Mostrando postagens com marcador 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2008. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2008

O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, região do Piemonte e sob DOCG ou "Denominação de Origem Controlada e Garantida". Ficou conhecido como o Rei dos Vinhos e o Vinho dos Reis. O nome Barolo está ligado à família Falletti, então Marqueses de Barolo, que iniciaram a produção dos vinhos na região.
 
O Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG é produzido pela família Rivetto, que iniciou sua produção de vinhos no ano de 1902 com uma vinícola familiar e artesanal no Piemonte. A tradição na produção artesanal e de baixo rendimento por planta e um método de condução de vinhedos baseado em princípios orgânicos se mantem até os dias atuais, o que os distingue das vinícolas de grande produção do Piemonte.
 
As vinhas que deream origem ao produto estão plantadas a uma altitude de 410 metros. O terreno é composto por argila e calcário, com grande presença de magnésio. A altitude e o solo proporcionam uma uva com boa acidez e um final de maturação.
 
Estagia por 30 meses em barricas de carvalho eslavono, seguido de mais 10 meses de afinamento em garrafa.
 
Na taça o vinho mostrou cor rubi granada e halo com nuances alaranjadas. Boa formação de lágrimas, finas e que tingiram as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos marcado composto por notas de frutas vermelhas, alcaçuz, terrosas, alcatrão, balsâmicas, tabaco e tostado.
 
Em boca mostrou-se encorpado com taninos finos, acidez viva e vibrande. Tríada tanino-acidez-álcool em perfeita harmonia. Repetição das notas olfativas. Final de boca persistente e com notas balsâmicas, minerais e provenientes da passagem por barricas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fino, harmônico e no ponto! Definitivamente Barolo é um dos grandes vinhos que devem passar pela taça do enófilo eo Rivetto é uma excelente opção.
 
O Rótulo
 
Vinho: Rivetto Barollo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Nebbiolo
Safra: 2008
País: Itália
Região: Piemonte
Produtor: Rivetto
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 455,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 WS
Degustado em: 14.04.2016

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um vinho especial da adega para celebrar

Reunir-se com amor, família e amigos para beber um vinho sem qualquer motivo especial é muito massa, mas abrir aquela garrafa que estava guardada na adega para celebrar um momento especial é melhor ainda.
 
E foi para celebrar um momento super especial: a conclusão do curso de Gastronomia por Fernanda, que abrimos o Yarden Chardonnay, um branco israelense com 7 anos de vida e que estava a quase dois anos na adega.

Aproveito o vinho para saldar uma dívida com um tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, sugerido pela Rafaela Giordano do blog Le Vin au Blog -  "Qual vinho especial da sua adega você abriria para comemorar uma data importante? Por que não abrir agora?"

O Yarden Chardonnay rótulo faz parte da linha premium da Golan Heights e o seu nome significa Jordão em hebraico, uma homenagem ao histórico Rio Jordão mencionado nos escritos sagrados: a Bíblia. O Rio nasce no Monte Hermon, passa pelo Mar da Galileia e deságua no Mar Morto, atravessando desta forma a Terra Santa.

Trata-se de um varietal produzido exclusivamente a partir de uvas de vinhedos situados no extremo norte das Colinas de Golan, local cujas altitudes atingem 1200 metros acima do nível do mar.
 
Na taça o vinho apresentou cor  apresentou uma linda cor dourada e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz mostrou um bouquet intenso e fantástico. Pode-se perceber ainda aromas primários como manga, pêssego, notas florais sutis e algum mineral, mas as notas olfativas provenientes do tempo em garrafa são os que encantaram: flores secas, damasco,  avelã, nozes, amêndoas, mel, coco e cedro. Os 7 anos de vida fizeram seus aromas evoluírem até o seu ápice.
 
Em boca repetiu o mesmo explendor do olfato e mostrou-se untuoso, amanteigado e ainda com boa acidez. Vinho com bom corpo, boa textura e final de boca de longa persistência com de mel, frutos secos, coco e cedro aparecendo no retrogosto.

Vinho gastronômico e assim sendo fernanda nos preparou um salmão em cama de risoto ao queijo para escoltá-lo.
 

O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2008
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 10°
Outros atributos: Vinho Kosher

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O ainda jovem Carodorum 2008

Recebi recentemente, da Wine in Pack, os exemplares do Pack Club, que este mês foi composto por dois vinhos tempranillo espanhóis, um da região de Ribera del Duero e outro da região de Toro.

Já comentei sobre o exemplar de Ribera del Duero: o Tudanca Roble DO e hoje é dia de comentar Carodorum Crianza DO 2008.

Falando um pouco sobre a casta que deu origem ao vinho: Tinta de Toro, mais conhecida como tempranillo, a casta símbolo da Espanha. Originária da região de Rioja a tempranillo é cultivada em quase todas as sub-regiões continentais espanholas e nenhuma outra casta em nenhum outro país possui tanta influência e domínio.

O Carodorum Crianza DO é produzido pela Bodega Carmen Rodríguez Méndez, a menor vinícola registrada no Conselho Regulador da denominação de origem TORO. Pequena no tamanho, mas pois esse aspecto físico não a impede de ser uma das mais apreciadas e de maior qualidade da região.

