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domingo, 25 de março de 2018

O irretocável Torcicoda Primitivo 2015

Não sou fã de vinhos com a uva Primitivo, talvez porque as minhas experiências com exemplares com esta casta tenham sido decepcionantes, mas uma coisa é certa: provei o Torcicoda Primitivo 2015 e fiquei apaixonado pelo vinho, simplesmente primoroso.
 
O vinho é produzido pela Tenuta Tormaresca, que faz parte do famoso grupo Marchese Antinori, das maiores grifes do vinho italiano, em uma zona denominada Salento (literalmente o salto da mota no mapa da Itália), uma das denominações de origem da uva Primitivo na Puglia.
 
O Torcicoda é um 100% primitivo, que teve 10 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês e húngaro e mais 8 meses em garrafa.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso, brilhante, com reflexos violáceos e intensa formação de lágrimas.
 
No nariz o vinho mostrou aromas intensos, marcado por notas de frutas vermelhas, acompanhadas de notas de especiarias, baunilha e elegante tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos potentes, porém redondos e em bom equilíbrio  a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou final de boca com boa persistência e as notas da fruta e do tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho elegante, potente, redondo, enfim: irretocável!
 

O Rótulo

Vinho: Torcicoda
Tipo: Tinto
Castas: Primitivo
Safra: 2015
País: Itália
Região: Salento - Puglia
Produtor: Tenuta Tormaresca
Graduação: 14%
Onde comprar: Winebrands
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 12.01.2018

terça-feira, 21 de junho de 2016

Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella 2012

Poder provar alguns vinhos que dificilmente beberíamos é um privilégio e uma satisfação e isso me é possível quando participo de feiras e eventos promocionais e graças a um desses pude degustar, por duas vezes um dos mais célebres e clássicos vinhos italianos e do mundo: o Amarone, produzido na região do Vêneto.
 
Antes de falar sobre minhas impressões sobre o vinho permitam-me discorrer algumas linhas sobe o Amarone.
 
O Vêneto é a região italiana que mais produz vinhos. No nordeste do país e com capital na bela Verona, os 75 mil hectares de vinhedos cultivados geram ao ano nada menos do que 850 milhões de litros, número equivalente a três vezes o total da produção brasileira.
 
Alguns vinhos são bastante populares por lá, como o Prosecco, o Soave, o Bardolino e o Valpolicella. O grande vinho vêneto, também considerado um dos maiores da Itália, porém, é outro. Chama-se Amarone della Valpolicella, ou, para que não seja confundido com o primo mais humilde, apenas Amarone. A confusão se dá não apenas pelo nome, pois geograficamente a zona de produção do Valpolicella é exatamente a mesma do Amarone.
 
Trata-se de um conjunto de suaves colinas ao norte de Verona, entre as cidades de Grezzana e Sant'Ambrogio di Valpolicella. As uvas também são as mesmas e pela legislação italiana devem ser: 40% a 70% de Corvina, 20% a 40% de Rondinella, 5% a 25% de Molinara. A primeira dá cor, caráter e maciez; a segunda contribui com a estrutura, e a terceira com a acidez e um delicado toque amargo.

O Amarone é bastante concentrado e seu teor alcoólico é elevado - nunca menor do que 14%, e pode chegar aos 17%. Além disso o vinho é "turbinado" por um procedimento conhecido como apassimento. A técnica consiste em deixar as uvas em caixas ou esteiras de quatro a cinco meses, em vez de serem esmagadas e fermentadas após a colheita. Durante este período, os frutos perdem cerca de 35% de seu peso - tornado o vinho, automaticamente, mais caro - e se tornam mais concentrados em perfumes, elementos gustativos e açúcares. As uvas adquirem um caráter resinoso não observado nas fermentações convencionais , e se convertem em um vinho de elevado teor alcoólico.
 
Um outro fator pode afetar a bebida. Eventualmente, em anos mais úmidos, alguns cachos são atacados pelo fungo Botrytis cinerea, também conhecido como "podridão nobre". Esse ataque é sempre bem-vindo pois imprime mais maciez, complexidade e intensidade aromática ao vinho.
 
Em janeiro ou fevereiro, a fermentação finalmente acontece, com longa maceração (contato do suco com as cascas da uva). O vinho é amadurecido, por lei, em barris de carvalho durante um período mínimo de 25 meses. O barril tradicionalmente utilizado é de tamanho grande (cinco mil litros), e de madeira usada. Alguns produtores já começam a usar recipientes menores de madeira nova, imprimindo aos seus produtos um estilo mais moderno. Esse estágio em madeira pode chegar a 48 meses. Antes de chegar ao mercado, o vinho descansa em garrafa por um ano. Este tempo em barricas confere a todos os Amarones um típico toque de oxidação.
 
Na taça mostrou cor rubi com reflexos sutilmente alaranjados. Intensa formação de finas e rápidas lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos sendo possível perceber notas de cereja, ameixa, framboesa, violetas, passas, folhas e frutos secos, especiarias, café, menta e tostado.
 
