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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Porto Valdouro Tawny

Há muito tempo não degustava um porto e confesso que estava com saudade, pois são vinhos que me agradam bastante e me reportam ao meu início no mundo do vinho, tendo sido o Dow´s o primeiro vinho deste tipo que provei há tanto de anos atrás.
 
O porto que é tema do post é produzido por uma das poucas empresas que produz este tipo de vinho e que é gerida exclusivamente por portugueses: a Wiese & Krohn e que mantém a tradição de estampar suas garrafas com printura ao contrario da grande maioria que adotou os rótulos em papel.
 
A Wiese & Krohn foi fundada em 1865 por dois jovens Noruegueses, Theodor Wiese e Dankert Krohn. No início era uma pequena empresa, baseada na exportação de Vinho do Porto para os mercados escandinavos e para a Alemanha. Em 1880 Theodor Wiese decidiu vender a sua quota a Dankert Krohn.
 
Após a morte de Dankert Krohn em 1906 o negócio prosseguiu tendo como sócios, além da viúva e das filhas do fundador, Gomes Figueiredo e Edmund Arnsby, o primeiro um guarda-livros português e o último um gerente britânico, ambos ex-colaboradores no tempo de Dankert Krohn. Durante este período, a Wiese & Krohn estendeu a sua atividade comercial a novos mercados, tais como França, Bélgica e Países Baixos. Gomes Figueiredo reformou-se em 1921, ano em que Edmund Arnsby adquiriu a quota da família Krohn e admitiu como novos sócios o seu irmão Frederick - um provador muito experiente vindo da Casa Croft - e Edmundo Falcão Carneiro, diretor de exportação português a trabalhar na firma desde 1910.
 
Desde 1933 a empresa está aos cuidados da família Falcão Carneiro e é uma das poucas que estão em mãos portuguesas. A Wiese & Krohn é atualmente gerida pela terceira geração da família Falcão Carneiro. Os seus estoques de Vinho do Porto atingem mais de 5 milhões de litros e encontram-se alojados em seis caves em Vila Nova de Gaia e uma na Região Demarcada do Douro.
 
A empresa possui uma propriedade chamada Quinta do Retiro Novo, situada numa das zonas mais nobres do Douro - o vale do Rio Torto. Os vinhos procedentes desta área são famosos pela sua superior qualidade. Vintages, Late Bottled Vintages e Colheitas da nossa Casa são originários desta zona.
 
Mas chega de conversa e vamos ao líquido, o qual amadurece em barris de carvalho por 4 a 6 anos.
 
Visualmente apresentou cor rubi de média intensidade com reflexos granada e lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz aromas de frutas secas, especiarias, tabaco, café, mel e madeira. Em boca mostrou-se encorpado e com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Final de boca longo e harmonioso com a fruta seca e a notas de madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Valdouro Tawny
Tipo: Porto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Weise & Kron
Graduação: 19%
Onde comprar em Recife: Pão de Açúcar
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 15°

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Passeio Enológico por Portugal: Burmester

Em abril de 2012 eu e Fernanda tivemos a oportunidade de participar de uma evento organizado pela Adega Alentejana em prol dos vinhos portugueses, sobretudo os produzidos no Alentejo.
 
Degustamos com donos de vinícolas e enólogos, passamos por 13 stands e pudemos degustar mais de 40 diferentes rótulos, um verdadeiro passeio pela cultura vitivinícola de Portugal e hoje, 8 meses depois chegou a hora de falar dos vinhos degustados no último stand que visitamos, que foi o da Burmester com seus belos vinhos do Porto.

O vinho do Porto é um vinho generoso. Adiciona-se 20% de aguardente vínica ao mosto das uvas durante a fermentação, geralmente no segundo ou terceiro dia. Esta aguardente vínica mata as leveduras e a fermentação é interrompida. Como nem todo o açúcar foi transformado em álcool, o vinho fica doce. Por sua vez a graduação alcoólica sobe até aos 20% devido à adição da aguardente vínica.

A doçura do vinho varia em função do instante em que é adicionada a aguardente vínica. Se for no início da fermentação o vinho fica mais doce. No final da fermentação, o vinho será mais seco. O vinho do Porto é produzido nas quintas ao longo do vale do rio Douro e seus afluentes. Alguns vinhos estagiam nas próprias quintas. Outros são transportados em caminhões pipa até às famosas caves de Vila Nova de Gaia. Ambos envelhecem lentamente por décadas em cascos de carvalho de diferentes dimensões: as pipas (geralmente com 550 litros), os tonéis (até 15.000 litros) e os balseiros (até 30.000 litros).
 
A história de produção e exportação de vinhos do porto pela Burmester remotam para década de 50 do século XVIII. O nome da família e que dá nome ao vinho é oriundo da pequena cidade de Moelln, no norte da Alemanha, derivando do título Burgomestre, que significa chefe de município.
 
