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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Merlot 2012

Tenho degustado bons rótulos varietais merlot nos últimos meses e este é o caso do Fortant de France Terroir de Collines, produzido na região francesa de Languedoc, vasta região vitícola, que se estende de Nîmes aos Pireneus.
 
A região tem um clima ideal para a cultura da vinha e possui uma diversidade de vinhos surpreendente: tintos frutados ou mais encorpados, brancos vivos ou mais complexos, magníficos vinhos doces naturais, espumantes reconhecidos e rosés intensos.
 
Dentre as variedades tintas que se destacam na região está a Merlot, terceira uva mais cultivada na França e tem conquistado cada vez mais fãs por todo o mundo. Em Languedoc a casta usualmente dá origem a vinhos redondos, elegantes e fáceis de beber.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou-se boa intensidade aromática, com notas de de frutas negras, especiarias (canela), chocolate, tabaco e aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca um vinho redondo, elegante e equilibrado; taninos macios, boa acidez e um final de boca de boa intensidade com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Bom merlot, em que um gole convida outro gole. Um vinho daqueles que quando menos se espera a garrafa está vazia.

O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc
Produtor: Fortant de France
Graduação:  13,1%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 5 de maio de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Pinot Noir 2012

No nosso último encontro da Avec le Vin abrimos dois vinhos da Fortant de France e hoje vou falar sobre o Pinot Noir, um varietal da emblemática uva da região da borgonha, mas que também desenvolve-se em outras regiões como a de Languedoc, de onde provém este vinho.
 
Situadas na região sul, na costa mediterrânea, estas duas AOC são praticamente continuas. O Languedoc está mais a leste e faz limite com o extremo oeste da Provence, enquanto o Roussillon está mais a sudoeste, estendendo-se até os Pirineus, quase na fronteira com a Espanha. As cidades de maior destaque do Languedoc são Nîmes, Montpellier, Sète e Bézier e as do Roussillon são Narbonne, Carcassone, Minervois, Saint-Hilaire e Limoux. Essas duas regiões produzem principalmente vinhos tintos, seguidos dos brancos espumantes, brancos doces, brancos tranquilos secos e rosés.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi clara e poucas lágrimas. No nariz aromas de cereja, morango, especiarias, menta, terra molhada  e leve tostado. Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Um bom exemplar da pinot noir e que vale o preço que pagamos no Clube W (na casa dos R$ 50,00).
 
O Rótulo

 Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Casta: Pinot Noir
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortant de France
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Selena Red Blend 2011, uma grata surpresa #aveclevin

E o último e melhor vinho do último encontro da confraria vem da África do Sul, um país que faz parte do Novo Mundo, contudo, o cultivo das uvas remonta ao século XVII. Em 1688, época de Louis XIV, os conhecidos Huguenotes fugiram das perseguições religiosas e começaram o cultivo das vinhas em Western Cape.
 
A vinícola sul-africana Marianne Wines carrega essa história alinhada à modernidade do Século XXI, que traz o estilo francês e honra o terroir sul-africano. Na viticultura são realizadas podas e cuidados manuais, além das técnicas agrícolas sustentáveis para a produção de uvas singulares.
 
Christian Dauriac, proprietário também de três Château e produtor de grandes exemplares, como Grand Cru Classé de Saint-Émilion, tem uma importante pessoa ao seu lado em Stellenbosch, o famoso enólogo francês Michel Rolland, consultor de Marianne desde a primeira safra, que contribui na elaboração de vinhos de grande personalidade.

O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhedos próprios, com maceração em tanques de aço por até duas semanas e posterior maturação em barricas de carvalho francês de segundo uso e tem como proposta ser consumido ainda jovem. 

Na taça o vinho apresentou cor rubi com boa formação de lágrimas. No nariz aromas intensos, ricos frutas negras como amora, mirtilo e cerejas pretas, acompanhados de notas de especiarias, café torrado, pimenta e tostado. Em boca um vinho encorpado, com taninos marcantes, elegante e sedosos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca longo com a repetição da fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Excelente vinho, de boa estrutura, gastronômico e muito equilibrado. O melhor vinho sul africano que já degustei.

