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domingo, 1 de outubro de 2017

Club des Sommeliers Reserva Riesling 2015 #cbe

Outubro chegando e com ele o nosso vinho para a primeira e única confraria virtual do Brasil, a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE.
 
Parece que foi ontem, mas o vinho do décimo mês do ano é nada mais nada menos que o sexagésimo quinto que comento para esta distinta confraria. Que venham muitos outros!
 
O tema do mês foi proposto pelo confrade Deco Rossi do Blog EnoDeco que sugeriu: "Com este calor do Saara, pensei num branco! Que tal Rieslings de até R$ 100?".
 
Por aqui os vinhos com esta casta não são tão fáceis de encontrar, mas fui ao garimpo e encontrei um Club des Sommeliers Reserva Rieslinho, vinho que julgo ser um bom custo versus benefício. Produzido para o Grupo Pão de Açúcar, pela Viña Carta Vieja S.A, fundada em 1825 e é a mais emblemática da família Pedregal.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor amarelo palha, com boa limpidez e lágrimas finas e lentas.
 
No nariz o vinho mostrou aromas intensos e rico em notas de frutas cítricas e de flores brancas, seguido de notas sutis de coco e tostado, proveniente da passagem por 3 meses em barricas de carvalho.
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e frescor. Repetiu as notas olfativas e apresentou final de boca com boa persistência e o floral e o coco aparecendo no retrogosto.
 
Vinho correto, com bom frescor, que combina com esse calorão que faz em nossa terra brasilis.
 
O Rótulo
 
Vinho: Clube des Sommeliers Reserva
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale do Maule
Produtor: Viña Carta Vieja S.A.
Graduação: 13%
Onde comprar: Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 48,00 (R$ 33,00 na promoção no programa de fidelidade da marca)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 26.09.2017

sábado, 9 de setembro de 2017

Séries By Salton Brut Rosé #cbe

Chegando com um baita atraso com meu vinho para a  Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês teve o tema sugerido pela Fabiana Gonçalves do excelente blog Escrivinhos: "Saquem das suas adegas um vinho que seja uma boa opção para tomar na estação que se aproxima, a primavera".
 
Quando li o tema logo me veio a cabeça um Rosé da Provance, região francesa onde se originam os mais belos rosés do mundo do vinho, mas diante do curto tempo para garimpar e de não ter nenhum exemplar terminei optando um um rosé nacional, mas que terminou por ser uma grata surpresa.
 
O rótulo que escolhi foi o Séries by Salton Brut Rosé, produzido na Serra Gaúcha pela gigante Salton, que dispensa apresentações.
 
O espumante é produzido pelo método Charmat e trata-se de um corte das casta Ugni Blanc, Glera e Merlot. Ainda sobre o vinho ele pertence à linha Fresh, cujos produtos são as expressões mais descompromissadas do universo do produtor. O grande mérito desta linha é sua informalidade, seu foco em ser refrescante e leve, fácil de agradar e para ser apreciada em qualquer ocasião.
 
Na taça apresentou cor cereja e nuances acobreadas, com boa formação de espuma e perlage intensa e de boa duração.
 
No nariz um vinho mostrou notas de cereja, morango e leves notas florais
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e cremosidade. Repetiu as notas olfativas. Final de boca de média intensidade um belo frescor.
 
Vinho leve, descontraído e excelente para brindar a estação das flores que bate a nossa porta.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com siri gratinado e o espumante deu conta do recado.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Séries By Salton Brut
Tipo: Espumante
Castas: Ugni Blanc, Glera e Merlot
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton
Graduação: 11,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 01.09.2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Passatempo Douro DOC 2015 #cbe

Todo início de mês tenho o compromisso especial de comentar sobre um vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e esse mês o Gil Mesquita do blog Vinho Para Todos e também fundador desta distinta confraria tornou a tarefa mais agradável ao sugerir aos confrades que degustássemos um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço.
 
Os vinhos portugueses estão no topo da pirâmide na minha lista de preferências e sempre é um prazer abrir uma garrafa de vinho das regiões vitinícolas do país ibérico.
 
Inicialmente iria falar sobre o vinho Flor das Tecedeiras 2014, mas o confrade Gil publicou sobre o vinho, então decidi publicar sobre o best buy Passatempo Douro DOC 2015, produzido pela JAWS.

Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso e brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz um vinho rico em aromas  de fruta vermelha, seguido de notas de pimenta e especiarias.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos e boa acidez. Repetição das notas frutadas e final de boca de médias intensidade com frescor e leve picancia no final de boca.
 
