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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Bento Gonçalves recebe convite para participar da Associação Città del Vino

Entidade reúne municípios produtores de todo o mundo  

Bento Gonçalves fará parte da associação Città del Vino, grupo que reúne os mais importantes municípios produtores no mundo para debater políticas públicas e projetos em benefício da cultura e economia vitivinícola. O convite foi feito nesta quarta-feira (18) pelo presidente da entidade, Floriano Zanbom, ao prefeito Guilherme Pasin, durante a Vinitaly, feira que acontece em Verona, na Itália. A oficialização acontecerá na Wine South America, que ocorre em setembro no município gaúcho.

A Città del Vino congrega milhares de pessoas e organizações de municípios cuja economia seja influenciada pela vitivinicultura. Além de mobilizar diversas instâncias de forma estratégica para a promoção e defesa do produto, a entidade trata o vinho como alimento e o posiciona como elemento cultural, unindo produtores, prefeitos, hoteleiros, restaurantes e lideranças dos trades do enoturismo. Por sua vez, a cidade associada adota os princípios pregados pela associação para a proteção do vinho, simplificação de procedimentos administrativos para as empresas e ampla promoção do produto e turismo locais, entre outros.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Beber vinho faz melhor ao cérebro do que estudar matemática

Já sabe: deite a calculadora fora e vá comprar uma garrafa de vinho. Ordens do médico.

A conclusão é do médico neurocientista norte-americano Gordon Sheperd, professor na Escola de Medicina, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos e autor do livro 'Neuroenology: How the Brain Creates The Taste of Wine' (ou ‘Neuroenologia: Como o Cérebro Cria o Sabor do Vinho).

Sheperd afirma que beber vinho se equipara a um tipo de exercício físico mental. Mais ainda, aponta que o ato de ingerir e saborear devidamente aquela bebida envolve a língua, o que exige “um controlo exímio sobre um dos maiores músculos que compõe o corpo humano”.

De acordo com o neurocientista, quando alguém bebe esse néctar, os recetores sensoriais do paladar e do olfato na língua são ativados e as funções cerebrais são acionadas – de tal forma que embeber o fruto da uva requer mais poder e foco mental do que resolver um problema mental complexo.

Todavia, avisa: se simplesmente engole o vinho e não o saboreia, os benefícios para o cérebro também estão perdidos. “A maioria das pessoas não sabe beber e apreciá-lo, se bebem muito depressa ou com grandes goles saturam de imediato o organismo e isso não é benéfico nem para o cérebro, nem para o bem estar geral”.

Fonte: Lifestyle ao Minuto

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Melhor vinho tinto de lote do mundo é português

A influente revista britânica Decanter classificou um vinho alentejano como o melhor tinto de lote do mundo. A concurso estavam mais de 17 mil vinhos.

O produtor do vinho é o alentejano Tiago Cabaço, cujas vinhas estão plantadas desde 2004, em Estremoz, uma das artérias do coração do Alentejo vinhateiro.

Esta distinção é atribuída pela primeira vez a um vinho de mesa português, que arrecadou também uma das 34 medalhas de platina, naquela que é considerada a mais importante competição do mundo.

Para ser considerado o melhor do seu setor, o BLOG, passou numa primeira prova de 17.200 referências. Posteriormente, seguiu-se uma outra prova com os vinhos medalhados com ouro, para atribuir a platina, onde o vinho do produtor alentejano foi destacado como o melhor do concurso.

O Blog by TIAGO CABAÇO bivarietal "13, é um vinho produzido à base das castas Alicante Bouschet e Syrah, duas das mais emblemáticas do Alentejo.

Este vinho ganha assim o estatuto de topo de gama do produtor de Estremoz, com pouco mais de 9 mil garrafas produzidas.

Entre outros prêmios, os vinhos de Tiago Cabaço já conquistaram a talha de ouro para o melhor vinho tinto do Alentejo, o prêmio de excelência da Revista de Vinhos e o terceiro lugar (melhor do Alentejo) no Top 10 da Revista Wine, onde a consultadoria da enóloga Susana Esteban tem sido preponderante.

Fonte: Jornal de Notícias.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Bollinger reeleita “Marca de Champagne Mais Admirada”

A Bollinger acaba de ser reconhecida como a marca de Champagne mais admirada em todo o mundo. A distinção foi atribuída pela Drinks International, uma revista britânica especializada no setor de bebidas que, anualmente, revela o ranking de “Most Admired Champagne Brands”. Em quatro edições, a Bollinger venceu três – 2014, 2015 e 2017.
 
Para esta competição, a Drinks International contou com um painel de júri composto por dezenas de retalhistas, compradores internacionais, imprensa especializada e sommeliers. Cada um foi desafiado a eleger o seu TOP 5 entre 50 produtores e casas de Champagne, seguindo uma criteriosa lista de regras, entre as quais a qualidade e consistência do vinho ao longo dos anos, a reputação da marca, a relação qualidade preço, a imagem ou a forma como é comercializado.
 
