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domingo, 1 de outubro de 2017

Club des Sommeliers Reserva Riesling 2015 #cbe

Outubro chegando e com ele o nosso vinho para a primeira e única confraria virtual do Brasil, a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE.
 
Parece que foi ontem, mas o vinho do décimo mês do ano é nada mais nada menos que o sexagésimo quinto que comento para esta distinta confraria. Que venham muitos outros!
 
O tema do mês foi proposto pelo confrade Deco Rossi do Blog EnoDeco que sugeriu: "Com este calor do Saara, pensei num branco! Que tal Rieslings de até R$ 100?".
 
Por aqui os vinhos com esta casta não são tão fáceis de encontrar, mas fui ao garimpo e encontrei um Club des Sommeliers Reserva Rieslinho, vinho que julgo ser um bom custo versus benefício. Produzido para o Grupo Pão de Açúcar, pela Viña Carta Vieja S.A, fundada em 1825 e é a mais emblemática da família Pedregal.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor amarelo palha, com boa limpidez e lágrimas finas e lentas.
 
No nariz o vinho mostrou aromas intensos e rico em notas de frutas cítricas e de flores brancas, seguido de notas sutis de coco e tostado, proveniente da passagem por 3 meses em barricas de carvalho.
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e frescor. Repetiu as notas olfativas e apresentou final de boca com boa persistência e o floral e o coco aparecendo no retrogosto.
 
Vinho correto, com bom frescor, que combina com esse calorão que faz em nossa terra brasilis.
 
O Rótulo
 
Vinho: Clube des Sommeliers Reserva
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale do Maule
Produtor: Viña Carta Vieja S.A.
Graduação: 13%
Onde comprar: Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 48,00 (R$ 33,00 na promoção no programa de fidelidade da marca)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 26.09.2017

sábado, 9 de setembro de 2017

One Bottle of Red 2015

Sou fã da Cabernet Sauvignon! Dos vinhos com esta casta prefiro os mais encorpados e com passagem por barricas de carvalho, mas os vinhos mais jovens e fáceis de beber também me agradam.

Um desses vinhos jovens que vale cada gole é o One Bottle Red, produzido pela vinícola chilena One Bottle. No Brasil é importado pela Winebrands.

O One Bottle Red é produzido com as castas cabernet sauvignon e um toque de merlot provenientes, ao que parece, de mais de uma região do chile e não possui passagem por barricas de carvalho.

Na taça apresentou cor rubi escura, límpida e brilhante, halo vermelho e boa formação de lágrimas.
 
No nariz o vinho mostrou notas ameixa, amora e morango, seguido de notas herbáceas e de especiarias bem sutis.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos, boa acidez e álcool na medida certa. Uma explosão de frutas frescas deram a sensação gustativa de vinho jovem. Final de boca de boa persistência.
 
Um cabernet fácil de agradar e uma boa companhia para pratos descontraídos. Nós harmonizamos com pães sírios caseiros e caponata.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: One Bottle of Red
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 87,5% e Merlot 12,5%
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vinhedos do Chile
Produtor: One Bottle
Graduação: 13%
Onde comprar: WINEBRANDS
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 20.06.2017

sábado, 1 de julho de 2017

Aves del Sur Reserva Chardonnay 2016 #cbe

Primeiro dia do segundo chemestre chegando e com a nossa sugestão de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema do mês foi proposto pelos conterrâneos Mayquel e Anna, do blog Vinho por 2.
 
A sugestão dos confrades foi: "no ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado".
 
Tenho provado bastante coisa interessante adquiridas nas prateleiras de supermercados e uma delas veio do Chile: o Aves del Sur Reserva Chardonnay 2016, produzido no Vale do Maule pela  Carta Viena.
 
Vamos ao vinho!

Na taça apresentou cor amarelo palha  com reflexos esverdeados, límpido e brilhante.
 
No nariz aromas expressivos marcados por pêra, pêssego e damasco, seguidos de notas de baunilhas e frutas secas.
 
Em boca um vinho de corpo leve, suave, fresco e generoso com acidez natural equilibrada. Repetição das notals olfativas e final de boca persistente e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Aves del Sur Reserva
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2016
País: Chile
Região: Vale do Maule
Produtor: Carta Vieja
Graduação: 14%
Onde comprar: Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 18.05.2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Santa Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Quem não gosta de um bom vinho cabernet sauvignon? É bem verdade que alguns responderão positivamente, mas a grande maioria dos enófilos irá apontar a casta como uma das mais degustadas. Eu sou fã e sempre que posso abro uma garrafa.
 
O vinho do post de hoje é o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon, produzido no Alto Jahuel no Vale do Maipo pela Santa Rita, Vinícola fundada por Domingo Fernandez e desde 1980 é comandada pelo grupo Claro.
 
