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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gato de "Botas" Carménère 2015 #cbe

Primeiro dia do mês começando e com ele o penúltimo vinho do ano para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do site Escrivinhos e que agora é a nova comandante da nossa confraria virtual, sucesso para ela nesse novo desafio de gerir a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
E o tema foi: "´Garimpar´ alguma coisa legal, com um precinho camarada. Então, que tal procurar nas prateleiras das lojas ou mercados uma boa oferta? O ideal é que seja até R$ 40.
 
Um tema que, com certeza, agrada a qualquer enófilo, pois gostamos de vinho e bons vinhos a preços justos é o que queremos.

Pensei bastante em que vinho comentar, tenho alguns na adega que foram verdadeiras pechinchas, mas que com a alteração na forma de tributação já não mais se enquadram no valor do tema, então terminei por escolher um vinho campeão de vendas no país: Gato Negro.
 
O rótulo é conhecido por muitos e pode ser facilmente encontrado nos supermercados na faixa dos R$ 35,00 em média, um valor alto para o mesmo, já que tinha um preço médio na casa dos R$ 20,00.
 
O Gato Negro é produzido pela Viña San Pedro, fundada em 1865 pelos irmão Correia Albano, no Vale do Curicó é a segunda maior exportadora do Chile.

O nome "Gato Negro" partiu de uma estória a qual menciona uma degustação numa vinícola alemã entre enólogos que decidiam entre 3 barricas, e inesperadamente foram surpreendidos por um "schwartze katze" (gato negro) que saltou em uma delas e então a barrica foi "eleita".
 
Inspirado nesta simpática estória o nome "gato negro" foi adotado pela Viña San Pedro para representar uma linha de vinhos leves, frutados e fáceis de beber. Um perfeito companheiro para o dia-a-dia.
 
O Gato de Botas (como gosto de chamar o vinho), que escolhi é um 100% carménère e vamos ao vinho!
Na taça mostrou cor rubi com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra, seguido de notas herbáceas sutis, especiarias e discreto tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico taninos macios e boa acidez. Repetiu as notas olfativas. Final de boca com média persistência com notas frutadas e de tostado no retrogosto.
 
Vinho simples, correto e o que é melhor sem aquele excesso de pimentão verde tão comum a muitos vinhos produzidos com a carménère.
 
O Rótulo
 
Vinho: Gato Negro
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viña San Pedro
Enólogo: Carlos Chandía
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 16º

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Definitivamente o melhor Carménère que já provei

Parece que foi ontem que tivemos um WINEBAR com três vinhos da Arboleda e fico até envergonhado em dizer que foi em junho e só depois de três meses encontrei tempo para escrever sobre o terceiro e último vinho degustado na ocasião, o Arboleda Carménère.
 
Só para refrescar a memória, na ocasião o Daniel Perches entrevistou a Maria Eugênia Chadwick, filha de Eduardo Chadwick, proprietário da jovem Viña Arboleda, imbicada na região do Aconcagua. Na ocasião foram degustados o Chardonnay, o Pinot Noir e o Carménère.
 
As uvas que deram origem ao Arboleda Carménère foram colhidas e classificadas manualmente de maneira cuidadosa em mesas de seleção e levadas a tanques de aço inoxidável para a fermentação a temperaturas que variaram de 26°C à 30°C. Foram realizados remontages regulares para extrair cor, taninos e aromas das peles das uvas, conferindo-lhe, assim, a estrutura, o suporte e os aromas desejados ao vinho. Tudo isso permite realçar a já excelente expressão das características de frutas frescas no vinho. Após um período de maceração de 25 dias, 60% da mescla foi levada diretamente a barricas novas de carvalho, das quais 46% eram americanas e 54% eram francesas, nas quais o vinho envelheceu por 12 meses.
 
Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi escura com tons violáceos, ficando bem evidente que as uvas passaram por uma boa. Completando o visual o halo era vermelho e as lágrimas abundantes finas e rápidas.
 
No nariz intenso e elegante assim como os outros dois exemplares; mostrou uma paleta de aromas rica, onde foi possível observar notas de fruta madura como amora e goiaba, seguido de notas de eucalipto, folhas secas, pimenta preta seca, bala de café, tabaco, cedro, baunilha e tostado. Tudo bem integrado e o que melhor, sem aquelas notas de pimentão verde, tão comumente encontradas nos exemplares com esta casta e que não me agradam e contribui para que experimente poucos exemplares carménère.
 
Em boca apresentou corpo médio, taninos presentes, porém já amaciados, sedosos, aveludados, levemente adocicados e em uma ótima sintonia com a acidez e os 14% de álcool, que definitivamente não apareceram. O paladar foi marcado pela fruta e as notas de folha seca e especiarias. Final de boca seco e de longa persistência.
 
Esse foi simplesmente o melhor Carménère que já degustei e depois deste fiquei com vontade de provar outros com a mesma qualidade e harmonia.
 
Harmonizamos com uma picanha bovina assada e o vinho cumpriu bem o papel.
 
 
O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2011
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 14%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.
 
Para conferir como foi este WINEBAR basta conferir os vídeo abaixo.
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Santa Alicia Reserva Carménère 2012

Não nego, não sou fã da carménère, mas não posso deixar de falar dos que agradam, ainda se eles tiverem um preço justo e foi isso que aconteceu com o Santa Alicia Reserva Carmènère.
 
O vinho é produzido no Vale do Maipo pela vinícola Santa Alicia. A fermentação é realizada em tanques de aço inoxidável por 7 a 10 dias e após ficar pronto matura por 8 meses em barricas de carvalho americano e mais 8 meses em garrafa.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa e brilhante com  halo ligeiramente púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou aromas de frutas negras, leve toque herbáceo (hortelã e pimentão), chocolate amargo, baunilha e tostado. Em boca apresentou corpo médio, confirmação  do olfato e taninos macios e bem integrados a acidez e ao álcool. Final de boca de coa intensidade com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Santa Alicia Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Carmènère
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Santa Alicia
Graduação: 14%
Onde comprar: DLP
Preço médio: 30,00
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo 2011

O Escudo Rojo é um daqueles vinhos que sempre paquerei e sempre fui deixando para outra oportunidade, sobretudo pelo preço que sempre estava maior que  o usualmente pago em vinhos, mas quando apareceu uma promoção na WINE eu não pude deixar passar a oportunidade de comprar uma garrafa.
 