Um vinho versátil, super tranquilo, fácil de beber e que acompanha bem as situações e os pratos do nosso cotidiano.
 
O Rótulo
 
Vinho: Passatempo
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2016
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: JAWS
Graduação: 13%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 1 de julho de 2017

Aves del Sur Reserva Chardonnay 2016 #cbe

Primeiro dia do segundo chemestre chegando e com a nossa sugestão de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema do mês foi proposto pelos conterrâneos Mayquel e Anna, do blog Vinho por 2.
 
A sugestão dos confrades foi: "no ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado".
 
Tenho provado bastante coisa interessante adquiridas nas prateleiras de supermercados e uma delas veio do Chile: o Aves del Sur Reserva Chardonnay 2016, produzido no Vale do Maule pela  Carta Viena.
 
Vamos ao vinho!

Na taça apresentou cor amarelo palha  com reflexos esverdeados, límpido e brilhante.
 
No nariz aromas expressivos marcados por pêra, pêssego e damasco, seguidos de notas de baunilhas e frutas secas.
 
Em boca um vinho de corpo leve, suave, fresco e generoso com acidez natural equilibrada. Repetição das notals olfativas e final de boca persistente e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Aves del Sur Reserva
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2016
País: Chile
Região: Vale do Maule
Produtor: Carta Vieja
Graduação: 14%
Onde comprar: Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 18.05.2017

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2015 #cbe

Dia do trabalhador é dia de colocar as pernas para o ar, de curtir em família e também de por em dia os vinhos para a Confraria Brasileira de Enoblogs. - CBE. Essa foi a sugestão da Fabiana Gonçalves.

Fui consultar meus arquivos e vi que tenho uma dúvida menor que pensava é maior que gostaria. Estou com três publicações em atraso e hoje diminuo minha dívida com o tema de agosto de 2016, que foi: "Espumante Brut Rosé do Novo Mundo, elaborado pelo método tradicional, sem faixa de preço", proposto pelo Marcelo Galvão do blog Agenda de Vinhos.

Minha escolha foi o Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé, produzido pelo método tradicional na Serra Gaúcha pela gigante e que dispensa apresentações: Miolo.

Na taça apresentou cor rosá clara, límpida, com boa formação de espuma e perlage fina, abundante e persistente.

No nariz mostrou boa intensidade de aromas, marcados pela fruta vermelha (morango e cereja) seguido de notas florais e de levedura e pão tostado.

Em boca um espumante leve e refrescante, com acidez de média intensidade e boa cremosidade. Repetiu as notas olfativas com destaque para as frutas. Final de boca de média persistência e agradável frescor.

O Rótulo 

Vinho: Miolo Cuvée Tradition Brut
Tipo: Espumante Rosé
Casta: Chardonnay e Pinot Noir
Safra: 2015
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Miolo 
Graduação: 12%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 8°

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Três drinks refrescantes para aplacar o calor #cbe

Aproveitei o período de carnaval para descansar e fazer uns drinks com espumante e vinho, tema do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs – CBE, sugerido pelo Alexandre Frias do blog Diário de Baco.
 
A princípio, eu e Fernanda, havíamos pensado em fazer o Clericot, mas depois surgiram outras ideias e também a publicação do referido drink pelo Alexandre Frias, então para não ficar repetitivo partimos para outras opções.
 
O tema é bem oportuno, pois o calor não tem dado trégua e nada melhor que drinks refrescantes para esfriar o maçarico.
 
Preparamos três drinks relativamente simples: uma versão do italiano Belline, onde substituímos o prosecco por um espumante brut; um drink com espumante e frutas vermelhas; e um drink com vinho licoroso e café.
 
Vamos aos drinks!
 
Drink “Belline”
 
 
- Uma parte de suco de pêssego
- Duas partes de espumante (Casa Perini Natural Brut)
 
Drink de Frutas Vermelhas
 
 
- Uma colher de sopa de suco de frutas vermelhas (morango, mirtilo e amora)
- Frutas vermelhas inteiras (morango, mirtilo e amora)
- Espumante (Casa Perini Natural Brut)
 
Drink Vinhos de Minha Vida
 
 
- Uma xícara pequena de café (Nespresso Vanillo)
- Um cálice de vinho licoroso (Salton Intenso Licoroso)
- Uma colher de sopa de chocolate ao leite derretido
- Uma colher de sopa de leite condensado
- Três pedras de gelo
 
Gostamos do tema e faremos novos testes! Até o próximo tema!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 2005 #cbe

Divida é dívida e não pode deixar de ser paga, pensando assim começo a diminuir a dívida com a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publicando o vinho do tema de abril de 2016 sugerido pelo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos, que mandou ver dizendo: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais.
 
