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sábado, 9 de setembro de 2017

Séries By Salton Brut Rosé #cbe

Chegando com um baita atraso com meu vinho para a  Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês teve o tema sugerido pela Fabiana Gonçalves do excelente blog Escrivinhos: "Saquem das suas adegas um vinho que seja uma boa opção para tomar na estação que se aproxima, a primavera".
 
Quando li o tema logo me veio a cabeça um Rosé da Provance, região francesa onde se originam os mais belos rosés do mundo do vinho, mas diante do curto tempo para garimpar e de não ter nenhum exemplar terminei optando um um rosé nacional, mas que terminou por ser uma grata surpresa.
 
O rótulo que escolhi foi o Séries by Salton Brut Rosé, produzido na Serra Gaúcha pela gigante Salton, que dispensa apresentações.
 
O espumante é produzido pelo método Charmat e trata-se de um corte das casta Ugni Blanc, Glera e Merlot. Ainda sobre o vinho ele pertence à linha Fresh, cujos produtos são as expressões mais descompromissadas do universo do produtor. O grande mérito desta linha é sua informalidade, seu foco em ser refrescante e leve, fácil de agradar e para ser apreciada em qualquer ocasião.
 
Na taça apresentou cor cereja e nuances acobreadas, com boa formação de espuma e perlage intensa e de boa duração.
 
No nariz um vinho mostrou notas de cereja, morango e leves notas florais
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e cremosidade. Repetiu as notas olfativas. Final de boca de média intensidade um belo frescor.
 
Vinho leve, descontraído e excelente para brindar a estação das flores que bate a nossa porta.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com siri gratinado e o espumante deu conta do recado.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Séries By Salton Brut
Tipo: Espumante
Castas: Ugni Blanc, Glera e Merlot
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton
Graduação: 11,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 01.09.2017

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Salton Brut: bom, barato e harmoniza com o calor

Chegamos ao segundo espumante degustado no último WINEBAR.
 
Na taça mais um espumante descontraído, bom, barato, produzido aos milhares e fácil de encontrar nos mais variados estabelecimentos, esse é o Salton Brut.
 
O Salton Brut faz parte da Linha Fantasia, composta apenas por espumantes, que são a alma mais fantasiosa e lúdica da marca e, apesar destas características, os produtos da Linha Fantasia são sofisticados e modernos.
 
O espumante é produzido pelo método Charmat com as castas Chardonnay, Prosecco e Trebbiano.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha, boa formação de espuma e perlage fino e abundante.
 
No nariz mostrou aromas frutas cítricas, flores, pão e fermento.
 
Em boca apresentou corpo leve, boa acidez e cremosidade. Senti uma pontinha de amargor, mas que não comprometeu o conjunto. Repetição das notas olfativas e final de boca seco e bom frescor.
 
Mais um espumante bom, barato e que cai super bem com o nosso clima.
 

O Rótulo

Vinho: Salton Brut
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay, Prosecco e Trebbiano
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 11,5%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 22,00
Temperatura de serviço: 6° a 8°
 
Nota:
 
O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os 3 diferentes espumantes da Vinícola Salton.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Séries by Santon o lançamento da Salton com a cara da primavera

 
No último dia 10 aconteceu mais uma edição do WINEBAR, transmitida diretamente da Salton, no magnífico Vale do Rio das Antas, com a participação do enólogo Gregório Bircke Salton.

Na ocasião foram degustados três espumantes: o Séries by Salton Brut, tema desta postagem; o Salton Brut; e o Salton Reserva Ouro.
 
Séries by Salton Brut é um lançamento da vinícola, que sequer encontra-se disponível na loja virtual da empresa, mas que já começa a chegar a supermercados e lojas especializadas. Classificado na linha Fresh explora o que é refrescante, leve e são as expressões mais descompromissadas do universo Salton.

Na taça apresentou cor amarelo clara brilhante, com reflexos esverdeados, boa formação de espuma e perlage fina, abundante e duradoura.

