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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Passatempo Douro DOC 2015 #cbe

Todo início de mês tenho o compromisso especial de comentar sobre um vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e esse mês o Gil Mesquita do blog Vinho Para Todos e também fundador desta distinta confraria tornou a tarefa mais agradável ao sugerir aos confrades que degustássemos um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço.
 
Os vinhos portugueses estão no topo da pirâmide na minha lista de preferências e sempre é um prazer abrir uma garrafa de vinho das regiões vitinícolas do país ibérico.
 
Inicialmente iria falar sobre o vinho Flor das Tecedeiras 2014, mas o confrade Gil publicou sobre o vinho, então decidi publicar sobre o best buy Passatempo Douro DOC 2015, produzido pela JAWS.

Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso e brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz um vinho rico em aromas  de fruta vermelha, seguido de notas de pimenta e especiarias.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos e boa acidez. Repetição das notas frutadas e final de boca de médias intensidade com frescor e leve picancia no final de boca.
 
Um vinho versátil, super tranquilo, fácil de beber e que acompanha bem as situações e os pratos do nosso cotidiano.
 
O Rótulo
 
Vinho: Passatempo
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2016
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: JAWS
Graduação: 13%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Poças Símbolo 2010, o destaque entre os portugueses do #CantuDay

É inegável: os vinhos portugueses figuram entre os meus favoritos e isto se dá por inúmeras razões, dentre as quais posso citar os seus vários terroirs possibilitando vinhos com uma diversidade incrível de características, capaz de agradar todos os paladares.
 
Durante o Cantu Day que ocorreu no início do mês eu pude degustar inúmeros rótulos de Portugal, mas o grande destaque ficou por conta dos vinhos do produtor Poças Júnior, uma novidade no catálogo da Importadora Cantu.
 
Os vinhos têm expressiva qualidade e equilíbrio, sendo o Poças Símbolo 2010 um delicioso exemplar produzido com as principais castas tintas portuguesas e pra mim um dos 5 melhores vinhos que degustei no evento.
 
O vinho produzido com as melhores uvas provenientes de vinhas com 40 a 60 anos de idade das duas propriedades da empresa no Douro Superior e Ervedosa do Douro, e vinificado na Quinta das Quartas (Régua). Este vinho procura materializar a filosofia subjacente ao seu nome: ser um símbolo da sua origem
 
Vindima manual, com transporte em caixas de 30 kg. Fermentação a temperatura controlada com remontagem e maceração prolongada. Envelhecimento em barricas de carvalho francês “Allier” e de carvalho americano com 300 Litros de capacidade, durante 18 meses, seguido de estágio em cubas de aço inox até á data de engarrafamento.

Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante. Lágrimas abundantes, finas e lentas

No nariz mostrou-se muito intenso, com notas de frutas vermelhas, flores, especiarias, tabaco, café, chocolate amargo e toques delicados de madeira

Em boca mostrou-se encorpado e complexo. Taninos potentes, porém redondos e macios, em equilíbrio com a deliciosa acidez e os 13,5% de álcool. Repetiu as notas olfativas e grande integração entre aromas primários e secundários. Final de boca persistente e com notas de chocolate e tostado aparecendo no retrogosto.

Um baita exemplar do Douro e que mostrou um conjunto equilibrado e elegante.


O Rótulo

Vinho: Poças Símbolo
Tipo: Tinto
Casta: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Poças Júnior
Enólogos: Jorge Manuel Pintão e Luís Rodrigues
Graduação: 13,5%
Onde comprar: ? Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 190,00 (na Cantu)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker e 93 pts Wine Enthusiast

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Porto Valdouro Tawny

Há muito tempo não degustava um porto e confesso que estava com saudade, pois são vinhos que me agradam bastante e me reportam ao meu início no mundo do vinho, tendo sido o Dow´s o primeiro vinho deste tipo que provei há tanto de anos atrás.
 
O porto que é tema do post é produzido por uma das poucas empresas que produz este tipo de vinho e que é gerida exclusivamente por portugueses: a Wiese & Krohn e que mantém a tradição de estampar suas garrafas com printura ao contrario da grande maioria que adotou os rótulos em papel.
 
A Wiese & Krohn foi fundada em 1865 por dois jovens Noruegueses, Theodor Wiese e Dankert Krohn. No início era uma pequena empresa, baseada na exportação de Vinho do Porto para os mercados escandinavos e para a Alemanha. Em 1880 Theodor Wiese decidiu vender a sua quota a Dankert Krohn.
 