O Rótulo

Vinho: Selena Red Blend
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 80%, Shiraz 15%, Merlot 3% e Pinotage 2%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Marianne Wines
Enólogo: Michel Roland
 Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 69,00 (R$ 55,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

5 Oros Vendimia Seleccionada 2012 #aveclevin

Outro vinho degustado no último encontro da Avec le Vin foi o 5 Oros Vendimia Seleccionada 2012, um vinho elaborado pela jovem vinícola Bodegas Isidro Milagro, com pouco mais de dez anos de dedicação à vinhos e que, atualmente, conta com 75 hectares de vinhedos no Sudeste de Rioja, berço de ícones conhecidos no mundo inteiro.
 
Mesmo a região sendo afamada devido à excelente produção de uvas tempranillo, a bodega também cultiva outras castas espanholas como garnacha, graciano e mazuelo. Jovem, mas com grande legado de conhecimento e vocação, a vinícola vem se destacando na produção de rótulos consagrados internacionalmente.
 
O 5 Oros Vendimia Seleccionada 2012 é elaborado somente com uvas garnacha de vinhedos com até 50 anos e sem passagem por barricas.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com reflexos violáceos e lágrimas em boa intensidade. No nariz muito intenso, vivo e cheio de notas de fruta vermelha, seguido de notas de alcaçuz, especiarias e toques minerais. Em boca um vinho com taninos vivos, porém redondos e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de média intensidade e com a fruta aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: 5 Oros Vendimia Seleccionada
Tipo: Tinto
Casta: Garnacha
Safra: 2012
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Isidro Milagro
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 90,00 (R$ 52,50 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Luna Malbec 2013 #aveclevin

No último encontro da Avec le Vin eu e Fernanda levamos, para a casa dos anfritiões da vez (Rodrigo e Carol), o Luna Malbec 2013, um vinho varietal e que reproduz todas as clássicas características da casta no maior terroir argentino: Mendonza.
 
O vinho é produzido pela Bodega Finca La Anita, uma jovém vinícola com apenas 24 anos de história, porém com vinhos de excelente qualidade e que são provenientes de uvas dos seus 70 hectares de vinhedos próprios situados aos pés da Cordilheira dos Andes e do empenho dos enólogos Soledad Vargas e Sebastian della Fazia.
 
A linha Luna é a segunda linha de varietais e possui uma proposta de trazer vinhos jovens, modernos, elegantes e harmoniosos, trazendo ao consumidor o estilo da Bodega a um preço mais acessível. O Luna Malbec é vinificado por 7 dias em tanques de aço inoxidável e amadurece em barricas de carvalho de quarto uso por 5-9 meses.
 
Na taça o vinho apresentou uma cor rubi escura com intensos reflexos violáceos e boa formação de lágrimas. No nariz o vinho mostrou toda a expressão da casta: notas intensas de fruta negra como ameixa e amora, seguidas de aromas de violeta, café e baunilha, proveniente do amadurecimento em barricas de carvalho. Em boca um vinho de taninos macios, acidez de média intensida e alcool a 14,3% sobresssaindo um pouco, mas sem incomodar. Final de boca de boa intensidade e marcado pelo retrogosto cheio de fruta.
 
Um bom vinho, mas há exemplares na mesma faixa de preço que me encantam mais, como o Crios da Susana Balbo.
 
O Rótulo

Vinho: Luna
Tipo: Tinto
Casta: Malbec
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodega Finca La Anita
Enólogo: Soledad Vargas
Graduação: 14,5 %
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 64,00 (R$ 50,00 no Cluble W)
Temperatura de serviço: 16º

Rio Sol Grand Prestrige Brut #aveclevin

Abrimos o nosso último encontro da Avec le Vin, na casa dos amigos Rodrigo e Carol, com um espumante produzido pela ViniBrasil no sertão pernambucano: o Rio Sol Grand Prestrige Brut.
 
O projeto Vinibrasil nasceu em 2002. A vinícola deu, desde o início, predominância para as castas Cabernet Sauvignon, Syrah, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão e Vinhão e as castas Tanat e Malbec, com destaque especial para Syrah, a casta que melhor se adaptou a região.
 