Iniciada por Carmén Rodriguez e atualmente tocada por um de seus filhos, Guillermo Diez, que também é o Enólogo,  a bodega é uma verdadeira empresa familiar, de instalações aconchegantes e modernas.

Está localizada no povoado Cascajera, em plena planície de Toro, esta bodega de caráter familiar produz vinhos extraordinários com pontuações altíssimas alcançadas nas avaliações de críticos famosos como Robert Parker.

Com uma filosofia única de produção, onde o importante é o cuidado personalizado e tradicional nas diversas fases de elaboração de seus vinhos, a bodega cultiva vinhedos próprios, de idades distintas, incrustados nos terraços agrícolas do rio Duero, onde o solo de cascalho e saibro, e onde as amplitudes térmicas diárias, propiciam condições excelentes para o amadurecimento completo das uvas.

Sua produção é limitada, pois tem como objetivo a conservação da magia e da história dos seus vinhos, cuja feitura é individualizada e artesanal, característica que a distingue dos mega empreendimentos vinícolas. O êxito alcançado com esta produção, no entanto, a coloca entre as grandes vinícolas de sucesso internacional.

O Carodorum DO é um 100% tempranillo que passou por 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho francês e merece ser degustado sem pressa.

Na taça apresentou cor rubi escura, quase negra, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz mostrou aromas de frutas negras, pimenta seca, especiarias (canela e noz moscada), nozes, terra molhada, couro, chocolate, baunilha e tostado.

Em boca um vinho encorpado com taninos maduros, alta acidez e álcool a 15% pedindo uma aeração prévia a degustação, mas que não incomodou e deixou, junto a sua excelente acidez, o vinho com um grande potencial gastronômico. Repetiu as impressões olfativas e apresentou uma interessante nota licorosa, trazendo a memória algumas nuances de um vinho fortificado. Final de boca seco com notas de canela, chocolate e licor de frutas aparecendo no retrogosto.

Vinho surpreendente na cor, nos aromas e em boca. Difícil acreditar que ele não tenha mais uns 10 anos pela frente, pois apesar de pronto para ser degustado o mesmo ainda mostrou-se jovem.

O Rótulo

Vinho: Carodorum DO
Tipo: Tinto
Castas: Tinta de Toro (Tempranillo)
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Toro
Produtor: Bodega Carmen Rodríguez Méndez
Enólogo: Guillermo Diez
Graduação: 15%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker

Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Carodorum. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

sábado, 17 de outubro de 2015

Tudanca Roble DO Ribera del Duero 2008

Esse mês a seleção de vinhos do Pack Clube, o clube exclusivo de vinhos europeus da Wine in Pack, é composta por dois exemplares da Espanha, sendo um da Região de Ribera del Duero e outro da Região de Toro.
 
Primeiro irei falar do Tudanca Roble DO 2008, um 100% tempranillo produzido pela Vinos Tudanca na aclamada região espanhola de Ribera del Duero.
 
A Família Tudanca de las Heras, particularmente Vicenta de las Heras, fiel ao legado de seus antepassados, conseguiu transmitir ao longo dos seus 100 anos (1914-2014) o bom trabalho na vinha para seus filhos e netos e, até hoje os vinhos Tudanca são elaborados, em todo seu processo, por membros da família, desde a vinha ao desenho dos rótulos.
 
Os vinhedos centenários de tempranillo, plantado pelas tias matriarca da família, estão localizados entre La  Horra e Gumiel de Mercado, no coração de Ribera del Duero.
 
As uvas que deram origem ao Tudanca Roble DO é provenientes de vinhedos de 15 anos de idade, denominados de La Nava. O vinho passou por amadurecimento em barricas de carvalho (75% francês e 25% americano) por 6 meses.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida, brilhante e com reflexos sutis de cor âmbar / alaranjados, denotando evolução. Lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou um bouquet com aromas de média intensidade compostos por fruta vermelha, mas já bem sutis, seguidos de notas de figo, geleia de ameixa, folhas secas, chocolate, baunilha, balsâmico, madeira molhada e tostado.
 
Em boca um vinho com taninos presentes, macios e de boa qualidade. Acidez de média intensidade e álcool a 13,5% pedindo comida. Final de boca de boa persistência com as notas de folhas secas e balsâmicas aparecendo no retrogosto e não nos deixando esquecer a idade do vinho.
 

O Rótulo

Vinho: Tudanca
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Ribera del Duero
Produtor: Vinos Tudanca
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 95,00
Temperatura de serviço: 16°



Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Carodorum. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os anos têm feito bem a este Casillero

Há alguns anos trouxemos de uma viagem quatro garrafas do Casillero del Diablo Reserva Privada 2008 e um dos intuitos de ter quatro garrafas do mesmo rótulo era o de acompanhar a evolução do mesmo em garrafa e que boa experiência tivemos.
 
Chegou a hora de falar da quarta e última garrafa desta beleza de vinho. Mais uma vez fomos surpreendidos, pois o vinho vem melhorando com o tempo de guarda e isto só confirma que a segunda garrafa apresentou algum problema, possivelmente com a vedação, fazendo com que o vinho amadurecesse mais rapidamente que as demais.
 
