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domingo, 10 de abril de 2016

A elegância do Château Savariaud Superieur 2010

Há um tempo atrás provei pela primeira vez o Château Savariaud da safra 2009 e no finalzinho de 2015 tive a oportunidade de degustar a safra 2010 deste corte bordalês produzido a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e uma pequena parcela de Cabernet Franc e de Malbec.
 
O ano de 2010 foi especial para a Região de Bordeaux e isso eu já pude comprovar em algumas garrafas de vinhos da região como a do  Château Savariaud, um exemplar com uma bela paleta de aromas e muita elegância em boca

Na taça o vinho mostrou cor rubi intensa e brilhante com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas.

No nariz intenso apresentou uma intensa e rica paleta de aromas, com a presença de frutas vermelhas, toque floral, seguido de notas especiarias, leve mentolado e couro.

Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta, menta, folhas secas e couro aparecendo no retrogosto.
 
Assim como em outros exemplares de bordeaux da safra de 2010 a rolha apresentou os famosos "diamantes do vinho".
Elegante e gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 

O Rótulo

Vinho: Château Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 60%, Cabernet Sauvignon 30%, , Cabernet Franc 5% e Malbec 5%
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço Médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 16º 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Poças Símbolo 2010, o destaque entre os portugueses do #CantuDay

É inegável: os vinhos portugueses figuram entre os meus favoritos e isto se dá por inúmeras razões, dentre as quais posso citar os seus vários terroirs possibilitando vinhos com uma diversidade incrível de características, capaz de agradar todos os paladares.
 
Durante o Cantu Day que ocorreu no início do mês eu pude degustar inúmeros rótulos de Portugal, mas o grande destaque ficou por conta dos vinhos do produtor Poças Júnior, uma novidade no catálogo da Importadora Cantu.
 
Os vinhos têm expressiva qualidade e equilíbrio, sendo o Poças Símbolo 2010 um delicioso exemplar produzido com as principais castas tintas portuguesas e pra mim um dos 5 melhores vinhos que degustei no evento.
 
O vinho produzido com as melhores uvas provenientes de vinhas com 40 a 60 anos de idade das duas propriedades da empresa no Douro Superior e Ervedosa do Douro, e vinificado na Quinta das Quartas (Régua). Este vinho procura materializar a filosofia subjacente ao seu nome: ser um símbolo da sua origem
 
Vindima manual, com transporte em caixas de 30 kg. Fermentação a temperatura controlada com remontagem e maceração prolongada. Envelhecimento em barricas de carvalho francês “Allier” e de carvalho americano com 300 Litros de capacidade, durante 18 meses, seguido de estágio em cubas de aço inox até á data de engarrafamento.

Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante. Lágrimas abundantes, finas e lentas

No nariz mostrou-se muito intenso, com notas de frutas vermelhas, flores, especiarias, tabaco, café, chocolate amargo e toques delicados de madeira

Em boca mostrou-se encorpado e complexo. Taninos potentes, porém redondos e macios, em equilíbrio com a deliciosa acidez e os 13,5% de álcool. Repetiu as notas olfativas e grande integração entre aromas primários e secundários. Final de boca persistente e com notas de chocolate e tostado aparecendo no retrogosto.

Um baita exemplar do Douro e que mostrou um conjunto equilibrado e elegante.


O Rótulo

Vinho: Poças Símbolo
Tipo: Tinto
Casta: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Poças Júnior
Enólogos: Jorge Manuel Pintão e Luís Rodrigues
Graduação: 13,5%
Onde comprar: ? Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 190,00 (na Cantu)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker e 93 pts Wine Enthusiast

sábado, 22 de agosto de 2015

Um vinho que não queria que acabasse #wineinpack

Sabe aquele vinho que você abre e não quer que ele acabe? Pois é, isto foi o que aconteceu com o Chateau Robin Saint Denis Rouge AOC, um dos rótulos do pack de vinhos de Bordeaux, recebidos para avaliação pela Wine in Pack.
 
O Chateau Robin Saint Denis é um típico corte bordalês composto de Cabernet Sauvignon e Merlot, produto de diferenciada qualidade, a qual, muito possivelmente, foi elevada pelo ano de sua safra: 2010, considerada a melhor safra do século XXI para a região francesa.
 
O vinho é produzido por um Petit Chateau Familiar na Belíssima Região de Bordeaux no Terroir de Camiac et Saint Denis ao Sul de Branne no Coração do terroir de Entre-deux-mers.
 
Entre-deux-mers é o triângulo de terras situado entre os rios Dordogne e Garone, por isso recebe o nome que em português corresponde a: Entre Dois Mares. Lá são produzidos 80% dos vinhos tintos mais básicos que recebem as denominações (na França, Appéllation D’Origine Contrôlée ou simplesmente AOC ou ainda AC. Todos estes termos têm o mesmo siginificado que denominação de origem controlada)  de Bordeaux ou Bordeaux Supérieur.
 
Diamantes do Vinho (cristais de ácido tartárico), evidenciados
na extremidade da rolha, uma indicação de que as uvas permaneceram
por um tempo prolongado nas videiras antes de serem colhidas,
desenvolvendo, portanto, mais personalidade e tipicidade.
No interior de Entre-Deux-Mers há oito sub-regiões vinícolas, incluindo uma sub-região que recebe também o mesmo nome. Os bons vinhos brancos secos produzidos nesta sub-região são os únicos que podem receber a appéllation contrôlée  “Entre-Deux-Mers”.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi, e halo vermelho claro, puxando para o alaranjado. Formação de lágrimas levemente avermelhadas, finas e lentas. Presença de borras, mostrando que possivelmente o vinho não foi filtrado, com o objetivo de agregar aromas e sabores.