Pra pagar a dívida com um tema tão instigante a minha escolha foi o Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 200, produzido pela vinícola de mesmo nome imbicada em Casca, na Serra Gaúcha.
 
Inaugurada em 2005 a Don Abel é uma vinícola Boutique que prima pela qualidade dos vinhos. Os vinhos são produzidos apenas quando a safra é boa e esse foi o caso da safra do vinho escolhido para a CBE.
 
Na taça mostrou cor rubi granada com lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou bouquet intenso e complexo, mostrando ainda notas de fruta vermelha madura, especiarias, alcaçuz, couro e notas balsâmicas.
 
Em boca um vinho encorpado com taninos presentes, mas amaciados pelos 11 anos em garrafa. Acidez ainda viva e álcool aparecendo no início, mas integrado ao conjunto após respirar por 30 minutos. Repetição das deliciosas notas olfativas. Final de boca longo e complexo. Retrogosto marcado por notas de fruta madura, alcaçuz e balsâmicas.
 
Vinho inteiro, gastronômico e ficou ainda melhor com a companhia de Fernanda e de amigos queridos, sem falar na massa com molho de gorgonzola e da fraldinha assada. Memorável!
 
O Rótulo
 
Vinho: Don Abel Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 70% e Merlot 30%
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Don Abel
Graduação: 14%
Onde comprar: Zahil
Preço Médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 30.12.2016

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Stambolovo State 2011 #cbe

As 24 horas do dia parecem não ser suficientes, pois já há alguns meses não venho conseguindo cumprir com o prazo de publicação do vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Só hoje, no nono dia do mês, é que estou chegando com meu vinho.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, e sua sugestão foi que: "Deveríamos provar um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização".
 
Para o desafiador tema escolho o vinho Stambolovo State 2011, um coorte syrah e merlot produzido na Bulgária pela vinícola Stambolovo Winery na região Thrancian Lowlands.
 
A vinícola está situada ao sul do país, lado a lado com a Grécia e a Turquia e tem quase 80 anos de prática e já passou pelas mãos do estado, de proprietários privados e até dos comunistas. Foi ao fim dessa época, inclusive, que nasceu este tinto, em uma leva de vinhos especialmente produzidos para a elite capitalista que começava a retomar a economia búlgara.
 
Na taça mostrou cor rubi brilhante e com alguns reflexos violáceos e tons alaranjados. Lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta madura, especiarias, amêndoas, baunilha, tostado e algumas sutis notas balsâmicas.
 
Em boca o vinho apresentou corpo médio, com taninos presentes, mas macios, acidez marcante e álcool bem integrado ao conjunto. As notas presentes no olfato repetiram-se. Final de boca longo,  com acidez mostrando-se super viva e notas de fruta madura e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho surpreendente na acidez e nas notas evoluídas. Se tivesse outra garrafa ainda a guardaria por mais um ou dois anos.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha super suculenta de berinjela. O vinho e sua acidez gastronômica deram conta de toda acidez do molho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Stambolovo State
Tipo: Tinto
Castas: Syrah e Merlot
Safra: 2011
País: Bulgária
Região: Thrancian Lowlands
Produtor: Stambolovo Winery
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 79,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 08.01.2017

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para acompanhar o bacalhau das festas de fim de ano: Catarina 2015 #cbe

O primeiro post de cada mês é destinado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil: Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, só que a ideia é que coloquemos as impressões sobre a nossa escolha no primeiro dia de cada mês, mas estes mês estou chegando com um baita atraso.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Felipe Silva do Blog BebadoVinho que nos colocou a garimpar: Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo.
 
Não encontrei um varietal com a casta Arinto, mas encontrei um vinho de lote (como são chamados os vinhos de corte em portugal) com a casta na composição e que a há muito queria degustar: o Catarina 2015.
 
Exemplar produzido pela gigante Quinta da Bacalhôa, que está presentem em 7 regiões vitícolas portuguesas, com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vinícos.
 
