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sábado, 1 de outubro de 2016

Champagne Lanson Rosé Label Brut #cbe

Antes que os sinos badalem meia noite e adentremos ao dia em que escolheremos os novos prefeitos do país chego com o meu quinquagésimo quinto vinho com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "Rosé do velho mundo", sugerido pelo confrade Alexandre Takei do blog Notas Etílicas.
 
A minha escolha foi o Champagne Lanson Rosé Label Brut, cujo processo de produção consiste na ausência de fermentação malolática, modalidade adotada pela maior parte da industrias de champagnes. A fermentação dos champgnes Lanson é tradicional, preserva os aromas particulares dos vinhos e a riqueza de seu paladar aromático, aumentando seu potencial de envelhecimento e guarda. Além disso o liquido passou por um envelhecimento mínimo de 3 anos.

Vamos ao líquido!

 
Na taça apresentou cor salmão clara, brilhante e com reflexos cobre. Boa formação de espuma e perlage com bolhas pequenas, abundante e de longa persistência.
 
No nariz mostrou aromas bem vivos com notas de frutas vermelhas, rosas, seguido de mel, frutas secas, especiarias, brioche e levedura.
 
Na boca apresentou-se seco, com boa acidez, boa cremosidade e repetição das notas olfativas, mostrando em evidencia os toques de fruta deixando o líquido com um paladar elegante, rico e intenso, daqueles que enchem a boca, e faz a garrafa acabar rapidinho. Final de boca suave e bom frescor.
 
Belo champagne: elegante, refrescante e gastronômico!
 
O Rótulo

Vinho: Lanson Label Brut
Tipo: Espumante Rosé (Champagne)
Castas: Pinot Noir 53%, Chardonnay 32% e Pinot Meunier 15%
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Lanson
Graduação: 12%
Onde comprar: ? - Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 300,00
Temperatura de serviço: 8°

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013

Você conhece vinhos da sub região Chablis? Se sua resposta foi negativa você não sabe o que está perdendo.
 
Chablis é uma pequena vila na Borgonha a 120 quilômetros a noroeste de Dijon. Única sub região da Borgonha que está separada das demais e, apesar de produzir alguns tintos, é pelos seus brancos que é conhecida, sendo considerada nada mais nada menos como o melhor terroir da Chardonnay do mundo.
 
A classificação do Chablis varia do básico Petit Chablis, passando pelo Chablis (Premier Cru), chegando ao topo, os Grand Cru. Variações de solo, localização do vinhedo e insolação ao final do período de maturação determinam a qualidade final do produto.
 
Recentemente degustei o Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013, produzido pela vinícola de mesmo nome. O nome "Desvignes", anteriormente escrito como "des Vignes", que significa "da videira" , é um indício claro para o tipo de exploração no qual a família sempre se especializou. A família Pasquier Desvignes está a frente do Domaine du Marquisat desde 1420.
 
Em 1823 , César Desvignes, jurou com seus irmãos, prometendo que o nome Desvignes ficaria para sempre ligado ao Domaine du Marquisat. Em memória deste pacto, a casa de Pasquier Desvignes, através da seleção das uvas, vinificação e armazenamento dos seus vinhos, tem perpetuado o know how ancestral em que a sua reputação é construída.
 
Pasquier Desvignes é mais do que uma tradição de viticultura que mede 5 séculos, é um grande vinícola que o longo dos anos tem-se expandido com sucessonas denominações do Rhône e da Borgonha.
 
Sem mais delongas vamos as minhas impressões sobre o líquido.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, límpida e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas florais e frutados de grande intensidade e leve toque de defumado e tostado.
 
Em boca leve, fresco, mineral e equilibrado. Repetiu as notas olfativas e aliado a estas trouxe um leve e delicado toque toque amanteigado. Final de boca de média persistência e a suavidade e o frescor dando o acabamento.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Pasquier Desvignes Chablis AOC
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: França
Região: Chablis, Borgonha
Produtor: Pasquier Desvignes
Graduação: 12,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 168,00 (R$ 70,00 em 2015)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 14.04.2016

domingo, 10 de abril de 2016

A elegância do Château Savariaud Superieur 2010

Há um tempo atrás provei pela primeira vez o Château Savariaud da safra 2009 e no finalzinho de 2015 tive a oportunidade de degustar a safra 2010 deste corte bordalês produzido a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e uma pequena parcela de Cabernet Franc e de Malbec.
 
O ano de 2010 foi especial para a Região de Bordeaux e isso eu já pude comprovar em algumas garrafas de vinhos da região como a do  Château Savariaud, um exemplar com uma bela paleta de aromas e muita elegância em boca

Na taça o vinho mostrou cor rubi intensa e brilhante com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas.

No nariz intenso apresentou uma intensa e rica paleta de aromas, com a presença de frutas vermelhas, toque floral, seguido de notas especiarias, leve mentolado e couro.

Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta, menta, folhas secas e couro aparecendo no retrogosto.
 
