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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Passatempo Douro DOC 2015 #cbe

Todo início de mês tenho o compromisso especial de comentar sobre um vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e esse mês o Gil Mesquita do blog Vinho Para Todos e também fundador desta distinta confraria tornou a tarefa mais agradável ao sugerir aos confrades que degustássemos um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço.
 
Os vinhos portugueses estão no topo da pirâmide na minha lista de preferências e sempre é um prazer abrir uma garrafa de vinho das regiões vitinícolas do país ibérico.
 
Inicialmente iria falar sobre o vinho Flor das Tecedeiras 2014, mas o confrade Gil publicou sobre o vinho, então decidi publicar sobre o best buy Passatempo Douro DOC 2015, produzido pela JAWS.

Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso e brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz um vinho rico em aromas  de fruta vermelha, seguido de notas de pimenta e especiarias.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos e boa acidez. Repetição das notas frutadas e final de boca de médias intensidade com frescor e leve picancia no final de boca.
 
Um vinho versátil, super tranquilo, fácil de beber e que acompanha bem as situações e os pratos do nosso cotidiano.
 
O Rótulo
 
Vinho: Passatempo
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2016
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: JAWS
Graduação: 13%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Monte Velho 2013

Sou fã dos vinhos portugueses: a sua variedade de castas autóctones e a qualidade indiscutível dos produtos, mesmo nos mais simples, é encantador.
 
Alguns produtores figuram entre os meus prediletos, entre eles a Herdade do Esporão, que possui uma variada gama de vinhos produzidos nas regiões do Alentejo e Douro.
 
Há algum tempo degustei um dos exemplares mais vendidos no Brasil: Monte Velho, produto lançado 1992; o seu nome proveio do monte situado junto à albufeira da Caridade, na Herdade do Esporão. Na época, foi criado com a mesma origem e filosofia que o Esporão Reserva, mas com o intuito de chegar a mais pessoas e transformar o consumo de vinho diário numa experiência. Elaborado segundo a tradição vitivinícola do Alentejo, a sua diversidade de castas e técnicas de vinificação revelam o carácter típico da região onde nasce.
 
O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhas com 15 anos de idade plantadas de natureza granítica/xistosa, estrutura franco-argilosa. Após a fermentação maloláctica o vinho madureceu por 6 meses em tanques de inox e barricas de carvalho americano.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida e brilhante. Lágrimas finas, e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelha, café, pimenta preta, coco queimado e tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Monte Velho
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional e Syrah
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock e Luís Patrão
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: DLP / ?
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.01.2016

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Poças Símbolo 2010, o destaque entre os portugueses do #CantuDay

É inegável: os vinhos portugueses figuram entre os meus favoritos e isto se dá por inúmeras razões, dentre as quais posso citar os seus vários terroirs possibilitando vinhos com uma diversidade incrível de características, capaz de agradar todos os paladares.
 
Durante o Cantu Day que ocorreu no início do mês eu pude degustar inúmeros rótulos de Portugal, mas o grande destaque ficou por conta dos vinhos do produtor Poças Júnior, uma novidade no catálogo da Importadora Cantu.
 
Os vinhos têm expressiva qualidade e equilíbrio, sendo o Poças Símbolo 2010 um delicioso exemplar produzido com as principais castas tintas portuguesas e pra mim um dos 5 melhores vinhos que degustei no evento.
 
O vinho produzido com as melhores uvas provenientes de vinhas com 40 a 60 anos de idade das duas propriedades da empresa no Douro Superior e Ervedosa do Douro, e vinificado na Quinta das Quartas (Régua). Este vinho procura materializar a filosofia subjacente ao seu nome: ser um símbolo da sua origem
 
Vindima manual, com transporte em caixas de 30 kg. Fermentação a temperatura controlada com remontagem e maceração prolongada. Envelhecimento em barricas de carvalho francês “Allier” e de carvalho americano com 300 Litros de capacidade, durante 18 meses, seguido de estágio em cubas de aço inox até á data de engarrafamento.

Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante. Lágrimas abundantes, finas e lentas

No nariz mostrou-se muito intenso, com notas de frutas vermelhas, flores, especiarias, tabaco, café, chocolate amargo e toques delicados de madeira

Em boca mostrou-se encorpado e complexo. Taninos potentes, porém redondos e macios, em equilíbrio com a deliciosa acidez e os 13,5% de álcool. Repetiu as notas olfativas e grande integração entre aromas primários e secundários. Final de boca persistente e com notas de chocolate e tostado aparecendo no retrogosto.

Um baita exemplar do Douro e que mostrou um conjunto equilibrado e elegante.


O Rótulo

Vinho: Poças Símbolo
Tipo: Tinto
Casta: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Poças Júnior
Enólogos: Jorge Manuel Pintão e Luís Rodrigues
Graduação: 13,5%
Onde comprar: ? Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 190,00 (na Cantu)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker e 93 pts Wine Enthusiast

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Porto Valdouro Tawny

Há muito tempo não degustava um porto e confesso que estava com saudade, pois são vinhos que me agradam bastante e me reportam ao meu início no mundo do vinho, tendo sido o Dow´s o primeiro vinho deste tipo que provei há tanto de anos atrás.
 
O porto que é tema do post é produzido por uma das poucas empresas que produz este tipo de vinho e que é gerida exclusivamente por portugueses: a Wiese & Krohn e que mantém a tradição de estampar suas garrafas com printura ao contrario da grande maioria que adotou os rótulos em papel.
 