A Bollinger, marca de Champagne preferida de James Bond, voltou a conquistar o primeiro lugar na tabela, reforçando o seu posicionamento no mercado. Giles Fallowfield, considerado o “Guru do Champagne” no Reino Unido e porta-voz da competição, afirma que a Bollinger “é a demonstração da excelência consistente ao longo de dois séculos, algo que poucas, ou nenhumas, casas conseguem igualar.”
 
Fundada em 1829, a Bollinger é hoje uma lenda viva da região de Champagne. Os seus vinhos, amplamente apreciados em todo o mundo, são pensados ao detalhe com o objetivo de atingir a perfeição. Envelhecem o dobro do tempo do exigido por lei acreditando que grandes vinhos requerem tempo. O resultado são vinhos simultaneamente complexos e elegantes, com grande potencial de longevidade.

Beber vinho em viagens pode prevenir contaminações de comidas

Longas férias ou mesmo uma viagem rápida em um feriado ou final de semana pedem  um brinde, uma taça ou duas, para celebrar e relaxar. Sim, é um momento para descontração. Porém, alguns estudos tem mostrado algo mais do que isso. Os trabalhos mostram que o consumo de álcool pode realmente ser uma das melhores maneiras de evitar alguns dos mais desagradáveis desequilíbrios físicos que podem minar seu descanso.
 
Distúrbios estomacais como listeriose, salmonella e E. coli são armadilhas comuns para os viajantes que visitam áreas com padrões de saneamento diferentes daqueles com os quais estão acostumados. Felizmente, para os amantes do vinho, estudos mostraram que quando o álcool é consumido, o risco de sucumbir a doenças transmitidas por alimentos diminui significativamente. Segundo os pesquisadores, a acidez elevada do álcool torna mais fácil para a acidez natural do estômago matar patógenos.
 
Apesar da boa notícia, é preciso cautela. Evitar uma intoxicação alimentar não é tão simples como desfrutar de um copo de vinho no seu quarto de hotel ao fim do dia. De acordo com Randy Worobo, professor de microbiologia alimentar na Universidade de Cornell, um dos autores do trabalhao, a fim de inativar os agentes patogênicos, o álcool deve ser consumido ao comer o alimento contaminado ou muito pouco tempo depois. A quantidade que você bebe também é importante. "Quanto maior o percentual de álcool, mais inativação você terá dos patógenos transmitidos pelos alimentos”. Assim, um vinho com 14 por cento de álcool terá efeito maior se comparado com uma bebida com menor percentual de álcool, como a cerveja. Naturalmente, Worobo não recomenda beber excessivamente.
 
Estudiosos têm encontrado evidências de que o vinho pode matar potentes agentes nocivos à saúde humana. Em 2007, alguns vinhos tintos mostraram-se úteis na inibição do crescimento de bactérias, e um relatório de 2004 descobriu que as cascas de uva, sementes e caule que sobram após a produção de vinho, provaram-se mortais para E. coli, salmonella e estafilococo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O novo café da Nespresso envelheceu como o vinho

 
Não é só o vinho que tem direito a envelhecer para ganhar mais sabor. A Nespresso acaba de lançar o Selection Vintage 2014, a primeira variedade de café da marca feita a partir de grãos envelhecidos. O resultado é um café bastante aromático, cheio de sabor e muito suave.
 
Esqueça as barricas de carvalho francês. Aqui o método não foi tão complexo, ainda assim muito inovador no que ao café diz respeito. O novo Selection Vintage 2014 foi criado com grãos da Colômbia colhidos há três anos. De lá até agora, eles ficaram a envelhecer num ambiente controlado com oxigénio, pressão, luz e humidade reguladas.
 
 
Os sacos com os grãos foram rodados ao longo dos meses para que o envelhecimento fosse idêntico em todo o café colhido. Os lotes passaram depois por dois processos de torrefação diferentes, um mais lento, outro mais intenso. O resultado é um café de “aroma complexo com suaves notas amadeiradas e frutadas e uma textura suave”. A descrição é da caixa das cápsulas, mas podia bem ter sido retirada de um qualquer rótulo de garrafa de vinho.
 
Esta é a primeira edição limitada criada pela Nespresso em 2017. É de intensidade sete na escala da marca e deve ser bebido em formato Espresso (40 ml).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vinhos tintos são os preferidos dos brasileiros

Aprofundar-se nas preferências do público possibilita às marcas entender melhor as expectativas do consumidor. Com este objetivo, a VCT Brasil, filial e distribuidora do Grupo Concha y Toro no Brasil, realizou, de 7 de novembro a 31 de dezembro de 2016, uma pesquisa que começou na Grande São Paulo e se estendeu para mais três estados brasileiros, durante as 15 etapas da ação itinerante “Casillero on the Road”.
 
Para a execução do estudo, 2175 pessoas entre 18 e 70 anos responderam a questões sobre frequência de consumo, vinho de preferência, ocasião em que tomam a bebida, local onde costumam beber e adquirem o produto. Constatou-se que 85% preferem os vinhos tintos. 59% adquirem vinhos em supermercados, seguido por adegas (37%), internet e outros (4%). 70% gostam de presentear amigos e familiares com a bebida. 55% escolhem o vinho pela uva e não somente pela marca/preço ou origem. E o lugar de consumo mais frequente para aproximadamente 49% dos entrevistados brasileiros é em casa, superando restaurantes e eventos sociais.
 