Neste vinho, produzido com Fernão Pires, Arinto e Chardonnay, o mosto das duas primeiras castas fermentaram separadamente em depósitos de aço inox; o Chardonnay fermentou em barricas de madeira nova de carvalho francês tendo estagiado nessas mesmas barricas 4 meses e meio com batonnage.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha, límpido e brilhante. Formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e delicados, marcados por notas de frutas amarelas (pêssego e abacaxi), seguido de notas florais, minerais e tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico, acidez refrescante, interessante mineralidade e repetição das notas olfativas. Final de boca longo, complexo, com delicioso frescor e a fruta dominando o retrogosto.
 
Vinho delicioso e que ainda vai ganhar um pouco mais com a guarda em garrafa. Foi um par perfeito para o bacalhau e as batatas ao murro preparados por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Catarina
Tipo: Branco
Castas: Fernão Pires, Arinto e Chardonnay
Safra: 2015
País: Portugal
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta da Bacalhôa
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 04.12.2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gato de "Botas" Carménère 2015 #cbe

Primeiro dia do mês começando e com ele o penúltimo vinho do ano para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do site Escrivinhos e que agora é a nova comandante da nossa confraria virtual, sucesso para ela nesse novo desafio de gerir a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
E o tema foi: "´Garimpar´ alguma coisa legal, com um precinho camarada. Então, que tal procurar nas prateleiras das lojas ou mercados uma boa oferta? O ideal é que seja até R$ 40.
 
Um tema que, com certeza, agrada a qualquer enófilo, pois gostamos de vinho e bons vinhos a preços justos é o que queremos.

Pensei bastante em que vinho comentar, tenho alguns na adega que foram verdadeiras pechinchas, mas que com a alteração na forma de tributação já não mais se enquadram no valor do tema, então terminei por escolher um vinho campeão de vendas no país: Gato Negro.
 
O rótulo é conhecido por muitos e pode ser facilmente encontrado nos supermercados na faixa dos R$ 35,00 em média, um valor alto para o mesmo, já que tinha um preço médio na casa dos R$ 20,00.
 
O Gato Negro é produzido pela Viña San Pedro, fundada em 1865 pelos irmão Correia Albano, no Vale do Curicó é a segunda maior exportadora do Chile.

O nome "Gato Negro" partiu de uma estória a qual menciona uma degustação numa vinícola alemã entre enólogos que decidiam entre 3 barricas, e inesperadamente foram surpreendidos por um "schwartze katze" (gato negro) que saltou em uma delas e então a barrica foi "eleita".
 
Inspirado nesta simpática estória o nome "gato negro" foi adotado pela Viña San Pedro para representar uma linha de vinhos leves, frutados e fáceis de beber. Um perfeito companheiro para o dia-a-dia.
 
O Gato de Botas (como gosto de chamar o vinho), que escolhi é um 100% carménère e vamos ao vinho!
Na taça mostrou cor rubi com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra, seguido de notas herbáceas sutis, especiarias e discreto tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico taninos macios e boa acidez. Repetiu as notas olfativas. Final de boca com média persistência com notas frutadas e de tostado no retrogosto.
 
Vinho simples, correto e o que é melhor sem aquele excesso de pimentão verde tão comum a muitos vinhos produzidos com a carménère.
 
O Rótulo
 
Vinho: Gato Negro
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viña San Pedro
Enólogo: Carlos Chandía
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 1 de outubro de 2016

Champagne Lanson Rosé Label Brut #cbe

Antes que os sinos badalem meia noite e adentremos ao dia em que escolheremos os novos prefeitos do país chego com o meu quinquagésimo quinto vinho com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "Rosé do velho mundo", sugerido pelo confrade Alexandre Takei do blog Notas Etílicas.
 
A minha escolha foi o Champagne Lanson Rosé Label Brut, cujo processo de produção consiste na ausência de fermentação malolática, modalidade adotada pela maior parte da industrias de champagnes. A fermentação dos champgnes Lanson é tradicional, preserva os aromas particulares dos vinhos e a riqueza de seu paladar aromático, aumentando seu potencial de envelhecimento e guarda. Além disso o liquido passou por um envelhecimento mínimo de 3 anos.

Vamos ao líquido!

 
Na taça apresentou cor salmão clara, brilhante e com reflexos cobre. Boa formação de espuma e perlage com bolhas pequenas, abundante e de longa persistência.
 
No nariz mostrou aromas bem vivos com notas de frutas vermelhas, rosas, seguido de mel, frutas secas, especiarias, brioche e levedura.
 
Na boca apresentou-se seco, com boa acidez, boa cremosidade e repetição das notas olfativas, mostrando em evidencia os toques de fruta deixando o líquido com um paladar elegante, rico e intenso, daqueles que enchem a boca, e faz a garrafa acabar rapidinho. Final de boca suave e bom frescor.
 