Assim como em outros exemplares de bordeaux da safra de 2010 a rolha apresentou os famosos "diamantes do vinho".
Elegante e gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 

O Rótulo

Vinho: Château Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 60%, Cabernet Sauvignon 30%, , Cabernet Franc 5% e Malbec 5%
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço Médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 16º 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Champagne Lanson Black Label Brut #CantuDay

Entre cavas, proseccos e espumantes degustados no Cantu Day o destaque ficou por conta do Champagne Lanson Black Label Brut elaborado pela Lanson com Chardonnay (35%), Pinot Noir (50%) e Pinot Meunier (15%),
 
O processo de produção deste champagne consiste na ausência da fermentação malolática, modalidade adotada pela maior parte da indústria de Champagnes. A fermentação dos Champagne Lanson, preserva os aromas particulares dos vinhos e a riqueza de seu paladar aromático, aumentando seu potencial de envelhecimento e guarda. 
 
O Lanson Black Label Brut ficou 3 anos em contato com suas borras (segunda fermentação) e tem 11,3 gramas de açúcar residual.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha bem límpida, boa formação de espuma e perlage de tamanho médio, abundante e de longa persistência
 
No nariz mostrou aromas bem vivos com notas de frutas brancas e cítricas, seguido de mel, frutas secas, brioche e toques sutis de tosta.
 
Na boca apresentou-se seco, com boa acidez, boa cremosidade e repetição das notas olfativas, mostrando em evidencia os toques de fruta deixando o líquido com um paladar rico e intenso, daqueles que enchem a boca, e faz a garrafa acabar rapidinho. Final de boca seco e longa permanência.
 
Belo champagne: refrescante e gastronômico!
 
O Rótulo

Vinho: Lanson Black Label Brut
Tipo: Espumante (Champagne)
Castas: Chardonnay 35%, Pinot Noir 50% e Pinot Meunier 15%
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Lanson
Graduação: 11%
Onde comprar: ? - Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 250,00
Temperatura de serviço: 8°
Pontuações: 91 pts Wine Spectator

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Regularidade do Chateau du Barry Rouge 2012

Há cerca de uma ano tive a oportunidade de provar o vinho Chateau du Barry 2009 e hoje falar sobre a safra 2012 posso afirmar que, apesar de uma certa disparidade na qualidade das safras, o vinho manteve a regularidade e qualidade.

O Chateau du Barry está localizado há cerca de 20 km da cidade de Bordeaux, mais precisamente na pacata aldeia de Guillac, um povoado de menos de 200 moradores. Nos solos calcários, Joël Barreau e sua equipe utilizam métodos tradicionais de vinificação para produzir este vinho, que é uma autêntica representação deste excelente terroir.
 
Na taça o vinho apresentou cor granada intensa com reflexos púrpura e formação de  lágrimas com certa viscosidade, daquelas que tingem as paredes da taça.
 
No nariz o líquido mostrou aromas intensos e elegantes, percebendo-se notas de fruta vermelha madura, especiarias, café e chocolate amargo.
 
Em boca apresentou-se estruturado, bom corpo, taninos redondos e acidez correta. Final de boca seco e de boa persistência com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou tomates recheados.
 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry Rouge
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2012
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau du Barry
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16°
Premiações: Médaille D´Or Concours Général Agricole

sábado, 29 de agosto de 2015

Vinhas de 30 anos de idade agregaram boa concentração ao Vieux Chateau Perey Saint-Emilion

Não podem ser consideradas vinhas velhas, mas as parreiras de 30 anos de idade que deram origem ao Vieux Chateau Perey 2011 com certeza foram  responsáveis pela boa concentração do líquido que é produzido pelo pequeno Chateau na região de Saint-Emilion.
 
Os vinhedos do Chateau Perey já passaram dos 20 anos, idade em que é consensualmente aceito que a videira começa a produzir menos, iniciando a produção de uva de sabor mais concentrado.
 
De propriedade de Florence e Alain Xans,  o Chateau Perey possui apenas 4,5 hectares de vinhedos em St Sulpice de Faleyrense. Este petit chateau vem produzindo vinhos de excelente qualidade graças ao seu solo argiloso e a estrutura das vinhas.
 
Saint-Emilion é uma pequena cidade aonde vivem apenas cerca de 3000 pessoas e que batiza umas das principais denominações de vinhos da França e uma das mais importantes referências de Bordeaux. Situada há apenas 35km do centro de Bordeaux, conta com mais de 900 vinícolas, dando uma incrível relação aproximada de 1 vinícola por cada habitante.
 
A relação habitante/vinícola é assombrosa. São nada menos de 5.400 hectares de vinhedos, plantados com Merlot (cerca de 60%), Cabernet Franc (30%) e Cabernet Sauvignon (10%), quantidades que se espelham, na média, nos cortes dos vinhos locais, que seguem essas mesmas proporções, aproximadamente.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa, halo vermelho alaranjado, denotando alguma evolução e lágrimas viscosas e lentas.
 
