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sábado, 16 de abril de 2016

H. Stagnari Dayman Tannat #cbe

Este ano tenho tido dias bem corridos tanto na vida pessoal como na profissional, fato que fez atrasar alguns vinhos da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas para diminuir minha dívida chego com o vinho de março, tema proposto pelos conterrâneos Maykel e Ana do blog Vinho por 2, que nos propuseram: "Tannat do Uruguai, sem limite de preço".
 
Antes de falar sobre o vinho escolhido trago algumas informações sobre a história da Tannat no Uruguai.
 
O imigrante francês Don Pascual Harriage plantou, em meados da década de setenta do século XIX, as primeiras parreiras de Tannat no Uruguai. Só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva. O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no Uruguai.
 
A Tannat uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir. Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor.
 
A pluviosidade média anual é de 900 mm e o Sol é constante. No geral, o vinho de Tannat de nossos vizinhos é menos agressivo e mais frutado que o gaulês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcados, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho.
 
O rótulo que escolhi foi o H. Stagnari Dayman. O Dayman é um vinho tinto 100% elaborado com uvas Tannat e o mais nobre da linha “De crianza” da vinícola uruguaia H. Stagnari. Ele fica atrás apenas da produção ícone da casa, o Dinastía.
 
A principal característica da linha “De crianza” são os 12 meses de estágio do vinho em barricas de carvalho, na cava La Puebla, sede da vinícola que está no sul do Uruguai, cerca de 20 quilômetros distante da capital Montevidéu.
 
De acordo com Virginia Stagnari, diretora e esposa do enólogo Héctor Stagnari, responsável pelo exemplar, esse envelhecimento ocorre 80% em barricas de carvalho francês e 20% em carvalho americano. Após esse processo, surgem cerca de 15 mil garrafas do Dayman, elaborado apenas em safras consideradas ótimas pelo enólogo. São três anos de reserva até esse vinho ser disponibilizado ao mercado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi escura, com reflexos violáceos e lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade sendo perceptíveis notas de figo, ameixa, chocolate, couro, cedro e tostado.
 
Em boca mostrou taninos presentes, mas já domados e com leve nota adocicada, acidez viva e álcool a 14% sem incomodar. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com as notas provenientes do tempo de amadurecimento em carvalho aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi degustado no Cantu Day 2016, que ocorreu no Restaurante Nabuco no último dia 14.
 

O Rótulo

Vinho: H. Stagnari Dayman
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Salto
Produtor: H. Stagnari
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º 

sábado, 10 de outubro de 2015

Eolo Gran Reserva: carnudo, equilibrado e longevo

Assim que comprei Eolo Gran Reserva muitas pessoas me falaram: vinhaço e, diante das boas avaliações e indicações de que havia acertado na compra, eu me encontrei em um dilema, abrir ou deixá-lo amaciar por um tempo, resolvi guardar na adega e tive que controlar a ansiedade em verter o líquido da garrafa em minha taça.
 
Depois de um ano na adega não consegui mais esperar e abri o vinho para acompanhar uma fraldinha recheada com queijo provolone, a combinação entre um dos cortes bovinos de minha preferência associado ao sabor defumado e bem característico do queijo, confira a receita aqui.
 
O vinho é produzido pela Viñedo de Los Vientos que tem sua história iniciada em 1920, quando Angelo Fallabrino chegou em Montevidéu, com a sua família, fugindo da primeira guerra mundial. Nativo de Alexandria, conhecia a arte de produzir vinhos e criou, em 1947, em Atlántida,  a maior vinícola no Uruguai. Seu filho Alexander, seguindo seus passos,  se destacou como um dos inovadores na produção de vinhos no Uruguai  nas décadas de 70 e 80. Com a morte de Alexander em 1991 e de Angelo em 1993,  Pablo, um dos três filhos de Alexander, assumiu o comando da empresa em 1995, produzindo a primeira safra em 1998.
 
A vinícola hoje está sob o comando de Pablo Fallabrino e Mariana Cerutti. A empresa possui 37 hectares de vinhedos, onde são cultivadas Tannat, Cabernet Sauvignon, Trebbiano, Chardonnay e Nebbiolo. 
 
Viñedos de los  Vientos está localizado a poucos quilômetros do encontro entre o Rio de la Plata (o maior estuário do mundo) e do Oceano Atlântico, e por isso tem o influxo de correntes de vento oceânicas, proporcionando uma brisa fresca e um clima ideal para o amadurecimento das uvas.
 
E sem mais delongas vamos as impressões sobre o vinho.
 