Segundo dados de mercado, o brasileiro bebe, ao ano, em média, 1,8 litros por pessoa. Comparado aos chilenos, que consomem 17 litros, aos argentinos que tomam 23 litros e a média europeia (França e Portugal) de 42 litros, há muito potencial de crescimento nacional.
 
“O levantamento da VCT chegou a conclusão que os consumidores brasileiros ainda preferem o vinho tinto. Além disso, o hábito de presentear amigos e familiares com a bebida é comum para 70% deles, o que demonstra que há muito potencial de crescimento no país”, esclarece Michele Ressutti Carvalho, gerente da marca Casillero del Diablo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

'Boom' de turismo em Portugal está ciando uma nova geração de fãs do vinho fortificado

A popularidade de Portugal como destino turístico disparou, diz a Bloomberg Pursuits, o site de ‘lifestyle’ da agência, realçando que em 2016 o número de visitantes só dos EUA subiuescalou 22%. “O próximo passo para a dominação mundial? A  bebida emblemática do país”, responde a agência.
 
 
“Talvez pense no vinho do Porto como meramente a monótona e última dose de álcool servida no final de um jantar refinado. Pode ter mesmo experimentado e pensado que é tão adocicado que não é surpresa que só o sirvam num copo que tem o tamanho de um dedal. Mas chegou oficialmente a altura de dar uma nova oportunidade ao ‘Port'”.
 
Enquanto o Xerez espanhol é mais como um ‘aguçar’ de um vinho normal, a bebida portuguesa sabe mais a um ‘alargamento’ do vinho. Fortalecido com brandy e envelhecido em madeira, tem uma profundidade de sabor que inspira a nostalgia.
 
 
A Bloomberg explica que essa aura nostálgica que rodeia o vinho do Porto é acentuada pelo fato da principal geração de consumidores estar a desaparecer. “Uma suave queda da vendas globais sugere que há alguma verdade no estereótipo que a demografia do vinho Porto consiste de tias solteironas e membros de clubes de ‘gentlemen’”.
 
As perspetivas são, no entanto, positivas, diz a agência. “O ‘boom’ do turismo pressagia uma reviravolta. Uma nova geração de adeptos do vinho Porto está a caminho”, frisou.
 
Após descrever os diferentes tipos de Porto e sugerir algumas técnicas para decantar e saborear o vinho, a Bloomberg vinca que também há outras formas mais descontraídas de consumir a bebida. O Porto Tônico, muito apreciado em França e na Bélgica, mistura o Porto branco com água tônica para criar um leve aperitivo. Nos EUA, a comunidade de criadores de cocktails, ou ‘mixologists’, tem se esforçado para manter o vinho do Porto em moda, incorporando-o em novas misturas e em variações de receitas clássicas.
 
A Pursuits oferece, para mostrar a resiliência histórica do vinho português mais famoso, a receita para um cocktail que foi criado no final do século 19 mas que é ainda servido em bares de bairros ‘trendy’ como Brooklyn, em Nova Iorque. “Escuro e pesado como o polido e sólido mogno, evoca os clubes de ‘gentlemen’, mas da melhor forma. Recomendo como um ‘nightcap’, última bebida antes de se deitar, parcialmente por ser meio caminho andado para um analgésico que o adormece – porventura para sonhar com o renascer do vinho do Porto”.

Spa propõe uma imersão nas propriedades da uva

 
A primeira visão dos vinhedos extensos, impecavelmente alinhados, envolvendo o complexo do hotel e spa Les Sources de Caudalie, de um lado, e a sede histórica da vinícola Château Smith Haut Lafitte, de outro, imediatamente nos coloca em outra dimensão. Estamos a apenas 20 minutos da cidade de Bordeaux, em Martillac, terroir de Graves, de onde saem alguns dos vinhos de maior prestígio no mundo. Mas outro produto excepcional tem nascido dessas vinhas desde 1995, quando Mathilde Tomas, uma das filhas dos proprietários do Château, fundou com seu marido, Bertrand, a marca de cosméticos Caudalie, atualmente presente em 23 países.
 
Criada no sopé dos Alpes, desbravando as montanhas com o avô materno e as propriedades cosméticas das plantas nativas daquela região com a avó, Mathilde, coerentemente com sua história, construiu uma empresa baseada no aproveitamento das “sobras” da produção vinícola dos pais – tesouros que eram desperdiçados, como sementes de uvas, de onde saem os polifenóis, os mais poderosos antioxidantes do mundo vegetal.
 
Com o tempo, assim como seus pais adotaram na vinícola o método da bioprecisão – as uvas são cultivadas de forma orgânica, mas em combinação com imagens de satélite e outros recursos de alta tecnologia –, Mathilde ampliou as pesquisas científicas na base de seus produtos, feitos com ingredientes puríssimos e sustentáveis. Além de trabalhar com o professor Joseph Vercauteren, da Universidade de Bordeaux, um dos maiores experts do mundo em polifenóis, associou-se a David Sinclair, biólogo e professor de genética australiano, radicado nos Estados Unidos, da Harvard Medical School.
 
