Mostrando postagens com marcador 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2011. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O sensacional sul africano The Joshua shiraz-viognier 2011

Na minha vida de enófilo e de blogueiro poucos foram os vinhos sul africanos degustados e se for considerar os que me agradaram esse número fica ainda mais diminuto, mas há pouco mais de mês tive a oportunidade de degustar um rótulo que fez meus olhos brilharem; trata-se do Granhan Beck The Joshua Shiraz-Viognier 2011.
 
O vinho é produzido pela Graham Beck Wines, uma adega familiar que está entrando em sua terceira geração. Fundada em 1983, quando o empresário Graham Beck comprou a fazenda Madeba fora da cidade do Cabo Ocidental, em Robertson com a ambição ardente de estabelecer uma adega de classe mundial na região. O sucesso do vinhedo em Robertson estendeu-se para um segundo vinhedo da Graham Beck em Franschhoek, uma das regiões vinícolas mais antigas da África do Sul.
 
Os vinhedos da Grahan  estão localizados em quatro fazendas diferentes na província de Western Cape, possibilitando ter acesso a variedades de uvas cultivadas nas condições climáticas e solos a que são os mais adequados.
 
O vinho é elaborado a partir de 94% Shiraz e 6% Viognier, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês (90%) e norte-americano (10%) e não filtrado para maximizar a cor e os aromas.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi, intensa e brilhante. Lágrimas abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade e complexidade marcado pela presença da fruta (ameixa e cassis), seguido de notas florais, menta, especiarias, café, chocolate, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho espetacular, encorpado e estruturado. Taninos vivos, porém sedosos, acidez marcante e álcool a 14,6%, sem incomodar, mas mostrando que o vinho pede uma boa e suculenta carne vermelha. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado.
 
Vinho sensacional, pronto pra beber, mas que tem tudo para evoluir em garrafa por mais alguns anos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Graham Beck The Joshua
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz 94% e Viognier 6%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Paarl, Western Cap
Produtor: Graham Beck Wines
Enólogo: Pieter Bubbles
Graduação: 14,6%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 230,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 14.04.2016

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O fácil e descomplicado Tenuta La Meridiana Barbera D´Asti DOCG Vitis 2011

A seleção do Pack Clube de novembro foi composta por dois tintos italianos e hoje irei falar sobre o Tenuta La Meridiana Barbera D´Asti DOCG Vitis, tinto produzido com a tradicional casta da região italiana de Piemonte, que é utilizada na fabricação dos vinhos como o Barbera d’Alba e Barbera d’Asti.
 
Durante décadas a Barbera foi usada para produzir vinhos grosseiros, sem nenhuma sofisticação. A partir da década de 80 o cultivo e tratamento da uva passou a receber maiores cuidados, o que revelou seu potencial para produzir vinhos de alta qualidade.
 
Desde então, passaram a cultivá-la em terrenos melhores e perceberam que o vinho produzido apresentava o sabor de frutas vermelhas. Isso mostra que mesmo as variedades reconhecidas como menos nobres, podem se revelar importantes se forem tratadas adequadamente.
 
O vinho é produzido pela Tenuta La Meridiana, a partir de castas proveninetes de vinhedos localizados nas Colinas de Monferrato, considerado um dos Melhores Terroirs para plantio da Clássica uva Barbera.
 
Na taça apresentou cor rubi clara com reflexos alaranjados e média formação de lágrimas.
 
No nariz mostrou aromas adocicados com destaque para fruta vermelha madura, baunilha e sutil nota de tostado.
 
Em boca um vinho de corpo leve - médio, com taninos finos e adocicados, acidez mediana e repetição da fruta vermelha madura. Final de boca adocicado e de média persistência.
 
Trata-se de um vinho meio seco. No conjunto mostrou-se leve, fácil e descomplicado. Não é meu estilo de vinho, mas com certeza vai agradar muitos, sobretudo os iniciantes no mundo do vinho e os que preferem vinhos com pouca carga tânica.
 
Tentamos harmonização com uma pizza de lombo canadense com catupiri, mas a pizza ficou acima.
 
O Rótulo

Vinho: Tenuta La Meridiana D´Asti DOCG Vitis
Tipo: Tinto
Castas: Barbera
Safra: 2011
País: Itália
Região: Montegrosso D´Asti, Piemonte
Produtor: Tenuta La Meridiana
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 16°

Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Santa Cristina Chianti DOCG Superiori. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O belo, aromático e macio Salton Gerações Antonio "Nini" Salton

Já provou algum vinho da linha Exclusividade da Salton? Não? Então você simplesmente não sabe o que está perdendo. A linha é composta pelo Salton Gerações Paulo Salton, Salton Gerações Antônio Domenico Salton, Salton Gerações José Bepi Salton, Salton Septimum, Salton Lucia Canei Salton e o Salton Gerações Antônio Nini Salton.
 
Cada  produto desta linha é uma homenagem da vinícola aos integrantes da família Salton que ajudaram na construção da vinícola ao longo dos seus primeiros 100 anos de existência da empresa. Quase todos já passaram pela taça do Vinhos de Minha Vida e hoje é dia de falar sobre o último lançamento da linha: o Salton Gerações Antônio Nini Salton que provamos no último Winebar com os lançamentos da empresa.
 
O projeto baseia-se no conceito “O Melhor da Vida é Passado de Geração para Geração” e tem como foco a qualidade dos produtos. “Fazemos uma referência aos homens que tiveram pulso firme e deixaram uma marca pessoal na empresa. Eles atuaram em diversas posições, transmitindo experiências e ensinamentos, que foram extremamente fundamentais na construção de uma companhia consolidada”, ressalta o presidente da vinícola Salton, Daniel Salton.
 
