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sábado, 9 de setembro de 2017

One Bottle of Red 2015

Sou fã da Cabernet Sauvignon! Dos vinhos com esta casta prefiro os mais encorpados e com passagem por barricas de carvalho, mas os vinhos mais jovens e fáceis de beber também me agradam.

Um desses vinhos jovens que vale cada gole é o One Bottle Red, produzido pela vinícola chilena One Bottle. No Brasil é importado pela Winebrands.

O One Bottle Red é produzido com as castas cabernet sauvignon e um toque de merlot provenientes, ao que parece, de mais de uma região do chile e não possui passagem por barricas de carvalho.

Na taça apresentou cor rubi escura, límpida e brilhante, halo vermelho e boa formação de lágrimas.
 
No nariz o vinho mostrou notas ameixa, amora e morango, seguido de notas herbáceas e de especiarias bem sutis.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos, boa acidez e álcool na medida certa. Uma explosão de frutas frescas deram a sensação gustativa de vinho jovem. Final de boca de boa persistência.
 
Um cabernet fácil de agradar e uma boa companhia para pratos descontraídos. Nós harmonizamos com pães sírios caseiros e caponata.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: One Bottle of Red
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 87,5% e Merlot 12,5%
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vinhedos do Chile
Produtor: One Bottle
Graduação: 13%
Onde comprar: WINEBRANDS
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 20.06.2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Santa Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Quem não gosta de um bom vinho cabernet sauvignon? É bem verdade que alguns responderão positivamente, mas a grande maioria dos enófilos irá apontar a casta como uma das mais degustadas. Eu sou fã e sempre que posso abro uma garrafa.
 
O vinho do post de hoje é o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon, produzido no Alto Jahuel no Vale do Maipo pela Santa Rita, Vinícola fundada por Domingo Fernandez e desde 1980 é comandada pelo grupo Claro.
 
Atualmente o grupo conta com nada mais nada menos que 5000 hectares de vinhedos no Chile e na Argentina, com uma produção de 24milhões de garrafas por ano.
 
O vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho de primeiro, segundo e terceiro uso.
 
No Brasil o exemplar é importado pela Winebrands!
 
Na taça apresentou cor rubi de escura com matizes violáceas, com bom brilho e limpidez. Observei ainda a presença de lágrimas abundantes finas e rápidas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, especiarias, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos macios, boa acidez e álcool a bem integrados ao conjunto. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca seco, de boa persistência e com a presença da fruta e do chocolate no retrogosto.
 
Harmonizamos com uma bela costela bovina.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Santa Rita Medalla Real
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale do Maipo, Alto Jahuel
Produtor: Santa Rita
Graduação: 14%
Onde comprar: Winebrands
Preço Médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.05.2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 2005 #cbe

Divida é dívida e não pode deixar de ser paga, pensando assim começo a diminuir a dívida com a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publicando o vinho do tema de abril de 2016 sugerido pelo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos, que mandou ver dizendo: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais.
 
Pra pagar a dívida com um tema tão instigante a minha escolha foi o Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 200, produzido pela vinícola de mesmo nome imbicada em Casca, na Serra Gaúcha.
 
Inaugurada em 2005 a Don Abel é uma vinícola Boutique que prima pela qualidade dos vinhos. Os vinhos são produzidos apenas quando a safra é boa e esse foi o caso da safra do vinho escolhido para a CBE.
 
Na taça mostrou cor rubi granada com lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou bouquet intenso e complexo, mostrando ainda notas de fruta vermelha madura, especiarias, alcaçuz, couro e notas balsâmicas.
 
Em boca um vinho encorpado com taninos presentes, mas amaciados pelos 11 anos em garrafa. Acidez ainda viva e álcool aparecendo no início, mas integrado ao conjunto após respirar por 30 minutos. Repetição das deliciosas notas olfativas. Final de boca longo e complexo. Retrogosto marcado por notas de fruta madura, alcaçuz e balsâmicas.
 
Vinho inteiro, gastronômico e ficou ainda melhor com a companhia de Fernanda e de amigos queridos, sem falar na massa com molho de gorgonzola e da fraldinha assada. Memorável!
 
O Rótulo
 
Vinho: Don Abel Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 70% e Merlot 30%
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Don Abel
Graduação: 14%
Onde comprar: Zahil
Preço Médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 30.12.2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012

Não é de hoje que o terroir da Campanha Gaúcha tem se mostrado belo para as castas vitiviníferes e os vinhos provenientes destas. O Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um exemplo de como a região é capaz de produzir rótulos surpreendentes.
 
O vinho em questão foi o segundo degustado no Winebar com as novidades de 2016 da Vinícola Salton, o primeiro já comentamos e você pode conferir clicando aqui.

O paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um dos rótulos da família Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes, mas que também pode ser adquirido na loja virtual da vinícola.