Atualmente o grupo conta com nada mais nada menos que 5000 hectares de vinhedos no Chile e na Argentina, com uma produção de 24milhões de garrafas por ano.
 
O vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho de primeiro, segundo e terceiro uso.
 
No Brasil o exemplar é importado pela Winebrands!
 
Na taça apresentou cor rubi de escura com matizes violáceas, com bom brilho e limpidez. Observei ainda a presença de lágrimas abundantes finas e rápidas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, especiarias, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos macios, boa acidez e álcool a bem integrados ao conjunto. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca seco, de boa persistência e com a presença da fruta e do chocolate no retrogosto.
 
Harmonizamos com uma bela costela bovina.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Santa Rita Medalla Real
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale do Maipo, Alto Jahuel
Produtor: Santa Rita
Graduação: 14%
Onde comprar: Winebrands
Preço Médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.05.2017

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gato de "Botas" Carménère 2015 #cbe

Primeiro dia do mês começando e com ele o penúltimo vinho do ano para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do site Escrivinhos e que agora é a nova comandante da nossa confraria virtual, sucesso para ela nesse novo desafio de gerir a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
E o tema foi: "´Garimpar´ alguma coisa legal, com um precinho camarada. Então, que tal procurar nas prateleiras das lojas ou mercados uma boa oferta? O ideal é que seja até R$ 40.
 
Um tema que, com certeza, agrada a qualquer enófilo, pois gostamos de vinho e bons vinhos a preços justos é o que queremos.

Pensei bastante em que vinho comentar, tenho alguns na adega que foram verdadeiras pechinchas, mas que com a alteração na forma de tributação já não mais se enquadram no valor do tema, então terminei por escolher um vinho campeão de vendas no país: Gato Negro.
 
O rótulo é conhecido por muitos e pode ser facilmente encontrado nos supermercados na faixa dos R$ 35,00 em média, um valor alto para o mesmo, já que tinha um preço médio na casa dos R$ 20,00.
 
O Gato Negro é produzido pela Viña San Pedro, fundada em 1865 pelos irmão Correia Albano, no Vale do Curicó é a segunda maior exportadora do Chile.

O nome "Gato Negro" partiu de uma estória a qual menciona uma degustação numa vinícola alemã entre enólogos que decidiam entre 3 barricas, e inesperadamente foram surpreendidos por um "schwartze katze" (gato negro) que saltou em uma delas e então a barrica foi "eleita".
 
Inspirado nesta simpática estória o nome "gato negro" foi adotado pela Viña San Pedro para representar uma linha de vinhos leves, frutados e fáceis de beber. Um perfeito companheiro para o dia-a-dia.
 
O Gato de Botas (como gosto de chamar o vinho), que escolhi é um 100% carménère e vamos ao vinho!
Na taça mostrou cor rubi com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra, seguido de notas herbáceas sutis, especiarias e discreto tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico taninos macios e boa acidez. Repetiu as notas olfativas. Final de boca com média persistência com notas frutadas e de tostado no retrogosto.
 
Vinho simples, correto e o que é melhor sem aquele excesso de pimentão verde tão comum a muitos vinhos produzidos com a carménère.
 
O Rótulo
 
Vinho: Gato Negro
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viña San Pedro
Enólogo: Carlos Chandía
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 3 de setembro de 2016

Maycas del Limari Reserva Especial Syrah 2009 #cbe

Com um pequeno atraso chego com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "um syrah/shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja da uva", sugerido pelo Evandro Vanti do blog Vinhos que Provo.
 
É o quinquagésimo quarto vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especial Syrah 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile e que apenas há pouco mais de 15 anos começou a produzir vinhos.
 
O vinho é um 100% syrah e tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 6 meses de amadurecimento em garrafa.
 
Guardei esse vinho por um bom tempo, pois tenho também a safra 2010 na adega e tinha o objetivo de realizar uma degustação vertical, mas não consegui outras safras.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, com halo vermelho vivo e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e lentas, tingindo a as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura, café, pimenta preta, chocolate amargo, couro, alcatrão e defumado.
 
Em boca um syrah de corpo médio, taninos macios, acidez de média intensidade e bom equilíbrio com os 14,5% de álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a pimenta, o alcatrão, toque balsâmico e o defumado aparecendo no retrogosto.
 
Pra harmonizar preparei uma fraldinha com um toque de pimenta calabresas
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00 (Não está mais disponível)
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.09.2016
Pontuações: 90 pts Robert Parker

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Maycas del Limarí Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 #cbe

Belo rótulo.

Chegamos ao primeiro dia do segundo semestre de 2016 acompanhados do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Esse ano tive problemas para publicar alguns vinhos, pois não encontrei exemplares que se encaixassem no tema, mas esse mês estou trago em dia o vinho dentro do tema, que foi: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100", proposto pelo Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
E o quinquagésimo terceiro vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especail Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile.
 