Apontado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2014, Sinclair tem dedicado suas pesquisas não apenas à extensão da longevidade mas também à reversão do envelhecimento. E, claro, tudo tem a ver com os vinhedos: o coração da pesquisa é o polifenol resveratrol, encontrado na casca, na semente e nas jovens hastes da videira.
 
O mais recente fruto dessa colaboração chega ao Brasil em outubro. Trata-se do Crème Cachemire Redensifante, o novo integrante da linha Resveratrol Lif, um antirrugas que também promete frmar a pele, que depois dos 40 anos sofre uma degradação na produção de colágeno da ordem de 40% e na de ácido hialurônico, responsável pelo volume, de 50%. As pesquisas comandadas por Sinclair culminaram na ideia de combinar o potente resveratrol da videira – que protege as fbras de colágeno e, inesperadamente, ajuda as células a produzir ácido hialurô- nico – com micromoléculas do ácido, o que estimula os genes chamados has2, que respondem excepcionalmente bem ao resveratrol. Esse efeito sinérgico virou uma patente conjunta da Caudalie e da Harvard Medical School. Um segredinho extra do Crème Cachemire são os fosfolipídeos, que promovem a absorção dos ativos e sua liberação gradual depois da aplicação, de acordo com as necessidades da pele (veja outros produtos emblemáticos da marca abaixo).
 
PARADOXO DELÍCIA
 
Conhecer o berço da marca, os vinhedos do Château Smith Haut Laftte, que remontam ao século 14, e também o hotel e o spa, inaugurados em 1999 e comandados por Alice, irmã de Mathilde, nos leva a uma deliciosa imersão no chamado paradoxo francês, conceito que ganhou força há duas décadas. Vários estudos mostraram que, embora os franceses consumam mais vinho tinto que qualquer outro cidadão do mundo e comam manteiga, queijo e carne vermelha regularmente, eles têm o mais baixo nível de doenças cardiovasculares do Ocidente. A explicação seria exatamente o consumo moderado e regular de vinho tinto, em função dos polifenóis antioxidantes, sobretudo o resveratrol, encontrados nele.
 
Os vinhos da casa e da região (Pessac-Léognan, Graves, Médoc, Sauternes, Pomerol, Saint-Émilion…) são o acompanhamento perfeito para as refeições “simples”, com ingredientes locais e sazonais, servidas nos três restaurantes da propriedade, que tem uma perfumada e encantadora horta. Um dos restaurantes, o La Grand’ Vigne, comandado pelo chef Nicolas Masse, tem duas estrelas no guia Michelin. Mesmo ali, nada de complicação: “apenas” as melhores matérias- -primas, em receitas que as valorizam ao máximo.
 
O vinho também está nos óleos, nos cremes e na pasta esfoliante preparada na hora em que a gente se apresenta no spa (no melhor estilo simple chic, como tudo que diz respeito à Caudalie) para a deliciosa experiência que é o crushed cabernet scrub. Ao longo de 40 minutos, a pele do corpo é massageada com esse esfoliante natural, que remove as células mortas e ativa a circulação. Uma ducha leva tudo embora e, na sequência, vêm mais 20 minutos de massagem, agora com o objetivo de nutrir e hidratar a pele novinha em folha. Nesse spa de pedra, vidro e madeira, banhado de luz natural, outro tratamento estrela é a combinação da massagem corporal Caudalie com o tratamento facial Resveratrol Lif. Talvez as duas horas mais relaxantes da sua vida.
 
Uma novidade, também com duração de duas horas, é o ritual Soins Eau de Beauté. Diferentemente do tratamento anterior, feito com produtos untuosos, esse é “seco”, apenas com as águas da marca, Eau de Raisin e Eau de Beauté. Os movimentos da vinoterapeuta são parecidos com os do shiatsu. “Desenhei meus spas para serem pausas únicas, santuários de serenidade e beleza, a alta-costura da Caudalie”, costuma dizer Mathilde Tomas. De fato, depois de três dias de imersão no tal paradoxo francês, experimentando os prazeres do vinho à mesa, no spa, em passeios entre os vinhedos, uma sensação de bem-estar nos inunda. E a gente ainda traz para casa, estampado no rosto, aquele brilho, aquele je ne sais quoi que tanto nos encanta nas francesas.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Emirates já investiu US$ 500 milhões em seleção de vinhos

Além de itens como roupas, cobertores, produtos para cuidados com a pele da marca Voya e uma nova linha de amenidades da Bulgari, a Emirates tem investido em um serviço especial para agradar seus clientes: boas opções de vinho. Iniciado há 12 anos, o programa de vinhos da companhia aérea já recebeu investimentos de mais de US$ 500 milhões, com a intenção de ser a melhor lista da bebida disponível em aviões.
 
 
 De acordo com uma reportagem da Bloomberg, o vice-presidente sênior que dirige o serviço da Emirates, Joost Heymeijer, aponta que a companhia opera com cerca de 70 diferentes tipos de vinho em toda a sua frota. Para manter o serviço em operação, a companhia conta com conjunto de armazéns em Borgonha, na França. Muitos dos vinhos servidos pela companhia foram comprados há anos e permanecem armazenados até que estejam prontos para o consumo.
 
