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domingo, 1 de outubro de 2017

Club des Sommeliers Reserva Riesling 2015 #cbe

Outubro chegando e com ele o nosso vinho para a primeira e única confraria virtual do Brasil, a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE.
 
Parece que foi ontem, mas o vinho do décimo mês do ano é nada mais nada menos que o sexagésimo quinto que comento para esta distinta confraria. Que venham muitos outros!
 
O tema do mês foi proposto pelo confrade Deco Rossi do Blog EnoDeco que sugeriu: "Com este calor do Saara, pensei num branco! Que tal Rieslings de até R$ 100?".
 
Por aqui os vinhos com esta casta não são tão fáceis de encontrar, mas fui ao garimpo e encontrei um Club des Sommeliers Reserva Rieslinho, vinho que julgo ser um bom custo versus benefício. Produzido para o Grupo Pão de Açúcar, pela Viña Carta Vieja S.A, fundada em 1825 e é a mais emblemática da família Pedregal.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor amarelo palha, com boa limpidez e lágrimas finas e lentas.
 
No nariz o vinho mostrou aromas intensos e rico em notas de frutas cítricas e de flores brancas, seguido de notas sutis de coco e tostado, proveniente da passagem por 3 meses em barricas de carvalho.
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e frescor. Repetiu as notas olfativas e apresentou final de boca com boa persistência e o floral e o coco aparecendo no retrogosto.
 
Vinho correto, com bom frescor, que combina com esse calorão que faz em nossa terra brasilis.
 
O Rótulo
 
Vinho: Clube des Sommeliers Reserva
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale do Maule
Produtor: Viña Carta Vieja S.A.
Graduação: 13%
Onde comprar: Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 48,00 (R$ 33,00 na promoção no programa de fidelidade da marca)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 26.09.2017

sábado, 1 de julho de 2017

Aves del Sur Reserva Chardonnay 2016 #cbe

Primeiro dia do segundo chemestre chegando e com a nossa sugestão de vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema do mês foi proposto pelos conterrâneos Mayquel e Anna, do blog Vinho por 2.
 
A sugestão dos confrades foi: "no ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado".
 
Tenho provado bastante coisa interessante adquiridas nas prateleiras de supermercados e uma delas veio do Chile: o Aves del Sur Reserva Chardonnay 2016, produzido no Vale do Maule pela  Carta Viena.
 
Vamos ao vinho!

Na taça apresentou cor amarelo palha  com reflexos esverdeados, límpido e brilhante.
 
No nariz aromas expressivos marcados por pêra, pêssego e damasco, seguidos de notas de baunilhas e frutas secas.
 
Em boca um vinho de corpo leve, suave, fresco e generoso com acidez natural equilibrada. Repetição das notals olfativas e final de boca persistente e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Aves del Sur Reserva
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2016
País: Chile
Região: Vale do Maule
Produtor: Carta Vieja
Graduação: 14%
Onde comprar: Pão de Açúcar
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 18.05.2017

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para acompanhar o bacalhau das festas de fim de ano: Catarina 2015 #cbe

O primeiro post de cada mês é destinado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil: Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, só que a ideia é que coloquemos as impressões sobre a nossa escolha no primeiro dia de cada mês, mas estes mês estou chegando com um baita atraso.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Felipe Silva do Blog BebadoVinho que nos colocou a garimpar: Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo.
 
Não encontrei um varietal com a casta Arinto, mas encontrei um vinho de lote (como são chamados os vinhos de corte em portugal) com a casta na composição e que a há muito queria degustar: o Catarina 2015.
 
Exemplar produzido pela gigante Quinta da Bacalhôa, que está presentem em 7 regiões vitícolas portuguesas, com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vinícos.
 
Neste vinho, produzido com Fernão Pires, Arinto e Chardonnay, o mosto das duas primeiras castas fermentaram separadamente em depósitos de aço inox; o Chardonnay fermentou em barricas de madeira nova de carvalho francês tendo estagiado nessas mesmas barricas 4 meses e meio com batonnage.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha, límpido e brilhante. Formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e delicados, marcados por notas de frutas amarelas (pêssego e abacaxi), seguido de notas florais, minerais e tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico, acidez refrescante, interessante mineralidade e repetição das notas olfativas. Final de boca longo, complexo, com delicioso frescor e a fruta dominando o retrogosto.
 
Vinho delicioso e que ainda vai ganhar um pouco mais com a guarda em garrafa. Foi um par perfeito para o bacalhau e as batatas ao murro preparados por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Catarina
Tipo: Branco
Castas: Fernão Pires, Arinto e Chardonnay
Safra: 2015
País: Portugal
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta da Bacalhôa
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 04.12.2016

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Salton Intenso Licoroso Reserva Privada

Estava devendo o post com um dos vinhos degustados no último Winebar que participei. Para quem não sabe o Winebar é uma iniciativa  Daniel Perches e Alexandre Frias, na qual um grupo de blogueiros de vinhos se reúne para degustar e comentar sobre vinhos em uma transmissão ao vivo no Youtube.

O vinho em questão é o Salton Intenso Licoroso Chardonnay e foi o terceiro degustado no Winebar com as novidades de 2016 da Vinícola Salton, o primeiro e o segundo já comentamos e você pode conferir clicando aqui e aqui, respectivamente.

