite: Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010, que já foi tema de uma outra postagem do blog, postagem esta que descreveu momentos memoráveis.

Depois de algumas pedras no caminho enfim os medalhões ficaram prontos era a hora de realizar a montagem do prato e de torcer para que este fosse agradável ao paladar de todos. Creio eu que tenha agradado e o melhor tirou-me um pouco do receio em preparar pratos a base de carne.


Pratos montatos e servidos. Cadê o Gato Negro? Mudanças de planos! Macílio trouxe um Paralelo 8 Premium e nos propôs harmonizarmos o prato com este rótulo nacional. Xiii! Lá vamos nós: eu e minha falta de "enopatriotismo". Mas, que grata surpresa me foi este rótulo, o qual é produzido a partir de uvas vitiviníferas de parreirais do Vale do São Francisco, pleno sertão nordestino.

De uma região incomum para a vinicultura, o Vale do São Francisco, o Paralelo 8 Premium conseguiu atingir um bom grau de qualidade graças a forte investimento na vinícola Vini Brasil em associação com a Dão Sul. Feito com Cabernet Sauvignon, Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonez.

Mais uam vez meu preconceito foi quebrado, o Paralelo 8 Premium 2007 mostrou-se um vinho imponente e de grande força e personalidade.

Um vinho de cor rubi escura com reflexos violáceos e lágrimas abundantes. Bom ataque no nariz, onde logo vem a madeira (baunilha) e em seguida frutas maduras como ameixa e goiaba vermelha. Em boca é onde está maior surpresa, pois revela uma complexidade e estrutura interessantes, destacando-se a fruta madura, com um bom equilibrio, taninos presentes, acidez equilibrada e final de boca médio.

A harmonização deixou um pouco a desejar, pois o vinho sobressaiu um pouco o prato, nada que comprometesse de forma muito grave, mas fica a observação... Faltou a pimenta no prato para fechar com o vinho.

Notas:

1.1 O vinho necessitava de decantação.
1.2 É um vinho de valor alto para úm rótulo Nacional, pois é possível comprar excelentes rótulos do velho mundo e do novo mundo por valores similares e inferiores. Creio que a carga tributária aplicada a vinhos nacionais precisa ser reduzida.

O Rótulo

Vinho: Paralelo 8 Premium
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (20%), Syrah (20%), Alicante Bouschet (20%), Touriga Nacional (20%) e Aragonez (20%)
Safra: 2007
País:  Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Enólogos: Carlos Lucas
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 16 graus

Depois deste belo jantar fomos  surpreendidos com um Dow's Vintage 2003, um presente do Eli para Rejane, que vinha sendo "guardado a 7 chaves"; um grande rótulo para finalizar esta noite tão especial.

O Vintages são produzidos apenas nos anos de excepcional qualidade e representam apenas 2-3% da produção total. A espinha dorsal dos Portos Vintage é extraída dos vinheidos mais finos: Quinta do Bomfim e a Quinta da Senhora da Ribeira. É envelhecido em madeira por cerca de 18 meses e engarrafados sem filtragem. É um vinho com imenso poder e grande estrutura.

O Dow's Port Vintage 2003 recebeu 94 pontos do Robert Parker (vinho de primeira qualidade, melhor de seu tipo. Equilíbrio perfeito, tonalidade absolutamente limpa e caráter inigualável). Tem cor rubi intensa escura e brilhante, de lágrimas abundantes, encorpado com aroma de madeira, baunilha, chocolate e especiarias, em boca mostrou-se aveludado, macio, de final longo, equilibrado e intenso.


O Rótulo

Vinho: Dow's Port Vintage
Tipo: Porto
Castas: Predominantemente Touriga Nacional e Touriga Franca
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Symington Family Esteves
Graduação: 19%
Onde comprar: Casa dos Frios (Sob Encomenda)
Preço médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16 graus ou Temperatura Ambiente (Conforme Preferência)

E o saldo da noite foi positivo! Que venha os próximos jantares de harmonização!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010

Em meio aos afazeres do último sábado eu e Juberlan fomos conhecer a Ingá Vinhos no bairro de Casa Forte. Entre os vislumbres de grandes rótulos do velho e do novo mundo, Juberlan comprou uma "tábua" de frios para presentear o amigo Eli.

