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sábado, 1 de outubro de 2016

Champagne Lanson Rosé Label Brut #cbe

Antes que os sinos badalem meia noite e adentremos ao dia em que escolheremos os novos prefeitos do país chego com o meu quinquagésimo quinto vinho com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "Rosé do velho mundo", sugerido pelo confrade Alexandre Takei do blog Notas Etílicas.
 
A minha escolha foi o Champagne Lanson Rosé Label Brut, cujo processo de produção consiste na ausência de fermentação malolática, modalidade adotada pela maior parte da industrias de champagnes. A fermentação dos champgnes Lanson é tradicional, preserva os aromas particulares dos vinhos e a riqueza de seu paladar aromático, aumentando seu potencial de envelhecimento e guarda. Além disso o liquido passou por um envelhecimento mínimo de 3 anos.

Vamos ao líquido!

 
Na taça apresentou cor salmão clara, brilhante e com reflexos cobre. Boa formação de espuma e perlage com bolhas pequenas, abundante e de longa persistência.
 
No nariz mostrou aromas bem vivos com notas de frutas vermelhas, rosas, seguido de mel, frutas secas, especiarias, brioche e levedura.
 
Na boca apresentou-se seco, com boa acidez, boa cremosidade e repetição das notas olfativas, mostrando em evidencia os toques de fruta deixando o líquido com um paladar elegante, rico e intenso, daqueles que enchem a boca, e faz a garrafa acabar rapidinho. Final de boca suave e bom frescor.
 
Belo champagne: elegante, refrescante e gastronômico!
 
O Rótulo

Vinho: Lanson Label Brut
Tipo: Espumante Rosé (Champagne)
Castas: Pinot Noir 53%, Chardonnay 32% e Pinot Meunier 15%
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Lanson
Graduação: 12%
Onde comprar: ? - Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 300,00
Temperatura de serviço: 8°

terça-feira, 21 de junho de 2016

Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella 2012

Poder provar alguns vinhos que dificilmente beberíamos é um privilégio e uma satisfação e isso me é possível quando participo de feiras e eventos promocionais e graças a um desses pude degustar, por duas vezes um dos mais célebres e clássicos vinhos italianos e do mundo: o Amarone, produzido na região do Vêneto.
 
Antes de falar sobre minhas impressões sobre o vinho permitam-me discorrer algumas linhas sobe o Amarone.
 
O Vêneto é a região italiana que mais produz vinhos. No nordeste do país e com capital na bela Verona, os 75 mil hectares de vinhedos cultivados geram ao ano nada menos do que 850 milhões de litros, número equivalente a três vezes o total da produção brasileira.
 
Alguns vinhos são bastante populares por lá, como o Prosecco, o Soave, o Bardolino e o Valpolicella. O grande vinho vêneto, também considerado um dos maiores da Itália, porém, é outro. Chama-se Amarone della Valpolicella, ou, para que não seja confundido com o primo mais humilde, apenas Amarone. A confusão se dá não apenas pelo nome, pois geograficamente a zona de produção do Valpolicella é exatamente a mesma do Amarone.
 
Trata-se de um conjunto de suaves colinas ao norte de Verona, entre as cidades de Grezzana e Sant'Ambrogio di Valpolicella. As uvas também são as mesmas e pela legislação italiana devem ser: 40% a 70% de Corvina, 20% a 40% de Rondinella, 5% a 25% de Molinara. A primeira dá cor, caráter e maciez; a segunda contribui com a estrutura, e a terceira com a acidez e um delicado toque amargo.

O Amarone é bastante concentrado e seu teor alcoólico é elevado - nunca menor do que 14%, e pode chegar aos 17%. Além disso o vinho é "turbinado" por um procedimento conhecido como apassimento. A técnica consiste em deixar as uvas em caixas ou esteiras de quatro a cinco meses, em vez de serem esmagadas e fermentadas após a colheita. Durante este período, os frutos perdem cerca de 35% de seu peso - tornado o vinho, automaticamente, mais caro - e se tornam mais concentrados em perfumes, elementos gustativos e açúcares. As uvas adquirem um caráter resinoso não observado nas fermentações convencionais , e se convertem em um vinho de elevado teor alcoólico.
 
Um outro fator pode afetar a bebida. Eventualmente, em anos mais úmidos, alguns cachos são atacados pelo fungo Botrytis cinerea, também conhecido como "podridão nobre". Esse ataque é sempre bem-vindo pois imprime mais maciez, complexidade e intensidade aromática ao vinho.
 
Em janeiro ou fevereiro, a fermentação finalmente acontece, com longa maceração (contato do suco com as cascas da uva). O vinho é amadurecido, por lei, em barris de carvalho durante um período mínimo de 25 meses. O barril tradicionalmente utilizado é de tamanho grande (cinco mil litros), e de madeira usada. Alguns produtores já começam a usar recipientes menores de madeira nova, imprimindo aos seus produtos um estilo mais moderno. Esse estágio em madeira pode chegar a 48 meses. Antes de chegar ao mercado, o vinho descansa em garrafa por um ano. Este tempo em barricas confere a todos os Amarones um típico toque de oxidação.
 
Na taça mostrou cor rubi com reflexos sutilmente alaranjados. Intensa formação de finas e rápidas lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos sendo possível perceber notas de cereja, ameixa, framboesa, violetas, passas, folhas e frutos secos, especiarias, café, menta e tostado.
 
Em boca um vinho com taninos redondos e macios, acompanhados de boa acidez e álcool a 15,5% sem incomodar, mostrando excelente equilíbrio. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo, elegante e complexo, com as notas de frutos secos e passas aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella
Tipo: Tinto
Castas: Corvina Veronese 65%, Molinara 18% e Rondinella 17%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Vêneto
Produtor: Giacomo Montresor
Graduação: 15,5%
Onde comprar / Importador: Banca do Ramon / Cantu
Preço Médio: R$ 400,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 14.04.2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013

Você conhece vinhos da sub região Chablis? Se sua resposta foi negativa você não sabe o que está perdendo.
 