No nariz mostrou aromas de fruta negra madura, café, chocolate, alcaçuz, balsâmico, tabaco, um verdadeiro bouquet! Olfato intenso, elegante, equilibrado e com boa integração.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e uma boa acidez. Final de boca seco com notas de café, chocolates e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Apesar de tratar-se de um um AOC achei o vinho muito bom, com bom equilíbrio e grande intensidade aromática e gustativa. Não fosse a alta dos preços e a alta carga tributária que incide sobre os vinhos no Brasil este ganharia sem sobra de dúvida o meu carimbo de excelente custo versus benefício.
 
Um vinho pede uma carne, mas este foi harmonizado com pizzas de salame italiano, calabresa e peperoni e foi super bem. 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau Robin Sant Denis
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlot
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Frank Couturier
Graduação:  13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço:16°
 
Nota:
 
O vinho é comercializado pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 80,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição, juntamente com dois outros vinhos de Bordeaux.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Wine in Pack, uma nova forma de comprar vinhos

Há cada dia as pessoas estão optando cada vez mais pelas compras pela internet e, apesar de ainda timidamente, os enófilos também estão optando pelo e-commerce para adquirir parte dos seus vinhos.
 
Pensando nesse mudança no perfil do consumidor as empresas têm investido no comércio eletrônico, mas há uma que optou pelo uso exclusivo do meio virtual para disponibilizar seus produtos: a Wine in Pack.
 
Apesar de estar no mercado há menos de um ano a Wine in Pack conta com a gerência de quem tem de 20 anos de experiência no mercado de vinhos: Luiz Figueiredo e ainda com a consultoria de Aloisio Sotero, co-fundador da Wine e do Luiz Figueiredo Filho, o Wine Care do projeto.
 
A Wine in Pack é a primeira loja Online Especializada Exclusivamente em Packs de Vinhos, e tem como missão selecionar, montar e entregar Packs com a Melhor Seleção de Vinhos para tornar os momentos dos enófilos uma experiência de degustação inesquecível.
 
Os vinhos são transportados em uma Embalagem de Primeira Classe: A exclusiva Winepack, desenvolvida especialmente para levar os vinhos até seu lar com segurança. Trata-se de uma embalagem inovadora, que conta com um sistema de amortecimento tridimensional para proteção das garrafas, único no Brasil. Possui alça ergonômica modelo "bola de boliche", para um confortável carregamento, exclusiva proteção térmica e é Eco Friendly, produzida com material 100% reciclável, sem nenhum elemento plástico.
 
Para comprar os vinhos o consumidor só precisa acessar o site escolher um dos packs já montados ou criar seu próprio pack. Cada pack é acompanhado por um brinde exclusivo.

Atualmente a empresa realiza entregas para todas as capitais e regiões metropolitanas das regiões centro-oeste, nordeste, norte, sudeste e sul do Brasil, sempre com a Taxa Única de Entrega de R$ 15,00 por pack. Para os residentes da região metropolitana do Recife não é cobrada taxa de entrega.
 
Recebi um pack com 3 vinhos Bordeaux selecionados pelo Wine Care: Luiz Filho, então não deixe de acompanhar o blog para conferir as minhas impressões sobre os vinhos.
 
Serviço:
 
Wine in Pack

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Artefacto Syrah Colheita Seleccionada 2010 #cbe

Hoje é dia de falar sobre o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e o tema foi: "um vinho feito com a uva Syrah/Shiraz, de qualquer nacionalidade e faixa de preço", escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos.
 
Eu tinha algumas boas opções na adega, mas no fim terminei optando pelo Artefacto Syrah Colheita Seleccionada 2010, produzido no Alentejo pela Luis Duarte Vinhos, uma jovem vinícola com 8 anos de vida mas que tem o competente e experiente Luis Daurte no comando.
 
Luis Duarte após anos assinando rótulos para grandes vinícolas, concretizou o sonho de produzir seus próprios vinhos. Sua vinícola está localizada em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo e é dotada da mais alta tecnologia, com tanques de fermentação automatizados e novas barricas de carvalho francês e americano.
 
A produção da vinícola não é grande, mas tudo que sai dela tem qualidade garantida e o que é melhor, com um preço justo e acessível, como é o caso da minha escolha para a CBE.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra e brilhante. No olfato um vinho rico e cheio de aromas frutados, seguidos de notas de especiarias, pimenta, chocolate e elegante tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos redondos, boa acidez e em equilíbrio com os 14% de álcool. Repetiu as impressões olfativas com destaque para a fruta e a pimenta. Final de boca seco, redondo e longo com a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Por aqui escolhemos uma bela costela bovina no bafo para acompanhar o carnudo syrah alentejano.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Artefacto Colheita Seleccionada
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Daurte Vinhos
Enólogo: Luis Duarte
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 68,00
Temperatura de serviço: 16°

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O vinho do sertão nordestino que conquistou a Expovinis

O consumo de vinho no país ainda é em sua maior parte,de vinhos suaves e este número é maior quando falamos na região Nordeste, contudo é nesta mesma região, em um paralelo incomum na produção de vinhos com variedades vitiviferas, que tem-se produzido bons exemplares, sobretudo com a casta Syrah, como é o caso do Miolo Terranova Testardi. 
 