PLANO DE LONGO PRAZO
 
Grande parte das companhias aéreas conta com um consultor de vinhos para elaborar, com um orçamento delimitado, uma lista de vinhos que estão disponíveis no mercado para utilizá-los no serviço de bordo. No entanto, o presidente da Emirates, Tim Clark, queria que sua lista de vinhos fosse um diferencial da companhia. O investimento, planejado a longo prazo, rendeu até mesmo uma economia para a Emirates. Alguns dos vinhos que a companhia aérea comprou há muitos anos por US$ 350 custariam hoje mais de US$ 2 mil por garrafa.
 
A principal fonte de vinhos para a Emirates é Bordeaux, na França, mas a companhia tem buscado expandir sua lista, com aquisições recentes nas regiões da Borgonha Chevalier-Montrachet e Échezeaux. Além disso, vinhos italianos, australianos e também norte-americanos constam na lista.  

Vinicultor nos EUA inova ao detalhar custo de produção de vinho

No último trimestre de 2015, depois que todas as suas uvas cresceram, foram colhidas, esmagadas e colocadas em grandes barris de carvalho, Mark Tarlov começou a fazer as contas.
 
Como qualquer bom vinicultor, fez o levantamento dos custos --mão de obra, equipamentos, até mesmo embalagens-- e dividiu por garrafa. Finalmente, calculou um preço, com uma margem de lucro de 45 por cento, e decidiu criar um site que usaria para vender o vinho.
 
Este pequeno lote de pinot noir, chamado Alit, do úmido Vale de Willamette, no Oregon, EUA, é vendido por US$ 27,45 a garrafa, e Tarlov talvez seja o único vinicultor do mundo que diz aos clientes exatamente por que cobra esse preço.
 
O barril custa US$ 1,1 por garrafa. O cultivo e a colheita absorvem outros US$ 5,66. E a embalagem, caixas especiais de papelão para entrega que não exigem proteção extra, custa US$ 2,88.
 
O vinho Alit é vendido diretamente aos consumidores ? assim como muitos outros vinhos. Ele é cultivado usando técnicas tradicionais e completamente naturais; que também são relativamente comuns atualmente. O que realmente o diferencia é a maneira pela qual é precificado.
 
"Não conheço ninguém que faça o que ele está fazendo", disse Joshua Greene, editor que publica a revista Wine & Spirits.
 
O preço da maioria dos vinhos é fixado de acordo com a qualidade e com o tipo de cliente que a vinícola deseja atingir ? e não com base no custo dos barris, das garrafas e da mão de obra. "O preço é ditado pela marca", explicou Greene. "Você diz: 'Quero fabricar um vinho para o 1 por cento', depois você trabalha a partir disso."
 
Tarlov está fazendo o oposto. "Usamos os elementos do vinho esotérico, de grande qualidade, e dizemos, 'você deveria tomar este na terça-feira'", disse. "Você não tem que reverenciar o vinho."
 
O modelo de negócios de Tarlov, de cálculos transparentes, foi adotado em outros setores de varejo. Mais especialmente, a marca Everlane construiu um império no segmento de vestuário ao se dirigir diretamente a clientes na internet para detalhar custos de materiais, transportes e taxas para cada peça.
 
Para alguns itens, a empresa até permite que os clientes escolham o preço, e o menor preço não proporciona nenhum tipo de lucro. A ideia também se espalhou entre outras startups, como a fabricante de bolsas Oliver Cabell.
 
O que está nas entrelinhas: os intermediários estão sendo eliminados e tanto os criadores quanto os consumidores estão recebendo mais pelo dinheiro que investem e gastam.
 
Praticamente todo vinicultor do mundo vende diretamente aos consumidores, mas normalmente eles dão justificativas por venderem pelos mesmos preços das lojas de varejo. Assim, não prejudicam seus parceiros no atacado e também embolsam ganhos significativos.
 
Os distribuidores e varejistas que vendem outros vinhos de Tarlov ainda não fizeram nenhum tipo de retaliação, pelo menos por enquanto. "Mas soou o alarme e irá soar ainda mais alto", disse Tarlov. "Mas eu adoraria ser aquele que irá destruir o meu próprio negócio."

Edegar Scortegagna, presidente da Associação Brasileira de Enologia, comenta o mercado de vinhos nacionais

Edegar Scortegagna, enólogo da Luiz Argenta Vinhos Finos, assume em 2017 o cargo de presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE). Abaixo ele fala sobre o vinho brasileiro.
 
 
Qual o maior desafio do vinho brasileiro hoje? A concorrência dos importados? 
 
Não vejo outros países como concorrentes. O consumidor não é fiel, e nem deve ser, ele gosta de provar diferentes vinhos. Então acredito que o maior desafio é fazer o consumidor conhecer mais os produtos brasileiros, criar cursos de degustação, falar cada vez mais sobre nossos rótulos.
 
Acha que a aceitação do público melhorou? O preço atrapalha?
 