Vamos ao vinho!
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi brilhante com presença de lágrimas finas, abundantes e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura (jambo e ameixa), seguidos de notas de especiarias, tabaco, couro e delicada nota de tostado.
 
Em boca um vinho corpo médio com taninos macios, acidez viva  e em bom equilíbrio com o álcool. Repetiu as sensações olfativas e apresentou um final de boca prolongado com a especiaria e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho redondo, elegante e equilibrado. Uma bela compra na faixa de preço.

Harmonizamos com um delicioso quiche de carne preparado por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Paradoxo
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Salton
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.07.2016


Informações:

A caixa com 6 garrafas do vinho custa R$ 211,00 na loja da Salton, mas este foi gentilmente enviado pela Vinícola em ocasião do Winebar.

Para saber como foi a degustação basta clicar aqui

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Maycas del Limarí Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 #cbe

Belo rótulo.

Chegamos ao primeiro dia do segundo semestre de 2016 acompanhados do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Esse ano tive problemas para publicar alguns vinhos, pois não encontrei exemplares que se encaixassem no tema, mas esse mês estou trago em dia o vinho dentro do tema, que foi: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100", proposto pelo Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
E o quinquagésimo terceiro vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especail Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile.
 
A região é muito famosa na enologia e se destaca como uma área perfeita para alguns tipos de uvas, como a Syrah, a Chardonnay, a Cabernet Sauvignon e a Sauvignon Blanc.
 
Apesar de constar apenas cabernet sauvignon no rótulo, é um corte com 14% de syrah. Tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 12 meses de amadurecimento em garrafa.

Rolha em perfeito estado apesar dos 7 anos de vida.
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, tingindo a taça e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos, com a presença marcante fruta vermelha madura, seguido de notas minerais, especiarias, couro, alcaçuz, café, chocolate, baunilha e tostado.
 
Em boca um cabernet sauvignon como há muito não degustava. Tinto encorpado, com taninos redondos e macios, acidez de média intensidade e álcool a 14% que apareceram no início, mas que abrandaram após 30 minutos de aeração. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a fruta e as notas da passagem por carvalho aparecendo no retrogosto.
 
Belo vinho e ficou ainda melhor com uma fraldinha recheada preparada por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 05.05.2016

sábado, 18 de junho de 2016

Piedra D´Oro Cabernet Sauvignon

No fim de fevereiro degustei na casa de amigos o Cave de Pedra Piedra D´Oro Cabernet Sauvignon 2013, um vinho fácil de beber, elegante e delicado exemplar desta casta, produzido pela Cave de Pedra, uma das mais belas e charmosas vinícolas do Brasil.

Este delicado cabernet sauvignon é resultado de uma rígida seleção manual das uvas seguido de breves macerações, deixando o vinho macio e com uma leveza pouco comum a casta. Piedra D’oro Cabernet Sauvignon é um vinho de excelente custo x benefício e um com para o seu dia-a-dia. 
 
Na taça mostrou cor rubi profunda, brilhante e límpida. Média formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelhas, especiarias e sutis tostado, provenientes da breve passagem por barricas de carvalho.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos redondos e suaves, fruto da breve maceração, boa acidez e repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade, equilibrado e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho tranquilo, fácil de beber e que sem dúvida vai agradar os iniciantes e os que buscam vinhos mais leves.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Cave de Pedra Piedra D´Oro
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Cave de Pedra
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Adega Caves do Sul
Preço Médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 27.02.2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend 2013

Há algum tempo provei um vinho Californiano potente e redondo: o Ménage à Trois Midnight Datk Red Blend, produzido em Napa, mais precisamente em Yountville. O nome do vinho é uma brincadeira que a vinícola Folie à Deux fez, por produzir vinhos com 3 uvas.

Para este vinho os enólogos queriam criar um produto verdadeiramente desinibido, um corte mais profundo, mais escuro e mais ousado do que nunca.  Então para este Ménage à Trois, eles decidiram que 'mais é mais', e elaboraram uma mistura de não três, mas quatro uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petite Sirah e Petit Verdot. Para completar os sabores do vinho o mesmo foi amadurecido em carvalho francês e americano. O resultado é um vinho que deixa uma impressão indelével. É misterioso e escuro, suave e sensual, exatamente como da meia-noite.
 
Na taça apresentou uma linda cor granada, brilhante e com intensa formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas de ameixa, canela, noz moscada e cravo, seguidos de notas de coco, baunilha, fumaça e tabaco.
 
Em boca  apresentou-se encorpado com taninos maduros, redondos e aveludados acompanhado de alta acidez e álcool a 13,9% pedindo uma harmonização. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo e com as especiarias e as notas defumadas aparecendo no retrogosto.
 
Um corte diferente dos que estamos acostumados a encontrar por aqui. Um vinho de coloração escura, mas sedoso. Vale a experiência!
 
