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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Santa Cristina Chianti DOCG Superiori 2012 #cbe

Chegamos ao vinho do último tema de 2015 da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o qual foi sugerido pelo confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco e o desafio foi que provássemos um vinho do país que mais nos impressionou esse ano.
 
Devo admitir que foi um tema bem desafiador, pois além de ter bebido uma menor quantidade de vinhos este ano, por "n" fatores, eu pude provar exemplares surpreendentes  de vários países, como por exemplo, do Líbano e do Marrocos, mas seria quase impossível encontrar um vinho desses países em um curto espaço de tempo.
 
O Brasil foi um dos países que mais passou pela minha taça e foram vários vinhos de excelente qualidade. Vinhos de qualidade inquestionável de países como Estados Unidos e França também estiveram por aqui, mas seriam injusto se não escolhese um vinho italiano, pois mesmo que não tenham sido muitos degustados eles foram IMPRESSIONANTES.
 
O vinho que escolhi vem de uma das regiões mais famosas e é um dos mais tradicionais do país da bota, trata-se do Chianti Santa Cristina, produzido por uma das mais tradicionais vinícolas italianas, a Antinori.

Vinhos que ostentem a DOCG Chianti, como é o caso do Santa Cristina, com referência às sub-regiões podem ainda ser denominados “Superiore”. São feitos com uvas provindas de Chianti, mas seguindo padrões de qualidade superior, tal qual Chianti Classico. Sua concentração de sabores é maior, assim como sua graduação alcoólica (mínimo 12%), e estagiam por nove meses, sendo três deles em garrafa, antes de serem comercializados.

O Santa Cristina Chianti foi criado inicialmente para atender a demanda do mercado norte americano por um Chianti simples com excelente relação qualidade-valor, o Santa Cristina Chianti Superiore acabou conquistando muitos outros mercados, inclusive o Brasil.

Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e com reflexos violáceos sutis. Lágrimas finas, lentas e em boa quantidade.

No nariz um vinho de aromas intensos marcado pela presença da fruta vermelha, violeta, pimenta seca, especiarias doces, tabaco e leve toque de tostado.

Em boca mostrou corpo médio com taninos macios, acidez viva e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas. Final de boca volumoso, suculento e de boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda e o amigo Juberlan. Harmonizamos com filé a Parmegiana e espaguete.

O Rótulo

Vinho: Santa Cristina Chianti Superiori DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese 95% e Merlot 5%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Antinori
Graduação: 13%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Casanova di Neri Ir Rosso DOC 2013 #winebar

Em agosto participei de uma excelente edição do WINEBAR, na qual o Daniel Perches conversou com nada mais nada menos que Giacomo di Neri, proprietário da Vinícola Casanova di Neri, uma dos mais aclamados produtores da região de Montalcino, que tem seus vinhos importados com exclusividade pela Expand.
 
A vinícola Casanova di Neri foi fundada em 1971 por Giovanni Neri, com a compra de uma grande propriedade em Montalcino na Toscana. Hoje, sob o comando de Giacomo Neri, a vinícola possui mais de 55 hectares, subdivididos em 5 regiões: Pietradonice no sudeste de Montalcino, Le Cetine ao sul, Cerretalto e Fiesole ao leste e Podernuovo que ocupa a posição mais alta.
 
A região da Toscana é uma das mais aclamadas no mundo do vinho e é famosa pelos Brunellos di Montalcino, mas a região produz outros vinhos de excelente qualidade e menor custo, como é o caso do Rosso.
 
O mítico Brunello – sonho de consumo de muitos – é feito com um clone especial da sangiovese, vem de pequenas áreas demarcadas e garantidas (não mais do que 6.600 garrafas por hectare) e envelhece pelo menos 5 anos após a colheita, sendo dois em barris e 4 meses afinando na garrafa antes de ser liberado ao mercado.
 
Rosso em italiano significa vermelho e Brunello na cidade de Montalcino significa escuro. Portanto, a sangiovese leva o nome local de brunello em Montalcino. No caso dos Rossos a sangiovese usualmente produz um vinho alegre e jovem, para se tomar novo.
 