Em boca um vinho com taninos redondos e macios, acompanhados de boa acidez e álcool a 15,5% sem incomodar, mostrando excelente equilíbrio. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo, elegante e complexo, com as notas de frutos secos e passas aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella
Tipo: Tinto
Castas: Corvina Veronese 65%, Molinara 18% e Rondinella 17%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Vêneto
Produtor: Giacomo Montresor
Graduação: 15,5%
Onde comprar / Importador: Banca do Ramon / Cantu
Preço Médio: R$ 400,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 14.04.2016

sábado, 30 de abril de 2016

Ilpasso Nerello Mascalese-Nero D´Avola 2012

Comprar vinhos sem nenhuma indicação só pela ficha técnica é na maioria das vezes um tiro no escuro, mas no caso do Ilpasso Nero D´Avola 2012, o tiro foi certeiro.
 
Trata-se de um vinho produzido pela Vigneti Zabu na D.O. Sambuca di Sicilia com os melhores cachos de  Nero D'Avola e de Nerello Mascalese.
 
Quando as uvas atingem a maturidade os cachos são cortados 10 cm antes das uvas, em seguida elas passam por um processo de secagem natural. Quando é obtida uma redução em peso de 15-20%, as uvas são então colhidas e é realizada a prensagem e a fermentação. Depois de uma longa maceração, o vinho é decantado em barris onde ele descansa por cerca de 6 meses.
 
Na taça mostrou cor rubi escura, brilhante e intensa. Presença de lágrimas translúcidas, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas, seguido de notas de rosas vermelhas, toque de especiarias e tostado.
 
Em boca mostrou corpo médio com taninos redondos em equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca equilibrado e de boa persistência com repetição das fruta vermelha no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Ilpasso Nero D´Avola
Tipo: Tinto
Castas: Nerello e 85% e Nero D´Avola 15%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Silícia
Produtor: Vigneti Zabù
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: Wine in Pack / ?
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 19.11.2015

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2008

O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, região do Piemonte e sob DOCG ou "Denominação de Origem Controlada e Garantida". Ficou conhecido como o Rei dos Vinhos e o Vinho dos Reis. O nome Barolo está ligado à família Falletti, então Marqueses de Barolo, que iniciaram a produção dos vinhos na região.
 
O Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG é produzido pela família Rivetto, que iniciou sua produção de vinhos no ano de 1902 com uma vinícola familiar e artesanal no Piemonte. A tradição na produção artesanal e de baixo rendimento por planta e um método de condução de vinhedos baseado em princípios orgânicos se mantem até os dias atuais, o que os distingue das vinícolas de grande produção do Piemonte.
 
As vinhas que deream origem ao produto estão plantadas a uma altitude de 410 metros. O terreno é composto por argila e calcário, com grande presença de magnésio. A altitude e o solo proporcionam uma uva com boa acidez e um final de maturação.
 
Estagia por 30 meses em barricas de carvalho eslavono, seguido de mais 10 meses de afinamento em garrafa.
 
Na taça o vinho mostrou cor rubi granada e halo com nuances alaranjadas. Boa formação de lágrimas, finas e que tingiram as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos marcado composto por notas de frutas vermelhas, alcaçuz, terrosas, alcatrão, balsâmicas, tabaco e tostado.
 
Em boca mostrou-se encorpado com taninos finos, acidez viva e vibrande. Tríada tanino-acidez-álcool em perfeita harmonia. Repetição das notas olfativas. Final de boca persistente e com notas balsâmicas, minerais e provenientes da passagem por barricas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fino, harmônico e no ponto! Definitivamente Barolo é um dos grandes vinhos que devem passar pela taça do enófilo eo Rivetto é uma excelente opção.
 
O Rótulo
 
Vinho: Rivetto Barollo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Nebbiolo
Safra: 2008
País: Itália
Região: Piemonte
Produtor: Rivetto
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 455,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 WS
Degustado em: 14.04.2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave

A uva Cabernet Sauvignon está entre as minhas favoritas e sempre que encontro um varietal com esta casta, que foi produzido em um país que usualmente não faz vinhos exclusivamente com ela e vou lá e provo. Foi exatamente o que aconteceu com o Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave
 
O vinho possui um estilo bem diferente dos encontrados nos cabernet do novo mundo, a começar pelo teor de álcool, apenas 12,5% de álcool, abaixo do 13,5% - 14% e até 15%, usualmente encontrados nos exemplares do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos. Para produzir este rótulo a italiana Fantinel utiliza a técnica de apassimento, herdada pela família Fantinel dos antigos romanos.
 
O método de apassimento submete as uvas a um processo de secagem em suportes de madeira antes da fermentação, resultando em um tinto diferente e autêntico e normalmente com maior teor álcoolico, o que não é observado neste vinho.
 
Outro fato relacionado a produção Fantinel é que ele amadureceu por 6 meses em barricas de carvalho eslavo, usualmente utilizada no Piemonte, Toscana e Vêneto.
 
A madeira da Eslavônia é conhecida por ter fibras compactas e grãos apertados. Geralmente são barricas maiores, impactando menos sabores e taninos devido a menor superfície de contato em relação à quantidade de líquido.  Segundo Luca Speri, da Speri Viticoltori: “Com a barrica Eslava, a micro-oxigenação é mais demorada, e o vinho necessita de mais tempo para ficar pronto. Assim, vive mais na garrafa”. Além disso, as barricas podem ser usadas por mais tempo, até o terceiro ou quarto uso. Facilitando a rotatividade.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e boa formação de lágrimas.
 