O Rótulo
 
Vinho: Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Petit Sirah
Safra: 2013
País: Estados Unidos
Região: Califórnia
Produtor: Folie à Deux (Ménage à Trois)
Graduação:  13,9%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 14° a 16°
 

quarta-feira, 2 de março de 2016

Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave

A uva Cabernet Sauvignon está entre as minhas favoritas e sempre que encontro um varietal com esta casta, que foi produzido em um país que usualmente não faz vinhos exclusivamente com ela e vou lá e provo. Foi exatamente o que aconteceu com o Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave
 
O vinho possui um estilo bem diferente dos encontrados nos cabernet do novo mundo, a começar pelo teor de álcool, apenas 12,5% de álcool, abaixo do 13,5% - 14% e até 15%, usualmente encontrados nos exemplares do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos. Para produzir este rótulo a italiana Fantinel utiliza a técnica de apassimento, herdada pela família Fantinel dos antigos romanos.
 
O método de apassimento submete as uvas a um processo de secagem em suportes de madeira antes da fermentação, resultando em um tinto diferente e autêntico e normalmente com maior teor álcoolico, o que não é observado neste vinho.
 
Outro fato relacionado a produção Fantinel é que ele amadureceu por 6 meses em barricas de carvalho eslavo, usualmente utilizada no Piemonte, Toscana e Vêneto.
 
A madeira da Eslavônia é conhecida por ter fibras compactas e grãos apertados. Geralmente são barricas maiores, impactando menos sabores e taninos devido a menor superfície de contato em relação à quantidade de líquido.  Segundo Luca Speri, da Speri Viticoltori: “Com a barrica Eslava, a micro-oxigenação é mais demorada, e o vinho necessita de mais tempo para ficar pronto. Assim, vive mais na garrafa”. Além disso, as barricas podem ser usadas por mais tempo, até o terceiro ou quarto uso. Facilitando a rotatividade.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e boa formação de lágrimas.
 
No nariz mostrou grande intensidade de aromas de fruta madura, destacando-se  a fambroesa, mirtilo, amora e jabuticaba, seguido de notas sutis de tostado.
 
Em boca  apresentou corpo médio com taninos macios e redondos, em sintonia com a acidez e o álcool. Repetição da fruta e final de boca de média intensidade.
 
Harmonizamos com hamburguer de maminha e ficou show!
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Fantinel Friuli DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 14 de novembro de 2015

Susana Balbo Gran Reserva Red Blend 2012

Diferentemente do Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon, um dos tintos produzidos exclusivamente para uma importadora brasileira, o outro vinho desta linha me agradou bastante; trata-se de um blend composto por 75% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc.
 
Conversei, durante o Cantu Day, com o representante comercial da  Domínio del Plata, que relatou que os vinhos Gran Reserva não possuem equivalente no portfólio da vinícola e que os vinhos estão entre a linha Crios e a Susana Balbo Signature.

De semelhante forma ao Cabernet Sauvignon, já comentado aqui, estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e amadureceu por mais 12 meses em garrafa.

Na taça apresentou cor rubi violácea com intensa formação de lágrimas.

No nariz trouxe aromas intensos e complexos com a fruta negra e vermelha madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de notas de compota de ameixa e morango, alcaçus, pimenta, café, balsâmico, chocolate, cedro, tabaco e tostado.

Em boca mostrou boa estrutura com taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool a 14% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e um final de boca seco com notas de fruta madura, balsâmico, chocolate e cedro aparecendo no retrogosto, deixando um delicioso gosto em boca.

Pra harmonizar um papo descontraído com o amigo Juberlan e um couscous marroquino com linguiça artesanal de bode.


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Gran Reserva Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 75%, Cabernet Sauvignon 20% e Cabernet Franc 5%
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Domínio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,9%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O belo, aromático e macio Salton Gerações Antonio "Nini" Salton

Já provou algum vinho da linha Exclusividade da Salton? Não? Então você simplesmente não sabe o que está perdendo. A linha é composta pelo Salton Gerações Paulo Salton, Salton Gerações Antônio Domenico Salton, Salton Gerações José Bepi Salton, Salton Septimum, Salton Lucia Canei Salton e o Salton Gerações Antônio Nini Salton.
 
Cada  produto desta linha é uma homenagem da vinícola aos integrantes da família Salton que ajudaram na construção da vinícola ao longo dos seus primeiros 100 anos de existência da empresa. Quase todos já passaram pela taça do Vinhos de Minha Vida e hoje é dia de falar sobre o último lançamento da linha: o Salton Gerações Antônio Nini Salton que provamos no último Winebar com os lançamentos da empresa.
 
