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segunda-feira, 23 de maio de 2016

O sensacional sul africano The Joshua shiraz-viognier 2011

Na minha vida de enófilo e de blogueiro poucos foram os vinhos sul africanos degustados e se for considerar os que me agradaram esse número fica ainda mais diminuto, mas há pouco mais de mês tive a oportunidade de degustar um rótulo que fez meus olhos brilharem; trata-se do Granhan Beck The Joshua Shiraz-Viognier 2011.
 
O vinho é produzido pela Graham Beck Wines, uma adega familiar que está entrando em sua terceira geração. Fundada em 1983, quando o empresário Graham Beck comprou a fazenda Madeba fora da cidade do Cabo Ocidental, em Robertson com a ambição ardente de estabelecer uma adega de classe mundial na região. O sucesso do vinhedo em Robertson estendeu-se para um segundo vinhedo da Graham Beck em Franschhoek, uma das regiões vinícolas mais antigas da África do Sul.
 
Os vinhedos da Grahan  estão localizados em quatro fazendas diferentes na província de Western Cape, possibilitando ter acesso a variedades de uvas cultivadas nas condições climáticas e solos a que são os mais adequados.
 
O vinho é elaborado a partir de 94% Shiraz e 6% Viognier, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês (90%) e norte-americano (10%) e não filtrado para maximizar a cor e os aromas.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi, intensa e brilhante. Lágrimas abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade e complexidade marcado pela presença da fruta (ameixa e cassis), seguido de notas florais, menta, especiarias, café, chocolate, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho espetacular, encorpado e estruturado. Taninos vivos, porém sedosos, acidez marcante e álcool a 14,6%, sem incomodar, mas mostrando que o vinho pede uma boa e suculenta carne vermelha. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado.
 
Vinho sensacional, pronto pra beber, mas que tem tudo para evoluir em garrafa por mais alguns anos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Graham Beck The Joshua
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz 94% e Viognier 6%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Paarl, Western Cap
Produtor: Graham Beck Wines
Enólogo: Pieter Bubbles
Graduação: 14,6%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 230,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 14.04.2016

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Você já harmonizou vinho com coxinha?

Sabe aqueles rótulos sobre o vinho:  de que é para quem tem dinheiro; apenas os que são profundos conhecedores é que estão aptos ao consumo; ou que a bebida tem que acompanhar apenas pratos elaborados ou sofisticados?
 
Apague isso da sua memória, o vinho é uma bebida igual a qualquer outra e para ser consumida basta apenas uma garrafa e uma taça. E para acompanhar, quase todas as comidas vão bem com vinho, então não se preocupe em demasia se o vinho que gostas vai acompanhar bem aquela comida caseira, pura e simples.
 
Outro dia mesmo liguei pra Fernanda e disse: coloca aquele Chenin Blanc da África do Sul para resfriar que passei vou passar em um bar e levar uma coxinhas crocantes com frango defumado. Pronto estava montada uma harmonização simples e saborosa para uma noite descontraída e descompromossida.
 
A coxinha é simplesmente deliciosa e ficou melhor ainda com o Neethlingshof Chinin Blanc, um vinho produzido na Região de Stellenbosch pela vinícola que leva o mesmo nome do vinho.
 
A Chenin Blanc é de origem francesa, mas é considerada a especialidade dos sul-africanos. É cultivada na África do Sul desde os tempos coloniais, e responde por cerca de 20% dos vinhedos do país, onde também é chamada de Steen.
 
O enólogo que trabalhou o vinho optou por não passá-lo em barricas de carvalho,  visando manter as características frutadas e o frescor típicos da casta.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha bem claro. No nariz aromas intensos e cheio de notas de frutas  tropicais tais como maçã, pêra, maracujá e tangerina, seguido de notas florais e toques de nozes e alguma lembrança mineral. Em boca um vinho leve, com boa acidez e a intensidade aromática aparecendo no retrogosto. Final de boca seco, refrescante e de média persistência. Leve e fácil de beber.


O Rótulo

Vinho: Neethlingshof
Tipo: Branco
Castas: Chenin Blanc
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Neethlingshof Wine Estate
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 8° - 10°

sábado, 4 de julho de 2015

Neethlingshof Estate Pinotage 2014

A grande maioria das regiões vitivinícolas possui uma ou mais uvas ícone e não é diferente da a África do Sul em que sua uva de destaque é a Pinotage, uma tinta nasceu do cruzamento da Pinot Noir e da Cinsault, duas clássicas cepas francesas.
 
A Pinotage é uma variedade de bagos pequenos, cônicos, pretos com tonalidade azulada, polpa macia, pele espessa e cachos bem compactos. Os vinhos produzidos a partir da casta são considerados muito fáceis de beber, mas também são vistos como vinhos do tipo que se ama ou se odeia.
 