No nariz mostrou um ataque inicial do álcool, que melhorou com a areação por 30 minutos, sendo então possível observar toda sua paleta de aromas, na qual evidenciou-se notas de fruta madura (ameixas e framboesa), violetas, pimenta seca, menta, chocolate, tabaco, balsâmico, cedro, alguma lembrança de grafite e delicada nota de tostado.
 
Em boca mostrou-se estruturado, encorpado e com boa complexidade. Taninos vivos, porém redondos, boa acidez e repetição de boa parte das sensações olfativas. Final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, pimenta e balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho pronto para ser bebido, mas pode melhorar com a guarda por mais dois ou três anos.
 
Para harmonizar eu e Fernanda preparamos um Steak au Poivre, que foi servido com arroz branco e batata sauté ao curry.


O Rótulo

Vinho: Vieux Chateau Perey Saint-Emilion
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 80%, Cabernet Sauvignon 10% e Cabernet Franc 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Saint-Emilion, Bordeaux
Produtor: EARL Vignobles Florence et Alain XANS
Graduação:  13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 103,00
Temperatura de serviço:16°
 
 
Nota:
 
O vinho é importado e comercializado com exclusividade pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 95,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição.

sábado, 22 de agosto de 2015

Um vinho que não queria que acabasse #wineinpack

Sabe aquele vinho que você abre e não quer que ele acabe? Pois é, isto foi o que aconteceu com o Chateau Robin Saint Denis Rouge AOC, um dos rótulos do pack de vinhos de Bordeaux, recebidos para avaliação pela Wine in Pack.
 
O Chateau Robin Saint Denis é um típico corte bordalês composto de Cabernet Sauvignon e Merlot, produto de diferenciada qualidade, a qual, muito possivelmente, foi elevada pelo ano de sua safra: 2010, considerada a melhor safra do século XXI para a região francesa.
 
O vinho é produzido por um Petit Chateau Familiar na Belíssima Região de Bordeaux no Terroir de Camiac et Saint Denis ao Sul de Branne no Coração do terroir de Entre-deux-mers.
 
Entre-deux-mers é o triângulo de terras situado entre os rios Dordogne e Garone, por isso recebe o nome que em português corresponde a: Entre Dois Mares. Lá são produzidos 80% dos vinhos tintos mais básicos que recebem as denominações (na França, Appéllation D’Origine Contrôlée ou simplesmente AOC ou ainda AC. Todos estes termos têm o mesmo siginificado que denominação de origem controlada)  de Bordeaux ou Bordeaux Supérieur.
 
Diamantes do Vinho (cristais de ácido tartárico), evidenciados
na extremidade da rolha, uma indicação de que as uvas permaneceram
por um tempo prolongado nas videiras antes de serem colhidas,
desenvolvendo, portanto, mais personalidade e tipicidade.
No interior de Entre-Deux-Mers há oito sub-regiões vinícolas, incluindo uma sub-região que recebe também o mesmo nome. Os bons vinhos brancos secos produzidos nesta sub-região são os únicos que podem receber a appéllation contrôlée  “Entre-Deux-Mers”.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi, e halo vermelho claro, puxando para o alaranjado. Formação de lágrimas levemente avermelhadas, finas e lentas. Presença de borras, mostrando que possivelmente o vinho não foi filtrado, com o objetivo de agregar aromas e sabores.

No nariz mostrou aromas de fruta negra madura, café, chocolate, alcaçuz, balsâmico, tabaco, um verdadeiro bouquet! Olfato intenso, elegante, equilibrado e com boa integração.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e uma boa acidez. Final de boca seco com notas de café, chocolates e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Apesar de tratar-se de um um AOC achei o vinho muito bom, com bom equilíbrio e grande intensidade aromática e gustativa. Não fosse a alta dos preços e a alta carga tributária que incide sobre os vinhos no Brasil este ganharia sem sobra de dúvida o meu carimbo de excelente custo versus benefício.
 
Um vinho pede uma carne, mas este foi harmonizado com pizzas de salame italiano, calabresa e peperoni e foi super bem. 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau Robin Sant Denis
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlot
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Frank Couturier
Graduação:  13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço:16°
 
Nota:
 
O vinho é comercializado pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 80,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição, juntamente com dois outros vinhos de Bordeaux.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Wine in Pack, uma nova forma de comprar vinhos

Há cada dia as pessoas estão optando cada vez mais pelas compras pela internet e, apesar de ainda timidamente, os enófilos também estão optando pelo e-commerce para adquirir parte dos seus vinhos.
 
Pensando nesse mudança no perfil do consumidor as empresas têm investido no comércio eletrônico, mas há uma que optou pelo uso exclusivo do meio virtual para disponibilizar seus produtos: a Wine in Pack.
 
Apesar de estar no mercado há menos de um ano a Wine in Pack conta com a gerência de quem tem de 20 anos de experiência no mercado de vinhos: Luiz Figueiredo e ainda com a consultoria de Aloisio Sotero, co-fundador da Wine e do Luiz Figueiredo Filho, o Wine Care do projeto.
 