O vinho é produzido pela Baron Philippe de Rothschild, no Vale do Maipo - Chile, fundada em 1853 e que produz anualmente 15 milhões de garrafas. O nome Escudo Rojo é a tradução da expressão "das rote schild" ou brasão vermelho, emblema original da família há séculos.
 
Trata-se de um corte de quatro castas tintas: Cabernet Sauvignon, Carménère, Cabernet Franc e Syrah e 50% do líquido amadureceu 12 meses em barricas de carvalho, dois fatores que por si só já contribuem para um rótulo com um caráter diferente dos usuais rótulos produzidos no Chile e boa parte dos países do novo mundo.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi intenso e lágrimas finas e abundantes. No nariz aromas de frutas maduras (cereja e ameixa), toque herbáceo (menta), pimenta, notas de especiarias, chocolate amargo e tostado. Em boca mostrou bom corpo e taninos redondos e em harmonia  com a acidez e o álcool. Final de boca longo e com a especiaria o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha de berinjela preparada por Fernanda e ficou simplesmente perfeito: elevou o vinho e o prato foi elevado por este.

O Rótulo
Vinho: Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 35%, Carménère 38%, Cabernet Franc 2% e Syrah 25%
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Baron Philippe de Rothschild
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 44,00 (R$ 32,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 90 Pts Descorchados

sábado, 16 de agosto de 2014

O blog conferiu, em primeira mão, a degustação dos Rótulos Rayun

No final de julho o Vinhos de Minha Vida conferiu, a convite do amigo Juberlan, a degustação dos rótulos Rayun, que ocorreu na agradável Venda de Seu Antônio, anexa ao Empório Pescadero no bairro do Poço da Panela.
 
Os vinhos Rayun fazem parte do grupo Sutil Family Wines que nasceu em 2013 quando a Viña Sutil adquiriu, das famílias Errázuriz y Axelsen a sua participação na Top Wine Chile S.A., contudo foi em 1991 que Juan Sutil Servoin, descendente dos pioneiros espanhois que aportaram no Chile, ingressou no ramo vinícola, culminando com a fundação da Viñedos Juan Sutil S.A. em 2002. Em 2011 a Viña Sutil adquiriu a Geo Wines somando ao seu grupo as marcas Chono, Rayun e Cucao.
 
A Sutil Family Wines conta com um amplo portfólio de diferentes regiões do Chile (Colchagua, Maipo, Limarí, Casablanca e Cauquenes) e uma produção anual que chega a 250 mil caixas, a qual é exportada para mais de 20 países.
 
Recife foi a primeira cidade do Nordeste a receber os vinhos da marca Rayun e eles nos foram apresentados pelo simpático e muito disponível Diego Chávez, Diretor Comercial do grupo Sutil Family Wines.
 
O lugar escolhido pela importadora foi a Venda de Seu Antônio, um barzinho no estilo boteco, ou melhor no estilo vendinha de bairro e do interior nordestino. O estabelecimento está localizado onde há muitos anos (creio que mais de 50 anos atrás) funcionou de fato uma vendinha de propriedade de seu Antônio, daí o nome. Curiosamente o gerente do local também chama-se Antônio e que presta, junto com seus colaboradores, um atendimento muito legal e que combina e muito com as características do lugar, vale a visita para o happy hour com os amigos.
 
Vamos aos vinhos! Ao todo degustamos quatro rótulos: um branco com a a casta Chardonnay e três tintos, um carménère e dois cabernet sauvignon.

Chardonnay Gran Reserva 2012

Este vinho é produzido a partir de uvas provenientes do vinhedo localizado em uma região privilegiada,  às margens do rio Limarí, onde o nevoeiro frio conhecida como "Camanchaca" que vem do Oceano Pacífico desliza penetrando o vale a partir do ocidente na parte da manhã.
 
A colheita das uvas é manual e elas são cuidadosamente selecionadas e posteriormente prensadas sem maceração prévia. 40% do vinho fermentou e permaneceu em barricas francesas por um período de 4 a 6 meses, período no qual o vinho esteve em contato com as leveduras.

Visualmente mostrou linda cor amarelo dourada e lágrimas grossas e lentas. No nariz  apresentou intensos aromas de frutas como maracujá, abacaxi e atemoia, seguido de notas de nozes, mel e pão tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou-se muito sedoso e fresco, complexo e equilibrado. Final de boca longo e refrescante, apesar dos 13,5% de álcool.
 

O Rótulo

Vinho: Rayun Gran Reserva
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2012
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Rayun (Geo Wines - Sutil Family Wines)
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Pescadero
Preço médio: R$ 53,00
Temperatura de serviço: 10º


 
Rayun Reserva Carménère 2012

Depois do belo branco passamos para dois vinhos da linha Reserva e o primeiro deles foi o Carménère, produzido com uvas provenientes de vinhedos com 25 anos de idade do Vale do Colchagua, que conta com grande amplitude térmica entre o dia e a noite e verões secos e com muito sol, o que favorece uma lenta maturação das uvas.

As uvas foram colhidas manualmente com posterior maceração por três dias, fermentação alcoólica com leveduras selecionas e envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano por 6 a 8 meses.

Na taça o líquido apresentou uma cor rubi profunda brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz observei aromas de fruta negra, sutis notas herbáceas, pimenta, baunilha e leve tostado. Em boca mostrou bom corpo e equilíbrio entre a tríade taninos-acidez-álcool. Final de boca de boa intensidade e com a fruta aparecendo no retrogosto.


O Rótulo

Vinho: Rayun Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Carmeénère
Safra: 2012
País: Chile
Região: Colchagua Valley
Produtor: Rayun (Geo Wines - Sutil Family Wines)
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Pescadero
Preço médio: R$ 33,00
Temperatura de serviço: 16º
 


Rayun Reserva Cabernet Sauvignon 2011

Chegamos ao terceiro rótulo da noite, um cabernet sauvignon seguiu os mesmos padrões e critérios de elaboração que o outro reserva comentado acima.