Após a morte de Dankert Krohn em 1906 o negócio prosseguiu tendo como sócios, além da viúva e das filhas do fundador, Gomes Figueiredo e Edmund Arnsby, o primeiro um guarda-livros português e o último um gerente britânico, ambos ex-colaboradores no tempo de Dankert Krohn. Durante este período, a Wiese & Krohn estendeu a sua atividade comercial a novos mercados, tais como França, Bélgica e Países Baixos. Gomes Figueiredo reformou-se em 1921, ano em que Edmund Arnsby adquiriu a quota da família Krohn e admitiu como novos sócios o seu irmão Frederick - um provador muito experiente vindo da Casa Croft - e Edmundo Falcão Carneiro, diretor de exportação português a trabalhar na firma desde 1910.
 
Desde 1933 a empresa está aos cuidados da família Falcão Carneiro e é uma das poucas que estão em mãos portuguesas. A Wiese & Krohn é atualmente gerida pela terceira geração da família Falcão Carneiro. Os seus estoques de Vinho do Porto atingem mais de 5 milhões de litros e encontram-se alojados em seis caves em Vila Nova de Gaia e uma na Região Demarcada do Douro.
 
A empresa possui uma propriedade chamada Quinta do Retiro Novo, situada numa das zonas mais nobres do Douro - o vale do Rio Torto. Os vinhos procedentes desta área são famosos pela sua superior qualidade. Vintages, Late Bottled Vintages e Colheitas da nossa Casa são originários desta zona.
 
Mas chega de conversa e vamos ao líquido, o qual amadurece em barris de carvalho por 4 a 6 anos.
 
Visualmente apresentou cor rubi de média intensidade com reflexos granada e lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz aromas de frutas secas, especiarias, tabaco, café, mel e madeira. Em boca mostrou-se encorpado e com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Final de boca longo e harmonioso com a fruta seca e a notas de madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Valdouro Tawny
Tipo: Porto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Weise & Kron
Graduação: 19%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 15°

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Passa Tinto 2011

Os vinhos portugueses, sejam eles produzidos com castas pouco conhecidas ou com as mais conhecidas por aqui, são sempre um encanto, a diversidade de estilos é capaz de agradar desde os iniciantes no mundo do vinho até os consumidores mais experientes e exigentes.
 
O vinho Passa Tinto, produzido pela Quinta do Passadouro é um rótulo capaz de agradar os mais variados paladares pelo seu equilíbrio, seus aromas sem excessos e seus taninos macios.
 
A Quinta do Passadouro está situada em pleno vale do rio Pinhão perto da aldeia de Vale de Mendiz e sua origem remonta ao Séc XVIII, surgindo referenciada no célebre mapa do Douro elaborado pelo Barão de Forrester. Em 1991, Dieter Bohrmann, um empresário alemão apaixonado pelo Douro, decidiu comprá-la. Ele acreditava que com as uvas de alta qualidade do Douro, era possível não só produzir Vinho do Porto, mas também vinhos de mesa de gama alta. A sua idéia consistia em reservar alguns dos melhores lotes da produção com o objetivo de criar um vinho tinto de qualidade premium, como expressão máxima do que este terroir é capaz de oferecer.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi clara e brilhante, com lágrimas abundantes e lentas. No nariz aromas de ameixa e violeta são seguidos por notas tostadas, tudo muito integrado. Em boca mostrou taninos macios, certa untuosidade e boa acidez. Final de boca longo com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo:

Vinho: Passa
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional - 40%, Touriga Franca - 45% e Tinta Roriz - 15%
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Quinta do Passadouro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Graduação: 14%
Onde comprar: ? (Importado pela Adega Alentejana)
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Douro para o dia a dia

Depois de quase dois anos voltei a comprar um vinho do Club des Sommeliers, que possui uma proposta de vinhos para o dia a dia com um bom custo  versus benefício.
 
Desta vez a minha escolha foi um corte de três uvas:  Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz da região do Douro, produzido pela Cavipor.
 
Visualmente mostrou cor rubi com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta madura e discretas notas de especiarias. Em boca um vinho de corpo médio, com taninos macios e boa acidez. Final de boca seco, de média intensidade e com a com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho jovem e correto, que não ganhará com a guarda e que cumpre o que se propõe: ser um vinho simples, descompromissado e para o dia dia.
 