A aceitação do público melhorou muito, principalmente nos últimos dois anos. Mas ainda precisamos de um voto de confiança, que acreditem no vinho brasileiro e que brindem com ele para ajudar os produtores nacionais e a economia. O problema maior sobre os preços do vinho brasileiro são os impostos. Além disso, também dependemos dos insumos importados, com alta carga tributária. Outro ponto é que cada estado tem sua tributação, o que faz com que o mesmo vinho tenha preços distintos em diferentes lugares.
 
Você é de uma geração de enólogos que atuou no exterior antes de trabalhar no País. Que influências trouxe de lá?
 
A Europa produz vinhos há milhares de anos e ensina enologia há mais de cem anos. Tenho certeza de que estudar outras realidades, conhecer novos terroirs, só faz crescer a cultura dos vinhos. Não estou dizendo que os vinhos de outros países são melhores ou piores do que os nossos, mas o fato de conhecer outras realidades e saber adaptá-las à nossa pode fazer a diferença.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Coravin começa a ser vendido no Brasil

Um dos brinquedinhos mais disputados pelos habitantes do mundo do vinho, o Coravin passa a ser vendido oficialmente no Brasil. O aparelho consegue extrair a bebida de garrafas sem desarrolhá-las. Lançado há três anos, causou furor entre os enófilos por permitir que vinhos raros e/ou caros pudessem ser degustados em diferentes estágios de sua vida sem causar prejuízo ao que remanescia na garrafa. Seu grande trunfo é um sistema que usa uma agulha para retirar o líquido e, ao mesmo tempo, injetar gás argônio para impedir que o oxigênio, inimigo mor do vinho, causasse danos ao precioso líquido.
Foi usado, por exemplo, em provas de vinhos raros, como o Bordeaux do século 19 da foto acima. E ampliou a oferta de taças em restaurantes mundo a fora – o NoMad, de Nova York, foi um dos primeiros entusiastas–, que passaram a vender rótulos além dos varietais famosos em regiões próximas, arriscando até incluir na lista garrafas que custam muitos dígitos.
Muitos dígitos, aliás, são o problema que Coravin oferece para quem deseja ter um exemplar em casa. No Brasil, custa entre R$ 2,8 mil e R$ 3,56 mil, a depender do modelo, no site da importadora Concept. Para quem não quer dispor da quantia, fica a piada que corre sobre o aparelho na internet: quem precisa de um Coravin em casa é porque não tem amigos suficientes. 

Projeto Comprador busca incrementar vendas para Rússia e Oriente Médio

Sete profissionais que representam empresas na Rússia e no Oriente Médio visitaram, no início de dezembro passado, a Serra Gaúcha participando do Projeto Comprador, realizado pelo Wines of Brasil, em parceria com os escritórios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em Moscou, na Rússia, e em Miami, nos Estados Unidos. O grupo veio para conhecer o mercado nacional de vinhos, espumantes e sucos de uva e prospectar novos negócios.
 
O Wines of Brasil é um projeto setorial de divulgação dos vinhos brasileiros no Exterior, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em conjunto com a Apex-Brasil.
 
“Os vinhos e espumantes brasileiros têm diferencial. São elegantes, gastronômicos, leves, frescos e frutados. E é este estilo que vai fazer os produtos se destacarem no mercado mundial”. A declaração do gerente de Importação russo Vasily Izraliantc revela a surpresa identificada pelos participantes. A comitiva inclui ainda integrantes do escritório da Apex-Brasil na Rússia, o brasileiro Almir Ribeiro Americo e a russa Milena Babayan, representantes de importadoras russas, Svetlana Selivanova e Mikhail Bodukhin, a jornalista russa especializada em vinhos Tatiana Zlodorena e o gerente de Alimentos e Bebidas, o brasileiro Daniel Miranda.
 
Durante cinco dias, o grupo visitou nove vinícolas da Serra Gaúcha (Aurora, Casa Perini, Casa Valduga, Don Guerino, Lidio Carraro, Miolo, Mioranza, Pizzato e Salton), degustou seus rótulos e conheceu os métodos de elaboração dos produtos.
 
 
Para o gerente de Alimentos e Bebidas da Fogo de Chão no Oriente Médio, o brasileiro Daniel Miranda, a vinda à região evidenciou o potencial da vitivinicultura nacional e possibilitará a inserção dos rótulos verde-amarelos nas cartas de vinhos das 13 novas unidades da rede de restaurante americana que serão abertas nos próximos quatro anos no Oriente Médio, no norte da África e na Oceania. “Sou consumidor dos vinhos do nosso país e vejo como a qualidade deles cresceu ao longo desses anos. Há mais investimentos, os produtores estão viajando e conhecendo mais e, assim, evoluindo”, avalia Miranda.
 