Na taça apresentou, apesar dos 6 anos de vida, uma cor rubi intensa e profunda com reflexos violáceos e halo vermelho sem sinais de evolução. Foi ainda possível observar uma formação intensa de lágrimas finas púrpura, que escorreram tingindo as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos, com notas de fruta vermelha e negra madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de aromas de menta, alcaçuz, especiarias, chocolate amargo, balsâmico, cedro e toques de tostado bem integrada ao conjunto, mostrando a excelente habilidade do enólogo no trabalho com a madeira, uma vez que o vinho tem passagem por 36 meses em barricas de carvalho.
 
Em boca o vinho mostrou-se encorpado, carnudo e com excelente equilíbrio. Taninos potentes, porém redondos e já amaciando devido os 6 anos de vida, boa acidez e álcool a 14% sem incomodar. Repetição das notas olfativas e final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, chocolate, balsâmico e tostado aparecendo em um delicioso retrogosto.
 
Um belo vinho e que já estava no ponto, mas não tenho dúvida que se beneficiaria de mais alguns anos de guarda. Queria ter mais duas garrafas para acompanhar a evolução.
 

O Rótulo

 Vinho: Eolo Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tannat 85% e Ruby Cabernet 15%
Safra: 2009
País: Uruguai
Região: Atlántida
Produtor: Viñedo de Los Vientos
Graduação: 14%
Enólogo: Pablo Fallabrino
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 92 pts Descorchados

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Degustamos com exclusividade as edições limitadas do Nosotros Sofita e Nosotros Francis

"A linha Nosotros celebra o esforço de todas as pessoas que trabalham no dia a dia para criar estes vinhos. É considerado a 'seleção das seleções' da bodega".

No fim do mês de março tive o prazer e a honra de degustar alguns dos principais rótulos da competente Susana Balbo, dentre os quais as edições limitadas do Nosotros Sofita e do Nosotros Francis. De cada um dos vinhos foram produzidos cerca de 4 mil garrafas e, segundo representante da Dominio del Plata no Brasil, apenas duas garrafas de cada vinho vieram ao país, duas das quais foram abertas com exclusividade em almoço para formadores de opinião no Restaurante La Cuisine Bistrô.
 
Nosotros Sofita
 
O nome “Sofita” é uma homenagem em memória de uma amiga querida, nascida na Lituânia. "Ela
era culta e elegante; morreu repentinamente em 2010. Gostava muito de flores, razão pela qual Susana, escolheu a uva cabernet franc para representá-la”. O desenho cheio de flores, que estampa o rótulo foi desenhado por sua filha, Ana Lovaglio e completa a homenagem a amiga.
 
O Nosostros Sofita é um blend de Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente nos vinhedos de Agrelo a 1080 metros de altitude.  Após a colheita e o processo de seleção de uvas é realizada uma maceração a frio com leveduras nativas. Em seguida parte das uvas fermenta em barricas de carvalho de 500 litros e "toneis" de concreto em formato de ovo, com o objetivo de preservar características frutadas e agregar taninos ao líquido. Por fim o vinho matura por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e mais três anos em garrafa.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea brilhante, com lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz mostrou aromas de frutas negras, violetas, rosas, pimenta, especiarias, chocolate, café torrado, baunilha e tostado. Em boca um vinho intenso e elegante, com taninos redondos em perfeita harmonia com a acidez e os quase 15% de álcool. Final de boca longo com notas de fruta madura, café e cedro aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Nosotros Sofita
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 70%, Cabernet Franc 25% e Cabernet Sauvignon 5%
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
Nosotros Francis
 
O nome deste outro vinho também é uma homenagem e um breve resumo do porque deste nome nos foi contado pela Susana. “Um casal de amigos perdeu o único filho, vítima de um câncer de cérebro. Depois de sete anos, quando eles já não imaginavam que teriam outros filhos, chegou Francis.” Assim como no Sofita o desenho que estampa o rótulo do Francis foi feito por Ana Lovaglio.
 
A produção do Francis segue o mesmo padrão do Sofita e no seu blend além das castas presentes no Sofita com com emblemática uruguaia: Tannat, dando ao vinho mais intensidade e potência.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi violácea profunda e brilhante e cheio de lágrimas que escorrem tingindo as paredes da taça. No olfato um vinho que mostra toda sua jovialidade, com notas de fruta frescas, intercaladas com sutis aromas de especiarias, pimenta seca, baunilha, chocolate amargo e madeira. Em boca um vinho potente, estruturado, que ainda vai amaciar com o passar dos anos. Repetição das notas olfativas e final de boca longo.
 