A Wine in Pack é a primeira loja Online Especializada Exclusivamente em Packs de Vinhos, e tem como missão selecionar, montar e entregar Packs com a Melhor Seleção de Vinhos para tornar os momentos dos enófilos uma experiência de degustação inesquecível.
 
Os vinhos são transportados em uma Embalagem de Primeira Classe: A exclusiva Winepack, desenvolvida especialmente para levar os vinhos até seu lar com segurança. Trata-se de uma embalagem inovadora, que conta com um sistema de amortecimento tridimensional para proteção das garrafas, único no Brasil. Possui alça ergonômica modelo "bola de boliche", para um confortável carregamento, exclusiva proteção térmica e é Eco Friendly, produzida com material 100% reciclável, sem nenhum elemento plástico.
 
Para comprar os vinhos o consumidor só precisa acessar o site escolher um dos packs já montados ou criar seu próprio pack. Cada pack é acompanhado por um brinde exclusivo.

Atualmente a empresa realiza entregas para todas as capitais e regiões metropolitanas das regiões centro-oeste, nordeste, norte, sudeste e sul do Brasil, sempre com a Taxa Única de Entrega de R$ 15,00 por pack. Para os residentes da região metropolitana do Recife não é cobrada taxa de entrega.
 
Recebi um pack com 3 vinhos Bordeaux selecionados pelo Wine Care: Luiz Filho, então não deixe de acompanhar o blog para conferir as minhas impressões sobre os vinhos.
 
Serviço:
 
Wine in Pack

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Champagne Jacquart Brut Mosaïque

Quem não gosta de ver aquelas pequenas e inquietas borbulhas de um espumante subirem pelas paredes da taça; estas borbulhas que desprendem-se do fundo da taça após o serviço do vinho são as responsáveis pelo perlage que, em francês, significa 'colar de pérolas'.
 
E pensando nesse colar de pérolas que nos remota - dentre outras coisas a preciosidade - escolhi o Champagne Jacquart Brut Mosaïque como um dos vinhos para celebrar um ano da minha união com Fernanda.
 
A Maison Jacquart nasceu em 1960 a partir da vontade de 30 viticultores animados em criar uma marca para figurar entre os grandes de Champagne, buscando uma mescla dos melhores vinhedos. A cooperativa é uma das mais conhecidas de Champagne e foi totalmente reformulada na última década.
 
Atualmente são 1.800 associados com 2.620 hectares com vinhedos na Montagne de Reims, no Vallée do Marne e na Côte das Blancs. Hoje, devido à perseverança e ao saber do homem (desde os viticultores até os chefes de bodega) Jacquart é uma das marcas mais prestigiadas de Champagne, com reconhecimento internacional.
 
Na taça o champagne apresentou cor amarelo palha, boa formação de espuma e uma linda perlage com bolhas finas, abundantes e persistentes. Uma perfeita dança de pérolas!
 
No nariz mostrou aromas intensos, com a fruta branca (pêra, lichia, pêssego e maçã) aparecendo em destaque e sendo complementadas por notas de damasco, mel, fermento, pão tostado e brioche.
 
Em boca mostrou grande frescor, conferido pela excelente acidez, mas também foi perceptível uma deliciosa cremosidade, que agregada as notas provenientes da segunda fermentação deram elegância ao líquido. Final de boca seco, persistente e com repetição das notas olfativas, sobretudo do mel e do pão torrado no retrogosto.

O Rótulo
 
Vinho: Jacquart Brut Mosaïque
Tipo: Espumante (Champagne)
Castas: Chardonnay 40%, Pinot Noir 35% e Pinot Meunier 25%
Safra: Não Safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Maison Jacquart
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 7°
 
Belo Champagne e certamente um dos melhores custo versus benefício do mercado brasileiro.

Perfeito pela qualidade e sobretudo pelo momento, companhia e local. Harmonizou super bem com camarão ao molho de queijos de meia cura.

 Confira a perlage!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Visan Côtes du Rhône Villages 2007 #cbe

Começo de mês é aquele momento especial e que foi aguardado com ansiedade, em que vários blogueiros escrevem sobre um vinho dentro tema específico escolhido por um dos confrades da primeira e única confraria virtual do Brasil: a CBE.
 
O tema do mês foi: "Um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha", uma escolha muito legal do Cristiano Orlandi do Blog Vivendo Vinhos.
 
Para o tema abri o Visan, um corte de Grenache, Carignan e Syrah da AOC Côtes du Rhône Villages, da sub-região de Côtes du Rhône Meridional.
 
A região da Côtes du Rhône é quase uma continuação da Bourgogne, ao sul de Lion, e divide-se em duas sub-regiões, Setentrional e Meridional. Como o nome indica, toda a região se desenvolve nas encostas do rio Rhône e seu entorno. Nesta se produzem principalmente vinhos tintos, mas existem alguns rosés e brancos.
 