Testardi é uma palavra do dialeto italiano que quer dizer perseverança ou “cabeça dura”. Essa teimosia do nome, aliada a obstinação e persistência estão intimamnete relacionados ao vinho que é produzido em terras áridas, num local inóspito, por pessoas que acreditaram e comprovaram que se pode elaborar um grande vinho no Vale do São Francisco.
 
O rótulo é o primeiro vinho top do projeto Ouro Verde. Elaborado com a casta Syrah, variedade que melhor se adaptou ao terroir da Região do Vale do São Francisco. O vinho tem processo artesal de colheita e desengace e o líquido passou por fermentação em barricas de carvalho novas, onde envelheceu por 12 meses.
 
A safra de 2010 do Testardi foi vencedora da categoria Tinto Nacional do concurso Top Ten da Expovinis 2012, considerada a maior feira de vinhos da America Latina.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com halo levemente alaranjado, denotando evolução. No olfato o vinho mostrou notas de fruta madura e em compota, noz moscada, pimenta do reino, chocolate amargo, tabaco, madeira molhada e notas defumadas bem integradas ao conjunto. Em boca mostrou-se volumoso, um bom corpo e boa estrutura; os cinco anos de vida foram percebidos em seus taninos redondos  e na sua acidez de média intensidade. Final de boca seco, de boa persistência e com repetição das percepções olfativas no retrogosto.
 
O vinho está no ponto: equilibrado e harmonioso. Mais um belo exemplar do sertão nordestino, que ao Paralelo 8 mostra o potencial dos tintos da região, sempre em evolução.
 
Para harmonizar preparamos uma fraldinha temperada apenas com sal, alho e mix de pimentas do reino, que agregou sabor ao vinho.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Miolo Terra Nova Testardi
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Ouro Verde, Miolo Wine Group
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 16°

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O surpreendente marroquino Tandem para a #cbe

O primeiro dia do mês é sempre especial, por ser o dia de falar do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas esse primeiro post do mês de julho tem um ar mais especial, porque o tema foi uma sugestão de quem vos escreve.
 
Os temas da CBE são sempre desafiadores e receber a tarefa de sugerir um, mesmo que esta não tenha sido a primeira vez, é sempre uma baita alegria misturada com uma certa dose de excitação em trazer algo que instigue os confrades a cascavilharem em suas adegas ou nas lojas especializadas por algo que faça com que os demais tenha a vontade de experimentar os vinhos que eles degustaram.
 
Para o mês de maio a minha sugestão para os confrades foi a seguinte: "Um vinho tinto de país que você nunca degustou harmonizado com um prato típico". E a minha escolha para meu quadragésimo primeiro vinho para CBE foi o Domaine des Ouleb Thaleb Tandem Syrah, proveniente da região de Rommaninas (Ben Slimane), no Marrocos.
 
Marrocos está situada no norte da África, bem próximo a Espanha e Portugal, sendo separada do primeiro, apenas pelo estreito de Gibraltar, canal que liga o Oceano Atlântico, ao Mar Mediterrâneo.
 
Com uma antiga história que provavelmente começou com os fenícios, e encontrou certa estabilidade nos tempos romanos, a atividade em escala verdadeiramente comercial começou no país somente no início do século 20, com a chegada de colonos franceses em 1912.
 
Desde a década de 1990, investimentos estrangeiros realizados no Marrocos têm ajudado a indústria do vinho a se desenvolver, a se modernizar, e voltar a brilhar, apesar das pressões da cultura de uma sociedade conservadora muçulmana. A incidência de impostos sobre bebidas alcoólicas, no país, é alta, e não há venda durante todo o mês sagrado do Ramadã. A produção é permitida por lei, mas a venda de bebidas alcoólicas para muçulmanos é oficialmente ilegal.
 
A maior produção marroquina e a de maior destaque é a de vinho tinto. Estima-se que represente 75% do total. E a opinião de alguns especialistas é que os melhores sabores vêm da região de Beni M'Tir, perto de Meknes.
 
E pasmem, o país possui nada mais nada menos que 14 denominações de origem, e uma 15ª, de maior status, chamada Coteaux de l’Atlas 1er Cru.
 
As principais variedades de uvas utilizadas para a produção de vinhos, no Marrocos, são aquelas normalmente encontradas em torno do Mediterrâneo, como a Grenache, Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. Carignan e Cinsault já foram mais importantes, mas estão perdendo espaço.
 
Domaine des Ouled Thaleb, foi fundada em 1927, quando 3.000 hectares de vinhas foram plantadas em Ben Slimane. E, apesar da sua origem histórica, a vinícola só foi lançada oficialmente em 1968, através da parceria entre Allain Graillot, Jacques Poullain, dois famosos enólogos franceses e Thalvin, um importante produtor de vinhos no Marrocos. Desde então, os vinhos assinados pelo Domaine são considerados os melhores do Norte da África.
 
A região aonde está imbicada a vinícola é rica vegetação, bosques e lagos.
Também conhecida por vinícola Thalvin, essa propriedade está localizada há cinquenta quilômetros de distância de Casablanca, na parte litorânea do Marrocos, onde possui cerca de 450 hectares de vinhas plantadas. A Vinícola pode gabar-se de que é a mais antiga ainda em uso no país.
 
A região conta com solo aluvial-calcário e temperaturas altas durante o dia, com noites muito frescas, que proporcionam o amadurecimento lento e gradual das uvas. As videiras de Syrah são cultivadas de forma orgânica e 60% deste vinho passa por envelhecimento em barris de carvalho.
 