No nariz mostrou grande intensidade de aromas de fruta madura, destacando-se  a fambroesa, mirtilo, amora e jabuticaba, seguido de notas sutis de tostado.
 
Em boca  apresentou corpo médio com taninos macios e redondos, em sintonia com a acidez e o álcool. Repetição da fruta e final de boca de média intensidade.
 
Harmonizamos com hamburguer de maminha e ficou show!
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Fantinel Friuli DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Santa Cristina Chianti DOCG Superiori 2012 #cbe

Chegamos ao vinho do último tema de 2015 da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o qual foi sugerido pelo confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco e o desafio foi que provássemos um vinho do país que mais nos impressionou esse ano.
 
Devo admitir que foi um tema bem desafiador, pois além de ter bebido uma menor quantidade de vinhos este ano, por "n" fatores, eu pude provar exemplares surpreendentes  de vários países, como por exemplo, do Líbano e do Marrocos, mas seria quase impossível encontrar um vinho desses países em um curto espaço de tempo.
 
O Brasil foi um dos países que mais passou pela minha taça e foram vários vinhos de excelente qualidade. Vinhos de qualidade inquestionável de países como Estados Unidos e França também estiveram por aqui, mas seriam injusto se não escolhese um vinho italiano, pois mesmo que não tenham sido muitos degustados eles foram IMPRESSIONANTES.
 
O vinho que escolhi vem de uma das regiões mais famosas e é um dos mais tradicionais do país da bota, trata-se do Chianti Santa Cristina, produzido por uma das mais tradicionais vinícolas italianas, a Antinori.

Vinhos que ostentem a DOCG Chianti, como é o caso do Santa Cristina, com referência às sub-regiões podem ainda ser denominados “Superiore”. São feitos com uvas provindas de Chianti, mas seguindo padrões de qualidade superior, tal qual Chianti Classico. Sua concentração de sabores é maior, assim como sua graduação alcoólica (mínimo 12%), e estagiam por nove meses, sendo três deles em garrafa, antes de serem comercializados.

O Santa Cristina Chianti foi criado inicialmente para atender a demanda do mercado norte americano por um Chianti simples com excelente relação qualidade-valor, o Santa Cristina Chianti Superiore acabou conquistando muitos outros mercados, inclusive o Brasil.

Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e com reflexos violáceos sutis. Lágrimas finas, lentas e em boa quantidade.

No nariz um vinho de aromas intensos marcado pela presença da fruta vermelha, violeta, pimenta seca, especiarias doces, tabaco e leve toque de tostado.

Em boca mostrou corpo médio com taninos macios, acidez viva e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas. Final de boca volumoso, suculento e de boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda e o amigo Juberlan. Harmonizamos com filé a Parmegiana e espaguete.

O Rótulo

Vinho: Santa Cristina Chianti Superiori DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese 95% e Merlot 5%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Antinori
Graduação: 13%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O fácil e descomplicado Tenuta La Meridiana Barbera D´Asti DOCG Vitis 2011

A seleção do Pack Clube de novembro foi composta por dois tintos italianos e hoje irei falar sobre o Tenuta La Meridiana Barbera D´Asti DOCG Vitis, tinto produzido com a tradicional casta da região italiana de Piemonte, que é utilizada na fabricação dos vinhos como o Barbera d’Alba e Barbera d’Asti.
 
Durante décadas a Barbera foi usada para produzir vinhos grosseiros, sem nenhuma sofisticação. A partir da década de 80 o cultivo e tratamento da uva passou a receber maiores cuidados, o que revelou seu potencial para produzir vinhos de alta qualidade.
 
Desde então, passaram a cultivá-la em terrenos melhores e perceberam que o vinho produzido apresentava o sabor de frutas vermelhas. Isso mostra que mesmo as variedades reconhecidas como menos nobres, podem se revelar importantes se forem tratadas adequadamente.
 
O vinho é produzido pela Tenuta La Meridiana, a partir de castas proveninetes de vinhedos localizados nas Colinas de Monferrato, considerado um dos Melhores Terroirs para plantio da Clássica uva Barbera.
 
Na taça apresentou cor rubi clara com reflexos alaranjados e média formação de lágrimas.
 
No nariz mostrou aromas adocicados com destaque para fruta vermelha madura, baunilha e sutil nota de tostado.
 
Em boca um vinho de corpo leve - médio, com taninos finos e adocicados, acidez mediana e repetição da fruta vermelha madura. Final de boca adocicado e de média persistência.
 
Trata-se de um vinho meio seco. No conjunto mostrou-se leve, fácil e descomplicado. Não é meu estilo de vinho, mas com certeza vai agradar muitos, sobretudo os iniciantes no mundo do vinho e os que preferem vinhos com pouca carga tânica.
 
Tentamos harmonização com uma pizza de lombo canadense com catupiri, mas a pizza ficou acima.
 
O Rótulo

Vinho: Tenuta La Meridiana D´Asti DOCG Vitis
Tipo: Tinto
Castas: Barbera
Safra: 2011
País: Itália
Região: Montegrosso D´Asti, Piemonte
Produtor: Tenuta La Meridiana
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 16°

Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Santa Cristina Chianti DOCG Superiori. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Casanova di Neri Ir Rosso DOC 2013 #winebar

Em agosto participei de uma excelente edição do WINEBAR, na qual o Daniel Perches conversou com nada mais nada menos que Giacomo di Neri, proprietário da Vinícola Casanova di Neri, uma dos mais aclamados produtores da região de Montalcino, que tem seus vinhos importados com exclusividade pela Expand.
 