O Rótulo

Vinho: Nosotros Francis
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 50%, Cabernet Sauvignon 30%, Cabernet Franc 10% e Tannat 10%
Safra: 2011
País: Argentina
Região: Vale de Uco
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
 
Quem visitar a Argentina não pode deixar de passar pela Domínio del Plata e deleitar-se por toda linha de vinhos da vinícola e coroar a degustação com os 3 vinhos Nosostros.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Viñedo de Los Vientos Tannat 2012

O Uruguai não é um produtor de vinhos aclamado, pura injustiça, pois produz excelentes vinhos, como é o caso do carnudo Viñedo de Los Vientos Tannat, um exemplar que expressa todo potencial da casta ícone do país.
 
A história da Viñedo de Los Vientes remota para o anos de 1920 com a chegada, proveniente de Alexandria, de Angelo Fallabrino juntamente com sua família. O empreendimento segue com Alejandro, filho do patriarca que destacou-se como uma das pessoas mais inovadoras da indústria vinícola do Uruguai nos anos 70 e 80. Com a morte de Angelo e Alejandro assume o comando da vinícola um dos três filhos de Alejandro: Pablo Fallabrino.
 
Viñedo de los Vientos, por sua localização próxima ao litoral, é acariciado permanentemente pelas brisas marinhas provenientes do Estuário do Rio de la Plata. A amplitude térmica entre o dia e a noite nesta região é outro fator que influi amplamente no desenvolvimento e crescimento da fruta, tendo dias de até 42ºC e noites com somente 15ºC.
 
A colheita das uvas é realizada a mão, em recipientes plásticos de uns 15 kg cada um, estes são levados à esteira transportadora, onde é realizada a seleção dos grãos. Desde lá se dirigem à prensa e passam diretamente a cubas de aço inoxidável para o começo da elaboração.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi escura intensa e brilhante, com tingimento das paredes da taça provocado pelas suas lágrimas. No nariz aromas de fruta negra madura, pimenta do reino, chocolate amargo e notas de tostado bem integradas ao conjunto. Em boca volumoso, com taninos firmes, carnudos e bem acompanhados pele excelentes acidez. Final de boca seco e longo, com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Levei esse vinho para casa dos amigos Juberlan e Rejane e harmonizamos com uma picanha na brasa.


O Rótulo
 
Vinho: Viñedo de Los Vientos
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Atlántida
Produtor: Viñedo de Los Vientos
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 60,00 (R$ 34,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 92 Pts DS

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Provamos o Septimum 2009, o novo top da #salton para o #winebar

Chegamos ao último vinho degustado para o WINEBAR: o Septimum 2009,  que é mais um lançamento da vinícola Salton, um top do qual foram produzidas apenas 7.547 garrafas.
 
O nome do vinho é uma alusão e homenagem aos sete irmão pioneiros da Vinícola Salton e por esta razão foi elaborado a partir de 7 castas: Tannat, Ancellotta, Merlot, Cabernet Fanc, Teroldego, Cabernet Sauvignon e Marselan, uma para cada irmão, como pode-se ler no contra rótulo: "Há mais de um século, sete irmãos consolidaram as raízes da Vinícola Salton. Agora, a mesma sintonia faz do Septimun e suas sete castas um vinho sofisticado e harmonioso".

Para a elaboração deste belo vinho são selecionados os melhores grãos das sete castas que compõem o corte, os quais são homogeneizados e macerados em tanque durante 5 dias. Posteriormente, o mosto recebe as leveduras e é conduzido a barricas de carvalho 225 litros, onde fermenta durante 15 dias. Diariamente é efetuado o pisage, que consiste em submergir as partes sólidas no líquido em fermentação, incrementando a extração de compostos polifenólicos da uva. Terminada a fermentação, o vinho é levado a barricas novas de carvalho francês, onde permanece amadurecendo por um ano. Logo, é estabilizado e clarificado para, por fim, ser colocado na garrafa, onde permanece repousando durante um ano nas caves da Vinícola.

O visual do vinho destaca-se já pelo rótulo e sua garrafa imponente e pesada, seguindo pela pela cor rubi profunda e brilhante, halo jovial e uma linda chuva de lágrimas. No nariz mostrou aromas complexos, destacando-se frutas vermelhas (cereja e morango) frutas negras (ameixa), café, tabaco, chocolate, menta, notas balsâmicas e elegante tostado, tudo muito integrado, sem exageros e de boa intensidade. Em boca manteve a complexidade, que aliada a taninos estruturados, porém redondos e elegantes e a boa acidez, nos proporcionou um vinho com final de boca longo cheio das impreções olfativas aparecendo no retrogosto.
 
Excelente rótulo nacional: complexo, elegante e equilibrado, um dos melhores que degustei e que ainda tem uns anos pela frente. Tem um preço justo, apesar de estar acima do valor que costumo pagar por uma garrafa.
 