E o vinho? Este foi uma verdadeira e grata surpresa: rico em aromas e encorpado e equilibrado em boca, então sem mais demora vamos a nossa análise.
 
Visualmente mostrou cor rubi com halo denotando alguns traços de evolução e lágrimas finas e lentas. No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas, notas florais, alcaçuz, pimenta preta, leve lembrança de alcatrão e couro, tudo isto muito bem integrado a notas de tostado. Em boca mostrou-se encorpado e estruturado, com taninos macios e ótima acidez. Final de boca longo com um mix das notas olfativas aparecendo no retrogosto.

Para harmonizar não podia faltar uma comida com os traços do culinária marroquina, como sugeri no tema, então Fernanda nos preparou um pernil de cordeiro com laranja e mel, além é claro de condimentos usuais na cozinha do país e para acompanhar um couscous marroquino com amêndoas e passas. E o vinho que já era surpreendente ficou ainda melhor com a comida e as receitas serão tema para outro post.


O Rótulo

Vinho: Domaine des Ouleb Thaleb Tandem
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Marrocos
Região: Rommaninas
Produtor: Domaine des Ouleb Thaleb
Enólogos: Alain Graillot e Jacques Poulain
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 120,00
Temperatura de serviço: 16° - 18°

quarta-feira, 13 de maio de 2015

É um Château com mais de 150 anos de história, mas não é da França

Quanto mais você adentra no mundo do vinho mais curioso e ansioso por aprender e provar rótulos diferentes você fica. Campo para desbravar não falta: os países que produzem vinhos já ultrapassam a casa das nove dezenas e o número de diferente rótulos são da ordem dos milhares.
 
Pela taça do Vinhos de Minha Vida já passaram, por exemplo, vinhos de Israel e Grécia, áreas vitivinícolas pouco badaladas, porém com grande tradição na produção da bebida e que de certa forma não causam tanta estranheza a quem conhece um pouco sobre a bebida, pelo menos não tanto quanto um outro país situado em pleno Oriente Médio e com um grande histórico de conflitos.
 
O país em questão é o Líbano, uma das regiões de antigas civilizações, como fenícios, assírios, persas, gregos, bizantinos e turcos otomanos. Os primeiros indícios de civilização no Líbano remontam a mais de 7 000 anos de história registrada. O Líbano foi o local de origem dos fenícios, uma cultura marítima que floresceu durante quase 2 500 anos (3 000-539 a.C.). O Líbano estabeleceu um sistema político único em 1942, conhecido como confessionalismo, um mecanismo de partilha de poder com base em comunidades religiosas, modelos este criado quando os franceses expandiram as fronteiras do monte Líbano.
 
E a influência da França ecoa por boa parte do país, inclusive na área vitivinícola, tanto que a vinícola mais antiga do país, fundada 1857 por monges jesuítas, chama-se Château Ksara.
 
O Château Ksara não é apenas a vinícola mais antiga do Líbano  como também o maior produtor de vinhos do país, com 300 hectare de vinhedos e produção de mais de 2 milhões de garrafas por ano. A vinícola recebe mais de 40.000 visitantes por ano e possui como grande atração sua cave subterrânea, um complexo de 6 túneis, com mais de 2 km de extensão total, que acredita-se ter sido construído pelos romanos há 2000 anos atrás.
 
O Château Ksara está estabelecida  no Vale do Bekaa e desenvolveu o primeiro vinho seco no país. Atualmente é vinho mais popular do Líbano, mas devido à grande imigração de libaneses no mundo todo, pode ser encontrado e adquirido em muitos países diferentes, inclusive no Brasil.
 
Um dos rótulos mais tradicionais do Château libanês é o Reserve du Couvent, um corte das castas francesas Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc, com maturação de 12 meses, parte em carvalho e parte em tanques.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi de média intensidade e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas de fruta vermelha em compota, toque floral (violetas), notas herbáceas, pimenta, baunilha, leve toque de tostado e balsâmico. Em boca apresentou taninos intensos, porém já amaciados pelos 5 anos de vida, boa acidez e  álcool na medida certa. Final de boca seco e persistente com a fruta e o balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Vinho ainda jovem, apesar dos cinco anos de vida e de já estar pronto para ser bebido. Ainda tem algunas anos pela frente e ganhará complexidade com a guarda.
 
Por aqui eu e Fernanda harmonizamos como um Pernil Suíno.
 
 
O Rótulo

Vinho: Ksara Reserve Du Couvent
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc
Safra: 2010
País: Líbano
Região: Vale do Beqaa
Produtor: Chateau Ksara
Enólogo(a): Rania Chammas
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Meu quadragésimo vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs #cbe

1° de maio, famoso dia do trabalhador, feriado para boa parte da classe trabalhadora, mas como primeiro dia do mês é também uma data para aquela publicação especial para a querida Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE.
 
Este mês o tema coube ao Gil Mesquita, fundador da primeira e única confraria virtual do país e também autor do blog Vinho para Todos, que sugeriu: "qualquer vinho de sobremesa, mas com uma dica de harmonização no post (de preferência com foto)".
 
Parece que foi ontem que participei pela primeira vez na CBE: relembre, mas hoje comento meu quadragéssimo vinho para esta distinta confraria e a minha escolha vem da Argentina, Susana Balbo Late Harvest Malbec 2010.

A Susana Baldo dispensa apresentações assim como seus vinhos, sendo sinônimo de esmero e qualidade, desde as linhas mais básicas aos seus vinhos topo de gama.