As garrafas e rótulos das garrafas da linha exclusividade por si só já são um atrativo, todas belíssimas e diferenciadas. O rótulo concede espaço à assinatura original de cada homenageado. No caso de “Nini”, primeiro enólogo da família e irmão de Paulo e Bepi, também homenageados em lançamentos anteriores, remete à intuição, característica de um homem de personalidade forte, justo e correto, que sempre zelou por sua família. A figura das pipas é utilizada como símbolo da experiência na área da enologia e a numeração de série da garrafa está presente e destaca a Edição Especial. A garrafa ainda apresenta a medalha do projeto Gerações.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram selecionadas dos melhores vinhedos localizados na região da Serra Gaúcha. Após um controle rigoroso de sanidade e madurezas as uvas colhidas são climatizadas a 5ºC antes de sua elaboração.
 
O processo de vinificação inicia-se com a seleção de cachos e extração do engaço (cabinho), após é feita a seleção de grãos e maceração pelicular a baixa temperatura após 6 dias é iniciada a fermentação alcoólica e posteriormente maceração pós fermentativa totalizando aproximadamente 30 dias. Após a clarificação espontânea realiza-se o corte dos vinhos que compõem o produto e armazena-se o produto em barricas de carvalho novo francês meio tostado por 12. Posteriormente ao seu engarrafamento o vinho permanece um ano antes de sua expedição.
 
Quem conhece a vinícola sabe o quão bem gerida e linda ela é, então nunca é demais parabenizar a todos que compõe a Salton pelo excelente trabalho que vem sendo realizado e pela excelente qualidade dos vinhos, mesmo dos mais simples.
 
Mas, sem mais delongas, vamos as nossas impressões sobre o líquido.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa com reflexos violáceos e uma intensa chuva de lágrimas daquelas que sujam as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, composto de notas de fruta negra madura, alcaçuz, eucalipto, folhas secas, especiarias, café, chocolate amargo, balsâmico e elegantes notas de tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos elegantes, macios e levemente adocicados e excelente acidez, dando caráter gastronômico ao vinho. Final de boca longo, com repetição das impressões olfativas  e muita elegância e equilíbrio.
 
Vinho pronto para ser bebido, mas alguns anos em garrafa lhe farão muito bem.

 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Gerações Antonio "Nini" Salton
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec
Safra: 2011
Garrafa n°.: 583
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 13%
Enólogo: Lucindo Copat
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 104,00
Temperatura de serviço: 16° a 18°

Nota:

O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os lançamentos da Vinícola Salton em 2015.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Bella Vista Estate Pinot Noir, mais um vinho que destaca-se no terroir da Campanha

A pinot noir está entre as minhas castas favoritas e sempre que encontro um exemplar bem avaliado e dentro de uma faixa de preço atrativa não exito em comprar. Isto foi exatamente o que aconteceu quando passeava por entre os vinhos em uma rede de supermercado da cidade e vi o Bella Vista Estate em promoção.
 
O rótulo é produzido pela Bueno Wines na Bella Vista Estate, um projeto pessoal do narrador Galvão Bueno em parceria com a Miolo  e que foi fundada em 2009, na região do Seival, na Campanha Gaúcha, um dos terroir que mais tem se destacado no Brasil. A Bella Vista Estate encontra-se no paralelo 31, a mesma latitude dos vinhos produzidos na Argentina, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.
 
O primeiro vinho do projeto foi lançado em 2010: um corte bordalês, o Bueno Paralelo 31, o qual já passou por aqui duas vezes: relembre. O sucesso foi imediato e, com ele, o incentivo para expandir os horizontes. Assim, Galvão lançou dois novos rótulos: o Bueno Bella Vista Pinot Noir e o Bueno Bellavista Sauvignon Blanc.
 
Galvão Bueno ampliou ainda mais seus horizontes e hoje também produz vinhos na região de Montalcino, na Toscana em parceria com Roberto Cipresso.
 
Para a produção do Bella Vista Estate Pinot Noir foi realizada seleção dos cachos que posteriormente passaram por desengace sem esmagamento e enchimento do tanque de aço por gravidade e maceração pré-fermentativa por 3 dias com pigeage diário, seguido de fermentação alcoólica e maceração a temperatura controlada. Finda a fermentação realizado o descube e separação do vinho flor do vinho prensa e realizada fermentação malolática espontânea e amadurecimento em barricas de carvalho francês por 6 meses.

Na taça apresentou cor rubi de média intensidade, com halo vermelho claro e lágrimas finas, rápidas e translúcidas.

No nariz mostrou aromas elegantes e de boa intensidade e complexidade, sendo percebidas notas de fruta vermelha (cereja e morango), especiarias, notas terrosas (folhas secas e terra molhada), chocolate, tabaco e delicadas notas de tostado.

Em boca apresentou-se equilibrado, redondo e macio. Repetiu a elegância e complexidade aromática e sua boa acidez atribuíram frescor e vocação gastronômica ao líquido. Final de boca seco, persistente com a fruta e as notas provenientes da passagem por barricas de carvalho concluindo uma dança de sabores no retrogosto.
 

O Rótulo

Vinho: Bella Vista Estate
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Bueno Wines
Graduação: 13,5%
Enólogo: Miguel Almeida
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 65,00 (R$ 45,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Definitivamente o melhor Carménère que já provei

Parece que foi ontem que tivemos um WINEBAR com três vinhos da Arboleda e fico até envergonhado em dizer que foi em junho e só depois de três meses encontrei tempo para escrever sobre o terceiro e último vinho degustado na ocasião, o Arboleda Carménère.
 
Só para refrescar a memória, na ocasião o Daniel Perches entrevistou a Maria Eugênia Chadwick, filha de Eduardo Chadwick, proprietário da jovem Viña Arboleda, imbicada na região do Aconcagua. Na ocasião foram degustados o Chardonnay, o Pinot Noir e o Carménère.
 