A denominação Côtes du Rhône pode ser utilizada em 171 diferentes municípios localizados ao longo do Vale do Rhône, Norte e Sul. Já a denominação Côtes du Rhône-Villages significa uma distinção permitida somente em 95 desses distritos, todos localizados no Rhône do Sul. Ao todo, 21 diferentes cepas são autorizadas nos vinhos de Côtes du Rhône. Grenache é uma das grandes estrelas da região. Muitos dizem que ela é a "carregadora de piano" dos vinhos cortados e deve constituir pelo menos 40% das uvas utilizadas na produção dos tintos (exceto para os Syrah do Norte).

O vinho que escolhi é produzido pela Domaine des Grands Devers, cuja propriedade compreende 62 hectares de vinha plantada, sobretudo nas encostas e morros. Totalmente cercado por uma densa floresta de carvalhos e trufas os  vinhedos se beneficiam de uma posição única, protegida dos ventos do norte e do sul, fato este que controla a influência do ambiente externo.

Mas chega de conversa e vamos ao líquido.

Visualmente apresentou cor rubi âmbar com halo alaranjado e lágrimas grossas e lentas. No nariz os aromas de fruta praticamente inexistiam e deram lugar a um bouquet de boa qualidade, contudo, média-pequena intensidade onde pude preceber notas de pimenta seca, cravo, alcaçuz, alcatrão, balsâmico e terrosas. Em boca mostrou corpo médio com taninos maduros, boa acidez e o álcool sobresaindo-se discretamente. Final de boca seco, com leve adstringência e média persistência e repetição da especiaria e do alcatrão no retrogosto.

Apesar de ainda serem perceptíveis alguns interessantes aromas, nitidamente o vinho já entrou em declínio, mas foi uma boa experiência.

Para harmonizar Fernanda nos preparou aspargos com presunto tipo parma e molho de gorgonzola e também uma adaptação da receita do Boeuf a Wellington, onde o filé mignon bovino foi substituído pelo suíno.


O Rótulo

Vinho: Visan Côtes du Rhône Villages
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Carignan e Syrah
Safra: 2007
País: França
Região: Côtes du Rhône Villages, Côtes du Rhône
Produtor: Domaine des Grands Deevers
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur 2011

Eu e Fernanda somos loucos por camarão e há alguns dias resolvemos arriscar uma harmonização diferente com esse crustáceo que tanto amamos: um tinto de bordeaux e, por mais incrível que possa parecer, não ficou incompatível como esperava.
 
A incompatibilidade da harmonização se dá pelo fato da reação dos taninos dos tintos com o iodo dos frutos do mar deixar uma sensação metálica em boca.
 
O vinho que abrimos para esse desafio foi o Château Vieux Dominique AOC, um merlot de bordeaux que levou uma pequena parcela de Cabernet Sauvignon em sua composição e, talvez pela menor carga tânica da casta Merlot a harmonização não tenha ficado de todo prejudicada.
 
Trata-se de rótulo de um AOC Bordeaux Supérieur, cujas uvas provêm de vinhedos de alta qualidade e os exemplares só podem ser comercializados após um tempo específico de maturação, a partir do mês de setembro seguinte à colheita, que garante vinhos estruturados e ótimos para harmonizar.
 
O Château Vieux está situado à margem esquerda de Bordeaux, na sub-região de Graves Pessac-Léognan. O solo característico é uma constante em toda a área. Graves é a única região de Bordeaux conhecida tanto por seus vinhos tintos, quanto por seus brancos. Nos tintos, em geral, a Cabernet Sauvignon e a Merlot entram em proporção similar nos blends, que ainda levam Petit Verdot e Cabernet Franc.
 
A região de Pessac-Léognan destacou-se oficialmente de Graves em 1987. Em suas comunas produzem-se excelentes brancos e tintos. Na verdade, os melhores vinhedos Cru Classé ao sul da cidade de Bordeaux estão em Pessac-Léognan. Os solos de graves são ótimos para a Cabernet Sauvignon, entretanto os vinhos dessa AOC costumam ser mais leves em corpo e mais aromáticos.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com discretos reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz o álcool sobressaiu-se no início, mas acalmou-se após uns 30 minutos, dando lugar a aromas intensos de fruta vermelha e notas de especiarias e pimenta seca. Em boca um vinho com taninos macios e bom frescor. Final de boca de média persistência e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber e com excelente custo versus benefício (adquirido em um saldão da WINE por R$ 30,00).
 
 
O Rótulo

Vinho: Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 90% e Cabernet Sauvignon 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Vieux
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 20 de junho de 2015

Mommessin Beaujolais-Villages Réserve 2013

Estes dias estive na casa do amigo Juberlan para bater um papo e tomar o Mommessin Beaujolais-Villages Réserve, um vinho desses que desce fácil e acompanha uma comida simples e pouco condimentada.