A Wiese & Krohn foi fundada em 1865 por dois jovens Noruegueses, Theodor Wiese e Dankert Krohn. No início era uma pequena empresa, baseada na exportação de Vinho do Porto para os mercados escandinavos e para a Alemanha. Em 1880 Theodor Wiese decidiu vender a sua quota a Dankert Krohn.
 
Após a morte de Dankert Krohn em 1906 o negócio prosseguiu tendo como sócios, além da viúva e das filhas do fundador, Gomes Figueiredo e Edmund Arnsby, o primeiro um guarda-livros português e o último um gerente britânico, ambos ex-colaboradores no tempo de Dankert Krohn. Durante este período, a Wiese & Krohn estendeu a sua atividade comercial a novos mercados, tais como França, Bélgica e Países Baixos. Gomes Figueiredo reformou-se em 1921, ano em que Edmund Arnsby adquiriu a quota da família Krohn e admitiu como novos sócios o seu irmão Frederick - um provador muito experiente vindo da Casa Croft - e Edmundo Falcão Carneiro, diretor de exportação português a trabalhar na firma desde 1910.
 
Desde 1933 a empresa está aos cuidados da família Falcão Carneiro e é uma das poucas que estão em mãos portuguesas. A Wiese & Krohn é atualmente gerida pela terceira geração da família Falcão Carneiro. Os seus estoques de Vinho do Porto atingem mais de 5 milhões de litros e encontram-se alojados em seis caves em Vila Nova de Gaia e uma na Região Demarcada do Douro.
 
A empresa possui uma propriedade chamada Quinta do Retiro Novo, situada numa das zonas mais nobres do Douro - o vale do Rio Torto. Os vinhos procedentes desta área são famosos pela sua superior qualidade. Vintages, Late Bottled Vintages e Colheitas da nossa Casa são originários desta zona.
 
Mas chega de conversa e vamos ao líquido, o qual amadurece em barris de carvalho por 4 a 6 anos.
 
Visualmente apresentou cor rubi de média intensidade com reflexos granada e lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz aromas de frutas secas, especiarias, tabaco, café, mel e madeira. Em boca mostrou-se encorpado e com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Final de boca longo e harmonioso com a fruta seca e a notas de madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Valdouro Tawny
Tipo: Porto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Weise & Kron
Graduação: 19%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 15°

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo, um portuga tranquilo

Provamos mais um exemplar português, o Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo, um vinho macio, com bom equilíbrio e pronto para ser bebido, prozudido pela Herdade da Farizoa, uma das quintas do grupo Companhia das Quintas, que conta ainda com outras 4 quintas: Quinta da Fronteira, Quinta do Cardo, Quinta de Pancas e Quinta da Romeira.
 
A Companhia das Quintas foi fundada em 1999 e, desde então, dedica-se exclusivamente à produção e comercialização de vinhos, espumantes e bebidas de elevada qualidade. Também desenvolve, desde sua criação, um plano de elevado dinamismo e inovação por meio de uma forte aposta nas mais elevadas técnicas de viticultura e enologia, o que a tornou uma das maiores empresas do setor em Portugal, com cerca de 400 hectares de vinha.
 
Herdade da Farizoa tem origem desconhecida. Porém, sabe-se que no século XVIII e parte do XIX, a propriedade pertenceu a uma das muitas ordens religiosas que viriam a se extinguir no ano de 1854. A vinícola possui um conjunto antigo de edificações, destacando-se um convento no qual se encontram referências a um passado de tradição vitivinícola. Na Herdade da Farizoa, encontram-se algumas das castas mais representativas da região do Alentejo, como a aragonez, uma variedade de grande qualidade, rica em taninos e que produz vinhos frutados, e a trincadeira, uma das varietais mais antigas e utilizadas no Alentejo.
 
A Herdade da Farizoa tem uma área de 60 hectares e está localizada na freguesia da Terrugem, integrada na sub-região de Borba, uma das três que constituem a Região Demarcada do Alentejo. O terreno, ligeiramente acidentado, torna fácil o trabalho na vinha, permitindo a total mecanização de algumas operações. O clima da região é caracterizado por primaveras e verões muito quentes e secos. Os valores relativos à insolação são muito elevados, particularmente no trimestre que antecede as colheitas, contribuindo para a perfeita maturação das uvas e para a qualidade dos vinhos.


Vamos ao vinho: visualmente mostrou cor rubi intensa, brilhante e a presença de lágrimas finas e rápidas. No nariz rico em aromas de frutas vermelha (cereja e ameixa), seguido de notas de cacau, café, tabaco e tostado. Em boca apresentou corpo médio com taninos redondos e em equilíbrio com a acidez e o álcool, com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo
Tipo: Tinto
Casta: Aragonez, Touriga Nacional, Syrah e Alfrocheiro
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade da Farizoa, Companhia das Quintas
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00 (R$ 50,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 18 de outubro de 2014

"Infanticícido" do Cunha Martins Reserva 2011

Quando abrimos a garrafa do Cunha Martins Reserva 2011 o Crítico de Vinhos Rui Falcão logo disparou: acabamos de cometer um "infanticídio", uma referência a que o vinho ainda é jovem e que vai melhorar e muito com os anos em garrafa.
 