Para acompanhar a investigação in loco e potencializar os conhecimentos existentes a nível mundial foi realizado um protocolo com o Instituto Superior de Agronomia, da Universidade Técnica de Lisboa. De fato, este projecto tem tudo de novo: a região (sertão nordestino), o clima (semi-árido) e a latitude (paralelo 8). Tal como foi classificado por Jancis Robinson, este vinho não é do "Novo Mundo", mas sim de uma nova categoria chamada "Nova Latitude".
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo-palha, com reflexos dourados e perlage fina e de média duração. No nariz notas de frutas vermelhas, floral combinadas com toques sutis de levedura e pão tostado. Em boca mostrou acidez mediana, fruta cítrica, toques discretos de frutos secos e sutil picância. Um espumante um pouco pesado, contudo agradável e fácil de beber, apesar de ter final de boca curto e diminuta acidez.


O Rótulo
 
Vinho: Rio Sol Grand Prestrige
Tipo: Espumante
Casta: Syrah e Moscato
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 6º

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Degustando às cegas 3 tintos de R$ 30 a R$ 50 #aveclevin

Degustar um vinho é algo que pode ser feito de forma trivial / superficial, e não há nada de errado nisso ou pode ser feito de forma mais aprofundada, uma vez que o vinho é a bebida mais rica em aromas e sabores que existe e chegar a cada um deles é um exercício que passa pela descoberta do inusitado, que na realidade nos remete a uma memória pré-existente, uma verdadeira aventura.
 
Uma das melhores formas de exercitar seu olfato e suas papilas gustativas é  através de uma degustação às cegas, para evitar influência da boa ou má reputação do vinho, uma vez que, na degustação às cegas, nada se coloca entre o degustador e o vinho; não há nada para dispersar e sugestionar o avaliador, o que torna esse sistema de prova, teoricamente, mais justo e muito utilizado em concursos.
 
No último encontro da Avec le Vin, contrariando o que se recomenda nas degustações às cegas. eu propus uma tema bem amplo: "tinto de qualquer uva e país na faixa de R$ 30 a R$50". Como da para perceber as variáveis são inúmeras e a ideia foi apenas limitar o valor e realizar uma degustação descontraídas e em moldes diferentes das usuais degustações às claras.
 
Como éramos em 6 cada casal trouxe uma garrafa e fizemos uma degustação com 3 diferentes rótulos.

Não esqueça de esconder toda e qualquer parte que
possa identificar os vinhos.
Hora de testar como anda o olfato e as papilas gustativas...
 
 
Todos foram unânimes da escolha do vencedor... que foi o...
 
Um velho conhecido do blog. Confira o que achamos
do vencedor clicando aqui.
Vencedor e demais personagens da noite com destaque para a decepção: La Bélière, um Bordeuax simplório que não encanta em nada.
 
 

E você, como gosta de degustar seus vinhos junto com seus amigos: às cegas ou às claras, horizontal ou vertical? O que vale mesmo é aproveitar cada gole na companhia de pessoas queridas. Mas, se quer programar algo diferente não faltam páginas que expliquem quais as melhores formas de organizar uma degustação.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Fleur du Cap Unfiltered Cabernet Sauvignon 2012 #aveclevin

Fechamos nosso último encontro da Avec le Vin com o  Fleur du Cap Unfiltered Cabernet Sauvignon  2012, vinho que assim como o Sauvignon Blanc não foi filtrado.
 
O vinho é um 100% cabernet sauvignon que amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês e que, ao contrário do branco da mesma linha que provamos, foi uma decepção pra mim.
 
Na taça apresentou coloração rubi intensa e lágrimas finas e rápidas. No nariz o álcool estava aparente e chegou a incomodar no início; o aroma de fruta madura e o tostado predominaram e ofuscaram as discretas notas florais e de especiarias. Em boca apresentou corpo médio com taninos quase bem mansos e álcool mais uma vez sobrando. Final de boca quente com notas de fruta madura aparecendo no retrogosto.
 
Como já disse o vinho foi uma decepção. Não percebi o corpo e a potência da casta e depois de ter degustado o sauvignon blanc as impressões sobre o tinto foram ainda mais prejudicadas. Pelo que li nos comentários no site da Wine só posso pensar que a garrafa que degustamos estava com outro vinho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Fleur du Cap Unfiltered
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Fleur du Cap
Enólogo: Andrea Freebourough
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 54,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fleur du Cap Unfilterede Sauvignon Blanc 2013 #aveclevin

O Fleur du Cap Unfilterede Sauvignon Blanc 2013 foi o segundo vinho degustado no nosso último, agradável e, como de costume, descontraído encontro da Avec le Vin.
 