Segundo o site da importadora o vinho, que é elaborado pela vinícola Mommessin, preza por uma seleção criteriosa das vinhas, a escolha dos melhores lotes de vinhedo e a parceria forte e fiel com os viticultores locais. O seu amadurecimento foi em barricas de aço inox, como a grande maioria dos Beaujolais.

Para harmonizar o amigo nos preparou um pernil suíno com uma farofa de jerimum e a escolta ficou 10.

Na taça o vinho apresentou cor rubi clara com reflexos violáceos bem sutis e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas intensos de morango e framboesa seguido de notas de violetas e pimenta verde. No paladar um vinho de corpo médio, leve e refrescante, com taninos finos e tranquilos e boa acidez. Final de boca de boa persistência com a fruta e a pimenta aparecendo no retrogosto.
O Rótulo

Vinho: Mommessin Beaujolais-Villages Réserve
Tipo: Tinto
Castas: Gamay
Safra: 2013
País: França
Região: Beaujolais, Bourgogne
Produtor: Mommensin
Graduação:  12%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 86,00 (R$ 58 no Clube W)
Temperatura de serviço: 14°

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Merlot 2012

Tenho degustado bons rótulos varietais merlot nos últimos meses e este é o caso do Fortant de France Terroir de Collines, produzido na região francesa de Languedoc, vasta região vitícola, que se estende de Nîmes aos Pireneus.
 
A região tem um clima ideal para a cultura da vinha e possui uma diversidade de vinhos surpreendente: tintos frutados ou mais encorpados, brancos vivos ou mais complexos, magníficos vinhos doces naturais, espumantes reconhecidos e rosés intensos.
 
Dentre as variedades tintas que se destacam na região está a Merlot, terceira uva mais cultivada na França e tem conquistado cada vez mais fãs por todo o mundo. Em Languedoc a casta usualmente dá origem a vinhos redondos, elegantes e fáceis de beber.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou-se boa intensidade aromática, com notas de de frutas negras, especiarias (canela), chocolate, tabaco e aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca um vinho redondo, elegante e equilibrado; taninos macios, boa acidez e um final de boca de boa intensidade com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Bom merlot, em que um gole convida outro gole. Um vinho daqueles que quando menos se espera a garrafa está vazia.

O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc
Produtor: Fortant de France
Graduação:  13,1%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 23 de maio de 2015

Fortant de France Terroir Littoral Grenache Rosé 2013

Fernanda tem uma predileção pelos vinhos brancos e rosés, então não pensei duas vezes em retirar da adega o Rosé Fortant de France Terroir Littoral Grenache para acompanhar um jantarzinho surpresa que preparei no seu aniversário.
 
O vinho é produzido pela Fortant de France, uma vinícola fundada em 1987 e que possui um foco especial na produção de vinhos varietais, como é o caso deste rosé que é produzido 100% com a tinta Grenache (Garnacha na Espanha), a qual geralmente é utilizada em cortes pelo fato de possuir pouca acidez, taninos e cor.
 
A Grenache é a variedade mais plantada no sul do vale do Rhône, especialmente no Châteauneuf-du-pape onde costuma representar em torno de 80% do corte. Na Austrália é normalmente misturada com a Shiraz (Syrah) e Mourvedre, corte conhecido como "GSM". A Grenache é também muito usada para vinhos rosé, na França e na Espanha, notadamente na denominação Tavel em Côtes du Rhône. Seus vinhos costumam ser apimentados, com aromas de frutas negras, taninos macios e relativamente alto nível de álcool.
 
Visualmente o vinho apresentou cor cobre, tipo casca de cebola. No nariz aromas delicados de frutas vermelhas, rosas, sutil herbáceo e pimenta seca. Em boca um vinho equilibrado com taninos leves e boa refrescância. Final de boca de média persistência com a fruta e a mimenta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho leve, delicado e com uma interessante picância que caiu como uma luva com camarões ao molho de queijos, arroz de curry e batatas souté e é claro, harmonizou perfeitamente com a companhia da minha amada e a felicidade de celebrar mais uma ano de vida dela.
 


O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir Littoral
Tipo: Rosé
Castas: Grenache
Safra: 2013
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortante de France
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 49,00 (R$ 35,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 10°

terça-feira, 5 de maio de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Pinot Noir 2012

No nosso último encontro da Avec le Vin abrimos dois vinhos da Fortant de France e hoje vou falar sobre o Pinot Noir, um varietal da emblemática uva da região da borgonha, mas que também desenvolve-se em outras regiões como a de Languedoc, de onde provém este vinho.
 