O vinho é produzido pela Quinta do Cerrado, um dos produtores mais antigos da Região do Dão. Trata-se de uma empresa familiar fundada em 1942 e que atualmente é administrada pela terceira geração da família Cunha Martins. Os seus mais de 60 anos de atividade são verdadeiro atestado de qualidade dos seus vinhos.
 
Localizada próxima à pequena aldeia de Oliveirinha, município de Carregal do Sal, a Quinta do Cerrado está integrada na Rota dos Vinhos do Dão, sendo possível visitar a sua bem equipada adega, os lagares de granito, as bonitas vinhas com as castas tradicionais da região e a charmosa casa rural.
 
O Cunha Martins Reservas é laborado a partir das castas Touriga-Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen, foi vinificado com maceração prolongada, o que lhe confere estrutura e longevidade e envelheceu por 8 meses em barricas de carvalho português.
 
Visualmente o vinho apresentou cor vermelha rubi intensa e brilhante. No nariz trouxe aromas de frutas vermelhas, jasmim, chá, Caramelo, baunilha toques sutis de tostado. Em boca apresentou-se encorpado, com taninos potentes e alta acidez. Vinho ainda jovem, equilibrado e com final de boca longo.
 
Não encontrei o preço em nenhum site, mas o vinho já recebeu duas vezes a medalha de Boa Compra da Revista de Vinhos e é o segundo o site é vinho Reserva de menor preço comercializado pela Adega Alentejana.
 
O Rótulo:

Vinho: Cunha Martins Reserva DOC
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional 40%, Tinta Roriz 30%, Alfrocheiro 10% e Jaen 20%
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Dão
Produtor: Quinta do Cerrado (Cunha Martins)
Enólogo: Célia Costa
Graduação: 13%
Onde comprar: ? (Importado pela Adega Alentejana)
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Passa Tinto 2011

Os vinhos portugueses, sejam eles produzidos com castas pouco conhecidas ou com as mais conhecidas por aqui, são sempre um encanto, a diversidade de estilos é capaz de agradar desde os iniciantes no mundo do vinho até os consumidores mais experientes e exigentes.
 
O vinho Passa Tinto, produzido pela Quinta do Passadouro é um rótulo capaz de agradar os mais variados paladares pelo seu equilíbrio, seus aromas sem excessos e seus taninos macios.
 
A Quinta do Passadouro está situada em pleno vale do rio Pinhão perto da aldeia de Vale de Mendiz e sua origem remonta ao Séc XVIII, surgindo referenciada no célebre mapa do Douro elaborado pelo Barão de Forrester. Em 1991, Dieter Bohrmann, um empresário alemão apaixonado pelo Douro, decidiu comprá-la. Ele acreditava que com as uvas de alta qualidade do Douro, era possível não só produzir Vinho do Porto, mas também vinhos de mesa de gama alta. A sua idéia consistia em reservar alguns dos melhores lotes da produção com o objetivo de criar um vinho tinto de qualidade premium, como expressão máxima do que este terroir é capaz de oferecer.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi clara e brilhante, com lágrimas abundantes e lentas. No nariz aromas de ameixa e violeta são seguidos por notas tostadas, tudo muito integrado. Em boca mostrou taninos macios, certa untuosidade e boa acidez. Final de boca longo com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo:

Vinho: Passa
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional - 40%, Touriga Franca - 45% e Tinta Roriz - 15%
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Quinta do Passadouro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Graduação: 14%
Onde comprar: ? (Importado pela Adega Alentejana)
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Quinta do Valdoeiro D.O.C. 2010

Os vinhos portugueses figuram entre os meus preferidos, não porque possuem uma característica única e sim exatamente pelo motivo oposto, pois a diversidade de castas e diferente influências climáticas fazem de Portugal um país com vinhos que apresentam as mais distintas características, desde o jovem e fresco, passando pelo elegante e rústico e chegando aos de alta carga tânica e acidez, com consequente potencial de envelhecimento.

Quando pensamos em vinhos com potencial de envelhecimento logo relacionamos aos produzidos com a casta Baga, uva portuguesa que produz caldos com alta acidez e taninos potentes e que figura como a principal uva do vinho Quinta do Valdoeiro D.O.C. 2010.

O vinho é produzido pela Caves Messias fundada em 1926, por Messias Baptista, que se manteve a administração da empresa até 1973. A Administradão das Caves Messias é ainda nos dias de hoje, assegurada pelos descendentes da família Messias.
 
Desde a fundação Messias tem produzido e comercializado vinhos das principais regiões demarcadas: Dão, Bairrada, Douro, Vinho Verde, Beiras e Vinho do Porto. A sede da Messias está situada na Mealhada, pequena cidade da região da Bairrada, onde a empresa possui mais de 6.000 metros quadrados de instalações e aproximadamente 160 hectares de vinha, sendo 70 hectares destinados à produção dos prestigiados vinhos da Quinta do Valdoeiro.

Nas suas vinhas Messias testou castas portuguesas e baseando-se em novas tecnologias de vinificação, selecionou as que produzem vinhos personalizados de alta qualidade. Devido a um bom planeamento de produção e estratégia de marketing, Messias é um dos poucos grupos, que dispõe duma gama completa de produtos vínicos das melhores regiões portuguesas e das suas próprias Quintas. Os mais exigentes mercados estrangeiros já reconheceram a qualidade dos produtos Messias, já que 65% da sua produção é exportada para os cinco continentes.