As uvas que deram origem ao Arboleda Carménère foram colhidas e classificadas manualmente de maneira cuidadosa em mesas de seleção e levadas a tanques de aço inoxidável para a fermentação a temperaturas que variaram de 26°C à 30°C. Foram realizados remontages regulares para extrair cor, taninos e aromas das peles das uvas, conferindo-lhe, assim, a estrutura, o suporte e os aromas desejados ao vinho. Tudo isso permite realçar a já excelente expressão das características de frutas frescas no vinho. Após um período de maceração de 25 dias, 60% da mescla foi levada diretamente a barricas novas de carvalho, das quais 46% eram americanas e 54% eram francesas, nas quais o vinho envelheceu por 12 meses.
 
Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi escura com tons violáceos, ficando bem evidente que as uvas passaram por uma boa. Completando o visual o halo era vermelho e as lágrimas abundantes finas e rápidas.
 
No nariz intenso e elegante assim como os outros dois exemplares; mostrou uma paleta de aromas rica, onde foi possível observar notas de fruta madura como amora e goiaba, seguido de notas de eucalipto, folhas secas, pimenta preta seca, bala de café, tabaco, cedro, baunilha e tostado. Tudo bem integrado e o que melhor, sem aquelas notas de pimentão verde, tão comumente encontradas nos exemplares com esta casta e que não me agradam e contribui para que experimente poucos exemplares carménère.
 
Em boca apresentou corpo médio, taninos presentes, porém já amaciados, sedosos, aveludados, levemente adocicados e em uma ótima sintonia com a acidez e os 14% de álcool, que definitivamente não apareceram. O paladar foi marcado pela fruta e as notas de folha seca e especiarias. Final de boca seco e de longa persistência.
 
Esse foi simplesmente o melhor Carménère que já degustei e depois deste fiquei com vontade de provar outros com a mesma qualidade e harmonia.
 
Harmonizamos com uma picanha bovina assada e o vinho cumpriu bem o papel.
 
 
O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2011
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 14%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.
 
Para conferir como foi este WINEBAR basta conferir os vídeo abaixo.
 

sábado, 29 de agosto de 2015

Vinhas de 30 anos de idade agregaram boa concentração ao Vieux Chateau Perey Saint-Emilion

Não podem ser consideradas vinhas velhas, mas as parreiras de 30 anos de idade que deram origem ao Vieux Chateau Perey 2011 com certeza foram  responsáveis pela boa concentração do líquido que é produzido pelo pequeno Chateau na região de Saint-Emilion.
 
Os vinhedos do Chateau Perey já passaram dos 20 anos, idade em que é consensualmente aceito que a videira começa a produzir menos, iniciando a produção de uva de sabor mais concentrado.
 
De propriedade de Florence e Alain Xans,  o Chateau Perey possui apenas 4,5 hectares de vinhedos em St Sulpice de Faleyrense. Este petit chateau vem produzindo vinhos de excelente qualidade graças ao seu solo argiloso e a estrutura das vinhas.
 
Saint-Emilion é uma pequena cidade aonde vivem apenas cerca de 3000 pessoas e que batiza umas das principais denominações de vinhos da França e uma das mais importantes referências de Bordeaux. Situada há apenas 35km do centro de Bordeaux, conta com mais de 900 vinícolas, dando uma incrível relação aproximada de 1 vinícola por cada habitante.
 
A relação habitante/vinícola é assombrosa. São nada menos de 5.400 hectares de vinhedos, plantados com Merlot (cerca de 60%), Cabernet Franc (30%) e Cabernet Sauvignon (10%), quantidades que se espelham, na média, nos cortes dos vinhos locais, que seguem essas mesmas proporções, aproximadamente.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa, halo vermelho alaranjado, denotando alguma evolução e lágrimas viscosas e lentas.
 
No nariz mostrou um ataque inicial do álcool, que melhorou com a areação por 30 minutos, sendo então possível observar toda sua paleta de aromas, na qual evidenciou-se notas de fruta madura (ameixas e framboesa), violetas, pimenta seca, menta, chocolate, tabaco, balsâmico, cedro, alguma lembrança de grafite e delicada nota de tostado.
 
Em boca mostrou-se estruturado, encorpado e com boa complexidade. Taninos vivos, porém redondos, boa acidez e repetição de boa parte das sensações olfativas. Final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, pimenta e balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho pronto para ser bebido, mas pode melhorar com a guarda por mais dois ou três anos.
 
Para harmonizar eu e Fernanda preparamos um Steak au Poivre, que foi servido com arroz branco e batata sauté ao curry.


O Rótulo

Vinho: Vieux Chateau Perey Saint-Emilion
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 80%, Cabernet Sauvignon 10% e Cabernet Franc 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Saint-Emilion, Bordeaux
Produtor: EARL Vignobles Florence et Alain XANS
Graduação:  13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 103,00
Temperatura de serviço:16°
 
 
Nota:
 
O vinho é importado e comercializado com exclusividade pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 95,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

EA Reserva Tinto 2011 e Bacalhoada de Forno

Não é novidade que brasileiro consome muito bacalhau, acho até que mais que os próprios portugueses e quem não é fã de um bom prato a base dessa iguaria portuguea, ainda mais se for acompanhado de um vinho português e na companhia de amigos queridos.
 
Tudo isso nos foi proporcionado pelos amigos Juberlan e Rejane com a mão de minha amada Fernanda no preparo de uma deliciosa bacalhoada de forno e que cresceu em sabor quando harmonizada com o EA Reserva Tinto 2011.
 