A região é muito famosa na enologia e se destaca como uma área perfeita para alguns tipos de uvas, como a Syrah, a Chardonnay, a Cabernet Sauvignon e a Sauvignon Blanc.
 
Apesar de constar apenas cabernet sauvignon no rótulo, é um corte com 14% de syrah. Tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 12 meses de amadurecimento em garrafa.

Rolha em perfeito estado apesar dos 7 anos de vida.
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, tingindo a taça e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos, com a presença marcante fruta vermelha madura, seguido de notas minerais, especiarias, couro, alcaçuz, café, chocolate, baunilha e tostado.
 
Em boca um cabernet sauvignon como há muito não degustava. Tinto encorpado, com taninos redondos e macios, acidez de média intensidade e álcool a 14% que apareceram no início, mas que abrandaram após 30 minutos de aeração. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a fruta e as notas da passagem por carvalho aparecendo no retrogosto.
 
Belo vinho e ficou ainda melhor com uma fraldinha recheada preparada por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 05.05.2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Chard simples, correto e com boa tipicidade

Gosta de vinhos produzidos com a Chardonnay, mas que sejam simples, corretos, com boa tipicidade e que possuam um caráter descontraído então vai gostar do Errázuriz Reservado Chardonnay.
 
O vinho é produzido pela Viñedo Errazuriz Ovalle S/A, fundada em 1992. A vinícola é a maior empresa familiar de vinhedos e bodegas do Chile. Localizada no Valle de Colchagua e Lontue os campos dos vinhedos da Errazuriz Ovalle cobre, uma extensão de 2500 hectares.
 
Com vinhedos cuidadosamente irrigados por gotejamento, 2000 hectares destes vinhedos estão localizados nos Valles de Colchagua, que pertencem à família a mais de cem anos.
 
Na taça apresentou cor amarelo esverdeada com toques dourados bem claros.
 
No nariz mostrou toda a tipicidade da chardonnay: aromas de frutos brancos como pêra e pêssego, abacaxi e maracujá e flor de laranjeira.
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e boa repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade com o maracujá e o toque floral aparecendo no retrogosto.

Vinho super tranquilo e fácil de beber. Acompanhou bem um canellone de camarão.

O Rótulo

Vinho: Errázuriz Reservado
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2014
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viñedos Errazuriz Ovalle
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 8°

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Definitivamente o melhor Carménère que já provei

Parece que foi ontem que tivemos um WINEBAR com três vinhos da Arboleda e fico até envergonhado em dizer que foi em junho e só depois de três meses encontrei tempo para escrever sobre o terceiro e último vinho degustado na ocasião, o Arboleda Carménère.
 
Só para refrescar a memória, na ocasião o Daniel Perches entrevistou a Maria Eugênia Chadwick, filha de Eduardo Chadwick, proprietário da jovem Viña Arboleda, imbicada na região do Aconcagua. Na ocasião foram degustados o Chardonnay, o Pinot Noir e o Carménère.
 
As uvas que deram origem ao Arboleda Carménère foram colhidas e classificadas manualmente de maneira cuidadosa em mesas de seleção e levadas a tanques de aço inoxidável para a fermentação a temperaturas que variaram de 26°C à 30°C. Foram realizados remontages regulares para extrair cor, taninos e aromas das peles das uvas, conferindo-lhe, assim, a estrutura, o suporte e os aromas desejados ao vinho. Tudo isso permite realçar a já excelente expressão das características de frutas frescas no vinho. Após um período de maceração de 25 dias, 60% da mescla foi levada diretamente a barricas novas de carvalho, das quais 46% eram americanas e 54% eram francesas, nas quais o vinho envelheceu por 12 meses.
 
Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi escura com tons violáceos, ficando bem evidente que as uvas passaram por uma boa. Completando o visual o halo era vermelho e as lágrimas abundantes finas e rápidas.
 
No nariz intenso e elegante assim como os outros dois exemplares; mostrou uma paleta de aromas rica, onde foi possível observar notas de fruta madura como amora e goiaba, seguido de notas de eucalipto, folhas secas, pimenta preta seca, bala de café, tabaco, cedro, baunilha e tostado. Tudo bem integrado e o que melhor, sem aquelas notas de pimentão verde, tão comumente encontradas nos exemplares com esta casta e que não me agradam e contribui para que experimente poucos exemplares carménère.
 
Em boca apresentou corpo médio, taninos presentes, porém já amaciados, sedosos, aveludados, levemente adocicados e em uma ótima sintonia com a acidez e os 14% de álcool, que definitivamente não apareceram. O paladar foi marcado pela fruta e as notas de folha seca e especiarias. Final de boca seco e de longa persistência.
 
Esse foi simplesmente o melhor Carménère que já degustei e depois deste fiquei com vontade de provar outros com a mesma qualidade e harmonia.
 