Visualmente apresentou cor rubi escura, intensa e brilhante, com halo violáceo e lágrimas finas, abundantes e rápidas. No nariz  intenso e rico em fruta vermelha, chocolate, tabaco e leve balsâmico, tudo bem integrado a madeira. Em boca mostrou-se encorpado com  taninos firmes e excelente acidez. Bom corpo e estrutura de boca, vigoroso  e com alguns bons anos pela frente. Final de boca longo com a o balsâmico e as notas de madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Quinta do Valdoeiro D.O.C.
Tipo: Tinto
Castas: Baga e Touriga Nacional
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Bairrada
Produtor: Caves Messias
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine Store
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

terça-feira, 24 de junho de 2014

A melhor harmonização da copa: Lidio Carraro Faces Rosé World Cup 2013 e Camarão no Bafo

Quem acompanha o blog deve ter visto que, para acompanhar os jogos da seleção canarinha, separei a linha completa do vinho oficial da copa, um rótulo para cada confronto e o último foi o Lidio Carraro Faces Rosé World Cup 2013.

Mais uma vez Fernanda preparou uma comidinha gostosa para harmonizar e se o jogo era contra Camarões nada melhor que um belo prato a base do crustáceo que nos remota ao país africano. Ela nos fez um Camarão no Bafo e uns deliciosos Mini Filés de Tilapia ao Panko. O vinho e os pratos formaram a melhor das combinações desta divertida brincadeira.
 
O Lidio Carraro Faces Rosé World Cup 2013 mostrou um de cor sedutora vermelho cereja com reflexos alaranjados e lágrimas abundantes, finas e lentas. No nariz aromas alegres e vibrantes, com a fruta vermelha em evidência, seguido de notas de rosas e especiarias. Em boca um vinho de corpo médio, taninos delicados e interessante frescor; repetiu as impressões olfativas com um final de boca de média intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.

Vinho jovem, alegre, refrescante e equilibrado. Ideal para acompanhar pratos a base de frutos do mar ou para degustar como aperitivo na praia ou na beira da piscina.
 

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Faces World Cup
Tipo: Rosé
Castas: Merlot, Touriga Nacional e Pinot Noir
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço: R$ 43,00
Temperatura de serviço: 8º

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Melhor o Lidio Carraro Faces Tinto World Cup 2013 com Nachos que o jogo azedo

Dando continuidade a brincadeira em dias de jogos do Brasil na primeira fase da copa do mundo eu, Fernanda, Juberlan, Marcílio e Rejane abrimos o Lidio Carraro Faces Tinto World Cup 2013 e para acompanhar Fernanda preparou nachos e foi o que valeu na tarde de ontem, pois o jogo foi bem azedo. 
 
Vinho é um corte de 11 uvas, como um time de futebol, uma bela jogada de marketing e que conquistou a FIFA. Um pouco da história deste vinho pode ser encontrada em outra postagem, na qual comentei sobre a safra de 2012.
 
Na taça o vinho mostrou cor rubi escura com lágrimas densas e lentas. No nariz notas de fruta vermelha madura, violetas, tostado e um interessante aroma de madeira envernizada (como os antigos móveis de mogno), percebido pelo Juberlan. Em boca mostrou corpo médio com taninos leves e bom frescor. Final de boca de média intensidade e com a fruta e os tostado aparecendo no retrogosto.
 
O Faces tinto é um vinho tranquilo e mais uma vez mostrou bom equilíbrio, a harmonização não foi das melhores, mas foi melhor que o jogo entre o Brasil e o México.
 
Agora nos resta o último jogo, que pode ser melhor, pois enfrentaremos uma seleção já desclassificada. Mas, mesmo que o jogo não dê liga, uma coisa é certa, aqui vai ter vinho.

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Faces World Cup
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Teroldego, Touriga Nacional, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Tempranillo, Malbec e Pinot Noir
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço: R$ 49,00 (Este, R$ 32,00 na Wine)
Temperatura de serviço: 15º

segunda-feira, 24 de março de 2014

Douro para o dia a dia

Depois de quase dois anos voltei a comprar um vinho do Club des Sommeliers, que possui uma proposta de vinhos para o dia a dia com um bom custo  versus benefício.
 
Desta vez a minha escolha foi um corte de três uvas:  Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz da região do Douro, produzido pela Cavipor.
 
Visualmente mostrou cor rubi com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta madura e discretas notas de especiarias. Em boca um vinho de corpo médio, com taninos macios e boa acidez. Final de boca seco, de média intensidade e com a com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho jovem e correto, que não ganhará com a guarda e que cumpre o que se propõe: ser um vinho simples, descompromissado e para o dia dia.
 
Degustei com o amigo Juberlan e harmonizamos com linguiça e queijo.
 
O Rótulo
 
Vinho: Club des Sommeliers
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Cavipor
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Grupo Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16 graus

segunda-feira, 10 de março de 2014

Em campo uma seleção de 11 uvas

Provei pela primeira vez o Faces Tinto, vinho Licenciado Oficial da Copa do Mundo de 2014, durante o Circuito Brasileiro de Degustação. Trata-se de um vinho assemblage com nada mais nada menos que 11 castas.
 
