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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para acompanhar o bacalhau das festas de fim de ano: Catarina 2015 #cbe

O primeiro post de cada mês é destinado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil: Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, só que a ideia é que coloquemos as impressões sobre a nossa escolha no primeiro dia de cada mês, mas estes mês estou chegando com um baita atraso.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Felipe Silva do Blog BebadoVinho que nos colocou a garimpar: Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo.
 
Não encontrei um varietal com a casta Arinto, mas encontrei um vinho de lote (como são chamados os vinhos de corte em portugal) com a casta na composição e que a há muito queria degustar: o Catarina 2015.
 
Exemplar produzido pela gigante Quinta da Bacalhôa, que está presentem em 7 regiões vitícolas portuguesas, com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vinícos.
 
Neste vinho, produzido com Fernão Pires, Arinto e Chardonnay, o mosto das duas primeiras castas fermentaram separadamente em depósitos de aço inox; o Chardonnay fermentou em barricas de madeira nova de carvalho francês tendo estagiado nessas mesmas barricas 4 meses e meio com batonnage.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha, límpido e brilhante. Formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e delicados, marcados por notas de frutas amarelas (pêssego e abacaxi), seguido de notas florais, minerais e tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico, acidez refrescante, interessante mineralidade e repetição das notas olfativas. Final de boca longo, complexo, com delicioso frescor e a fruta dominando o retrogosto.
 
Vinho delicioso e que ainda vai ganhar um pouco mais com a guarda em garrafa. Foi um par perfeito para o bacalhau e as batatas ao murro preparados por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Catarina
Tipo: Branco
Castas: Fernão Pires, Arinto e Chardonnay
Safra: 2015
País: Portugal
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta da Bacalhôa
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 04.12.2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Club des Sommeliers Vinho Verde pra aplacar o calor #cbe

Parece que foi ontem, mas hoje chego com meu quadragésimo nono vinho para a primeira e única confraria virtual do Brasil: a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, onde a cada mês um confrade diferente indica um tema e todos publicam, em seus blogs, sobre um vinho dentro da proposta.
 
O tema deste mês foi sugerido pelo Daniel Perches do blog Vinhos de Corte: "Vinho Verde, de qualquer preço". Uma excelente opção para o nosso verão, que este ano não está dando mole não.
 
A minha escolha foi o Club des Sommeliers Vinho Verde 2014, um vinho produzido pela Enorport Produção de Bebidas SA (a mesma que produz o clássico Calamares) com exclusividade para o Grupo Pão de Açúcar.
 
O Club des Sommeliers é uma linha de vinhos exclusivos do Grupo Pão de Açúcar e conta com exemplares da França, Itália, Portugal, Chile, Argentina, Brasil, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul. A principal proposta da linha é oferecer vinhos de bom custo-benefício ideais para ser consumidos no dia a dia.
 
O Vinho Verde, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal, constitui uma denominação de origem controlada cuja demarcação remonta a 1908. O Vinho Verde é único no mundo. Naturalmente leve e fresco, produzido na província do Minho, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos.
 
Sem mais delongas vamos as impressões sobre o vinho!
 
Na taça apresentou cor amarelo esverdeada bem clara, quase branca, com formação de pequenas agulhas na parede da taça.
 
No nariz um vinho de aromas delicados e de boa intensidade, podendo ser observado notas de frutas cítricas, frutas de polpa brancas e delicadas notas florais.
 
Em boca mostrou corpo leve, boa acidez e leve toque frisante. Final de boca de media persistência e com repetiu as notas olfativas no retrogosto.
 
Vinho leve e refrescante, super fácil de beber. Vai bem a qualquer hora dos nossos dias quentes de verão e acompanha pratos leves como frutos do mar e justamente por isso Fernanda nos preparou camarões marinados e caiu super bem. 
 
O Rótulo

Vinho: Club des Sommeliers
Tipo: Branco
Castas: Loureiro, Trajadura e Arinto
Safra: 2014
País: Portugal
Região: Vinhos Verdes DOC
Produtor: Enoport Produção de Bebidas SA
Graduação: 8,5%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 26,00
Temperatura de serviço: 8°

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Malhadinha Monte da Peceguina 2010

Os brancos portugueses são simplesmente maravilhosos e quando são uma pechincha melhor ainda. O vinho de hoje é o Malhadinha Monte da Peceguina Branco 2010, produzido pela Herdade da Malhadinha Nova, vinícola que é fruto da paixão dos atuais proprietários, uma típica Herdade Alentejana situada em Albernoa, no coração do Baixo Alentejo.
 
Desde 1998 a Herdade da Malhadinha cultiva vinhedos em uma região, antes abandonada, no coração do Alentejo. O resgate das condições do solo foram primordiais para que seus vinhos ganhassem reconhecimento internacional. Monte da Peceguina é mais um projeto liderado pelo renomado enólogo Luis Duarte e para quem gosta de premiações e pontuações esta safra ficou entre os três melhores vinhos brancos do Velho Mundo da Expovinis 2013.
 
Para acompanhar o vinho Fernanda nos preparou um camarão no tomate, que ficou simplesmente maravilhoso e harmonizou perfeitamente com o vinho.
 
Visualmente mostrou cor amarelo dourado, mostrado já uma evolução em sua tonalidade. No nariz aromas discretos de frutas cítricas, seguido de notas de flores secas e amêndoas. Em boca mostrou corpo médio, excelente equilíbrio e apesar da evolução uma acidez ainda viva e refrescante. Final de boca de boa persistência e com a amêndoa aparacendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber, mas que já está entrando em declínio. Caso tenha essa safra em casa não espere mais para abrir.