O Casanova di Neri Ir Rosso DOC foi elaborado pela primeira vez em 2006 e trata-se do vinho mais simples da vinícola. O mesmo é produzido com uvas que são colhidas manualmente e que são vinificadas em tanques de aço inox sob temperatura controlada durante 18 dias para o Sangiovese e 9 dias para o Colorino. Em seguida o vinho descansa por 24 meses em barricas de carvalho e 6 meses em garrafa para o afinamento das notas aromáticas e gustativas.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi de média intensidade, brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz trouxe aromas intensos e complexos com destaque para notas de frutas vermelhas, violetas, folhas secas, terra molhada, chocolate, coco queimado e cedro, tudo bem equilibrado e integrado, não deixando nenhuma pista de que passou por 24 de barrica.
 
Na boca o vinho mostrou taninos redondos, macios e levemente adocicados em boa harmonia com a boa acidez, típica da casta e os 13,5% de álcool. Repetição das notas olfativas que passearam deliciosamente pela boca. Final de boca seco e de maravilhosa persistência marcado por notas de café torrado, terrosas e de madeira aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicioso, um dos melhores exemplares do país da bota que já provei e que me deixou extremamente curioso quanto aos Brunellos deste produtor, uma vez que este é o vinho mais simples dele.
 
Por aqui harmonizamos um filé mignon guarnecido de um delicioso penne com mix de queijos... o par ficou perfeito, de lamber os beiços.

O Rótulo

Vinho: Casanova di Neri Ir Rosso
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese e Corolino
Safra: 2013
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Casanova di Neri
Graduação: 14%
Enólogo: Giacomo Neri
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 180,00
Temperatura de serviço: 18°

Notas:

1. O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos Casanova di Neri.

2. Para assistir o vídeo completo da degustação basta clicar aqui.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Ruffino Chianti DOCG 2012, meu 35° vinho para a #cbe

E como  de costume o primeiro dia do último mês do ano não poderia começar de outra forma senão com o vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. A sugestão do tema do mês veio do Jorge Alonso, do blog Contando Vinhos: "Um Chianti, valendo Classico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço".
 
Para que não conhece o Chianti é um vinho tinto italiano, produzido na Região da Toscana e tendo como casta principal a Sangiovese. O Chianti de hoje é um vinho reconhecido com o status de DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) e tem regulamentos mais rígidos para sua produção que no passado.

O grande problema é que somente a palavra Chianti diz pouca coisa sobre o vinho. Ela identifica que é tinto, seco, produzido na Itália, na região da Toscana, em algum lugar de uma vasta área, que se estende de Pisa até Arezzo e Siena.
 
Para melhor compreender a tipologia do Chianti, é necessário prestar atenção ao nome completo do vinho. Ele pode ser simplesmente Chianti ou: Chianti Colli Aretini, Chianti Colli Fiorentini, Chianti Colli Senesi, Chianti Colline Pisane, Chianti Montalbano, Chianti Rufina, Chianti Montispertoli e Chianti Classico. E cada um desses vinhos tem características distintas.

Além disso, o Chianti pode ser “Riserva”, indicando que passou por um período de envelhecimento de no mínimo de 2 anos, antes de ser comercializado, e “Superiore”, com uma graduação alcoólica maior que a versão normal.

O vinho que escolhi foi o Ruffino Chianti, um dos mais antigos e tradicionais rótulos deste tipo. Trata-se do primeiro vinho produzido pela vinícola de mesmo nome, com tradição de mais de um século e que, até hoje ocupa um lugar especial no coração da Vinícola.
 
Para se ter uma pequena ideia de qual tradicional é este vinho ele foi o único Chianti exportado antes da Primeira Guerra Mundial e durante a Lei Seca nos EUA, garrafas deste rótulo eram vendidas em farmácias como remédio anti estresse.
 
E seguindo a tradição do vinho, para a harmonização, Fernanda nos preparou algumas pizzas caseiras, desde a tradicional massa italiana até o delicioso molho de tomates... Não precisa nem dizer que as pizzas ficaram maravilhosas e que, ainda mais perfeitas com o Chianti.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor rubi clara e brilhante com boa transparência e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas ricos em fruta vermelha e negra frescas, seguido de aromas florais, pimenta e tabaco. Em boca um vinho de corpo médio, com taninos maduros, boa acidez e repetição das notas olfativas. Final de boca de boa intensidade com a fruta, a pimenta e o tabaco aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo

Vinho: Ruffino Chianti
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese, Canaiolo e Colorino
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Ruffino
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mama mia che Sangiovese #winebar #buenowines

Você sabia que Galvão Bueno produz vinhos? Pois bem ele produz não só vinhos, mas bons vinhos aqui no Brasil, na Região da Campanha Gaúcha e na Itália na Região da Toscana.
 