Para acompanhar esse belo tinto nacional Fernanda nos preparou um delicioso Folhado de Filé Mignon com Batatas assadas com ervas e shoyu, que casou perfeitamente com o vinho, tornando o conjunto ainda melhor.
 
O Rótulo

Vinho: Septimum
Tipo: Tinto
Castas: Tannat, Ancellotta, Merlot, Cabernet Fanc, Teroldego, Cabernet Sauvignon e Marselan.
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Garrafa n.: 7.024
Graduação: 13%
Onde comprar: Salton
Preço: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Salton para degustação no Winebar.

sábado, 2 de agosto de 2014

Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006 #cbe

Começo de mês tem postagem especial para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Desta vez o tema ficou por conta do Evandro Vanti Gonçalves do blog Vinhos que Provo que mandou: "um tinto nacional sem passagem por carvalho e sem limite de preço".

Apesar de eu e Fernanda termos voltado do Vale dos Vinhedos há 15 dias, onde degustamos alguns rótulos que se enquadram dentro do tema eu resolvi ir em busca de um rótulo nas lojas daqui de Recife e foi aí que cometi uma lambança: terminei comprando o vinho suave pois, ative-me mais ao fato de ter sido elaborado com uvas vitiviníferas, que a ler com calma o rótulo, no qual havia a inscrição de que o tal era suave.

Então apesar de termos feito um esforço enorme para berber o vinho eu preferi escolher um dos rótulos que eu e Fernanda degustamos na Lidio Carraro, que tem como uma de suas marcas registradas o fato de que nenhum de seus rótulos passar por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas e fazer com que o vinho expresse ao máximo as características do terroir.

Minha escolha foi o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Esta vinho é o único vinho da vinícola que é produzido a partir dos parreiras do Vale dos Vinhedos, sendo os demais provenientes de videiras de Encruzilhada do Sul.

Visualmente apresentou cor rubi com halo cor de telha e uma magnífica formação de lágrimas. No nariz mostrou um bouquet magnífico: frutas negras, toques florais (cravo), canela, chocolate amargo, café, notas terrosas e balsâmico. Encorpado em boca, com taninos redondos e aveludados em bom equilíbrio com a acidez e o álcool, que apesar dos seus 14,5% não incomodou. Final de boca longo com repetição das notas olfativas.

Vinhaço: elegante, inteiro, equilibrado, de deliciosos aromas e que mostra todo potencial do vinho brasileiro, sem falar é claro que é uma prova que não é necessário o uso de barricas de carvalho para se produzir bons vinhos.

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Grande Vindima Quorum
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat
Safra: 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife:
Preço: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 17,50 (Jancis Robinson)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vale dos Vinhedos em 1 dia

Seguindo nossa viagem pela Serra Gaúcha partimos para Caxias do Sul para podermos ficar mais próximo da Região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Nossa meta era visitar algumas vinícolas no período da tarde, porém caiu um temporal e não tivemos outra opção senão ficar em Caxias.
 
Com a melhora do clima chuvoso botamos o pé na estrada e partimos para Bento Gonçalves na manhã seguinte. Pegamos algumas informações no Turismo Bento, um posto de atendimento ao turista bem na entrada da cidade, próximo ao Pórtico.
 
Mapas na mão partimos para o Vale do Rio das Antas, onde fica a Vinícola Salton e um dos locais mais apreciados da região em virtude de sua paisagem natural ímpar, repleta de vales, rios e montanhas exuberantes.

Salton
 
Foi pela Vinícola Salton que iniciamos nossa maratona e por lá recomendamos que todos o façam. A empresa possui um qualificado atendimento ao público e oferece programas customizados de visitação, que iniciam às 9h30min e vão até às 17h.

 
Fomos guiados por profissional da área de Enologia e Turismo, a visitação foi fantástica, ímpar, impecável... Conhecemos as instalações de uma forma única iniciando por um vinhedo de Cabernet Sauvignon de 25 anos de idade situado bem a frente da belíssima sede e usado para teste de novos produtos para futuramente serem aplicados nos vinhedos.


Um dos destaques, que torna a Salton uma atraente opção turística é a facilidade de se passear pela vinícola, onde exclusivas passarelas aéreas foram construídas para possibilitar ao visitante acompanhar todo o processo produtivo de recebimento, elaboração, engarrafamento e amadurecimento dos produtos.

 
Durante a visita, além da passear pela área de produção fomos surpreendidos pelo talento de artistas da região, que reproduziram no teto pinturas que retratam o vinho em diferentes momentos da história da família.


A visita finda com uma degustação opcional no valor de R$ 10,00, os quais são revertidos para a compra de produtos na loja da vinícola. Como eu estava dirigindo só a Fernanda participou da prova de 7 diferentes rótulos: Salton Lunal Frisante, Salton Intenso Merlot-Tannat, Salton Talento, Salton Classic Cabernet Franc-Merlot-Ancellota Suave, Brasil Salton Intenso, Salton Moscatel e Salton Intenso Branco Licoroso.