Vinho segue o mesmo método de amadurecimento utilizado para a elaboração do Jerez, na Espanha, chamado de soleira em que, após o processo de produção do vinho, o mesmo é conservado em barricas de carvalho francês de segundo uso. Após um ano se retira a metade ou parte da barrica e se completa com um novo mosto do ano como pode ser observado na imagem abaixo. Esse, por exemplo, tem em torno de 7 diferentes safras. Ao fim do processo o licor é filtrado e engarrafado.


Vamos ao vinho!

Na taça mostrou cor amarelo ouro, com formação abundante de de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou uma paleta aromas intensos marcados por notas de flores cítricas, damasco, oleoginosas (nozes, avelã e macadâmia), mel, baunilha e chocolate branco.
 
Em boca um vinho untuoso e com notas doces bem integradas a acidez. Repetiu as sensações olfativas e apresentou um final de boca prolongado com notas de amêndoas, nozes e o mel aparecendo no retrogosto.
 
Vinho apaixonante do começo ao fim, um verdadeiro deleite.

Harmonizamos com palhas italianas preparadas por Fernanda.


O Rótulo
 
Vinho: Salton Intenso Reserva Privada
Tipo: Licoroso Branco
Castas: Chardonnay
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 15%
Onde comprar: Salton
Preço Médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 6 a 8º
Degustado em: 18.07.2016

Informações:

A caixa com 12 garrafas do vinho custa R$ 777,60 na loja da Salton, mas este foi gentilmente enviado pela Vinícola em ocasião do Winebar.

Para assistir como foi a degustação basta clicar aqui

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Salton Paradoxo Chardonnay 2013

Tenho tido um ano mais corrido que o habitual e isso tem afetado um pouco o rítmo de postagens para o blog, sobretudo as que comento sobre minha impressões pessoais dos vinhos que degustei, mas aos poucos espero normalizar isso.
 
Para diminuir um pouco minha dívida comento hoje sobre um delicioso chardonnay da Campanha Gaúcha: o Paradoxo Chardonnay, produzido pela gigante Salton.
 
20% do mosto é levado à barricas de carvalho americano para fermentação e o restante permanece em tanques de aço inoxidável a uma temperatura controlada. Após concluída a fermentação, o vinho em barricas permanece por seis meses sobre as leveduras e por fim é realizado o corte entre os vinhos, seguindo de estabilização, clarificação, filtração e engarrafamento.
 
Na taça mostrou cor amarelo claro com reflexos palha, límpido e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas de frutas brancas e frutas cítricas, seguido de notas chocolate, baunilha, leveduras e delicado tostado.
 
Em boca um vinho corpo médio, acidez viva e álcool a 13,5% deixando o vinho com potencial gastronômico. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca persistente e com a fruta e a levedura aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicioso! Vai bem sozinho, como aperitivo em um dia quente, ou pode ser uma companhia com um prato como o risoto de presunto curado preparado por Fernanda.
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Paradoxo
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 13.02.2016 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013

Você conhece vinhos da sub região Chablis? Se sua resposta foi negativa você não sabe o que está perdendo.
 
Chablis é uma pequena vila na Borgonha a 120 quilômetros a noroeste de Dijon. Única sub região da Borgonha que está separada das demais e, apesar de produzir alguns tintos, é pelos seus brancos que é conhecida, sendo considerada nada mais nada menos como o melhor terroir da Chardonnay do mundo.
 
A classificação do Chablis varia do básico Petit Chablis, passando pelo Chablis (Premier Cru), chegando ao topo, os Grand Cru. Variações de solo, localização do vinhedo e insolação ao final do período de maturação determinam a qualidade final do produto.
 
Recentemente degustei o Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013, produzido pela vinícola de mesmo nome. O nome "Desvignes", anteriormente escrito como "des Vignes", que significa "da videira" , é um indício claro para o tipo de exploração no qual a família sempre se especializou. A família Pasquier Desvignes está a frente do Domaine du Marquisat desde 1420.
 
Em 1823 , César Desvignes, jurou com seus irmãos, prometendo que o nome Desvignes ficaria para sempre ligado ao Domaine du Marquisat. Em memória deste pacto, a casa de Pasquier Desvignes, através da seleção das uvas, vinificação e armazenamento dos seus vinhos, tem perpetuado o know how ancestral em que a sua reputação é construída.
 
Pasquier Desvignes é mais do que uma tradição de viticultura que mede 5 séculos, é um grande vinícola que o longo dos anos tem-se expandido com sucessonas denominações do Rhône e da Borgonha.
 
Sem mais delongas vamos as minhas impressões sobre o líquido.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, límpida e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas florais e frutados de grande intensidade e leve toque de defumado e tostado.
 