E foram dois de seus vinhos os personagens do último WINEBAR: o Bueno La Valletta Sangiovese 2011 e o Paralelo 31 2011. Para falar sobre os vinhos o Daniel Perches e o Alexandre Frias conversaram com o Winemaker  Roberto Cipresso.
 
O Cipresso é um enólogo italiano de larga experiência e que coleciona alguns bons títulos como o de "Melhor Enólogo Italiano", em 2006 e o de "Homem do Ano", pela revista Men´s Health, em 2008. Além disso, ele produziu o Cuvée feito especialmente para o Papa João Paulo II, em 2000.
 
Neste post falaremos sobre o Bueno La Valletta Sangiovese, nosso preferido dentre os dois. Produzido em Lorenzana no coração do Chianti - Toscana, vinificado em Montalcino por Roberto Cipresso e com maturação de 14 meses em barricas de segundo uso de carvalho francês. Além disso ainda passa mais 6 meses em garrafa antes de ir ao mercado.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e uma enorme chuva de lágrimas finas, translúcidas e rápidas, mostrando sua jovialidade, corpo e álcool. No nariz mostrou boa complexidade com um ataque inicial rico em aromas de frutas vermelhas, seguido de notas florais, herbáceas, pimenta, café torrado e elegante aromas tostados. Em boca mostrou-se um vinho encorpado, com taninos potentes, mas de excelente qualidade e elevada acidez, fazendo a boca salivar e pedir uma harmonização. Álcool a 14% só no rótulo, tamanho seu equilíbrio com taninos e acidez. Final de boca longo com retrogosto confirmando toda a complexidade aromática.
 
Vinho de excelente qualidade e equilíbrio, mas com um único defeito: o preço. Porém, vale o investimento e ainda mais se você tiver paciência de guardar por alguns anos, os quais farão muito bem a este exemplar da Toscana.
 
Por aqui harmonizamos com uma fraldinha recheada com queijo gouda rembrandt e gorgonzola preparada por Fernanda; um par perfeito para o vinho. 

O Rótulo

Vinho: Bueno La Valletta
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Bueno Wines - Poggio al Sole
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 175,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Luna del Cacciatore Sangiovese Di Toscana 2011

Até provar os vinhos italianos do meu primeiro ClubW, que também toram os primeiros da Confraria Avec le Vin, a minha experiência com rótulos tintos deste país não era das melhores, porém estes vieram para retirar da memória todas as experiências negativas prévias.
 
A exemplo do Il Costone, o Luna del Cacciatore também é um monocasta Sangiovese, sendo que este é produzido na região da Toscana, área central da Itália e cuja produção de vinhos é tão antiga quanto a ocupação humana. A região é famosa por seus Chiantis e Brunellos e é sinônimo prazer de viver, comer e beber bem.
 
O vinho é produzido pela Farroria Il Canneto em San Miniato-Pisa numa região montanhosana Alta Toscana e com 15 hectares de vinhedos de Sangiovese, Merlot e Colorino.
 
Produzido a partir de processos de vinificação tradicionais e com amadurecimento em barricas de carvalho francês e eslavo por 6 meses e posterior afinamento em tanques de aço inox por 4 meses e em garrafa por 2 meses.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi escura, brilhante e profunda, halo vermelho claro e com boa formação de lágrimas. No nariz rico em frutas vermelhas, pimenta, café e elegante tostado. Em boca repetiu as notas do olfato e mostrou taninos macios e boa acidez. Corpo médio com final de boca seco e com a fruta e tostado aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com um escondidinho safado: creme de macaxeira, charque desfiada e bolinho de macaxeira frita, também preparado por Fernanda.
 
Pra mim o melhor vinho (muito equilibrado) e a melhor harmonização do primeiro encontro de nossa confraria... Deixou um gostinho de quero mais... Ansioso por nosso próximo encontro com vinhos chilenos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Lina del Cacciatore Di Toscana
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Fattoria Il Canneto
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 53,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Il Costone Sangiovese Di Romagna Superiore 2011 #aveclevin

Chegamos ao segundo vinho degustado no primeiro encontro da Confraria Avec le Vin: o Il Costone Sangiovese Di Romagna 2011, um tinto da região da Emilia-Romagna.
 