Visualmente mostrou cor rubi intensa, com halo púrpura e lágrimas grossas e lentas. No nariz rico em aromas de frutas, pimenta branca, chocolate e tostado. Em boca apresentou bom corpo, taninos redondos e boa acidez. Final de boca de média intensidade e com o tostado aparecendo no retrogosto.


O Rótulo

Vinho: Rayun Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2011
País: Chile
Região: Colchagua Valley
Produtor: Rayun (Geo Wines - Sutil Family Wines)
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Pescadero
Preço médio: R$ 33,00
Temperatura de serviço: 16º


Rayun Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2011
 
Chegamos ao último e melhor rótulo da noite, um cabernet sauvignon produzido com uvas de vinhedos de cerca de 20 anos de idade da região do Valle del Maipo.
 
O vinho passou por maceração a frio em cubas de aço inox e por fermentação malolática natural de 60% do vinho em barricas e 40% em tanques de aço inoxidável. Amadurecimento de 12 meses sobre borras em barricas de carvalho e engarrafamento sem filtragem visando preservar todos os aromas e características da uva.
 
Visualmente apresentou cor rubi escura, halo púrpura e uma bela chuva de lágrimas finas e rápidas. No nariz mostrou aromas intensos de frutas escuras, café, tabaco, chocolate amargo, baunilha e tostado. Em boca é um vinho volumoso e encorpado, com taninos potentes, porém maduros e redondos, acidez em boa intensidade e álcool a 14% sem incomodar. Final de boca longo com a fruta e o tabaco aparecendo no retrogosto.
 

O Rótulo

Vinho: Rayun Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2011
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Rayun (Geo Wines - Sutil Family Wines)
Enólogo: Alvaro Espinoza 
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: Pescadero
Preço médio: R$ 53,00
Temperatura de serviço: 16º


Além do belo atendimento e da boa explanação sobre os rótulos não podemos deixar de elogiar os belos acompanhamentos servidos durante a degustação, tendo destaque o ceviche de bacalhau e tábua de frios com presuntos defumados de excelente qualidade.

Com Diego Chávez, Diretor Comercial da Sutil Family Wines.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Canepa Reserva Privada Carménère 2011 #aveclevin

Sabe aquele Carménère típico e com bom custo x benefício? é o Canepa Reserva Privada, mais um
rótulo degustado no último encontro da Avec le Vin.
 
O rótulo é um 100% Carménère, que amadureceu 8 meses em barricas de carvalho francês e americano e é produzido pela Viña Canepa, a qual está próxima de completar seus 100 anos e produz 2 milhões de litros de vinho por ano.
 
Visualmente mostrou rubi escura e profunda, com reflexos violáceos e lágrimas grossas e lentas. No nariz apresentou notas de fruta negra, pimentão, pimenta preta, chocolate e tostado. Em boca mostrou bom corpo, taninos pontentes com certa adstringência e boa acidez. Repetiu a notas olfativas e um final de boca de boa intensidade, com o herbácio e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Degustamos sem acompanhamento, mas vai muito bem com um belo corte bovino ou com um queijo como o Gouda Rembrandt.
 
O Rótulo

Vinho: Canepa Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale do Rapel
Produtor: Viña Canepa
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 48,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 90 pts RP

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cono Sur Orgânico Cabernet - Carménère 2010

Sempre achei interessante a figura de uma bicicleta nos rótulos dos vinhos da Cono Sur, pois sempre fui um amante desse meio de transporte e pelo caráter simbólico que ela representa, pois a bicicleta é o meio de transporte mais onipresente nas estradas de Chimbarongo, província do Valle del Colchagua, onde estão os vinhedos da empresa e é sobre duas rodas que os funcionários da vinícola chegam aos vinhedos.
 
A vinícola foi fundada em 1993 e seu nome faz referência às origens geográficas: os vinhos se originam no cone da América do Sul, no Chile, extremo ocidente do continente sul americano e onde se encontram privilegiados vales vitivinícolas.
 
Em 2000 a vinícola iniciou o cultivo orgânico de uvas, mas desde o início da sua história ela apresenta forte motivação pelas políticas ambientais, possuindo certificação ISO 9001 e 14001 pela gestão de qualidade e meio ambiente; possui também os status CarbonNeutral por ter neutralizado a emissão de CO2. Para os vinhos orgânicos possui certificação pela BCS Öko Garantie GmbH.

Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi violácea bem intensa e brilhante, com boa formação de lágrimas. Nariz frutado, com notas de ameixa, frutos secos e leves notas de especiaria e tostado. Em boca muito equilíbrio entre seus taninos potentes e macios, acidez e álcool; a fruta roxa apareceu de forma intensa, mas sem incomodar e com boa integração a notas de chocolate e tostado que aparecem no final de boca.

Eu eu Fernanda bebemos esse vinho de excelente custo versus benefício durante a vitória do Brasil sobre o Japão e harmonizamos com um churras de leve no fim de tarde da Capital Pernambucana e serviu também para "comemorar" a compra de uma bike para fugir do estressante trânsito de Recife e para cuidar da saúde do corpo e da mente.

O Rótulo

Vinho: Cono Sur Orgânico
Tipo: Tinto
Castas:  Cabernet Sauvignon e Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle del Colchagua
Produtor: Cono Sur
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Bom Preço
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 16º

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Palo Alto Reserva 2010

Eu e Juberlan pegamos a estrada no último final de semana e até chegar ao nosso destino final: Triunfo, pudemos observar 3 diferentes vegetações, a do litoral e zona da mata, a do agreste e por fim a da caatinga, a qual é típica do sertão nordestino, onde algumas das árvores nela encontradas assemelham-se, coincidentemente, ao "Palo Alto" (tipo de vegetação que se desenvolve bem em solos secos, rochosos e pouco férteis), árvore que estampa o rótulo do vinho que degustamos no restaurante da pousada Baixa Verde e que é o nome popular do Espinheiro, um arbusto nativo do Chile que possui flor e espinhos e que cobrem as colinas do Vale do Maule.