Harmonizamos com uma picanha bovina assada e o vinho cumpriu bem o papel.
 
 
O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2011
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 14%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.
 
Para conferir como foi este WINEBAR basta conferir os vídeo abaixo.
 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Arboleda Chardonnay, o vinho que conquistou o Japão

No último WINEBAR o Daniel Perches bateu um papo descontraído com a Maria Eugenia Chadwick, embaixadora internacional da Viña Arboleda.
 
O primeiro vinho apresentado na degustação virtual, que conta com a participação de vários blogueiros e formadores de opinião, foi o Arboleda Chardonnay 2013, um vinho que recentemente conquistou o Japão, recebendo o prêmio de ‘Melhor Vinho para Sushi’ pela categoria Asian Food Sushi.
 
O rótulo foi avaliado por 340 especialistas deram o veredicto, liderados por Yumi Tanabe, reconhecido na indústria de vinho japonês. Os juízes enfatizaram a acidez e aroma de laranja misturado com notas sutis de frutas tropicais como manga e abacaxi, deixando a boca com mineralidade refrescante, principais características que o levaram à premiação.
 
As uvas que deram origem a Arboleda Chardonnay foram colhidas à mão logo no início da manhã, visando manter o frescor da fruta. Todas as uvas foram suavemente prensadas com os cachos inteiros e o suco foi integralmente fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas) a uma temperatura entre 14°C e 24°C. Em parte dos lotes foram inseridas leveduras selecionadas e outra parte (44%) foi fermentada em barricas, usando leveduras silvestres naturalmente presentes na pele das uvas. Passou por dez meses de envelhecimento “sur lie” – em suas borras – para aumentar a complexidade.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha com reflexos palha e brilhante. No nariz mostrou grande intensidade aromática, destacando-se as notas de frutas tropicais maduros: maracujá, abacaxi e atemoia, tudo muito integrado as notas elegantes provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca repetiu o nariz e apresentou boa estrutura e cremosidade, balanceados pela bela acidez e por notas minerais. Final de boca de boa persistência, refrescante e com notas de mel somando-se as demais notas no retrogosto.
 
Belo exemplar da casta Chardonnay: estruturado, elegante, refrescante e com uma incrível capacidade de sumir da taça.
 
Por aqui harmonizamos com culinária japonesa, sobretudo com peças contendo camarão e salmão como ingredientes principais e caiu super bem.
 
 
O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 13,5%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 8°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.

terça-feira, 30 de junho de 2015

O delicioso e surpreendente Arboleda Pinot Noir 2013

No último dia 10 participamos de mais uma excelente edição do WINEBAR, transmitido diretamente da Expand e que contou com a participação da Maria Eugênia Chadwick, da Viña Arboleda.
 
A Viña Arboleda é uma jovem vinícola chilena (fundada em 1999), projeto pessoal de Eduardo Chadwick na região do Aconcagua. Seu nome é uma homenagem às árvores nativas preservadas em suas vinhas.
 
Maria Eugênia Chadwick, filha de Eduardo Chadwick,  foi anunciada, este ano, como embaixadora internacional da marca. Ela é designer, formada pela Universidade Pontifícia Católica do Chile. Tendo crescido em um ambiente de vinhos e acompanhado seu pai em várias viagens que deram oportunidade de conhecer e interagir com personalidades da indústria, ela mantém a tradição da família e a paixão pelo vinho, passando a integrar formalmente a Viña Arboleda como Brand Manager desde março de 2015.
 
Na ocasião foram apresentados e degustados 3 rótulos da vinícola: Arboleda Chardonnay, Arboleda Pinot Noir e Arboleda Carménère. Neste post irei falar apenas do Pinot.
 
Os frutos que deram origem ao Arboleda Pinot Noir são provenientes de vinhedos próprios localizados na região costeira de Aconcágua ou “Aconcágua Costa”, perto do oceano Pacífico, na localidade denominada “Chilhué” onde  a corrente de Humboldt e o degelo Antártico influenciam marcadamente o clima, com um gradiente térmico mais elevado.
 
O vinho passou por uma maceração a frio de 4 a 7 dias a uma temperatura de 8° a 10°C antes da fermentação, para extrair os intensos sabores e aromas. A fermentação alcoólica foi feita em tanques abertos e se extendeu por 8 a 20 dias. E por fim o vinho foi envelhecido durante 12 meses em barricas de carvalho francesas, das quais 25% novas.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi com boa transparência e lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz aromas de folhas secas, tabaco, fumaça e  é claro notas de frutas vermelhas; mas, olfativamente esse vinho me transportou para as caves onde repousam as barricas de carvalho, contudo não com exagero em notas provenientes da passagem por barricas e sim com complexos e elegantes aromas que resultam do uso bem feito da madeira.
 