O Rótulo

Vinho: Malhadinha Monte da Peceguina
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz 40%, Verdelho 20%, Roupeiro 10% e Arinto 10%
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade da Malhadinha Nova
Enólogo: Luis Duarte
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 63,00 (R$ 43,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 8º
Pontuações: 89 RP e 88 WE

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Esporão Reserva Branco 2012

Esporão reserva branco, o clássico português com muita pegada e deliciosamente gastronômico, foi o último vinho do painel de degustação da Academia de Vinhos de Portugal, ministrada pelo crítico de vinhos Rui Falcão.
 
O vinho é produzido pela tradicional Herdade do Esporão, que possui nada mais nada menos que 550 ha de vinhas, o que lhe confere o título de detentora do maior vinhedo do país, resultado de uma década de investimentos do banqueiro e empresário José Roquette.
 
O projeto de  vinicultura é de responsabilidade de David Baverstock, um australiano com mais de vinte de anos de experiência em Portugal.

Para estampar as garrafas a Esporão desafia anualmente, desde a primeira colheita em 1985, um artista diferente, convidando-o para criar obras originais para ilustrar os rótulos dos seus vinhos ‘Private Selection’ e Reserva. Em 2012 a Empresa convidou o reconhecido designer de moda português, Felipe Oliveira Batista. Os rótulos desenhados pelo diretor criativo da Lacoste resultam da relação de paixão que há muito mantém com a planície alentejana e com a Herdade do Esporão. Os três rótulos que desenvolveu (Esporão Reserva Branco e Tinto e Esporão Private Selection Branco) foram inspirados nos valores do Esporão e em algumas das referências visuais da Herdade, como o sobreiro e a albufeira.

Visualmente o vinho apresentou uma linda cor amarelo dourado e brilhante, com lágrimas grossas e lentas. No nariz mostrou aromas intensos e complexos, destacando-se notas de frutas brancas e cítricas (tangerina), frutos secos (nozes e amêndoas), coco e tostado bem integrado ao conjunto. Em boca trouxe volume e leve sedosidade em equilíbrio com uma ótima acidez e grande frescor. Final de boca longo com notas levemente adocicadas, de pão fermentado e tostado aparecendo no retrogosto.
 
Um clássico português: gastronômico, excelente equilíbrio, qualidade e custo x benefício. Definitivamente um vinho que você não deve deixar de degustar.
 
 
O Rótulo:

Vinho: Esporão Reserva
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto, Roupeiro e Sémillon
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade do Esporão
Enólogo: David Baverstock
Graduação: 14%
Onde comprar: Casa dos Frios
Preço médio: 70,00
Temperatura de serviço: 8º - 10°


Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Quinta da Alorna 2013

O sétimo e penultimo vinho degustado durante a formação em vinhos portugueses foi o Quinta da Alorna Branco 2013, um vinho produzido pela vinícola de mesmo nome e que tem mais de 280 anos de história.
 
Em 1723, D. Pedro de Almeida (1688 / 1756) comprou a Quinta de Vale de Nabais. Em meados do século XVIII, viria a ser nomeado Vice-Rei da Índia. Distinguindo-se por atos de bravura na tomada da praça forte de Alorna, o Rei de Portugal, D. João V concedeu-lhe o título de Marquês de Alorna. Regressado a Portugal, mudou o nome da sua quinta para Quinta da Alorna e plantou as primeiras vinhas.
 
Para os padrões portugueses, a Quinta da Alorna é uma grande herdade (fazenda) com os seus 2.800 hectares. As vinhas ocupam 220 hectares na Charneca, as florestas (sobreiros, eucaliptos e pinheiros bravos e mansos) 1.900 hectares e as culturas agroindustriais (milho, trigo, beterraba, ervilha e tomate) 360 hectares.
 
As instalações deste produtor são muito bonitas merecendo destaque a adega antiga cheia de história, a adega moderna bem equipada, o palácio da Quinta da Alorna inteiramente restaurado, a escola de equitação e uma vinha com finalidade pedagógica onde em apenas 0,5 hectare podemos observar 9 castas brancas e 18 tintas.
 
Quanto ao vinho trata-se de um corte das uvas Arinto e Fernão Pires que apresentou cor amarelo palha bem claro. No nariz aromas suaves e delicados de frutas brancas cítricas tais como pêra, lichia e abacaxi. Em boca mostrou alta acidez e frescor, com repetição da fruta seguido de notas de pão tostado. Final de boca longo e refrescante.

O Rótulo:

Vinho: Quinta da Alorna
Tipo: Branco
Castas: Arinto e Fernão Pires
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Tejo
Produtor: Quinta da Alorna
Enólogo: Martta Reis Simões
Graduação: 13%
Onde comprar: ? (Importado pela Adega Alentejana)
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 8º
Preimações: Medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas e no Concurso de Vinhos do Tejo

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Branco português com a cara do nosso verão

O verão não está leve não, por aqui estamos transpirando até embaixo de árvore e em ambientes refrigerados e, para refrescar um pouco, as praias e piscinas estão lotadas.
 
Na última semana eu, Fernanda e Luquinhas colocamos as mochilas nas costas, ou melhor na mala do carro e fomos conhecer algumas praias do litoral alagoano, ao todo foram 13 praias, umas simplesmente maravilhosas.
 
Aportamos na casa da minha tia Tânia e em uma das noites, após um dia intenso pelas praias ela nos recebeu com um camarão maravilhoso e uma garrafa de Casal Garcia Branco 2012, um rótulo leve e fresco, que é a cara desse nosso verão tórrido e vai bem sozinho ou acompanhando pratos pouco condimentados.
 
O vinho apresentou uma cor amarelo palha com reflexos esverdeados e pequena formação de agulhas. No nariz aromas suaves e agradáveis  de flores e frutos brancos. Em boca mostrou-se fresco e leve; repetiu as notas olfativas e mostrou um final de boca de média intensidade com toques de maça e jasmim aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber, bom para o dia a dia e com ótimo custo versus benefício. Esse rótulo já passou por aqui em 2012: relembre.