Quando estávamos na estrada tivemos o prazer de ver a paisagem da caatinga modificando-se após alguns breves períodos de chuvas, que infelizmente já estão por findar, mas que deixam no ar aquele agradável "cheiro de chuva" (areia molhada) e que pode ser encontrado em alguns vinhos. Outro aroma que pairava no ar era o de madeira, também presente em uma boa parcela de vinhos e que quando aparece de forma delicada tornam o líquido primoroso.
 
A Viña Palo Alto nasceu em 2006, no Vale do Maule, sendo uma das subsidiárias da gigante Concha y Toro. Na ocasião, foi criado seu primeiro vinho, o Palo Alto Reserva: um blend de três fantásticas uvas: cabernet sauvignon, caménère e syrah.  Este blend é criado a partir de uvas originárias de três vinhedos específicos do Vale do Maule: San Clemente (Cabernet Sauvignon); Villa Alegre (Shiraz) e Pencahue (Carmenere) com uma vinificação clássica e afinamento em barricas de carvalho francês e americano por 8 meses.

Hospedamo-nos na agradável pousada Café do Brejo, situada em um em uma área de vale na entrada da cidade. A pousada possui uma grande área e nela se destacam os pavões e as fruteiras. No período mais frio as noites são de um friozinho muito convidativo para uma boa garrafa de vinho e o amanhecer deve ter bastante neblina, que certamente proporciona um ar agradável e bucólico para o café da manhã.

Fomos jantar no restaurante de outra simpática pousada da cidade: Baixa Verde, que além do bom atendimento dispensou o a taxa de rolha. A harmonização ficou por conta de uma picanha argentina na chapa e de um bode guizado.

Mas chega de conversa e vamos ao vinho. Visualmente mostrou uma cor rubi escura e intensa, halo violáceo e lágrimas finas e rápidas. No nariz o herbáceo e a madeira destacam-se desde o início, mas também se percebem notas de fruta vermelha e chocolate meio amargo, porém muito sutil e, escondidas por trás dos aromas de pimentão. Em boca o vinho mostrou taninos redondos, acidez em boa intensidade e álcool na medida. Repetiu a madeira e o herbáceo, que incomodou do início ao fim da garrafa. Final de boca seco de boa intensidade, mas com a nota herbácea aparecendo no retrogosto.

Não é um vinho ruim, mas também não é aquele vinho que se degusta com frequência. A carménère de alguns terroir possui essas notas de pimentão em demasia e apesar de ser a uva emblemática do Chile, ainda se faz necessário mais esmero no seu uso, pelo menos para meu paladar.

Quem for de Pernambuco e ainda não conhece a região agende sua viagem e leve seus vinhos, pois as cartas de vinhos são praticamente inexistentes; uma boa pedida é no período do circuito do frio e para quem é de outros estados e quer conhecer outros ares vale a pena pegar a estrada e dar um pulinho na região de serra no meio do sertão nordestino.

O Rótulo

Vinho: Palo Alto Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (50%), Carménère (30%) e Syrah (20%)
Safra: 2010
País: Chile
Região: Vale de Maule
Produtor: Palo Alto
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º
Premiações: Medalha de Ouro no Mundus Vini, Medalha de Bonze na International  Wine & Spirit Competition e 87pts da Descorchados.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cornellana Estate Grown Reserva Carménère 2010

Ganhei esse vinho dos amigos Macílio e Ana e o mesmo foi degustado no último sábado após o belo Don Pascual Roble Tannat 2008. Digo sem nenhuma dúvida que esse foi o varietal Carménère que mostrou notas herbáceas de forna mais intensa que já degustei e isso incomodou bastante na análise olfativa do vinho.
 
O Cornellana é produzido pela vinícola chilena Viña La Rosa, uma das mais antigas do país. Foi iniciada quando um dos mais importantes empresários de mineração do Chile – Don Francisco Ignácio Ossa y Mercado – resolveu adquirir uma propriedade para seu primeiro filho, Gregorio Ossa cerda. Em 1824, a propriedade foi comprada do primeiro presidente do Chile, Manuel Blanco Encalada, dando início à “Hacienda y Viña La Rosa” com videiras importadas da Europa no período pré-filoxera. Hoje, a sexta geração da família possui na Viña La Rosa 864 hectares de vinhedos no Vale de Cachapoal, a duas horas e meia de carro de Santiago. Uma das características marcantes desta vinícola é o apoio a iniciativas de responsabilidade social como retorno à generosidade da terra e de sua comunidade.
 
O vinho possui vedação com rolha sintética, belo rótulo e garrafa. Cor rubi escuro e halo violáceo. Lágrimas abundantes finas e rápidas. Aroma inicialmente alcoólico, com notas intensas de pimentão e leves toques de madeira, muito ao longe. Taninos suaves, boa acidez e álcool sobressaindo um pouco, mas sem agredir; Final de boca seco com o pimentão e leve tostado aparecendo no retrogosto.


O Rótulo

Vinho: Cornellana Estate Grown
Tipo: Tinto
Castas: Carmánère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Cachapoal Valley
Produtor: Viña La Rosa
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: Esse foi presente
Temperatura de serviço: 16º

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Redegustando: Casillero del Diablo Carménère 2010

Não é novidade que gosto dos vinhos da Concha y Toro, já degustei vários e alguns já passaram por aqui, incluindo o próprio Casillero del Diablo Carménère, só que da safra 2009; confira a lista de todos rótulos desta vinícola que já forma tema de post aqui.
 
 
Nem eu tinha ideia de que já havia comentado tantos por aqui, alguns já passaram mais de uma vez por aqui, tais como o Trio Reserva Cabernet Sauvignon 2008, que já passou duas vezes e o Casillero del Diablo Reserva Privada 2008, o qual foi comentado 3 vezes por aqui. Hoje entra nessa lista o Casillero del Diablo Carménère. Mesmo assim ainda precisam passar por aqui Malbec, Merlot e Pinot Noir (deste produtor).
 
A Carménère é uma varietal proveniente da França e considerada a uva ícone do Chile. Seus vinhos são mais suaves que os Cabernet Sauvignon e possui aroma e sabor herbáceo que pode ser mais ou menos pronunciado de acordo com o tempo de maturação na videira antes da colheita.