No nariz aromas intensos de frutas cítricas, maça e lichia, seguidos de notas de flores brancas como jasmim, flor de laranjeira e rosas.

Em boca mostrou corpo leve, boa cremosidade e boa acidez. Final de boca seco com repetição das notas olfativas.

O espumante é leve, delicado, refrescante, descontraído e cheio de notas florais, deixando o líquido com a cara da primavera. Esse é para beber de litros e cai super bem com essa onda de calor que não está dando trégua.


O Rótulo
 
Vinho: Séries by Salton Brut
Tipo: Espumante
Castas: Ugni Blanc e Prosecco
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 11,5%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 6° a 8°

Nota:

O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os 3 diferentes espumantes da Vinícola Salton.

terça-feira, 5 de maio de 2015

A regularidade do Salton Prosecco #winebar #salton

O vinho nacional tem evoluído bastante e o que já era bom vem mantendo e/ou melhorando a qualidade, mostrando regularidade no processo de vinificação, o que é o caso do Salton Prosecco Brut, que figurou aqui no blog como o centéssimo vinho comentado lá em 2013: relembre e hoje está volta depois de mais de 300 vinhos comentados por aqui.
 
O vinho foi degustado no Winebar com lançamentos da Salton transmitido diretamente da bela sede da da Vinícola situada no não menos belo Vale do Rio das Antas, com a participação do Lucindo Copat, enólogo chefe da empresa.
 
O Salton Prosecco  Brut é  elaborado 100% com a uva Prosecco, o vinho é fermentado a 17ºC com leveduras selecionadas durante 1 mês. A segunda fermentação ocorre pelo método Charmat (autoclaves) durante aproximadamente 1 mês e meio, a uma temperatura de 12ºC.
 
Visualmente apresentou cor amarelo esverdeada bem clara e brilhante, boa formação de espuma e perlage fina e em boa quantidade. Um nariz intenso e rico em aromas frutado e floral, acompanhado de decisioasas notas de pão tostado. No palato um espumante jovem, leve, fresco e de boa acidez. Final de boca de média intensidade com o floral e pão torrado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho bem feito, fácil de beber, delicado e suave. Vai bem como aperitivo mas também acompanha bem peixes, canapés e sopas de legumes. Vale muito a compra e não deixa nada a deseja quando comparado com os Prosecco italianos.

O Rótulo

Vinho: Salton Prosecco Brut
Tipo: Espumante Branco
Casta: Glera (Prosecco)
Safra: 2015
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 11,5%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 6° - 8°

Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela vinícola Santon para degustação no Winebar.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Prosecco Costazzurra Brut

Eu e Fernanda tivemos um encontro entre amigos há alguns dias e degustamos alguns diferentes rótulos e destacarei alguns por aqui e o primeiro deles é o Prosecco Costazzurra Brut.
 
Prosecco é o típico espumante da região italiana do Vêneto rico em frescor e elegância. Destacam-se dentro do centro produtor de Prosecco no Vêneto a regiões de Conegliano e Valdobbiadene, no norte da Itália. Nessa região, 15 comunas, situadas na Província de Treviso, são os pólos de destaque na produção desse tipo de espumante. Em Conegliano, está instalada a Ca'Vendrami, responsável pela produção deste Prosecco Costazzurra Brut.
 
Conegliano se caracteriza por solos de origem sedimentar, calcária e argilosa nas colinas, e argiloso de média consistência ou também rochoso, nas planícies. É um local também de temperatura fria, sobretudo à noite, por ser uma região de terreno elevado. A boa insolação possibilita o amadurecimento das uvas de forma correta, nos prazos adequados.
 
O Costazzurra Brut é produzido pelo método Charmat, com segunda fermentação em autoclaves. Para ser qualificado como Brut, o exemplar conta com uma quantidade de açúcar residual, na sua composição, inferior a 15 gramas por litro, tornando-se moderadamente seco.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com boa formação de espuma e perlage fina e de boa persistência. No nariz aromas de frutas brancas (maçã verde e pêra) e flores brancas. Em boca um espumante de boa estrutura e boa cidez, o que lhe confrere grande frescor. Final de boca de média intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Esse vai muito bem com aperetivos e é mais uma boa opção para as festas de fim de ano e para nos ajudar a aplacar o calor.
 