O vinho é produzido pela Vinícola Braschi, fundada em 1949 e localizada na província Forli Casena. O líquido passa por maceração e fermentação à temperatura controlada e o envelhecimento é realizado em tonéis de carvalho por 12 meses, seguido por 6 meses em tanques de aço inox e mais 3 meses de garrafa.
 
O rótulo é um 100% sangiovese, casta tinta italiana, talvez a mais famosa e que é amplamente cultivada na região central da Itália, principalmente na Toscana, Úmbria e Lazio e é a principal casta do vinho Chianti. A sangiovese é uma casta que produz, via de regra, vinhos para serem consumidos jovens (3 anos) e que possuem como características cor rubi clara, elevada e agradável acidez e taninos leves.
 
E o Il Costone? Este é o puro reflexo de um varietal sangiovese.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi clara e brilhante, com halo vermelho translúcido e lágrimas densas. No nariz boa intensidade aromática, com notas de frutas vermelhas (cereja e morango), florais e de especiarias e nuances de madeira. Em boca repetiu as notas olfativas e um leve toque balsâmico; mostrou taninos finos, boa acidez e álcool na medida. Vinho de corpo médio e com final de boca agradável e de leve frescor, com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com bruschettas de pão italiano com tomate concassé e manjericão, preparadas divinamente por Fernanda.
 
O Rótulo
 
Vinho: Il Costone Di Romagna 2011
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Emilia-Romagna
Produtor: Vinícola Braschi
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 53,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 17°

domingo, 2 de setembro de 2012

San Pancrazio Chianti DOCG 2009 #CBE

Chegamos a mais uma edição da CBE, a de numero 72 e a oitava participação do blog Vinhos de Minha Vida. O tema do mês foi uma sugestão do confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco, que mandou: "Beba um Chianti".
 
Minhas experiências com vinhos italianos não foram das melhores, então minha escolha do vinho do mês da CBE terminou ficando mais uma vez para os 45' do segundo tempo.
 
Estive em João Pessoa a trabalho e aproveitei a oportunidade para conhecer a loja da Gran Cru da capital paraibana e foi lá que escolhi meu exemplar do mês, o qual foi uma sugestão do Sommelier da loja, que indicou o San Pancrazio Chianti DOCG safra de 2009.
 
A história da Fattoria San Pancrazio data de 1388. A propriedade pertenceu  aos Gianfigliazzi até a sua extinção; em 1978 a terras foram adquiridas pela família Nannoni-Masti, porém mais como investimento do que como uma região de grande potencial vitivinícola.
 
Em 2000 a Valentina Masti Priami, única herdeira da família, com ajuda de seu marido, decidiram mudar-se para San Pancrario e cuidar pessoalmente das terras. Houve então uma renovação das vinhas e também tecnológica; em 2006 deu-se início a comercialização do primeiro Chianti San Pancrazio.
 
O rótulo foi aberto ontem à noite na companhia de Fernanda e do amigo Juberlan e a harmonização ficou por conta de queijos: Gouda, Brie, Prima Dona e Raclete.
 
O San Pancrazio Chianti DOCG mostrou uma cor rubi alaranjada clara, com um halo púrpura bem discreto, lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou um frutado suave, algumas notas florais (violeta) e de couro em segundo plano. Em boca inicialmente (temperatura em torno de 16 graus) mostrou-se adocicado e com leve acidez, muito fechado; ao atingir temperatura entre 18 e 20 graus o adocicado apareceu em menor intensidade, trazendo a fruta em primeiro plano e alguma madeira em seguida. Taninos suaves e acidez moderada, ambos em equilíbrio. Final de media persistência. Evoluiu com o tempo e com o uso do aerador, mas nada que o tornasse fantástico.
 
Mais uma vez fiquei decepcionado com o vinho degustado. As notas adocicadas que aparecem já no olfato e mostram-se também em boca não me agradam e para vinhos que possuem a fama de ter boa acidez esse aí ficou a desejar também. Pra mim não vale o que custa.
 

O Rótulo

Vinho: San Pancrazio Chianti DOCG
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2009
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Fattoria San Pancrazio
Graduação: 13%
Onde comprar: Gran Cru
Preço Médio: R$ 53,00
Temperatura de serviço: 18 - 20 graus

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Boccantino Montepulciano d'Abruzzo 2010 #CBE

Eis mais uma edição da Confraria Brasileira de Enoblogs: a sexagésima nona e a quinta da história do blog Vinhos de Minha Vida. O tema do mês foi escolhido pelo confrade Cristiano Orlandi do blog Vivendo Vinhos, que sugeriu: "Montepulciano d'Abruzzo de qualquer faixa de preço".