Em boca um vinho de corpo médio e elegante, com taninos macios e ótima acidez, conferindo frescor ao líquido. Repetição das notas olfativas em boca e final longo e marcado pela presença bem integrada da fruta e da madeira no retrogosto.
 
Um delicio exemplar da Pinot Noir proveniente da DO de Aconcagua Costa.
 
A harmonização ficou por conta de um delicioso e delicado Risoto de Aspargos e Presunto de Parma lindamente preparado por Fernanda.


O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2013
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 13,5%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 155,00
Temperatura de serviço: 16°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Miguel Torres Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2009

Sempre busco novos vinhos para aprimorar os sentidos e passar por novas experiências, mas esta não é uma tarefa fácil aqui em Recife, pois a oferta de vinhos acessíveis parece não variar muito. Para superar essa "barreira" uma alternativa que encontrei foi buscar por rótulos no e-commerce. Admito que comprar pela internet não é atrativa quando pensamos no quesito tocar, analisar, contudo é magnífica quanto a oferta e a comodidade de escolher seu vinho com alguns cliques e recebê-lo sem sair de casa.
 
Um dos vinhos que adquiri pelo comércio eletrônico no conforto da minha casa foi o Miguel Torres Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2009, um rótulo produzido no Valle de Curicó - Chile, pela gigante e moderna Miguel Torres.
 
A vinícola está presente em 160 países, é muito respeitada pela inovação e liderança no mundo do vinho. Trazendo consigo a modernidade e o conhecimento da enologia espanhola, a vinícola Miguel Torres investiu em novas barricas de carvalho francês, tanques de aço inox com controle de temperatura, e inovou com estudos de solo, cultivo de diversas uvas nobres e elaboração de vinhos orgânicos no Chile. As características ambientais foram determinantes para a Miguel Torres apostar no país andino. Decisão, inclusive, que foi responsável por alavancar a produção e a qualidade dos vinhos até então elaborados naquela região.
 
A Miguel Torres chilena foi fundada em 1979 e conta com nada mais nada menos que 445 hectares, que resultam em uma produção anual de 44 milhões de garrafas.
 
O vinho é um 100% cabernet sauvignon. Sua maceração ocorreu por 22 dias, seguidos de fermentação por 8 dias e amadurecimento em barricas de carvalho francês por 15 meses.
 
Os encantos com o vinho iniciam pelo conjunto da embalage: garrafa, rótulo e "grade" dourada, que além de embelezar a garrafa dificulta a falsificação do produto.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura e brilhante com lágrimas abundantes finas e rápidas. No nariz aromas intensos e equilibrados com a fruta (amoras), pimenta do reino, especiarias, notas herbáceas sutis, cedro e tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e apresentou taninos potentes e redondos em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca longo com notas de fruta, pimenta e tostado aparecendo no retrogosto. Vinho intenso, elegante e potente. Um dos melhores cabernet sauvignon que já tive oportunidade de degustar.
 
Para harmomizar Fernanda nos preparou um delicioso Carré de Cordeiro Não precisa nem dizer que o conjunto vinho - comida ficou simplesmente perfeito.
 
O Rótulo

Vinho: Miguel Torres Gran Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle de Curicó
Produtor: Miguel Torres
Enólogos: Horácio Fuentes
Graduação: 14%
Onde foi comprar: WINE
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Santa Alicia Reserva Carménère 2012

Não nego, não sou fã da carménère, mas não posso deixar de falar dos que agradam, ainda se eles tiverem um preço justo e foi isso que aconteceu com o Santa Alicia Reserva Carmènère.
 
O vinho é produzido no Vale do Maipo pela vinícola Santa Alicia. A fermentação é realizada em tanques de aço inoxidável por 7 a 10 dias e após ficar pronto matura por 8 meses em barricas de carvalho americano e mais 8 meses em garrafa.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa e brilhante com  halo ligeiramente púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou aromas de frutas negras, leve toque herbáceo (hortelã e pimentão), chocolate amargo, baunilha e tostado. Em boca apresentou corpo médio, confirmação  do olfato e taninos macios e bem integrados a acidez e ao álcool. Final de boca de coa intensidade com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Santa Alicia Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Carmènère
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Santa Alicia
Graduação: 14%
Onde comprar: DLP
Preço médio: 30,00
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Garage Wine Co Cabernet Franc Lot #36 2011 #winebar

No último WINEBAR de 2014 tivemos a oportunidade de conhecer dois vinhaços de pequenos produtores que fazem parte do MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile, o primeiro foi o Polkura Syrah 2010, relembre. E o segundo foi o Garage Wine Co Cabernet Franc Lot #36 2011, tema desta postagem, que é um vinho com um estilo visual vintage e com muita elegância na taça.
 