A vinícola Casanova di Neri foi fundada em 1971 por Giovanni Neri, com a compra de uma grande propriedade em Montalcino na Toscana. Hoje, sob o comando de Giacomo Neri, a vinícola possui mais de 55 hectares, subdivididos em 5 regiões: Pietradonice no sudeste de Montalcino, Le Cetine ao sul, Cerretalto e Fiesole ao leste e Podernuovo que ocupa a posição mais alta.
 
A região da Toscana é uma das mais aclamadas no mundo do vinho e é famosa pelos Brunellos di Montalcino, mas a região produz outros vinhos de excelente qualidade e menor custo, como é o caso do Rosso.
 
O mítico Brunello – sonho de consumo de muitos – é feito com um clone especial da sangiovese, vem de pequenas áreas demarcadas e garantidas (não mais do que 6.600 garrafas por hectare) e envelhece pelo menos 5 anos após a colheita, sendo dois em barris e 4 meses afinando na garrafa antes de ser liberado ao mercado.
 
Rosso em italiano significa vermelho e Brunello na cidade de Montalcino significa escuro. Portanto, a sangiovese leva o nome local de brunello em Montalcino. No caso dos Rossos a sangiovese usualmente produz um vinho alegre e jovem, para se tomar novo.
 
O Casanova di Neri Ir Rosso DOC foi elaborado pela primeira vez em 2006 e trata-se do vinho mais simples da vinícola. O mesmo é produzido com uvas que são colhidas manualmente e que são vinificadas em tanques de aço inox sob temperatura controlada durante 18 dias para o Sangiovese e 9 dias para o Colorino. Em seguida o vinho descansa por 24 meses em barricas de carvalho e 6 meses em garrafa para o afinamento das notas aromáticas e gustativas.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi de média intensidade, brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz trouxe aromas intensos e complexos com destaque para notas de frutas vermelhas, violetas, folhas secas, terra molhada, chocolate, coco queimado e cedro, tudo bem equilibrado e integrado, não deixando nenhuma pista de que passou por 24 de barrica.
 
Na boca o vinho mostrou taninos redondos, macios e levemente adocicados em boa harmonia com a boa acidez, típica da casta e os 13,5% de álcool. Repetição das notas olfativas que passearam deliciosamente pela boca. Final de boca seco e de maravilhosa persistência marcado por notas de café torrado, terrosas e de madeira aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicioso, um dos melhores exemplares do país da bota que já provei e que me deixou extremamente curioso quanto aos Brunellos deste produtor, uma vez que este é o vinho mais simples dele.
 
Por aqui harmonizamos um filé mignon guarnecido de um delicioso penne com mix de queijos... o par ficou perfeito, de lamber os beiços.

O Rótulo

Vinho: Casanova di Neri Ir Rosso
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese e Corolino
Safra: 2013
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Casanova di Neri
Graduação: 14%
Enólogo: Giacomo Neri
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 180,00
Temperatura de serviço: 18°

Notas:

1. O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos Casanova di Neri.

2. Para assistir o vídeo completo da degustação basta clicar aqui.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Nem só de brancos vive a Friuli

Mundialmente afamada por seus brancos, a Friuli é considerado um verdadeiro berço de qualidade desse estilo de vinho. Localizada no extremo nordeste da Itália, Friuli-Venezia Giulia – conhecida como Friuli – faz fronteira com a Eslovênia e a Áustria e é banhada pelo mar Adriático, que cerca a sua capital, Trieste.
 
Mas os tintos também não ficam atrás e nos últimos anos têm alcançado reconhecimento e premiações dentro e fora da Itália. Uma prova disto é o Fantinel Merlot, um exemplar produzido na DOC Grave, maior Denominação de Origem de Friuli.
 
A região que possui um solo composto por cascalho, semelhante aos famosos Graves de Bordeaux. Este tipo de solo, além de refletir luz e calor durante o dia para as uvas contribuindo para um melhor amadurecimento, também obriga as raízes das videiras a se aprofundarem em busca de nutrientes e água.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas típicos da variedade com intensas notas fruta negra madura (ameixa e jabuticaba), especiarias, tabaco, chocolate e tostado. Em boca mostrou-se maduro e com bom corpo, taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de boa persistência e com repetição da fruta e das notas provenientes da passagem por barricas de carvalho.
 
Vinho redondo e fácil de beber. Acompanhou bem uma pizza de calabresa.

O Rótulo

Vinho: Fantinel Selezione di Famiglia DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Prosecco Costazzurra Brut

Eu e Fernanda tivemos um encontro entre amigos há alguns dias e degustamos alguns diferentes rótulos e destacarei alguns por aqui e o primeiro deles é o Prosecco Costazzurra Brut.
 
Prosecco é o típico espumante da região italiana do Vêneto rico em frescor e elegância. Destacam-se dentro do centro produtor de Prosecco no Vêneto a regiões de Conegliano e Valdobbiadene, no norte da Itália. Nessa região, 15 comunas, situadas na Província de Treviso, são os pólos de destaque na produção desse tipo de espumante. Em Conegliano, está instalada a Ca'Vendrami, responsável pela produção deste Prosecco Costazzurra Brut.
 