Duas Barras, Jequiá - AL
O Rótulo

Vinho: Casal Garcia
Tipo: Branco
Castas: Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Vinho Verde
Produtor: Avelada Vinhos S/A
Graduação: 10%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 12 graus

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conferimos a Degustação dos Vinhos e Azeites de Trás-os-Montes

Desembarcam em Recife nove produtores de vinhos e azeites da região de Trás-os-Montes, Região vitivinícola de Portugal, para apresentar seus produtos em uma degustação voltada prioritariamente a profissionais (compradores, distribuidores, donos de bares e restaurantes, sommeliers, entre outros), em virtude dos produtores ainda buscarem importadores no Brasil,  o Vinhos de Minha Vida, na companhia do amigo Juberlan, passou por lá e conferiu a degustação.
 
A região de Trás-os-Montes está situada no extremo nordeste de Portugal, na fronteira (ao norte e a leste) com a Espanha, a região produz rótulos a partir de vinhedos que desfrutam do frescor do clima mediterrâneo e, ao mesmo tempo, das temperaturas mais frias - típica das partes mais altas do vale. Fatores que permitem a produção de títulos com qualidade reconhecida desde o domínio romano na localidade.
 
Os solos desta região são predominantemente formados por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas, existindo numa pequena área manchas calcárias de gneisses e de aluvião. Os vinhos da Região de Trás-os-Montes são bastante diferenciados, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.).
 
A  DO Trás-os-Montes possui 3 sub-regiões: "Chaves", "Valpaços" e "Planalto Mirandês". As castas tintas plantadas nas três sub-regiões são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, enquanto as brancas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
 
Os tintos de uma forma geral mostraram notas adocicadas em demasia (característica que não agrada meu paladar), os brancos pouca acidez e notas adocicadas e enjoativas e o rosé acidez discreta e adstringência, deixando o vinho "travoso". Segue a lista dos vinhos degustados e em seguida as notas de prova dos dois rótulos que mais se destacaram.
 
Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Amarela; Tinta Roriz; Touriga Nacional. 14%. Produção de 3000 garrafas.
Persistente Reserva Tinto 2010.
Sonnini Branco 2012.
Cansa Lobos Colheita Selecionada 2010.
Quinta de Arcossó Branco 2012. Castas: Fernão Pires; Arinto. 13,5%.
Quinta de Arcossó Rosé 2012. Castas: Bastardo; Touriga Franca. 13,5%.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%. Produção de 10700 garrafas.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2008. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%.
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo. 15%. Produção de 1300 garrafas.
Amenu Tinto 2012. Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca. 13,5%. Produção de 2500 garrafas.
Campo de Março Tinto 2010. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%.
Campo de Março Reserva Tinto 2011. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%. Produção de 6600 garrafas.
 
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007
 
Este vinho provém de uma vinha localizada na micro-região da Ribeira de Oura, instalada numa encosta de média altitude, exposta a Sul, com cerca de 20% de declive, sendo o solo de origem granítica. A vinificação foi realizada em lagar com pisa a pé, tendo o vinho estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou cor rubi e halo violácea, com lágrimas grossas e lentas. No nariz destaque para a predominância das notas frutadas e uma delicada nuance de barrica. Em boca é um vinho intenso, estruturado, com taninos vivos, mas já amaciados pelos 6 anos de vida, o paladar mostra-se muito frutado, com nuances de especiarias como café e ainda notas de chocolate amargo e tostado. Final de boca revelou um comprimento e uma persistência medianos.

O Rótulo
 
Vinho: Quinta de Arcossó Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  Touriga Nacional (35%); Touriga Franca (25%) e outras (40%).
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Arcossó
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Ainda não está no mercado local
Preço médio em Portugal:  9 Euros
Temperatura de serviço: 16º
 
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009
 
Esse foi o melhor da noite, tanto para mim como para o Juberlan. Deste vinho foram produzidas apenas 1300 garrafas e nós pudemos degustar parte desta limitada produção.
 
As uvas seleccionadas para a elaboração deste vinho provêm de uma das melhores zonas da sub-região Valpaços - Santa Valha, na qual as condições micro climáticas espaciais permitem a expressão óptima das castas: Tinta Roriz, Trincadeira e Bastardo. A sua estabilização é natural, portanto é susceptível a formar pequeno depósito.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou boa complexidade, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e em boa integração com notas de café, baunilha e um tostado elegante e delicado. Em boca mostrou taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e os impressionantes 15% de álcool que não agrediram em nenhum momento. Final de boca agradável e de boa intensidade repetindo a fruta e o tostado no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Terras do Salvante Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Terras do Salvante
Graduação:15%
Onde comprar em Recife: Ainda não está no mercado local
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
Degustamos também quatro azeites, os quais terminaram roubando a cena, mas isso é tema para um outro post.

 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Redegustando: .com Branco 2010

No dia 26 de abril deste ano eu e Fernanda participamos do Passeio Enológico por Portugal, lá podemos degustar muitos rótulos portugueses e, o que é melhor, em alguns casos, com os produtores, como foi o caso dos vinhos produzidos pela Tiago Cabaço Wines.
 
Um dos rótulos foi o .COM Branco, rótulo este escolhido para ser redegustado no último sábado em comemoração ao dia do Fisioterapeuta.
 
O .COM Branco mostrou uma cor amarelo palha bem clara e brilhante. No nariz muito delicado e com a fruta fresca aparecendo em primeiro plano, seguindo de suaves notas de fruta seca e um toque mineral. Em boca repetiu a fruta e as notas minerais; com boa acidez e refrescância. Um vinho suave, delicado e refrescante. Bom para beber como aperitivo ou acompanhado de comidas leves.