Marco Luigi

Nossa segunda parada foi a pequena, mas muito agradável e elegante Marco Luigi, um vinícola familiar que tem sua história marcada pela chegada ao Brasil o patriarca Marco juntamente com seu filho Luigi.

Motivado pelo sonho e pelo amor ao bom vinho, surgiram de dentro da mata virgem os primeiros parreirais, plantados com mudas trazidas da própria Itália pelo patriarca da família, que produziram uvas de excelente qualidade e originaram os primeiros vinhos artesanais, primeiramente para consumo próprio.

Antiga sede da Vinícola.
Com o nascimento de seu neto, Marco Luigi, que herdou o amor e conhecimento pelo vinho, a produção de uvas aumentou, os vinhos passaram a ser comercializados na região e o sonho do patriarca tornou-se realidade. Com o tempo, Marco Luigi passou a ser reconhecido pela qualidade de seus vinhos e em 28 de Agosto de 1946 registrou a Vinícola e prosseguiu sua caminhada na arte do vinho.
 
 
Fomos recebidos por Franciele e Davi, que nos apresentou a vinícola, iniciando pelos parreirais e um pouco sobre como era a produção, passando pela vista externa da antiga casa do patriarca e da vinícola e findando pela atual sede, linha de produção e caves de amadurecimento.

Aqui é o paraíso: cave onde repousam as safras mais antigas.
Nossa visita terminou com a degustação dos vinhos: Marco Luigi Reserva Chardonnay, Marco Luigi Tributo Baginbox, Marco Luigi Tributo Touriga Nacional, Marco Luigi Reserva Marselan, Marco Luigi Grande Reserva Brut, Marco Luigi Tributo Brut, Marco Luigi Tributo Prosecco, Marco Luigi Tributo Demi-Sec e Marco Luigi Reserva Moscatel. Este serviço custa R$ 12,00 por pessoa e dá direito a uma taça personalizada.

Casa Valduga

Partimos para outra gigante: a Casa Valduga um empreendimento exemplar e de uma estrutura impecável que inclui além da vinícola, a Villa Valduga (complexo enoturístico com Enoboutique, Restaurantes e Pousadas) e a Casa Madeira (uma empresa artesanal, que elabora produtos 100% sadios e naturais, tais como: Geléias, doces e vinagres Balsâmicos à base de vinho).


A visita pelas instalações da vinícola inicia com um vídeo institucional que conta um pouco da história da empresa e de como são produzidos os vinhos. Depois seguimos para um mini museu onde estão o primeiro Cabernet Sauvignon e o primeiro trator da família. O passeio continua pelas caves de amadurecimento de tintos e brancos, de fermentação de espumantes e pela linha de produção, onde os vinhos são engarrafados.

O uso dessas belas toucas é obrigatório enquanto dentro da área
de produção para evitar contaminação.

 
O destaque da visita fica para a degustação dos vinhos, que é realizada bem no meio das caves onde repousam as garrafas e barricas de carvalho. Nos foram servidos os vinhos: Casa Valduga Identidade Premium Chardonnay, Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot, Casa Valduga Identidade Premium Pinot Noir, Espumante Casa Valduga Reserva Brut e Espumante Casa Valduga 130.

 
Miolo

Fazemos aqui um parêntese para falar sobre a visita a Vinícola Miolo, um parêntese porque na realidade a visita a esta foi realizada como parte do passeio que fizemos na Maria Fumaça. Contudo, com uma boa organização e gerenciamento do tempo é possível incluir ela no roteiro de visitas de um dia pelo Vale dos Vinhedos.


Aqui a visita inicia-se pela sala que ficam as pipas onde ocorria o processo de fermentação, seguindo pelos tanques de inox e passando pela fantástica cave onde estão as barricas de carvalho, que para nós é o ponto alto da visita a Miolo, pois no ar pairam os deliciosos aromas do carvalho. Em seguida o enólogo nos guiou pelas caves onde os vinhos amadurecem já em garrafas e os espumantes passam pela segunda fermentação.

  

Outro ponto alto da visita é a degustação, a qual ocorre em uma belíssima sala desenhada especialmente para este fim, onde as bancadas ficam montadas e preparadas para uma ideal análise dos vinhos. Aqui degustamos: Miolo Reserva Chardonnay, RAR Tinto, Espumante Brut Cuvée Tradition, Espumante Demi-sec Cuvée Tradition, Testardy Syrah (esse é do Vale do São Francisco) e Lote 43.

Uma beleza de sala de degustação.