Conegliano se caracteriza por solos de origem sedimentar, calcária e argilosa nas colinas, e argiloso de média consistência ou também rochoso, nas planícies. É um local também de temperatura fria, sobretudo à noite, por ser uma região de terreno elevado. A boa insolação possibilita o amadurecimento das uvas de forma correta, nos prazos adequados.
 
O Costazzurra Brut é produzido pelo método Charmat, com segunda fermentação em autoclaves. Para ser qualificado como Brut, o exemplar conta com uma quantidade de açúcar residual, na sua composição, inferior a 15 gramas por litro, tornando-se moderadamente seco.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com boa formação de espuma e perlage fina e de boa persistência. No nariz aromas de frutas brancas (maçã verde e pêra) e flores brancas. Em boca um espumante de boa estrutura e boa cidez, o que lhe confrere grande frescor. Final de boca de média intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Esse vai muito bem com aperetivos e é mais uma boa opção para as festas de fim de ano e para nos ajudar a aplacar o calor.
 
Um fato interessante deste prosseco é sua imagem visual similar a usada no famoso champagne Veuve Clicquot... Garanto que uma olhadela rápida irá confundir muitos...


O Rótulo

Vinho: Costazzurra Brut
Tipo: Espumante
Castas: Prosecco
Safra: Não safrado
País: Itália
Região: Veneto
Produtor: Ca'Vendrami
Graduação: 11%
Onde comprar em Recife: Bar Chef
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 8º

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Ruffino Chianti DOCG 2012, meu 35° vinho para a #cbe

E como  de costume o primeiro dia do último mês do ano não poderia começar de outra forma senão com o vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. A sugestão do tema do mês veio do Jorge Alonso, do blog Contando Vinhos: "Um Chianti, valendo Classico, Riserva e qualquer sub região e sem limite de preço".
 
Para que não conhece o Chianti é um vinho tinto italiano, produzido na Região da Toscana e tendo como casta principal a Sangiovese. O Chianti de hoje é um vinho reconhecido com o status de DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) e tem regulamentos mais rígidos para sua produção que no passado.

O grande problema é que somente a palavra Chianti diz pouca coisa sobre o vinho. Ela identifica que é tinto, seco, produzido na Itália, na região da Toscana, em algum lugar de uma vasta área, que se estende de Pisa até Arezzo e Siena.
 
Para melhor compreender a tipologia do Chianti, é necessário prestar atenção ao nome completo do vinho. Ele pode ser simplesmente Chianti ou: Chianti Colli Aretini, Chianti Colli Fiorentini, Chianti Colli Senesi, Chianti Colline Pisane, Chianti Montalbano, Chianti Rufina, Chianti Montispertoli e Chianti Classico. E cada um desses vinhos tem características distintas.

Além disso, o Chianti pode ser “Riserva”, indicando que passou por um período de envelhecimento de no mínimo de 2 anos, antes de ser comercializado, e “Superiore”, com uma graduação alcoólica maior que a versão normal.

O vinho que escolhi foi o Ruffino Chianti, um dos mais antigos e tradicionais rótulos deste tipo. Trata-se do primeiro vinho produzido pela vinícola de mesmo nome, com tradição de mais de um século e que, até hoje ocupa um lugar especial no coração da Vinícola.
 
Para se ter uma pequena ideia de qual tradicional é este vinho ele foi o único Chianti exportado antes da Primeira Guerra Mundial e durante a Lei Seca nos EUA, garrafas deste rótulo eram vendidas em farmácias como remédio anti estresse.
 
E seguindo a tradição do vinho, para a harmonização, Fernanda nos preparou algumas pizzas caseiras, desde a tradicional massa italiana até o delicioso molho de tomates... Não precisa nem dizer que as pizzas ficaram maravilhosas e que, ainda mais perfeitas com o Chianti.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor rubi clara e brilhante com boa transparência e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas ricos em fruta vermelha e negra frescas, seguido de aromas florais, pimenta e tabaco. Em boca um vinho de corpo médio, com taninos maduros, boa acidez e repetição das notas olfativas. Final de boca de boa intensidade com a fruta, a pimenta e o tabaco aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo

Vinho: Ruffino Chianti
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese, Canaiolo e Colorino
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Ruffino
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 29 de novembro de 2014

Fantinel Brut Rosé, uma boa companhia para o maior temaki do Recife

Não nego que os tintos são minha preferência, mas com o calor que tem feito eu queria que espumantes e vinhos bracos leves e frescos saíssem na torneira do filtro, já pensou: uma torneira de espumante, uma de espumante rosé e outra com vinhos brancos? Um sonho!
 
E foi para aplacar o calor e acompanhar o maior temaki de Recife: o Big Tower da Towerconi Temakeria, na tórrida noite de nove de novembro, que eu e Fernanda abrimos o Fantinel Brut Rosé, um típico espumante rosé da região de Friuli.
 
Friuli, Venezia Giulia ou Giulia é a região no extremo nordeste da Itália, fronteira com a Eslovênia e Áustria, cuja capital é Trieste  e está debruçada no Adriático. É uma das Tre Venezie junto com o vizinho Trento e Veneza. No final do século XIX os inovadores friulianos começaram a replantar os vinhedos da região com varietais estrangeiras de alta qualidade, como a Merlot e a Chardonnay, iniciativa fundamental para o aprimoramento dos vinhos de Friuli.
 