O Rótulo
 
Vinho: .COM
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto, Roupeiro, Verdelho e Viognier
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 38,00
Temperatura de Serviço: 12 graus

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Malhadinha Branco 2009

Escolhi um rótulo, que estava há uns meses na adega, para o almoço especial de dia dos pais: o Malhadinha Branco 2009, o qual teve a missão de harmonizar com uma tilápia ao molho de camarão e com um belo ensopado de sururu, dois maravilhosos pratos e que estavam simplesmente divinos.

O vinho é produzido pela Herdade da Malhadinha Nova e é fruto da paixão dos atuais proprietários, uma típica Herdade Alentejana situada em Albernoa, no coração do Baixo Alentejo.

O Rótulo é simples e mostra toda a pureza de uma criança. Ele foi desenhado por Matilde, que é a segunda menina da nova geração da família (masceu em 2001); a ideia de pedir-lhe para desenhar o rótulo foi a de transmitir aos enófilos o caráter distinto e intenso do vinho, fruto de toda paixão e empenho que é dedicado a sua elaboração. Deste rótulo e safra foram produzidas apenas 8266 garrafas.

Na taça o vinho mostrou uma bela cor amarela dourada, com lágrimas lentas. No nariz mostrou muita elegância, com notas florais e de fruta seca (amendoas e damasco) e ainda um delicado e muito integrado aroma de tostado, proveniente do estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês. Em boca mostrou-se estruturado, volumoso e intenso, com repetição do floral e da fruta e ainda, notas minerais e também de fermentação; nuances de tostado fecham o vinho e dão um final de boca agradável, prolongado e persistente.

A harmonização ficou perfeita, não só bela beleza dos pratos e do vinho, como também pelo grande potencial gastronômico do rótulo.

O vinho foi uma indicação do Sommelier do RM Express Helton, que disse: por esse preço você não deve deixar de levar. Valeu cada centavo.

O Rótulo
Vinho: Mlhadinha
Tipo: Branco
Castas: Arinto 50%, Viognier 35%, Chardonnay 15%
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade da Malhadinha Nova
Enólogos: Luis Duarte e Rui Lopes
Graduação: 14%
Onde compra: RM Express
Preço Médio: R$ 180,00 na Wine.com (por este paguei R$ 61,00)
Temperatura de serviço: 10 graus
Pontuação: Recebeu 16,5/20 da Wine

sábado, 21 de julho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Quinta do Ortigão

A família Alegre faz parte da história dos vinhos espumantes em Portugal. Justino Sampaio Alegre, bisavô de Pedro Alegre, atual proprietário da Quinta do Ortigão, introduziu em Portugal o método clássico de produção de vinhos espumantes em 1893. Justino Sampaio Alegre, um homem de visão, percebeu a aptidão das uvas brancas da Bairrada e produziu o primeiro Vinho Espumante português. O seu exemplo ficou enraizado na família e atualmente já estamos na quarta geração dedicada à elaboração de vinhos espumantes de qualidade, um caso raro em qualquer país do mundo.

Plantadas bem no coração da região da Bairrada, os 15 ha de vinha da Quinta do Ortigão, misturam a tradição e a contemporaneidade, produzindo uvas de qualidade desde 1948. A grande preocupação dos proprietários centrou-se na criteriosa escolha e plantio de castas seleccionadas que permitissem a produção de vinhos de grande complexidade.

A Quinta do Ortigão estava dois rótulos disponíveis para degustação: seu espumante e um tinto. Degustamos o espumante, que agradou bastante.

Espumante Ortigão Brut

Espumatização pelo método clássico (fermentação em garrafa). O"Remouage"manual e o "Degórgement á la vollée", é uma operação manual que segue as tradições seculares dos monges de champagne.
 
Visualmente mostrou uma cor amarelo ouro, com perlage abundande e com boa duração. No nariz muito rico com notas de ameixa seca e damasco, ligeiro tostado e algum aroma de levedura. Em boca mostra-se elegante e macio, repete a fruta, que está em bom equilíbrio com a acidez. Final de boca seco e persistente, onde um gole pede outro.
 
 
O Rótulo

Vinho: Ortigão Brut
Tipo: Espumante
Castas: Arinto, Bical, Cerceal e Maria Gomes
Safra: Não é safrado
País: Portugal
Região: Bairrada
Produtor: Quinta do Ortigão
Enólogo: Osvaldo Amado
Graduação: 12%
Onde comprar: Varanda (Internet)
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 6º

sábado, 23 de junho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Quinta da Chocapalha

A Quinta de Chocapalha está situada nas colinas ensolaradas da Região Demarcada de Lisboa, mais precisamente próxima à histórica Aldeia Galega da Merceana, município de Alenquer, a 45 Km da capital portuguesa. Esta quinta é referida desde o séc. XVI pelas suas excelentes vinhas e vinhos. Pertenceu desde os começos do séc. XIX a Constantino O`Neil, que mais tarde doou a Diogo Duff, ilustre fidalgo escocês muito estimado de El-Rei D. João VI que o condecorou com a comenda de «Torre e Espada».

 A Quinta permaneceu na posse da família Duff até à década de oitenta do século passado, altura em que foi adquirida por Alice e Paulo Tavares da Silva, pais da enóloga Sandra Tavares da Silva. A partir dessa data profundas benfeitorias nos 45 hectares de vinhas e novas técnicas de cultivo foram introduzidas na Quinta de Chocapalha, continuando-se assim as antigas tradições desta quinta vinhateira, sempre em busca de uma melhoria das qualidades e prestígio dos seus vinhos.

Só na vindima de 2000, momento em que as vinhas atingiram a sua maturidade e qualidade pretendida, decidiu-se proceder ao engarrafamento dos melhores vinhos aí produzidos.