Belo champagne: elegante, refrescante e gastronômico!
 
O Rótulo

Vinho: Lanson Label Brut
Tipo: Espumante Rosé (Champagne)
Castas: Pinot Noir 53%, Chardonnay 32% e Pinot Meunier 15%
Safra: Não safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Lanson
Graduação: 12%
Onde comprar: ? - Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 300,00
Temperatura de serviço: 8°

sábado, 3 de setembro de 2016

Maycas del Limari Reserva Especial Syrah 2009 #cbe

Com um pequeno atraso chego com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "um syrah/shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja da uva", sugerido pelo Evandro Vanti do blog Vinhos que Provo.
 
É o quinquagésimo quarto vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especial Syrah 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile e que apenas há pouco mais de 15 anos começou a produzir vinhos.
 
O vinho é um 100% syrah e tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 6 meses de amadurecimento em garrafa.
 
Guardei esse vinho por um bom tempo, pois tenho também a safra 2010 na adega e tinha o objetivo de realizar uma degustação vertical, mas não consegui outras safras.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, com halo vermelho vivo e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e lentas, tingindo a as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura, café, pimenta preta, chocolate amargo, couro, alcatrão e defumado.
 
Em boca um syrah de corpo médio, taninos macios, acidez de média intensidade e bom equilíbrio com os 14,5% de álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a pimenta, o alcatrão, toque balsâmico e o defumado aparecendo no retrogosto.
 
Pra harmonizar preparei uma fraldinha com um toque de pimenta calabresas
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00 (Não está mais disponível)
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.09.2016
Pontuações: 90 pts Robert Parker

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Maycas del Limarí Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 #cbe

Belo rótulo.

Chegamos ao primeiro dia do segundo semestre de 2016 acompanhados do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Esse ano tive problemas para publicar alguns vinhos, pois não encontrei exemplares que se encaixassem no tema, mas esse mês estou trago em dia o vinho dentro do tema, que foi: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100", proposto pelo Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
E o quinquagésimo terceiro vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especail Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile.
 
A região é muito famosa na enologia e se destaca como uma área perfeita para alguns tipos de uvas, como a Syrah, a Chardonnay, a Cabernet Sauvignon e a Sauvignon Blanc.
 
Apesar de constar apenas cabernet sauvignon no rótulo, é um corte com 14% de syrah. Tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 12 meses de amadurecimento em garrafa.

Rolha em perfeito estado apesar dos 7 anos de vida.
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, tingindo a taça e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos, com a presença marcante fruta vermelha madura, seguido de notas minerais, especiarias, couro, alcaçuz, café, chocolate, baunilha e tostado.
 
Em boca um cabernet sauvignon como há muito não degustava. Tinto encorpado, com taninos redondos e macios, acidez de média intensidade e álcool a 14% que apareceram no início, mas que abrandaram após 30 minutos de aeração. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a fruta e as notas da passagem por carvalho aparecendo no retrogosto.
 
Belo vinho e ficou ainda melhor com uma fraldinha recheada preparada por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 05.05.2016

domingo, 1 de maio de 2016

Casal Garcia Vinho Verde Rosé 2014 #cbe

Antes que os sinos badalem meia noite chego com minha sugestão de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos", sugerido pela Alessandra Esteves.
 
Minha ideia era degustar um vinho francês ou italiano, mas terminei comprando um Português da Denominação de Origem Controlada Vinho Verde, produzido pela Avelada: o Casal Garcia Vinho Verde Rosé, que tem em seu irmão branco um dos vinhos verdes mais conhecidos e consumidos no Brasil.
 
A Aveleda é uma empresa familiar que há mais de 3 séculos se dedica à cultura do vinho. Situada na região dos vinhos verdes, seu nome refere-se às uvas Aveleda, que provêm do local. Líder no mercado de vinhos verdes e uma das 3 maiores empresas vitivinícolas do país

Na taça mostrou uma vibrante cor cereja e formação de agulhas nas paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas frescas e uma ligeira e discreta nota floral.
 
Em boca um vinho de corpo leve e acidez refrescante. Final de média persistência com a presença marcante da fruta vermelha no retrogosto.
 
 
Harmonizei com tapioca de mussarela de búfala e peito de peru defumado.
 