O projeto baseia-se no conceito “O Melhor da Vida é Passado de Geração para Geração” e tem como foco a qualidade dos produtos. “Fazemos uma referência aos homens que tiveram pulso firme e deixaram uma marca pessoal na empresa. Eles atuaram em diversas posições, transmitindo experiências e ensinamentos, que foram extremamente fundamentais na construção de uma companhia consolidada”, ressalta o presidente da vinícola Salton, Daniel Salton.
 
As garrafas e rótulos das garrafas da linha exclusividade por si só já são um atrativo, todas belíssimas e diferenciadas. O rótulo concede espaço à assinatura original de cada homenageado. No caso de “Nini”, primeiro enólogo da família e irmão de Paulo e Bepi, também homenageados em lançamentos anteriores, remete à intuição, característica de um homem de personalidade forte, justo e correto, que sempre zelou por sua família. A figura das pipas é utilizada como símbolo da experiência na área da enologia e a numeração de série da garrafa está presente e destaca a Edição Especial. A garrafa ainda apresenta a medalha do projeto Gerações.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram selecionadas dos melhores vinhedos localizados na região da Serra Gaúcha. Após um controle rigoroso de sanidade e madurezas as uvas colhidas são climatizadas a 5ºC antes de sua elaboração.
 
O processo de vinificação inicia-se com a seleção de cachos e extração do engaço (cabinho), após é feita a seleção de grãos e maceração pelicular a baixa temperatura após 6 dias é iniciada a fermentação alcoólica e posteriormente maceração pós fermentativa totalizando aproximadamente 30 dias. Após a clarificação espontânea realiza-se o corte dos vinhos que compõem o produto e armazena-se o produto em barricas de carvalho novo francês meio tostado por 12. Posteriormente ao seu engarrafamento o vinho permanece um ano antes de sua expedição.
 
Quem conhece a vinícola sabe o quão bem gerida e linda ela é, então nunca é demais parabenizar a todos que compõe a Salton pelo excelente trabalho que vem sendo realizado e pela excelente qualidade dos vinhos, mesmo dos mais simples.
 
Mas, sem mais delongas, vamos as nossas impressões sobre o líquido.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa com reflexos violáceos e uma intensa chuva de lágrimas daquelas que sujam as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, composto de notas de fruta negra madura, alcaçuz, eucalipto, folhas secas, especiarias, café, chocolate amargo, balsâmico e elegantes notas de tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos elegantes, macios e levemente adocicados e excelente acidez, dando caráter gastronômico ao vinho. Final de boca longo, com repetição das impressões olfativas  e muita elegância e equilíbrio.
 
Vinho pronto para ser bebido, mas alguns anos em garrafa lhe farão muito bem.

 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Gerações Antonio "Nini" Salton
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec
Safra: 2011
Garrafa n°.: 583
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 13%
Enólogo: Lucindo Copat
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 104,00
Temperatura de serviço: 16° a 18°

Nota:

O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os lançamentos da Vinícola Salton em 2015.

sábado, 29 de agosto de 2015

Vinhas de 30 anos de idade agregaram boa concentração ao Vieux Chateau Perey Saint-Emilion

Não podem ser consideradas vinhas velhas, mas as parreiras de 30 anos de idade que deram origem ao Vieux Chateau Perey 2011 com certeza foram  responsáveis pela boa concentração do líquido que é produzido pelo pequeno Chateau na região de Saint-Emilion.
 
Os vinhedos do Chateau Perey já passaram dos 20 anos, idade em que é consensualmente aceito que a videira começa a produzir menos, iniciando a produção de uva de sabor mais concentrado.
 
De propriedade de Florence e Alain Xans,  o Chateau Perey possui apenas 4,5 hectares de vinhedos em St Sulpice de Faleyrense. Este petit chateau vem produzindo vinhos de excelente qualidade graças ao seu solo argiloso e a estrutura das vinhas.
 
Saint-Emilion é uma pequena cidade aonde vivem apenas cerca de 3000 pessoas e que batiza umas das principais denominações de vinhos da França e uma das mais importantes referências de Bordeaux. Situada há apenas 35km do centro de Bordeaux, conta com mais de 900 vinícolas, dando uma incrível relação aproximada de 1 vinícola por cada habitante.
 
A relação habitante/vinícola é assombrosa. São nada menos de 5.400 hectares de vinhedos, plantados com Merlot (cerca de 60%), Cabernet Franc (30%) e Cabernet Sauvignon (10%), quantidades que se espelham, na média, nos cortes dos vinhos locais, que seguem essas mesmas proporções, aproximadamente.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa, halo vermelho alaranjado, denotando alguma evolução e lágrimas viscosas e lentas.
 
No nariz mostrou um ataque inicial do álcool, que melhorou com a areação por 30 minutos, sendo então possível observar toda sua paleta de aromas, na qual evidenciou-se notas de fruta madura (ameixas e framboesa), violetas, pimenta seca, menta, chocolate, tabaco, balsâmico, cedro, alguma lembrança de grafite e delicada nota de tostado.
 