Novamente a rolha mostrou sinais de "fuga" do vinho: caminhos iam da parte interna da rolha até o início do segundo terço da mesma. Aí fiquei com as perguntas: rolha de qualidade ruim ou inapropriada para vinhos com algum tempo de guarda? Ou armazenamento inadequado, a adega não ofereceu as condições ideais para o vinho evoluir?
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi profunda, intensa e brilhante, com um halo levemente alaranjado e  lágrimas finas, abundantes e lentas, confirmando a alcunha  que lhe dei na terceira garrafa: "O Lacrimoso". No nariz mostrou boa complexidade aromática, com notas de fruta madura, seguido de notas de pimenta, alcaçus, chocolate, café, baunilha, balsâmico e elegante e perfeitamente integradas notas de tostado. Em boca o vinho repetiu a complexidade com taninos maduros e elegantes em equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa intensidade.
 
A harmonização ficou por conta  de um belo Steak au Poivre preparado por Fernanda e desta combinação pode-se dizer que ambos, prato e vinho, atingiram novos sabores, deixando a boca com aquele delicioso gostinho de quero mais.

O vinho não está entre os top chilenos, mas sem sombra de dúvida é um de grande equilíbrio e bom custo x benefício na sua faixa de preço.
 
O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mencia, porque nem só de Tempranillo vive a Espanha

Não nego que sou vegetariano por tabela, ou seja, ofereço uma pasto bem verdinho ao boi para deleitar-me em um belo corte de carne "magrinho"... risos. Brincadeiras a parte eu de fato gosto de carne e se for de fácil preparo, melhor ainda. É o que acontece com a maminha na cerveja que é fácil e rápida de fazer e deliciosa.
 
Para acompanhar essa beleza de carne que eu preparei eu e Fernanda abrimos o espanhol Lagar de Robla Mencia Premium 2008, produzido pela Bodega Alvarez de Toledo, vinícola que carrega 500 anos de história em uma região potencialmente rica para a produção de vinhos tintos.
 
O vinho tem 18 meses de passagem por barricas francesas e é 100% Mencia, principal casta da região de Castilla y León e que tem grande semelhança com a Cabernet Franc e com a portuguesa Jaen. Essa cepa vem mudando o rumo e colocando a pequena DOC de Bierzo no mapa dos grandes tintos espanhóis. Antes, ela produzia vinhos ligeiros, macios, com boa acidez e excelente carga de frutas, com morangos e cassis. Ultimamente, contudo, com um trabalho mais forte na videira e com rendimentos baixos, ela traz vinhos espetaculares, firmes e com muito estilo. Vai muito bem in natura, ou seja, sem madeira, assim como evolui bem quando passa por estágio em barricas de carvalho.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura com certa opacidade e lágrimas  que tingiram as paredes da taça. No nariz aromas  de fruta madura, chocolate, especiarias, toque balsâmico e tostado. Em boca mostrou taninos macios e acidez ainda bem presente; álcool a 14% sem incomodar. Final de boca de boa intensidade e com notas especiadas e de tostado aparecendo no retrogosto.
 
Pelo que paguei, uma verdadeira pechincha foi um excelente custo versus benefício e ficou ainda melhor na companhia da maminha, mas é um vinho que, apesar de redondo e pronto para ser bebido, não evoluirá mais com a guarda. 
 

O Rótulo:

Vinho: Lagar de Robla Premium
Tipo: Tinto
Castas: Mencia
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Castilla y León
Produtor: Bodegas Alvarez de Toledo
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: 65,00 (Paguei R$ 35,00)
Temperatura de serviço: 15°
Pontuações: 91 pts Robert Parker

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste

Conferimos na noite da última quarta o lançamento do Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste e o primeiro do tipo no Brasil, o qual foi lançado pela Lacomex, uma empresa que atua na área de importação e distribuição de vinhos, alimentos e demais bebidas desde 1994.
 
Ao longo dos 20 anos de existência a empresa expandiu seu mix de produtos e consolidou-se como a maior Distribuidora de Bebidas Premium de Pernambuco, tornando-se referência em distribuição no estado nos canais Food Services, varejo e atacado. Além disso é a primeira do ramo a importar vinhos por SUAPE, um dos portos mais modernos do país.
 
O club conta com a consultoria de peso do Aloisio Sotero, Diretor Financeiro e Co-Fundador da W2W e-commerce de Vinhos da Wine Vinhos e vem com uma proposta diferente em que, além dos benefícios que a maioria dos clubs proporcionam aos associados, o cliente pode degustar os seus rótulos em um dos restaurantes parceiros sem pagar taxa de rolha. Ao todo já são 18 restaurantes parceiros (confira a lista completa aqui) e até o início de outubro já serão 25, promete o proprietário Luiz Figueiredo.
 
Juntamente com o club foram lançados o portal da empresa e o e-commerce que realizará vendas para todo território nacional, tornando-se também a primeira importadora do ramo no Nordeste a possuir esse tipo de serviço.
 
O assinante poderá optar por duas diferentes categorias: Terroir Lacomex (2, 4 ou 6 garrafas) e Vintage Lacomex (apenas 2 garrafas). O Terroir Lacomex é uma seleção de vinhos para o dia a dia e que é baseada no Top 10 dos vinhos mais pedidos nos restaurantes e bistrôs participantes do Club, além de aliarem uma boa relação preço versus qualidade. O Vintage Lacomex conta com vinhos mais elaborados, com bom potencial de evolução em garrafa e são ideiais para momentos especiais.
 