O vinho é produzido a partir das castas Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah plantadas nas vinhas da Fundação Eugénio de Almeida, no Alentejo. Quando as uvas atingem o estado de maturação ideal, são colhidas e transportadas para a adega, onde se inicia o processo tecnológico com desengace total e ligeiro esmagamento. A fermentação ocorre em cubas de aço inox a temperatura controlada de 24-27ºC. Após a fermentação, parte do lote estagia em barricas de carvalho francês e americano. Após o estágio procede-se a filtrações, loteamentos, filtração final e engarrafamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi escura, halo com tons alaranjados bem claros e média formação lágrimas que escorreram de forma espassada e rápida.
 
No nariz mostrou aromas de notas de fruta madura, pimenta, especiarias, café, alguma lembrança balsâmica, madeira molhada e baunilha.
 
Em boca apresentou taninos firmes, contudo redondos e macios, boa acidez e álcool a 14,5% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa persistência com as a presença da pimenta, madeira molhada e baunilha aparecendo no retrogosto.
 
Um bom vinho português e que acompanhou super bem a bacalhoada, pena que com o aumento da inflação o preço dele tenha se elevado, caso contrário estaria com um excelente custo benefício.

O Rótulo
 
Vinho: EA Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Adega Cartucha
Enólogo: Pedro Baptista
 Graduação:14,5 %
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur 2011

Eu e Fernanda somos loucos por camarão e há alguns dias resolvemos arriscar uma harmonização diferente com esse crustáceo que tanto amamos: um tinto de bordeaux e, por mais incrível que possa parecer, não ficou incompatível como esperava.
 
A incompatibilidade da harmonização se dá pelo fato da reação dos taninos dos tintos com o iodo dos frutos do mar deixar uma sensação metálica em boca.
 
O vinho que abrimos para esse desafio foi o Château Vieux Dominique AOC, um merlot de bordeaux que levou uma pequena parcela de Cabernet Sauvignon em sua composição e, talvez pela menor carga tânica da casta Merlot a harmonização não tenha ficado de todo prejudicada.
 
Trata-se de rótulo de um AOC Bordeaux Supérieur, cujas uvas provêm de vinhedos de alta qualidade e os exemplares só podem ser comercializados após um tempo específico de maturação, a partir do mês de setembro seguinte à colheita, que garante vinhos estruturados e ótimos para harmonizar.
 
O Château Vieux está situado à margem esquerda de Bordeaux, na sub-região de Graves Pessac-Léognan. O solo característico é uma constante em toda a área. Graves é a única região de Bordeaux conhecida tanto por seus vinhos tintos, quanto por seus brancos. Nos tintos, em geral, a Cabernet Sauvignon e a Merlot entram em proporção similar nos blends, que ainda levam Petit Verdot e Cabernet Franc.
 
A região de Pessac-Léognan destacou-se oficialmente de Graves em 1987. Em suas comunas produzem-se excelentes brancos e tintos. Na verdade, os melhores vinhedos Cru Classé ao sul da cidade de Bordeaux estão em Pessac-Léognan. Os solos de graves são ótimos para a Cabernet Sauvignon, entretanto os vinhos dessa AOC costumam ser mais leves em corpo e mais aromáticos.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com discretos reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz o álcool sobressaiu-se no início, mas acalmou-se após uns 30 minutos, dando lugar a aromas intensos de fruta vermelha e notas de especiarias e pimenta seca. Em boca um vinho com taninos macios e bom frescor. Final de boca de média persistência e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber e com excelente custo versus benefício (adquirido em um saldão da WINE por R$ 30,00).
 
 
O Rótulo

Vinho: Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 90% e Cabernet Sauvignon 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Vieux
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Salton Desejo: o merlot que expressa o potencial da casta no terroir da Serra Gaúcha

No último dia 28 o Daniel Perches (Vinhos de Corte) e o Alexandre Frias (Diário de Baco e Enoblogs), estiveram na sede da Vinícula Salton entrevistando o Lucindo Copat, enólogo chefe da Salton, em mais um Winebar com alguns dos principais lançamentos da empresa para 2015.

Na ocasião foram degustados o Salton Prosecco 2015, o Salton Lucia Canei Salton e o Salton Desejo Merlot 2011. Já comentamos os dois primeiros (relembre) e chegou a hora de falar do Merlot que é o Desejo de todo enófilo: elegante, equilibrado e redondo.

O vinho do trocadilho do parágrafo anterior é o Salton Desejo, um dos ícones produzidos com a casta emblemática do terroir da Serra Gaúcha e, que enquadra-se tranquilamente na categoria de excelente custo versus benefício.

As uvas que dão origem ao caldo são selecionadas a partir de vinhedos cujas quantidades não ultrapassam 8.000kg/ha. Após a seleção dos frutos realiza-se uma pré-fermentação a 12°C por 5 dias. Em seguida inicia-se a fermentação com maceração com duração de 20 dias. O vinho é então clarificado espontaneamente e conduzido para barricas de carvalho novo de 225 litros, numa composição de 50% norte-americano e 50% francês e nestas permanece por 12 meses a temperatura de 10°C e umidade de 75% na belíssima cave da vinícola. Após este período de afinamento o vinho é engarrafado e posto para amadurecer por no mínimo mais 12 meses.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea intensa e brilhante, com formação de lágrimas finas e rápidas. No nariz uma complexa carga aromática com a fruta negra (ameixa, jabuticaba e jamelão) dominando o início do olfato, seguida de notas de canela, pimenta do reino, café torrado, tabaco, chocolate, baunilha e elegante e bem integrada nota de tostado. A análise gustativa mostrou um vinho de corpo médio com taninos redondos, aveludados, elegantes e em harmonia com a acidez e o álcool. Final de boca longo com a fruta, a pimenta e as notas provenientes da passagem por barricas aparecendo no retrogosto.