Em boca leve, fresco, mineral e equilibrado. Repetiu as notas olfativas e aliado a estas trouxe um leve e delicado toque toque amanteigado. Final de boca de média persistência e a suavidade e o frescor dando o acabamento.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Pasquier Desvignes Chablis AOC
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: França
Região: Chablis, Borgonha
Produtor: Pasquier Desvignes
Graduação: 12,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 168,00 (R$ 70,00 em 2015)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 14.04.2016

sábado, 12 de março de 2016

Rio Sol Brut: o Espumante produzido com syrah às margens do Velho Chico

Já provou um espumante 100% syrah? E um espumante 100% syrah produzido no Paralelo 8, às margens do Rio São Francisco em pleno sertão nordestino? Se suas respostas foram não e ainda por cima você torceu o nariz, posso te garantir que não sabe o que está perdendo.
 
O espumante em questão é o Rio Sol Brut, produzido na Vitivinícola Santa Maria, um projeto da Vinibrasil que nasceu em 2002. Um empreendimento pioneiro e que tem tudo de novo: a região (sertão nordestino), o clima (semi-árido) e a latitude (paralelo 8). Tal como foi classificado por Jancis Robinson, este vinho não é do "Novo Mundo", mas sim de uma nova categoria chamada "Nova Latitude".
 
A Syrah foi a casta que melhor se adaptou ao Vale do São Francisco. O método de produção: o Charmat, com primeira fermentação em tanques de inox e segunda fermentação em autoclaves por 30 dias e mais 30 dias de contatos com as leveduras.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos dourados, boa formação de espuma e perlage fina e persistentes.
 
No nariz mostrou boa intensidade de aromas, sendo marcante a presença de flores brancas seguidas notas de frutas cítricas e topicais e leve toque de frutas secas.
 
Em boca um borbulhante leve, refrescante e fácil de beber. Apresentou um palato equilibrado e com repetição das notas olfativas. Final de boca de média persistência e agradável frescor.
 
O Rótulo Vinho: Rio Sol Brut
Tipo: Espumante
Casta: Syrah
Safra: Não safrado 
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Graduação: 12%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 8°
Premiações: Medalha de Prata no Concurso Internacional de Vinhos do Brasil 2009

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Leopoldina Premium Chardonnay 2015 #cbe

Sabe aquele dia no qual publico um vinho especialmente para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE? Esse dia chegou e com ele o Leopoldina Premium Chardonnay 2015, o meu quinquagésimo exemplar comentado para a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
O tema deste mês foi sugerido pelo Tiago Bulla do blog Universo dos Vinhos, que foi: "degustarmos um belo chardonnay, sem passagem por madeira, de qualquer país e preço, mas já que o tema foi 'fácil', não vale corte, só varietal".
 
Nada melhor que um tema desses para degustar um vinho produzido com a rainha das brancas e sem interferência das barricas, nos proporcionando um néctar que preserva as características da uva.
 
Não são comuns os exemplares desta casta sem passagem por barricas de carvalho, até os mais simples costumam ter um breve amadurecimento em madeira de todo ou parte do líquido, mas fui a busca e consegui encontrar este exemplar da linha Leopoldina Terroir da gigante nacional Casa Valduga.
 
As uvas são selecionadas e em seguida é realizado o desengace das uvas frescas, seguido por maceração em frio e prensagem descontínua e delicada. Posteriormente é realizada a limpeza estática do mosto e adicionadas leveduras selecionadas Saccharomyces cerevisiae, dando início a fermentação alcoólica com temperatura de 15º a 16ºC. Por fim é realizada estabilização tartárico, filtração e engarrafamento.
 
Vamos a nossa análise:
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, boa limpidez e lágrimas finas e lentas.
 
No nariz um vinho de aromas delicados e de boa intensidade, evidenciando-se notas de frutas frescas como maça e pera, seguido de notas de abacaxi e maracujá.
 
Em boca mostrou corpo médio, boa acidez e bom equilíbrio com o álcool. Bom frescor e deliciosa untuosidade. Final de boca de media persistência e com repetição das notas do abacaxi aparecendo no retrogosto.
 
Vinho refrescante e untuoso, fácil de se gostar e de beber.
 
Foi bem com a noite quente e com iscas de frango e queijo gouda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Leopoldina Premium
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2015
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 41,00
Temperatura de serviço: 8°
 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Chard simples, correto e com boa tipicidade

Gosta de vinhos produzidos com a Chardonnay, mas que sejam simples, corretos, com boa tipicidade e que possuam um caráter descontraído então vai gostar do Errázuriz Reservado Chardonnay.
 
O vinho é produzido pela Viñedo Errazuriz Ovalle S/A, fundada em 1992. A vinícola é a maior empresa familiar de vinhedos e bodegas do Chile. Localizada no Valle de Colchagua e Lontue os campos dos vinhedos da Errazuriz Ovalle cobre, uma extensão de 2500 hectares.
 
Com vinhedos cuidadosamente irrigados por gotejamento, 2000 hectares destes vinhedos estão localizados nos Valles de Colchagua, que pertencem à família a mais de cem anos.
 
Na taça apresentou cor amarelo esverdeada com toques dourados bem claros.
 
No nariz mostrou toda a tipicidade da chardonnay: aromas de frutos brancos como pêra e pêssego, abacaxi e maracujá e flor de laranjeira.
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e boa repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade com o maracujá e o toque floral aparecendo no retrogosto.

Vinho super tranquilo e fácil de beber. Acompanhou bem um canellone de camarão.