Em boca mostrou-se estruturado, encorpado e com boa complexidade. Taninos vivos, porém redondos, boa acidez e repetição de boa parte das sensações olfativas. Final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, pimenta e balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho pronto para ser bebido, mas pode melhorar com a guarda por mais dois ou três anos.
 
Para harmonizar eu e Fernanda preparamos um Steak au Poivre, que foi servido com arroz branco e batata sauté ao curry.


O Rótulo

Vinho: Vieux Chateau Perey Saint-Emilion
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 80%, Cabernet Sauvignon 10% e Cabernet Franc 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Saint-Emilion, Bordeaux
Produtor: EARL Vignobles Florence et Alain XANS
Graduação:  13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 103,00
Temperatura de serviço:16°
 
 
Nota:
 
O vinho é importado e comercializado com exclusividade pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 95,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição.

sábado, 22 de agosto de 2015

Um vinho que não queria que acabasse #wineinpack

Sabe aquele vinho que você abre e não quer que ele acabe? Pois é, isto foi o que aconteceu com o Chateau Robin Saint Denis Rouge AOC, um dos rótulos do pack de vinhos de Bordeaux, recebidos para avaliação pela Wine in Pack.
 
O Chateau Robin Saint Denis é um típico corte bordalês composto de Cabernet Sauvignon e Merlot, produto de diferenciada qualidade, a qual, muito possivelmente, foi elevada pelo ano de sua safra: 2010, considerada a melhor safra do século XXI para a região francesa.
 
O vinho é produzido por um Petit Chateau Familiar na Belíssima Região de Bordeaux no Terroir de Camiac et Saint Denis ao Sul de Branne no Coração do terroir de Entre-deux-mers.
 
Entre-deux-mers é o triângulo de terras situado entre os rios Dordogne e Garone, por isso recebe o nome que em português corresponde a: Entre Dois Mares. Lá são produzidos 80% dos vinhos tintos mais básicos que recebem as denominações (na França, Appéllation D’Origine Contrôlée ou simplesmente AOC ou ainda AC. Todos estes termos têm o mesmo siginificado que denominação de origem controlada)  de Bordeaux ou Bordeaux Supérieur.
 
Diamantes do Vinho (cristais de ácido tartárico), evidenciados
na extremidade da rolha, uma indicação de que as uvas permaneceram
por um tempo prolongado nas videiras antes de serem colhidas,
desenvolvendo, portanto, mais personalidade e tipicidade.
No interior de Entre-Deux-Mers há oito sub-regiões vinícolas, incluindo uma sub-região que recebe também o mesmo nome. Os bons vinhos brancos secos produzidos nesta sub-região são os únicos que podem receber a appéllation contrôlée  “Entre-Deux-Mers”.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi, e halo vermelho claro, puxando para o alaranjado. Formação de lágrimas levemente avermelhadas, finas e lentas. Presença de borras, mostrando que possivelmente o vinho não foi filtrado, com o objetivo de agregar aromas e sabores.

No nariz mostrou aromas de fruta negra madura, café, chocolate, alcaçuz, balsâmico, tabaco, um verdadeiro bouquet! Olfato intenso, elegante, equilibrado e com boa integração.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e uma boa acidez. Final de boca seco com notas de café, chocolates e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Apesar de tratar-se de um um AOC achei o vinho muito bom, com bom equilíbrio e grande intensidade aromática e gustativa. Não fosse a alta dos preços e a alta carga tributária que incide sobre os vinhos no Brasil este ganharia sem sobra de dúvida o meu carimbo de excelente custo versus benefício.
 
Um vinho pede uma carne, mas este foi harmonizado com pizzas de salame italiano, calabresa e peperoni e foi super bem. 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau Robin Sant Denis
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlot
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Frank Couturier
Graduação:  13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço:16°
 
Nota:
 
O vinho é comercializado pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 80,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição, juntamente com dois outros vinhos de Bordeaux.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Já degustei boa parte dos vinhos do portfólio da Dominio del Plata e sou fã confesso destes, contudo há alguns meses recebi, através de um clube de vinhos, dois rótulos da vinícola e o primeiro que abri não me agradou.
 
Trata-se do Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012, um vinho que não consta no site da Bodega e que certamente foi produzido exclusivamente para o clube de vinhos.
 
Como o vinho não faz parte de nenhuma das linhas de produtos da Dominio del Plata as informações sobre o mesmo estão limitadas as informadas no site da Importadora, não sendo possível saber, por exemplo, se a as uvas que deram origem ao líquido são provenientes de vinhedos próprios.
 