Don Laurindo

A parada agora é em outra vinícola familiar e que era uma das que mais ansiávamos visitar. A Don Laurindo é uma vinícola boutique que tem uma pequena produção, porém de vinhos com grande potencial de envelhecimento.


A história desta simpática vinícola iniciou em 1887, quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na província de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos.


Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos juntamente com o filho Ademir que formou-se em enologia e passaram a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres. Em 1991 Laurindo resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a Vinhos Don Laurindo LTDA.


As instalações nos foram apresentadas por Lucas Brandelli, filho de Ademir Brandelli, que nos explicou brevemente como são produzidos os vinhos e nos levou para a sala de degustação e loja, que ficam bem ao lado das caves onde os vinhos amadurecem em barricas de carvalho e próxima de onde repousam vinhos com 20 - 30 anos de idade.

Por trás destas grades repousam alguns tesouros.
Pela visita e degustação dos vinhos paga-se uma taxa simbólica de R$ 15,00, que é dispensada caso os visitantes adquiram algum produto na vinícola.

Cave de Pedra

Próxima parada: Cave de Pedra, uma jovem vinícola, fundada em 1997, com uma belíssima sede cosntruida em pedra basalto inspirada nos castelos medievais, que além de ser belo e exótico para a região, ajuda a manter uma temperatura mais amena ideal para o amadurecimento dos vinhos.


A vinícola elabora um volume reduzido de vinhos e espumantes, a menor produção dentre as que visitamos, em uma média de 1000 garrafas por vinho. A especialidade é a elaboração de vinhos espumante pelo métodos champenoise.


Além deste diferencial da pequena produção os apaixonados pelo produto da fermentação do fruto das videiras podem casar-se nas instalações... imagine só ver sua noiva chegando ao altar passando pelas caves de amadurecimento... um sonho, não?

 
Fique atento ao horário de funcionamento: a vinícola fecha às 17h, mas a última visitação inicia-se às 16h; após este horário só é possível visitar a loja.
 
Vinhedo em estado de dormência, repondo os nutrientes e preparando-se
para a nova safra.

Lidio Carraro

Quando a noite já estava por chegar aportamos na última vinícola de nossa maratona: a Lidio Carraro, que ganhou imensa notoriedade por ter sido escolhida pela FIFA para ser a produtora oficial do vinho da Copa do Mundo de 2014, o Faces (tinto, branco e rosé).


A Lidio Carraro é uma vinícola boutique e sua história remota para o ano de 1875 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, porém só em 2001 ocorre, após muitos anos de estudo, a fundação da empresa.

Uma das marcas registradas da Carraro é a de que nenhum de seus rótulos passa por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas. A partir dos parreirais do Vale dos Vinhedos é produzido apenas o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Os demais rótulos são provenientes de uvas dos seus 200 hectares em Encruzilhada do Sul.

Ao contrário de todas as outras vinícolas a visita desta é realizada através de uma exposição audiovisual, onde um dos funcionários nos passa a história da vinícola e de como são produzidos os vinhos. Ao fim da exposição passamos para a degustação dos vinhos: Faces Branco, Faces Tinto, Agnus Merlot, Elos Touriga Nacional-Tannat e Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2006.


Fomos muito felizes em cada uma das visitas que fizemos e, para um dia, creio que tenhamos batido um record e mesmo não tendo visto tudo que queríamos voltamos de lá muito satisfeitos e já sonhando voltar e passar por todas vinícolas que não pudemos visitar.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Melhor o Lidio Carraro Faces Tinto World Cup 2013 com Nachos que o jogo azedo

Dando continuidade a brincadeira em dias de jogos do Brasil na primeira fase da copa do mundo eu, Fernanda, Juberlan, Marcílio e Rejane abrimos o Lidio Carraro Faces Tinto World Cup 2013 e para acompanhar Fernanda preparou nachos e foi o que valeu na tarde de ontem, pois o jogo foi bem azedo. 
 
Vinho é um corte de 11 uvas, como um time de futebol, uma bela jogada de marketing e que conquistou a FIFA. Um pouco da história deste vinho pode ser encontrada em outra postagem, na qual comentei sobre a safra de 2012.
 
Na taça o vinho mostrou cor rubi escura com lágrimas densas e lentas. No nariz notas de fruta vermelha madura, violetas, tostado e um interessante aroma de madeira envernizada (como os antigos móveis de mogno), percebido pelo Juberlan. Em boca mostrou corpo médio com taninos leves e bom frescor. Final de boca de média intensidade e com a fruta e os tostado aparecendo no retrogosto.
 
O Faces tinto é um vinho tranquilo e mais uma vez mostrou bom equilíbrio, a harmonização não foi das melhores, mas foi melhor que o jogo entre o Brasil e o México.
 