O Rótulo

Vinho: Errázuriz Reservado
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2014
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viñedos Errazuriz Ovalle
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 8°

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um vinho especial da adega para celebrar

Reunir-se com amor, família e amigos para beber um vinho sem qualquer motivo especial é muito massa, mas abrir aquela garrafa que estava guardada na adega para celebrar um momento especial é melhor ainda.
 
E foi para celebrar um momento super especial: a conclusão do curso de Gastronomia por Fernanda, que abrimos o Yarden Chardonnay, um branco israelense com 7 anos de vida e que estava a quase dois anos na adega.

Aproveito o vinho para saldar uma dívida com um tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, sugerido pela Rafaela Giordano do blog Le Vin au Blog -  "Qual vinho especial da sua adega você abriria para comemorar uma data importante? Por que não abrir agora?"

O Yarden Chardonnay rótulo faz parte da linha premium da Golan Heights e o seu nome significa Jordão em hebraico, uma homenagem ao histórico Rio Jordão mencionado nos escritos sagrados: a Bíblia. O Rio nasce no Monte Hermon, passa pelo Mar da Galileia e deságua no Mar Morto, atravessando desta forma a Terra Santa.

Trata-se de um varietal produzido exclusivamente a partir de uvas de vinhedos situados no extremo norte das Colinas de Golan, local cujas altitudes atingem 1200 metros acima do nível do mar.
 
Na taça o vinho apresentou cor  apresentou uma linda cor dourada e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz mostrou um bouquet intenso e fantástico. Pode-se perceber ainda aromas primários como manga, pêssego, notas florais sutis e algum mineral, mas as notas olfativas provenientes do tempo em garrafa são os que encantaram: flores secas, damasco,  avelã, nozes, amêndoas, mel, coco e cedro. Os 7 anos de vida fizeram seus aromas evoluírem até o seu ápice.
 
Em boca repetiu o mesmo explendor do olfato e mostrou-se untuoso, amanteigado e ainda com boa acidez. Vinho com bom corpo, boa textura e final de boca de longa persistência com de mel, frutos secos, coco e cedro aparecendo no retrogosto.

Vinho gastronômico e assim sendo fernanda nos preparou um salmão em cama de risoto ao queijo para escoltá-lo.
 

O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2008
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 10°
Outros atributos: Vinho Kosher

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Séries by Santon o lançamento da Salton com a cara da primavera

 
No último dia 10 aconteceu mais uma edição do WINEBAR, transmitida diretamente da Salton, no magnífico Vale do Rio das Antas, com a participação do enólogo Gregório Bircke Salton.

Na ocasião foram degustados três espumantes: o Séries by Salton Brut, tema desta postagem; o Salton Brut; e o Salton Reserva Ouro.
 
Séries by Salton Brut é um lançamento da vinícola, que sequer encontra-se disponível na loja virtual da empresa, mas que já começa a chegar a supermercados e lojas especializadas. Classificado na linha Fresh explora o que é refrescante, leve e são as expressões mais descompromissadas do universo Salton.

Na taça apresentou cor amarelo clara brilhante, com reflexos esverdeados, boa formação de espuma e perlage fina, abundante e duradoura.

No nariz aromas intensos de frutas cítricas, maça e lichia, seguidos de notas de flores brancas como jasmim, flor de laranjeira e rosas.

Em boca mostrou corpo leve, boa cremosidade e boa acidez. Final de boca seco com repetição das notas olfativas.

O espumante é leve, delicado, refrescante, descontraído e cheio de notas florais, deixando o líquido com a cara da primavera. Esse é para beber de litros e cai super bem com essa onda de calor que não está dando trégua.


O Rótulo
 
Vinho: Séries by Salton Brut
Tipo: Espumante
Castas: Ugni Blanc e Prosecco
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 11,5%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 6° a 8°

Nota:

O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os 3 diferentes espumantes da Vinícola Salton.

domingo, 16 de agosto de 2015

Schloss Johannisberger e seus deliciosos vinhos do mais antigo vinhedo Riesling do mundo #CantuDay

Dando sequência as postagens sobre os vinhos degustado no Cantu Day Recife, realizado no último dia 11, irei falar sobre os vinhos alemães da Vinícola Schloss Johannisberger e seus fantásticos e deliciosos rieslings.

 
A vinícola Schloss Johannisberger, esta localizada na região do Rheingau, uma privilegiada região. A propriedade foi citada pela primeira vez num inventário da Abadia Sanctis Johannis (São João Batista), em 1143. É uma das mais antigas em atividade de todo o mundo e é a primeira vinícola de Riesling do mundo, tendo cultivado e aprimorado a casta principal do país há cerca de 300 anos.
 
A região do Rheingau, na Alemanha, produz vinho desde a Alta Idade Média, e as primeiras mudas foram levadas pelos romanos, já no fim do Império, mas a viticultura se desenvolveu, de fato, apenas na Época dos Carolíngios, sob a dinastia de Carlos Magnus. O terroir local é frio, chove pouco, e tem muita luminosidade, embora pouco calor. O solo é formado por calcário e pedras: o local da uva Riesling por excelência.