O Susana Balbo Gran Reserva é composto por cabernet sauvignon (95%) e uma pequena parcela de 5% de malbec e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e amadureceu por mais 12 meses em garrafa.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante, com lágrimas finas e rápidas. No olfato mostrou aromas tímidos de fruta negra, seguido de notas pimenta, café, baunilha e tostado, com destaque para as notas da passagem por madeira; os aromas equilibraram-se ligeiramente após 60 minutos de aeração. Em boca apresentou taninos firmes, com alguma adstringência, média acidez e álcool a quase 14% incomodando um pouco. Final de boca de média persistência com a pimenta e madeira aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi uma decepção pra mim que estou acostumado com a regularidade e equilíbrio dos rótulos de entrada e da elegância e complexidade dos topo de gama da Bodega.
 
Pra harmonizar eu e Fernanda fomos de hambúrguer de picanha com cebola caramelizada e hambúrguer de carne com gorgonzola e bacon da Kangaroo Australian Burguer, bons sandubas, mas nada empolgantes, mais uma decepção. Mas, tudo bem, nem sempre acertamos e a vida segue.


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 95% e Malbec 5%
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,9%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 64,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur 2011

Eu e Fernanda somos loucos por camarão e há alguns dias resolvemos arriscar uma harmonização diferente com esse crustáceo que tanto amamos: um tinto de bordeaux e, por mais incrível que possa parecer, não ficou incompatível como esperava.
 
A incompatibilidade da harmonização se dá pelo fato da reação dos taninos dos tintos com o iodo dos frutos do mar deixar uma sensação metálica em boca.
 
O vinho que abrimos para esse desafio foi o Château Vieux Dominique AOC, um merlot de bordeaux que levou uma pequena parcela de Cabernet Sauvignon em sua composição e, talvez pela menor carga tânica da casta Merlot a harmonização não tenha ficado de todo prejudicada.
 
Trata-se de rótulo de um AOC Bordeaux Supérieur, cujas uvas provêm de vinhedos de alta qualidade e os exemplares só podem ser comercializados após um tempo específico de maturação, a partir do mês de setembro seguinte à colheita, que garante vinhos estruturados e ótimos para harmonizar.
 
O Château Vieux está situado à margem esquerda de Bordeaux, na sub-região de Graves Pessac-Léognan. O solo característico é uma constante em toda a área. Graves é a única região de Bordeaux conhecida tanto por seus vinhos tintos, quanto por seus brancos. Nos tintos, em geral, a Cabernet Sauvignon e a Merlot entram em proporção similar nos blends, que ainda levam Petit Verdot e Cabernet Franc.
 
A região de Pessac-Léognan destacou-se oficialmente de Graves em 1987. Em suas comunas produzem-se excelentes brancos e tintos. Na verdade, os melhores vinhedos Cru Classé ao sul da cidade de Bordeaux estão em Pessac-Léognan. Os solos de graves são ótimos para a Cabernet Sauvignon, entretanto os vinhos dessa AOC costumam ser mais leves em corpo e mais aromáticos.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com discretos reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz o álcool sobressaiu-se no início, mas acalmou-se após uns 30 minutos, dando lugar a aromas intensos de fruta vermelha e notas de especiarias e pimenta seca. Em boca um vinho com taninos macios e bom frescor. Final de boca de média persistência e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber e com excelente custo versus benefício (adquirido em um saldão da WINE por R$ 30,00).
 
 
O Rótulo

Vinho: Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 90% e Cabernet Sauvignon 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Vieux
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Boa compra abaixo dos 30 pilas

Vinhos bons e baratos são um atrativo para todo e qualquer enófilo, então sempre que encontro alguma boa compra abaixo dos 50 e até dos 30 pilas costumo falar aqui no blog e este é o caso do vinho de hoje: o Norton Colección Cabernet Sauvignon 2014.
 
Trata-se de um vinho de uma linha de vinhos varietais jovens da gigante Argentina Norton, cuja proposta é manter o caráter fresco e frutado, convidando o apreciador a descobrir a particularidade de cada casta.
 
A história da Bodega Norton começou em 1895, quando o engenheiro inglês Edmond James Palmer Norton veio para Mendoza construir uma linha férrea, que uniria a cidade ao Chile. Pressentindo que ali seria um excelente lugar para cultivar uvas, importou mudas de videiras da França e iniciou a produção de vinhos, numa das primeiras vinícolas da região.
 
O rumo da empresa começou a mudar em 1989, quando o empresário austríaco Gernot Langes-Swarovski, hoje mundialmente conhecido pelos seus disputados cristais, comprou a Norton, impressionado pela beleza dos vinhedos e da região e pelo fato de ser a única das tradicionais bodegas argentinas circundada pelos seus próprios vinhedos.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante e halo vermelho translúcio, com lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas de fruta (ameixa e framboesa), notas herbáceas sutis seguidas de aromas de café e tabaco. Em boca taninos maduros e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Um bom vinho para o dia a dia e que acompanha bem uma carne vermelha ou queijos e embutidos.
 