A primeira edição do club, de ambas as categorias, é de vinhos franceses, todos foram servidos durante o lançamento. Confira abaixo rápidas notas sobre cada um deles, onde os dois primeiros fazem parte do Club Terroir Lacomex e o demais ao Club Vintage Lacomex.
 
Chateau du Barry 2009
 
O Chateau du Barry está localizado a 5 km ao sul de Saint-Emilion, encontrando-se ao lado sul da Guillac. O rótulo é produzido Cabernet Franc e Merlot da região de Bordeaux.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi e lágrimas em boa intensidade. No nariz aromas de fruta vermelha e especiarias. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, mostrando ser um vinho que pede comida para acompanhar. Final de boa de média intensidade com notas de fruta levemente adocicada aparecendo no retrogosto. Vinho simples e correto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau Roc de Baoudun
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Chateau Savariaud Superieur 2009
 
Vinho de cor rubi brilhante e de halo vermelho translúcido. Nariz intenso e rico em notas frutadas, seguido de toques de especiarias, leve mentolado e couro. Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta e menta aparecendo no retrogosto.
Vinho de excelente custo versus benefício, diria que é um best buy esse tradicional corte bordalês. Gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 
O Rótulo

Vinho: Chateau Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 59%, Merlot 32%, Cabernet Franc 5% e Malbec 4%
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º 
 
Château Citran 2006

O Château Citran é classificado como um Cru Bourgeois desde 1932 e este da safra de 2006 é produzido com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot e mesmo com seus oito anos de vida ainda muito bem, obrigado.

Na taça apresentou cor rubi com halo de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, café, tabaco, couro, balsâmico e elegante e integrado tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos vivos, porém já domados e acidez de boa intensidade. Final de boca longo e com notas de cafê e balsâmicas aparecendo no retrogosto. Vinho inteiraço, equilibrado, gastronômico e ainda com uns anos de vida pela frente.

O Rótulo
 
Vinho: Château Citran
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%
Safra: 2006
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Citran
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º
 
La Rose de Labégorce 2008
 
Segundo rótulo do conceituado Château Labégorce, esse tinto  é um corte bordalês clássico produzido na de denominação Margaux, sub-região de Bordeaux.
 
Visualmente mostrou cor rubi brilhante e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas elegantes e em boa intensidade com destaque para a (cassis, ameixa e groselha), pimenta, café, menta, baunilha e couro. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos maduros e boa acidez. Final de boca longo e equilibrado

O Rótulo
 
Vinho: La Rose de Labégorce
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 48%, Merlot 40%, Cabernet Franc 10% e Petit Verdot 2%
Safra: 2008
País: França
Região: Margaux, Bordeaux
Produtor: Château Labégorce
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Com 6 anos e mais nada para mostrar

Você já deve ter escutado algo do tipo: "quanto mais velho o vinho melhor" ou "os vinhos melhoram com o tempo"... Mas as coisas não são bem assim, hoje em dia poucos vinhos são produzidos de forma a suportar longos períodos de guarda e a grande maioria dos rótulos é feita para ser consumida ainda jovem.
 
O amigo Juberlan um outro dia me ligou e disse estou aqui em frente a um Casa Valguga Premium Merlot 2008 por R$ 28,00 e logo uma luz amarela começou a piscar, pois, além de não conhecer o vinho, o mesmo estava a um valor muito baixo. Contudo, apesar do pisca alerta e depois de uma rápida conversa ele resolveu comprar para testarmos.
 
O vinho é um varietal merlot e hoje em dia não faz mais parte do portfólio da Casa Valduga ou se faz tem outro nome, pois não o encontrei no web site da Vinícola.
 
No último dia sete fui a casa do amigo para provar esse rótulo com 6 aninhos e matar a minha curiosidade e a dele também.
 
Visualmente mostrou cor rubi escura, halo sem demonstrar grandes sinais de evolução e lágrimas grossas e lentas. No nariz muito tímido, com notas longinquas de fruta madura. Em boca seus taninos quase nem apareceram, acidez ainda presente e repetição da fruta, acompanhado de notas balsâmicas e de tostado, tudo muito discreto. Final de boca ligeiro.
 
O vinho mostrou que está em declínio e que o tempo não lhe proporcionou novos atributos. Caso tenha uma garrafa em casa o conselho que dou é que beba logo enquanto ainda é possível observar algo.
 
Triste pelo vinho não ser o que esperávamos, mas feliz pois ele foi apenas um coadjuvante de uma noite entre amigos.

O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Premium
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2008
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro
Preço médio: R$ 28,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Calvet Reserve Merlot - Cabernet Sauvignon Reserve 2008

Estava com esse corte bordalês há cerca de um ano na Adega e resolvi abrí-lo para acompanhar uma picanha ao forna preparada por minha mãe e que estava simplesmente divina.
 
O Calvet Reserve é produzido pela vinícola J Calvet e Cia com as castas Merlot e Cabernet Sauvignon, duas clássicas e passam por uma filtragem para remoção de depósitos e posterior envelhecimento por 6 meses em garrafa nas caves da vinícola.
 