Um fato interessante deste prosseco é sua imagem visual similar a usada no famoso champagne Veuve Clicquot... Garanto que uma olhadela rápida irá confundir muitos...


O Rótulo

Vinho: Costazzurra Brut
Tipo: Espumante
Castas: Prosecco
Safra: Não safrado
País: Itália
Região: Veneto
Produtor: Ca'Vendrami
Graduação: 11%
Onde comprar em Recife: Bar Chef
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 8º

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Espumante brasuca para acompanhar o peru da ceia natalina #cbe

Esse mês o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE coube ao Gustavo Kauffman do Blog Enoleigos, que sugeriu: "um espumante feito pelo método tradicional" e, com a proximidade das festividades de fim de ano a data da postagem foi antecipada para o dia 20 para que os leitores pudesse aproveitar as sugestões. Chego com minha sugestão de espumante com dois dias de atraso, mas ainda dá tempo de correr lá na loja e garantir uma ceia natalina cheia de borbulhas.
 
O espumante que escolhi foi o Viapiana 192 dias Brut Champenoise, um borbulhante produzido pelo método tradicional com 192 dias de contato com as leveduras, como sugere o nome do produto.
 
O 192 dias é produzido com um inusitado e pouco usual corte das castas Glera (Prosecco), Chardonnay e Viognier e faz parte da linha de produtos jovens da Viapina, feitos para serem consumidos em momentos descontraídos e alegres.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha, boa formação de espuma e perlage fina, abundante, rápida e persistente. No nariz aromas de pão torrado, fermento, amêndoas e frutas e flores brancas. Em boca leve, fresco, agradável cremosidade e boa acidez. Paladar com repetição das notas olfativas, final de boca refrescante e boa persistência.
 
Espumante jovem, fresco, alegre, agradável e de excelente custo versus benefício. É uma ótima opção para acompanhar canapés, outras entradinhas e até o tradicional peru da sua ceia natalina. Se você este espumante para servir para sua família e amigos não vai arrepender-se. Eu e Fernanda harmonizamos com camarões empanados e deu super bem.
 
O Rótulo

Vinho: Viapinana 192 dias Brut
Tipo: Espumante
Castas: Glera, Chardonnay e Viognier
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Altos Montes, Flores da Cunha
Produtor: Viapiana
Enólogo: Elton Viapiana
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: Ingá Vinhos Finos
Preço médio: R$ 38,00
Temperatura de serviço: 6º

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vale dos Vinhedos em 1 dia

Seguindo nossa viagem pela Serra Gaúcha partimos para Caxias do Sul para podermos ficar mais próximo da Região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Nossa meta era visitar algumas vinícolas no período da tarde, porém caiu um temporal e não tivemos outra opção senão ficar em Caxias.
 
Com a melhora do clima chuvoso botamos o pé na estrada e partimos para Bento Gonçalves na manhã seguinte. Pegamos algumas informações no Turismo Bento, um posto de atendimento ao turista bem na entrada da cidade, próximo ao Pórtico.
 
Mapas na mão partimos para o Vale do Rio das Antas, onde fica a Vinícola Salton e um dos locais mais apreciados da região em virtude de sua paisagem natural ímpar, repleta de vales, rios e montanhas exuberantes.

Salton
 
Foi pela Vinícola Salton que iniciamos nossa maratona e por lá recomendamos que todos o façam. A empresa possui um qualificado atendimento ao público e oferece programas customizados de visitação, que iniciam às 9h30min e vão até às 17h.