O Rótulo

Vinho: Norton Colección
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2014
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo, Mendoza
Produtor: Bodega Norton
Graduação: 13,9%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 28,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 13 de maio de 2015

É um Château com mais de 150 anos de história, mas não é da França

Quanto mais você adentra no mundo do vinho mais curioso e ansioso por aprender e provar rótulos diferentes você fica. Campo para desbravar não falta: os países que produzem vinhos já ultrapassam a casa das nove dezenas e o número de diferente rótulos são da ordem dos milhares.
 
Pela taça do Vinhos de Minha Vida já passaram, por exemplo, vinhos de Israel e Grécia, áreas vitivinícolas pouco badaladas, porém com grande tradição na produção da bebida e que de certa forma não causam tanta estranheza a quem conhece um pouco sobre a bebida, pelo menos não tanto quanto um outro país situado em pleno Oriente Médio e com um grande histórico de conflitos.
 
O país em questão é o Líbano, uma das regiões de antigas civilizações, como fenícios, assírios, persas, gregos, bizantinos e turcos otomanos. Os primeiros indícios de civilização no Líbano remontam a mais de 7 000 anos de história registrada. O Líbano foi o local de origem dos fenícios, uma cultura marítima que floresceu durante quase 2 500 anos (3 000-539 a.C.). O Líbano estabeleceu um sistema político único em 1942, conhecido como confessionalismo, um mecanismo de partilha de poder com base em comunidades religiosas, modelos este criado quando os franceses expandiram as fronteiras do monte Líbano.
 
E a influência da França ecoa por boa parte do país, inclusive na área vitivinícola, tanto que a vinícola mais antiga do país, fundada 1857 por monges jesuítas, chama-se Château Ksara.
 
O Château Ksara não é apenas a vinícola mais antiga do Líbano  como também o maior produtor de vinhos do país, com 300 hectare de vinhedos e produção de mais de 2 milhões de garrafas por ano. A vinícola recebe mais de 40.000 visitantes por ano e possui como grande atração sua cave subterrânea, um complexo de 6 túneis, com mais de 2 km de extensão total, que acredita-se ter sido construído pelos romanos há 2000 anos atrás.
 
O Château Ksara está estabelecida  no Vale do Bekaa e desenvolveu o primeiro vinho seco no país. Atualmente é vinho mais popular do Líbano, mas devido à grande imigração de libaneses no mundo todo, pode ser encontrado e adquirido em muitos países diferentes, inclusive no Brasil.
 
Um dos rótulos mais tradicionais do Château libanês é o Reserve du Couvent, um corte das castas francesas Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc, com maturação de 12 meses, parte em carvalho e parte em tanques.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi de média intensidade e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas de fruta vermelha em compota, toque floral (violetas), notas herbáceas, pimenta, baunilha, leve toque de tostado e balsâmico. Em boca apresentou taninos intensos, porém já amaciados pelos 5 anos de vida, boa acidez e  álcool na medida certa. Final de boca seco e persistente com a fruta e o balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Vinho ainda jovem, apesar dos cinco anos de vida e de já estar pronto para ser bebido. Ainda tem algunas anos pela frente e ganhará complexidade com a guarda.
 
Por aqui eu e Fernanda harmonizamos como um Pernil Suíno.
 
 
O Rótulo

Vinho: Ksara Reserve Du Couvent
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc
Safra: 2010
País: Líbano
Região: Vale do Beqaa
Produtor: Chateau Ksara
Enólogo(a): Rania Chammas
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 2 de maio de 2015

Luna Cabernet Sauvignon 2013


Eis mais um bom cabernet Argentino e que agradou mais que o seu irmão malbec da mesma safra que degustei há uns 6 meses. O vinho é produzido pela jovem vinícola, com apenas 24 anos de história, Finca La Anita, com vinhedos localizados aos pés da Cordilheira dos Andes e produção sob a supervisão dos enólogos Soledad Vargas e Sebastian della Fazia.
 
O vinho foi vinificado em tanques de aço inoxidável por 7 dias  e amadureceu em barricas de carvalho por 9 meses.
 
Na taça o vinho apresentou uma cor rubi profunda, com lágrimas finas e rápidas. No nariz o vinho mostrou aromas de fruta negra madura, discretas notas herbáceas, pimenta e tostado. Em boca apresentou taninos redondos, boa acidez e álcool bem integrado ao conjunto, apesar dos 14,8%. Final de boca de do boa persistência com a fruta e o herbáceo aparecendo no retrogosto.
 
Bom cabernet da Argentina, bom para acompanhar um belo corte de carne vermelha, mas este foi degustado apenas como aperitivo.

O Rótulo

Vinho: Luna
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignom
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Finca La Anita
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00 (52,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Degustamos com exclusividade as edições limitadas do Nosotros Sofita e Nosotros Francis

"A linha Nosotros celebra o esforço de todas as pessoas que trabalham no dia a dia para criar estes vinhos. É considerado a 'seleção das seleções' da bodega".