Alguns dias atrás convidei o amigo Juberlan para vertermos esse time na taça, pois estava com uma garrafa que comprei em uma promoção da Wine, onde a mesma me saiu por algo em torno de R$ 15,00, uma verdadeira pechincha.
 
O conceito do vinho e o nome Faces foram escolhidos para representar a identidade multiétnica e multicultural do Brasil, e também a combinação de uvas que compõe cada uma das versões: tinto, branco e rosé.

A criação do Faces Tinto tem uma peculiaridade, conta a enóloga: é uma homenagem ao futebol, inspirado nos 11 jogadores em campo, num esquema 4-4-2.

"No caso do vinho tinto é a escalação de um time, então são onze uvas, como onze jogadores em campo. Existe inclusive um sistema tático que serviu de inspiração para escolher a proporção de cada uva no corte. Nós temos então a Merlot e a Cabernet Sauvignon como uvas atacantes, são as primeiras uvas que nós sentimos no aroma do vinho. Depois nós temos quatro uvas no meio de campo, que são aquelas uvas que contribuem com o aroma do vinho e também fazem essa primeira sensação de volume de boca, e são elas a Teroldego, a Touriga Nacional, a Tempranillo e a Pinot Noir. Depois, para completar a estrutura do vinho, o corpo, foram escolhidas as quatro uvas com mais expressão; então Tannat, Nebbiolo, Alicante Bouschet e Ancellotta. E para completar a escalação nós temos um goleiro também, que é o Malbec, que é relacionado ao retrogosto do vinho. Com esse time, com essa escalação de uvas que representam um pouco a realidade do Brasil enológico e do vinho brasileiro, afirma".

E na taça o Faces Tinto é tudo isso: aromas marcantes, bom corpo, expressivo e com retrogosto cheio de fruta e muito agradável.

Visualmente mostrou cor rubi intensa e brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de ameixa, goiaba, chocolate, violeta e café. Em boca mostrou corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de média intensidade e com a fruta aparecendo no retrogosto.

Rótulo com bom equilíbrio e fácil de beber. Acompanhou bem penne ao sugo e manjericão e escondidinho de charque.

O Rótulo

Vinho: Faces
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Teroldego, Touriga Nacional, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Tempranillo, Malbec e Pinot Noir
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Monica Rossetti
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 40,00 (Por esta paguei R$ 15,00)
Temperatura de serviço: 16°
Outros dados: Vinho Licenciado Oficial da Copa do Mundo 2014

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

3 vezes Rapariga da Quinta

É a terceira vez que este rótulo, do competente Luis Duarte, passa aqui pelo blog, em uma "degustação vertical" ao longo do tempo, já que primeiro passou por aqui a safra 2008, depois a 2009 e agora a de 2011.
 
Vinho que, em 2009, recebeu 91 pts da WE e mantém a qualidade ao longo do tempo, sendo sinônimo de jovialidade e simplicidade, isso sem esquecer o excelente custo versus benefício, um verdadeiro best buy.

Na taça mostrou cor rubi intensa e brilhante, com boa formação de lágrimas. No nariz bouquet agradável de frutas vermelhas maduras, leves notas de especiarias e toques sutis de baunilha, tabaco e tostado. Em boca, taninos redondos e em bom equilíbrio com acidez e seus 14% de álcool, que não aparecem em nenhum momento. Final de boca agradável, de média intensidade e com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Rapariga da Quinta Colheita
Tipo: Tinto
Castas: Aragonês, Trincadeira e Touriga Nacional
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Duarte Vinhos
Enólogo: Luis Duarte
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: DLP, RM Express e Casa dos Frios
Preço médio: R$ 31,00
Temperatura de serviço: 16º

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Porto Comenda Tawny

O pão de açúcar definitivamente não é o melhor lugar para se comprar vinhos, primeiro porque a forma de acondicionamento não é  a mais adequada e segundo porque eles chegam a cobrar pelos vinhos valores 100% maiores que os cobrados em outras lojas.
 
Mas, isso não quer dizer que nunca compro rótulos por lá e ainda mais quando encontro uma promoção irrecusável e foi isso que aconteceu como Porto Comenda Tawny, que foi comprado a uma valor aproximadamente 50% menor, uma verdadeira pechincha.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor castanha e lágrimas abundantes, finas e lentas. No nariz notas de frutos secos, chocolate, baunilha, leve tostado e álcool aparecendo um pouco. Em boca repete as notas olfativas e mostra bom corpo e boa persistência, com final de boca doce e o chocolate aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Comenda Tawny
Tipo: Porto
Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca, Tinta Roriz; e Tinta Barroca
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor:  Casa Manoel D. Poças Junior
Graduação: 19%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 50,00 (Na promoção R$ 25,90)
Temperatura de serviço: 12º

domingo, 1 de setembro de 2013

Harmonizando um tinto do velho mundo com churrasco #CBE

Chegamos mais uma vez a nossa tradicional postagem do dia primeiro, a qual é destinada ao vinho escolhido dentro do tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. O tema do mês foi escolhido pelo confrade Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos, que fazendo uma analogia com mês dos pais, escolheu um tema em homenagem a seu pai - gaúcho e amante de churrasco-  nos perguntando:  "Qual vinho do Velho Mundo você abriria com um bom Churrasco"?
 
Eu vou logo dizendo que não sou gaúcho, mas sou um amante do churrasco e sempre que posso estou fazendo um com a família e/ou amigos, então pense o sacrifício que foi realizar essa harmonização.
 