Chablis é uma pequena vila na Borgonha a 120 quilômetros a noroeste de Dijon. Única sub região da Borgonha que está separada das demais e, apesar de produzir alguns tintos, é pelos seus brancos que é conhecida, sendo considerada nada mais nada menos como o melhor terroir da Chardonnay do mundo.
 
A classificação do Chablis varia do básico Petit Chablis, passando pelo Chablis (Premier Cru), chegando ao topo, os Grand Cru. Variações de solo, localização do vinhedo e insolação ao final do período de maturação determinam a qualidade final do produto.
 
Recentemente degustei o Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013, produzido pela vinícola de mesmo nome. O nome "Desvignes", anteriormente escrito como "des Vignes", que significa "da videira" , é um indício claro para o tipo de exploração no qual a família sempre se especializou. A família Pasquier Desvignes está a frente do Domaine du Marquisat desde 1420.
 
Em 1823 , César Desvignes, jurou com seus irmãos, prometendo que o nome Desvignes ficaria para sempre ligado ao Domaine du Marquisat. Em memória deste pacto, a casa de Pasquier Desvignes, através da seleção das uvas, vinificação e armazenamento dos seus vinhos, tem perpetuado o know how ancestral em que a sua reputação é construída.
 
Pasquier Desvignes é mais do que uma tradição de viticultura que mede 5 séculos, é um grande vinícola que o longo dos anos tem-se expandido com sucessonas denominações do Rhône e da Borgonha.
 
Sem mais delongas vamos as minhas impressões sobre o líquido.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, límpida e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas florais e frutados de grande intensidade e leve toque de defumado e tostado.
 
Em boca leve, fresco, mineral e equilibrado. Repetiu as notas olfativas e aliado a estas trouxe um leve e delicado toque toque amanteigado. Final de boca de média persistência e a suavidade e o frescor dando o acabamento.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Pasquier Desvignes Chablis AOC
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: França
Região: Chablis, Borgonha
Produtor: Pasquier Desvignes
Graduação: 12,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 168,00 (R$ 70,00 em 2015)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 14.04.2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Taylor´s Select Reserve Port: vigor, corpo, untuosidade e muita frunta na taça

Na última segunda participei de mais uma edição do Winebar, a qual teve como tema o Vinho do Porto e contou com a participação Fernando Seixas, responsável pela marca Taylor´s no Brasil. Na ocasião os participantes puderam aprender um pouco mais sobre vinho do porto e também foram apresentados dois vinhos, sendo um deles o Select Reserva, vinho este que degustei há mais ou menos um ano e ainda não havia comentado aqui.
 
Mas, antes de falar sobre minhas impressões sobre o vinho permitam-me falar um pouco sobre a Taylor´s.
 
Criada há mais de três séculos, em 1692, a Taylor’s dedica-se exclusivamente à produção de vinho do Porto e, especialmente, aos seus melhores estilos.
 
A Taylor’s tem o compromisso de permanecer independente e familiar. O patrimônio familiar garante a continuidade de propósito necessário para fazer vinhos de qualidade e de caráter.
 
A independência da Taylor´s também contribui para a proteção do seu futuro como produtor dos melhores vinhos do Porto, permitindo-lhe tomar decisões e fazer investimentos que estão mais de acordo com os interesses a longo prazo da empresa e das futuras gerações.
 
Como uma empresa familiar cujo sucesso é inseparável do sucesso da própria região do Douro, a Taylor’s continua empenhada em proteger esta bela região praticando uma viticultura que é economicamente e ambientalmente sustentável. O futuro do Vale do Douro e do seu ambiente único é também o futuro do vinho do Porto, um dos grandes vinhos clássicos do mundo e uma parte insubstituível do patrimônio da humanidade.
 
O Select Reserva da Taylor’s é elaborado a partir de um lote de jovens vinhos do Porto cuidadosamente selecionados e produzidos nas áreas do Baixo Corgo e do Cima Corgo, na região do Douro. Estes vinhos estagiam cerca de três anos em tonéis de carvalho, onde suavizam e desenvolvem sem perder o seu caráter fresco.

Na taça mostrou cor rubi profunda, intensa, brilhante e límpida. Lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra em compota, frutos secos, especiarias, cedro e tostado.
 
Em boca um encorpado, vigoroso, untuoso e sedoso, mas sem perder o toque frutado. Boa acidez. Repetição das notas olfativas e final de boca longo e equilibrado.

Se você é fã de vinho do porto como eu não pode  deixar de deliciar-se pelos produzidos pela Taylor’s, que para muitos é a mais ilustre casa produtora de vinhos do Porto.

O Rótulo
 
Vinho: Taylor´s Select Reserve Port
Tipo: Porto
Castas: Blend de castas durienses
Safra: Não Safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Taylor´s
Graduação: 20%
Onde comprar / Importador: Wine/ Qualimpor
Preço Médio: R$ 180,00 (R$ 70,00 em 2015)
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 07.06.2015

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O sensacional sul africano The Joshua shiraz-viognier 2011

Na minha vida de enófilo e de blogueiro poucos foram os vinhos sul africanos degustados e se for considerar os que me agradaram esse número fica ainda mais diminuto, mas há pouco mais de mês tive a oportunidade de degustar um rótulo que fez meus olhos brilharem; trata-se do Granhan Beck The Joshua Shiraz-Viognier 2011.
 
O vinho é produzido pela Graham Beck Wines, uma adega familiar que está entrando em sua terceira geração. Fundada em 1983, quando o empresário Graham Beck comprou a fazenda Madeba fora da cidade do Cabo Ocidental, em Robertson com a ambição ardente de estabelecer uma adega de classe mundial na região. O sucesso do vinhedo em Robertson estendeu-se para um segundo vinhedo da Graham Beck em Franschhoek, uma das regiões vinícolas mais antigas da África do Sul.
 
Os vinhedos da Grahan  estão localizados em quatro fazendas diferentes na província de Western Cape, possibilitando ter acesso a variedades de uvas cultivadas nas condições climáticas e solos a que são os mais adequados.
 