Eu pareço estar no segundo grupo, não digo que odeio, mas digo que nenhum exemplar que degustei desta casta me encheu os olhos e isso não foi diferente com o Neethlingshof Estate Pinotage.
 
O vinho é produzido pela vinícola Neethlingshof, que está inserida no Biodiversity & Wine Initiative (BWI), um programa que possibilitou o grande destaque da África do Sul na produção integrada e sustentável.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea e intensa formação de lágrimas. No olfato um vinho com aromas adocicados de frutas vermelhas, banana madura, canela e folhas molhadas. Em boca taninos sem expressão, alta acidez. Final de boca de média intensidade e notas adocicadas no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Neethlingshof Estate
Tipo: Tinto
Castas: Pinotage
Safra: 2014
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Neethlingshof Wine Estate
Graduação: 14,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Selena Red Blend 2011, uma grata surpresa #aveclevin

E o último e melhor vinho do último encontro da confraria vem da África do Sul, um país que faz parte do Novo Mundo, contudo, o cultivo das uvas remonta ao século XVII. Em 1688, época de Louis XIV, os conhecidos Huguenotes fugiram das perseguições religiosas e começaram o cultivo das vinhas em Western Cape.
 
A vinícola sul-africana Marianne Wines carrega essa história alinhada à modernidade do Século XXI, que traz o estilo francês e honra o terroir sul-africano. Na viticultura são realizadas podas e cuidados manuais, além das técnicas agrícolas sustentáveis para a produção de uvas singulares.
 
Christian Dauriac, proprietário também de três Château e produtor de grandes exemplares, como Grand Cru Classé de Saint-Émilion, tem uma importante pessoa ao seu lado em Stellenbosch, o famoso enólogo francês Michel Rolland, consultor de Marianne desde a primeira safra, que contribui na elaboração de vinhos de grande personalidade.

O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhedos próprios, com maceração em tanques de aço por até duas semanas e posterior maturação em barricas de carvalho francês de segundo uso e tem como proposta ser consumido ainda jovem. 

Na taça o vinho apresentou cor rubi com boa formação de lágrimas. No nariz aromas intensos, ricos frutas negras como amora, mirtilo e cerejas pretas, acompanhados de notas de especiarias, café torrado, pimenta e tostado. Em boca um vinho encorpado, com taninos marcantes, elegante e sedosos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca longo com a repetição da fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Excelente vinho, de boa estrutura, gastronômico e muito equilibrado. O melhor vinho sul africano que já degustei.

O Rótulo

Vinho: Selena Red Blend
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 80%, Shiraz 15%, Merlot 3% e Pinotage 2%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Marianne Wines
Enólogo: Michel Roland
 Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 69,00 (R$ 55,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Klein Cosntantia KC Rosé 2011

No mês de setembro fui a busca de um varietal Cabernet Franc para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e encontrei em um e-commerce o Klein Constantia KC Rosé, um vinho da África do Sul, então não pensei duas vezes antes de comprar, pois se já não é fácil de encontrar um varietal desta casta imagine um rosé e da África.
 
Mas, para a minha surpresa, quando o vinho chegou deparei-me com um corte Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon (o site informava que o vinho era 100% Cabernet Franc), então o vinho deixou de se enquadrar para o tema da CBE, contudo enquadrou-se muito bem em uma noite quente na qual eu e Fernanda o degustamos como aperitivo.
 
O vinho é produzido a partir de uvas selecionadas, com fermentação em tanques de aço com mínima evolução nestes tanques para posterior envazamento e evolução em garrafa por 2 meses.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor salmão bem clarinha e poucas lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha fresca, frutas cítricas e leve floral. Em boca mostrou corpo médico e uma boa acidez, lhe conferindo frescor, confirmado pela repetição da fruta cítrica. Final de boca de média intensidade e com leve picância aparecendo ao lado da fruta no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Klein Constantia KC
Tipo: Rosé
Casta: 50% Cabernet Franc e 50% Cabernet Sauvignon
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Klein Constantia
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE e Grand Cru
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 8°

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Fleur du Cap Unfiltered Cabernet Sauvignon 2012 #aveclevin

Fechamos nosso último encontro da Avec le Vin com o  Fleur du Cap Unfiltered Cabernet Sauvignon  2012, vinho que assim como o Sauvignon Blanc não foi filtrado.
 
O vinho é um 100% cabernet sauvignon que amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês e que, ao contrário do branco da mesma linha que provamos, foi uma decepção pra mim.
 