Em meio a degustação do Santa Carolina Reserva Sauvignon Blanc 2009 recebemos uma ligação do Eli nos convidando a dar uma passada em sua casa para um cálice de vinho do Porto.
Então, já à noite, fomos eu, Fernanda e Juberlan fazer o que era para ser uma visita rápida aos amigos Eli e Simone, mas que tornou-se uma noite uma noite memorável.

Estávamos ali sentados à sala quando o Eli apareceu com uma garrafa de um Cotes du Rhône, mas esta nem de longe seria a principal personagem da noite, pois logo em seguida ele surgiu com um conjunto de taças de cristal devidamente acompanhadas de um belo decanter, foi então que deu-se início ao ápice da noite: Maria Júlia (6 anos), filha dos anfitriões logo nos argüiu, vocês gostam de histórias de amor? Querem que eu conte a história de amor destas taças? Quem não atenderia ao doce e ingênuo pedido de uma criança.

Maria Júlia inicia então a narrativa de uma bela história que iniciou-se no fim da década de 40 do século passado, a qual descreverei a seguir, perdoem-me apenas pela não reprodução fiel a da Júlia.

Um distinto jovem de nome Claucínio Farias (pai de Eli) enamorou-se de uma jovem, cuja graça é Dulce. Claucínio foi então cortejar Dulce, mas não antes sem pedir autorização a quem viria a tornar-se seu futuro sogro e ele, com o rigor que na época existia e que hoje nem de longe mais se fala, disse: ela só poderá namorar quando estiver com 16 anos.

O seu Claucínio pacientemente, mas não sem ansiedade aguardou o tempo necessário. Um certo dia, já no primeiro ano da década de 50 o seu Claucínio pede a mão da jovem Dulce em casamento e como presente de noivado ele lhe entrega um belo jogo de taças e decanter.

Estamos em 2011 e as taças e decanter que estavam a nossa frente no dia 6 de agosto deste mesmo ano, fazem parte de uma longa e sólida história de amor entre Sr. Claucínio Farias e Sra. Dulce Farias e foi com estas taças, que hoje pertencem ao Eli, as quais já estão na família a 61 anos, que pudemos apreciar o Cotes du Rhône, que nesta noite foi apenas o coadjuvante na história.



Falando um pouco sobre o vinho degustado, o Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010 é um vinho de cor vermelho rubí brilhante, com aromas suaves de temperos florais e frutas vermelhas. Lágrimas abundantes e rápidas. Em boca mostrou acidez equilibrada, com sabor suave de frutas vermelhas com final equilibrado e de corpo médio.

O vinho foi simples e incrivelmente harmonizado com queijo gruyère, geléia de framboeza e pão francês.

É um vinho jovem e de excelente custo benefício, bom para o dia a dia.

O Rótulo

Vinho: Côtes du Rhône
Tipo: Tinto Assemblage
Castas:  Grenache, Syrah, Mourvedre e Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Cotes du Rhone Villages
Produtor: Loron et Fil's S.A.
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine Store
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16 graus


Post Scriptum

Cerca de oitenta e cinco por cento dos vinhedos da Cotes-du-Rhône, estão divididas entre 12 principais AOCs mais as denominaçãoes Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Village. Ao Norte as principais são Cote-Rotie, Hermitage, Cornas, St. Joseph, Crozes-Hermitage e Condrieu. Já ao Sul, encontramos Chateauneuf-du-Pape, Gigondas, Vaqueyras, Tavel, Lirac e Cotes do Ventoux. Vejamos um pouco melhor estas denominações.

Cotes-du-Rhône é uma denominação genérica representando praticamente 53% da produção total. Pode ser produzido em qualquer parte da região desde que sejam cumpridas as especificações da AOC que, neste caso, determinam que nos tintos seja usado um mínimo de 40% da cepa Grenache. São cerca de 171 comunas com 40.000 hectares de vinhedos gerando vinhos muito interessantes, que devem ser tomados jovens, entre três a quatro anos de vida.