 
Fomos guiados por profissional da área de Enologia e Turismo, a visitação foi fantástica, ímpar, impecável... Conhecemos as instalações de uma forma única iniciando por um vinhedo de Cabernet Sauvignon de 25 anos de idade situado bem a frente da belíssima sede e usado para teste de novos produtos para futuramente serem aplicados nos vinhedos.


Um dos destaques, que torna a Salton uma atraente opção turística é a facilidade de se passear pela vinícola, onde exclusivas passarelas aéreas foram construídas para possibilitar ao visitante acompanhar todo o processo produtivo de recebimento, elaboração, engarrafamento e amadurecimento dos produtos.

 
Durante a visita, além da passear pela área de produção fomos surpreendidos pelo talento de artistas da região, que reproduziram no teto pinturas que retratam o vinho em diferentes momentos da história da família.


A visita finda com uma degustação opcional no valor de R$ 10,00, os quais são revertidos para a compra de produtos na loja da vinícola. Como eu estava dirigindo só a Fernanda participou da prova de 7 diferentes rótulos: Salton Lunal Frisante, Salton Intenso Merlot-Tannat, Salton Talento, Salton Classic Cabernet Franc-Merlot-Ancellota Suave, Brasil Salton Intenso, Salton Moscatel e Salton Intenso Branco Licoroso.


Marco Luigi

Nossa segunda parada foi a pequena, mas muito agradável e elegante Marco Luigi, um vinícola familiar que tem sua história marcada pela chegada ao Brasil o patriarca Marco juntamente com seu filho Luigi.

Motivado pelo sonho e pelo amor ao bom vinho, surgiram de dentro da mata virgem os primeiros parreirais, plantados com mudas trazidas da própria Itália pelo patriarca da família, que produziram uvas de excelente qualidade e originaram os primeiros vinhos artesanais, primeiramente para consumo próprio.

Antiga sede da Vinícola.
Com o nascimento de seu neto, Marco Luigi, que herdou o amor e conhecimento pelo vinho, a produção de uvas aumentou, os vinhos passaram a ser comercializados na região e o sonho do patriarca tornou-se realidade. Com o tempo, Marco Luigi passou a ser reconhecido pela qualidade de seus vinhos e em 28 de Agosto de 1946 registrou a Vinícola e prosseguiu sua caminhada na arte do vinho.
 
 
Fomos recebidos por Franciele e Davi, que nos apresentou a vinícola, iniciando pelos parreirais e um pouco sobre como era a produção, passando pela vista externa da antiga casa do patriarca e da vinícola e findando pela atual sede, linha de produção e caves de amadurecimento.

Aqui é o paraíso: cave onde repousam as safras mais antigas.
Nossa visita terminou com a degustação dos vinhos: Marco Luigi Reserva Chardonnay, Marco Luigi Tributo Baginbox, Marco Luigi Tributo Touriga Nacional, Marco Luigi Reserva Marselan, Marco Luigi Grande Reserva Brut, Marco Luigi Tributo Brut, Marco Luigi Tributo Prosecco, Marco Luigi Tributo Demi-Sec e Marco Luigi Reserva Moscatel. Este serviço custa R$ 12,00 por pessoa e dá direito a uma taça personalizada.

Casa Valduga

Partimos para outra gigante: a Casa Valduga um empreendimento exemplar e de uma estrutura impecável que inclui além da vinícola, a Villa Valduga (complexo enoturístico com Enoboutique, Restaurantes e Pousadas) e a Casa Madeira (uma empresa artesanal, que elabora produtos 100% sadios e naturais, tais como: Geléias, doces e vinagres Balsâmicos à base de vinho).


A visita pelas instalações da vinícola inicia com um vídeo institucional que conta um pouco da história da empresa e de como são produzidos os vinhos. Depois seguimos para um mini museu onde estão o primeiro Cabernet Sauvignon e o primeiro trator da família. O passeio continua pelas caves de amadurecimento de tintos e brancos, de fermentação de espumantes e pela linha de produção, onde os vinhos são engarrafados.

O uso dessas belas toucas é obrigatório enquanto dentro da área
de produção para evitar contaminação.