O vinho é elaborado a partir de 94% Shiraz e 6% Viognier, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês (90%) e norte-americano (10%) e não filtrado para maximizar a cor e os aromas.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi, intensa e brilhante. Lágrimas abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade e complexidade marcado pela presença da fruta (ameixa e cassis), seguido de notas florais, menta, especiarias, café, chocolate, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho espetacular, encorpado e estruturado. Taninos vivos, porém sedosos, acidez marcante e álcool a 14,6%, sem incomodar, mas mostrando que o vinho pede uma boa e suculenta carne vermelha. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado.
 
Vinho sensacional, pronto pra beber, mas que tem tudo para evoluir em garrafa por mais alguns anos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Graham Beck The Joshua
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz 94% e Viognier 6%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Paarl, Western Cap
Produtor: Graham Beck Wines
Enólogo: Pieter Bubbles
Graduação: 14,6%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 230,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 14.04.2016

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2008

O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, região do Piemonte e sob DOCG ou "Denominação de Origem Controlada e Garantida". Ficou conhecido como o Rei dos Vinhos e o Vinho dos Reis. O nome Barolo está ligado à família Falletti, então Marqueses de Barolo, que iniciaram a produção dos vinhos na região.
 
O Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG é produzido pela família Rivetto, que iniciou sua produção de vinhos no ano de 1902 com uma vinícola familiar e artesanal no Piemonte. A tradição na produção artesanal e de baixo rendimento por planta e um método de condução de vinhedos baseado em princípios orgânicos se mantem até os dias atuais, o que os distingue das vinícolas de grande produção do Piemonte.
 
As vinhas que deream origem ao produto estão plantadas a uma altitude de 410 metros. O terreno é composto por argila e calcário, com grande presença de magnésio. A altitude e o solo proporcionam uma uva com boa acidez e um final de maturação.
 
Estagia por 30 meses em barricas de carvalho eslavono, seguido de mais 10 meses de afinamento em garrafa.
 
Na taça o vinho mostrou cor rubi granada e halo com nuances alaranjadas. Boa formação de lágrimas, finas e que tingiram as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos marcado composto por notas de frutas vermelhas, alcaçuz, terrosas, alcatrão, balsâmicas, tabaco e tostado.
 
Em boca mostrou-se encorpado com taninos finos, acidez viva e vibrande. Tríada tanino-acidez-álcool em perfeita harmonia. Repetição das notas olfativas. Final de boca persistente e com notas balsâmicas, minerais e provenientes da passagem por barricas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fino, harmônico e no ponto! Definitivamente Barolo é um dos grandes vinhos que devem passar pela taça do enófilo eo Rivetto é uma excelente opção.
 
O Rótulo
 
Vinho: Rivetto Barollo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Nebbiolo
Safra: 2008
País: Itália
Região: Piemonte
Produtor: Rivetto
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 455,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 WS
Degustado em: 14.04.2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Chard simples, correto e com boa tipicidade

Gosta de vinhos produzidos com a Chardonnay, mas que sejam simples, corretos, com boa tipicidade e que possuam um caráter descontraído então vai gostar do Errázuriz Reservado Chardonnay.
 
O vinho é produzido pela Viñedo Errazuriz Ovalle S/A, fundada em 1992. A vinícola é a maior empresa familiar de vinhedos e bodegas do Chile. Localizada no Valle de Colchagua e Lontue os campos dos vinhedos da Errazuriz Ovalle cobre, uma extensão de 2500 hectares.
 
Com vinhedos cuidadosamente irrigados por gotejamento, 2000 hectares destes vinhedos estão localizados nos Valles de Colchagua, que pertencem à família a mais de cem anos.
 
Na taça apresentou cor amarelo esverdeada com toques dourados bem claros.
 
No nariz mostrou toda a tipicidade da chardonnay: aromas de frutos brancos como pêra e pêssego, abacaxi e maracujá e flor de laranjeira.
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e boa repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade com o maracujá e o toque floral aparecendo no retrogosto.

Vinho super tranquilo e fácil de beber. Acompanhou bem um canellone de camarão.

O Rótulo

Vinho: Errázuriz Reservado
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2014
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viñedos Errazuriz Ovalle
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 8°

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Casanova di Neri Ir Rosso DOC 2013 #winebar

Em agosto participei de uma excelente edição do WINEBAR, na qual o Daniel Perches conversou com nada mais nada menos que Giacomo di Neri, proprietário da Vinícola Casanova di Neri, uma dos mais aclamados produtores da região de Montalcino, que tem seus vinhos importados com exclusividade pela Expand.
 
A vinícola Casanova di Neri foi fundada em 1971 por Giovanni Neri, com a compra de uma grande propriedade em Montalcino na Toscana. Hoje, sob o comando de Giacomo Neri, a vinícola possui mais de 55 hectares, subdivididos em 5 regiões: Pietradonice no sudeste de Montalcino, Le Cetine ao sul, Cerretalto e Fiesole ao leste e Podernuovo que ocupa a posição mais alta.
 
A região da Toscana é uma das mais aclamadas no mundo do vinho e é famosa pelos Brunellos di Montalcino, mas a região produz outros vinhos de excelente qualidade e menor custo, como é o caso do Rosso.
 
O mítico Brunello – sonho de consumo de muitos – é feito com um clone especial da sangiovese, vem de pequenas áreas demarcadas e garantidas (não mais do que 6.600 garrafas por hectare) e envelhece pelo menos 5 anos após a colheita, sendo dois em barris e 4 meses afinando na garrafa antes de ser liberado ao mercado.
 
Rosso em italiano significa vermelho e Brunello na cidade de Montalcino significa escuro. Portanto, a sangiovese leva o nome local de brunello em Montalcino. No caso dos Rossos a sangiovese usualmente produz um vinho alegre e jovem, para se tomar novo.
 
O Casanova di Neri Ir Rosso DOC foi elaborado pela primeira vez em 2006 e trata-se do vinho mais simples da vinícola. O mesmo é produzido com uvas que são colhidas manualmente e que são vinificadas em tanques de aço inox sob temperatura controlada durante 18 dias para o Sangiovese e 9 dias para o Colorino. Em seguida o vinho descansa por 24 meses em barricas de carvalho e 6 meses em garrafa para o afinamento das notas aromáticas e gustativas.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi de média intensidade, brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz trouxe aromas intensos e complexos com destaque para notas de frutas vermelhas, violetas, folhas secas, terra molhada, chocolate, coco queimado e cedro, tudo bem equilibrado e integrado, não deixando nenhuma pista de que passou por 24 de barrica.
 