Montepulciano é uma uva tinta da família da Vitis vinífera, a partir da qual é fabricado o vinho Montepulciano d'Abruzzo. É a segunda uva tinta mais cultivada na Itália, ficando atrás apenas da Sangiovese. A uva Montepulciano, de origem toscana, produz vinhos encorpados e com boa presença de taninos.

Mesmo sendo a segunda uva tinta mais cultivada na Itália eu só encontrei 4 diferentes rótulos com a variedade na cidade onde resido: Recife, tendo visitado 5 diferentes estabelecimentos. Em 3 deles apenas um rótulo estava disponível, sendo que em dois destes três o rótulo era o mesmo e não me chamou a atenção, no terceiro com apenas um rótulo o valor do mesmo estava fora da minha realidade. no quarto estabelecimento nenhum rótulo disponível e por fim no quinto dois rótulos estavam disponíveis, um que não está na minha realidade e o outro que é o escolhido para a degustação o Boccantino Montepulciano d'Abruzzo.

O vinho mostrou uma cor púrpura brilhante, com certa transparência e lágrimas finas. No nariz mostrou notas discretas de frutas negras maduras, com um toque adocicado. Em boca mostrou -se leve, com taninos macios, acidez quase imperceptível e um final de boca de média persistência marcado por um frutado e adocicado que não agradaram. Apesar dos 12,5% de álcool o vinho mostrou-se bastante quente, fazendo-me transpirar desde a primeira taça.  O vinho comportou-se melhor a uma temperatura um pouco mais baixa que a usual para os tintos, entre 12 e 15 graus. Acompanhou bem, mas sem muito destaque, uma massa caseira com molho de tomate e uma maminha feita no forno.

Desculpem-me os amantes dos italianos, mas os que tenho degustado não têm me agradado muito, não sei se as minhas escolhas não foram as melhores e mais criteriosas, mas isto é um fato. Quem epuder e sintir-se a vontade pode passar nos comentários e indicar rótulos italianos com um bom custo versus benefício.

O Rótulo

Vinho: Boccantino
Tipo: Tinto
Castas: Montepulciano e Sangiovese
Safra: 2010
País: Itália
Região: Abruzzo
Produtor: Cantina Boccantino (Schenk Itália SPA)
Graduação: 12,5%
Onde Comprar: Pescadeiro
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de Serviço: 12-15 graus

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cesari Chianti Principe DOCG 2009

O Cesari Chianti Principe é um vinho fácil de beber, armazenado em barricas de carvalho francês por 12 meses. Vinho de cor vermelho rubi, porém não muito profundo e com tons de tijolo. Apresenta um aroma frutado com um toque delicado de flores. Em boca é, equilibrado, com boa estrutura e final frutado/adocicado: muito harmônico, bom para o dia a dia e para acompanhar massas.

Mas, faltou algo: mais acidez (comum aos Chianti), a presença dos taninos, que vieram muito tímidos ao paladar e a madeira, praticamente imperceptível, mesmo o vinho tendo sido envelhecido em barricas por 12 meses.

Harmonizei com uma pizza salame com muito molho de tomate.



O Rótulo

Vinho: Cesari Chianti Principe DOCG
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Sangiovese (80%), Trebbiano (10%) e Cannaiolo (10%)
Safra: 2009
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Cesari
Graduação: 12,5%
Preço médio: R$ 30,00
Onde Comprar: RM Express
Temperatura de serviço: 17-18 graus

Post Scriptum

Chianti é um vinho tinto italiano produzido na região da Toscana.

É um vinho tinto seco, com notas de fruta muito concentrada e é produzido com as uvas Sangiovese (predominante) e Canaiolo, ambas tintas, e as brancas Trebbiano e Malvásia. O Chianti combina bem com comidas leves e seus sabores e aromas de violeta e cereja são impressionantes.

O Chianti não é exatamente um vinho de guarda mas pode manter suas caracteristicas por longos anos desde que bem armazenado.

Alguns deles são produzidos sob DOCG (Denominazione d'Origine Controlatta e Garantita), no entanto, nem sempre é uma garantia de qualidade.