Degustei com o amigo Juberlan e harmonizamos com linguiça e queijo.
 
O Rótulo
 
Vinho: Club des Sommeliers
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Cavipor
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Grupo Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16 graus

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Porto Comenda Tawny

O pão de açúcar definitivamente não é o melhor lugar para se comprar vinhos, primeiro porque a forma de acondicionamento não é  a mais adequada e segundo porque eles chegam a cobrar pelos vinhos valores 100% maiores que os cobrados em outras lojas.
 
Mas, isso não quer dizer que nunca compro rótulos por lá e ainda mais quando encontro uma promoção irrecusável e foi isso que aconteceu como Porto Comenda Tawny, que foi comprado a uma valor aproximadamente 50% menor, uma verdadeira pechincha.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor castanha e lágrimas abundantes, finas e lentas. No nariz notas de frutos secos, chocolate, baunilha, leve tostado e álcool aparecendo um pouco. Em boca repete as notas olfativas e mostra bom corpo e boa persistência, com final de boca doce e o chocolate aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Comenda Tawny
Tipo: Porto
Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca, Tinta Roriz; e Tinta Barroca
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor:  Casa Manoel D. Poças Junior
Graduação: 19%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 50,00 (Na promoção R$ 25,90)
Temperatura de serviço: 12º

domingo, 1 de setembro de 2013

Harmonizando um tinto do velho mundo com churrasco #CBE

Chegamos mais uma vez a nossa tradicional postagem do dia primeiro, a qual é destinada ao vinho escolhido dentro do tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. O tema do mês foi escolhido pelo confrade Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, que fazendo uma analogia com mês dos pais, escolheu um tema em homenagem a seu pai - gaúcho e amante de churrasco-  nos perguntando:  "Qual vinho do Velho Mundo você abriria com um bom Churrasco"?
 
Eu vou logo dizendo que não sou gaúcho, mas sou um amante do churrasco e sempre que posso estou fazendo um com a família e/ou amigos, então pense o sacrifício que foi realizar essa harmonização.
 
A minha escolha foi o Assobio 2010, um rótulo produzido pela Quinta dos Murças, tradicional Bodega portuguesa, que foi adquirida pelo Grupo Esporão em 2008.
 
Herdade do Esporão - Centro histórico.
A primeira referência escrita à Quinta dos Murças data de 1770, embora se saiba que a quinta já existia, mas com outra designação desde 1714, à época pertencia a António Cardoso de Vasconcelos. Presume-se que o nome Quinta dos Murças tenha sido atribuído em referência ao fidalgo da casa real Miguel Carlos Cardoso de Sousa de Morais Colmeeiro Teles e Távora, capitão-mor da vila de Murça e proprietário das Murças desde 1756.
 
Apesar das inúmeras referências à qualidade e excelência dos vinhos da Quinta dos Murças, a verdade é que as vinhas foram sendo continuamente negligenciadas e a quinta transacionada de família em família e de sociedade em sociedade até que, em 1943, Manuel Pinto de Azevedo assumiu a administração da quinta, comprometendo-se na reabilitação do patrimônio e na replantação das vinhas.
  
 
Sob a direção empenhada do agrônomo José de Freitas Sampaio, a Quinta dos Murças foi totalmente transfigurada, recebendo em 1955 a primeira vinha ao alto plantada no Douro, bem como o primeiro sistema de autovinificação alguma vez utilizado na região, para além de novos armazéns de estágio e de uma nova adega.
 
Esta colheita já foi produzida na nova adega, cuja reestruturação começou em 2010 com a recuperação da adega dos lagares e cave de barricas, e concluída em 2011 com a construção de uma nova adega destinada à produção do Assobio. De momento, existe capacidade de fermentação para 250 toneladas com possibilidade de chegar a 750 toneladas. Foram instalados 8 depósitos troncocónicos, de pequena capacidade para responder ao desafio da multiplicidade de microclimas, exposições, solos que a Quinta dos Murças oferece, e assim se poder adaptar a condução da vinificação a cada vinha.
 