Na taça apresentou coloração rubi intensa e lágrimas finas e rápidas. No nariz o álcool estava aparente e chegou a incomodar no início; o aroma de fruta madura e o tostado predominaram e ofuscaram as discretas notas florais e de especiarias. Em boca apresentou corpo médio com taninos quase bem mansos e álcool mais uma vez sobrando. Final de boca quente com notas de fruta madura aparecendo no retrogosto.
 
Como já disse o vinho foi uma decepção. Não percebi o corpo e a potência da casta e depois de ter degustado o sauvignon blanc as impressões sobre o tinto foram ainda mais prejudicadas. Pelo que li nos comentários no site da Wine só posso pensar que a garrafa que degustamos estava com outro vinho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Fleur du Cap Unfiltered
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Fleur du Cap
Enólogo: Andrea Freebourough
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 54,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fleur du Cap Unfilterede Sauvignon Blanc 2013 #aveclevin

O Fleur du Cap Unfilterede Sauvignon Blanc 2013 foi o segundo vinho degustado no nosso último, agradável e, como de costume, descontraído encontro da Avec le Vin.
 
O vinho é produzido pela Fleur du Cap, a qual pertence ao grupo Distell, que também controla as marcas Two Oceans e Nederburg. Os primeiros vinhos da vinícola foram produzidos pouco tempo depois da fundação (1967) da Die Bergkelder, famosa adega construída dentro da montanha Papegaaiberg, em Stellenbosch. Foi a primeira de seu tipo na África do Sul e é hoje o lar de alguns dos melhores vinhos do Cabo.
 
Fluer du Cap está situada em Stellenbosch, coração vitivinícola da África do Sul,  que ocupa o 8º lugar no ranking mundial em produção de vinhos. O nome Fleur du Cap é uma homenagem as mais de 9.000 espécies de plantas que podem ser encontradas na região de Cape, sendo que aproximadamente 70% delas não são vistas em outros lugares do mundo.
 
O Fermentou em barricas de carvalho e amadureceu em tanques de inox  e que, como o nome comunica, não é filtrado, o que lhe agrega maior complexidade e preserva as características da fruta e do terroir onde é cultivado.
 
Na taça apresentou coloração amarelo palha e brilho intenso. No nariz rico em aromas de frutas cítricas com destaque para o maracujá, notas florais, grama cortada e interessante toque mineral. Em boca repetiu as sensações olfativas e mostrou excelente acidez e frescor. Final de boca refrescante e de boa intensidade com a fruta e o mineral aparecendo no retrogosto.

Um belo sauvignon blanc, talvez um dos melhores que eu já degustei. A harmonização ficou por conta de uma deliciosa bruschetta de jamón.

O Rótulo

Vinho: Fleur du Cap Unfilterede
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Western Cape
Produtor: Fleur du Cap
Enólogo: Andrea Freebourough
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 70,00 (R$ 54,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 8º

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Obikwa Pinotage 2010

A Pinotage é uma variedade de uva tinta sul-africana, ela é resultado de um cruzamento proposital entre as uvas Pinot Noir e Hermitage (que hoje é conhecida como Cinsaut), daí deriva seu nome. Essa uva foi criada na África do Sul em 1925 por Abraham Perold, o primeiro professor de viticultura da Universidade de Stellenbosch. Ele tentava combinar as melhores qualidades da robusta Hermitage com a nobre Pinot Noir, mas que é tão difícil de ser cultivada. Perold plantou quatro sementes do resultado de sua experiência no seu próprio jardim, e acabou por esquecê-las. Algum tempo depois, com o jardim já descuidado e cheio de ervas daninhas, uma equipe de jardineiros foi deslocada para cuidar dele, quando descobriram aquela nova variedade de videira, que foi retirada de lá e enviada para análise na universidade.
 
Após a confirmação da nova variedade, o melhor exemplar foi escolhido para ser propagado, tendo sido batizado de Pinotage. Seu primeiro vinho foi feito em 1941 em Elsenburg, com as primeiras plantações comerciais feitas em Myrtle Grove, próxima à montanha de Sir Lowry. O reconhecimento mundial da uva aconteceu em 1959 quando um vinho Bellevue feito a partir da Pinotage, ganhou uma competição nacional em 1959. Esse vinho foi o primeiro a mencionar a uva Pinotage no seu rótulo, e esse reconhecimento deu origem a uma grande onda de plantações da Pinotage por toda a região da Cidade do Cabo.
 
O Obikwa é possivelmente o vinho sul africano mais vendido no Brasil e também o deve ser assim nos outros paeses para onde é comercializado, para se ter uma idéia do quanto comercial a vinícola produz em torna de 7 milhões de garrafas por ano.
 
O Obikwa Pinotage 2010 foi degustado na casa do amigo Juberlan e foi o primeiro vinho com a varietal Pinotage degustado pelos presentes (Eu, Juberlan, Pedro, Fernanda e Luciana).
 