A charmosa casa sede desta quinta foi construída em 1780. A Adega atual ficou pequena e está equipada com 2 lagares com pisa a pé. Uma adega nova, muito bonita e encravada no meio das vinhas, foi concluída e iniciou seu funcionamento em novembro de 2011. Muito bem equipada, mas respeitando as tradições desta quinta. O número de lagares com pisa a pé foi ampliado de 2 para 4.

A quinta produz os vinhos Quinta da Chocapalha Branco, Quinta da Chocapalha Arinto, Vinha da Palha Tinto, Quinta da Chocapalha Tinto, Chocapalha Reserva Tinto e CH By Chocapalha Tinto. Dentre eles só deixamos de degustar o Vinha da Palha Tinto 2008.

Quinta Chocapalha Branco 2009

Trata-se de um corte das uvas Viosinho e Arinto. Visualmente mostrou uma cor amarelo palha bem clara. No nariz mostrou aroma de floras e frutas brancas. Em boca mostrou-se intensos, com boa acidez e uma boa persistência. Final de boca bem agradável com a presença do frutado. Deste vinho foram produzidas apenas 3200 garrafas.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Branco
Castas: 71% Viosinho e 29% Arinto
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 13%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 49,00
Temperatura de Serviço: 12 graus
Pontuações: 89 Wine Enthusiast

Quinta da Chocapalha Arinto 2009

O vinho mostrou uma cor amarela bem clara e brilhante. No nariz um mix de notas de frutas brancas e notas minerais. Em boca mostrou-se muito fresco e com acidez na medida, com bom equilíbrio. Uma boa pedida para os nossos dias quentes.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Branco
Castas:  100% Arinto
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 12,5%
Onde Comprar: ?
Preço Médio: ?
Temperatura de Serviço: 12 graus
Pontuações: 88 RP



Quinta da Chocapalha Tinto 2007

Um vinho muito gastronômico com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês de segunda e terceira utilização.

Visualmente mostrou uma bela cor granada, com lágrimas finas e abundantes, com sinais de evolução. Um bouquet muito intenso, com notas de frutas escuras madura. Em boca mostrou muito potente e estruturado, com bom equilíbrio entre taninos, acidez e álcool; madeira aparecendo, mas sem agredir. Final de boca com a fruta aparecendo e mostrando uma longa persistência.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Tinto
Castas: 30% Castelão, 30% Tinta Roriz, 20% Touriga Nacional, 15% Syrah e 5% Alicante Bouschet
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de Serviço: 16 graus

Chocapalha Reserva Tinto 2007

Um vinho com estágio de 20 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Deste vinho foram produzidas apenas 6800 garrafas.

Visualmente mostrou uma cor rubi intensa, com reflexos violetas, com lágrimas grossas e lentas, sem sinais de evolução. No nariz a madeira aparece em evidência, seguido de aromas de furta vermelha madura e delicadas notas florais. Em boca mostra muita potência e concentração, com a madeira aparecendo bem forte; taninos maduros e bem integrados ao álcool e a acidez. Um vinho muito encorpado, com a madeira incomodando um pouco, mas com grande potencial de guarda, pelo menos mais 5 anos.


O Rótulo

Vinho: Chocapalha Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  30% Tinta Roriz, 55% Touriga Nacional e 15% Syrah
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 14%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de Serviço: 16 graus
Pontuações: 92 Winr Enthusiast; Medalha de Bronze  Decanter World Wine Awards


CH by Chocapalha Tinto 2008

Vinho 100% Touriga Nacional com 22 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês. Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e reflexos violáceos, com lágrimas finas e abundantes. No nariz aromas intensos e com boa integração entre a madeira e os aromas de frutas vermelhas maduras. Em boca repetiu a fruta e a madeira, mostrou taninos maduros e bem equilibrados com álcool. Outro exemplar da Quinta da Chocapalha grande potencial de guarda.


O Rótulo

Vinho: CH by Chocapalha
Tipo: Tinto
Castas:  100% Touriga Nacional
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 14%
Onde Comprar: ?
Preço Médio: ?
Temperatura de Serviço: 16 graus





Fontes: Adega Alentejana e Notas pessoais de degustação

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Monte do Pintor

“Quando o viajante acordou e abriu a janela do quarto, o mundo estava criado. Era cedo, ainda vinha longe o Sol. Nenhum lugar pode ser mais serenamente belo, nenhum o será com meios mais comuns, terra larga, árvores, silêncio…”

José Saramago - Prêmio Nobel da Literatura 1998
em VIAGEM A PORTUGAL capítulo
“A Grande e Ardente Terra de Alentejo”

Chegamos a mais uma postagem sobre o Passeio Enológico por Portugal - PEP, onde vamos falar sobre a Monte do Pintor, que assim como as demais vinícolas portuguesas presentes  no PEP e já comentadas aqui, possuem uma história bem recente, de alguns anos ou décadas.

A Monte do Pintor foi constituída em 1991 e o primeiro vinho produzido data de 1993. Ela está situada próximo a Igrejinha, conselho dos Arraiolos e têm uma área de 200 ha, dos quais 30 ha. Em 1995 iniciou-se a comercialização dos vinhos.

Seus vinhos são compostos, majoritariamente, por castas tradicionais alentejanas: Trincadeira e Aragonez, bem como Alicante Bouschet, Castelão, Verdelho, Antão Vaz e Arinto.

Monte do Pintor Branco 2010

Este é o primeiro rótulo branco produzido pela vinícola e foi lançado em 2011. É um vinho produzido a partir de vinhas novas de Antão Vaz, Arinto e Verdelho.

O vinho mostrou uma cor amarelo clara, com reflexos esverdeados. No nariz foram perceptíveis notas de frutas tropicais. Em boca mostrou-se muito fresco, uma boa acidez e um leve toque mineral, dando um bom volume e conferindo um bom final de boca.