Situadas na região sul, na costa mediterrânea, estas duas AOC são praticamente continuas. O Languedoc está mais a leste e faz limite com o extremo oeste da Provence, enquanto o Roussillon está mais a sudoeste, estendendo-se até os Pirineus, quase na fronteira com a Espanha. As cidades de maior destaque do Languedoc são Nîmes, Montpellier, Sète e Bézier e as do Roussillon são Narbonne, Carcassone, Minervois, Saint-Hilaire e Limoux. Essas duas regiões produzem principalmente vinhos tintos, seguidos dos brancos espumantes, brancos doces, brancos tranquilos secos e rosés.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi clara e poucas lágrimas. No nariz aromas de cereja, morango, especiarias, menta, terra molhada  e leve tostado. Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Um bom exemplar da pinot noir e que vale o preço que pagamos no Clube W (na casa dos R$ 50,00).
 
O Rótulo

 Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Casta: Pinot Noir
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortant de France
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Domanine Gachot-Monot Bourgogne Branco 2011 #cbe

O melhor mês do ano iniciando e com ele vem o nosso post com o vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês teve como tema: "Vamos de branco da Borgonha até 150 reais", escolhido pelo Silvestre Tavares do blog Vivendo a Vida.
 
Como usualmente não guardo vinhos brancos em casa saí a busca de um vinho dentro do tema e pra variar a tarefa não foi muito fácil, mas já na terceira loja encontrei o Domanine Gachot-Monot Bourgogne Branco 2011.
 
O rótulo é produzido pela Domaine Gachot-Monot, uma vinícola fundada em 1890 e está na família há 5 gerações. Atualmente, dois membros da família cultivam uma área total de 13,5 hectares, divididos em três municípios:
  • Corgoloin, onde se encontra a vinícola e as caves - Ali se cultivam 9 hectares, sendo 6 em “appellation” Village, e o restante em “appellation” regional Tinto ou Branco. Bourgogne, Aligoté e Crémant de Bourgogne. Uma nova area de 1,65 hectares em Côte  de Nuits Village entrou em produção 2011.
  • Comblancien, onde cultivam cerca de dois hectares em appellation Village e denominações regionais.
  • Nuits St-Georges, onde tem 0,6 hectare repartidos entre appelation Village e 1er Cru.
Visualmente o vinho mostrou cor amarelho claro com reflexos dourados e pouca formação de lágrimas. No nariz aromas aromas de pêsego, lichia, damasco e algumas notas minerais. Em boca um vinho leve e fresco, com final de boca de média intensidade.
 
Para harmonizar começamos com uma sopa de Camarão do Encanto Nordestino e fechamos com uma lagosta ao thermidor com arroz branco finalizado com manteiga de garrafa e amêndoa, preparado primorosamente por Fernanda. 


O Rótulo

Vinho: Domanine Gachot-Monot Bourgogne
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2011
País: França
Região: Borgonha
Produtor: Domanine Gachot-Monot
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 10°

sábado, 3 de janeiro de 2015

Château Rougerie Bordeaux Supérieur 2011

Eu e Fernanda abrimos, no início de dezembro, este Bordeaux que estava na adega há quase um ano.

O vinho é produzido por Patrick Valette, proprietário do pequeno Château Rougerie, do século XVII. O Patrick é enólogo e consultor de grandes vinhedos ao redor do mundo.

Este exemplar é produzido é um varietal merlot, algo pouco usual nos países produtores do velho mundo, e passou por envelhecimento em barricas de carvalho por 12 meses, sendo 30% em barricas novas, 35% em barricas de 2º uso e 35% em barricas de 3º uso.

Visualmente o vinho mostrou cor rubi com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou aromas de cereja, ameixa, folhas secas, tabaco e tostado. Em boca apresentou corpo médio com taninos macios, porém com leve adstrigência, boa acidez, álcool na medida certa e repetição das notas olfativas. Final de boca seco, leve amargor e boa persistência, com a fruta e as folhas secas aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com tomates recheados.

O Rótulo

Vinho: Château Rougerie Bordeaux Supérieur
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2011
País: França
Região: Entre-Deux-Mers, Bordeaux
Produtor: Château Rougerie
Enólogo: Patrick Valette
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: 60,00 (R$ 35,20 na promoção)
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Les Amis Bordeuax 2010 #winebar #expand

No último WINEBAR degustamos 3 diferentes rótulos da Les Amis, uma espécie de cooperativa formada por 8 vinicultores da França e o último foi o Les Amis Bordeuax 2010.
 
Como o próprio nome diz o rótulo é proveniente da região de Bordeuax e trata-se de um corte 40% cabernet sauvignon e 60% merlot, duas tradicionais castas que compões os típicos cortes bordaleses.

Visulamente apresentou cor rubi escura e halo com sinais discretos de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz os aromas de frutas negras aparecem em primeiro plano e são seguidos de notas de menta, especiarias e tostado. Em boca mostrou um corpo médio com boa acidez, taninos macios e repetição das notas olfativas. Final de boca médio-longo.

Aproveitei o vinho para comemorar 2 meses de casado com Fernanda e a harmonização ficou por conta de uma picanha ao forno e dos queijos maasdam, gouda rembrandt e gouda com ervas.
 
Mais um belo WINEBAR com bons rótulos franceses importados pela Expand.