O Rótulo
 
Vinho: Casal Garcia Vinho Verde
Tipo: Rosé
Castas: Vinhão, Azal Tinto e Borraçal
Safra: 2014
País: Portugal
Região: Vinho Verde
Produtor: Avelada
Graduação: 9,5%
Onde comprar / Importador: RM Express / ?
Preço Médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 30.04.2016

sábado, 16 de abril de 2016

H. Stagnari Dayman Tannat #cbe

Este ano tenho tido dias bem corridos tanto na vida pessoal como na profissional, fato que fez atrasar alguns vinhos da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas para diminuir minha dívida chego com o vinho de março, tema proposto pelos conterrâneos Maykel e Ana do blog Vinho por 2, que nos propuseram: "Tannat do Uruguai, sem limite de preço".
 
Antes de falar sobre o vinho escolhido trago algumas informações sobre a história da Tannat no Uruguai.
 
O imigrante francês Don Pascual Harriage plantou, em meados da década de setenta do século XIX, as primeiras parreiras de Tannat no Uruguai. Só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva. O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no Uruguai.
 
A Tannat uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir. Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor.
 
A pluviosidade média anual é de 900 mm e o Sol é constante. No geral, o vinho de Tannat de nossos vizinhos é menos agressivo e mais frutado que o gaulês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcados, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho.
 
O rótulo que escolhi foi o H. Stagnari Dayman. O Dayman é um vinho tinto 100% elaborado com uvas Tannat e o mais nobre da linha “De crianza” da vinícola uruguaia H. Stagnari. Ele fica atrás apenas da produção ícone da casa, o Dinastía.
 
A principal característica da linha “De crianza” são os 12 meses de estágio do vinho em barricas de carvalho, na cava La Puebla, sede da vinícola que está no sul do Uruguai, cerca de 20 quilômetros distante da capital Montevidéu.
 
De acordo com Virginia Stagnari, diretora e esposa do enólogo Héctor Stagnari, responsável pelo exemplar, esse envelhecimento ocorre 80% em barricas de carvalho francês e 20% em carvalho americano. Após esse processo, surgem cerca de 15 mil garrafas do Dayman, elaborado apenas em safras consideradas ótimas pelo enólogo. São três anos de reserva até esse vinho ser disponibilizado ao mercado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi escura, com reflexos violáceos e lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade sendo perceptíveis notas de figo, ameixa, chocolate, couro, cedro e tostado.
 
Em boca mostrou taninos presentes, mas já domados e com leve nota adocicada, acidez viva e álcool a 14% sem incomodar. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com as notas provenientes do tempo de amadurecimento em carvalho aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi degustado no Cantu Day 2016, que ocorreu no Restaurante Nabuco no último dia 14.
 

O Rótulo

Vinho: H. Stagnari Dayman
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Salto
Produtor: H. Stagnari
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Leopoldina Premium Chardonnay 2015 #cbe

Sabe aquele dia no qual publico um vinho especialmente para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE? Esse dia chegou e com ele o Leopoldina Premium Chardonnay 2015, o meu quinquagésimo exemplar comentado para a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
O tema deste mês foi sugerido pelo Tiago Bulla do blog Universo dos Vinhos, que foi: "degustarmos um belo chardonnay, sem passagem por madeira, de qualquer país e preço, mas já que o tema foi 'fácil', não vale corte, só varietal".
 
Nada melhor que um tema desses para degustar um vinho produzido com a rainha das brancas e sem interferência das barricas, nos proporcionando um néctar que preserva as características da uva.
 
Não são comuns os exemplares desta casta sem passagem por barricas de carvalho, até os mais simples costumam ter um breve amadurecimento em madeira de todo ou parte do líquido, mas fui a busca e consegui encontrar este exemplar da linha Leopoldina Terroir da gigante nacional Casa Valduga.
 
As uvas são selecionadas e em seguida é realizado o desengace das uvas frescas, seguido por maceração em frio e prensagem descontínua e delicada. Posteriormente é realizada a limpeza estática do mosto e adicionadas leveduras selecionadas Saccharomyces cerevisiae, dando início a fermentação alcoólica com temperatura de 15º a 16ºC. Por fim é realizada estabilização tartárico, filtração e engarrafamento.
 
Vamos a nossa análise:
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, boa limpidez e lágrimas finas e lentas.
 
No nariz um vinho de aromas delicados e de boa intensidade, evidenciando-se notas de frutas frescas como maça e pera, seguido de notas de abacaxi e maracujá.
 
Em boca mostrou corpo médio, boa acidez e bom equilíbrio com o álcool. Bom frescor e deliciosa untuosidade. Final de boca de media persistência e com repetição das notas do abacaxi aparecendo no retrogosto.
 