O vinho é produzido pela Garage Wine Co - GWCo, fundada em 2001 por Derek Mossman, Alvaro Peña e Pilar Miranda, na garagem da casa da família Mossmanque, com a ideia de produzir vinhos de alta qualidade em pequena escala, escala pessoal, com a mão da família, em outras palavras um vinho de garage.
 
O nome foi inspirado nos “garage wines” nascidos das pequenas produções com poucos recursos em Saint-Émilion, na França. Pelo que lemos, degustamos e acompanhamos no instagram eles vem cumprindo a risca a sua ideologia na produção dos vinhos, a qual é bem definida como familiar e garagista.
 
Não sei quanto a você leitor, mas pra nós este tipo de produção é simplesmente fascinante, não que a produção em grande escala não seja muito interessante, mas os pequenos produtores parecem colocar mais amor no que fazem e quando isto é feito os olhos de quem faz e consome brilham, sem falar que nos faz parar e pensar que precisamos dar mais valor e colocar mais amor no que fazemos.
 
As uvas que deram origem a este vinho são provenientes de vinhedos de 800 metros de altitude próximos a San Juan de Pirque, no Vale do Maipo, com vinhas de cerca de 25 anos de idade. Os vinhedos são cultivados pelos métodos tradicionais. A fermentação ocorreu naturalmente em tanques abertos. O rebaixamento do chapéu foi feito à mão e a prensagem foi totalmente manual. O vinho estagiou em barricas neutras de três ou mais anos de uso, durante dois invernos, ou seja, este vinho da safra de 2011 está no mercado a cerca de 1 ano.

Visualmente o vinho já começou nos ganhando com o seu estilo vintage de "rótulo", que vem pintado em contra partida aos usuais rótulos de papel e no lugar da cápsula de chumbo ou cobre encontramos uma cápsula de cera, que deu um charme a mais. Já quanto ao líquido observamos uma cor rubi intensa e brilhante com lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas de frutas vermelhas como cereja e framboesa aparecem em primeiro plano e são seguidas de notas florais e de chocolate, e toques balsâmicos e de tostado. Em boca um vinho de bom corpo e estrutura suficiente para mais alguns anos de evolução em garrafa. Os taninos estavam firmes, porém elegantes, a acidez excelente e o álcool na medida certa.  Final de boca longo e intenso com a presença de notas especiadas e a repetição da fruta, do balsâmico e do defumado no retrogosto.
 
Baita cabernet franc, pronto pra beber ou para guardar por mais 2-3 anos, então se encontrar um dos vinhos do Derek Mossman por aí não exite em comprar.
 
Além de tudo o vinho é muito gastronômico. Por aqui Eu e Fernanda, para escoltar nossa garrafa, preparamos uma fraldinha com redução do molho no próprio vinho.
 

O Rótulo

Vinho: Garage Wine Co Lot #36
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Franc
Safra: 2011
País: Chile
Região: Maipo Alto
Produtor: Garage Wine Co
Enólogos: Pilar Miranda e Alvaro Peñ
Graduação: 14%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: O importador não informa o valor no site
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: Robert Parker 92 pts


Nota:

O vinho foi enviado pelo produtor através da importadora Premium Wines para degustação no WINEBAR.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Um tour pelos Andes chilenos com o Terroir Lacomex

Clube das Cartas de Vinho, um inovador e pioneiro clube lançado recentemente pela importadora e distribuidora de vinhos e bebidas Lacomex (relembre), no qual, mensalmente, os associados recebem vinhos de famosas regiões vitivinícolas.

A seleção dos vinhos começa com o trabalho do Cartógrafo de Vinhos, papel desempenhado pelo Sommelier Marco Antônio de Freitas que viaja pelo mundo em busca de rótulos que comporão as cartas de vinhos de inúmeros restaurantes. Com a aprovação dos vinhos pelos clientes, chefs e sommeliers, ele os seleciona para compor as seleções mensais do Clube Lacomex.
 
Os clientes podem optar por uma das três opções de club: Terroir Lacomex, Vintage Lacomex e Dia a Dia Lacomex. Entre as vantagens do assinante estão: levar os vinhos para os restaurantes conveniados sem pagar taxa de rolha, um brinde exclusivo a cada seleção e compra de packs de vinhos com descontos especiais na compra através do aplicativo para smartphones e tablets.
 
A cada mês os assinantes fazem um tour por diferentes regiões produtoras do mundo. Em novembro o passeio foi pelos Andes e recebi em casa, para avaliar, a seleção Terroir Lacomex com os vinhos chilenos Cousiño Macul Don Luis Merlot 2012 e Cousiño Macul Antiguas Reservas Cabernet Sauvignon DO 2011.
 
A Cousiño Macul foi  fundada em 1856 e é a única dentre as fundadas no século XIX e permanece nas mãos da mesma família. A região onde está situada a vinícola cultiva uvas desde 1564, quando o Rei Espanhol transferiu a propriedade para o conquistador Juan Jufré.
 