A história da J Calvet & Cia remonta a 1818, quando seu fundador Jean-Marie Calvet instalou-se pela primeira vez em Hermitage no Drôme, onde sua família é proprietária de uma vinha e, um pouco mais tarde, em Bordeaux. A vinícola produz vinhos em Bordeaux, Côtes du Rhône e Borgonha. Os enólogos e vinicultores da Calvet sempre buscam preservar a tipicidade do terroir e determinam os métodos de vinificação de de modo a autenticidade do vinho.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi intenso e brilhante e intensa com halo ligeiramente alaranjado e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas de frutas vermelhas, flores (violetas e rosas) e toques de especiarias (pimenta, café e cravo). Em boca mostrou taninos macios e acidez sobressaindo-se; repetiu a fruta, o café e a pimenta. Final de boca de média-longa intensidade e a acidez incomodando um pouco.
 
O vinha estava infiltrando-se pela rolha, então mais alguns dias ou poucos meses o líquido possivelmente oxidaria. Fica a dúvida rolha de má qualidade ou adega termoelétrica sem conseguir manter um envelhecimento lento do vinho?
 
O Rótulo

Vinho: Calvet Reserve
Tipo: Tinto
Castas: Merlot (70%) e Cabernet Sauvignon (30%)
Safra: 2008
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: J Calvet & Cia
Enólogo: Benjamin Tueux
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º

domingo, 22 de dezembro de 2013

Tsantali Naousa Reserve 2008

Foi na Grécia que, segundo a história, as vinhas e os vinhos surgiram pela primeira vez, por volta de 4000 a.C. Existe descrições detalhadas de processos de produção de vinho em inscrições de 2500 a.C. A mais antiga prensa de vinho do mundo foi conservada na ilha de Creta, onde foram encontrados gravetos de parreira em túmulos muito antigos.
 
Comumente lembrada pelos seus antigos vinhos Retsina, aos quais se adicionava resina de pinho que caracterizava seu sabor marcante e incomum, é, atualmente, uma região emergente no mundo do vinho de qualidade.
 
No meu aniversário deste ano ganhei o Tsantali Naousa Reserve 2008, um vinho grego produzido 100% com a casta nativa Xinómavro, com envelhecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês de segundo e terceiro uso.
 
A vinícola Tsantali foi fundada em 1890 por Evangelus Tsantalis no leste da Trácia (sudoeste da Europa que corresponte atualmente a Turquia). Em 1970 foi inaugurada a adega em Naousa (região central da Grécia e denominação de origem protegida) e três anos depois iniciou a exportação de vinhos. Desde 1996 é comandada pela terceira geração da família.
 
Na taça o vinho moustrou uma cor rubi com halo levemente alaranjado e lágrimas grossas, densas e lentas. No nariz notas de frutas vermelhas, café, pimenta do reino, couro e leve tostado. Em boca mostrou taninos macios, boa acidez e álcool bem integrado; repetiu as impressões olfativas. Final de boca agradável e de média intensidade.
 
Vinho simples que não empolga muito, mas que vale a experiência para quem quer conhecer vinhos diferentes. Eu e Fernanda degustamos o vinho aqui em casa e harmonizamos com tomates recheados de carne e molho de queijo.
 
O Rótulo
 
Vinho: Tsantali Naousa Reserve
Tipo: Tinto
Castas: Xinómavro
Safra: 2008
País: Grécia
Região: Macedônia
Produtor: Evandelos Tsantalis S/A.
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: SAM´s Club
Preço médio:  Presente
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lidio Carraro Grande Vindima Tannat 2008: O CARA do Circuito Brasileiro de Degustação

O Circuito Brasileiro de Degustação trouxe gratas surpresas e impressionou, mostrando que muitos
vinhos nacionais além de personalidade possuem qualidade. Degustei cerca de trinta diferentes rótulos, dos quais alguns excelentes, como foi o caso Lidio Carraro Grande Vindima Tannat 2008, exemplar que ganhou a primeira posição de forma absoluta e disparada no meu TOP 5.
 
A Lidio Carraro é uma vinícola boutique que elabora excelentes vinhos sem passagem por barricas. O Tannat é a menina dos olhos da empresa. Uma particularidade deste vinho é a longa maturação das suas uvas. "Em uma parcela especifica de vinhedo, parte delas atinge uma pós-maturação e adquire características que conferem sua originalidade”, afirma Patrícia Carraro, a diretora de marketing da vinícola.
 
O vinho me foi apresentado pelo Juliano Carraro, filho do Lidio e Diretor Comercial da Vinícola, após degustamos o Faces Tinto (Vinho oficial da Copa do Mundo 2014), tintos da linha Dádivas e tintos da linha Agnus. Todos os vinhos possuem uma qualidade surpreendente e o Tannat dispensa comentários.
 
Vamos ao líquido! Visualmente mostrou uma cor vermelho rubi intenso, profundo e brilhante, com lágrimas densas e preguiçosas, que sujaram a parede da taça. No nariz intenso e rico em aromas, com notas de ameixa seca, geleia de frutas negras, café, chocolate, couro, terra molhada e notas balsâmicas. Em boca: vigoroso, porém elegante; taninos firmes e bem presentes, acidez viva e incríveis 16% de álcool em perfeita harmonia. Final de boca redondo com larga persistência e repetição das notas  olfativas.
 