A minha escolha foi o Assobio 2010, um rótulo produzido pela Quinta dos Murças, tradicional Bodega portuguesa, que foi adquirida pelo Grupo Esporão em 2008.
 
Herdade do Esporão - Centro histórico.
A primeira referência escrita à Quinta dos Murças data de 1770, embora se saiba que a quinta já existia, mas com outra designação desde 1714, à época pertencia a António Cardoso de Vasconcelos. Presume-se que o nome Quinta dos Murças tenha sido atribuído em referência ao fidalgo da casa real Miguel Carlos Cardoso de Sousa de Morais Colmeeiro Teles e Távora, capitão-mor da vila de Murça e proprietário das Murças desde 1756.
 
Apesar das inúmeras referências à qualidade e excelência dos vinhos da Quinta dos Murças, a verdade é que as vinhas foram sendo continuamente negligenciadas e a quinta transacionada de família em família e de sociedade em sociedade até que, em 1943, Manuel Pinto de Azevedo assumiu a administração da quinta, comprometendo-se na reabilitação do patrimônio e na replantação das vinhas.
  
 
Sob a direção empenhada do agrônomo José de Freitas Sampaio, a Quinta dos Murças foi totalmente transfigurada, recebendo em 1955 a primeira vinha ao alto plantada no Douro, bem como o primeiro sistema de autovinificação alguma vez utilizado na região, para além de novos armazéns de estágio e de uma nova adega.
 
Esta colheita já foi produzida na nova adega, cuja reestruturação começou em 2010 com a recuperação da adega dos lagares e cave de barricas, e concluída em 2011 com a construção de uma nova adega destinada à produção do Assobio. De momento, existe capacidade de fermentação para 250 toneladas com possibilidade de chegar a 750 toneladas. Foram instalados 8 depósitos troncocónicos, de pequena capacidade para responder ao desafio da multiplicidade de microclimas, exposições, solos que a Quinta dos Murças oferece, e assim se poder adaptar a condução da vinificação a cada vinha.
 
O Assobio 2010, feito predominantemente com as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca de vinhas com 15 anos de idade, é fruto da terceira vindima do Esporão na Quinta dos Murças, sob a orientação dos enólogos David Baverstock, Luis Patrão e Michael Wren. Parte do lote (20%) estagiou durante seis meses em barricas de carvalho francês e americano. Foi engarrafado em Dezembro de 2011.
 
A cada safra uma imagem da Quinta dos Murças é estampada no rótulo do Assobio. Em 2010 o talento do fotógrafo José Manuel Rodrigues sucede ao de Duarte Belo, para enriquecer o rótulo desta colheita com uma fotografia original da Quinta dos Murças. José Manuel Rodrigues descreve este seu trabalho como o “encontro com a natureza e o vinho”, numa união entre os dois elementos.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi brilhante e halo ligeiramente violáceo, com lágrimas grossas e lentas. No nariz, um ataque intenso de frutas vermelhas (morango, cereja e framboesa), café, menta e tostado. Em boca combinou elegância com corpo e estrutura, bom equilibrio entre a tríade: taninos, acidez e álcool. Um vinho muito bem feito, fácil de gostar e beber. Boa frescura, que aliada a fruta são a marca do rótulo. Final de boca seco e de boa intensidade, o empurrando para a mesa.

Harmonizamos com uma bela picanha, preparada meio as pressas pelo amigo Juberlan, não por culpa sua, mas deste que vos escreve que chegou com a peça quando todos subiam pelas paredes de fome. Também testamos com uma costela suína ao molho de barbecue.

No final podemos dizer sem sombra de dúvida que este tinto de excelente custo versus benefício do Douro atingiu o propósito e que ele, juntamente com a carne e o papo entre amigos fez a bincadeira da CBE ficar ainda mais legal. Agradeço aos amigos Juberlan e Rejane que, gentilmente, mais uma vez abriram a porta de sua casa e se "sacrificaram" junto comigo e Fernanda, risos.

Saúde e até o próximo vinho da CBE!

O Rótulo

Vinho: Assobio
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; e Touriga Franca.
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Quinta dos Murças - Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock; Luis Patrão; e Michael Wren
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Estimativa de guarda: 7 anos

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conferimos a Degustação dos Vinhos e Azeites de Trás-os-Montes

Desembarcam em Recife nove produtores de vinhos e azeites da região de Trás-os-Montes, Região vitivinícola de Portugal, para apresentar seus produtos em uma degustação voltada prioritariamente a profissionais (compradores, distribuidores, donos de bares e restaurantes, sommeliers, entre outros), em virtude dos produtores ainda buscarem importadores no Brasil,  o Vinhos de Minha Vida, na companhia do amigo Juberlan, passou por lá e conferiu a degustação.
 
A região de Trás-os-Montes está situada no extremo nordeste de Portugal, na fronteira (ao norte e a leste) com a Espanha, a região produz rótulos a partir de vinhedos que desfrutam do frescor do clima mediterrâneo e, ao mesmo tempo, das temperaturas mais frias - típica das partes mais altas do vale. Fatores que permitem a produção de títulos com qualidade reconhecida desde o domínio romano na localidade.
 