Em 1870 notas fiscais de comerciantes holandeses mostram que o vinho era vendido aos ingleses como “First Growth”, termo que se assemelha ao “Grand Cru”, da Borgonha. No ano 2.000 foi classificado como vinhedo “Grosses Gewäsh”, equivalente alemão ao Grand Cru da Borgonha.
 
Vamos aos vinhos!

As uvas que deram origem aos vinhos são provenientes de um vinhedo íngreme com 45º de inclinação e 181m acima do nível do mar. A floresta no topo do Taunus protege as vinhas dos ventos frios do Norte e do Sul do Reno. O solo dos vinhedos conferem boa mineralidade a Riesling.

São fermentados a frio, lentamente, em barricas de carvalho das florestas do Rheingau, pois os enólogos acreditam que usar madeira autóctone ao invés de barrica importada deixa o vinho mais integrado e mais preparado para o envelhecimento.
 
Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken 2013
 
A viticultura 2013 apresentou condições meteorológicas adversas, resultando em um rendimento reduzido em um terço de uma cultura média. Mas a qualidade foi muito boa, resultando em um vinho rico em extrato.

Uvas colhidas manualmente, com fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 4 meses.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada brilhante.

No nariz revelou aromas frutado como de pêssego maduro, abacaxi e lichia, seguido de notas de flor de laranjeira e jasmim e ainda um sutil toque de mineralidade.

No paladar apesar sutis notas adocicadas apresentou-se seco e suculento, com uma equilibrada e deliciosa acidez, que confere grande frescor ao líquido. Final de boca longo e com repetição das notas olfativas no retrogosto.
 
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2013
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:12,2 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 200,00
Temperatura de serviço: 8° a 10°


 
 
Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese

Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 5 meses.
 
O paladar é limpo e brilhante intenso com frescura, bem integrada
doçura, delicadeza e suculentas frutas, realmente muito longo e muito elegante.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha.

No nariz mostrou belos e intensos aromas de frutas (damasco, tangerina e maçã) e flores brancas (rosas, jasmim, flor de laranjeira e cravo).

No paladar revelou grande intenso frescor bem integrado ao dulçor; repetiu as notas olfativas de forma delicada e elegante. Final de boca longo e com a tangerina aparecendo no retrogosto.
 



O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:10,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 350,00
Temperatura de serviço: 10°



 
Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
 
Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 6 meses.

Aroma complexo pedra amarela mostrando frutas como um pêssegos e damascos, limão, lavanda,
dica de smoky minerais e elegante picante no fundo.
O paladar é concentrado e tocas com apetitosos acidez e um final longo,
ótimo acabamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada profunda e intensa.

No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas minerais aparecendo no início, seguido de aromomas de nectarina, damasco, limão, toque floral (lavanda), de especiarias, de fumaça e de petróleo.

No paladar apresentou boa concentração e apetitosa acidez, fazendo a boca salivar desde o primeiro gole. Final de boca longo e equilibrado com repetição do mineral, do defumado e do derivado de petróleo confirmando o olfato.
 
O vinho tem um aroma incrível e seu sabor parece não terminar nunca.
 

O Rótulo

Vinho: Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação: 12,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 530,00
Temperatura de serviço: 10°
 
Os vinhos são vinificadas em uma diversidade de estilos, que vão do seco à doce, e mesmo com sua baixa teor de álcool, eles são ricos em sabor, elegância e aromas, pena que não são para todos os bolsos, inclusive o meu.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Você já harmonizou vinho com coxinha?

Sabe aqueles rótulos sobre o vinho:  de que é para quem tem dinheiro; apenas os que são profundos conhecedores é que estão aptos ao consumo; ou que a bebida tem que acompanhar apenas pratos elaborados ou sofisticados?
 
Apague isso da sua memória, o vinho é uma bebida igual a qualquer outra e para ser consumida basta apenas uma garrafa e uma taça. E para acompanhar, quase todas as comidas vão bem com vinho, então não se preocupe em demasia se o vinho que gostas vai acompanhar bem aquela comida caseira, pura e simples.
 
Outro dia mesmo liguei pra Fernanda e disse: coloca aquele Chenin Blanc da África do Sul para resfriar que passei vou passar em um bar e levar uma coxinhas crocantes com frango defumado. Pronto estava montada uma harmonização simples e saborosa para uma noite descontraída e descompromossida.
 
A coxinha é simplesmente deliciosa e ficou melhor ainda com o Neethlingshof Chinin Blanc, um vinho produzido na Região de Stellenbosch pela vinícola que leva o mesmo nome do vinho.
 
A Chenin Blanc é de origem francesa, mas é considerada a especialidade dos sul-africanos. É cultivada na África do Sul desde os tempos coloniais, e responde por cerca de 20% dos vinhedos do país, onde também é chamada de Steen.
 
O enólogo que trabalhou o vinho optou por não passá-lo em barricas de carvalho,  visando manter as características frutadas e o frescor típicos da casta.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha bem claro. No nariz aromas intensos e cheio de notas de frutas  tropicais tais como maçã, pêra, maracujá e tangerina, seguido de notas florais e toques de nozes e alguma lembrança mineral. Em boca um vinho leve, com boa acidez e a intensidade aromática aparecendo no retrogosto. Final de boca seco, refrescante e de média persistência. Leve e fácil de beber.