As duas primeiras filiais dessa prospecção da Fogo de Chão já abrem no próximo ano: em janeiro, na Arábia Saudita, e em março, em Dubai. “É uma grande oportunidade para apresentarmos os vinhos brasileiros para o mundo inteiro. Em Dubai há mais de 200 nacionalidades circulando. Para começar, quero colocar, pelo menos, 20 rótulos brasileiros em nossa carta. Acho que devido ao calor, vamos conseguir explorar mais os espumantes e os vinhos brancos e rosés. O suco de uva também vai conquistar”, acredita o gerente de Alimentos e Bebidas. Em Dubai, a Fogo de Chão abrirá filial em um local que há permissão para a venda de bebidas alcoólicas.
 
O gerente de Importação da Marine Express, Vasily Izraliantc, conta que a viagem está sendo encantadora. “Quando pensava no país, vinha na mente café, tabaco, Carnaval e futebol. Foi surpreendente. A produção é diversificada, com tecnologia avançada. Já visitei muitas vinícolas, mas aqui encontrei tecnologias que não vi em outros lugares”, conta.
 
De acordo com Izraliantc, na Rússia o consumo é praticamente igual entre vinhos tranquilos e espumantes, mas vem se observando um crescimento no mercado das borbulhas. O país é responsável por 85% da comercialização nacional. Apenas 15% dos rótulos são importados.
 
Para o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, a Rússia e o Oriente Médio são mercados muito promissores. “Com a vinda destes profissionais, temos a expectativa de aumentar a comercialização para os países e, através destes contatos, termos auxilio na promoção dos produtos na Rússia e no Oriente Médio”, pontua o dirigente.
 
Fonte: IBRAVIN

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Cruzeiro lança clube de vinhos, o primeiro do mundo de uma equipe de futebol

A Casa Rio Verde, tradicional importadora mineira de vinhos, fechou uma parceria com o Cruzeiro Esporte Clube para o lançamento do primeiro clube de vinhos de um time de futebol no mundo: o “Clube do Vinho Cruzeiro”. Uma união perfeita entre duas paixões arrebatadoras: vinho e futebol, concretizada para a torcida celeste pela importadora e pelo clube mineiro.
 
O Clube do Vinho Cruzeiro foi anunciado pelo Cruzeiro nesta quinta-feira, dia 22 de dezembro, e pode ser acessado pelo site www.clubedovinhocruzeiro.com.br. No início de janeiro, o site trará também uma seleção de vinhos avulsos e kits de vinho para o torcedor degustar e presentear. As novidades não param por aí: o Cruzeiro terá dois vinhos oficiais licenciados, produzidos pela vinícola gaúcha Lidio Carraro, com lançamento também previsto para a primeira quinzena de janeiro.
 
Além da loja virtual, as assinaturas do Clube do Vinho Cruzeiro podem ser feitas em uma das cinco lojas da Casa Rio Verde em Belo Horizonte. A assinatura mensal custa R$119.80 (duas garrafas de vinhos tintos). O Sócio do Futebol do Cruzeiro tem 5% de desconto na assinatura do clube do vinho, na compra dos vinhos e kits avulsos através do “Clube do Vinho Cruzeiro” e lojas físicas da Casa Rio Verde. O desconto vale inclusive para os produtos em promoção.
 
O diretor Comercial da Raposa, Robson Pires, destaca que o Cruzeiro sempre teve interesse em fazer o licenciamento de um vinho, por ser  um produto que se identifica com as origens italianas do clube: “O Clube do Vinho Cruzeiro é destinado aos cruzeirenses que gostam de vinho, uma bebida cada vez mais presente na mesa dos brasileiros e ótima para momentos especiais. Será a oportunidade de adquirir vinhos  selecionados, em casa, com preços especiais,   além de prestigiar o time do coração”.
 
COMO FUNCIONA O CLUBE DO VINHO CRUZEIRO?
 
Participar de um clube do vinho é a mais autêntica expressão do “unir o útil ao agradável”, reunindo conveniência e prazer em um só pacote. O Clube do Vinho Cruzeiro funciona como a assinatura de revista. A partir do momento que o torcedor faz a assinatura pelo site ou nas lojas da Rio Verde ele recebe mensalmente uma seleção com dois vinhos (tintos). Pode optar também por receber um número maior de vinhos (múltiplo de dois) e por planos mensais, semestrais ou anuais, com descontos progressivos.
 
O torcedor tem a comodidade de receber os vinhos em casa, sem nenhum custo adicional. O frete é grátis para a Região Sudeste e parcialmente subsidiado para as outras regiões, visto que o Clube entrega em todo o Brasil. O frete também é grátis, na Região Sudeste, nas compras de vinhos avulsos e kits com valor superior a R$130. O prazo de entrega em Belo Horizonte é de 1 dia útil. A seleção dos vinhos é feita criteriosamente pela Casa Rio Verde, que garimpa seus produtos em vinícolas da Europa e da América do Sul. Grande parte dos rótulos são premiados por publicações especializadas. Outra vantagem para o consumidor é o preço: os vinhos do clube saem até 40% abaixo do valor de mercado.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Itália ganhará museu dedicado ao vinho marsala

A cidade de Marsala, na região italiana da Sicília, ganhará até o fim de 2017 um museu dedicado ao vinho homônimo que a tornou famosa no mundo inteiro.  