O Rótulo

Vinho: Monte do Pintor
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto e Verdelho
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 12,5%
Onde Comprar: Loja de Bebidas (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 60,00
Temperatura de Serviço: 12 graus

Pequeno Pintor Tinto 2008

Esse rótulo foi fruto de uma postagem recente: relembre e, portanto, não repetirei as impressões do mesmo.


O Rótulo

Vinho: Pequeno Pintor
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez e Trincadeira
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$  40,00
Temperatura de Serviço: 16 graus


Monte do Pintor Tinto 2008

Rótulo com 18 meses de repouso em barricas de carvalho francês de segundo uso e mais 6 meses de repouso em garrafa antes da comercialização. Visualmente mostrou uma cor rubi intensa sem sinais de evolução e lágrimas finas e lentas. Um bouquet  rico em frutas escuras em compota, notas de café tostado e madeira. Em boca repetiu a fruta com boa integração com a madeira e taninos potentes, mas macios e bem integrados ao álcool e a acidez.


O Rótulo

Vinho: Monte do Pintor
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Castelão e Trincadeira
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 14%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$  80,00
Temperatura de Serviço: 16 graus


Monte do Pintor Reserva Tinto 2007

Trata-se do rótulo topo de gama da vinícola, com passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês de primeiro uso e repouso de mais 12 meses na garrafa e dele foram produzidas apenas 14.700 garrafas.

Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e densa, sem sinais de evolução e lágrimas abundantes finas e lentas. No nariz mostrou-se complexo com a fruta negra madura aparecendo em primeiro plano, seguido de delicadas notas de chocolate amargo e pimenta preta. Em boca muito intenso, com taninos sólidos e potentes, bom equilíbrio e boa persistência e um final de boca com notas de especiarias e a madeira sobressaindo um pouco, mas nada comprometedor.


O Rótulo

Vinho: Monte do Pintor Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez e Trincadeira
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 14%
Onde Comprar: Internet
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de Serviço: 16 graus



* Os Rótulos são de autoria do Escultor português João Cutileiro


terça-feira, 5 de junho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Tiago Cabaço

Chegamos a mais uma postagem sobre o Passeio Enológico por Portugal, no qual eu e Fernanda pudemos degustar excelentes vinhos, como os produzidos por Tiago Cabaço.

Os Rótulos da Tiago Cabaço Wines impressionaram pela qualidade e surpreenderam por terem iniciados suas atividades apenas há 8 anos.

Tiago Cabaço faz parte da nova geração dos produtores alentejanos, apresentando-se como um dos mais jovens na idade e número de colheitas no mercado. Mas, ele parece estar no mercado a inúmeros anos e já deixou de ser um valor emergente do Alentejo, firmando-se como um dos mais sólidos e marcantes da nova geração dos produtores Alentejanos.

Nascido e criado em Entremoz, no coração do Alentejo vinhateiro, habituou-se desde muito cedo, desde a mais tenra infância, a viver e a trabalhar no campo, na vinha dos pais, aprendendo com os mais velhos os pequenos e grandes segredos da vinha, as manias e os truques os nomes das castas e quais os melhores solos e climas para cada variedade.

Em 2004 decidiu avançar para o seu projeto, os seus vinhos, mostrando de uma forma clara as suas convicções, a sua personalidade, a sua forma de entender o vinho e o Alentejo. Bastaram algumas colheitas para que os vinhos de Tiago Cabaço passassem a ser encarados com o respeito e a atenção que os muitos prêmios e distinções nacionais e internacionais, têm trazido, como a Talha de Ouro para  o melhor vinho tinto do Alentejo, conquistado pelo  Blog.

Hoje Tiago Cabaço é tido como um dos produtores  mais seguros e promissores do Alentejo, com uma família de vinhos sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma, mas profundamente alentejanos no caráter, divididos entre os: ".com" de pérfil enérgico e individual, ".beb" sérios e poderosos e os "blog" simultaneamente vigorosos, sutis e frescos, que se reclamam como topo de gama dos vinhos de Tiago Cabaço.

.COM Branco 2010

Um rótulo produzido com uvas de cepas com idade entre 5 e 23 anos. Na composição do assemblage estão presentes tradicionais castas do Alentejo: Antão Vaz e Roupeiro e ainda, a Arinto que confere acidez, a Verdelho que trás a frescura e a exótica Viogner, casta especialmente aromática.

O .COM mostrou uma cor amarela citrina e brilhante. No nariz mostrou-se muito aromático, com notas frutadas e florais em evidência. Em boca mostrou-se fresco, com notas de frutas e minerais e um leve toque amanteigado, conferindo potência ao vinho. Final de boca fresco, vigoroso e de média persistência.

O Rótulo

Vinho: .COM
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto, Roupeiro, Verdelho e Viognier
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express e DLP
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de Serviço: 12 graus

.COM Tinto 2010

Este é o primeiro rótulo produzido por Tiago Cabaço e trata-se de uma assemblage das castas Aragonez, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Trincadeira.

O vinho mostrou uma cor rubi escura e brilhante, com lágrimas abundantes e lentas. No nariz as frutas vermelhas maduras aparecem em evidência, e notas florais aparecendo discretamente. Em boca repetiu a fruta madura e mostrou um toque de pimenta seca. Apresentou boa estrutura, com taninos redondos e elegantes em sintonia com a acidez e o álcool.

O Rótulo

Vinho: .COM
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Trincadeira
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14%
Onde Comprar: RM Express e DLP
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de Serviço: 16 graus

.BEB Tinto 2009

O .BEB é um vinho mais estruturado e elaborado, mostrando tradição na sua produção: pisa a pé em lagar e com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso.