O Rótulo

Vinho: Salton Desejo
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 66,00
Temperatura de serviço: 16° - 18°

 
 
Notas:

1. O vinho foi gentilmente enviado pela vinícola Santon para degustação no Winebar.

2. Assista o vídeo abaixo com tudo que rolou no Winebar.
 
Saúde, bons vinhos sempre e até o próximo Winebar.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Degustamos com exclusividade as edições limitadas do Nosotros Sofita e Nosotros Francis

"A linha Nosotros celebra o esforço de todas as pessoas que trabalham no dia a dia para criar estes vinhos. É considerado a 'seleção das seleções' da bodega".

No fim do mês de março tive o prazer e a honra de degustar alguns dos principais rótulos da competente Susana Balbo, dentre os quais as edições limitadas do Nosotros Sofita e do Nosotros Francis. De cada um dos vinhos foram produzidos cerca de 4 mil garrafas e, segundo representante da Dominio del Plata no Brasil, apenas duas garrafas de cada vinho vieram ao país, duas das quais foram abertas com exclusividade em almoço para formadores de opinião no Restaurante La Cuisine Bistrô.
 
Nosotros Sofita
 
O nome “Sofita” é uma homenagem em memória de uma amiga querida, nascida na Lituânia. "Ela
era culta e elegante; morreu repentinamente em 2010. Gostava muito de flores, razão pela qual Susana, escolheu a uva cabernet franc para representá-la”. O desenho cheio de flores, que estampa o rótulo foi desenhado por sua filha, Ana Lovaglio e completa a homenagem a amiga.
 
O Nosostros Sofita é um blend de Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente nos vinhedos de Agrelo a 1080 metros de altitude.  Após a colheita e o processo de seleção de uvas é realizada uma maceração a frio com leveduras nativas. Em seguida parte das uvas fermenta em barricas de carvalho de 500 litros e "toneis" de concreto em formato de ovo, com o objetivo de preservar características frutadas e agregar taninos ao líquido. Por fim o vinho matura por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e mais três anos em garrafa.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea brilhante, com lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz mostrou aromas de frutas negras, violetas, rosas, pimenta, especiarias, chocolate, café torrado, baunilha e tostado. Em boca um vinho intenso e elegante, com taninos redondos em perfeita harmonia com a acidez e os quase 15% de álcool. Final de boca longo com notas de fruta madura, café e cedro aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Nosotros Sofita
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 70%, Cabernet Franc 25% e Cabernet Sauvignon 5%
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
Nosotros Francis
 
O nome deste outro vinho também é uma homenagem e um breve resumo do porque deste nome nos foi contado pela Susana. “Um casal de amigos perdeu o único filho, vítima de um câncer de cérebro. Depois de sete anos, quando eles já não imaginavam que teriam outros filhos, chegou Francis.” Assim como no Sofita o desenho que estampa o rótulo do Francis foi feito por Ana Lovaglio.
 
A produção do Francis segue o mesmo padrão do Sofita e no seu blend além das castas presentes no Sofita com com emblemática uruguaia: Tannat, dando ao vinho mais intensidade e potência.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi violácea profunda e brilhante e cheio de lágrimas que escorrem tingindo as paredes da taça. No olfato um vinho que mostra toda sua jovialidade, com notas de fruta frescas, intercaladas com sutis aromas de especiarias, pimenta seca, baunilha, chocolate amargo e madeira. Em boca um vinho potente, estruturado, que ainda vai amaciar com o passar dos anos. Repetição das notas olfativas e final de boca longo.
 
O Rótulo

Vinho: Nosotros Francis
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 50%, Cabernet Sauvignon 30%, Cabernet Franc 10% e Tannat 10%
Safra: 2011
País: Argentina
Região: Vale de Uco
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
 
Quem visitar a Argentina não pode deixar de passar pela Domínio del Plata e deleitar-se por toda linha de vinhos da vinícola e coroar a degustação com os 3 vinhos Nosostros.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Domanine Gachot-Monot Bourgogne Branco 2011 #cbe

O melhor mês do ano iniciando e com ele vem o nosso post com o vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês teve como tema: "Vamos de branco da Borgonha até 150 reais", escolhido pelo Silvestre Tavares do blog Vivendo a Vida.
 
Como usualmente não guardo vinhos brancos em casa saí a busca de um vinho dentro do tema e pra variar a tarefa não foi muito fácil, mas já na terceira loja encontrei o Domanine Gachot-Monot Bourgogne Branco 2011.
 
O rótulo é produzido pela Domaine Gachot-Monot, uma vinícola fundada em 1890 e está na família há 5 gerações. Atualmente, dois membros da família cultivam uma área total de 13,5 hectares, divididos em três municípios:
  • Corgoloin, onde se encontra a vinícola e as caves - Ali se cultivam 9 hectares, sendo 6 em “appellation” Village, e o restante em “appellation” regional Tinto ou Branco. Bourgogne, Aligoté e Crémant de Bourgogne. Uma nova area de 1,65 hectares em Côte  de Nuits Village entrou em produção 2011.
  • Comblancien, onde cultivam cerca de dois hectares em appellation Village e denominações regionais.
  • Nuits St-Georges, onde tem 0,6 hectare repartidos entre appelation Village e 1er Cru.
Visualmente o vinho mostrou cor amarelho claro com reflexos dourados e pouca formação de lágrimas. No nariz aromas aromas de pêsego, lichia, damasco e algumas notas minerais. Em boca um vinho leve e fresco, com final de boca de média intensidade.
 
Para harmonizar começamos com uma sopa de Camarão do Encanto Nordestino e fechamos com uma lagosta ao thermidor com arroz branco finalizado com manteiga de garrafa e amêndoa, preparado primorosamente por Fernanda. 


O Rótulo

Vinho: Domanine Gachot-Monot Bourgogne
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2011
País: França
Região: Borgonha
Produtor: Domanine Gachot-Monot
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 10°

quarta-feira, 25 de março de 2015

Willian Hill Central Coast Cabernet Sauvignon 2011

Há alguns dias abrimos o Willian Hill Central Coast Cabernet Sauvignon 2011, vinho produzido pela vinícola de mesmo nome e que estava na adega desde 2013.
 