As uvas que deram origem ao vinho foram colhidas manualmente no final do período de colheita, quando as já haviam virado passas. Após o desengace total seguiu para fermentação em pequenos tanques com leveduras selecionada. Findo o processo de produção o vinho amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso.

Visualmente apresentou cor rubi escura com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas de frutas secas, especiarias (cravo e canela), chocolate, café e tabaco. Em boca mostrou taninos doces e bom frescor. Final de boca de boa persistência com notas de fruta madura e chocolate amargo aparecendo no retrogosto.

A harmonização ficou por conta de um cheesecake de frutas vermelhas e calda de goibada, aportando novos sabores ao vinho


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Late Harvest
Tipo: Late Harvest - Colheita Tardia
Casta: Malbec
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Domínio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Cantu e Wine
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 10°
 


* Post Scriptum (Texto extraído do site Sonoma)
 
O Cavaleiro Atrasado e a Colheita Tardia
 
"Tudo começou por engano, hoje é um dos vinhos de sobremesa mais típicos".
 
Colheita tardia?

A colheita tardia nada mais é do que colher as uvas várias semanas após o período ideal. As uvas vão perdendo água e ficando com mais açúcar concentrado, ou seja, mais doces (como uma uva passa).

A maioria dos vinhos de sobremesa e vinhos doces naturais, são produzidos por este método, entre eles os famosos franceses Sauternes e Muscat, os húngaros Tokaji e os italianos Vin Santo, Malvasia e Moscato.

Há vinhos maravilhosos feitos por colheita tardia, em várias partes do globo. No Novo Mundo, o Chile se superou nos vinhos produzidos com este método, mas também podemos citar o nordeste brasileiro e a África do Sul.

Mas você sabia que a colheita tardia foi descoberta por acidente?

Era uma vez...

Nossa história começa em uma cidadezinha alemã escondida, chamada Fulda, a cerca de 100 km ao norte de Frankfurt. Durante muitos anos (estima-se que de 1752 a 1802), quem governava Fulda eram os príncipes-bispos, chefes espirituais que também exerciam poder como soberanos da região. Assim sendo, tudo que acontecia em Fulda precisava do aval do príncipe-bispo, inclusive a colheita de uvas.

Na época da colheita, era uma correria: mensageiros indo de lá para cá, para pedir a permissão e voltar a tempo para o viticultor colher as uvas no período ideal, lembrando que as distâncias não eram percorridas com a facilidade de hoje.

Um belo dia, os monges que produziam vinho na colina de São João (Kloster Johannisberg, na Renânia), a 150 km do mosteiro do príncipe-bispo, enviaram o mensageiro Babbert para pegar a autorização da colheita. No meio do caminho, o pobre Babbert foi assaltado e chegou atrasadíssimo na corte do príncipe-bispo. Até pegar a autorização e voltar pras colinas, as uvas Riesling já estavam bem mais do que maduras, murchando e ressecando na videira. Os monges suspiraram de frustração, e decidiram fazer o vinho assim mesmo. Fazer o quê, se atrasou, atrasou! O vinho ainda precisa ser feito.

E no que deu?

O resultado foi um vinho doce delicioso que encantou a todos. As Rieslings maduras estavam mais docinhas e o vinho feito com elas era licoroso, diferente de tudo que havia. Foi aí que começou o processo de colheita tardia, que no século dezenove chegou à Alsácia, na França, onde foi chamada de “vendange tardive”; depois foi para a Itália, como “vendemmia tardiva”; para a Espanha, como “cosecha tardia” e, finalmente, para o Novo Mundo, chamada de “late harvest”.

O antigo mosteiro da colina de São João é, atualmente, um castelo. Dentro dele, existe uma estátua em homenagem ao mensageiro Babbert, que, graças aos seus infortúnios, fez com que hoje a gente se deliciasse com vinhos que acompanham sobremesas e adoçam nossa vida.

Por Carol Oliveira e Fernanda Braite

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Degustamos com exclusividade as edições limitadas do Nosotros Sofita e Nosotros Francis

"A linha Nosotros celebra o esforço de todas as pessoas que trabalham no dia a dia para criar estes vinhos. É considerado a 'seleção das seleções' da bodega".

No fim do mês de março tive o prazer e a honra de degustar alguns dos principais rótulos da competente Susana Balbo, dentre os quais as edições limitadas do Nosotros Sofita e do Nosotros Francis. De cada um dos vinhos foram produzidos cerca de 4 mil garrafas e, segundo representante da Dominio del Plata no Brasil, apenas duas garrafas de cada vinho vieram ao país, duas das quais foram abertas com exclusividade em almoço para formadores de opinião no Restaurante La Cuisine Bistrô.
 
Nosotros Sofita
 
O nome “Sofita” é uma homenagem em memória de uma amiga querida, nascida na Lituânia. "Ela
era culta e elegante; morreu repentinamente em 2010. Gostava muito de flores, razão pela qual Susana, escolheu a uva cabernet franc para representá-la”. O desenho cheio de flores, que estampa o rótulo foi desenhado por sua filha, Ana Lovaglio e completa a homenagem a amiga.
 