O Assobio 2010, feito predominantemente com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca de vinhas com 15 anos de idade, é fruto da terceira vindima do Esporão na Quinta dos Murças, sob a orientação dos enólogos David Baverstock, Luis Patrão e Michael Wren. Parte do lote (20%) estagiou durante seis meses em barricas de carvalho francês e americano. Foi engarrafado em Dezembro de 2011.
 
A cada safra uma imagem da Quinta dos Murças é estampada no rótulo do Assobio. Em 2010 o talento do fotógrafo José Manuel Rodrigues sucede ao de Duarte Belo, para enriquecer o rótulo desta colheita com uma fotografia original da Quinta dos Murças. José Manuel Rodrigues descreve este seu trabalho como o “encontro com a natureza e o vinho”, numa união entre os dois elementos.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi brilhante e halo ligeiramente violáceo, com lágrimas grossas e lentas. No nariz, um ataque intenso de frutas vermelhas (morango, cereja e framboesa), café, menta e tostado. Em boca combinou elegância com corpo e estrutura, bom equilibrio entre a tríade: taninos, acidez e álcool. Um vinho muito bem feito, fácil de gostar e beber. Boa frescura, que aliada a fruta são a marca do rótulo. Final de boca seco e de boa intensidade, o empurrando para a mesa.

Harmonizamos com uma bela picanha, preparada meio as pressas pelo amigo Juberlan, não por culpa sua, mas deste que vos escreve que chegou com a peça quando todos subiam pelas paredes de fome. Também testamos com uma costela suína ao molho de barbecue.

No final podemos dizer sem sombra de dúvida que este tinto de excelente custo versus benefício do Douro atingiu o propósito e que ele, juntamente com a carne e o papo entre amigos fez a bincadeira da CBE ficar ainda mais legal. Agradeço aos amigos Juberlan e Rejane que, gentilmente, mais uma vez abriram a porta de sua casa e se "sacrificaram" junto comigo e Fernanda, risos.

Saúde e até o próximo vinho da CBE!

O Rótulo

Vinho: Assobio
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; e Touriga Franca.
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Quinta dos Murças - Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock; Luis Patrão; e Michael Wren
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Estimativa de guarda: 7 anos

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conferimos a Degustação dos Vinhos e Azeites de Trás-os-Montes

Desembarcam em Recife nove produtores de vinhos e azeites da região de Trás-os-Montes, Região vitivinícola de Portugal, para apresentar seus produtos em uma degustação voltada prioritariamente a profissionais (compradores, distribuidores, donos de bares e restaurantes, sommeliers, entre outros), em virtude dos produtores ainda buscarem importadores no Brasil,  o Vinhos de Minha Vida, na companhia do amigo Juberlan, passou por lá e conferiu a degustação.
 
A região de Trás-os-Montes está situada no extremo nordeste de Portugal, na fronteira (ao norte e a leste) com a Espanha, a região produz rótulos a partir de vinhedos que desfrutam do frescor do clima mediterrâneo e, ao mesmo tempo, das temperaturas mais frias - típica das partes mais altas do vale. Fatores que permitem a produção de títulos com qualidade reconhecida desde o domínio romano na localidade.
 
Os solos desta região são predominantemente formados por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas, existindo numa pequena área manchas calcárias de gneisses e de aluvião. Os vinhos da Região de Trás-os-Montes são bastante diferenciados, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.).
 
A  DO Trás-os-Montes possui 3 sub-regiões: "Chaves", "Valpaços" e "Planalto Mirandês". As castas tintas plantadas nas três sub-regiões são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, enquanto as brancas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
 
Os tintos de uma forma geral mostraram notas adocicadas em demasia (característica que não agrada meu paladar), os brancos pouca acidez e notas adocicadas e enjoativas e o rosé acidez discreta e adstringência, deixando o vinho "travoso". Segue a lista dos vinhos degustados e em seguida as notas de prova dos dois rótulos que mais se destacaram.
 
Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Amarela; Tinta Roriz; Touriga Nacional. 14%. Produção de 3000 garrafas.
Persistente Reserva Tinto 2010.
Sonnini Branco 2012.
Cansa Lobos Colheita Selecionada 2010.
Quinta de Arcossó Branco 2012. Castas: Fernão Pires; Arinto. 13,5%.
Quinta de Arcossó Rosé 2012. Castas: Bastardo; Touriga Franca. 13,5%.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%. Produção de 10700 garrafas.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2008. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%.
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo. 15%. Produção de 1300 garrafas.
Amenu Tinto 2012. Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca. 13,5%. Produção de 2500 garrafas.
Campo de Março Tinto 2010. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%.
Campo de Março Reserva Tinto 2011. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%. Produção de 6600 garrafas.
 