Vinho de sabor profundo, estruturado e suculento, contudo muito elegante e redondo. Bom para beber agora ou guardado por vários anos, uma vez que possui elementos de sobra para continuar melhorando por muitos anos mais, tendo uma estimativa de guarda de 20 anos. Sem sombra de dúvida foi o melhor vinho do Brasil que já tive a oportunidade de degustar.
 
Até o evento nenhuma loja da Veneza pernambucana comercializava os vinhos, uma pena.
 

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Grande Vindima
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2008
País: Brasil
Região: Encruzilhada do Sul
Produtor:  Lidio Carraro
Graduação: 16%
Onde comprar: Vinhonet
Preço médio: R$ 250,00
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

TOP 5, Number 3 - Pizzato Concentus 2008

A família Pizzato chegou ao Brasil na década de 1880, após o estabelecimento e a subsistência, o amor e dedicação em trabalhar com uvas e vinhos falou mais alto. Assim, o cultivo de parreirais em maior extensão foi levado adiante.
 
Quanto aos vinhos, eram elaborados a partir da uva Bonarda (uma espécie de Barbera) trazida da Itália pelos imigrantes. Durante algum tempo, chegaram a ser comercializados para o hospital da cidade, indicado pelo médico Dr. Valter Galassi como auxiliar no tratamento da febre tifóide. Porém, a maior quantidade da bebida era vendida para a Vinícola Brasileira, localizada onde encontra-se atualmente a Vinícola Aurora.
 
As atividades do imigrante Antonio foram continuadas por um de seus filhos - Giovanni - que, além da ocupação principal relacionada aos vinhedos continuou produzindo vinho, mas apenas para consumo da família. A maior parte da produção de uvas passou a ser comercializada para vinícolas da região da Serra Gaúcha.
 
Seguindo o caminho do ‘Nono Giovanni’, o patriarca da família proprietária da PIZZATO Vinhas e Vinhos, o Sr. Plínio Pizzato, sempre um apaixonado pela vitivinicultura, vem produzindo uvas desde a adolescência. Inicialmente a produção se dava em conjunto com o pai, na propriedade localizada em Monte Belo do Sul; a partir do final da década de 1960, na atual propriedade localizada no Vale dos Vinhedos.
 
Também manteve a tradição iniciada pelo Sr. Giovanni de produzir, com uma pequena parcela das uvas, vinhos para consumo próprio, vendendo a maior parte da produção de uvas para vinícolas da região.
 
Em 1998, o antigo sonho do Sr. Plínio e Família – o de produzir vinhos finos para a comercialização – torna-se realidade a partir de um projeto conjunto com os filhos Flavio, Flávia, Jane e Ivo (in memoriam). Naquele ano a Vinícola Pizzato é constituída juridicamente e materialmente a partir de investimentos familiares.

Os rótulos da Pizzato foram uma grata surpresa durante o Circuito Brasileiro de Degustação, infelizmente não tive a oportunidade de degustar o DNA99, o top da vinícola, porém degustei o Concentus 2008, vinho este que figura na terceira posição do TOP 5 dentre os vinhos degustados no Circuito.
 
Concentus, do latim, significa harmonia, concerto, acordo, consenso. Personifica a arte enológica de
se mesclar diferentes varietais com o objetivo de elaborar um vinho harmônico, resultado da soma das qualidades de cada um dos componentes: as variedades de uva Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon.
 
O vinho passa por fermentação e maceração em tanques de aço inoxidável, com leveduras selecionadas e temperatura controlada. O amadurecimento foi realizado em tanques de aço inoxidável, 6 meses em barris de carvalho (50 % em barris de carvalho francês novo e 50 % em barris de carvalho americano) e período engarrafado.
 
Visualmente apresentou cor rubi itensa com halo violáceo e lágrimas grossas e lentas. No nariz um bouquet muito intenso, com um ataque inicial de frutas vermelhas (cereja, jabuticaba), notas terrosas e um leve toque de especiarias e menta. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos finos e elegantes, boa acidez e álcool na medida. Final de boca de boa intensidade e com notas de café e chocolate amargo aparecendo no retrogosto. Vinho muito elegante, equilibrado e com potencial gastronômico.
 
 

O Rótulo

Vinho: Concentus
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon
Safra: 2008
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Pizzato
Graduação: 13%
Onde comprar: Costi Bebidas
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 10º

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conferimos a Degustação dos Vinhos e Azeites de Trás-os-Montes

Desembarcam em Recife nove produtores de vinhos e azeites da região de Trás-os-Montes, Região vitivinícola de Portugal, para apresentar seus produtos em uma degustação voltada prioritariamente a profissionais (compradores, distribuidores, donos de bares e restaurantes, sommeliers, entre outros), em virtude dos produtores ainda buscarem importadores no Brasil,  o Vinhos de Minha Vida, na companhia do amigo Juberlan, passou por lá e conferiu a degustação.
 
A região de Trás-os-Montes está situada no extremo nordeste de Portugal, na fronteira (ao norte e a leste) com a Espanha, a região produz rótulos a partir de vinhedos que desfrutam do frescor do clima mediterrâneo e, ao mesmo tempo, das temperaturas mais frias - típica das partes mais altas do vale. Fatores que permitem a produção de títulos com qualidade reconhecida desde o domínio romano na localidade.
 