O vinho é produzido pela Fleur du Cap, a qual pertence ao grupo Distell, que também controla as marcas Two Oceans e Nederburg. Os primeiros vinhos da vinícola foram produzidos pouco tempo depois da fundação (1967) da Die Bergkelder, famosa adega construída dentro da montanha Papegaaiberg, em Stellenbosch. Foi a primeira de seu tipo na África do Sul e é hoje o lar de alguns dos melhores vinhos do Cabo.
 
Fluer du Cap está situada em Stellenbosch, coração vitivinícola da África do Sul,  que ocupa o 8º lugar no ranking mundial em produção de vinhos. O nome Fleur du Cap é uma homenagem as mais de 9.000 espécies de plantas que podem ser encontradas na região de Cape, sendo que aproximadamente 70% delas não são vistas em outros lugares do mundo.
 
O Fermentou em barricas de carvalho e amadureceu em tanques de inox  e que, como o nome comunica, não é filtrado, o que lhe agrega maior complexidade e preserva as características da fruta e do terroir onde é cultivado.
 
Na taça apresentou coloração amarelo palha e brilho intenso. No nariz rico em aromas de frutas cítricas com destaque para o maracujá, notas florais, grama cortada e interessante toque mineral. Em boca repetiu as sensações olfativas e mostrou excelente acidez e frescor. Final de boca refrescante e de boa intensidade com a fruta e o mineral aparecendo no retrogosto.

Um belo sauvignon blanc, talvez um dos melhores que eu já degustei. A harmonização ficou por conta de uma deliciosa bruschetta de jamón.

O Rótulo

Vinho: Fleur du Cap Unfilterede
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Western Cape
Produtor: Fleur du Cap
Enólogo: Andrea Freebourough
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 70,00 (R$ 54,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 8º

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Tamarí Brut

Rodrigo e Carol no receberam em sua casa para o encontro da Avec le Vin. E para abrir os trabalhos da noite iniciamos com o espumante argentino Tamarí Brut, produzido pela Bodegas Tamarí.
 
A vinícola foi fundada em 2002 e pertence ao grupo chileno VSPT, detentor das marcas Santa Helena, Tarapacá, Viña Mar, entre outras. O nome Tamarí, na língua indígena Huarpe, usada pelos povos originários de Mendoza, significa “fazer as coisas com paixão e sentimento".
 
A Bodega está localizada em La Consulta, no Vale do Uco, em Mendoza. Porém, as uvas utilizadas vêm de diferentes regiões, tanto de cultivo próprio, em 90 hectares de plantação, quanto de produtores parceiros.
 
Visualmente apresentou cor amarelo palha, boa formação de espuma e perlage finíssima e abundante. No nariz mostrou aromas leves e delicados de frutas brancas, sobretudo maçã e abacaxi. Em boca leve, fresco, boa acidez e final de média intensidade com notas frutadas levemente adocicadas aparecendo no retrogosto.

Ideal para dias quentes e momentos descontaídos. Vai bem com alimentos leves ou simplesmente como aperetivo.
 
O Rótulo

Vinho: Tamarí Brut
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay e Chenin Blanc
Safra: Não safrado
País: Argentina
Região: Mendonza
Produtor: Bodegas Tanarí
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro; DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 6º

domingo, 8 de junho de 2014

Quinta da Bacalhoa Cabernet Sauvignon 2010

A população da região metropolitana do Recife viveram dias com clima de guerra no mês de maio em decorrência da greve da polícia no estado e tão logo o fim da paralisação foi anunciado a Avec le Vin resolveu fazer um encontro para comemorar.
 
Nos reunimos na casa dos confrades Pedro e Luciana e dentre os rótulos degustado destaco nesta postagem o Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2010, um rótulo que demonstrou com maestria todo o primor da casta.
 
Rótulo produzido pela vinícola de mesmo nome e que localizada na Península de Setúbal. A imponente e bela Quinta da Bacalhôa foi erguida na primeira metade do século XV. No final do século seguinte, a quinta passou a pertencer por herança a Dona Maria Mendonça Albuquerque.
 
Ao casar-se com D. Jerónimo Manuel, conhecido pela alcunha de “bacalhau”, Dona Maria viu sua herança passar a ser designada “bacalhôa” com o mesmo sarcasmo que era dirigido ao marido.
 