Os solos desta região são predominantemente formados por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas, existindo numa pequena área manchas calcárias de gneisses e de aluvião. Os vinhos da Região de Trás-os-Montes são bastante diferenciados, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.).
 
A  DO Trás-os-Montes possui 3 sub-regiões: "Chaves", "Valpaços" e "Planalto Mirandês". As castas tintas plantadas nas três sub-regiões são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, enquanto as brancas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
 
Os tintos de uma forma geral mostraram notas adocicadas em demasia (característica que não agrada meu paladar), os brancos pouca acidez e notas adocicadas e enjoativas e o rosé acidez discreta e adstringência, deixando o vinho "travoso". Segue a lista dos vinhos degustados e em seguida as notas de prova dos dois rótulos que mais se destacaram.
 
Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Amarela; Tinta Roriz; Touriga Nacional. 14%. Produção de 3000 garrafas.
Persistente Reserva Tinto 2010.
Sonnini Branco 2012.
Cansa Lobos Colheita Selecionada 2010.
Quinta de Arcossó Branco 2012. Castas: Fernão Pires; Arinto. 13,5%.
Quinta de Arcossó Rosé 2012. Castas: Bastardo; Touriga Franca. 13,5%.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%. Produção de 10700 garrafas.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2008. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%.
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo. 15%. Produção de 1300 garrafas.
Amenu Tinto 2012. Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca. 13,5%. Produção de 2500 garrafas.
Campo de Março Tinto 2010. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%.
Campo de Março Reserva Tinto 2011. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%. Produção de 6600 garrafas.
 
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007
 
Este vinho provém de uma vinha localizada na micro-região da Ribeira de Oura, instalada numa encosta de média altitude, exposta a Sul, com cerca de 20% de declive, sendo o solo de origem granítica. A vinificação foi realizada em lagar com pisa a pé, tendo o vinho estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou cor rubi e halo violácea, com lágrimas grossas e lentas. No nariz destaque para a predominância das notas frutadas e uma delicada nuance de barrica. Em boca é um vinho intenso, estruturado, com taninos vivos, mas já amaciados pelos 6 anos de vida, o paladar mostra-se muito frutado, com nuances de especiarias como café e ainda notas de chocolate amargo e tostado. Final de boca revelou um comprimento e uma persistência medianos.

O Rótulo
 
Vinho: Quinta de Arcossó Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  Touriga Nacional (35%); Touriga Franca (25%) e outras (40%).
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Arcossó
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Ainda não está no mercado local
Preço médio em Portugal:  9 Euros
Temperatura de serviço: 16º
 
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009
 
Esse foi o melhor da noite, tanto para mim como para o Juberlan. Deste vinho foram produzidas apenas 1300 garrafas e nós pudemos degustar parte desta limitada produção.
 
As uvas seleccionadas para a elaboração deste vinho provêm de uma das melhores zonas da sub-região Valpaços - Santa Valha, na qual as condições micro climáticas espaciais permitem a expressão óptima das castas: Tinta Roriz, Trincadeira e Bastardo. A sua estabilização é natural, portanto é susceptível a formar pequeno depósito.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou boa complexidade, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e em boa integração com notas de café, baunilha e um tostado elegante e delicado. Em boca mostrou taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e os impressionantes 15% de álcool que não agrediram em nenhum momento. Final de boca agradável e de boa intensidade repetindo a fruta e o tostado no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Terras do Salvante Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Terras do Salvante
Graduação:15%
Onde comprar em Recife: Ainda não está no mercado local
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
Degustamos também quatro azeites, os quais terminaram roubando a cena, mas isso é tema para um outro post.

 

domingo, 28 de julho de 2013

Vinho do sertão nordestino com 6 anos de vida e em plena forma

Você já provou um vinho do Vale do São Francisco, Região Vitivinícola em pleno Sertão do Nordeste? E um vinho desta mesma região com 6 anos de idade e mais alguns anos pela frente? Caso não deveria fazê-lo, pois foi o que eu fiz na última terça e faria novamente se me fosse dada a oportunidade.
 
O Paralelo 8 Premium já passou por aqui outras duas vezes, mas não com tanto tempo de garrafa e por coincidência todos foram degustado na casa dos amigos Juberlan e Rejane. Desta vez a harmonização ficou por conta de um lombo suíno.
 
Quando os brasileiros começaram a plantar uvas para vinho no Vale do São Francisco, em pleno sertão nordestino, todo mundo se perguntava se, dali, sairia algo que prestasse. Próximo ao Equador, esse é um terroir novo, muito distante da faixa geotérmica ideal para as cepas viníferas, localizada em zonas temperadas. Com duas colheitas e meia por ano, no lugar do ciclo de um ano requerido pela uva em regiões tradicionais, viu-se logo que a quantidade estava bem longe da qualidade, mas com o tempo e dedicação o nível tem melhorado gradativamente.
 
“Paralelo 8” é um corte, em partes iguais, de Cabernet Sauvignon, Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonez. As três primeiras são cepas mais antigas, as outras duas integram as variedades portuguesas plantadas mais recentemente. As uvas são colhidas entre junho e julho, quando a variação térmica na região é maior, o que presume um amadurecimento com mais complexidade aromática e concentração.
 