Na boca o vinho mostrou taninos redondos, macios e levemente adocicados em boa harmonia com a boa acidez, típica da casta e os 13,5% de álcool. Repetição das notas olfativas que passearam deliciosamente pela boca. Final de boca seco e de maravilhosa persistência marcado por notas de café torrado, terrosas e de madeira aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicioso, um dos melhores exemplares do país da bota que já provei e que me deixou extremamente curioso quanto aos Brunellos deste produtor, uma vez que este é o vinho mais simples dele.
 
Por aqui harmonizamos um filé mignon guarnecido de um delicioso penne com mix de queijos... o par ficou perfeito, de lamber os beiços.

O Rótulo

Vinho: Casanova di Neri Ir Rosso
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese e Corolino
Safra: 2013
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Casanova di Neri
Graduação: 14%
Enólogo: Giacomo Neri
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 180,00
Temperatura de serviço: 18°

Notas:

1. O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos Casanova di Neri.

2. Para assistir o vídeo completo da degustação basta clicar aqui.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Champagne Lanson Black Label Brut #CantuDay

Entre cavas, proseccos e espumantes degustados no Cantu Day o destaque ficou por conta do Champagne Lanson Black Label Brut elaborado pela Lanson com Chardonnay (35%), Pinot Noir (50%) e Pinot Meunier (15%),
 
O processo de produção deste champagne consiste na ausência da fermentação malolática, modalidade adotada pela maior parte da indústria de Champagnes. A fermentação dos Champagne Lanson, preserva os aromas particulares dos vinhos e a riqueza de seu paladar aromático, aumentando seu potencial de envelhecimento e guarda. 
 
O Lanson Black Label Brut ficou 3 anos em contato com suas borras (segunda fermentação) e tem 11,3 gramas de açúcar residual.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha bem límpida, boa formação de espuma e perlage de tamanho médio, abundante e de longa persistência
 
No nariz mostrou aromas bem vivos com notas de frutas brancas e cítricas, seguido de mel, frutas secas, brioche e toques sutis de tosta.
 
Na boca apresentou-se seco, com boa acidez, boa cremosidade e repetição das notas olfativas, mostrando em evidencia os toques de fruta deixando o líquido com um paladar rico e intenso, daqueles que enchem a boca, e faz a garrafa acabar rapidinho. Final de boca seco e longa permanência.
 
Belo champagne: refrescante e gastronômico!
 
O Rótulo

Vinho: Lanson Black Label Brut
Tipo: Espumante (Champagne)
Castas: Chardonnay 35%, Pinot Noir 50% e Pinot Meunier 15%
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Lanson
Graduação: 11%
Onde comprar: ? - Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 250,00
Temperatura de serviço: 8°
Pontuações: 91 pts Wine Spectator

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Poças Símbolo 2010, o destaque entre os portugueses do #CantuDay

É inegável: os vinhos portugueses figuram entre os meus favoritos e isto se dá por inúmeras razões, dentre as quais posso citar os seus vários terroirs possibilitando vinhos com uma diversidade incrível de características, capaz de agradar todos os paladares.
 
Durante o Cantu Day que ocorreu no início do mês eu pude degustar inúmeros rótulos de Portugal, mas o grande destaque ficou por conta dos vinhos do produtor Poças Júnior, uma novidade no catálogo da Importadora Cantu.
 
Os vinhos têm expressiva qualidade e equilíbrio, sendo o Poças Símbolo 2010 um delicioso exemplar produzido com as principais castas tintas portuguesas e pra mim um dos 5 melhores vinhos que degustei no evento.
 
O vinho produzido com as melhores uvas provenientes de vinhas com 40 a 60 anos de idade das duas propriedades da empresa no Douro Superior e Ervedosa do Douro, e vinificado na Quinta das Quartas (Régua). Este vinho procura materializar a filosofia subjacente ao seu nome: ser um símbolo da sua origem
 
Vindima manual, com transporte em caixas de 30 kg. Fermentação a temperatura controlada com remontagem e maceração prolongada. Envelhecimento em barricas de carvalho francês “Allier” e de carvalho americano com 300 Litros de capacidade, durante 18 meses, seguido de estágio em cubas de aço inox até á data de engarrafamento.

Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante. Lágrimas abundantes, finas e lentas

No nariz mostrou-se muito intenso, com notas de frutas vermelhas, flores, especiarias, tabaco, café, chocolate amargo e toques delicados de madeira

Em boca mostrou-se encorpado e complexo. Taninos potentes, porém redondos e macios, em equilíbrio com a deliciosa acidez e os 13,5% de álcool. Repetiu as notas olfativas e grande integração entre aromas primários e secundários. Final de boca persistente e com notas de chocolate e tostado aparecendo no retrogosto.

Um baita exemplar do Douro e que mostrou um conjunto equilibrado e elegante.


O Rótulo

Vinho: Poças Símbolo
Tipo: Tinto
Casta: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Poças Júnior
Enólogos: Jorge Manuel Pintão e Luís Rodrigues
Graduação: 13,5%
Onde comprar: ? Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 190,00 (na Cantu)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker e 93 pts Wine Enthusiast

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Os belos Pinot Noir do Oregon #cantuday

Quando falamos em vinhos dos Estados Unidos logo nos vem a mente os produzidos na Califórnia e quando o quesito é Pinot Noir Americano os do Napa Valley são os mais conhecidos, contudo há muita coisa boa por lá, como é o caso dos vinhos do Oregon.
 
O estado do Oregon localiza-se ao norte do estado da Califórnia e ao sul do estado de Washington. Suas regiões vinícolas se estendem pelos vales formados entre a Cordilheira Costeira e os Montes das Cascatas.
 
A indústria vitivinícola do Oregon só surgiu a partir de 1960, com a segunda onda de produtores de vinho americano, que ocorreu quando alguns produtores insatisfeitos com seus resultados na Califórnia e buscando alternativas para se fazer um vinho mais elegante e de estilo europeu, decidiram explorar o potencial de alguns vales do Oregon.
 