O Rótulo

Vinho: Neethlingshof
Tipo: Branco
Castas: Chenin Blanc
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Neethlingshof Wine Estate
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 8° - 10°

terça-feira, 7 de julho de 2015

Arboleda Chardonnay, o vinho que conquistou o Japão

No último WINEBAR o Daniel Perches bateu um papo descontraído com a Maria Eugenia Chadwick, embaixadora internacional da Viña Arboleda.
 
O primeiro vinho apresentado na degustação virtual, que conta com a participação de vários blogueiros e formadores de opinião, foi o Arboleda Chardonnay 2013, um vinho que recentemente conquistou o Japão, recebendo o prêmio de ‘Melhor Vinho para Sushi’ pela categoria Asian Food Sushi.
 
O rótulo foi avaliado por 340 especialistas deram o veredicto, liderados por Yumi Tanabe, reconhecido na indústria de vinho japonês. Os juízes enfatizaram a acidez e aroma de laranja misturado com notas sutis de frutas tropicais como manga e abacaxi, deixando a boca com mineralidade refrescante, principais características que o levaram à premiação.
 
As uvas que deram origem a Arboleda Chardonnay foram colhidas à mão logo no início da manhã, visando manter o frescor da fruta. Todas as uvas foram suavemente prensadas com os cachos inteiros e o suco foi integralmente fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas) a uma temperatura entre 14°C e 24°C. Em parte dos lotes foram inseridas leveduras selecionadas e outra parte (44%) foi fermentada em barricas, usando leveduras silvestres naturalmente presentes na pele das uvas. Passou por dez meses de envelhecimento “sur lie” – em suas borras – para aumentar a complexidade.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha com reflexos palha e brilhante. No nariz mostrou grande intensidade aromática, destacando-se as notas de frutas tropicais maduros: maracujá, abacaxi e atemoia, tudo muito integrado as notas elegantes provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca repetiu o nariz e apresentou boa estrutura e cremosidade, balanceados pela bela acidez e por notas minerais. Final de boca de boa persistência, refrescante e com notas de mel somando-se as demais notas no retrogosto.
 
Belo exemplar da casta Chardonnay: estruturado, elegante, refrescante e com uma incrível capacidade de sumir da taça.
 
Por aqui harmonizamos com culinária japonesa, sobretudo com peças contendo camarão e salmão como ingredientes principais e caiu super bem.
 
 
O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 13,5%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 8°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Um chardonnay argentino para celebrar o ChardDay

No último 21 de maio celebrou-se o dia da Chardonnay ou ChardDay como é conhecido nos Estados Unidos. Apesar da data não ser mundial não quis deixar de abrir um vinho desta casta, a qual é a rainha das uvas brncas.
 
E para brindar ao ChardDay eu e Fernanda degustamos o Norton Roble Chardonnay 2014, um vinho leve. porém untuoso, característica esta que foi conferida pela fermentação em barricas de carvalho de 30% do seu conteúdo.
 
Apesar de ser fundada em 1895, a Bodega Norton ficou mundialmente reconhecida somente nos anos 90. Hoje é um dos produtores argentinos mais reconhecidos mundialmente.
 
Visualmente o vinho apresentou cor amarelo palha e lagrimas finas e lentas. No nariz mostrou-se fresco e rico em aromas de frutas como maçã e pêssego, seguido de notas de amêndoas, interessante amanteigado e delicado tostado . Em boca um vinho de boa estrutura e equilíbrio, untuoso e com acidez correta. Final de boca de boa persistência com a fruta e o amanteigado aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com queijo emmental, mas ia bem como aperetivo como também para acompanhar um peixe ou uma massa com molho branco.

O Rótulo

Vinho: Norton Roble
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2014
País: Argentina
Região: Lujan de Cuyo
Produtor: Bodegas Norton
Graduação:  13,1%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 8° - 10°

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Rapariga da Quinta Branco 2012

Um outro dia eu, Fernanda e duas amigas (Jaci e Marcela) fomos ao aconchegante Taberna Portuguesa, um restaurante tipicamente português não só nos pratos, como também na decoração, música ambiente e toda uma carta de vinhos exclusivamente portugueses.
Apesar de não ser nenhum crítico gastronômico não posso deixar de tecer alguns comentários sobre o estabelecimento, pois apesar do ambiente agradável algumas coisas deixam a desejar:
  • Os donos e garçons são muito simpáticos e solícitos, mas um bom atendimento vai além disto. Permitam-me por os pontos nos "is": chegamos ao restaurante e fomos bem recebidos e nos foi apresentada uma pequena carta de vinhos como pouco mais de 10 opções de rótulos, mas na saída dei de cara com a adega do local e deparei-me com inúmeros rótulos que não estavam na carta de vinhos, foi aí que um dos funcionários nos falou que há duas cartas, uma completa e uma contendo os que mais são pedidos. Hein? Como assim? Uma falha grave, não é porque esse ou aquele produto sai mais ou menos que os clientes devem ser privados de escolher dentre todos os disponíveis. Lamentável e desrespeitosa essa atitude do estabelecimento, seja qual for a razão.
  • E uma segunda falha é forma como os vinhos são armazenados, boa parte deles em pé e no chão. A adega, se é que podemos chamá-la assim é aberta, sem climatização alguma. Não é chatice de quem conhece um pouco, mas se você se propõe a vender um produto que requer algum cuidado para sua preservação, não custa nada fazer isso bem feito.
 