O Nosostros Sofita é um blend de Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente nos vinhedos de Agrelo a 1080 metros de altitude.  Após a colheita e o processo de seleção de uvas é realizada uma maceração a frio com leveduras nativas. Em seguida parte das uvas fermenta em barricas de carvalho de 500 litros e "toneis" de concreto em formato de ovo, com o objetivo de preservar características frutadas e agregar taninos ao líquido. Por fim o vinho matura por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso e mais três anos em garrafa.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea brilhante, com lágrimas finas, rápidas e abundantes. No nariz mostrou aromas de frutas negras, violetas, rosas, pimenta, especiarias, chocolate, café torrado, baunilha e tostado. Em boca um vinho intenso e elegante, com taninos redondos em perfeita harmonia com a acidez e os quase 15% de álcool. Final de boca longo com notas de fruta madura, café e cedro aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Nosotros Sofita
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 70%, Cabernet Franc 25% e Cabernet Sauvignon 5%
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
Nosotros Francis
 
O nome deste outro vinho também é uma homenagem e um breve resumo do porque deste nome nos foi contado pela Susana. “Um casal de amigos perdeu o único filho, vítima de um câncer de cérebro. Depois de sete anos, quando eles já não imaginavam que teriam outros filhos, chegou Francis.” Assim como no Sofita o desenho que estampa o rótulo do Francis foi feito por Ana Lovaglio.
 
A produção do Francis segue o mesmo padrão do Sofita e no seu blend além das castas presentes no Sofita com com emblemática uruguaia: Tannat, dando ao vinho mais intensidade e potência.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi violácea profunda e brilhante e cheio de lágrimas que escorrem tingindo as paredes da taça. No olfato um vinho que mostra toda sua jovialidade, com notas de fruta frescas, intercaladas com sutis aromas de especiarias, pimenta seca, baunilha, chocolate amargo e madeira. Em boca um vinho potente, estruturado, que ainda vai amaciar com o passar dos anos. Repetição das notas olfativas e final de boca longo.
 
O Rótulo

Vinho: Nosotros Francis
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 50%, Cabernet Sauvignon 30%, Cabernet Franc 10% e Tannat 10%
Safra: 2011
País: Argentina
Região: Vale de Uco
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Não é comercializado no Brasil
Preço médio: Sem valor no mercado nacional
Temperatura de serviço: 18°
 
 
Quem visitar a Argentina não pode deixar de passar pela Domínio del Plata e deleitar-se por toda linha de vinhos da vinícola e coroar a degustação com os 3 vinhos Nosostros.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

5 Oros Crianza 2010

Gosta de vinhos espanhois? Se a sua resposta foi sim você deve experimentar o 5 Oros Crianza, um vinho composto pela mistura clássica de 3 uvas típicas espanholas: tempranillo, garnacha e graciano.
 
O vinho é elaborado pela Bodegas Isidro Milagro, a qual possui mais de uma década de dedicação aos vinhos e, atualmente, conta com 75 hectares de vinhedos no Sudeste de Rioja, berço de ícones.
 
A bodega tem vasto plantio de tempranillo, mas também cultiva outras castas espanholas como garnacha, graciano e mazuelo. Jovem, mas com grande legado de conhecimento e vocação, a vinícola vem se destacando na produção de rótulos consagrados internacionalmente, como o 5 Oros, que foi premiado com medalha de ouro no Concours Mondial de Bruxelles em 2013.
 
5 Oros amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho, sendo que 50% do vinho em barricas de carvalho francês e 50% em barricas de carvalho americano, mais 6 meses em garrafa.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhantes, com lágrimas finas e rápidas. No nariz mostrou boa complexidade de aromas, sendo a fruta madura o aroma mais evidente, seguido de notas florais (rosas), pimenta, alcaçuz, couro e delicado tostado. Em boca apresentou bom corpo, taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool sem agredir. Final de boca longo com o alcaçuz e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização desse belo riojano ficou por conta de um carré de cordeiro e batatas assadas no molho do carré.

O Rótulo

Vinho: 5 Oros Crianza
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo 65%, Garnacha 25% e Graciano 10%
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Isidro Milagro
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 90,00 (R$ 55,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 4 de março de 2015

Don Pascoal Reserve Viognier 2010 #cbe

Este mês trago o vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE com um atraso grande, o qual espero não voltar a cometer. O tema do mês coube ao Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, que sugeriu: "Um vinho varietal tinto ou branco do Uruguai qualquer, menos tannat".
 
Aqui em casa degustamos menos vinhos do Uruguai que gostaríamos, mas sempre que abrimos um exemplar dos nossos vizinhos menos aclamados sempre ficamos satisfeitos e de lá já provamos gratas surpresas, como o Gimenez Mendez Alta Reserva Pinot Noir, degustado para a CBE em abril de 2012.
 
Para o tema deste mês minha escolha foi o Don Pascoal Reserve Viognier 2010. Alguns irão até estranhar um vinho branco com quase 5 anos e perguntar-me, ainda está bom? A resposta é sim, pois a Viognier está entre as poucas uvas brancas com potencial para evoluir com saúde ao longo dos anos.
 
A Viognier desenvolve-se com excelência em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu, Rhône norte, França. Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada; é excelente companheira para muitos pratos condimentados.. Esta untuosidade deve-se ao álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais.
 
Na Austrália, a exemplo do Rhône, utiliza-se muito esta casta para “resfriar” o Syrah, isto é, torná-lo menos alcoólico e pesado.
 
O Don Pascoal Reserve é produzido pela Establecimiento Junicó, de propriedade da Familia Deicas e que está situada na Região de Canelones, próxima a cidade portuária de Montevidéu, capital do Uruguai e é considerada uma das mais importantes vinícolas do país.
 
Chega de conversa e vamos ao vinho!
 