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007
 
Este vinho provém de uma vinha localizada na micro-região da Ribeira de Oura, instalada numa encosta de média altitude, exposta a Sul, com cerca de 20% de declive, sendo o solo de origem granítica. A vinificação foi realizada em lagar com pisa a pé, tendo o vinho estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou cor rubi e halo violácea, com lágrimas grossas e lentas. No nariz destaque para a predominância das notas frutadas e uma delicada nuance de barrica. Em boca é um vinho intenso, estruturado, com taninos vivos, mas já amaciados pelos 6 anos de vida, o paladar mostra-se muito frutado, com nuances de especiarias como café e ainda notas de chocolate amargo e tostado. Final de boca revelou um comprimento e uma persistência medianos.

O Rótulo
 
Vinho: Quinta de Arcossó Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  Touriga Nacional (35%); Touriga Franca (25%) e outras (40%).
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Arcossó
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Ainda não está no mercado local
Preço médio em Portugal:  9 Euros
Temperatura de serviço: 16º
 
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009
 
Esse foi o melhor da noite, tanto para mim como para o Juberlan. Deste vinho foram produzidas apenas 1300 garrafas e nós pudemos degustar parte desta limitada produção.
 
As uvas seleccionadas para a elaboração deste vinho provêm de uma das melhores zonas da sub-região Valpaços - Santa Valha, na qual as condições micro climáticas espaciais permitem a expressão óptima das castas: Tinta Roriz, Trincadeira e Bastardo. A sua estabilização é natural, portanto é susceptível a formar pequeno depósito.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou boa complexidade, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e em boa integração com notas de café, baunilha e um tostado elegante e delicado. Em boca mostrou taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e os impressionantes 15% de álcool que não agrediram em nenhum momento. Final de boca agradável e de boa intensidade repetindo a fruta e o tostado no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Terras do Salvante Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Terras do Salvante
Graduação:15%
Onde comprar em Recife: Ainda não está no mercado local
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
Degustamos também quatro azeites, os quais terminaram roubando a cena, mas isso é tema para um outro post.

 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Passeio Enológico por Portugal: Burmester

Em abril de 2012 eu e Fernanda tivemos a oportunidade de participar de uma evento organizado pela Adega Alentejana em prol dos vinhos portugueses, sobretudo os produzidos no Alentejo.
 
Degustamos com donos de vinícolas e enólogos, passamos por 13 stands e pudemos degustar mais de 40 diferentes rótulos, um verdadeiro passeio pela cultura vitivinícola de Portugal e hoje, 8 meses depois chegou a hora de falar dos vinhos degustados no último stand que visitamos, que foi o da Burmester com seus belos vinhos do Porto.

O vinho do Porto é um vinho generoso. Adiciona-se 20% de aguardente vínica ao mosto das uvas durante a fermentação, geralmente no segundo ou terceiro dia. Esta aguardente vínica mata as leveduras e a fermentação é interrompida. Como nem todo o açúcar foi transformado em álcool, o vinho fica doce. Por sua vez a graduação alcoólica sobe até aos 20% devido à adição da aguardente vínica.

A doçura do vinho varia em função do instante em que é adicionada a aguardente vínica. Se for no início da fermentação o vinho fica mais doce. No final da fermentação, o vinho será mais seco. O vinho do Porto é produzido nas quintas ao longo do vale do rio Douro e seus afluentes. Alguns vinhos estagiam nas próprias quintas. Outros são transportados em caminhões pipa até às famosas caves de Vila Nova de Gaia. Ambos envelhecem lentamente por décadas em cascos de carvalho de diferentes dimensões: as pipas (geralmente com 550 litros), os tonéis (até 15.000 litros) e os balseiros (até 30.000 litros).
 
A história de produção e exportação de vinhos do porto pela Burmester remotam para década de 50 do século XVIII. O nome da família e que dá nome ao vinho é oriundo da pequena cidade de Moelln, no norte da Alemanha, derivando do título Burgomestre, que significa chefe de município.
 
No final do milênio, o Grupo Amorim adquiriu a CASA BURMESTER, e recentemente foi adquirida pelo Grupo Sogevinus SGPS, S. A.
 