 
Bom, mas deixando as falhas no serviço de lado vamos ao vinho que consumimos e foi selecionando na carta que contém os rótulos mais apreciados no restaurante. As opções não eram muitas e alguns desconhecidos e outros conhecidos e que não eram do agrado, então optei por um vinho simples, com um bom custo versus benefício e que você compra sem medo: o Rapariga da Quinta Branco, do competente Luis Duarte.

O vinho é um lote (corte) de Antão Vaz - uma das principais castas brancas de Portugal - vastamente plantadas no Alentejo, que dá origem a vinhos estruturados e encorpados e a Verdelho, casta rica em acidez e aromas, vastamente utilizada na produção de vinhos Madeira.

Visualmente o vinho apresentou cor amarelo claro com reflexos verde palha. No nariz aromas de frutas cítricas e brancas, notas florais e leve toque mineral. Em boca um vinho estruturando, com acidez refrescante e final de boca de boa persistência com a fruta aparecendo no retrogosto.

Um vinho tranquilo e fácil de beber que acompanhou super bem bolinhos de bacalhau e um belo bacalhau de natas em uma noite super agradável e descontraída.

O Rótulo

Vinho: Rapariga da Quinta
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz e Verdelho
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Duarte Vinhos
Enólogo Luis Duarte
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 55,00 (Na TP)
Temperatura de serviço: 8°

terça-feira, 5 de maio de 2015

A regularidade do Salton Prosecco #winebar #salton

O vinho nacional tem evoluído bastante e o que já era bom vem mantendo e/ou melhorando a qualidade, mostrando regularidade no processo de vinificação, o que é o caso do Salton Prosecco Brut, que figurou aqui no blog como o centéssimo vinho comentado lá em 2013: relembre e hoje está volta depois de mais de 300 vinhos comentados por aqui.
 
O vinho foi degustado no Winebar com lançamentos da Salton transmitido diretamente da bela sede da da Vinícola situada no não menos belo Vale do Rio das Antas, com a participação do Lucindo Copat, enólogo chefe da empresa.
 
O Salton Prosecco  Brut é  elaborado 100% com a uva Prosecco, o vinho é fermentado a 17ºC com leveduras selecionadas durante 1 mês. A segunda fermentação ocorre pelo método Charmat (autoclaves) durante aproximadamente 1 mês e meio, a uma temperatura de 12ºC.
 
Visualmente apresentou cor amarelo esverdeada bem clara e brilhante, boa formação de espuma e perlage fina e em boa quantidade. Um nariz intenso e rico em aromas frutado e floral, acompanhado de decisioasas notas de pão tostado. No palato um espumante jovem, leve, fresco e de boa acidez. Final de boca de média intensidade com o floral e pão torrado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho bem feito, fácil de beber, delicado e suave. Vai bem como aperitivo mas também acompanha bem peixes, canapés e sopas de legumes. Vale muito a compra e não deixa nada a deseja quando comparado com os Prosecco italianos.

O Rótulo

Vinho: Salton Prosecco Brut
Tipo: Espumante Branco
Casta: Glera (Prosecco)
Safra: 2015
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 11,5%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 6° - 8°

Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela vinícola Santon para degustação no Winebar.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Domanine Gachot-Monot Bourgogne Branco 2011 #cbe

O melhor mês do ano iniciando e com ele vem o nosso post com o vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês teve como tema: "Vamos de branco da Borgonha até 150 reais", escolhido pelo Silvestre Tavares do blog Vivendo a Vida.
 
Como usualmente não guardo vinhos brancos em casa saí a busca de um vinho dentro do tema e pra variar a tarefa não foi muito fácil, mas já na terceira loja encontrei o Domanine Gachot-Monot Bourgogne Branco 2011.
 
O rótulo é produzido pela Domaine Gachot-Monot, uma vinícola fundada em 1890 e está na família há 5 gerações. Atualmente, dois membros da família cultivam uma área total de 13,5 hectares, divididos em três municípios:
  • Corgoloin, onde se encontra a vinícola e as caves - Ali se cultivam 9 hectares, sendo 6 em “appellation” Village, e o restante em “appellation” regional Tinto ou Branco. Bourgogne, Aligoté e Crémant de Bourgogne. Uma nova area de 1,65 hectares em Côte  de Nuits Village entrou em produção 2011.
  • Comblancien, onde cultivam cerca de dois hectares em appellation Village e denominações regionais.
  • Nuits St-Georges, onde tem 0,6 hectare repartidos entre appelation Village e 1er Cru.
Visualmente o vinho mostrou cor amarelho claro com reflexos dourados e pouca formação de lágrimas. No nariz aromas aromas de pêsego, lichia, damasco e algumas notas minerais. Em boca um vinho leve e fresco, com final de boca de média intensidade.
 
Para harmonizar começamos com uma sopa de Camarão do Encanto Nordestino e fechamos com uma lagosta ao thermidor com arroz branco finalizado com manteiga de garrafa e amêndoa, preparado primorosamente por Fernanda. 