Visualmente mostrou cor amarelo dourada, mostrando sinais de evolução e lágrimas grossas e lentas. No nariz aromas de abacaxi, notas florais, damasco, mel e leve e delicado tostado proveniente da sua fermentação em barricas de carvalho de primeiro uso. Em boca mostrou elegante untuosidade, acidez correta, repetição das notas olfativas e um final de boa de boca intensidade. Vinho de grande equilíbrio e excelente custo versus benefício.
 
Eu e Fernanda degustamos o vinho em um fim de noite e harmonizamos com uma lasanha de frango com brócolis e bolinhos de bacalhau.


O Rótulo

Vinho: Don Pascoal Reserve
Tipo: Branco
Castas: Viognier
Safra: 2010
País: Uruguai
Região:  Canelones
Produtor: Familia Deicas, Establecimiento Juanicó
Graduação: 13%
Onde foi comprada em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 8°

sábado, 31 de janeiro de 2015

Embocadero 2010, uma das melhores aquisições na casa dos 50 paus

Há mais de dois anos fiz uma viagem a trabalho para a capital paraibana e durante a minha estadia por lá fiz questão de dar uma passada pela loja da Gran Cru, uma bela loja, diga-se de passagem. Adquiri alguns rótulos e dentre eles estava o Embocadero, um espanhol campeão de vendas na cidade e que foi muito bem indicado pelo sommelier.
 
Guardei a garrafa na adega e quando ela estava quase esquecida por lá resolvi abrir e a primeira coisa que pensei foi: por que demorei tanto para abrir este vinho?
 
Considero-me um mero iniciante e aprendiz nesse vasto mundo do vinho, mas posso dizer, sem medo de errar que esse vinho é o melhor best buy e o melhor custo versus benefício até 50 paus disponível no mercado nacional.

O vinho é um varietal tempranillo produzido pela Bodega Cooperativa San Pedro Regalado, uma empresa de larga tradição fundada em 1958. A bodega está localizada próximo a vila de La Aguilera e possui parreiras centenárias, com a casta que dá origem ao Embocadero plantada em pequenas parcelas e que é colhida manualmente.

Elaborado na região de Ribera del Duero, considerada a jóia da coroa na Espanha, foi amadurecido por 14 meses em carvalho de origens distintas agregando cada qual uma característica diferente, além da maciez e singularidade.

Visualmente mostrou rubi escura com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz encantador, mostrando um bouquet rico e complexo cheio de notas aromáticas, onde destacam-se a geleia de amora, especiarias (pimenta, alcaçuz e nós-moscada), chocolate, madeira molhada, terra molhada e defumado. No paladar mostrou taninos potentes, porém aveludados e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetiu a complexidade aromática apresentou final de boca longo, macio e um gostinho de quero mais.
 
O vinho está pronto para ser bebido, mas ainda vai melhorar com mais alguns anos de guarda. Por isso eu vou em busca de outra garrafa da mesma safra.
 

O Rótulo

Vinho: Embocadero
Tipo: Tinto
Casta: Tempranillo
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Ribera del Duero
Produtor: Bodega San Pedro Regalado
Graduação: 14%
Onde comprar: Grand Cru
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 92 RP

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Malhadinha Monte da Peceguina 2010

Os brancos portugueses são simplesmente maravilhosos e quando são uma pechincha melhor ainda. O vinho de hoje é o Malhadinha Monte da Peceguina Branco 2010, produzido pela Herdade da Malhadinha Nova, vinícola que é fruto da paixão dos atuais proprietários, uma típica Herdade Alentejana situada em Albernoa, no coração do Baixo Alentejo.
 
Desde 1998 a Herdade da Malhadinha cultiva vinhedos em uma região, antes abandonada, no coração do Alentejo. O resgate das condições do solo foram primordiais para que seus vinhos ganhassem reconhecimento internacional. Monte da Peceguina é mais um projeto liderado pelo renomado enólogo Luis Duarte e para quem gosta de premiações e pontuações esta safra ficou entre os três melhores vinhos brancos do Velho Mundo da Expovinis 2013.
 
Para acompanhar o vinho Fernanda nos preparou um camarão no tomate, que ficou simplesmente maravilhoso e harmonizou perfeitamente com o vinho.
 
Visualmente mostrou cor amarelo dourado, mostrado já uma evolução em sua tonalidade. No nariz aromas discretos de frutas cítricas, seguido de notas de flores secas e amêndoas. Em boca mostrou corpo médio, excelente equilíbrio e apesar da evolução uma acidez ainda viva e refrescante. Final de boca de boa persistência e com a amêndoa aparacendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber, mas que já está entrando em declínio. Caso tenha essa safra em casa não espere mais para abrir.

O Rótulo

Vinho: Malhadinha Monte da Peceguina
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz 40%, Verdelho 20%, Roupeiro 10% e Arinto 10%
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade da Malhadinha Nova
Enólogo: Luis Duarte
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 63,00 (R$ 43,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 8º
Pontuações: 89 RP e 88 WE

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

José de Sousa V.R Alentejano 2010

Portugal definitivamente é um país produtor de vinhos que dificilmente vai te decepcionar, mesmo quando se fala nos vinhos mais simples, nos rótulos que você bebe no dia a dia.
 
O vinho José de Sousa V.R Alentejano é produzido por uma das mais tradicionais vinícolas portuguesas a José Maria da Fonseca, que vem produzindo vinhos há seis gerações e é a mesma que produz o famoso Periquita.
 