Os rótulos Don Luis fazem parte da linha de entrada da vinícola, que é composta por vinhos versáteis e ideais para acompanhar pratos simples no dia a dia e é bem o que percebemos no Don Luis Merlot 2012: um vinho com aromas de frutas, corpo médio e final de boca curto e com notas adocicadas. Eu e Fernanda bebemos como aperitivo, mas cairia bem com tira gostos ou uma pizza.
 
Já a linha Antiguas Reservas é considerada um emblema da Cousiño e região, presente no portfólio da vinícola há mais de 80 anos. As diferenças são perceptíveis já nos aromas, onde mostrou intensidade e complexidade, com a fruta negra aparecendo na companhia de notas herbáceas, de pimenta do reino, café e notas de tostado provenientes da maturação por 12 meses em barricas de carvalho francês. Em boca mostrou-se encorpado, acidez mediana e taninos firmes, daqueles que secam a boca e pedem um bom pedaço de carne. Final de boca seco, de boa intensidade e com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
 
Nota:
 
Estas garrafas foram enviadas pela Lacomex para avaliação. Os dois vinhos juntamente com um brinde e demais vantagens do Clube Terroir Lacomex saem por R$ 100,00 para os assinantes.
 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Leon de Tarapacá Chardonnay 2012

Há tempos não degustava um chardonnay e pra quebrar o jejum comprei uma garrafa de 375ml do Leon de Tarapacá para bebericar enquanto Fernanda preparava uma comidinha deliciosa para harmonizarmos com um tinto.
 
O vinho é da segunda linha de produtos da Viña Tarapacá, uma das mais tradicionais do Chile e que vem produzindo vinhos desde 1874, aos pés da Cordilheira dos Andes.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo claro com tons esverdeados. No nariz aromas de média intensidade, destacando-se as frutas tropicais como abacaxi e maracujá. Em boca apresentou boa acidez e belo frescor, mostrando leveza apesar de mostrar certa untuosidade em boca. Final de boca agradável e refrescante.
 
Vinho tranquilo e de bom custo x benefício! Uma boa pedida para o dia a dia!

O Rótulo

Vinho: Leon de Tarapacá
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2012
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Viña Tarapacá
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 14,00 (1/2 Garrafa)
Temperatura de serviço: 8º

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Polkura Syrah, um dos geniais vinhos do MOVI

Participamos na última segunda de mais uma edição do WINEBAR, um projeto pioneiro e inovador dos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Alexandre Frias (Diário de Baco), em que vinhos são apresentados com a presença de produtores, importadores, enólogos e outros, em uma transmissão on line ao vivo.

A iniciativa tem crescido e atraído a atenção de muitos e quem ganha com isso somos nós, pois a cada dia tem ficado mais interativo e interessante.

No dia 24 eles foram para Santiago, no Chile para entrevistar a Angela Mochi (Attilio & Mochi) e o Sven Bruchfeld (Polkura), que falaram pra gente sobre  o MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile.

O MOVI é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilham da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

O programa foi dividido em três blocos: o primeiro falando sobre os vinhos MOVI do Novo Chile; o segundo falando dos MOVI Clássicos; e por fim no terceiro bloco dos MOVI The Old is the new "new" (traduzido pelo Gil Mesquita como velho de espírito novo, o que lhe rendeu uma garrafa de vinho) que resgata as regiões tradicionais do Chile com um ponto de vista do MOVI.

O primeiro vinho que degustamos foi o Polkura Syrah, o qual faz parte do tema do primeiro bloco: Novo Chile, que nasceu como conceito a partir dos últimos 25 anos, onde está reunida toda exploração da região costeira como Casa Blanca e Limari, por exemplo. Aqui também acrescenta-se a uva Syrah e tudo de novo que apareceu nestes últimos anos.

E a paixão pela Syrah é o que melhor define o conceito da natureza da Polkura. E esta história iniciou-se em 1998, quando o enólogo Sven Bruchfeld, junto com seu amigo e colega de universidade Gonzalo Muñoz, sonhavam com projetos futuros para realizar em conjunto. Gonzalo estudava na Espanha e Sven trabalhava durante as vindimas nas diferentes regiões vitivinícolas do mundo. Um certo dia eles conversavam no sul da França e enquanto degustavam um Syrah de estilo mediterrâneo em uma das bodegas locais junto com um saboroso cordeiro com menta e alí definiram que esta cepa seria a base do seu futuro vinho.