Apresentou uma cor rubi intensa e profunda. No nariz logo aparecem as notas de fruta madura mais composta e elegante que no .COM, seguido por notas de pimenta e chocolate meio amargo. Em boca mostrou-se potente e vigoroso, repetindo a fruta e a especiaria, mostrando taninos potentes. Apresentou um final de corpo equilibrado e longo.  É um tinto denso e complexo, concentrado, na proporção correta entre modernidade e tradição.

O Rótulo

Vinho: .BEB
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah e Touriga Nacional
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14%
Onde Comprar: Ainda não encontrei aqui em Recife
Preço Médio: R$ 85
Temperatura de Serviço: 16 graus

Blog Tiago Cabaço Tinto 2009

Esse foi sem sombra de dúvidas um dos melhores vinhos degustados durante o Passeio Enológico por Portugal. Foi eleito o melhor vinho  tinto do Alentejo (Talha de Ouro) e o terceiro melhor vinho de Portugal pela revista Wine e recebeu 18 (de 20) pts pela Revista de Vinhos. Deste vinho foram produzidas apenas 6.600 garrafas, devidamente numeradas.

É o orgulho deste produtor, o seu topo de gama, o vinho mais acarinhado e mimado desta casa. Não foram poupados esforços para lhe oferecer o melhor tratamento. Mas sempre com a sobriedade necessária para não o deixar cair na tentação da sobre maturação ou sobre extração, consagrando o espírito dos vinhos vigorosos, mas elegantes, musculados mas frescos, que privilegiamos para os nossos vinhos. A vindima manual, seguida da pisa a pé, segundo os métodos mais tradicionais da região, deram os primeiros sinais de que estaríamos perante um lote excepcional. Passou por estágio posterior de 12 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso.

O Blog Tiago Cabaço 2009 mostrou uma bela e intensa cor rubi densa, sem sinais de evolução, mostrando que ainda pode permanecer na garrafa por alguns anos. No nariz mostra aromas intensos, marcado pela fruta escura madura e as especiarias. Em boca mostrou-se intenso, encorpado e potente, contrastado por uma boa frescura muito marcante. Muito equilibrado e com taninos sedosos e proporcionam um final de boca longo intenso e elegante: maravilhoso.

O Rótulo

Vinho: Blog Tiago Cabaço
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14,5%
Onde Comprar: Ainda não encontrei aqui em Recife
Preço Médio: R$ 130
Temperatura de Serviço: 16 graus



Blog Tiago Cabaço Alicante Boushet - Syrah Tinto 2009

Esta é uma edição limitada, com uma produção de apenas 2.540 garrafas. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês, metade novas e metade de 2º ano. O Blog é um vinho de terroir, um vinho feito na vinha, escolhido das nossas melhores parcelas, de vinhas de uma produção ridiculamente baixa. Em 2009 sentíamos que, para além do lote que ganhou o cobiçado e prestigiado troféu da Talha de Ouro 2009, desfrutávamos de duas castas excepcionalmente boas, Syrah e Alicante Bouschet, que nos permitiram elaborar um vinho extraordinário, perfeito na exuberância frutada e na estrutura das duas castas. Uma ligação que revelou ser tão completa... que decidimos lançar este lote especial numa edição única e limitada.

Mostrou uma cor rubi intensa, com lágrimas intensas e brilhantes. No nariz mostroy-se concentrado e poderoso, floral e frutado, termina com notas terrosas. Em boca apresentou-se sedoso e aveludado, intenso e estruturado, vigoroso mas não agressivo, complexo e elegante, de final fresco e grande potencial de guarda.

O Rótulo

Vinho: Blog Tiago Cabaço Edição Limitada
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet e Syrah
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14,5%
Onde Comprar: Ainda não encontrei aqui em Recife
Preço Médio: R$ 150
Temperatura de Serviço: 16 graus

Fontes: Adega Alentejana,  Tiago Cabaço Wines e notas pessoais de degustação

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Paulo Laureano Vinus

Do stand da Adega do Borba partimos para o Stand da Paulo Laureano Vinus e, quem apresentou os vinhos foi nada mais nada menos que o próprio Paulo Laureano, um típico português com aquele bigodão e muita simpatia.


Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo.
Agrônomo, enólogo formado entre Portugal, Austrália e Espanha, depois de ensinar na Universidade de Évora durante 10 anos, resolveu dedicar-se, em exclusivo, aquilo que o move desde 2003, desenhar vinhos. Sobretudo na empresa que criou com a família em 1999, quando comprou uma pequena vinha junto a Évora (Vinea Maria’s) e que assume um maior impacto a partir de 2006 com a aquisição de 75 hectares de vinhedos na emblemática região alentejana da Vidigueira, num “terroir” muito especial, capaz de dar uma maior identidade e personalidade aos vinhos.

Paulo Laureano define-se como um enólogo minimalista. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e otimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia.
A sua aposta exclusiva nas castas portuguesas, traduz a sua maneira de estar, encarando o vinho como fator de cultura e civilização.
A vinícola passou a ter sede na Vidigueira, onde são produzidos todos os vinhos alentejanos da Paulo Laureano Vinus. O sucesso da marca Paulo Laureano, estruturada nos vinhos Paulo Laureano Clássico, Paulo Laureano Premium e Paulo Laureano Reserve, levou a esta ampliação da área dos vinhedos, onde as castas portuguesas são uma marca de diferenciação. O encepamento privilegia exclusivamente as castas portuguesas, com destaque para as uvas brancas Arinto, Roupeiro e Antão Vaz, esta ultima um verdadeiro “ex-libris” desta região e para as tintas Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Tinta Grossa, uma verdadeira raridade do patrimônio vinícola alentejano.