Mais tarde, quando adquirida pelo Comendador José Berardo, a propriedade teria seu nome adotado pelo que é hoje um dos maiores e mais inovadores grupos produtores de vinhos do seu país, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.
 
Possui vinhedos e adegas nas mais importantes regiões de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Porto. E agrega à sua operação a experiência e reputação do Grupo Lafitte Rothschild, com quem tem parceria.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intenso com lagrimas finas e abundantes. No nariz aromas intensos de fruta vermelha como amoras, morango e cereja, seguido de aromas de pimenta preta, café, chocolate amargo e elegante tostado. Em boca mostrou bom corpo com taninos macios,  elegantes e em equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com a fruta, a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Bela noite entre amigos e vinho excelente, pronto pra beber, mas também pode ser guardado por mais alguns anos. Acompanha bem uma carne grelhada ou queijos amarelos, contudo esse eu bebo tranquilamente sem harmonizar com nenhum alimento.
 
O Rótulo

Vinho: Quinta da Bacalhôa
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (90%) e Merlot (10%)
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta da Bacalhoa
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 130,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 17 de maio de 2014

Cistum 2009 #aveclevin

Eis mais um rótulo espanhol degustado na Confraria Avec le Vin. Um vinho redondo, elegante e agradável, produzido pela Crianzas y Viñedos Rafael Reverte.

A história desta vinícola é recente, mas não a das vinhas alí plantadas. No século XII, os frades do Monastério de Fitero, em Navarra, plantaram as primeiras videiras de Garnacha dando início à viticultura na região. Há 10 anos, o riojiano Rafael Reverte apaixonou-se por aquelas terras e por sua secular história e comprou uma área cultivada de 12 hectares de vinhas velhas, pré-filoxéricas, plantada em vaso há mais de um século, para iniciar a sua própria produção. Rafael Reverte recuperou as vinhas centenárias e passou a elaborar vinhos únicos, que encantam por sua concentração de aromas e sabores.

Na garrafa o Cistum apresentou cor rubi  escura e brilhante, com matizes violáceas. Nariz com aromas em boa intensidade, apresentando muita fruta negra, notas florais, especiarias, café e elegante tostado. Em boca mostrou bom corpo, com taninos redondos e macios bem integrados a acidez e ao álcool, repetição das notas olfativas e final de boca longo e agradável com a fruta, a especiaria e o tostado aparecendo no retrogosto.

Vinho muito elegante e que merece ser degustado com calma. Harmonizamos com um delicioso carré de cordeiro e batatas.
 
O Rótulo

Vinho: Cistum
Tipo: Tinto
Castas: Garnacha (90%) e Outras variedades (10%)
Safra: 2009
País: Espanha
Região: Navarra
Produtor: Crianzas y Viñedos Rafael Reverte
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 74,00 (R$ 55,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 92 pts RP

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Canepa Reserva Privada Carménère 2011 #aveclevin

Sabe aquele Carménère típico e com bom custo x benefício? é o Canepa Reserva Privada, mais um
rótulo degustado no último encontro da Avec le Vin.
 
O rótulo é um 100% Carménère, que amadureceu 8 meses em barricas de carvalho francês e americano e é produzido pela Viña Canepa, a qual está próxima de completar seus 100 anos e produz 2 milhões de litros de vinho por ano.
 
Visualmente mostrou rubi escura e profunda, com reflexos violáceos e lágrimas grossas e lentas. No nariz apresentou notas de fruta negra, pimentão, pimenta preta, chocolate e tostado. Em boca mostrou bom corpo, taninos pontentes com certa adstringência e boa acidez. Repetiu a notas olfativas e um final de boca de boa intensidade, com o herbácio e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Degustamos sem acompanhamento, mas vai muito bem com um belo corte bovino ou com um queijo como o Gouda Rembrandt.
 
O Rótulo

Vinho: Canepa Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale do Rapel
Produtor: Viña Canepa
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 48,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 90 pts RP

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Terra d´Uro Finca La Rana Toro DO 2010 #aveclevin

Depois de dois meses sem encontros da Avec le Vin voltamos a ativa no último dia primeiro com vinhos da Espanha e Chile. O primeiro vinho da noite foi o Terra d´Uro Finca La Rana Toro DO 2010 e a reunião foi na casa dos confrades Pedro e Luciana.