O estado do Oregon pode ser dividido em três grandes regiões produtoras: Willamette Valley, Umpqua Valley e Rogue Valley.

A melhor e mais destacada região é Willamette Valley, que se estende desde o sul da cidade de Portland até a cidade de Eugene. O clima é frio e úmido, as vinhas estão plantadas nas encostas e tem orientação sul/sudeste. O solo é vulcânico com presença de ferro.
 
Uma das principais vinícolas de destaque do estado é a King Estate Domaine, que foi considerada pela Wine Enthusiasts entre os top 100 produtores de vinhos do mundo do ano de 2014 e é um dos lançamentos da Cantu em 2015.
 
King Estate segue uma tendência de utilização de técnicas modernas mais naturais no manejo dos vinhedos próprios, e já é vista como uma das favoritas nos Estados Unidos. Além disto seu vinhedos estão localizado em uma área com grande amplitude térmica e estabilidade climática e os vinhos possuem certificação de produto orgânico.
King State Acrobat 2012
As uvas que deram origem a este vinho foram desengaçadas antes de serem mergulhadas a frio e durante vários dias foram prensadas e bombeadas para extração da cor da casca. Após a fermentação, o vinho foi transferido ao barril onde ele foi submetido à fermentação maloláctica para conferir uma textura mais macia  e aumentar a complexidade. O processo é finalizado com 6 meses de envelhecimento antes de ser engarrafado.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi clara, de pouca intensidade e lágrimas translúcidas finas e rápidas.

No nariz aromas de boa intensidade com a fruta (cereja, amora e framboesa) aparecendo em primeiro plano e sendo seguido de notas de terra molhada, couro e baunilha.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e em bom equilíbrio com a acidez. Repetiu as notas olfativas e um final de boca seco e de boa persistência.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: King State Acrobat
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Estados Unidos
Região: Oregon
Produtor: King State Oregon Wines
Graduação:  13,5%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 130,00
Temperatura de serviço: 14° a 16°
Pontuações e Premiações: Top 100 de 2014 pela Wine Espectator, 90 pts pela Wine & Spirits
 
 
King State Signature 2012
Um dos mais conhecidos Pinot Noir na América. As uvas são cultivadas seguindo rigorosas normas de cultivo orgânico e sustentável.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram meticulosamente selecionadas a mão e antes de serem desengaçadas, em seguida, passam por fermentação em aço inoxidável seguido por fermentação maloláctica. Envelhecido 8 meses em carvalho francês (25% Novo, 25% 1 ano, 25% 2 ano, 25% neutro).
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi clara e boa formação lágrimas, que apresentaram-se translucidas finas e lentas.

No nariz aromas ainda mais intensos que os observados no Acrobat , mostrando complexidade. Pude observar notas de frutas negra madura, chocolate amargo, tabaco, estrume, couro e elegante.

No paladar apresentou taninos macios e elegantes, alta acidez e álcool na medida certa. Final de boca seco e de longa persistência com repetição do chocolate, tabaco e estrume aparecendo no retrogosto.
 
Excelente vinho! Elegante, equilibrado e com boa estimativa de guarda.
 
O Rótulo
 
Vinho: King State Signature
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Estados Unidos
Região: Oregon
Produtor: King State Oregon Wines
Graduação:  13,5%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 260,00
Temperatura de serviço: 14° a 16°
Pontuações e Premiações: Double Gold Medal Oregon Wine Awards

domingo, 16 de agosto de 2015

Schloss Johannisberger e seus deliciosos vinhos do mais antigo vinhedo Riesling do mundo #CantuDay

Dando sequência as postagens sobre os vinhos degustado no Cantu Day Recife, realizado no último dia 11, irei falar sobre os vinhos alemães da Vinícola Schloss Johannisberger e seus fantásticos e deliciosos rieslings.

 
A vinícola Schloss Johannisberger, esta localizada na região do Rheingau, uma privilegiada região. A propriedade foi citada pela primeira vez num inventário da Abadia Sanctis Johannis (São João Batista), em 1143. É uma das mais antigas em atividade de todo o mundo e é a primeira vinícola de Riesling do mundo, tendo cultivado e aprimorado a casta principal do país há cerca de 300 anos.
 
A região do Rheingau, na Alemanha, produz vinho desde a Alta Idade Média, e as primeiras mudas foram levadas pelos romanos, já no fim do Império, mas a viticultura se desenvolveu, de fato, apenas na Época dos Carolíngios, sob a dinastia de Carlos Magnus. O terroir local é frio, chove pouco, e tem muita luminosidade, embora pouco calor. O solo é formado por calcário e pedras: o local da uva Riesling por excelência.

Em 1870 notas fiscais de comerciantes holandeses mostram que o vinho era vendido aos ingleses como “First Growth”, termo que se assemelha ao “Grand Cru”, da Borgonha. No ano 2.000 foi classificado como vinhedo “Grosses Gewäsh”, equivalente alemão ao Grand Cru da Borgonha.
 
Vamos aos vinhos!

As uvas que deram origem aos vinhos são provenientes de um vinhedo íngreme com 45º de inclinação e 181m acima do nível do mar. A floresta no topo do Taunus protege as vinhas dos ventos frios do Norte e do Sul do Reno. O solo dos vinhedos conferem boa mineralidade a Riesling.

São fermentados a frio, lentamente, em barricas de carvalho das florestas do Rheingau, pois os enólogos acreditam que usar madeira autóctone ao invés de barrica importada deixa o vinho mais integrado e mais preparado para o envelhecimento.
 
Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken 2013
 
A viticultura 2013 apresentou condições meteorológicas adversas, resultando em um rendimento reduzido em um terço de uma cultura média. Mas a qualidade foi muito boa, resultando em um vinho rico em extrato.

Uvas colhidas manualmente, com fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 4 meses.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada brilhante.

No nariz revelou aromas frutado como de pêssego maduro, abacaxi e lichia, seguido de notas de flor de laranjeira e jasmim e ainda um sutil toque de mineralidade.

No paladar apesar sutis notas adocicadas apresentou-se seco e suculento, com uma equilibrada e deliciosa acidez, que confere grande frescor ao líquido. Final de boca longo e com repetição das notas olfativas no retrogosto.
 