Essa garrafa foi degustada no dia 29 de dezembro na casa dos amigos Juberlan e Rejane, após termos ido conferir o presépio de bonecos gigantes montado em frente a Igreja do Carmo em Olinda -PE.

"Olinda tem essa tradição dos bonecos gigantes, mas também tem a de montar presépios, que infelizmente parece estar sendo esquecida pelas pessoas", contou Fernando. O artista explica que há dois anos o presépio foi montado na praça só com a sagrada família. "Agora tivemos a ideia e a inspiração no presépio franciscano, com todos os pastores, anjos e com a apoteose barroca", disse. As peças mais altas têm até sete metros, pesando entre 35 a 40 quilos. Quem é de da Região Metropolitana do Recife não pode deixar de conferir e quem não é daqui e estiver de passagem pela capital pernambucana deve passar pela praça e visitar as peças.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi escura, com reflexos violeta e lágrimas abundantes, finas e lentas. No nariz muita fruta, toques de madeira e discreto de chocolate. A medida que o vinho foi se oxigenando o herbáceo apareceu, mas sem incomodar. Em boca mostrou boa potência, com taninos redondos; a fruta repetiu-se e mostrou-se bem integrada ao tostado proveniente da passagem por barricas de carvalho americano. Final de boca seco e de boa persistência, onde apareceram o frutado e o tostado no início e com a aeração o herbáceo (pimentão) e o tostado.
 
Particularmente a safra de 2009 me agradou mais, porém esse não deixou a desejar em nada; continua sendo uma boa pedida para o dia a dia para que não gosta de gastar muito com vinhos e também que prefere vinhos simples.

O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle  Central
Produtor: Concha y Toro
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço: R$ 36,00
Temperatura de Serviço: 16º

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Santa Rita 120 Carménère 2010

Esse rótulo foi sem sombra de dúvida o varietal carménère mais equilibrado que já degustei e o que é melhor sem toques vegetais (pimentão) tão comuns e essa cepa. O vinho é produzido pela Viña Santa Rita, criada em 1880 por Domingo Fernandez Concha na região do Alto Jahuel, Vale do Maipo. Em 1980 foi adquirida pelo Grupo Claro, comandado pelo empresário Ricardo Claro Valdéz.
 
Em 1982 lançou a linha 120, marca emblemática da vinícola e nessa década começou sua forte penetração no mercado internacional de vinhos.
 
A Santa Rita possui mais de 3.000 hectares de vinhedos nas sete principais regiões produtoras do Chile. Essa tremenda diversidade geográfica permite aos viticultores e enólogos da Santa Rita criarem um vasto portfólio de vinhos de alta qualidade de terroir específicos.
 
"O nome 120 é uma alusão aos 120 patriotas que lutaram pela independência do Chile, os quais, exaustos após uma longa e difícil batalha atingiram as terras de Santa Rita. Naquela noite de 1814 as forças encontraram refúgio nas caves  da propriedade. Hoje, dentro destas mesmas adegas, o premiado 120 é criado para honrar o caráter heróico dos patriotas".

Vamos ao vinho: visualmente mostrou uma cor rubi profunda com reflexos violáceos, lágrimas finas, lentas e abundantes. No nariz a fruta escura apareceu mesclada com a especiaria e suave toque de tostado. Em boca ele apareceu leve, repetindo a fruta, seguida de toques de pimenta; taninos redondos e muito intensos, em harmonia com álcool e acidez. Final de corpo médio-longo com a fruta e a madeira bem integradas e aparecendo no retrogosto.

O vinho foi degustado com Fernanda e o amigo Juberlan, que trouxe a garrafa. Harmonizamos com um belo Baby Beef.
 
O Rótulo

Vinho: Santa Rita 120
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Viña Santa Rita
Graduação: 14,2%
Onde comprar: Grand Cru
Preço médio: R$ 35,00 (Essa foi Presente)
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 88 WS

terça-feira, 1 de maio de 2012

Concha y Toro Gran Reserva Serie Riberas Cabernet Sauvignon 2007

Quem leu o primeiro post do blog dever recordar-se que o afloramento da minha paixão por vinhos deu-se após degustar vinho da vinícula chilena Concha y Toro, então nada mais justo que degustar um rótulo desta gigante chilena para comemorar esta data tão especial.

O vinho escolhido foi o Concha y Toro Gran Reserva Serie Riberas Cabernet Sauvignon 2007, ano este que produziu uma das melhores safras chilenas, então posso dizer que a escolha não poderia ter sido melhor e que finalizei os comemorativos do primeiro aniversário do blog com chave de ouro.

O contra rótulo traz o texto: “Da majestosa Cordilheira dos Andes – coluna vertebral da América do Sul – descem uma série de cordões transversais que, no Chile, abrem espaço às correntezas de água cristalina que escorrem pelas descidas irregulares e vales até chegar finalmente ao mar. Estes rios de grande longitude refrescam os diversos cultivos e vinhedos no seu cultivo. Os vinhedos de Cabernet Sauvignon, plantados na solada ladeira sul do rio Tinguiririca, entregam um vinho de grande equilíbrio, com aromas de groselha, ameixa e chocolate”.

Depois de escolher o rótulo ficou a tarefa de escolher um belo prato para harmonizar, visto que a grande maioria dos vinhos da Concha y Toro são muito gastronômicos e com certeza o vinho escolhido não foi uma excessão a esta regra.

Procura daqui, procura dalí e findei por incubir o Filé Mignon a la Provence a grande responsabilidade de harmonizar com o potente Cabernet Sauvignon escolhido. Um prato de preparo relativamente simples, mas muito saboroso.

O vinho é muito atrativo, sua garrafa e rótulo são belíssimos e aumentam o charme da bebida. Visualmente mostrou cor rubi com sinais de evolução, lágrimas abundantes finas e lentas. Seu bouquet mostrou-se muito intenso e rico, com notas de ameixa, chocolate amargo, especiarias (café), tostado e discretos aromas de pimentão e pimenta preta. Em boca repetiu, sobretudo, no início, o chocolate e amadeira e ao fim, um delicado toque de café. O rótulo mostrou-se simplesmente fantástico, com bom equilíbrio entre acidez, taninos e álcool, que em momento algum agrediu. Tem potência, mas também taninos muito elegantes, mostrando um bom equlíbrio. Seu final é persistente e como eu já citei é muito gastronômico. No meu entender está em seu ápice, mas ainda tem grande potencial de guarda, arriscaria mais 5 anos.