O vinho é produzido pela Hacienda Terra d’Uro, que é um projeto conjunto de Cristiano van Zeller, Oscar Garrote e Javier Ortega. O primeiro é um nome consolidado em Portugal, na região do Douro; o segundo, filho de um aclamado chef espanhol, é proprietário de celebrados restaurantes; já Ortega, também conhecido como Pipa e amigo de Garrote, é enólogo. A vinícola nasceu da paixão desses três pelo vinho, pela terra e pelo desejo de mostrar ao mundo o potencial dos exemplares da região do Toro. Nas palavras de Garrote, “queremos que as pessoas encontrem parte da nossa história e parte da nossa cultura a cada garrafa aberta”.

O rótulo é elaborado a partir de uvas Tinta de Toro (Tempranillo) de um vinhedo único de vinhas velhas, o Finca La Rana, seguindo critérios de agricultura ecológica.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas. No nariz aroma rico em frutas negras, seguido de notas de especiarias, terra molhada, tabaco e elegante tostado. Em boca mostrou bom corpo, muita elegância e equilibrado; taninos firmes e boa acidez tudo em boa sintonia com o álcool, que a 14,5% não sobressaiu em nenhum momento; final de boca longo com a fruta e o tostado, proveniente do estágio de 10 meses em barricas de carvalho, aparecendo de forma harmônica e elegante.

Vinho potente, equilibrado e elegante. A harmonização ficou por conta de uma costela suína e couscous marroquino.


O Rótulo

Vinho: Terra d´Uro Finca La Rana Toro DO
Tipo: Tinto
Castas: Tinta de Toro
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Toro
Produtor: Hacienda Terra d´Uro
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 74,00 (R$ 54 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 90 pts RP

sábado, 8 de março de 2014

O jovem e potente Canepa Genovino Carignan 2009 #aveclevin

No nosso último encontro da Avec le Vin Pedro e Luciana levaram um Carignan simplesmente magnífico: o Canepa Genovino, que com seus 5 anos de vida ainda está jovem e mostrou que ainda tem um bom caminho pela frente.
 
O rótulo é produzido pela tradicional Viña Canepa fundada por Giuseppe Canepa em 1930 e já em 1940 passou a exportar seus vinhos. Recentemente a vinícola firmou parceria com a Concha y Toro objetivando potencializar seu crescimento internacional.
 
A vinícola está localizada no Vale Central, região que representa a tradição da viticultura chilena. A maior concentração de vinhas e vinícolas do Chile está localizada nesta região, que compreende os vales de Maule, Curicó, Colchágua, Cachapoal e Maipo. As microregiões são muito diferentes entre si, e a característica mais notável é seu isolamento impressionante. É uma zona tradicional, grande e fértil, onde as uvas crescem bem e amadurecem facilmente.
 
Canepa Genovino é um 100% Carignan, uma casta originária da região de Aragão, na Espanha, onde também é conhecida como Cariñena. Também é amplamente encontrada no sul da França.
 
Videiras desta casta vieram parar no Maule no na década de 50 do século passado com o objetivo de ajudar a dar acidez, cor e estrutura aos vinhos produzidos com a uva País. Parte destas videiras plantadas em sequeiro* ou em vasos, sem arames de condução, que parecem mãos de grossos pulsos talhadas pelo tempo e pelas colheitas, com seus fortes dedos tortos erguendo-se no ar – ainda estão lá. São pouco mais de 500 hectares de vinhedos, alguns com mais de 60 anos de idade e são estas videiras que deram origem ao Canepa Genovino.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi escura e intensa, com lágrimas finas rápidas e abundantes. No nariz intenso, cheio de frutas negras, notas florais (violetas), de pimenta, café torrado e tostado. Em boca cheio, carnudo... mas elegante; taninos jovens e potentes, excelente acidez e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas e mostrou bom corpo com final de boca longo e com a fruta, o café e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinhaço! Potente, mastigável e que vai ganhar muito com mais alguns anos de guarda... Excelente fechamento do nosso encontro.
 