A bebida fortificada, que surgiu em meados do século 18, saiu da pequena cidade siciliana e se tornou um dos mais conhecidos produtos típicos da Itália. O museu será montado dentro do Palazzo Fici, que já hospeda a enoteca do município. O idealizador do projeto, Francesco Alagna, prevê um espaço multimídia com mais de 400m2. As projeções prometem uma atração moderna, que permita ao visitante uma profunda imersão nas peculiaridades do vinho.  

Além disso, o local oferecerá uma degustação de vinhos com mais de 60 rótulos - alguns de reservas históricas. Também haverá uma área exclusiva para que produtores locais compartilhem suas bebidas com o público. "Estava na Austrália, visitando o 'Wine Museum' [Museu do Vinho] de Adelaide, quando pensei em um projeto dedicado inteiramente ao vinho marsala, produto que amo e que indico a todos", conta Alagna. Ele ainda relata que, ao contatar turistas na cidade de Marsala, notou que as pessoas eram atraídas até lá por causa de sua grande tradição vinícola, mas que "existiam poucas e fragmentadas informações históricas" sobre o produto. (ANSA)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Game of Thrones ganha linha oficial de vinhos

A fabricante de bebidas Vintage Wine Estates fez uma parceria com o canal HBO para produzir uma seleção de vinhos baseada na série, nos tipos Chardonnay, Cabernet Sauvignon e Red Blend.
 
Os vinhos de Game of Thrones têm lançamento previsto para o segundo trimestre de 2017 nos Estados Unidos. As versões Red Blend e Chardonnay sairão por US$ 20 (cerca de R$ 67), enquanto o Cabernet Sauvignon custará US$ 40 (cerca de R$ 135).
 
Essa não é a primeira bebida alcoolica baseada no universo criado por George R. R. Martin. Anteriormente, a marca Brewery Ommegang também lançou cervejas oficiais temáticas de Game of Thrones. Além disso, uma linha não-oficial de vinhos inspirada na série da HBO foi lançada em 2014.

sábado, 19 de novembro de 2016

Garrafa de vinho que conta uma história

 
Essa é a ideia por trás da linha de vinhos Librottiglia, da vinícola italiana Matteo Correggia e da agência de design Reverse Innovations.
 
As garrafas de 375ml vêm com histórias curtas nos rótulos. Os minicontos foram escritos por três autores - Patrizia Laquidara, Regina Nadaes Marques e Danilo Zanelli. Cada história foi concebida para harmonizar com o tipo de vinho que a acompanha
 
 

Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa

Obter informações sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conteúdo, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida após a análise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP.
 
 
O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentração de íons metálicos (como manganês, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produção é realmente aquele especificado no rótulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de ressonância magnética nuclear (RMN) semelhante àqueles usados em hospitais para exames clínicos. Terminada a medição, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.
 
O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade possível entre países e tipos de uva, para observar qual dessas características surtia maior influência nos resultados. Íons metálicos estão naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alcoólicas ou não, em concentrações variadas.
 
A garrafa é colocada inteira dentro dele e a medição dura em torno de dois minutos. O resultado é um gráfico que mostra o tempo de relaxação da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar à sua condição magnética inicial após ser irradiada com uma onda de rádio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz).
 
“Quando esse gráfico é comparado a um banco de dados pré-existente, podemos saber a concentração aproximada de metais presentes na amostra”, ressalta Esther. “Realizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as análises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado”.
 
A pesquisa comparou vinhos de diferentes países e observou que os gráficos de relaxação das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo país, ou de localidade geográfica parecida.
 
“Correlacionando esses gráficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o íon metálico que mais influencia as medidas é o íon de manganês. Além de ter concentração mais expressiva que os demais íons ativos na RMN, sua interação com o campo magnético é bem maior que a dos outros íons em solução”, explica a pesquisadora. “Portanto, a classificação de vinhos tintos por país ou região de plantio é possível utilizando a Ressonância Magnética Nuclear, e acontece de acordo com a concentração de íons de manganês presentes na amostra”.
 
Segundo Esther, não existe muita aplicação industrial do método. “Antes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar análises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN”, observa. “O equipamento utilizado na pesquisa, em relação a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, é mais comum, mais barato, mais fácil de ser operado e possui outras aplicações, como por exemplo a análise de frutas e sementes. Apesar disso, não é um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele é bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda é caro para o consumidor comum”.
 
De acordo com a pesquisadora, num futuro próximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de comprá-lo. Com informações da Agência USP.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Estudo afirma que vinhos orgânicos apresentam melhor qualidade

Um estudo inédito da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), dos Estados Unidos, analisou 74 mil pontuações e resenhas de vinhos do estado publicadas por três revistas especializadas do setor vitivinícola e apontou que vinhos tintos “ecológicos” têm cerca de 4,1 pontos a mais, em média, do que seus respectivos pares convencionais.
 
“Descobrimos que cultivos orgânicos e biodinâmicos possuem esse pequeno, mas significativo, efeito positivo na qualidade do vinho”, afirmou Magali Delmas, uma das autoras do estudo norte-americano. Segundo ela, uma semelhante análise preliminar das pontuações de vinhos franceses vem demonstrando o mesmo padrão de resultado.