Burmester Porto Ruby

Esse, apesar de ser de uma linha mais simples, agradou muito. Ele já foi comentado no blog. Confira nossas impressões clicando aqui.
 


O Rótulo
 
Vinho: Burmester Ruby
Tipo: Porto
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 12º



Burmester Porto Tawny

É um vinho do Porto clássico, através do qual o Porto se tornou conhecido a nível mundial. Inicialmente de cor tinta, este vinho é obtido por lotação de diferentes colheitas, primeiro envelhecido em balseiros de carvalho e posteriormente efectuado um blending de 4 anos. O seu envelhecimento e consequente oxidação em madeira de carvalho faz com que a sua cor passe de tinta a alaranjada (tawny).

Visualmente msotrou uma cor rubi alaranjada, com boa formação de lágrimas. Aromas de fruta madura (laranja, morango), e toques delicados de baunilha. Em boca muito equilibrado e elegante, com muita fruta e boa intensidade.


O Rótulo

Vinho: Burmester Tawny
Tipo: Porto
Castas: Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Roriz
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 12º
 

Burmester Jockey Club Porto
 
É um Tawny com cerca de 7 anos, resultante da cuidadosa selecção e lotação de vinhos longamente envelhecidos, representando um tributo ao espírito e paixão dos homens Burmester pelo desporto e pela natureza.

Visualmente o vinho mostrou uma cor alaranjada e brilhante muito bonita. No nariz mostrou um bouquet com frutas maduras, castanha, baunilha e leve toque de caramelo. Em boca mostrou boa estrutura, muito equilibrado e adocicado, com boa acidez e toques picantes.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Burmester Jockey Club
Tipo: Porto
Castas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 12º


Burmester Latle Bottled Vintage 2005

Tal como o Vintage, o Late Bottled Vintage é produzido pelo método tradicional ficando, por isso, mais rústico e vigoroso. Envelhecido em enormes balseiros nas caves em Vila Nova de Gaia para preservar a sua cor retinta e sabor a fruta fresca, mostra-se fechado e frutado. É engarrafado entre a 4ª e a 5ª Primavera após a vindima, formando, ao longo do tempo, algum depósito em garrafa.

Por forma a apreciar todo o seu corpo, fruta e potentes taninos - uma vez que o tempo em madeira acelerou a sua evolução - aconselha-se o seu breve consumo.

Cor ruby bem viva e intensa e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou aromas em boa intensidade e bem delicados, com frutos tropicais bem presentes, somando-se a estes aromas de cacau chocolate, menta e tostado. Em boca mostrou-se muito intenso, com boa acidez e o chocolate frutos e tostado aparecendo em bom equilíbrio.
produto

O Rótulo
 
Vinho: Burmester Latle Bottled Vintage
Tipo: Porto
Castas:Tinta Barroca e Touriga Franca
Safra: 2005
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 12º
 
 
Burmester White Porto 10 Anos

Visualmente mostrou uma cor amarelo dourada. No nariz um bouquet complexo e exuberante, dominado pelos aromas de frutos secos harmoniosamente combinados com notas de especiarias e intenso toque amadeirado. Em boca mostrou-se macio e sedoso no paladar, equilibrado e com vibrante estrutura. Final longo e persistente.


O Rótulo
 
Vinho: Burmester White 10 anos
Tipo: Porto
Castas: Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: Templo dos Vinhos
Preço médio: R$ 120,00 (375ml)
Temperatura de serviço: 12º
 

Burmester Tawny Porto 20 anos

Esse rótulo é primoroso e se pudesse teria bebido toda a garrafa. Vininho de uma elegância e suavidade incrível. Confira o que achei dele clicando aqui.
 
produto
O Rótulo
  
Vinho: Burmester Tawny 20 anos
Tipo: Porto
Castas: Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 175,00 - R$ 230,00 
Temperatura de serviço: 12º
 

sábado, 17 de novembro de 2012

Burmester Porto Ruby

A história de produção e exportação de vinhos do porto pela Burmester remotam para década de 50 do século XVIII. O nome da família e que dá nome ao vinho é oriundo da pequena cidade de Moelln, no norte da Alemanha, derivando do título Burgomestre, que significa chefe de município.
 
No final do milênio, o Grupo Amorim adquiriu a CASA BURMESTER,  e recentemente foi adquirida pelo Grupo Sogevinus SGPS, S. A.
 