O Rótulo

Vinho: Canepa Genovino
Tipo: Tinto
Castas: Carignan
Safra: 2009
País: Chile
Região: DO Cauquenes, Valle del Maule
Produtor: Viña Canepa
Enólogo: Javier Solari
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 130,00 (R$ 110,50 para sócios do ClubeW)
Temperatura de serviço: 16°
Premiações e Pontuações: Wine Advocate - 90 Pts, Concours Mondial de Bruxelles - Medalha de Ouro
 
* Post Scriptum
 
Agricultura de sequeiro é uma técnica agrícola para cultivar terrenos onde a pluviosidade é diminuta. A expressão sequeiro deriva da palavra seco e refere-se a uma plantação em solo firme. Mas isso não impede que o plantio seja irrigado em época de seca.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Calyptra Assemblage Premium 2012 #aveclevin

O Calyptra Assemblage Premium 2012 foi o segundo vinho do encontro de fevereiro da Avec le Vin. Já havia degustado este rótulo, só que da safra de 2011 e ambos são praticamente idênticos, exceto pelo maior toque floral, conferido pela Gewürztraminer.
 
O rótulo é produzido a partir de uvas cultivadas em Coya, o que é favorecido por solos de baixa fertilidade, pedregosos e que permitem boa drenagem, produzindo um estresse natural na videira. Somado a isso, a vinícola trabalha com um sistema sustentável usando apenas produtos naturais.
 
Visualmente apresentou cor rubi intensa e brilhante com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz mostrou aromas de fruta negra madura e lichia, acompanhado de notas de violeta, rosas vermelhas, pimenta e tostado. Em boca seus taninos eram macios, sua acidez moderada e o álcool aparecendo um pouco, mas sem incomodar. Vinho de corpo médio com final de boca de média duração e com a fruta e a madeira aparecendo no retrogosto.

Um vinho agradável e fácil de beber, mas sem grandes atributos. Pronto para beber.
 
Harmonizamos com medalhão de filé mignon ao folho funghi e arroz de castanha, também preparado por Fernanda.

O Rótulo

Vinho: Calyptra Assemblage
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Gewürztraminer
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale de Cachapoal
Produtor: Calyptra
Enólogo: François Massoc
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 70,00 (R$ 49,00 no ClubeW Classic)
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 5 de março de 2014

Calyptra Pinot Noir Premium 2012 #aveclevin

No dia 22 de fevereiro tivemos mais um encontro da Avec le Vin, que teve como anfitriões os amigos Juberlan e Rejane. O tema do mês foi Chile e mais uma vez três rótulos foram degustados. Iniciamos com o Calyptra Pinot Noir Premium 2012.
 
O rótulo é produzido pela vinícola boutique chilena Calyptra que está localizada em Coya, no Alto Cachapoal. Seus vinhedos foram plantados em 1989 e estão localizados na pré-cordilheira, a quase mil metros de altitude, perto da cordilheira dos andes, região responsável pela produção de exemplares de grande frescor.

Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi rubi brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de goiaba, morango, violetas e notas sutis de especiarias, terra molhada e tostado. Em boca repetiu a fruta e mostrou notas de café e especiarias. Taninos suaves, boa acidez e álcool sem aparecer, apesar do seus 14,5%. Bom corpo e final de boca de média persistência com a fruta aparecendo no retrogosto.

Harmonizamos com um quiche de alho poró, tomate seco e queijo gruyère, maravilhosamente preparados por Fernanda.


O Rótulo

Vinho: Calyptra
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale de Cachapoal
Produtor: Calyptra
Enólogo: François  Massoc
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 70,00 (R$ 49,00 no ClubeW Classic)
Temperatura de serviço: 15°

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Luna del Cacciatore Sangiovese Di Toscana 2011

Até provar os vinhos italianos do meu primeiro ClubW, que também toram os primeiros da Confraria Avec le Vin, a minha experiência com rótulos tintos deste país não era das melhores, porém estes vieram para retirar da memória todas as experiências negativas prévias.
 
A exemplo do Il Costone, o Luna del Cacciatore também é um monocasta Sangiovese, sendo que este é produzido na região da Toscana, área central da Itália e cuja produção de vinhos é tão antiga quanto a ocupação humana. A região é famosa por seus Chiantis e Brunellos e é sinônimo prazer de viver, comer e beber bem.
 
O vinho é produzido pela Farroria Il Canneto em San Miniato-Pisa numa região montanhosana Alta Toscana e com 15 hectares de vinhedos de Sangiovese, Merlot e Colorino.
 