 
O destaque da visita fica para a degustação dos vinhos, que é realizada bem no meio das caves onde repousam as garrafas e barricas de carvalho. Nos foram servidos os vinhos: Casa Valduga Identidade Premium Chardonnay, Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot, Casa Valduga Identidade Premium Pinot Noir, Espumante Casa Valduga Reserva Brut e Espumante Casa Valduga 130.

 
Miolo

Fazemos aqui um parêntese para falar sobre a visita a Vinícola Miolo, um parêntese porque na realidade a visita a esta foi realizada como parte do passeio que fizemos na Maria Fumaça. Contudo, com uma boa organização e gerenciamento do tempo é possível incluir ela no roteiro de visitas de um dia pelo Vale dos Vinhedos.


Aqui a visita inicia-se pela sala que ficam as pipas onde ocorria o processo de fermentação, seguindo pelos tanques de inox e passando pela fantástica cave onde estão as barricas de carvalho, que para nós é o ponto alto da visita a Miolo, pois no ar pairam os deliciosos aromas do carvalho. Em seguida o enólogo nos guiou pelas caves onde os vinhos amadurecem já em garrafas e os espumantes passam pela segunda fermentação.

  

Outro ponto alto da visita é a degustação, a qual ocorre em uma belíssima sala desenhada especialmente para este fim, onde as bancadas ficam montadas e preparadas para uma ideal análise dos vinhos. Aqui degustamos: Miolo Reserva Chardonnay, RAR Tinto, Espumante Brut Cuvée Tradition, Espumante Demi-sec Cuvée Tradition, Testardy Syrah (esse é do Vale do São Francisco) e Lote 43.

Uma beleza de sala de degustação.

Don Laurindo

A parada agora é em outra vinícola familiar e que era uma das que mais ansiávamos visitar. A Don Laurindo é uma vinícola boutique que tem uma pequena produção, porém de vinhos com grande potencial de envelhecimento.


A história desta simpática vinícola iniciou em 1887, quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na província de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos.


Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos juntamente com o filho Ademir que formou-se em enologia e passaram a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres. Em 1991 Laurindo resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a Vinhos Don Laurindo LTDA.


As instalações nos foram apresentadas por Lucas Brandelli, filho de Ademir Brandelli, que nos explicou brevemente como são produzidos os vinhos e nos levou para a sala de degustação e loja, que ficam bem ao lado das caves onde os vinhos amadurecem em barricas de carvalho e próxima de onde repousam vinhos com 20 - 30 anos de idade.

Por trás destas grades repousam alguns tesouros.
Pela visita e degustação dos vinhos paga-se uma taxa simbólica de R$ 15,00, que é dispensada caso os visitantes adquiram algum produto na vinícola.

Cave de Pedra

Próxima parada: Cave de Pedra, uma jovem vinícola, fundada em 1997, com uma belíssima sede cosntruida em pedra basalto inspirada nos castelos medievais, que além de ser belo e exótico para a região, ajuda a manter uma temperatura mais amena ideal para o amadurecimento dos vinhos.


A vinícola elabora um volume reduzido de vinhos e espumantes, a menor produção dentre as que visitamos, em uma média de 1000 garrafas por vinho. A especialidade é a elaboração de vinhos espumante pelo métodos champenoise.


Além deste diferencial da pequena produção os apaixonados pelo produto da fermentação do fruto das videiras podem casar-se nas instalações... imagine só ver sua noiva chegando ao altar passando pelas caves de amadurecimento... um sonho, não?

 
Fique atento ao horário de funcionamento: a vinícola fecha às 17h, mas a última visitação inicia-se às 16h; após este horário só é possível visitar a loja.
 
Vinhedo em estado de dormência, repondo os nutrientes e preparando-se
para a nova safra.

Lidio Carraro

Quando a noite já estava por chegar aportamos na última vinícola de nossa maratona: a Lidio Carraro, que ganhou imensa notoriedade por ter sido escolhida pela FIFA para ser a produtora oficial do vinho da Copa do Mundo de 2014, o Faces (tinto, branco e rosé).