Agora nos resta o último jogo, que pode ser melhor, pois enfrentaremos uma seleção já desclassificada. Mas, mesmo que o jogo não dê liga, uma coisa é certa, aqui vai ter vinho.

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Faces World Cup
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Teroldego, Touriga Nacional, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Tempranillo, Malbec e Pinot Noir
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço: R$ 49,00 (Este, R$ 32,00 na Wine)
Temperatura de serviço: 15º

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Esse tem Talento #winebar #salton

Chegamos ao último rótulo degustado no WINEBAR do dia 25 de março, a estrela da noite: Salton Talento, que comemora em 2014 ao anos de seu lançamento.
 
O vinho é elaborado com uvas de nossos melhores vinhedos das duas regiões do Rio Grande do Sul. Após a seleção dos cachos e dos grãos, eles são macerados a temperatura de 12°C por 5 dias. A fermentação e a maceração são realizadas por um tempo que pode chegar até 20 dias. Terminado este tempo é realizado o corte e posteriormente é conduzido a barricas de carvalho francês novo de 225 litros para o amadurecimento em caves por 12 meses. O vinho é retirado das barricas e permanece por mais 12 meses na garrafa para adquirir maior complexidade e harmonia.
 
Visualmente mostrou cor rubi violácea e lágrimas grossas e denssas, daquelas que sujam as paredes da taça. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, violeta, chocolate, cacau, tabaco, balsâmico e elegante tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou bom corpo. Taninos redondos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca longo com um retrogosto rico em sabores.
 
Assim como no Salton Intenso harmonizamos com uma maminha na cerveja. Pra mim o melhor rótulo da noite e um dos melhores rótulos nacionais na faixa de preço.
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Talento
Tipo: Tinta
Castas: Cabernet Sauvignon (60%), Merlot (30%) e Tannat (10%)
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Loja Salton
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Nota 1:

O vinho foi gentilmente enviado pela Salton para degustação no WINEBAR especial em comemoração do décimo aniversário do Salton Talento.


Nota 2: Agradeço ao Alexandre Frias e ao Daniel Perches mais este convite. Saúde e bons vinhos sempre.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Em campo uma seleção de 11 uvas

Provei pela primeira vez o Faces Tinto, vinho Licenciado Oficial da Copa do Mundo de 2014, durante o Circuito Brasileiro de Degustação. Trata-se de um vinho assemblage com nada mais nada menos que 11 castas.
 
Alguns dias atrás convidei o amigo Juberlan para vertermos esse time na taça, pois estava com uma garrafa que comprei em uma promoção da Wine, onde a mesma me saiu por algo em torno de R$ 15,00, uma verdadeira pechincha.
 
O conceito do vinho e o nome Faces foram escolhidos para representar a identidade multiétnica e multicultural do Brasil, e também a combinação de uvas que compõe cada uma das versões: tinto, branco e rosé.

A criação do Faces Tinto tem uma peculiaridade, conta a enóloga: é uma homenagem ao futebol, inspirado nos 11 jogadores em campo, num esquema 4-4-2.

"No caso do vinho tinto é a escalação de um time, então são onze uvas, como onze jogadores em campo. Existe inclusive um sistema tático que serviu de inspiração para escolher a proporção de cada uva no corte. Nós temos então a Merlot e a Cabernet Sauvignon como uvas atacantes, são as primeiras uvas que nós sentimos no aroma do vinho. Depois nós temos quatro uvas no meio de campo, que são aquelas uvas que contribuem com o aroma do vinho e também fazem essa primeira sensação de volume de boca, e são elas a Teroldego, a Touriga Nacional, a Tempranillo e a Pinot Noir. Depois, para completar a estrutura do vinho, o corpo, foram escolhidas as quatro uvas com mais expressão; então Tannat, Nebbiolo, Alicante Bouschet e Ancellotta. E para completar a escalação nós temos um goleiro também, que é o Malbec, que é relacionado ao retrogosto do vinho. Com esse time, com essa escalação de uvas que representam um pouco a realidade do Brasil enológico e do vinho brasileiro, afirma".

E na taça o Faces Tinto é tudo isso: aromas marcantes, bom corpo, expressivo e com retrogosto cheio de fruta e muito agradável.

Visualmente mostrou cor rubi intensa e brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de ameixa, goiaba, chocolate, violeta e café. Em boca mostrou corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de média intensidade e com a fruta aparecendo no retrogosto.

Rótulo com bom equilíbrio e fácil de beber. Acompanhou bem penne ao sugo e manjericão e escondidinho de charque.