Os vinhos mais jovens e irreverentes, de prazeroso e fácil consumo, desenham a linha Paulo Laureano Clássico. Uma maior complexidade e profundidade associada a fermentação ou estágio dos vinhos em barricas de carvalho francês, surge na linha Paulo Laureano Premium. Vinhos mais desafiantes, para momentos mais especiais e gastronomia mais requintada. Aos vinhos Paulo Laureano Reserve está associada uma procura e seleção de uvas mais concentradas, em vinhas velhas e com pequenas produções, capazes de desenharem vinhos únicos para os mais exigentes consumidores. Longos estágios em barricas de carvalho francês de algumas das melhores tanoarias mundiais realçam a riqueza e elegância destes vinhos.

Além das linhas Paulo Laureano Clássico, Premium e Reserve, a Paulo Laureano Vinus produz sempre que possível alguns vinhos com edições muito limitadas, na maioria das vezes com menos de 3.000 garrafas. Como exemplo desta categoria de vinhos ultra premium podemos citar o Paulo Laureano Selectio Alicante Bouschet, Paulo Laureano/Laura Regueiro, Paulo Laureano Alicante Bouschet, Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa e Paulo Laureano Reserve Vinea Julieta Talhão 24.
Iniciamos a degustação pelos brancos, em seguida o rosé e por fim os tintos.
Paulo Laureano Clássico Branco 2010
É o vinho da linha de entrada, produzido  com as castas Antão Vaz e Roupeiro. Mostrou uma bela cor amarela com reflexos esverdeados. No nariz mostra-se fresco, com aromas de frutas tropicais e um leve toque mineral. Em boca mostrou-se bem fresco, delicado e macio, com um final de corpo médio e refrescante, bom para o nosso calorzão de cada dia.


O Rótulo


Vinho: Paulo Laureano Clássico
Tipo: Branco
Castas:  Antão Vaz e Roupeiro
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Enólogo: Paulo Lareano
Graduação: 13%
Onde Comprar: RM Express
Preço médio: R$ 31,00
Temperatura de serviço: 12 graus

Paulo Laureano Premium Branco 2010

Esse rótulo faz parte de uma linha mais elaborada, com estágios de envelhecimento em barricas de carvalho francês. Na taça mostrou uma cor amarela citrina, com lágrmas finas, transparentes e lentas. Seu bouquet é muito rico, com notas minerais aparecendo em primeiro plano, seguidas de ligeira percepção floral e de frutas tropicais e ainda um delicado aroma de madeira. Em boca mostrou-se muito sedoso e macio, com a mineralidade repetindo-se  juntamente com um suave toque de madeira, o final de boca é fresco e longo. Muito elegante, equilibrado e agradável; recomendo!
 

O Rótulo
Vinho: Paulo Laureano Premium
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz (40%) e Arinto (60%)
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Enólogo: Paulo Lareano
Graduação: 13%
Onde Comprar: RM Express
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 12 graus
 
 
Paulo Laureano Reserve Branco 2009

A linha Reserve trás vinhos como maior complexidade aromática. Esse rótulo é primoroso e o vinho da safra 2010 foi meu primeiro rótulo degustado para a CBE: relembre. A safra degustada no Passeio Enológico por Portugal manteve a qualidade da safra previamente degustada. Visualmente mostrou uma cor amarelo citrina com tons dourados, lágrima finas e lentas. No nariz mostrou a fruta em primeiro plano, com um toque de manga madura, seguido de especiarias e um elegante aroma de tostado que envolve toda a narina. Em boca, mostra-se inicialmente muito refrescante e depois mostra as características provenientes da sua passagem por barricas: untuosidade, com um toque sedoso que envolve a boca e deixa um gostinho de quero mais. Um vinho com um final de corpo longo e que que tem características gastronômicas bem fortes.

O Rótulo

Vinho: Paulo Laureano Reserve
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 12 graus

Paulo Laureano Premium Rosé 2010

Um vinho de uma cor Salmão intensa belíssima, que só de olhar nos remete a culinária japonesa. No nariz mostra-se fresco e seus aromas são muito intensos, com o frutado em primeiro plano (ameixa), seguido de especiarias. Em boca mostrou-se elegante e com uma acidez fantástica, que confirma o que já se percebe na análise visual: é um vinho que cai bem com comida japonesa. Apresenta um final de corpo refrescante de intensidade  médio-longo.


O Rótulo



Vinho: Paulo Laureano Premium
Tipo: Rosé
Castas: Alfrocheiro (25%), Aragonez (50%) e Tinta Grossa (25%)
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 10 graus



Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa 2009

Esse foi o único tinto que degustamos. Conheço o tinto da linha clássica, que é um excelente vinho para o dia a dia com um excelente custo versus benefício, já falei sobre ele aqui: relembre. Infezlimente não deu tempo de degustarmos os tintos Premium e Reserve.

O Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa 2009 foi um dos melhores rótulos degustados no Passeio Enológico por Portugal. Visualmente apresentou uma fantástica cor granada, muito intensa e, lágrimas finas, rápidas e abundantes. Seu bouquet é complexo e intenso, onde variam no nariz os frutos negros em compota, alcaçus, especiarias e tostados (café). Em boca é intenso e potente, muito equilíbrio entre taninos, acidez e álcool. Seus taninos são aveludados e mostram leve adistringência, mostrando que ainda pode evoluir e deixar o vinho ainda mais redondo, intenso e elegante. Seu final de boca é prolongado e marcante. Um vinho com 18 meses de barricas e com grande potencial de evolução. Bom para beber agora ou guardar mais uns anos.


O Rótulo


Vinho: Paulo Laureano Selectio
Tipo: Tinto
Castas:  Tinta Grossa
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Graduação: 14%
Onde Comprar: RM Expres
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18 graus

Fontes: Paulo Laureano Vinus, Adega Alentejana e impressões pessoais de degustação.