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2013
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:12,2 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 200,00
Temperatura de serviço: 8° a 10°


 
 
Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese

Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 5 meses.
 
O paladar é limpo e brilhante intenso com frescura, bem integrada
doçura, delicadeza e suculentas frutas, realmente muito longo e muito elegante.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha.

No nariz mostrou belos e intensos aromas de frutas (damasco, tangerina e maçã) e flores brancas (rosas, jasmim, flor de laranjeira e cravo).

No paladar revelou grande intenso frescor bem integrado ao dulçor; repetiu as notas olfativas de forma delicada e elegante. Final de boca longo e com a tangerina aparecendo no retrogosto.
 



O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:10,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 350,00
Temperatura de serviço: 10°



 
Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
 
Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 6 meses.

Aroma complexo pedra amarela mostrando frutas como um pêssegos e damascos, limão, lavanda,
dica de smoky minerais e elegante picante no fundo.
O paladar é concentrado e tocas com apetitosos acidez e um final longo,
ótimo acabamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada profunda e intensa.

No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas minerais aparecendo no início, seguido de aromomas de nectarina, damasco, limão, toque floral (lavanda), de especiarias, de fumaça e de petróleo.

No paladar apresentou boa concentração e apetitosa acidez, fazendo a boca salivar desde o primeiro gole. Final de boca longo e equilibrado com repetição do mineral, do defumado e do derivado de petróleo confirmando o olfato.
 
O vinho tem um aroma incrível e seu sabor parece não terminar nunca.
 

O Rótulo

Vinho: Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação: 12,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 530,00
Temperatura de serviço: 10°
 
Os vinhos são vinificadas em uma diversidade de estilos, que vão do seco à doce, e mesmo com sua baixa teor de álcool, eles são ricos em sabor, elegância e aromas, pena que não são para todos os bolsos, inclusive o meu.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

terça-feira, 30 de junho de 2015

O delicioso e surpreendente Arboleda Pinot Noir 2013

No último dia 10 participamos de mais uma excelente edição do WINEBAR, transmitido diretamente da Expand e que contou com a participação da Maria Eugênia Chadwick, da Viña Arboleda.
 
A Viña Arboleda é uma jovem vinícola chilena (fundada em 1999), projeto pessoal de Eduardo Chadwick na região do Aconcagua. Seu nome é uma homenagem às árvores nativas preservadas em suas vinhas.
 
Maria Eugênia Chadwick, filha de Eduardo Chadwick,  foi anunciada, este ano, como embaixadora internacional da marca. Ela é designer, formada pela Universidade Pontifícia Católica do Chile. Tendo crescido em um ambiente de vinhos e acompanhado seu pai em várias viagens que deram oportunidade de conhecer e interagir com personalidades da indústria, ela mantém a tradição da família e a paixão pelo vinho, passando a integrar formalmente a Viña Arboleda como Brand Manager desde março de 2015.
 
Na ocasião foram apresentados e degustados 3 rótulos da vinícola: Arboleda Chardonnay, Arboleda Pinot Noir e Arboleda Carménère. Neste post irei falar apenas do Pinot.
 
Os frutos que deram origem ao Arboleda Pinot Noir são provenientes de vinhedos próprios localizados na região costeira de Aconcágua ou “Aconcágua Costa”, perto do oceano Pacífico, na localidade denominada “Chilhué” onde  a corrente de Humboldt e o degelo Antártico influenciam marcadamente o clima, com um gradiente térmico mais elevado.
 
O vinho passou por uma maceração a frio de 4 a 7 dias a uma temperatura de 8° a 10°C antes da fermentação, para extrair os intensos sabores e aromas. A fermentação alcoólica foi feita em tanques abertos e se extendeu por 8 a 20 dias. E por fim o vinho foi envelhecido durante 12 meses em barricas de carvalho francesas, das quais 25% novas.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi com boa transparência e lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz aromas de folhas secas, tabaco, fumaça e  é claro notas de frutas vermelhas; mas, olfativamente esse vinho me transportou para as caves onde repousam as barricas de carvalho, contudo não com exagero em notas provenientes da passagem por barricas e sim com complexos e elegantes aromas que resultam do uso bem feito da madeira.
 
Em boca um vinho de corpo médio e elegante, com taninos macios e ótima acidez, conferindo frescor ao líquido. Repetição das notas olfativas em boca e final longo e marcado pela presença bem integrada da fruta e da madeira no retrogosto.
 
Um delicio exemplar da Pinot Noir proveniente da DO de Aconcagua Costa.
 
A harmonização ficou por conta de um delicioso e delicado Risoto de Aspargos e Presunto de Parma lindamente preparado por Fernanda.


O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2013
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 13,5%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 155,00
Temperatura de serviço: 16°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Degustamos com exclusividade as edições limitadas do Nosotros Sofita e Nosotros Francis

"A linha Nosotros celebra o esforço de todas as pessoas que trabalham no dia a dia para criar estes vinhos. É considerado a 'seleção das seleções' da bodega".

No fim do mês de março tive o prazer e a honra de degustar alguns dos principais rótulos da competente Susana Balbo, dentre os quais as edições limitadas do Nosotros Sofita e do Nosotros Francis. De cada um dos vinhos foram produzidos cerca de 4 mil garrafas e, segundo representante da Dominio del Plata no Brasil, apenas duas garrafas de cada vinho vieram ao país, duas das quais foram abertas com exclusividade em almoço para formadores de opinião no Restaurante La Cuisine Bistrô.
 
Nosotros Sofita
 
O nome “Sofita” é uma homenagem em memória de uma amiga querida, nascida na Lituânia. "Ela
era culta e elegante; morreu repentinamente em 2010. Gostava muito de flores, razão pela qual Susana, escolheu a uva cabernet franc para representá-la”. O desenho cheio de flores, que estampa o rótulo foi desenhado por sua filha, Ana Lovaglio e completa a homenagem a amiga.
 