No final do milênio, o Grupo Amorim adquiriu a CASA BURMESTER, e recentemente foi adquirida pelo Grupo Sogevinus SGPS, S. A.
 
Burmester Porto Ruby

Esse, apesar de ser de uma linha mais simples, agradou muito. Ele já foi comentado no blog. Confira nossas impressões clicando aqui.
 


O Rótulo
 
Vinho: Burmester Ruby
Tipo: Porto
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 12º



Burmester Porto Tawny

É um vinho do Porto clássico, através do qual o Porto se tornou conhecido a nível mundial. Inicialmente de cor tinta, este vinho é obtido por lotação de diferentes colheitas, primeiro envelhecido em balseiros de carvalho e posteriormente efectuado um blending de 4 anos. O seu envelhecimento e consequente oxidação em madeira de carvalho faz com que a sua cor passe de tinta a alaranjada (tawny).

Visualmente msotrou uma cor rubi alaranjada, com boa formação de lágrimas. Aromas de fruta madura (laranja, morango), e toques delicados de baunilha. Em boca muito equilibrado e elegante, com muita fruta e boa intensidade.


O Rótulo

Vinho: Burmester Tawny
Tipo: Porto
Castas: Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Roriz
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 12º
 

Burmester Jockey Club Porto
 
É um Tawny com cerca de 7 anos, resultante da cuidadosa selecção e lotação de vinhos longamente envelhecidos, representando um tributo ao espírito e paixão dos homens Burmester pelo desporto e pela natureza.

Visualmente o vinho mostrou uma cor alaranjada e brilhante muito bonita. No nariz mostrou um bouquet com frutas maduras, castanha, baunilha e leve toque de caramelo. Em boca mostrou boa estrutura, muito equilibrado e adocicado, com boa acidez e toques picantes.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Burmester Jockey Club
Tipo: Porto
Castas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 12º


Burmester Latle Bottled Vintage 2005

Tal como o Vintage, o Late Bottled Vintage é produzido pelo método tradicional ficando, por isso, mais rústico e vigoroso. Envelhecido em enormes balseiros nas caves em Vila Nova de Gaia para preservar a sua cor retinta e sabor a fruta fresca, mostra-se fechado e frutado. É engarrafado entre a 4ª e a 5ª Primavera após a vindima, formando, ao longo do tempo, algum depósito em garrafa.

Por forma a apreciar todo o seu corpo, fruta e potentes taninos - uma vez que o tempo em madeira acelerou a sua evolução - aconselha-se o seu breve consumo.

Cor ruby bem viva e intensa e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou aromas em boa intensidade e bem delicados, com frutos tropicais bem presentes, somando-se a estes aromas de cacau chocolate, menta e tostado. Em boca mostrou-se muito intenso, com boa acidez e o chocolate frutos e tostado aparecendo em bom equilíbrio.
produto

O Rótulo
 
Vinho: Burmester Latle Bottled Vintage
Tipo: Porto
Castas:Tinta Barroca e Touriga Franca
Safra: 2005
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 12º
 
 
Burmester White Porto 10 Anos

Visualmente mostrou uma cor amarelo dourada. No nariz um bouquet complexo e exuberante, dominado pelos aromas de frutos secos harmoniosamente combinados com notas de especiarias e intenso toque amadeirado. Em boca mostrou-se macio e sedoso no paladar, equilibrado e com vibrante estrutura. Final longo e persistente.


O Rótulo
 
Vinho: Burmester White 10 anos
Tipo: Porto
Castas: Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: Templo dos Vinhos
Preço médio: R$ 120,00 (375ml)
Temperatura de serviço: 12º
 

Burmester Tawny Porto 20 anos

Esse rótulo é primoroso e se pudesse teria bebido toda a garrafa. Vininho de uma elegância e suavidade incrível. Confira o que achei dele clicando aqui.
 
produto
O Rótulo
  
Vinho: Burmester Tawny 20 anos
Tipo: Porto
Castas: Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Touriga Franca
Safra: Não safrado
País: Portugal
Região: Douro
Enólogo: Pedro Sá
Produtor: Burmester
Graduação: 20%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 175,00 - R$ 230,00 
Temperatura de serviço: 12º
 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Um ícone com mais de 250 anos de história: Dom José Ruby

Eis um clássico vinho português fortificado e porque não um ícone do mundo do vinho.

Em se tratando de um dos mais tradicionais vinhos do porto, não poderia deixar de escrever ou melhor transcrever algumas linhas dos mais de 250 anos de história da Real Companhia Velha.