A harmonização ficou perfeita, a acidez do tomate, a pimenta (presente em todos os componentes do prato) e as ervas que temperaram a carne elevaram o prato o fez suportar bem a grande potência do vinho.

O Rótulo
Vinho: Concha y Toro Gran Reserva Serie Riberas
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (90%) e Carmenére (10%)
Safra: 2007
País: Chile
Região: Vale Colchágua
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcio Ranírez
Pontuações: 90 pts Guía Descorchados
Graduação: 14,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16-18 graus


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Cono Sur Bicicleta Cabernet Sauvignon 2009

Uns compram vinho por indicação, outros pelo nome, outros ainda de acordo com sua própria personalidade e, muitos outros pelo rótulo. Esse Cono Sur foi escolhido pelo rótulo, a simplicidade e a leveza que a bicicleta estampada trouxe me atraiu sobremaneira.

Sempre procuro pesquisar e ler um pouco sobre o produtor de todos os vinhos que degusto e com este não foi diferente e a história desta vinícula é um tanto quanto surpreendente.

A Viña Cono Sur é bem jovem: 19 anos, mas já possui uma história de uma gigante. Fundada em 1993 a Vinícola possui dois interessantes projetos o "Proyecto Pinot Noir" destinado a produzir vinhos premium de categoria mundial e o projeto de produção de vinhos orgânicos, que produz vinhos com as cepas Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Noir e um corte Cabernet Sauvignon-Carmenere.

Mas, o que mais impressiona na jovem empresa são as suas conquistas. Em 2002, menos de dez anos de sua criação a Viña Cono Sur foi a primeira Viña da America Latina a ter seu sistema de gestão certificado com as normas ISO 9001 e ISO 14001. Em 2003 teve a primeira colheita certificada de uvas orgânicas (apenas 3 anos após o início do cultivo) e se firmou como a terceira maior exportadora em volume do Chile. Em 2007 finaliza o ano como a segunda vinícola chilena em vem exportação de vinhos engarrafados e no mesmo ano é a primeira vinícula do mundo a obter o status CarbonNeutral, por conseguir neutralizar as emissões de CO2 produzido a partir do processo de produção dos vinhos e em 2010 torna-se a primeira vinícula da américa e a terceira do mundo a obter o certificado ISO 14064-1.

E o vinho!!! O Cono Sur Bicicleta Cabernet Sauvignon 2009 é um vinho da linha de entrada da vinícola e mostrou-se acima de tudo um vinho simples, direto e muito correto. De cor rubi intensa com lágrimas finas e lentas. Seus aromas são intensos e bem perceptíveis, destacando-se ameixa, pimenta do reino, menta e um pouco de pimentão. Em boca repetiu a fruta, a pimenta e a menta. Taninos, acidez e álcool bem equilibrados e integrados. Final de corpo médio.

Acompanhou bem uma manhinha temperada apenas com sal azeite e vinho e preparada na chapa.

O Rótulo

Vinho: Cono Sur Bicicleta
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (Carménère, Merlot, Syrah, Malbec, Carignan, Alicante)
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Viña Cono Sur
Enólogo: Adolfo Hurtado
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Pão de Açucar
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 18º

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Primeiro Vinho Orgânico do Blog: Tarapacá +Plus 2009

O Rótulo do Tarapacá +Plus me chamou a atenção em meio há muitos belos e grandes rótulos da Adega da Casa dos Frios. Organically Grown Grapes (Uvas Organicamente Cultivadas) vem estampado bem abaixo do nome do vinho e este fato me fez comprar esta garrafa, pois nunca havia degustado um vinho orgânico.

Resolvi então pesquisar um pouco sobre vinhos orgânicos e trago algumas linhas antes mesmo de falar mais sobre o Tarapacá +Plus.

A agricultura orgânica aplicada nos vinhedos é um setor bastante próspero e uma realidade atual. Hoje, 4% da produção mundial é de vinho orgânico, inclusive no novo mundo - a Argentina, com produtores como Norton e família Zuccardi, o Chile, em bodegas como a Viña Carmen e o Brasil com Juan Carrau, que em 1997 lançou o primeiro vinho orgânico do Brasil.

Mas, afinal, o que é um vinho orgânico? Pode ser definido como o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar, de forma equilibrada, o solo e demais recursos naturais (água, vegetais, animais, insetos) conservando-os em longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.

A viticultura orgânica é a aplicação destes princípios aos vinhedos, ou seja, o viticultor manejará todo um ecossistema onde a vinha é a planta predominante. Qualquer alteração em um dos elementos desse ciclo afetará todos os demais.

Naturalmente os pesticidas, herbicidas e adubos químicos também são proibidos já que acabam entrando nas vinhas através da raiz. Isso também impede o esgotamento do solo. Todo o material aplicado é de origem orgânica, de preferência reutilizando materiais encontrados ao redor da região de cultivo, do mesmo ambiente.

Para se ter um selo de produto orgânico a tarefa não é fácil e muitos produtores termina desistindo, mas os que seguem dão ao vinho um "q" mais artistico do que na realidade já é.

A Viña Tarapacá nasceu em 1874 no sopé da Cordilheira dos Andes, a Vinícola Tarapacá conta atualmente com um amplo reconhecimento internacional, como uma das vinícolas chilenas de maior trajetória e tradição.

Tarapacá +Plus  é um vinho proveniente exclusivamente de uvas orgânicas certificadas, cuidadosamente selecionadas, do Vale do Maipo. Todos os componentes da mescla final envelhecem separadamente, durante 9 meses em barricas francesas e americanas, criando um vinho complexo, com marcadas notas de fruta negra e prolongado final de boca.

Rótulo removido quase que cirurgicamente. Vai para a coleção.