O Nosostros Sofita é um blend de Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente nos vinhedos de Agrelo a 1080 metros de altitude.  Após a colheita e o processo de seleção de uvas é realizada uma maceração a frio com leveduras nativas. Em seguida parte das uvas fermenta em barricas de carvalho de 500 litros e "toneis" de concreto em formato de ovo, com o objetivo de preservar características frutadas e agregar taninos ao líquido. Por fim o vinho matura por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e mais três anos em garrafa.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea brilhante, com lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz mostrou aromas de frutas negras, violetas, rosas, pimenta, especiarias, chocolate, café torrado, baunilha e tostado. Em boca um vinho intenso e elegante, com taninos redondos em perfeita harmonia com a acidez e os quase 15% de álcool. Final de boca longo com notas de fruta madura, café e cedro aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Nosotros Sofita
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 70%, Cabernet Franc 25% e Cabernet Sauvignon 5%
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
Nosotros Francis
 
O nome deste outro vinho também é uma homenagem e um breve resumo do porque deste nome nos foi contado pela Susana. “Um casal de amigos perdeu o único filho, vítima de um câncer de cérebro. Depois de sete anos, quando eles já não imaginavam que teriam outros filhos, chegou Francis.” Assim como no Sofita o desenho que estampa o rótulo do Francis foi feito por Ana Lovaglio.
 
A produção do Francis segue o mesmo padrão do Sofita e no seu blend além das castas presentes no Sofita com com emblemática uruguaia: Tannat, dando ao vinho mais intensidade e potência.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi violácea profunda e brilhante e cheio de lágrimas que escorrem tingindo as paredes da taça. No olfato um vinho que mostra toda sua jovialidade, com notas de fruta frescas, intercaladas com sutis aromas de especiarias, pimenta seca, baunilha, chocolate amargo e madeira. Em boca um vinho potente, estruturado, que ainda vai amaciar com o passar dos anos. Repetição das notas olfativas e final de boca longo.
 
O Rótulo

Vinho: Nosotros Francis
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 50%, Cabernet Sauvignon 30%, Cabernet Franc 10% e Tannat 10%
Safra: 2011
País: Argentina
Região: Vale de Uco
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
 
Quem visitar a Argentina não pode deixar de passar pela Domínio del Plata e deleitar-se por toda linha de vinhos da vinícola e coroar a degustação com os 3 vinhos Nosostros.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Nosotros: a obra prima de Susana Balbo

Degustei toda linha Nosostros da Domínio del Plata durante evento promovido pela Importadora Cantu no Restaurante La Cuisine Bistrô e nas linhas deste post irei falar sobre o Nosotros, um vinho premium que reflete toda a excelência da casta Malbec.
 
O vinho é especial e fruto de um trabalho primoroso de Susana Balbo e toda sua equipe. O Nosotros é um blend nascido de várias rodadas de degustação de vinhos provenientes dos terroirs de Agrelo, Anchoris, Altamira e Los Aboles.
 
Após concluída a seleção dos vinhos o produto final amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês criteriosamente selecionadas nos melhores lotes por Susana Balbo e posterior afinamento em garrafa por mais 2-3 anos em temperatura controlada entre 13° e 15°.
 
Visualmente o vinho mostrou, apesar dos 6 anos de vida, uma cor rubi violácea denotando jovialidade, lágrimas abundantes finas e rápidas. No nariz um vinho de grande complexidade aromática, no qual pude perceber aromas de cereja, cassis, ameixa, violeta, pimenta, chocolate, café, baunilha e tostado. Em boca apresentou-se exuberante: potente, encorpado, mas sedoso; seus taninos simplesmente magníficos, aveludados e adocicados. Os sabores repetiram-se de forma fiel, com grande integração entre madeira e fruta. Final de boca persistente e inesquecível.
 
Vinho memorável e que vai ficar guardado nas minhas memórias. E, antes que eu esqueça, o belo desenho que estampa o rótulo foi desenhado a mão pela própria Susana Balbo.
 
Para harmonizar uma bela carne vermelha, mas me perdoem esse aí eu beberia gole a gole, apreciando cada gota do vinho sem nenhum acompanhamento.
 
Deste primoroso exemplar da casta malbec foram produzidos apenas 12.000 garrafas e segundo a própria Susana Balbo um vinho com estimativa de guarda de 30 anos, que podem se tornar 50 anos se a cada 10 anos forem trocadas suas rolhas.
 

O Rótulo
 
Vinho: Nosotros
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2009
País: Argentina
Região: Agrelo e Anchoris - Luján de Cuyo; Altamira - Valle de Uco; e Los Aboles - Tunuyán
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Cantu
Preço médio: R$ 577,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mama mia che Sangiovese #winebar #buenowines

Você sabia que Galvão Bueno produz vinhos? Pois bem ele produz não só vinhos, mas bons vinhos aqui no Brasil, na Região da Campanha Gaúcha e na Itália na Região da Toscana.
 
E foram dois de seus vinhos os personagens do último WINEBAR: o Bueno La Valletta Sangiovese 2011 e o Paralelo 31 2011. Para falar sobre os vinhos o Daniel Perches e o Alexandre Frias conversaram com o Winemaker  Roberto Cipresso.
 
O Cipresso é um enólogo italiano de larga experiência e que coleciona alguns bons títulos como o de "Melhor Enólogo Italiano", em 2006 e o de "Homem do Ano", pela revista Men´s Health, em 2008. Além disso, ele produziu o Cuvée feito especialmente para o Papa João Paulo II, em 2000.
 
Neste post falaremos sobre o Bueno La Valletta Sangiovese, nosso preferido dentre os dois. Produzido em Lorenzana no coração do Chianti - Toscana, vinificado em Montalcino por Roberto Cipresso e com maturação de 14 meses em barricas de segundo uso de carvalho francês. Além disso ainda passa mais 6 meses em garrafa antes de ir ao mercado.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e uma enorme chuva de lágrimas finas, translúcidas e rápidas, mostrando sua jovialidade, corpo e álcool. No nariz mostrou boa complexidade com um ataque inicial rico em aromas de frutas vermelhas, seguido de notas florais, herbáceas, pimenta, café torrado e elegante aromas tostados. Em boca mostrou-se um vinho encorpado, com taninos potentes, mas de excelente qualidade e elevada acidez, fazendo a boca salivar e pedir uma harmonização. Álcool a 14% só no rótulo, tamanho seu equilíbrio com taninos e acidez. Final de boca longo com retrogosto confirmando toda a complexidade aromática.
 