A Lidio Carraro é uma vinícola boutique e sua história remota para o ano de 1875 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, porém só em 2001 ocorre, após muitos anos de estudo, a fundação da empresa.

Uma das marcas registradas da Carraro é a de que nenhum de seus rótulos passa por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas. A partir dos parreirais do Vale dos Vinhedos é produzido apenas o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Os demais rótulos são provenientes de uvas dos seus 200 hectares em Encruzilhada do Sul.

Ao contrário de todas as outras vinícolas a visita desta é realizada através de uma exposição audiovisual, onde um dos funcionários nos passa a história da vinícola e de como são produzidos os vinhos. Ao fim da exposição passamos para a degustação dos vinhos: Faces Branco, Faces Tinto, Agnus Merlot, Elos Touriga Nacional-Tannat e Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2006.


Fomos muito felizes em cada uma das visitas que fizemos e, para um dia, creio que tenhamos batido um record e mesmo não tendo visto tudo que queríamos voltamos de lá muito satisfeitos e já sonhando voltar e passar por todas vinícolas que não pudemos visitar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Anella Andreani DOCG #aveclevin

No último dia 31 tivemos o primeiro encontro oficial da Confraria Avec le Vin, eu e Fernanda fomos os anfitriões e o tema da vez foi Itália.
 
Degustamos três vinhos: o Prosecco Anella Andreani DOCG da região de Veneto, o Il Costone Sangiovese di Romagna 2011 e o Luna del Cacciatore Sangiovese 2011, ambos da região da Toscana.
 
Eu e Fernanda preparamos o menu do jantar de acordo com os vinhos e creio que conseguimos cumprir com a proposta: realizar um encontro descontraído e com uma harmonização simples e barata.
 
Degustamos o prosecco como aperetivo, de forma a aguçar as nossas papilas gustativas, abrindo, desta forma, o caminho para o jantar e os outros vinhos.
 
O Anella Andreani DOCG é produzido pela Casa Vinícola Botter Carlo & C. Spa, fundada por Carlo Botter em 1928 e atualmente administrada pela terceira geração da família. A empresa é lider em exportação e venda de vinhos italianos da região de Veneto.
 
Produzido pelo método Charmat visualmente apresentou uma cor amarelo palha bem claro, boa formação de espuma e perlage finíssima, abundante e de longa duração. No nariz delicado, com notas de frutas citricas e flores brancas. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou-se sedoso e fresco. Abriu muito bem os trabalhos e nos refrescou na quente noite recifense.


O Rótulo

Vinho: Anella Andreani DOCG
Tipo: Espumante
Casta: Glera
Safra: Não safrado
País: Itália
Região: Veneto
Produtor: Casa Vinícola Botter Carlo & C.S.p.A
Graduação: 11%
Onde comprar em Recife: RM Express e Wine
Preço médio: R$ 49,00
Temperatura de serviço: 8°

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Winebar Especial - Salton Prosecco Brut 2013 #winebar #salton

Mais uma vez fui convidado pelo Alexandre Frias - Diário de Baco e Enoblogs e pelo Daniel Perches - Vinhos de Corte para o WINEBAR, que é uma ideia fantástica de realizar uma degustação virtual de um ou mais vinhos, com o a participação de enófilos, blogueiros, profissionais do setor e formadores de opinião.
 
Na noite de ontem mais uma vez degustamos vinhos da Salton em um WINEBAR especial de fim de ano. Por aqui convidei minha noiva Fernanda e os amigos Juberlan, Rejane, Rodrigo, Carol e Macílio.
 
Como de costume o Daniel Perches comandou o WINEBAR, que foi transmitido diretamente da Vinícola Salton e contou a participação do Lucindo Copat, Enólogo Chefe da Salton e que falou um pouco sobre cada rótulo.
 