No fim do mês de março tive o prazer e a honra de degustar alguns dos principais rótulos da competente Susana Balbo, dentre os quais as edições limitadas do Nosotros Sofita e do Nosotros Francis. De cada um dos vinhos foram produzidos cerca de 4 mil garrafas e, segundo representante da Dominio del Plata no Brasil, apenas duas garrafas de cada vinho vieram ao país, duas das quais foram abertas com exclusividade em almoço para formadores de opinião no Restaurante La Cuisine Bistrô.
 
Nosotros Sofita
 
O nome “Sofita” é uma homenagem em memória de uma amiga querida, nascida na Lituânia. "Ela
era culta e elegante; morreu repentinamente em 2010. Gostava muito de flores, razão pela qual Susana, escolheu a uva cabernet franc para representá-la”. O desenho cheio de flores, que estampa o rótulo foi desenhado por sua filha, Ana Lovaglio e completa a homenagem a amiga.
 
O Nosostros Sofita é um blend de Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente nos vinhedos de Agrelo a 1080 metros de altitude.  Após a colheita e o processo de seleção de uvas é realizada uma maceração a frio com leveduras nativas. Em seguida parte das uvas fermenta em barricas de carvalho de 500 litros e "toneis" de concreto em formato de ovo, com o objetivo de preservar características frutadas e agregar taninos ao líquido. Por fim o vinho matura por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e mais três anos em garrafa.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea brilhante, com lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz mostrou aromas de frutas negras, violetas, rosas, pimenta, especiarias, chocolate, café torrado, baunilha e tostado. Em boca um vinho intenso e elegante, com taninos redondos em perfeita harmonia com a acidez e os quase 15% de álcool. Final de boca longo com notas de fruta madura, café e cedro aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Nosotros Sofita
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 70%, Cabernet Franc 25% e Cabernet Sauvignon 5%
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
Nosotros Francis
 
O nome deste outro vinho também é uma homenagem e um breve resumo do porque deste nome nos foi contado pela Susana. “Um casal de amigos perdeu o único filho, vítima de um câncer de cérebro. Depois de sete anos, quando eles já não imaginavam que teriam outros filhos, chegou Francis.” Assim como no Sofita o desenho que estampa o rótulo do Francis foi feito por Ana Lovaglio.
 
A produção do Francis segue o mesmo padrão do Sofita e no seu blend além das castas presentes no Sofita com com emblemática uruguaia: Tannat, dando ao vinho mais intensidade e potência.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi violácea profunda e brilhante e cheio de lágrimas que escorrem tingindo as paredes da taça. No olfato um vinho que mostra toda sua jovialidade, com notas de fruta frescas, intercaladas com sutis aromas de especiarias, pimenta seca, baunilha, chocolate amargo e madeira. Em boca um vinho potente, estruturado, que ainda vai amaciar com o passar dos anos. Repetição das notas olfativas e final de boca longo.
 
O Rótulo

Vinho: Nosotros Francis
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 50%, Cabernet Sauvignon 30%, Cabernet Franc 10% e Tannat 10%
Safra: 2011
País: Argentina
Região: Vale de Uco
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
 
Quem visitar a Argentina não pode deixar de passar pela Domínio del Plata e deleitar-se por toda linha de vinhos da vinícola e coroar a degustação com os 3 vinhos Nosostros.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Willian Hill Central Coast Cabernet Sauvignon 2011

Há alguns dias abrimos o Willian Hill Central Coast Cabernet Sauvignon 2011, vinho produzido pela vinícola de mesmo nome e que estava na adega desde 2013.
 
A Willian Hill Estate Winery foi fundada em 1978 e possui 56 hectares de vinhedos no terroir californiano, tendo a  linha Central Coast sido desenvolvida justamente para mostrar tudo que o principal terroir pode oferecer.
 
O vinho é um cabernet sauvignon com toques de merlot, petit sirah e pinot noir e amadurecimento em barricas de carvalho americano.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi intensa com lágrimas finas e rápidas. No nariz o cabernet mostrou aromas de frutas negras maduras (amoras e ameixa), seguido de notas de azeitona, pimenta, chocolate, caramelo e cedro. Em boca mostrou taninos potentes, alta acidez e álcool a quase 14% sem incomodar. Final de boca longo a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar preparamos uma fraldinha com salada de tomate cereja.
 

O Rótulo

Vinho: Willian Hill Central Coast
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 80%, Merlot 13%, Petit Sirah 6% e Pinot Noir 1%
Safra: 2011
País:  Estados Unidos
Região: Central Coast
Produtor: Willian Hill Estate Winery
Enólogo: Ralf Holdenried
 Graduação: 13,7%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16°