A Vinícola Fantinel foi fundada em 1969 por Paron Mario Fantinel, um hoteleiro e dono de restaurante em Ravascletto. Sua intenção original era produzir vinhos de alta qualidade para oferecer aos seus clientes. Atualmente a Fantinel produz anualmente 4.000.000 garrafas de muita personalidade, presentes em mais de 60 países ao redor do mundo.
 
Visualmente o Fantinel apresentou uma cor salmão clara, lembrando a casca da cebola, boa formação de espuma e perlage fina, delicada e persistente. No nariz aromas intensos de frutas vermelhas e sutis e elegantes notas de levedura e pão. Em boca um espumante cremoso e refrescante. Um belo exemplo de vinho que evapora da garrafa: você abre vai bebendo e ele some rapidinho.
 
O Big Tower é um temaki de 0,5Kg composto por arroz, cream cheese e camarão empanado envolto por uma pela e grossa lamina de salmão maçaricado finalizado com cebolinha e esse peso pesado acompanhou divinamente o espumante.


O Rótulo

Vinho: Fantinel Brut
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Pinot Noir 87% e Chardonnay 13%
Safra: Não Safrado
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 52,00 (R$ 39,00 para sócios)
Temperatura de serviço: 8º

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mama mia che Sangiovese #winebar #buenowines

Você sabia que Galvão Bueno produz vinhos? Pois bem ele produz não só vinhos, mas bons vinhos aqui no Brasil, na Região da Campanha Gaúcha e na Itália na Região da Toscana.
 
E foram dois de seus vinhos os personagens do último WINEBAR: o Bueno La Valletta Sangiovese 2011 e o Paralelo 31 2011. Para falar sobre os vinhos o Daniel Perches e o Alexandre Frias conversaram com o Winemaker  Roberto Cipresso.
 
O Cipresso é um enólogo italiano de larga experiência e que coleciona alguns bons títulos como o de "Melhor Enólogo Italiano", em 2006 e o de "Homem do Ano", pela revista Men´s Health, em 2008. Além disso, ele produziu o Cuvée feito especialmente para o Papa João Paulo II, em 2000.
 
Neste post falaremos sobre o Bueno La Valletta Sangiovese, nosso preferido dentre os dois. Produzido em Lorenzana no coração do Chianti - Toscana, vinificado em Montalcino por Roberto Cipresso e com maturação de 14 meses em barricas de segundo uso de carvalho francês. Além disso ainda passa mais 6 meses em garrafa antes de ir ao mercado.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e uma enorme chuva de lágrimas finas, translúcidas e rápidas, mostrando sua jovialidade, corpo e álcool. No nariz mostrou boa complexidade com um ataque inicial rico em aromas de frutas vermelhas, seguido de notas florais, herbáceas, pimenta, café torrado e elegante aromas tostados. Em boca mostrou-se um vinho encorpado, com taninos potentes, mas de excelente qualidade e elevada acidez, fazendo a boca salivar e pedir uma harmonização. Álcool a 14% só no rótulo, tamanho seu equilíbrio com taninos e acidez. Final de boca longo com retrogosto confirmando toda a complexidade aromática.
 
Vinho de excelente qualidade e equilíbrio, mas com um único defeito: o preço. Porém, vale o investimento e ainda mais se você tiver paciência de guardar por alguns anos, os quais farão muito bem a este exemplar da Toscana.
 
Por aqui harmonizamos com uma fraldinha recheada com queijo gouda rembrandt e gorgonzola preparada por Fernanda; um par perfeito para o vinho. 

O Rótulo

Vinho: Bueno La Valletta
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Bueno Wines - Poggio al Sole
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 175,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC #cbe

Mês novo começando e junto com ele o nosso post especial para a Confraria Brasileira de Enoblogs, a primeira e única confraria virtual do Brasil. O tema do mês foi: "Valpolicella", do clássico ao ripasso, amarone, recioto...", escolhido pelo Alexandre Takei do blog Notas Etílicas.

Os vinhos do tema são produzido na região do Vêneto, que está situada no Nordeste da Itália, juntamente com o Trentino-Alto-Adige e a Friuli-Venezia-Giulia. Os vinhos mais famosos do Veneto são os tintos Valpolicella, Amarone della Valpolicella, Recioto della Valpolicella e Bardolino, o branco suave e o espumante Prosecco.

A minha escolha foi o Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC, uma das poucas opções disponíveis nas lojas onde fui garimpar o rótulo.

O Valpolicella é um tinto seco leve elaborado com as uvas Corvina Veronese, Rondinella e Molinara (a primeira dá cor, caráter e maciez; a segunda contribui com a estrutura, e a terceira com a acidez e um delicado toque amargo) com no mínimo 11% de álcool e deve ser bebido jovem. Os Valpolicella denominados Clássico são provenientes de vinhedos da região mais conceituada e históricamente original. Os que possuem a denominação Superiore têm mais estrutura, maior teor alcoólico (12%) e envelhecem dois anos na vinícola antes de serem comercializados.

Visualmente o vinho apresentou uma cor rubi bem clara, alaranjada (âmbar) e lágrimas finas translúcidas e lentas. No nariz aromas de fruta vermelha, amêndoas, notas de especiarias, toque balsâmico e discreto tostado. Em boca mostrou bom corpo, taninos macios e excelente acidez. Final de boca de boa intensidade e com a repetição das notas olfativas e a fruta e especiaria aparecendo no retrogosto.