O Burmester Porto Ruby faz parte da linha standart da empresa. A média de idade dos vinhos que constituem o lote é de 3 anos e o envelhecimento se dá  em balseiros de carvalho (grandes depósitos de madeira) durante os primeiros 6 meses e em seguida o envelhecimento decorre em cubas de inox. É engarrafado jovem para preservar a sua personalidade forte e viva
 
O vinho mostrou uma cor rubi escura muito brilhante, com lágrimas abundantes, finas e velozes. No nariz seus aromas mostraram fruta vermelha madura, café, baunilha e tostado. Em boca, mostrou-se intenso e vigorosos, típico da sua jovialidade, repetindo a fruta vermelha madura (cereja e morango) e mostrando delicadas notas de café e tostado. Final de corpo de média intensidade com o doce aparecendo, de forma equilibrada, no retrogosto. Um vinho para se ter na adega e degustar um cálice no fim de um dia de trabalho.

O Rótulo

Vinho: Burmester Ruby
Tipo: Porto
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 12º

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Fantástico e Especial Burmester Tawny 20 Anos #CBE

Chegamos a 71ª edição da CBE com mais um tema muito criativo, o qual foi sugerido pelo confrade Gustavo Kauffman do blog Enoleigos, que nos instigou a buscar no fundo de nossas mais agradáveis memórias dizendo:

"Neste mês eu gostaria de diversificar e trazer a tona variáveis tão ou mais importantes que o vinho em si! Falemos de nossa lembrança, pessoas, lugares e momentos. O tema deste mês é falar de um vinho que tenha marcado muito você! Férias inesquecíveis, o nascimento de um filho, bodas, casamento, não importa, descreva, degustando novamente ou não, suas percepções sobre o vinho degustado neste momento tão especial!"

A cada mês os temas tem sido cada vez mais criativos e desafiadores e esse não foi diferente. Muitos vinhos que degustei foram especiais, mas resolvi escolher um que faz parte da história do blog, então escolhi um vinho que degustei durante uma das comemorações do primeiro aniversário do Vinhos de Minha Vida.

A minha escolha para a CBE de agosto de 2012 foi o Burmester Tawny 20 anos e ele foi degustado em 26 de abril de 2012, durante o Passeio Enológico por Portugal e no exato dia em que o blog completou um ano.

Na ocasião da degustação o exemplar mostrou uma bela cor alaranjada com nuances acastanhadas, lágrimas abundantes, finas e rápidas. No nariz divinamente intenso, com aromas de frutas secas, predominando amendoas e castanha o Pará; um toque floral de almíscar e também nuances de couro e tostado, formando um conjunto elegante, forte e quente. Em boca repetiu os frutos secos associados a notas de mel, caramelo e baunilha, dando um adocicado agradável e saboroso. Apresenta um final de boca intenso, volumoso e longo.

Simplesmente o melhor porto já degustado, com um conjunto (garrafa, caixa, cor, aromas e sabor) extremamente harmonioso. Degustei dentro de um pacote de uma evento, mas para quem aprecia vinhos do porto esse aí vale cada centavo.

O Rótulo

Vinho: Burmester Tawny 20 Anos
Tipo: Porto
Castas: Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca
Safra: Não Safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Burmester
Enólogo: Francisco Gonçalvez
Graduação: 20%
Onde compra: Super Adega Express; Bacco´s
Preço Médio: R$ 175,00 - R$ 230,00
Temperatura de serviço: 12 graus

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Um ícone com mais de 250 anos de história: Dom José Ruby

Eis um clássico vinho português fortificado e porque não um ícone do mundo do vinho.

Em se tratando de um dos mais tradicionais vinhos do porto, não poderia deixar de escrever ou melhor transcrever algumas linhas dos mais de 250 anos de história da Real Companhia Velha.

Aos 10 de Setembro de 1756, por Alvará Régio de El-Rei D. José I, sob os auspícios do seu Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Mello, foi instituída a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto-Douro, também denominada Real Companhia Velha. Formada pelos "principais lavradores do Alto-Douro e homens Bons da Cidade do Porto, à Companhia foi confiada a missão de sustentar a cultura das vinhas, conservar a produção delas na sua pureza natural, em benefício da Lavoura, do Comércio e de Saúde Pública".