Vinho refrescante e untuoso, fácil de se gostar e de beber.
 
Foi bem com a noite quente e com iscas de frango e queijo gouda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Leopoldina Premium
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2015
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 41,00
Temperatura de serviço: 8°
 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Club des Sommeliers Vinho Verde pra aplacar o calor #cbe

Parece que foi ontem, mas hoje chego com meu quadragésimo nono vinho para a primeira e única confraria virtual do Brasil: a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, onde a cada mês um confrade diferente indica um tema e todos publicam, em seus blogs, sobre um vinho dentro da proposta.
 
O tema deste mês foi sugerido pelo Daniel Perches do blog Vinhos de Corte: "Vinho Verde, de qualquer preço". Uma excelente opção para o nosso verão, que este ano não está dando mole não.
 
A minha escolha foi o Club des Sommeliers Vinho Verde 2014, um vinho produzido pela Enorport Produção de Bebidas SA (a mesma que produz o clássico Calamares) com exclusividade para o Grupo Pão de Açúcar.
 
O Club des Sommeliers é uma linha de vinhos exclusivos do Grupo Pão de Açúcar e conta com exemplares da França, Itália, Portugal, Chile, Argentina, Brasil, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. A principal proposta da linha é oferecer vinhos de bom custo-benefício ideais para ser consumidos no dia a dia.
 
O Vinho Verde, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal, constitui uma denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908. O Vinho Verde é único no mundo. Naturalmente leve e fresco, produzido na província do Minho, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos.
 
Sem mais delongas vamos as impressões sobre o vinho!
 
Na taça apresentou cor amarelo esverdeada bem clara, quase branca, com formação de pequenas agulhas na parede da taça.
 
No nariz um vinho de aromas delicados e de boa intensidade, podendo ser observado notas de frutas cítricas, frutas de polpa brancas e delicadas notas florais.
 
Em boca mostrou corpo leve, boa acidez e leve toque frisante. Final de boca de media persistência e com repetiu as notas olfativas no retrogosto.
 
Vinho leve e refrescante, super fácil de beber. Vai bem a qualquer hora dos nossos dias quentes de verão e acompanha pratos leves como frutos do mar e justamente por isso Fernanda nos preparou camarões marinados e caiu super bem. 
 
O Rótulo

Vinho: Club des Sommeliers
Tipo: Branco
Castas: Loureiro, Trajadura e Arinto
Safra: 2014
País: Portugal
Região: Vinhos Verdes DOC
Produtor: Enoport Produção de Bebidas SA
Graduação: 8,5%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 26,00
Temperatura de serviço: 8°

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um vinho especial da adega para celebrar

Reunir-se com amor, família e amigos para beber um vinho sem qualquer motivo especial é muito massa, mas abrir aquela garrafa que estava guardada na adega para celebrar um momento especial é melhor ainda.
 
E foi para celebrar um momento super especial: a conclusão do curso de Gastronomia por Fernanda, que abrimos o Yarden Chardonnay, um branco israelense com 7 anos de vida e que estava a quase dois anos na adega.

Aproveito o vinho para saldar uma dívida com um tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, sugerido pela Rafaela Giordano do blog Le Vin au Blog -  "Qual vinho especial da sua adega você abriria para comemorar uma data importante? Por que não abrir agora?"

O Yarden Chardonnay rótulo faz parte da linha premium da Golan Heights e o seu nome significa Jordão em hebraico, uma homenagem ao histórico Rio Jordão mencionado nos escritos sagrados: a Bíblia. O Rio nasce no Monte Hermon, passa pelo Mar da Galileia e deságua no Mar Morto, atravessando desta forma a Terra Santa.

Trata-se de um varietal produzido exclusivamente a partir de uvas de vinhedos situados no extremo norte das Colinas de Golan, local cujas altitudes atingem 1200 metros acima do nível do mar.
 
Na taça o vinho apresentou cor  apresentou uma linda cor dourada e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz mostrou um bouquet intenso e fantástico. Pode-se perceber ainda aromas primários como manga, pêssego, notas florais sutis e algum mineral, mas as notas olfativas provenientes do tempo em garrafa são os que encantaram: flores secas, damasco,  avelã, nozes, amêndoas, mel, coco e cedro. Os 7 anos de vida fizeram seus aromas evoluírem até o seu ápice.
 