Eu e Fernanda degustamos esse belo exemplar italiano no último dia 30 e para acompanhar Fernanda nos preparou um delicioso talharim com molho de tomate caseiro e filé mignon com molho de iogurte. Vinho e prato foram elevados pelo conjunto, uma beleza de harmonização.

O Rótulo

Vinho: Villa Spinosa Valpolicella Clássico DOC
Tipo: Tinto
Castas: Corvina Veronese e Corvinone
Safra: 2009
País: Itália
Região: Vêneto
Produtor: Azienda Agrícola Villa Spinosa
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios e RM Express
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16º

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Luna del Cacciatore Sangiovese Di Toscana 2011

Até provar os vinhos italianos do meu primeiro ClubW, que também toram os primeiros da Confraria Avec le Vin, a minha experiência com rótulos tintos deste país não era das melhores, porém estes vieram para retirar da memória todas as experiências negativas prévias.
 
A exemplo do Il Costone, o Luna del Cacciatore também é um monocasta Sangiovese, sendo que este é produzido na região da Toscana, área central da Itália e cuja produção de vinhos é tão antiga quanto a ocupação humana. A região é famosa por seus Chiantis e Brunellos e é sinônimo prazer de viver, comer e beber bem.
 
O vinho é produzido pela Farroria Il Canneto em San Miniato-Pisa numa região montanhosana Alta Toscana e com 15 hectares de vinhedos de Sangiovese, Merlot e Colorino.
 
Produzido a partir de processos de vinificação tradicionais e com amadurecimento em barricas de carvalho francês e eslavo por 6 meses e posterior afinamento em tanques de aço inox por 4 meses e em garrafa por 2 meses.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi escura, brilhante e profunda, halo vermelho claro e com boa formação de lágrimas. No nariz rico em frutas vermelhas, pimenta, café e elegante tostado. Em boca repetiu as notas do olfato e mostrou taninos macios e boa acidez. Corpo médio com final de boca seco e com a fruta e tostado aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com um escondidinho safado: creme de macaxeira, charque desfiada e bolinho de macaxeira frita, também preparado por Fernanda.
 
Pra mim o melhor vinho (muito equilibrado) e a melhor harmonização do primeiro encontro de nossa confraria... Deixou um gostinho de quero mais... Ansioso por nosso próximo encontro com vinhos chilenos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Lina del Cacciatore Di Toscana
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Fattoria Il Canneto
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 53,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Il Costone Sangiovese Di Romagna Superiore 2011 #aveclevin

Chegamos ao segundo vinho degustado no primeiro encontro da Confraria Avec le Vin: o Il Costone Sangiovese Di Romagna 2011, um tinto da região da Emilia-Romagna.
 
O vinho é produzido pela Vinícola Braschi, fundada em 1949 e localizada na província Forli Casena. O líquido passa por maceração e fermentação à temperatura controlada e o envelhecimento é realizado em tonéis de carvalho por 12 meses, seguido por 6 meses em tanques de aço inox e mais 3 meses de garrafa.
 
O rótulo é um 100% sangiovese, casta tinta italiana, talvez a mais famosa e que é amplamente cultivada na região central da Itália, principalmente na Toscana, Úmbria e Lazio e é a principal casta do vinho Chianti. A sangiovese é uma casta que produz, via de regra, vinhos para serem consumidos jovens (3 anos) e que possuem como características cor rubi clara, elevada e agradável acidez e taninos leves.
 
E o Il Costone? Este é o puro reflexo de um varietal sangiovese.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi clara e brilhante, com halo vermelho translúcido e lágrimas densas. No nariz boa intensidade aromática, com notas de frutas vermelhas (cereja e morango), florais e de especiarias e nuances de madeira. Em boca repetiu as notas olfativas e um leve toque balsâmico; mostrou taninos finos, boa acidez e álcool na medida. Vinho de corpo médio e com final de boca agradável e de leve frescor, com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com bruschettas de pão italiano com tomate concassé e manjericão, preparadas divinamente por Fernanda.
 
O Rótulo
 
Vinho: Il Costone Di Romagna 2011
Tipo: Tinto
Casta: Sangiovese
Safra: 2011
País: Itália
Região: Emilia-Romagna
Produtor: Vinícola Braschi
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00 (R$ 53,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 17°

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Anella Andreani DOCG #aveclevin

No último dia 31 tivemos o primeiro encontro oficial da Confraria Avec le Vin, eu e Fernanda fomos os anfitriões e o tema da vez foi Itália.
 
Degustamos três vinhos: o Prosecco Anella Andreani DOCG da região de Veneto, o Il Costone Sangiovese di Romagna 2011 e o Luna del Cacciatore Sangiovese 2011, ambos da região da Toscana.
 
Eu e Fernanda preparamos o menu do jantar de acordo com os vinhos e creio que conseguimos cumprir com a proposta: realizar um encontro descontraído e com uma harmonização simples e barata.
 
Degustamos o prosecco como aperetivo, de forma a aguçar as nossas papilas gustativas, abrindo, desta forma, o caminho para o jantar e os outros vinhos.
 