Os solos desta região são predominantemente formados por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas, existindo numa pequena área manchas calcárias de gneisses e de aluvião. Os vinhos da Região de Trás-os-Montes são bastante diferenciados, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.).
 
A  DO Trás-os-Montes possui 3 sub-regiões: "Chaves", "Valpaços" e "Planalto Mirandês". As castas tintas plantadas nas três sub-regiões são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, enquanto as brancas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
 
Os tintos de uma forma geral mostraram notas adocicadas em demasia (característica que não agrada meu paladar), os brancos pouca acidez e notas adocicadas e enjoativas e o rosé acidez discreta e adstringência, deixando o vinho "travoso". Segue a lista dos vinhos degustados e em seguida as notas de prova dos dois rótulos que mais se destacaram.
 
Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Amarela; Tinta Roriz; Touriga Nacional. 14%. Produção de 3000 garrafas.
Persistente Reserva Tinto 2010.
Sonnini Branco 2012.
Cansa Lobos Colheita Selecionada 2010.
Quinta de Arcossó Branco 2012. Castas: Fernão Pires; Arinto. 13,5%.
Quinta de Arcossó Rosé 2012. Castas: Bastardo; Touriga Franca. 13,5%.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%. Produção de 10700 garrafas.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2008. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%.
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo. 15%. Produção de 1300 garrafas.
Amenu Tinto 2012. Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca. 13,5%. Produção de 2500 garrafas.
Campo de Março Tinto 2010. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%.
Campo de Março Reserva Tinto 2011. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%. Produção de 6600 garrafas.
 
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007
 
Este vinho provém de uma vinha localizada na micro-região da Ribeira de Oura, instalada numa encosta de média altitude, exposta a Sul, com cerca de 20% de declive, sendo o solo de origem granítica. A vinificação foi realizada em lagar com pisa a pé, tendo o vinho estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou cor rubi e halo violácea, com lágrimas grossas e lentas. No nariz destaque para a predominância das notas frutadas e uma delicada nuance de barrica. Em boca é um vinho intenso, estruturado, com taninos vivos, mas já amaciados pelos 6 anos de vida, o paladar mostra-se muito frutado, com nuances de especiarias como café e ainda notas de chocolate amargo e tostado. Final de boca revelou um comprimento e uma persistência medianos.

O Rótulo
 
Vinho: Quinta de Arcossó Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  Touriga Nacional (35%); Touriga Franca (25%) e outras (40%).
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Arcossó
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Ainda não está no mercado local
Preço médio em Portugal:  9 Euros
Temperatura de serviço: 16º
 
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009
 
Esse foi o melhor da noite, tanto para mim como para o Juberlan. Deste vinho foram produzidas apenas 1300 garrafas e nós pudemos degustar parte desta limitada produção.
 
As uvas seleccionadas para a elaboração deste vinho provêm de uma das melhores zonas da sub-região Valpaços - Santa Valha, na qual as condições micro climáticas espaciais permitem a expressão óptima das castas: Tinta Roriz, Trincadeira e Bastardo. A sua estabilização é natural, portanto é susceptível a formar pequeno depósito.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou boa complexidade, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e em boa integração com notas de café, baunilha e um tostado elegante e delicado. Em boca mostrou taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e os impressionantes 15% de álcool que não agrediram em nenhum momento. Final de boca agradável e de boa intensidade repetindo a fruta e o tostado no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Terras do Salvante Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Terras do Salvante
Graduação:15%
Onde comprar em Recife: Ainda não está no mercado local
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
Degustamos também quatro azeites, os quais terminaram roubando a cena, mas isso é tema para um outro post.

 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Espumante das 100 mil...

Atingimos a marca das 100 visualizações de página, uma marca bem expressiva e que merece uma comemoração e para isto escolhi um espumante que há muito tinha vontade de degustar: o Cave Geisse Brut 2008, considerado o melhor espumante do Brasil pela Wine Enthusiast, pela Guia de Vinhos do Brasil da Revista Gula e  melhor Espumante da América do Sul pela Vinalies na França.

O belo espumante é produzido pela Vinícola Geisse, que foi fundada em 1979 pelo engenheiro agrônomo e enólogo Mario Geisse, chileno que veio para o Brasil em 1976 contratado para dirigir a Moët & Chandon do Brasil. Logo nos primeiros anos percebeu que aqui existia um potencial incrível e ainda não desvendado para se desenvolver a elaboração de produtos de alta qualidade, principalmente em matéria de espumantes, o qual ele considerava ser a grande vocação da região.

Geisse então deparou-se com a região de Pinto Bandeira, distrito de Bento Gonçalves, hoje conhecido como região dos Vinhos da Montanha, aí ele identificou todas as características consideradas ideais para iniciar seus trabalhos, como boa altitude (800m), solo com excelente drenagem, boa amplitude térmica e posição solar ideal, tudo para que pudesse seguir em busca de seu principal objetivo, que era o de desvendar o real potencial de qualidade que a região poderia oferecer, para isto renunciou as grande produções do método de cultivo vigente na região - latada - e optou pelo de espaldeiras altas, com produções menores, mas de melhor qualidade, aliando conhecimento, tradição e técnica.