Em boca repetiu o mesmo explendor do olfato e mostrou-se untuoso, amanteigado e ainda com boa acidez. Vinho com bom corpo, boa textura e final de boca de longa persistência com de mel, frutos secos, coco e cedro aparecendo no retrogosto.

Vinho gastronômico e assim sendo fernanda nos preparou um salmão em cama de risoto ao queijo para escoltá-lo.
 

O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2008
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 10°
Outros atributos: Vinho Kosher

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Espumante leve e refrescante para seu réveillon #cbe

O réveillon está batendo a porta e aproveitando a oportunidade o Gil Mesquita, do blog Vinho para Todos, sugeriu como tema para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE: "Espumante de boa relação qualidade x preço, para brindar a chegada de 2016 com muitas garrafas".
 
Quando falamos em espumante com boa qualidade e bom custo pensamos logo no produto brasileiro, então minha escolha não poderia ter sido de outro lugar que não do Brasil.
 
Optei pelo Casa Perini Brut, um espumante produzido em Garibaldi pela Vinícola Perini, cuja história na produção de espumantes iniciou-se em meados da década de 90.
 
Trata-se de um espumante produzido pelo Método Charmat (segunda fermentação ocorre em tanques de aço inox) com as castas chardonnay e riesling itálico e que já recebeu inúmeras premiações em concursos nacionais e internacionais.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos dourados, boa formação de espuma e perlage fina, abundante e persistente.
 
No nariz mostrou aromas intensos de frutas como pera, pêssego e lichia e flores brancas, seguidos de notas de fermento e pão torrado.
 
Em boca apresentou leveza e acidez refrescante. Final de boca repetindo as sensações olfativas e mostrando boa cremosidade.
 
Um espumante bem feito, leve e refrescante que vai te agradar com certeza e ainda vai deixar sua virada de ano mais alegre.
 
Por aqui eu e Fernanda harmonizamos com bolinho de bacalhau!


O Rótulo

Vinho: Casa Perini Brut
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay e Riesling Itálico
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Garibaldi
Produtor: Perini
Graduação: 12%
Onde comprar: Ingá Vinhos Finos
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 6° a 8°

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Santa Cristina Chianti DOCG Superiori 2012 #cbe

Chegamos ao vinho do último tema de 2015 da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o qual foi sugerido pelo confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco e o desafio foi que provássemos um vinho do país que mais nos impressionou esse ano.
 
Devo admitir que foi um tema bem desafiador, pois além de ter bebido uma menor quantidade de vinhos este ano, por "n" fatores, eu pude provar exemplares surpreendentes  de vários países, como por exemplo, do Líbano e do Marrocos, mas seria quase impossível encontrar um vinho desses países em um curto espaço de tempo.
 
O Brasil foi um dos países que mais passou pela minha taça e foram vários vinhos de excelente qualidade. Vinhos de qualidade inquestionável de países como Estados Unidos e França também estiveram por aqui, mas seriam injusto se não escolhese um vinho italiano, pois mesmo que não tenham sido muitos degustados eles foram IMPRESSIONANTES.
 
O vinho que escolhi vem de uma das regiões mais famosas e é um dos mais tradicionais do país da bota, trata-se do Chianti Santa Cristina, produzido por uma das mais tradicionais vinícolas italianas, a Antinori.

Vinhos que ostentem a DOCG Chianti, como é o caso do Santa Cristina, com referência às sub-regiões podem ainda ser denominados “Superiore”. São feitos com uvas provindas de Chianti, mas seguindo padrões de qualidade superior, tal qual Chianti Classico. Sua concentração de sabores é maior, assim como sua graduação alcoólica (mínimo 12%), e estagiam por nove meses, sendo três deles em garrafa, antes de serem comercializados.

O Santa Cristina Chianti foi criado inicialmente para atender a demanda do mercado norte americano por um Chianti simples com excelente relação qualidade-valor, o Santa Cristina Chianti Superiore acabou conquistando muitos outros mercados, inclusive o Brasil.

Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e com reflexos violáceos sutis. Lágrimas finas, lentas e em boa quantidade.

No nariz um vinho de aromas intensos marcado pela presença da fruta vermelha, violeta, pimenta seca, especiarias doces, tabaco e leve toque de tostado.

Em boca mostrou corpo médio com taninos macios, acidez viva e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas. Final de boca volumoso, suculento e de boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda e o amigo Juberlan. Harmonizamos com filé a Parmegiana e espaguete.

O Rótulo

Vinho: Santa Cristina Chianti Superiori DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese 95% e Merlot 5%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Antinori
Graduação: 13%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16°