Em 1781, a Real Companhia Velha levou os seus vinhos aos lábios imperiais de Catarina da Rússia, através de grandes carregamentos em navios fretados para o efeito, iniciando assim a navegação Portuguesa para os portos do Báltico e as permutas comerciais com aquele país.

Como consequência das acções da Companhia as exportações dos afamados vinhos da Região Douriense experimentaram um considerável e sucessivo aumento.

Durante as invasões francesas (1809) as tropas de Napoleão requisitaram os vinhos da Real Companhia Velha, que assim faziam parte da ração dos soldados Franceses.

Quase ao mesmo tempo (1811), Lord Wellington e as suas tropas consumiam também os vinhos da Real Companhia Velha, destacando-se um fornecimento de 300 pipas, feito através dos seus armazéns da Régua, ao exército então estacionado em Lamego.

Durante os séculos XVIII e XIX navios carregados com Vinho do Porto da Real Companhia Velha partiram para o brasil onde a Companhia detinha o exclusivo do fornecimento dos vinhos do Alto-Douro. Nos anos de 1851/52, a Companhia possuía entrepostos comerciais para os seus vinhos em quase todos os portos do mundo sob a protecção das missões diplomáticas Portuguesas.

A Companhia detinha também o exclusivo de fornecimento de vinhos aos taberneiros da cidade do Porto, que no ano de 1756 eram apenas 95.

Para fazer face a esta enorme expansão do seu comércio, a Companhia teve que mandar construir diversas fragatas de guerra para proteger a Navegação Portuguesa dos piratas Argelinos que vagueavam ao largo da costa Portuguesa.
No ano de 2006, a Real Companhia Velha celebrou 250 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto.

Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado gloriososo. Para o futuro, existe a vontade de manter a elevada qualidade dos seus produtos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante.

O Dom José Ruby mostra em taça e em boca o porque de uma história tão longa. O vinhou mostrou cor ruby profunda, lágrimas finas e abundantes. Um bouquet muito rico em aromas de frutas vermelhas maduras e um pouco de chocolate e baunilha. Em boca muito macio e encorpado, de final médio. Degustei ele gelado e não agradou, pois escondeu os aromase o sabor, preferi a temperatura ambiente, onde os aromas apareceram e pareceu-me mais macio.

O Rótulo

Vinho: Dom José Ruby
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Bastardo, Tinta Carvalha, Tinto Cão, Mourisco
Safra: Não informado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Real Cmpanhia Velha
Graduação: 19%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 18º (prefiri em temperatura ambiente, mesmo aqui em Recife)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Velhotes Porto Ruby

De cor brilhante de intensidade e tonalidade forte, com cor vermelho violeta. Aroma a frutos frescos com uma vertente floral e madura, muito intensa. Com um paladar jovem, cheio de frutos vermelhos maduros, com uma estrutura forte, doce, uma acidez elevada e muito álcool (sobressaiu-se).

O Rótulo

Vinho: Velhotes Porto Ryby
Tipo: Tinto Fortificado
Castas: Tinta Roriz (30%), Tinta Barroca (30%), Tinto Cão (10%), Touriga Franca (30%).
Safra: Não fornecido em rótulo
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Porto Calem
Graduação: 20%
Preço médio: R$ 35,00
Onde Comprar: RM Express

Post Scripitum

Pelas mãos de Antônio Alves Cálem, em 1859, nasceu a Porto Calem. Logo no seu início, o principal objetivo foi o mercado brasileiro. Após esta conquista, a Porto Cálem chegou aos quatro cantos do mundo, possuindo a sua própria frota de caravelas, eternamente representadas na imagem da marca. No ano de 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Sogevinus. Uma empresa que tinha capacidade de elevar o trabalho de muitas décadas e aliar o desenvolvimento tecnológico aos sabes ancestrais, fazendo assim, cada vez mais e melhor sem nunca esquecer a tradição em suas origens. PORTUGAL O progresso dos vinhos de Portugal nos últimos anos foi impressionante. A modernização tecnológica, aliada às maravilhosas uvas da terra, conduziu o país de volta ao mercado mundial. País que oferece rótulos atraentes por sua relação qualidade-preço, foi o primeiro a ter regiões demarcadas. Douro, Bairrada e Minho (Vinhos Verdes) são algumas de suas regiões produtoras. Também no Douro tem origem o tradicional Vinho do Porto.