Vinho de excelente qualidade e equilíbrio, mas com um único defeito: o preço. Porém, vale o investimento e ainda mais se você tiver paciência de guardar por alguns anos, os quais farão muito bem a este exemplar da Toscana.
 
Por aqui harmonizamos com uma fraldinha recheada com queijo gouda rembrandt e gorgonzola preparada por Fernanda; um par perfeito para o vinho. 

O Rótulo

Vinho: Bueno La Valletta
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Bueno Wines - Poggio al Sole
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 175,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Champagne Veuve Cliecquot Yellow Label Brut

“Bebo champanhe quando estou alegre e quando estou triste. Algumas vezes, bebo quando estou sozinha. Se estou acompanhada, considero-o obrigatório. Bebo uns golinhos quando estou com fome. Fora isso, não toco nele — a não ser, é claro, que esteja com sede”.
 
Lilly Bollinger

Quisera esta frase ser  uma realidade para nós meros mortais, infelizmente não é, por uma simples razão: o preço de uma garrafa deste célebre líquido. Mas, nos momentos que estamos alegres, na companhia da pessoa amada e que escolhemos passar o resto de nossa vida o champagne é obrigatório e pensar em cifras é terminantemente proibido.
 
Abri uma garrafa do Champagne Veuve Cliecquot Yellow Label Brut para celebrar o dia em que eu e Fernanda passamos a ser um só, que firmamos um pacto para o resto de nossas vidas, que nada mais foi que o dia mais especial de nossas vidas.
 
A Veuve Cliecquot é umas das mais antigas e famosas casas de champagne, suas garrafas são facilmente distinguidas pelo seu rótulo laranja. Fundada em 1772 por Philippe Clicquot-Muiron, Veuve Clicquot desempenhou um importante papel no estabelecimento da champagne como bebida escolhida pela nobreza e pela rica burguesia europeia. Situada em Reims, Veuve Clicquot faz parte do grupo Louis Vuitton Moët Hennessy de artigos de luxo desde 1987.
 
Apesar de fundada por Philippe Clicquot-Muiron, foi a Nicole-Barbe Ponsardin, esposa do seu filho: François Clicquot, que levou a empresa ao patamar dos dias de hoje. Pois a morte de seu marido em 1805, deixou-a viúva (veuve em francês) e no controle da companhia. Até aquele momento, a companhia dividia suas atividades entre a produção de champanhe, serviços bancários e comercialização de lã. Sob comando de Madame Clicquot, a companhia concentrou seu foco inteiramente na produção de champagne
 
Durante as Guerras Napoleônicas, foi bem sucedida exportando sua champagne e estabelecendo-a nas cortes reais. Na corte imperial brasileira, remessas desta champagne foram enviadas por encomenda ao imperador Pedro II.

O Champagne Veuve Cliecquot Yellow Label Brut é fruto do assemblage de 50 a 60 diferentes vinhos, coposto por 50-55% de pinot noir, 15-20% de pinot meunier e 28-33% de chardonnay. A perenidade do estilo da Maison são garantidos pela utilização de vinhos reserva na proporção de 25-40%.
 
E a análise do champagne resume-se a: que cada uma das pequenas borbulhas que percorriam o belo líquido transformem-se em sorrisos, alegrias, força para suportar os momentos difíceis e multiplique-se em amor até que a morte nos separe.

O Rótulo

Vinho: Veuve Cliecquot Yellow Label Brut
Tipo: Champagne, Espumante
Castas: Pinot Noir (50%), Chardonnay (30%) e Pinot Meunier (20%)
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Veuve Cliecquot
Enólogo: Jacques Péters
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço: R$ 210,00
Temperatura de serviço: 8º
Pontuações: 92pts WS (2012)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Yarden Syrah 2009, um vinho para beber agora ou daqui a 15 anos

Yarden Syrah: um vinho memorável e que, pra mim e a maioria dos presentes na degustação guiada de vinhos israelenses, foi o melhor dos vinhos que nos foi apresentado.
 
Este rótulo é produzido a partir de uvas dos três melhores vinhedos de Syrah da Golan Heights: Ortal, no norte de Golan; Allone Habashan e Tel Phares em Golan central. A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada. Após a fermentação alcoólica, o vinho é submetido à fermentação maloláctica e amadurece durante 18 meses em barricas de carvalho francês.
 
A safra de 2003 recebeu troféu de Excelência no Concurso Citadelles Du Vin (Bordeaux, junho de 2007) e a safra de 2004 a medalha de Ouro no Challenge International du Vin 2009 (Bordeaux, abril de 2009).
 
A vinícola, apesar de jovem, vem conquistando, desde seus primeiros anos, os mais altos prêmios e reconhecimentos nos mais respeitados concursos internacionais, bem como dos mais famosos críticos. Em 2008 foi a primeira vinícola israelense a figurar na lista Top 100 da Winespectator, com o vinho Yarden Cabernet Sauvignon 2004.
 
Visualmente mostrou uma cor vermelho escura, quase negra, com halo vermelho sem sinais de evolução e uma chuva de lindas, finas e rápidas lágrimas. No nariz mostrou-se um vinho de grande exuberância, com notas de fruta madura (ameixa, amora e framboesa) e fruta em compota, seguidas de notas de especiarias como tabaco e pimenta, chocolate amargo, e toques de defumado, couro e terra molhada. Em boca repetiu as especiarias e mostrou notas de frutos secos. Um caldo encorpado, com taninos firmes, mas elegantes, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca seco de longa persistência final.
 
Vinho pronto pra beber, mostrando muita exuberância já com cinco anos de vida, mas que tem grande potencial de guarda; o produtor cita potencial para evoluir por 20 anos.
 
Gastronômico e deve acompanhar bem carnes vermelhas, sobretudo cordeiro e as de caça como javali; é de salivar só de imaginar.

Fernanda, Yael Gai e Eu.

O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 197,00
Temperatura de serviço: 16°
Outros atributos: Vinho Kosher