O Rótulo

Vinho: Faces
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Teroldego, Touriga Nacional, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Tempranillo, Malbec e Pinot Noir
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Monica Rossetti
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 40,00 (Por esta paguei R$ 15,00)
Temperatura de serviço: 16°
Outros dados: Vinho Licenciado Oficial da Copa do Mundo 2014

sábado, 26 de outubro de 2013

Winebar intenso

No último dia 22 participamos de mais uma edição do winebar, uma degustação virtual de vinhos, comandada pelo Daniel Perches e Alexandre Frias.
 
Por aqui convidei Fernanda e os amigos Juberlan e Rejane, mas chegamos atrasados, pois não me dei conta do horário de verão, uma pena, pois a troca com os blogueiros e demais participantes é sempre muito positiva.
 
Foram degustados três rótulos da linha Intenso da gigante brasileira Salton: sendo dois tintos, caracterizados como premium e um espumante, enquadrado como fino superior.
 
A empresa foi formalmente constituída em 1910, quando os irmãos Paulo, Ângelo, João, José, Cézar, Luiz e Antônio deram cunho empresarial aos negócios do pai, o imigrante Antonio Domenico Salton, que vinificava informalmente, como a maioria dos imigrantes italiano. Os irmãos passaram a se dedicar à cultura de uvas e à elaboração de vinhos, espumantes e vermutes, com a denominação "Paulo Salton & Irmãos", no centro de Bento Gonçalves.
 
Um século depois, a Salton é reconhecida como uma das principais vinícolas do país. Na extensa lista de conquistas destes maios de 100 anos de história comemora o fato de ser familiar e 100% brasileira.
 
Vamos aos vinhos!
 
Salton Intenso Malvasia Natural Brut
 
Elaborado com a casta Malvasia, originária da Grécia e comumente utilizada na produção de vinhos licorosos. Particularmente encontrada nas regiões italianas de Piemonte, Silícia e Puglia.
 
Visualmente mostrou uma cor amarelo palha bem clara, boa formação de espuma e perlage de boa intensidade e duração. No nariz, muito delicado com notas de flores e frutas brancas. Em boca repetiu a fruta e mostrou frescor e boa acidez. Final de boca seco com leve amargor.
 
Harmonizamos com queijo gorgonzola e torradas com pasta de tomate seco e peito de peru.
 
 
O Rótulo

Vinho: Salton Intenso Natural Brut
Tipo: Espumante
Castas: Malvasia
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 12%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 28,00 (Enviado para degustação pela Salton)
Temperatura de serviço: 6º - 8º
 
 

Salton Intenso Teroldego - Marselan 2011
 
Um tinto diferente elaborado com a teroldego, proveniente da Itália e com a Marselan, proveniente da França. É produzido exclusivamente para o mercado externo e no Brasil só é possível adquirí-lo através da loja virtual da Salton.
 
Vinho de cor rubi violácea, como boa formação de lágrimas. Bouquet com a fruta vermelha em evidência e notas sutis de chocolate e café. No paladar repetiu a fruta e mostrou taninos macios e boa acidez. Final de boca com notas adocicadas e média persistência.
 
Harmonizamos como carne de sol e queijos parmesão e gouda Rembrandt.
 

O Rótulo
 
Vinho: Salton Intenso Teroldego-Marselan
Tipo: Tinto
Castas: Teroldego e Marselan
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha e Campanha
Produtor: Salton
Graduação: 12,8%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 28,00 (Enviado para degustação pela Salton)
Temperatura de serviço: 16º - 18º
 
 
Salton Intenso Merlot - Tannat 2011
 
Pra mim o melhor da noite foi este corte de duas castas bem conhecidas: merlot e tannat. O vinho amadureceu por 6 meses em barricas de carvalho francês e de carvalho americano.
 
Visualmente o vinho apresentou cor  rubi escura e intensa, com halo púrpura e lágrimas grossas e lentas, daquelas que sujam a parede da taça. No nariz presença de fruta escuras, frutos secos, chocolate amargo e suaves notas de tostado. Em boca taninos presentes e elegantes, boa acidez e bom equilíbrio com o álcool. Final de boa de boa intensidade com a fruta, o chocolate e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho de excelente custo versus benefício e com grande potencial gastronômico. Repetimos a mesmo harmonização do corte Teroldego-Marselan.
 

O Rótulo

Vinho: Salton Intenso Merlot-Tannat
Tipo: Tinto
Castas: Merlot (50%) e Tannat (50%)
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha e Campanha
Produtor: Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 28,00 (Enviado para degustação pela Salton)
Temperatura de serviço: 16º - 18º
 
Agradeço ao Alexandre Frias e ao Daniel Perches por mais um convite e a Salton pelo envio dos vinhos. Belo winebar com bons rótulos nacionais, com preços muito acessíveis.