Aos 10 de Setembro de 1756, por Alvará Régio de El-Rei D. José I, sob os auspícios do seu Primeiro-Ministro, Sebastião José de Carvalho e Mello, foi instituída a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto-Douro, também denominada Real Companhia Velha. Formada pelos "principais lavradores do Alto-Douro e homens Bons da Cidade do Porto, à Companhia foi confiada a missão de sustentar a cultura das vinhas, conservar a produção delas na sua pureza natural, em benefício da Lavoura, do Comércio e de Saúde Pública".

Em 1781, a Real Companhia Velha levou os seus vinhos aos lábios imperiais de Catarina da Rússia, através de grandes carregamentos em navios fretados para o efeito, iniciando assim a navegação Portuguesa para os portos do Báltico e as permutas comerciais com aquele país.

Como consequência das acções da Companhia as exportações dos afamados vinhos da Região Douriense experimentaram um considerável e sucessivo aumento.

Durante as invasões francesas (1809) as tropas de Napoleão requisitaram os vinhos da Real Companhia Velha, que assim faziam parte da ração dos soldados Franceses.

Quase ao mesmo tempo (1811), Lord Wellington e as suas tropas consumiam também os vinhos da Real Companhia Velha, destacando-se um fornecimento de 300 pipas, feito através dos seus armazéns da Régua, ao exército então estacionado em Lamego.

Durante os séculos XVIII e XIX navios carregados com Vinho do Porto da Real Companhia Velha partiram para o brasil onde a Companhia detinha o exclusivo do fornecimento dos vinhos do Alto-Douro. Nos anos de 1851/52, a Companhia possuía entrepostos comerciais para os seus vinhos em quase todos os portos do mundo sob a protecção das missões diplomáticas Portuguesas.

A Companhia detinha também o exclusivo de fornecimento de vinhos aos taberneiros da cidade do Porto, que no ano de 1756 eram apenas 95.

Para fazer face a esta enorme expansão do seu comércio, a Companhia teve que mandar construir diversas fragatas de guerra para proteger a Navegação Portuguesa dos piratas Argelinos que vagueavam ao largo da costa Portuguesa.
No ano de 2006, a Real Companhia Velha celebrou 250 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto.

Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado gloriososo. Para o futuro, existe a vontade de manter a elevada qualidade dos seus produtos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante.

O Dom José Ruby mostra em taça e em boca o porque de uma história tão longa. O vinhou mostrou cor ruby profunda, lágrimas finas e abundantes. Um bouquet muito rico em aromas de frutas vermelhas maduras e um pouco de chocolate e baunilha. Em boca muito macio e encorpado, de final médio. Degustei ele gelado e não agradou, pois escondeu os aromase o sabor, preferi a temperatura ambiente, onde os aromas apareceram e pareceu-me mais macio.

O Rótulo

Vinho: Dom José Ruby
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Bastardo, Tinta Carvalha, Tinto Cão, Mourisco
Safra: Não informado
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Real Cmpanhia Velha
Graduação: 19%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 18º (prefiri em temperatura ambiente, mesmo aqui em Recife)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Velhotes Porto Ruby

De cor brilhante de intensidade e tonalidade forte, com cor vermelho violeta. Aroma a frutos frescos com uma vertente floral e madura, muito intensa. Com um paladar jovem, cheio de frutos vermelhos maduros, com uma estrutura forte, doce, uma acidez elevada e muito álcool (sobressaiu-se).

O Rótulo

Vinho: Velhotes Porto Ryby
Tipo: Tinto Fortificado
Castas: Tinta Roriz (30%), Tinta Barroca (30%), Tinto Cão (10%), Touriga Franca (30%).
Safra: Não fornecido em rótulo
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Porto Calem
Graduação: 20%
Preço médio: R$ 35,00
Onde Comprar: RM Express

Post Scripitum

Pelas mãos de Antônio Alves Cálem, em 1859, nasceu a Porto Calem. Logo no seu início, o principal objetivo foi o mercado brasileiro. Após esta conquista, a Porto Cálem chegou aos quatro cantos do mundo, possuindo a sua própria frota de caravelas, eternamente representadas na imagem da marca. No ano de 1998, a empresa foi adquirida pelo Grupo Sogevinus. Uma empresa que tinha capacidade de elevar o trabalho de muitas décadas e aliar o desenvolvimento tecnológico aos sabes ancestrais, fazendo assim, cada vez mais e melhor sem nunca esquecer a tradição em suas origens. PORTUGAL O progresso dos vinhos de Portugal nos últimos anos foi impressionante. A modernização tecnológica, aliada às maravilhosas uvas da terra, conduziu o país de volta ao mercado mundial. País que oferece rótulos atraentes por sua relação qualidade-preço, foi o primeiro a ter regiões demarcadas. Douro, Bairrada e Minho (Vinhos Verdes) são algumas de suas regiões produtoras. Também no Douro tem origem o tradicional Vinho do Porto.