Apesar da idade o vinho ainda estava muito vivo, mostrando cor rubi escura e halo com reflexos púrpura bem claro e lágrimas finas, lentas e abundantes, uma beleza só. Bom ataque no nariz, com notas de fruta vermelha madura (ameixa, framboesa, acerola e goiaba), também apareceram aromas de terra molhada, couro e madeira provenientes da passagem por barricas de carvalho francês novas. Em boca revelou taninos macios e redondos e acidez ainda viva, mostrando bom equilíbrio. Repetiu a fruta madura, o tostado e mostrou notas de chocolate. Final de boca seco de média intensidade com o tostado e notas de evolução aparecendo no retrogosto.
 
Esse vinho sempre foi uma grata surpresa e agora mais uma vez, pois mostrou que o envelhecimento está fazendo bem ao vinho o que faz o vinho figurar na minha relação de Compra Certa.

Como curiosidade o vinho foi servido na visita do Papa Bento XVI ao Brasil.
 
O Rótulo
 
Vinho: Paralelo 8 Premium
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (20%), Syrah (20%), Alicante Bouschet (20%), Touriga Nacional (20%) e Aragonez (20%)
Safra: 2007
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Enólogo: Carlos Lucas
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18°

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dal Pizzol 200 Anos Touriga Nacional 2011 #CBE

Chegamos a nossa décima sexta participação na Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que neste mês está chegando a sua edição de número 79.
 
Este mês o tema ficou por conta do confrade e conterrâneo Maykel Campos do blog Vinho por 2: "Um varietal de Touriga Nacional de qualquer região e faixa de preço".
 
Varietais com essa casta não são usuais e, desta forma, bem difíceis de encontrar, pelo menos aqui em Recife. Mas, por coincidência, alguns dias antes do confrade lançar o tema eu havia visto uma matéria sobre a vinícola Dal Pizzol e dentre os rótulos produzidos estava um varietal com a Touriga Nacional; então, após a divulgação do tema, foi só entrar em contato com a vinícola e descobrir onde poderia comprar o rótulo em Recife.
 
Criada em 1974, a Vinícola Monte Lemos, mais conhecida como Dal Pizzol, a empresa é liderada pelos irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol. Com uma produção anual de 250 mil garrafas, a Dal Pizzol está instalada em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
 
Touriga Nacional é uma casta de uva tinta originária de Portugal e é considerada a rainha das castas portuguesas e que, pelas suas qualidades para a vinificação, começa a ocupar cada vez mais espaço nas produções europeias, australianas, californianas e de algumas regiões do Brasil. Em Portugal, é plantada desde o Douro até ao Alentejo, mas é na Região Demarcada do Dão que se revela em toda a sua plenitude.
 
O vinho que escolhi foi o Dal Pizzol 200 Anos Touriga Nacional o qual foi criado para brindar e se associar às comemorações dos 200 anos da chegada do imperador D. João VI e sua corte.

O exemplar possui um belo rótulo com uma cor bege clara e a imagem de uma coroa subescrita pelo número duzentos dando conjunto muito harmônico. Visualmente mostrou uma cor rubi com reflexos violáceos; lágrimas grossas em pequena quantidade e que escorreram lentamente. No nariz muito aromático com predominância de frutas vermelhas e violetas. Em boca mostrou-se um vinho fácil de beber, com taninos suaves e em bom equilíbrio com acidez e álcool, final de corpo de media intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.

O vinho acompanhou bem uma tapa de cuadril (picanha) argentina e uma boa conversa com Fernanda e Juberlan na noite de ontem.

O vinho mostrou-se muito correto e é uma boa pedida para o dia a dia e merece a frase que deixo aqui no fim do post: "A melhor rede social ainda é uma mesa rodeada de amigos e um vinho do bom".
 
O Rótulo
 
Vinho: Dal Pizzol 200 Anos
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Dal Pizzol
Enólogo: Dirceu Scottá
Garrafa n.: 9399
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DOC
Preço médio: R$ 34,00
Temperatura de serviço: 16 a 18º

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Grilos Tinto 2009

A Quinta dos Grilos encontra-se na pequena aldeia de Tonda e produz vinhos de qualidade desde meados da década de noventa, dispondo de cerca de dois terços de castas tintas e um de castas brancas nobres do Dão, implantadas numa das melhores zonas da região de Tondela.

 
Esta quinta faz parte do Grupo Global Wines / Dão Sul, que tem a misão de  divulgação dos vinhos do Dão a nível nacional e internacional; rapidamente esta missão abrangeu mais regiões, estando neste momento representada nas principais regiões vitivinícolas portuguesas e além mares no Brasil, onde produz vinhos únicos e premiados no Paralelo 8,59º, que são os vinhos do Vale do São Francisco.
 
Vamos a análise degustativa. Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi brilhante com um halo púrpura bem claro; lágrimas em grossas e lentas em pequena quantidade. No nariz mostrou muita fruta e leves toques florais e algumas notas adocicadas de chocolate e caramelo; o tostato aparece de forma bem discreta, apesar dos seis meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês. Em boca mostrou taninos macios e acidez discreta; repetiu a fruta e o tostado, mas sem equilíbrio. Final de boca com notas adocicadas aparecendo em demasia, tornando-o um pouco enjoativo. O vinho mostrou-se melhor no olfato que em boca.

O Rótulo

Vinho: Grilos
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz 50%, Touriga Nacional 30% e Jaen 20%
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Dão
Produtor: Quinta dos Grilos
Enólogo: Osvaldo Amado
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 29,00
Temperatura de serviço: 16º