O espumante é produzido pelo método Champenoise, elaborado com uvas Pinot Noir e Chardonnay. O processo passa pelas fermentações (seca e malolática). A primeira fermentação acontece dentro de tanques, a segunda já na garrafa. Este é o grande diferencial do método champenoise, que oferece mais sabor e estrutura ao vinho espumante. Nos pupitres (suportes que deixam as garrafas na posição horizontal e inclinadas) é feito o ‘remuage’ (movimentos circulares feitos com a mão uma vez por dia). O objetivo é levar a borra do fermento para junto do gargalo. Parte-se, então, para o ‘degogerment’, onde os resíduos são congelados, a tampa é aberta com um abridor especial e eles são expelidos. A borda interna da garrafa é limpa, a rolha colocada e com a garrafa contra luz, averigua-se a limpidez. Trinta dias após a rotulagem, o espumante já esta liberado para comercialização.
Visualmente mostrou cor dourada brilhante, boa formação de espuma e pérlage fina e persistente. Aromas intensos, deliciosos e elegantes de flores brancas, pêssego, damasco, amêndoas, fermento e leve notas de torrefação. Em boca apresentou alguma cremosidade e bom corpo. Boa persistência e acidez agradável.

 Eu e Fernanda aproveitamos a marca do Vinhos de Minha Vida e também comemoramos nosso aniversário de namoro harmonizando o espumante com um Fondue de Camarão. Tudo harmonizou perfeitamente e ficou na memória.
 
O Rótulo
 
Vinho: Cave Geisse Brut
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%)
Safra: 2008
País: Brasil
Região: Pinto Bandeira (Bento Gonçalves)
Produtor: Vinícola Geisse
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Ingá Vinhos Finos
Preço: R$ 69,00
Temperatura de serviço: 6 graus

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Hoje tem pizza? Tem sim sinhô e com tempranillo #cbe #diadapizza

O Grão Mestre da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, Cristiano Orlandi, não perde uma data comemorativa e muito menos a oportunidade de desafiar os Confrades a realizar uma harmonização entre algum vinho e o alimento comemorado e não foi diferente com a pizza, um dos alimentos mais consumidos no Brasil e no mundo e que tem um dia comemorativo desde 1985: o dia 10 de julho.
 
A pizza chegou ao Brasil por meio dos imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se logo em seguida parte da cultura deste país.
 
Mas apesar de terem sido dos italianos os responsáveis por espalhar a pizza pelo mundo, ao que tudo indica, a história dessa febre mundial começou com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália.
 
Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de "pão de Abraão", muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea.
 
Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje.
 
No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.
 
A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea" indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo.
 
A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a Port'Alba, ponto de encontro de artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que inclusive citou variações de pizzas em suas obras.
 
Quando o Cristiano lançou a idea e o desafio eu logo aceitei, pois sou um amante declarado de pizza. Então, fiquei matutando qual ou quais pizzas harmonizaríamos com um tinto. Passei a ideia para o amigo Juberlan que sugeriu que fossemos a uma tradicional pizzaria, mas terminamos deixando, deixando, deixando... E quando vi já estávamos quase no dia dez, então o mais prático foi comprar e fazer a harmonização em casa, daí eu chequei o cardápio de uma rede de pizzarias daqui de Recife e escolhi dois sabores diferentes dos mais tradicionais: Pizza Costela Gruyère (Costela prensada, queijo gruyère, mussarela, tomate cereja e azeite perfumado com manjericão e manjerona, pizza premiada na copa brasileira de pizzarias) e filé mignon com catupiry (Filé, mussarela, catupiry, azeitona e orégano.
 
Com as pizzas as mesas fomos a adega para a escolha do rótulo para harmonização e o Juberlan escolheu o espanhol Marqués de Riscal Viña Collada 2008, uma boa escolha e que caiu muito bem com a pizza de costela, que por sinal é magnífica e foi aprovada por todos aqui em casa.
 
Marqués de Riscal é uma empresa pioneira do setor vitivinícola. Em 1858 tornou-se a primeira bodega da região de Rioja, onde elaborava vinhos segundo métodos bordeleses. Mais tarde tornou-se a primeira bodega impulsora da Denominação de Origem Rueda, onde hoje se elaboram os famosos vinhos brancos de Marqués de Riscal. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis e são reconhecidos por sua qualidade e prestígio no mercado internacional. A Espanha é o país com a maior quantidade de vinhas da Europa e o terceiro em produção de vinho. Obteve excelente performance nos últimos 20 anos com uma revolução no processo de vinificação que vem transformando a característica e o estilo oxidado de seus tintos.

O vinho mostrou uma cor vermelho cereja brilhante com halo alaranjado e boa formação de lágrimas. No nariz notas aromáticas de cereja e morango, especiarias, chocolate, couro e leve tostado. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, com bom corpo e estrutura mediana, repetindo no palato a cereja, o chocolate e o tostado. Final de boca seco e agradável de mediano a persistente.
 
O Rótulo

Vinho: Marqués de Riscal Viña Collada
Tipo: Tinto
Casta: Tempranillo 93%, Graciano 5% e Mazuello 2%
Safra: 2008
País: Espanhol
Região: Rioja
Produtor: Bodegas de Los Herederos del Marqués de Riscal S.L
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º