A Willian Hill Estate Winery foi fundada em 1978 e possui 56 hectares de vinhedos no terroir californiano, tendo a  linha Central Coast sido desenvolvida justamente para mostrar tudo que o principal terroir pode oferecer.
 
O vinho é um cabernet sauvignon com toques de merlot, petit sirah e pinot noir e amadurecimento em barricas de carvalho americano.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi intensa com lágrimas finas e rápidas. No nariz o cabernet mostrou aromas de frutas negras maduras (amoras e ameixa), seguido de notas de azeitona, pimenta, chocolate, caramelo e cedro. Em boca mostrou taninos potentes, alta acidez e álcool a quase 14% sem incomodar. Final de boca longo a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar preparamos uma fraldinha com salada de tomate cereja.
 

O Rótulo

Vinho: Willian Hill Central Coast
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 80%, Merlot 13%, Petit Sirah 6% e Pinot Noir 1%
Safra: 2011
País:  Estados Unidos
Região: Central Coast
Produtor: Willian Hill Estate Winery
Enólogo: Ralf Holdenried
 Graduação: 13,7%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Rio Sol Reserva 2011

Poucos são os vinhos tintos do Vale do São Francisco que me são atraentes, não por preconceito e sim por encontrar excesso de madeira em alguns, de álcool em outros e de acidez de menos ou demais aqui e acolá, enfim, ainda falta equilíbrio a alguns dos vinhos produzidos por alí.
 
Mas esse não foi o caso do Rio Sol Reserva 2011, trazido pelo amigo Juberlan de uma recente viagem para a região.
 
O vinho é produto de um coorte das castas Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante com estágio em barricas de carvalho francês por 6 meses e que recebeu Medalha Grande Ouro no 11° Concurso Nacional de Vinhos Finos.
 
Visualmente apresentou cor rubi escura e brilhante com lágrimas escorrendo lentamente pelas paredes da taça, deixando-as tingidas. No nariz aromas de fruta vermelha madura, folhas secas, pimenta seca, especiarias, terra molhada e notas de tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos macios em equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou uma deliciosa lasanha de berinjela. 


O Rótulo

Vinho: Rio Sol Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Vale do São Framcisco
Produtor: Vinícola Santa Maria
Graduação: 13,5%
Onde foi comprada: Vinícola Santa Maria
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 3 de janeiro de 2015

Château Rougerie Bordeaux Supérieur 2011

Eu e Fernanda abrimos, no início de dezembro, este Bordeaux que estava na adega há quase um ano.

O vinho é produzido por Patrick Valette, proprietário do pequeno Château Rougerie, do século XVII. O Patrick é enólogo e consultor de grandes vinhedos ao redor do mundo.

Este exemplar é produzido é um varietal merlot, algo pouco usual nos países produtores do velho mundo, e passou por envelhecimento em barricas de carvalho por 12 meses, sendo 30% em barricas novas, 35% em barricas de 2º uso e 35% em barricas de 3º uso.

Visualmente o vinho mostrou cor rubi com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou aromas de cereja, ameixa, folhas secas, tabaco e tostado. Em boca apresentou corpo médio com taninos macios, porém com leve adstrigência, boa acidez, álcool na medida certa e repetição das notas olfativas. Final de boca seco, leve amargor e boa persistência, com a fruta e as folhas secas aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com tomates recheados.

O Rótulo

Vinho: Château Rougerie Bordeaux Supérieur
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2011
País: França
Região: Entre-Deux-Mers, Bordeaux
Produtor: Château Rougerie
Enólogo: Patrick Valette
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: 60,00 (R$ 35,20 na promoção)
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Garage Wine Co Cabernet Franc Lot #36 2011 #winebar

No último WINEBAR de 2014 tivemos a oportunidade de conhecer dois vinhaços de pequenos produtores que fazem parte do MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile, o primeiro foi o Polkura Syrah 2010, relembre. E o segundo foi o Garage Wine Co Cabernet Franc Lot #36 2011, tema desta postagem, que é um vinho com um estilo visual vintage e com muita elegância na taça.
 
O vinho é produzido pela Garage Wine Co - GWCo, fundada em 2001 por Derek Mossman, Alvaro Peña e Pilar Miranda, na garagem da casa da família Mossmanque, com a ideia de produzir vinhos de alta qualidade em pequena escala, escala pessoal, com a mão da família, em outras palavras um vinho de garage.
 
O nome foi inspirado nos “garage wines” nascidos das pequenas produções com poucos recursos em Saint-Émilion, na França. Pelo que lemos, degustamos e acompanhamos no instagram eles vem cumprindo a risca a sua ideologia na produção dos vinhos, a qual é bem definida como familiar e garagista.
 
Não sei quanto a você leitor, mas pra nós este tipo de produção é simplesmente fascinante, não que a produção em grande escala não seja muito interessante, mas os pequenos produtores parecem colocar mais amor no que fazem e quando isto é feito os olhos de quem faz e consome brilham, sem falar que nos faz parar e pensar que precisamos dar mais valor e colocar mais amor no que fazemos.
 
As uvas que deram origem a este vinho são provenientes de vinhedos de 800 metros de altitude próximos a San Juan de Pirque, no Vale do Maipo, com vinhas de cerca de 25 anos de idade. Os vinhedos são cultivados pelos métodos tradicionais. A fermentação ocorreu naturalmente em tanques abertos. O rebaixamento do chapéu foi feito à mão e a prensagem foi totalmente manual. O vinho estagiou em barricas neutras de três ou mais anos de uso, durante dois invernos, ou seja, este vinho da safra de 2011 está no mercado a cerca de 1 ano.