O Rótulo

Vinho: Domanine Gachot-Monot Bourgogne
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2011
País: França
Região: Borgonha
Produtor: Domanine Gachot-Monot
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 10°

terça-feira, 31 de março de 2015

Provei o melhor Torrontés da Argentina

“A criação de meus vinhos é a consagração de todos os meus esforços como enóloga. Poderia dizer que a Bodega é como um terceiro filho, um sonho que virou realidade”. Susana Balbo.
 
Quando você leu esta frase acima possivelmente teve um poco da dimensão do amor e dedicação que a Enóloga e proprietária da Domínio del Plata transmite a seus vinhos.
 
Sua experiência começou em Cafayate, Salta, logo após formar-se como enóloga em 1981, a cargo da Bodega Sucessión Michel Torino, onde especializou-se em Torrontés.
 
A Torrontés é uma casta branca Argentina fruto do cruzamento genético de duas variedades incorporadas durante o período colonial: uva Mission ou Criolla e moscatel de Alexandria, a primeira trasmitiu a Torrontés carga fenólica e a segunda grande carga aromática, sobretudo de flores brancas.
 
E foi esta casta tipicamente Argentina que deu a seu vinho Susana Balbo Signature Barrel Fermented o prêmio de melhor Torrontés da Argentina, um vinho que tive o prazer de degustar durante evento, em Recife,  para formadores de opinião com a própria Susana Balbo.
 
As parreiras que deram origem ao vinho foram levadas de Cafayate para Altamira, Valle de Uco, onde foram plantadas a 1050 metros de altitude. A colheita se deu de forma manual e o vinho foi vinificado a 6°, com maceração em prensa de baixa pressão por 6 horas, seguido de fermentação em barricas novas de carvalho francês e amadurecimento, por 3 meses, em barricas de carvalho.
 
O vinho visualmente apresentou cor amarelo palha bem claro e lágrimas finas e rápidas. No nariz complexo com aromas de flores brancas como jasmim, rosas e flor de laranjeira, notas cítricas (tangerina), damasco, mel, chocolate e leve toque de tostado. Em boca repetiu a complexidade olfativa e mostrou grande equilíbrio entre estrutura e acidez. Final de boca longo com notas de fruta, mel e tostado aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi harmonizado com camarões empanados.

O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Signature Barrel Fermented
Tipo: Branco
Castas: Torrontés
Safra: 2014
País: Argentina
Região: Altamira - Valle de Uco, Mendoza
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Cantu
Preço médio: R$ 132,00
Temperatura de serviço: 10° - 14°
Pontuações: 93pts Robert Parker e Descorchados

quarta-feira, 4 de março de 2015

Don Pascoal Reserve Viognier 2010 #cbe

Este mês trago o vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE com um atraso grande, o qual espero não voltar a cometer. O tema do mês coube ao Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, que sugeriu: "Um vinho varietal tinto ou branco do Uruguai qualquer, menos tannat".
 
Aqui em casa degustamos menos vinhos do Uruguai que gostaríamos, mas sempre que abrimos um exemplar dos nossos vizinhos menos aclamados sempre ficamos satisfeitos e de lá já provamos gratas surpresas, como o Gimenez Mendez Alta Reserva Pinot Noir, degustado para a CBE em abril de 2012.
 
Para o tema deste mês minha escolha foi o Don Pascoal Reserve Viognier 2010. Alguns irão até estranhar um vinho branco com quase 5 anos e perguntar-me, ainda está bom? A resposta é sim, pois a Viognier está entre as poucas uvas brancas com potencial para evoluir com saúde ao longo dos anos.
 
A Viognier desenvolve-se com excelência em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu, Rhône norte, França. Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada; é excelente companheira para muitos pratos condimentados.. Esta untuosidade deve-se ao álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais.
 
Na Austrália, a exemplo do Rhône, utiliza-se muito esta casta para “resfriar” o Syrah, isto é, torná-lo menos alcoólico e pesado.
 
O Don Pascoal Reserve é produzido pela Establecimiento Junicó, de propriedade da Familia Deicas e que está situada na Região de Canelones, próxima a cidade portuária de Montevidéu, capital do Uruguai e é considerada uma das mais importantes vinícolas do país.
 
Chega de conversa e vamos ao vinho!
 
Visualmente mostrou cor amarelo dourada, mostrando sinais de evolução e lágrimas grossas e lentas. No nariz aromas de abacaxi, notas florais, damasco, mel e leve e delicado tostado proveniente da sua fermentação em barricas de carvalho de primeiro uso. Em boca mostrou elegante untuosidade, acidez correta, repetição das notas olfativas e um final de boa de boca intensidade. Vinho de grande equilíbrio e excelente custo versus benefício.
 
Eu e Fernanda degustamos o vinho em um fim de noite e harmonizamos com uma lasanha de frango com brócolis e bolinhos de bacalhau.


O Rótulo

Vinho: Don Pascoal Reserve
Tipo: Branco
Castas: Viognier
Safra: 2010
País: Uruguai
Região:  Canelones
Produtor: Familia Deicas, Establecimiento Juanicó
Graduação: 13%
Onde foi comprada em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 8°