Sem sombra de dúvida é uma vinho com potencial de guarda, perceptível pelo intenso aroma de madeira e pelos taninos ainda um pouco agressivos (o produtor fala em 10 anos). O Tarapacá +Plus mostrou uma cor rubi intensa com um discreto halo violáceo, inúmeras lágrimas finas e rápidas, uma verdadeira chuva. Seu bouquet mostrou, no ínício, um ataque de madeira bem intenso, que com a aeração abrandou um pouco, logo depois surgiram os aromas de frutas negras, o chocolate, baunilha, um toque vegetal (pimentão) e algo de especiarias. Em boca repetiu as frutas (ameixa e amora), chocolate e madeira. Taninos potentes que com certeza abrandarão com o passar dos anos. Acidez e álcool bem integrados e um final de corpo longo.

Um vinho muito intenso e encorpado que vale cada centavo e que mostra duas artes: a do cultivo orgânico e a de produzir um assemblage com 6 uvas tintas de sabores e particularidades fantásticas.

A harmonização deste belo chileno orgânico ficou por conta de uma maravilhosa picanha argentina vinda diretamente da Patagonia, fiquei freguês do vinho e da picanha.

O Rótulo

Vinho: Tarapacá +Plus
Tipo: Tinto
Castas: 28% Syrah, 23% Cabernet Franc, 18% Cabernet Sauvignon, 17% Carménère, 8% Merlot, 6% Petit Verdot
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Viña Tarapacá
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 18º 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Mais que uma última edição de 2011

Do novo ao velho e ao novo velho e ao novo e ao velho e ao novo novamente. Não é rima, nem poema, nem um jogo de palavras e muito menos um erro de ortografia, trata-se de uma viagem pelo mundo do vinho. Assim foi a última edição do Jantar de Harmonização de 2011 (a nossa quarta edição) e tudo não poderia ter acontecido em lugar diferente: a casa dos Confrades Juberlan e Rejane - onde tudo começou como uma brincadeira descompromissada - há quase quatro meses atrás, na Primeira Edição do Jantar de Harmonização.


Essa imagem acima mostra o passeio que fizemos durante a agradável noite de 28.12.2011. Iniciamos na Argentina, viajamos a Cotes du Rhône - França, nos dividimos na ponte aérea: uns foram ao Chile e outros a Portugal, depois nos encontramos no Vale do São Francisco - Brasil e daqui para Itália e de lá voltamos ao Chile, findando nossa viagem pelo mundo do vinho.

Primeiro porto: Mendoza - Argentina, é de lá que vem o primeiro rótulo da noite - o Latitute 33º Malbec, quando ainda preparávamos os pratos e acompanhamentos da noite. Um vinho da Bodega Chandon, fundada em 1959 em Mendoza, sendo a primeira filial da Moëte & Chandon  fora da França. O vinho leva o nome por situar-se exatamente na Latitute 33º, a qual une solo, clima e a água mais pura proveniente da Cordilheira dos Andes.

O Latitute 33º Malbec mostrou cor rubi com toques violácios, lágrimas finas, abundantes e lentas. Seu bouquet mostrou frutas vermelhas - morango e cereja - com um pouco de madeira. Em boca manteve o frutado do aroma, com taninos levemente adocicados, de pouco adistrigência, porém bem integrado a acidez e ao álcool, que em momento algum sobresaiu. Pela sua suavidade pode ser tranquilamente degustado sem acompanhamento, mas cairia bem com queijos duros e uma carne vermelha sem molho.

O Rótulo

Vinho: Latitude 33º
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodega Chandon
Graduação: 14,0%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º

Atenção passageiros, desembarcaremos na Região de Cotes du Rhône em alguns minutos. Passamos ao segundo rótulo, um velho conhecido do blog e de safra já comentada aqui, o: Cotes du Rhône Abel Pinchard - Loron et Fill's (Beaujolais) 2010, um vinho sem grande complexidade, mas muito agradável e ótimo para ocasiões descontraídas e para o dia a dia. Harmonizamos com bruschettas de tomate.


Chegamos aos pratos principais da noite e dos vinhos para harmonização com cada um deles. Primeiro falemos do grupo que seguiu para o Chile e degustou o ícone da noite: o Assemblage Casillero del Diablo Reserva Privada Cabernet Sauvignon - Syrah 2008.

Escolhemos o pernil de cordeiro dessossado temperado com vinho, alecrim e ervas finas desidratadas para harmonizar com esse rótulo da Concha y Toro, a primeira garrafa a ser degustada dentre as quatro adquiras em Montivideo em Março de 2011.

A linha Casillero del Diablo é a mais conhecida da vinícola Concha y Toro e se tornou uma espécie de ícone de vinhos chilenos no mercado global, vendido em mais de 120 países. É também o vinho do Chile mais consumido no Brasil. A linha Reserva Privada é elaborada em anos que as safras são especias e a de 2005, por exemplo, teve estimativa de guarda de 10 anos.

O Casillero del Diablo Reserva Privada é um assemblage elaborado a partir de uvas selecionadas de vinhedos situados nas zonas de Pirque e Peumo.

A Mescla é composta principalmente pelo Cabernet Sauvignon proveniente de Pirque, lugar de origem do Casillero del Diablo, no Vale do Maipo e pelo Syrah que provém dos cerros de Peumo no Vale de Rapel.



Cada garrafa do Casillero del Diablo Reserva Privada permanece em barricas de carvalho francês durante 14 meses alcançando assim uma maior complexidade no vinho.

O vinho mostrou cor vermelho rubi profunda, intensa e brilhante, com uma maravilhosa chuva de lágrimas, finas, simétricas e rápidas. Aromas de frutas escuras como a framboesa e a ameixa e ainda de tostado e baunilha, provenientes dos meses de guarda em barricas. Em boca mostrou-se firme e bem estruturado, com taninos redondos, suaves e elegantes, e um bom equilíbrio entre a fruta, a madeira, a acidez e o álcool. Um vinho com mais uns anos de guarda... Ainda tenho três garrafas, só não sei se aguento esperar mais dois ou três anos para degustalas.

Ponto baixo do vinho: a rolha partiu-se em duas. Apesar de ser uma rolha diferenciada e padronizada a rolha mostrou-se pouco consistente e "fofa", algo que tenho percebido nos vinhos da Concha y Toro.