Visualmente o vinho já começou nos ganhando com o seu estilo vintage de "rótulo", que vem pintado em contra partida aos usuais rótulos de papel e no lugar da cápsula de chumbo ou cobre encontramos uma cápsula de cera, que deu um charme a mais. Já quanto ao líquido observamos uma cor rubi intensa e brilhante com lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas de frutas vermelhas como cereja e framboesa aparecem em primeiro plano e são seguidas de notas florais e de chocolate, e toques balsâmicos e de tostado. Em boca um vinho de bom corpo e estrutura suficiente para mais alguns anos de evolução em garrafa. Os taninos estavam firmes, porém elegantes, a acidez excelente e o álcool na medida certa.  Final de boca longo e intenso com a presença de notas especiadas e a repetição da fruta, do balsâmico e do defumado no retrogosto.
 
Baita cabernet franc, pronto pra beber ou para guardar por mais 2-3 anos, então se encontrar um dos vinhos do Derek Mossman por aí não exite em comprar.
 
Além de tudo o vinho é muito gastronômico. Por aqui Eu e Fernanda, para escoltar nossa garrafa, preparamos uma fraldinha com redução do molho no próprio vinho.
 

O Rótulo

Vinho: Garage Wine Co Lot #36
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Franc
Safra: 2011
País: Chile
Região: Maipo Alto
Produtor: Garage Wine Co
Enólogos: Pilar Miranda e Alvaro Peñ
Graduação: 14%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: O importador não informa o valor no site
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: Robert Parker 92 pts


Nota:

O vinho foi enviado pelo produtor através da importadora Premium Wines para degustação no WINEBAR.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Um tour pelos Andes chilenos com o Terroir Lacomex

Clube das Cartas de Vinho, um inovador e pioneiro clube lançado recentemente pela importadora e distribuidora de vinhos e bebidas Lacomex (relembre), no qual, mensalmente, os associados recebem vinhos de famosas regiões vitivinícolas.

A seleção dos vinhos começa com o trabalho do Cartógrafo de Vinhos, papel desempenhado pelo Sommelier Marco Antônio de Freitas que viaja pelo mundo em busca de rótulos que comporão as cartas de vinhos de inúmeros restaurantes. Com a aprovação dos vinhos pelos clientes, chefs e sommeliers, ele os seleciona para compor as seleções mensais do Clube Lacomex.
 
Os clientes podem optar por uma das três opções de club: Terroir Lacomex, Vintage Lacomex e Dia a Dia Lacomex. Entre as vantagens do assinante estão: levar os vinhos para os restaurantes conveniados sem pagar taxa de rolha, um brinde exclusivo a cada seleção e compra de packs de vinhos com descontos especiais na compra através do aplicativo para smartphones e tablets.
 
A cada mês os assinantes fazem um tour por diferentes regiões produtoras do mundo. Em novembro o passeio foi pelos Andes e recebi em casa, para avaliar, a seleção Terroir Lacomex com os vinhos chilenos Cousiño Macul Don Luis Merlot 2012 e Cousiño Macul Antiguas Reservas Cabernet Sauvignon DO 2011.
 
A Cousiño Macul foi  fundada em 1856 e é a única dentre as fundadas no século XIX e permanece nas mãos da mesma família. A região onde está situada a vinícola cultiva uvas desde 1564, quando o Rei Espanhol transferiu a propriedade para o conquistador Juan Jufré.
 
Os rótulos Don Luis fazem parte da linha de entrada da vinícola, que é composta por vinhos versáteis e ideais para acompanhar pratos simples no dia a dia e é bem o que percebemos no Don Luis Merlot 2012: um vinho com aromas de frutas, corpo médio e final de boca curto e com notas adocicadas. Eu e Fernanda bebemos como aperitivo, mas cairia bem com tira gostos ou uma pizza.
 
Já a linha Antiguas Reservas é considerada um emblema da Cousiño e região, presente no portfólio da vinícola há mais de 80 anos. As diferenças são perceptíveis já nos aromas, onde mostrou intensidade e complexidade, com a fruta negra aparecendo na companhia de notas herbáceas, de pimenta do reino, café e notas de tostado provenientes da maturação por 12 meses em barricas de carvalho francês. Em boca mostrou-se encorpado, acidez mediana e taninos firmes, daqueles que secam a boca e pedem um bom pedaço de carne. Final de boca seco, de boa intensidade e com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
 
Nota:
 
Estas garrafas foram enviadas pela Lacomex para avaliação. Os dois vinhos juntamente com um brinde e demais vantagens do Clube Terroir Lacomex saem por R$ 100,00 para os assinantes.
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Belo Corte Bordalês direto da Campanha Gaúcha

E o segundo rótulo degustado no último WINEBAR, o Paralelo 31, é um velho conhecido nosso e safra 2010 já foi comentada por aqui, relembre. Mas, apesar de manter as mesma uvas no blend a safra de 2010 tinha a mão do Enólogo Michel Roland e a de 2011 teve em Roberto Cipresso o camando no projeto.
 
Paralelo 31 é o paralelo que une Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Argentina e a Campanha no Rio Grande do Sul. O Bueno Paralelo 31 possui em seu corte as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot.
 
O vinho mudou de enólogo, porém manteve a qualidade, apesar de ter encontrado neste 2011 uma maior equilíbrio e uma maior elegância.
 
Visualmente o vinho apresentou rubi escura e profunda com reflexos púrpura e lágrimas finas, rápidas, abundantes e tingindo as paredes da taça. No nariz aromas complexos e intensos, com a notas da passagem por madeira aparecendo em primeiro plano, seguidas de aromas de fruta negra aparecendo logo em seguida com a aeração e junto com eles aromas de cravo, pimenta do reino, chocolate, café e tabaco. Em boca apresentou com corpo com taninos intensos e de certa adstringência, mas sem incomodar, mas que irão amaciar com mais algum tempo em garrafa. Repetição das notas olfativas com final de boca longo, seco e com a especiaria, a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com uma maminha na brasa acompanhada de fritas.