Produzido a partir de processos de vinificação tradicionais e com amadurecimento em barricas de carvalho francês e eslavo por 6 meses e posterior afinamento em tanques de aço inox por 4 meses e em garrafa por 2 meses.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi escura, brilhante e profunda, halo vermelho claro e com boa formação de lágrimas. No nariz rico em frutas vermelhas, pimenta, café e elegante tostado. Em boca repetiu as notas do olfato e mostrou taninos macios e boa acidez. Corpo médio com final de boca seco e com a fruta e tostado aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com um escondidinho safado: creme de macaxeira, charque desfiada e bolinho de macaxeira frita, também preparado por Fernanda.
 
Pra mim o melhor vinho (muito equilibrado) e a melhor harmonização do primeiro encontro de nossa confraria... Deixou um gostinho de quero mais... Ansioso por nosso próximo encontro com vinhos chilenos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Lina del Cacciatore Di Toscana
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Fattoria Il Canneto
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 53,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Il Costone Sangiovese Di Romagna Superiore 2011 #aveclevin

Chegamos ao segundo vinho degustado no primeiro encontro da Confraria Avec le Vin: o Il Costone Sangiovese Di Romagna 2011, um tinto da região da Emilia-Romagna.
 
O vinho é produzido pela Vinícola Braschi, fundada em 1949 e localizada na província Forli Casena. O líquido passa por maceração e fermentação à temperatura controlada e o envelhecimento é realizado em tonéis de carvalho por 12 meses, seguido por 6 meses em tanques de aço inox e mais 3 meses de garrafa.
 
O rótulo é um 100% sangiovese, casta tinta italiana, talvez a mais famosa e que é amplamente cultivada na região central da Itália, principalmente na Toscana, Úmbria e Lazio e é a principal casta do vinho Chianti. A sangiovese é uma casta que produz, via de regra, vinhos para serem consumidos jovens (3 anos) e que possuem como características cor rubi clara, elevada e agradável acidez e taninos leves.
 
E o Il Costone? Este é o puro reflexo de um varietal sangiovese.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi clara e brilhante, com halo vermelho translúcido e lágrimas densas. No nariz boa intensidade aromática, com notas de frutas vermelhas (cereja e morango), florais e de especiarias e nuances de madeira. Em boca repetiu as notas olfativas e um leve toque balsâmico; mostrou taninos finos, boa acidez e álcool na medida. Vinho de corpo médio e com final de boca agradável e de leve frescor, com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com bruschettas de pão italiano com tomate concassé e manjericão, preparadas divinamente por Fernanda.
 
O Rótulo
 
Vinho: Il Costone Di Romagna 2011
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Emilia-Romagna
Produtor: Vinícola Braschi
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 53,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 17°

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Anella Andreani DOCG #aveclevin

No último dia 31 tivemos o primeiro encontro oficial da Confraria Avec le Vin, eu e Fernanda fomos os anfitriões e o tema da vez foi Itália.
 
Degustamos três vinhos: o Prosecco Anella Andreani DOCG da região de Veneto, o Il Costone Sangiovese di Romagna 2011 e o Luna del Cacciatore Sangiovese 2011, ambos da região da Toscana.
 
Eu e Fernanda preparamos o menu do jantar de acordo com os vinhos e creio que conseguimos cumprir com a proposta: realizar um encontro descontraído e com uma harmonização simples e barata.
 
Degustamos o prosecco como aperetivo, de forma a aguçar as nossas papilas gustativas, abrindo, desta forma, o caminho para o jantar e os outros vinhos.
 
O Anella Andreani DOCG é produzido pela Casa Vinícola Botter Carlo & C. Spa, fundada por Carlo Botter em 1928 e atualmente administrada pela terceira geração da família. A empresa é lider em exportação e venda de vinhos italianos da região de Veneto.
 
Produzido pelo método Charmat visualmente apresentou uma cor amarelo palha bem claro, boa formação de espuma e perlage finíssima, abundante e de longa duração. No nariz delicado, com notas de frutas citricas e flores brancas. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou-se sedoso e fresco. Abriu muito bem os trabalhos e nos refrescou na quente noite recifense.


O Rótulo

Vinho: Anella Andreani DOCG
Tipo: Espumante
Casta: Glera
Safra: Não safrado
País: Itália
Região: Veneto
Produtor: Casa Vinícola Botter Carlo & C.S.p.A
Graduação: 11%
Onde comprar em Recife: RM Express e Wine
Preço médio: R$ 49,00
Temperatura de serviço: 8°