O Anella Andreani DOCG é produzido pela Casa Vinícola Botter Carlo & C. Spa, fundada por Carlo Botter em 1928 e atualmente administrada pela terceira geração da família. A empresa é lider em exportação e venda de vinhos italianos da região de Veneto.
 
Produzido pelo método Charmat visualmente apresentou uma cor amarelo palha bem claro, boa formação de espuma e perlage finíssima, abundante e de longa duração. No nariz delicado, com notas de frutas citricas e flores brancas. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou-se sedoso e fresco. Abriu muito bem os trabalhos e nos refrescou na quente noite recifense.


O Rótulo

Vinho: Anella Andreani DOCG
Tipo: Espumante
Casta: Glera
Safra: Não safrado
País: Itália
Região: Veneto
Produtor: Casa Vinícola Botter Carlo & C.S.p.A
Graduação: 11%
Onde comprar em Recife: RM Express e Wine
Preço médio: R$ 49,00
Temperatura de serviço: 8°

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Beni di Batasiolo Moscato D´Ast Bosc dla Rei 2010

Minha mãe ganhou esse vinho, que é produzido pela Beni Batasiolo, tradicional produtora de tintos premiados internacionalmente, como os Barolos Corda della Bricolina, Cerequio e Bofani.
 
A história da vinícola remota para o ano de 1978, no qual a família Dogliani comprou a histórica Vinícola Chiola, em La Morra, no coração do vale do Barolo. Nesta época, a propriedade era composta de sete ‘beni’, ou seja, sete casas de campo rodeadas de vinhedos da uva Nebbiolo. Desde então, os irmãos Dogliani conseguem aumentar sua propriedade para nove ‘beni’, com mais de 120 hectares dos quais 75 são utilizados para a cultivação de Nebbiolo. O nome “Beni di Batasiolo” foi escolhido pela família para representar a empresa, mantendo a sua real tradição contida no termo ‘bene’: terreno, vinhedos, a vinícola, e a área repleta de colinas e vinhedos enfileirados em perfeita ordem e harmonia.
 
O vinho foi aberto na noite de véspera de natal, mas como ia dirigir degustei apenas uma pequena quantidade no dia seguinte, mas ainda foi possível observar seus intensos e delicados aromas.
 
Vinho de cor amarelo dourado com formação de bolhas nas paredes da taça. Perfumes muito intensos e persistentes, com notas florais, sobretudo rosas, notas de damasco, pêssego e mel. Na boca mostrou-se doce, cheio, agradável, equilibrado e fascinante, com o açúcar em harmonia com a acidez e a fruta. Amanteigado, untuoso, porém deixa uma saborosa nota cítrica e refrescante no retrogosto.
 
Um vinho bom para aperitivo e também vai muito bem como acompanhamento de sobremesas, frutas, salada de frutas e panetones.
 
O Rótulo

Vinho: Beni di Batasiol D´Ast Bosc dla Rei
Tipo: Frisante
Castas: Moscato
Safra: 2010
País: Itália
Região: Asti, Piemonte
Produtor: Beni di Batasiolo
Graduação: 5,5%
Onde comprar: Bebida online
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 6º

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Enfim uma boa experiência com a Itália: La Pieve Pergolo Prosecco D.O.C. Treviso #CBE

Os leitores do blog já devem estar se acostumando as postagens regulares que aparecem por aqui sempre no dia primeiro de cada mês, são as postagens do vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês chega a edição de número 73 e é a nossa nona participação. Para conferir as postagens anteriores basta clicar no menu a esquerda no marcador DEGUSTAÇÕES.
 
O tema do mês foi uma sugestão do Confrade Thiago Bulla do Blog Universo dos Vinhos que mandou: "Amigos, aproveitando a chegada do calor e da primavera sugiro apreciarmos um refrescante espumante Prosecco."
 
Prosecco é uma casta de uva branca da família da Vitis vinifera, originária da região do Veneto, Itália. Seu nome identifica o vinho branco espumante em cuja produção é empregada.
 
Apenas duas regiões têm direito à denominação de origem controlada: as vilas de Valdobbiadene e Conegliano. Vinhos de outras partes do Veneto são classificados com indicação geográfica típica.
 
O Prosecco DOCG (pequena área vermelha entre o vilarejo de Valdobbiadene e de Conegliano) apresenta uma consistência e uma persistência no paladar muito maior que um genérico DOC (área azul). A denominação DOC pode ser genérica DOC ou DOC TREVISO (como nocaso do Pergolo) ou DOC TRIESTE para identificar as 2 cidades que mais tem tradiçao na produção do Prosecco.

Vamos ao vinho: visualmente mostrou uma com amarelo palha com reflexos esverdeados; perlage abundante e de boa duração. No nariz rico em flores brancas, maça verde, e elegantes toques de damasco e pão fermentado. Em boca muito agradável: fresco e boa cremosidade, lembrando fruta branca madura. Boa persistência e final de boca agradável, um gole pede outro. Boa compra. Ideal para acompanhar comidas leves e para beber com a amada, como foi feito.
 
O Rótulo
 
Vinho: La Pieve Pergolo Prosecco DOC Treviso
Tipo: Espumante
Casta: Prosecco (Glera)
Safra: Não Safrado
País: Itália
Região: Valdobbiadene e Conegliano
Produtor: Mionetto
Graduação: 11%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de Serviço: 6 graus