Os vinhos da noite foram:
  1. Salton Prosecco 2013
  2. Espumante Salton Gerações Antonio Domenico Salton
  3. Salton Gerações Paulo Salton 2009
Neste post irei falar apenas do Salton Prosecco, que é um vinho leve e fácil de agradar, produzido a partir de uvas glera (prosecco) através do Método Charmat. Este rótulo, além de ter sido degustado para o WINEBAR especial de fim de ano, teve um motivo especial para o blog, pois foi o centésimo vinho comentado por aqui no ano de 2013 e nada melhor que um borbulhante para ocupar este lugar.
 
Visualmente apresentou-se brilhante e com uma cor  mostrando reflexos esverdeados bem claros, quase transparente, boa formação de espuma e perlage fina e em boa quantidade. No nariz muito delicado e suave, com um bouquet rico em flutas e flores brancas. Em boca mostrou-se leve e refrescante, com repetição da fruta e leves notas adocicadas aparecendo no final de boca.
 
Vinho bem feito, fácil de beber, delicado e suave. Bom para os dias tórridos que estão acontecendo por aqui. Esse é para beber com descontração. Repetiria a compra.
 
Por aqui tentamos harmonizar com sopa de camarão do Restaurante Encanto Nordestino, mas a sopa ficou um pouco acima do espumante.
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Prosecco
Tipo: Prosecco
Castas: Glera (Prosecco)
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 11,5%
Onde comprar: Loja Salton
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 6º
 

Nota 1: Esse rótulo foi gentilmente enviado pela Salton para degustação no WINEBAR especial de fim de ano.

Nota 2: Restaurante Encanto Nordestino - Endereço: Estrada do Arraial, 4645 - Casa Amarela, Recife - PE / Telefone:(81) 3269-2760.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Enfim uma boa experiência com a Itália: La Pieve Pergolo Prosecco D.O.C. Treviso #CBE

Os leitores do blog já devem estar se acostumando as postagens regulares que aparecem por aqui sempre no dia primeiro de cada mês, são as postagens do vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês chega a edição de número 73 e é a nossa nona participação. Para conferir as postagens anteriores basta clicar no menu a esquerda no marcador DEGUSTAÇÕES.
 
O tema do mês foi uma sugestão do Confrade Thiago Bulla do Blog Universo dos Vinhos que mandou: "Amigos, aproveitando a chegada do calor e da primavera sugiro apreciarmos um refrescante espumante Prosecco."
 
Prosecco é uma casta de uva branca da família da Vitis vinifera, originária da região do Veneto, Itália. Seu nome identifica o vinho branco espumante em cuja produção é empregada.
 
Apenas duas regiões têm direito à denominação de origem controlada: as vilas de Valdobbiadene e Conegliano. Vinhos de outras partes do Veneto são classificados com indicação geográfica típica.
 
O Prosecco DOCG (pequena área vermelha entre o vilarejo de Valdobbiadene e de Conegliano) apresenta uma consistência e uma persistência no paladar muito maior que um genérico DOC (área azul). A denominação DOC pode ser genérica DOC ou DOC TREVISO (como nocaso do Pergolo) ou DOC TRIESTE para identificar as 2 cidades que mais tem tradiçao na produção do Prosecco.

Vamos ao vinho: visualmente mostrou uma com amarelo palha com reflexos esverdeados; perlage abundante e de boa duração. No nariz rico em flores brancas, maça verde, e elegantes toques de damasco e pão fermentado. Em boca muito agradável: fresco e boa cremosidade, lembrando fruta branca madura. Boa persistência e final de boca agradável, um gole pede outro. Boa compra. Ideal para acompanhar comidas leves e para beber com a amada, como foi feito.
 
O Rótulo
 
Vinho: La Pieve Pergolo Prosecco DOC Treviso
Tipo: Espumante
Casta: Prosecco (Glera)
Safra: Não Safrado
País: Itália
Região: Valdobbiadene e Conegliano
Produtor: Mionetto
Graduação: 11%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de Serviço: 6 graus