Na análise o vinho mostrou uma cor rubi vermelha e brilhante, com lágrimas lentas. No nariz mostrou a fruta escura e um leve adocicado. Em boca repetiu a fruta e somada a ela leves toques apimentados e de tostado; seus taninos são macios e bem equilibrados com a acidez e o álcool; corpo mediano e retrogosto com a presença da fruta deixando o final agradável. Um vinho simples, feito para ser degustado ainda jovem; bom custo versus benefício e bom para o dia a dia.
 


O Rótulo
 

Vinho: Obikwa
Tipo: Tinto
Castas: Pinotage
Safra: 2010
País: África do Sul
Região: Stellenbosh
Produtor: Distell Limited
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16 graus

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quebrando Paradgmas: Club des Sommeliers Cabernet Sauvignon 2010

Club des Sommeliers é uma marca de vinhos exclusiva do Grupo Pão de Açúcar.   Lançada em 2000, a linha possui mais de 60 rótulos de 10 países selecionados pelo enólogo e consultor de vinhos Carlos Cabral.

Os vinhos Club des Sommeliers são selecionados nas melhores regiões vinícolas do mundo: França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.

Em 2011, lançamos a linha Reserva Club des Sommeliers, com vinhos que passam por um processo de envelhecimento em barricas de carvalho. O contato da bebida com a madeira torna-a mais saborosa e encorpada.

A grande variedade de rótulos oferece a você vinhos de qualidade a preços acessíveis, com opções para o dia a dia e também para grandes celebrações.
 
Há algum tempo que venho flertando com exemplares dessa linha, mas nunca tive coragem de comprar nenhum, vezes por achar os que me atraim caros e por vezes pelas safras serem um pouco velhas 3 anos ou mais, enfim teimei em comprar. Porém recentemente lendo o Blog Vinho Para Todos do Gil Mesquita senti-me tentado a ir no supermercado e fazer minha primeira compra, visto que ele tem degustado e aprovado alguns dos exemplares.
 
Fui em busca de um Pinot Noir da Nova Zelândia, mas não achei que a garrafa valia R$ 49,00 então optei por um exemplar da África do Sul da varietal Cabernet Sauvignon, que me custou R$ 22,00, produzido pela Distel Limited, isso mesmo, a mesma do famosso Obikwa, o vinho sul africano mais encontrado no Brasil.
 
O vinho mostrou uma cor rubi profundo, com halo púrpura bem claro e lágrimas finas abundantes e lentas. No nariz aromas em boa intensidade, com as frutas escuras em evidência e um toque bem discreto de tostato. Em boca apareceu melhor que no nariz, mostrando um bom corpo com taninos suaves, macios e bem integrados a acidez e ao álcool, tostado aparecendo no final de boca oferecendo um final de corpo agradável e de média intensidade.
 
O Rótulo

Vinho: Club des Sommeliers
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2010
País: África do Sul
Região: Steleenbosh
Produtor: Distell Limited
Graduação: 13,5%
Onde compra: Grupo Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 22,00
Temperatura de serviço: 18 graus

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Obikwa Shiraz 2008

Para o povo intéprido Obikwa, a avestruz, que estampa o rótulo do vinho sul africano de mesmo nome que este povo, representa força de vida e companheirismo fiel.

O nome do vinho e a ave que é nele estampada representam muito bem a "marca". Este vinho sul africano foi o primeiro deste pais que degustei e adimito que me surpreendeu, não só pelo seu pelos aromas que logo chegaram ao olfato após a abertura da garrafa como também pela ausência de rolha, fato este que não impediu que o vinho mantivesse muito bem sua força.

É um vinho fácil de beber, mesmo para os que não possuem o hábito de degustar vinhos. Tem uma cor vermelho rubi (púrpura), com lágrimas abundantes e grossas. Seus aromas são deliciosos e de boa intensidade: frutos vermelhos, com toques de especiarias e notas doces.

Tem bom corpo com taninos fortes e vivos... enche a boca e mostra um final frutado e persistente. Envelhecido por 3 meses em barris de carvalho francês. É um vinho que pode ser consumido imediato, mas o tempo está a seu favor, podendo ser guardado por 2 anos.

Minha garrafa deste Shiraz sul africano foi degustado na compahia de minha namorada (Fernanda) em um churrasco de domingo com a cidade em clima chuvoso e temperatura convidativa para a degustação de vinhos. Harmonizou melhor com as carnes brancas e aos 16 graus.

O Rótulo


Vinho: Obikwa
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz
Safra: 2009
País: África doSul
Região: Stellenbosch
Produtor: Distell Limited
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço: R$ 26,00