O Rótulo:

Vinho: Les Amis Bordeuax
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlort
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Les Amis
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 78,00
Temperatura de serviço: 18º



Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Expand para degustação no WINEBAR. Para conferir o vídeo do programa basta clicar aqui.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Degustando às cegas 3 tintos de R$ 30 a R$ 50 #aveclevin

Degustar um vinho é algo que pode ser feito de forma trivial / superficial, e não há nada de errado nisso ou pode ser feito de forma mais aprofundada, uma vez que o vinho é a bebida mais rica em aromas e sabores que existe e chegar a cada um deles é um exercício que passa pela descoberta do inusitado, que na realidade nos remete a uma memória pré-existente, uma verdadeira aventura.
 
Uma das melhores formas de exercitar seu olfato e suas papilas gustativas é  através de uma degustação às cegas, para evitar influência da boa ou má reputação do vinho, uma vez que, na degustação às cegas, nada se coloca entre o degustador e o vinho; não há nada para dispersar e sugestionar o avaliador, o que torna esse sistema de prova, teoricamente, mais justo e muito utilizado em concursos.
 
No último encontro da Avec le Vin, contrariando o que se recomenda nas degustações às cegas. eu propus uma tema bem amplo: "tinto de qualquer uva e país na faixa de R$ 30 a R$50". Como da para perceber as variáveis são inúmeras e a ideia foi apenas limitar o valor e realizar uma degustação descontraídas e em moldes diferentes das usuais degustações às claras.
 
Como éramos em 6 cada casal trouxe uma garrafa e fizemos uma degustação com 3 diferentes rótulos.

Não esqueça de esconder toda e qualquer parte que
possa identificar os vinhos.
Hora de testar como anda o olfato e as papilas gustativas...
 
 
Todos foram unânimes da escolha do vencedor... que foi o...
 
Um velho conhecido do blog. Confira o que achamos
do vencedor clicando aqui.
Vencedor e demais personagens da noite com destaque para a decepção: La Bélière, um Bordeuax simplório que não encanta em nada.
 
 

E você, como gosta de degustar seus vinhos junto com seus amigos: às cegas ou às claras, horizontal ou vertical? O que vale mesmo é aproveitar cada gole na companhia de pessoas queridas. Mas, se quer programar algo diferente não faltam páginas que expliquem quais as melhores formas de organizar uma degustação.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011 #winebar #expand

Dando continuidado aos vinhos da Les Amis degustados no último WINEBAR chegou a hora de falar do exemplar proveniente de uma das mais aclamadas regiões vitivinícolas do mundo: Borgonha, famosa pelos inúmeros rótulos, dentre eles os produzidos com a casta Pinot Noir.
 
A Borgonha está dividida em 5 sub-regiões: Beaujolais, Chablis, Côte Chalonnaise, Côte d`Or e Le Mâconnais. Ao contrário de Bordeaux, onde os Crus Classés são produzidos em uma única propriedade (Château), na Bourgogne há, na maioria das vezes, vários produtores de um mesmo Cru. Nesse caso, uma AOC ocupa um território delimitado, por vezes bem pequeno, e ali se encontram diversos proprietários, alguns com apenas duas fileiras de videiras.
 
A classificação dos vinhos da Bourgogne contempla principalmente o terroir, o terreno onde estão os vinhedos e como há vários produtores - bons, médios e ruins - em quase todas as comunas que originam vinhos AOC, não basta apenas conhecer a AOC, mas também o produtor. Os tintos borgonheses primam pela finesse, delicadeza e complexidade. Têm cor leve, aromas sutis e complexos e estrutura delicada na boca 
 
O Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011 é produzido com uvas provenientes das regiões de Côte d`Or (Côte de Beaune e Côte de Nuits) e Côte Chalonnaise e reflete toda a delicadeza e elegância do seu terroir. A colheita é feita manualmente, sendo cuidadosamente selecionadas e desengaçadas antes do processo de vinificação. A fermentação do vinho é em tanques de aço inox em temperaturas controladas.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor rubi clara, com alguma transparência e lágrimas finas, translúcidas e rápidas. No nariz aromas sutis, porém de grande complexidade, com a fruta vermelha (morango e cereja) aparecendo em primeiro plano juntamente com notas florais e seguidos de aromas de especiarias e já com uma maiora oxigenação apareceram aromas que remotam a terra. Em boca o vinho mostrou-se melhor que no nariz: corpo médio, taninos sutís, sedosos e elegantes, boa acidez e álcool na medida certa. Vinho leve, delicado, fácil de beber e com um final de boca de média intensidade.

O Les Amis Bourgogne foi degustado na companhia de Fernanda, minha mãe e os amigos Juberlan e Rejane. Para harmonizar Fernanda nos preparou codornas recheadas sobre cama de purê de macaxeira, um belo prato que elevou o vinho.



O Rótulo

Vinho: Les Amis Bourgogne
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2011
País: França
Região: Borgonha
Produtor: Les Amis
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18º



Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Expand para degustação no WINEBAR.