O Rótulo

Vinho: Paralelo 31
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Bueno Wines
Enólogo: Roberto Cipresso
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º

 
Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mama mia che Sangiovese #winebar #buenowines

Você sabia que Galvão Bueno produz vinhos? Pois bem ele produz não só vinhos, mas bons vinhos aqui no Brasil, na Região da Campanha Gaúcha e na Itália na Região da Toscana.
 
E foram dois de seus vinhos os personagens do último WINEBAR: o Bueno La Valletta Sangiovese 2011 e o Paralelo 31 2011. Para falar sobre os vinhos o Daniel Perches e o Alexandre Frias conversaram com o Winemaker  Roberto Cipresso.
 
O Cipresso é um enólogo italiano de larga experiência e que coleciona alguns bons títulos como o de "Melhor Enólogo Italiano", em 2006 e o de "Homem do Ano", pela revista Men´s Health, em 2008. Além disso, ele produziu o Cuvée feito especialmente para o Papa João Paulo II, em 2000.
 
Neste post falaremos sobre o Bueno La Valletta Sangiovese, nosso preferido dentre os dois. Produzido em Lorenzana no coração do Chianti - Toscana, vinificado em Montalcino por Roberto Cipresso e com maturação de 14 meses em barricas de segundo uso de carvalho francês. Além disso ainda passa mais 6 meses em garrafa antes de ir ao mercado.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e uma enorme chuva de lágrimas finas, translúcidas e rápidas, mostrando sua jovialidade, corpo e álcool. No nariz mostrou boa complexidade com um ataque inicial rico em aromas de frutas vermelhas, seguido de notas florais, herbáceas, pimenta, café torrado e elegante aromas tostados. Em boca mostrou-se um vinho encorpado, com taninos potentes, mas de excelente qualidade e elevada acidez, fazendo a boca salivar e pedir uma harmonização. Álcool a 14% só no rótulo, tamanho seu equilíbrio com taninos e acidez. Final de boca longo com retrogosto confirmando toda a complexidade aromática.
 
Vinho de excelente qualidade e equilíbrio, mas com um único defeito: o preço. Porém, vale o investimento e ainda mais se você tiver paciência de guardar por alguns anos, os quais farão muito bem a este exemplar da Toscana.
 
Por aqui harmonizamos com uma fraldinha recheada com queijo gouda rembrandt e gorgonzola preparada por Fernanda; um par perfeito para o vinho. 

O Rótulo

Vinho: Bueno La Valletta
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Bueno Wines - Poggio al Sole
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 175,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Selena Red Blend 2011, uma grata surpresa #aveclevin

E o último e melhor vinho do último encontro da confraria vem da África do Sul, um país que faz parte do Novo Mundo, contudo, o cultivo das uvas remonta ao século XVII. Em 1688, época de Louis XIV, os conhecidos Huguenotes fugiram das perseguições religiosas e começaram o cultivo das vinhas em Western Cape.
 
A vinícola sul-africana Marianne Wines carrega essa história alinhada à modernidade do Século XXI, que traz o estilo francês e honra o terroir sul-africano. Na viticultura são realizadas podas e cuidados manuais, além das técnicas agrícolas sustentáveis para a produção de uvas singulares.
 
Christian Dauriac, proprietário também de três Château e produtor de grandes exemplares, como Grand Cru Classé de Saint-Émilion, tem uma importante pessoa ao seu lado em Stellenbosch, o famoso enólogo francês Michel Rolland, consultor de Marianne desde a primeira safra, que contribui na elaboração de vinhos de grande personalidade.

O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhedos próprios, com maceração em tanques de aço por até duas semanas e posterior maturação em barricas de carvalho francês de segundo uso e tem como proposta ser consumido ainda jovem. 

Na taça o vinho apresentou cor rubi com boa formação de lágrimas. No nariz aromas intensos, ricos frutas negras como amora, mirtilo e cerejas pretas, acompanhados de notas de especiarias, café torrado, pimenta e tostado. Em boca um vinho encorpado, com taninos marcantes, elegante e sedosos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca longo com a repetição da fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Excelente vinho, de boa estrutura, gastronômico e muito equilibrado. O melhor vinho sul africano que já degustei.

O Rótulo

Vinho: Selena Red Blend
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 80%, Shiraz 15%, Merlot 3% e Pinotage 2%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Marianne Wines
Enólogo: Michel Roland
 Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 69,00 (R$ 55,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Klein Cosntantia KC Rosé 2011

No mês de setembro fui a busca de um varietal Cabernet Franc para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e encontrei em um e-commerce o Klein Constantia KC Rosé, um vinho da África do Sul, então não pensei duas vezes antes de comprar, pois se já não é fácil de encontrar um varietal desta casta imagine um rosé e da África.
 
Mas, para a minha surpresa, quando o vinho chegou deparei-me com um corte Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon (o site informava que o vinho era 100% Cabernet Franc), então o vinho deixou de se enquadrar para o tema da CBE, contudo enquadrou-se muito bem em uma noite quente na qual eu e Fernanda o degustamos como aperitivo.
 
O vinho é produzido a partir de uvas selecionadas, com fermentação em tanques de aço com mínima evolução nestes tanques para posterior envazamento e evolução em garrafa por 2 meses.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor salmão bem clarinha e poucas lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha fresca, frutas cítricas e leve floral. Em boca mostrou corpo médico e uma boa acidez, lhe conferindo frescor, confirmado pela repetição da fruta cítrica. Final de boca de média intensidade e com leve picância aparecendo ao lado da fruta no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Klein Constantia KC
Tipo: Rosé
Casta: 50% Cabernet Franc e 50% Cabernet Sauvignon
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Klein Constantia
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE e Grand Cru
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 8°