Quando retornaram ao Chile se puseram a buscar o lugar mais propício para desenvolver um vinhedo que pudesse maximizar a qualidade das uvas e desta forma conseguir o vinho que tinha em mente. E assim em 2001, encontraram o lugar que sonhavam. Uma propriedade abandonada em Marchigüe, zona umbicada no extremo ocidental do Vale de Colchagua e que cumpria os requisitos de solo e clima necessários para cumprir o sonho do vinho que queriam fazer. Atualmente são 12 hectares de plantações e a primeira vindima ocorreu em 2004.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra, brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz mostrou notas de fruta negra, toques florais, de pimenta seca, de minerais e tostado, tudo muito bem integrado. Na taça um vinho potente, estruturado com os taninos enchendo a boca e excelente acidez, que juntos com os 14,7% de álcool deixam o vinho gastronômico e com bom potencial para evoluir em garrafa. Final de boca longo, elegante e com a repetição das notas olfativas.

Por aqui Fernanda preparou, para escoltar o vinho, um belo lombo paulista recheado com queijos, salame e pimenta.

O Rótulo

Vinho: Polkura
Tipo: Tinto
Castas: Syrah 91%, Malbec 5%, Cabernet Sauvignon 2%, Grenache Noir 1%, Viognier 1%, Tempranillo 1%
Safra: 2010
País: Chile
Região: Marchigue, Colchagua Valley
Produtor: Polkura
Enólogo: Sven Bruchfeld
Graduação: 14,7%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 15º


Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela Polkura através de seu importador no Brasil para degustação no WINEBAR.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os anos têm feito bem a este Casillero

Há alguns anos trouxemos de uma viagem quatro garrafas do Casillero del Diablo Reserva Privada 2008 e um dos intuitos de ter quatro garrafas do mesmo rótulo era o de acompanhar a evolução do mesmo em garrafa e que boa experiência tivemos.
 
Chegou a hora de falar da quarta e última garrafa desta beleza de vinho. Mais uma vez fomos surpreendidos, pois o vinho vem melhorando com o tempo de guarda e isto só confirma que a segunda garrafa apresentou algum problema, possivelmente com a vedação, fazendo com que o vinho amadurecesse mais rapidamente que as demais.
 
Novamente a rolha mostrou sinais de "fuga" do vinho: caminhos iam da parte interna da rolha até o início do segundo terço da mesma. Aí fiquei com as perguntas: rolha de qualidade ruim ou inapropriada para vinhos com algum tempo de guarda? Ou armazenamento inadequado, a adega não ofereceu as condições ideais para o vinho evoluir?
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi profunda, intensa e brilhante, com um halo levemente alaranjado e  lágrimas finas, abundantes e lentas, confirmando a alcunha  que lhe dei na terceira garrafa: "O Lacrimoso". No nariz mostrou boa complexidade aromática, com notas de fruta madura, seguido de notas de pimenta, alcaçus, chocolate, café, baunilha, balsâmico e elegante e perfeitamente integradas notas de tostado. Em boca o vinho repetiu a complexidade com taninos maduros e elegantes em equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa intensidade.
 
A harmonização ficou por conta  de um belo Steak au Poivre preparado por Fernanda e desta combinação pode-se dizer que ambos, prato e vinho, atingiram novos sabores, deixando a boca com aquele delicioso gostinho de quero mais.

O vinho não está entre os top chilenos, mas sem sombra de dúvida é um de grande equilíbrio e bom custo x benefício na sua faixa de preço.
 
O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo 2011

O Escudo Rojo é um daqueles vinhos que sempre paquerei e sempre fui deixando para outra oportunidade, sobretudo pelo preço que sempre estava maior que  o usualmente pago em vinhos, mas quando apareceu uma promoção na WINE eu não pude deixar passar a oportunidade de comprar uma garrafa.
 
O vinho é produzido pela Baron Philippe de Rothschild, no Vale do Maipo - Chile, fundada em 1853 e que produz anualmente 15 milhões de garrafas. O nome Escudo Rojo é a tradução da expressão "das rote schild" ou brasão vermelho, emblema original da família há séculos.
 
Trata-se de um corte de quatro castas tintas: Cabernet Sauvignon, Carménère, Cabernet Franc e Syrah e 50% do líquido amadureceu 12 meses em barricas de carvalho, dois fatores que por si só já contribuem para um rótulo com um caráter diferente dos usuais rótulos produzidos no Chile e boa parte dos países do novo mundo.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi intenso e lágrimas finas e abundantes. No nariz aromas de frutas maduras (cereja e ameixa), toque herbáceo (menta), pimenta, notas de especiarias, chocolate amargo e tostado. Em boca mostrou bom corpo e taninos redondos e em harmonia  com a acidez e o álcool. Final de boca longo e com a especiaria o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha de berinjela preparada por Fernanda e ficou simplesmente perfeito: elevou o vinho e o prato foi elevado por este.

O Rótulo
Vinho: Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 35%, Carménère 38%, Cabernet Franc 2% e Syrah 25%
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Baron Philippe de Rothschild
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 44,00 (R$ 32,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 90 Pts Descorchados