O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar: RM Express, Pescadeiro
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

Fernanda e Rejane, foram a Portugal. Elas degustaram o Vinho Verde D.O.C. Pingo Doce 2006, um rótulo presenteado ao Confrade Juberlan por uma amiga. Parte da garrafa pode ser vista na quarta imagem: de cima para baixo. Pesquisei bastante, mas não encontrei nada sobre o vinho.

Os rótulos não fornecem muitas informações, usual nos vinhos do velho mundo, que em sua maioria, pelo menos os degustados por mim, não mostram sequer as castas utilizadas.
O vinho é de uma safra relativamente antiga (2006) e possivelmente não mostrou as características que ele apresentaria se fosse degustado ainda jovem.

O Vinho Verde é único no mundo. Um vinho naturalmente leve e fresco, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos, a Região dos Vinhos Verdes festejou em 2008 o centenário da sua demarcação.

Com baixo teor alcoólico, e portanto menos calórico (as mulheres adoram... risos), o Vinho Verde é um vinho frutado, fácil de beber, ótimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas: saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos internacionais.

O Vinho Verde D.O.C. Pingo Doce 2006 mostrou cor amarelo ouro, com tons queimados. De aroma adocicado e de damasco em conserva. Em boca mostrou-se doce, com sabor de damasco repetindo-se e média intensidade com leve acidez. Certamente não mostrou o que os vinhos verdes mostram muito claramente: o frescor. Foi harmonizado com Salmão temperado com azeite, alecrim e sal, acompanhado de berinjela.

O Rótulo

Vinho: Vinho Verde D.O.C. Pingo Doce
Tipo: Branco
Castas: Não informado no rótulo
Safra: 2006
País: Portugal
Região: Demarcada de Vinhos Verdes
Produtor: Não informado no Rótulo
Graduação: 10,5%
Onde comprar: ?
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 12º

Findos os rótulos das harmonizações: Casillero e Vinho Verde, embarcamos com destino ao Vale do São Francisco, Brasil e passamos a outro rótulo também já conhecido e comentado no Blog: o Paralelo 8. E por tratar-se também da mesma safra não voltarei a tecer comentários e notas sobre a degustação, quem quiser relembrar basta clicar no link com o nome do vinho.

Chegou a hora de voltar ao velho mundo, mas perdoem-me a franqueza e sinceridade, melhor teria se não tivéssemos ido. Degustamos o 6 rótulo da noite, o Italiano: Collezione Danti Primitivo Salento 2008, que curiosamente é de uma uva que há tempos venho querendo degustar: a Zinfandel.

Um vinho de cor rubi escura, quase negra, sem vivacidade e sem brilho, com lágrimas raras e lentas. No nariz apesar da fruta estar presente o que marcou foi o doce, talvez o côco e que não mudou muito com a evolução, o doce parece até ter ficado ainda mais intenso. Em boca os aromas adocicados foram tão acentuados que tornou a primeira impressão algo um tanto quanto desagradável e o que poderia amenizar parece não ter aparecido: o álcool.

O Rótulo
Vinho: Collezione Danti Primitivo Salento
Tipo: Tinto
Castas: Primitivo (Conhecida nos Estados Unidos como Zinfandel)
Safra: 2008
País: Itália
Região: ?
Produtor: Angelo Rocca & Figli SnC
Graduação: 13%
Onde comprar: ?
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 17º

Hora de arrumar as malas, lavar as taças e voltar ao novo mundo para degustar o último rótulo da noite: o chileno Luis Felipe Edwards 2010.

O vinho mostrou cor rubi brilhante com tons violáceos, lágrimas finas e lentas. Seus aromas mostra um pouco de fruta, um monte de pimentão verde e leve toque de madeira. Em boca taninos rendondos e bem integrados a acidez e ao álcool, sem falar que o pimentão voltou e mostrou-se bem evidente. Quando comparado a outros Carmeneres achei que este apresentou muito o legume deixando seu sabor levemente desagradável. 

O Rótulo
Vinho: Luis Felipe Edwards
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Luis Felipe Edwards
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 17º

O ano finda, agradeço as novas amizades e aos agradáveis encontros para degustar vinhos e conversar. Momentos que tenho certeza que se repetirão. Obrigado aos anfitriões pela acolhida e pela amizade e aos demais pela companhia. Um ótimo 2012 para todos.


Tim Tim!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Arenal Carmenere 2010

Estive na casa de Eli e Simone na véspera do feriado de Finados, e parece que o feriado já anunciava o destino do vinho escolhido para a degustação, o assembalge francês Château du Muguet Bergerac Merlot-Cabernet Sauvignon 2007.

A degustação deste vinho francês de região pouco conhecida no Brasil ficará para outra data, pois essa garrafa estava morta mesmo antes de ser aberta e mostrou isso logo quando tentou-se tirar-lhe a rolha, pois esta partiu-se em inúmeros pedaços. Seu aroma mostrou-se azedo, semelhante ao vinagre e um sabor agressívo, ácido em demasia; tais características foram provenientes da acenobacter, bactéria que produz ácido acético.

A garrafa foi trocada e marcaremos uma nova data para degustar e tirar a verdadeiras impressões sobre o vinho.

Então, como o Château du Muguet Bergerac Merlot-Cabernet Sauvignon 2007 estava "avinagrado" decidimos degustar um rótulo que havia levado: Arenal Carmenere 2010. No fim das contas, mesmo o Arenal tratar-se de um rótulo chileno, ficamos no velho mundo, uma vez que a Carménère é uma cepa proveniente da França.

O vinho é um produto da Viña Perallilo, uma pequena produtora da sub-região do Valle do Colchagua, no centro do Chile.

O primeiro estava avinagrado e o Arenal Carmenere 2010 não agradou. Mostrou-se com uma bela cor rubi com tons violáceos, lágrimas abundantes, espesas e lentas. O bouquet mostrou-se muito floral, porém sem destacar-se algo em específico. Em boca mostrou pouco equilíbrio, acidez exarcebada e uma adistringência tanica desagradável.

Dois rótulos mas nenhuma lembrança boa.

O Rótulo

Vinho: Arenal
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle do Colchagua
Produtor: Viña Perallilo
Graduação: 14%
Onde comprar: Ingá Vinhos Finos
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 15º