Este Alentejano é um corte das uvas Grand Noir, Trincadeira e Aragonez e tem 3 meses de passagem por barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com alo alaranjado e lágrimas grossas e lentas. No nariz fruta negra madura, chocolate amargo, tabaco, notas de folha seca e terra molhada e leve aromas de tostado. Em boca mostrou corpo médio, taninos macios e boa acidez. Final de boca de média intensidade e com a fruta e o chocolate aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho simples e correto e que foi bem com uma pizza que eu e Fernanda compramos.

O Rótulo

Vinho: José de Sousa V.R Alentejano
Tipo: Tinto
Castas: Grand Noir (45%), Trincadeira (35%) e Aragonez (25%)
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: José Maria da Fonseca
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 29,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Polkura Syrah, um dos geniais vinhos do MOVI

Participamos na última segunda de mais uma edição do WINEBAR, um projeto pioneiro e inovador dos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Alexandre Frias (Diário de Baco), em que vinhos são apresentados com a presença de produtores, importadores, enólogos e outros, em uma transmissão on line ao vivo.

A iniciativa tem crescido e atraído a atenção de muitos e quem ganha com isso somos nós, pois a cada dia tem ficado mais interativo e interessante.

No dia 24 eles foram para Santiago, no Chile para entrevistar a Angela Mochi (Attilio & Mochi) e o Sven Bruchfeld (Polkura), que falaram pra gente sobre  o MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile.

O MOVI é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilham da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

O programa foi dividido em três blocos: o primeiro falando sobre os vinhos MOVI do Novo Chile; o segundo falando dos MOVI Clássicos; e por fim no terceiro bloco dos MOVI The Old is the new "new" (traduzido pelo Gil Mesquita como velho de espírito novo, o que lhe rendeu uma garrafa de vinho) que resgata as regiões tradicionais do Chile com um ponto de vista do MOVI.

O primeiro vinho que degustamos foi o Polkura Syrah, o qual faz parte do tema do primeiro bloco: Novo Chile, que nasceu como conceito a partir dos últimos 25 anos, onde está reunida toda exploração da região costeira como Casa Blanca e Limari, por exemplo. Aqui também acrescenta-se a uva Syrah e tudo de novo que apareceu nestes últimos anos.

E a paixão pela Syrah é o que melhor define o conceito da natureza da Polkura. E esta história iniciou-se em 1998, quando o enólogo Sven Bruchfeld, junto com seu amigo e colega de universidade Gonzalo Muñoz, sonhavam com projetos futuros para realizar em conjunto. Gonzalo estudava na Espanha e Sven trabalhava durante as vindimas nas diferentes regiões vitivinícolas do mundo. Um certo dia eles conversavam no sul da França e enquanto degustavam um Syrah de estilo mediterrâneo em uma das bodegas locais junto com um saboroso cordeiro com menta e alí definiram que esta cepa seria a base do seu futuro vinho.

Quando retornaram ao Chile se puseram a buscar o lugar mais propício para desenvolver um vinhedo que pudesse maximizar a qualidade das uvas e desta forma conseguir o vinho que tinha em mente. E assim em 2001, encontraram o lugar que sonhavam. Uma propriedade abandonada em Marchigüe, zona umbicada no extremo ocidental do Vale de Colchagua e que cumpria os requisitos de solo e clima necessários para cumprir o sonho do vinho que queriam fazer. Atualmente são 12 hectares de plantações e a primeira vindima ocorreu em 2004.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra, brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz mostrou notas de fruta negra, toques florais, de pimenta seca, de minerais e tostado, tudo muito bem integrado. Na taça um vinho potente, estruturado com os taninos enchendo a boca e excelente acidez, que juntos com os 14,7% de álcool deixam o vinho gastronômico e com bom potencial para evoluir em garrafa. Final de boca longo, elegante e com a repetição das notas olfativas.

Por aqui Fernanda preparou, para escoltar o vinho, um belo lombo paulista recheado com queijos, salame e pimenta.

O Rótulo

Vinho: Polkura
Tipo: Tinto
Castas: Syrah 91%, Malbec 5%, Cabernet Sauvignon 2%, Grenache Noir 1%, Viognier 1%, Tempranillo 1%
Safra: 2010
País: Chile
Região: Marchigue, Colchagua Valley
Produtor: Polkura
Enólogo: Sven Bruchfeld
Graduação: 14,7%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 15º


Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela Polkura através de seu importador no Brasil para degustação no WINEBAR.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Les Amis Bordeuax 2010 #winebar #expand

No último WINEBAR degustamos 3 diferentes rótulos da Les Amis, uma espécie de cooperativa formada por 8 vinicultores da França e o último foi o Les Amis Bordeuax 2010.
 
Como o próprio nome diz o rótulo é proveniente da região de Bordeuax e trata-se de um corte 40% cabernet sauvignon e 60% merlot, duas tradicionais castas que compões os típicos cortes bordaleses.

Visulamente apresentou cor rubi escura e halo com sinais discretos de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz os aromas de frutas negras aparecem em primeiro plano e são seguidos de notas de menta, especiarias e tostado. Em boca mostrou um corpo médio com boa acidez, taninos macios e repetição das notas olfativas. Final de boca médio-longo.

Aproveitei o vinho para comemorar 2 meses de casado com Fernanda e a harmonização ficou por conta de uma picanha ao forno e dos queijos maasdam, gouda rembrandt e gouda com ervas.
 
Mais um belo WINEBAR com bons rótulos franceses importados pela Expand.



O Rótulo:

Vinho: Les Amis Bordeuax
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlort
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Les Amis
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 78,00
Temperatura de serviço: 18º



Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Expand para degustação no WINEBAR. Para conferir o vídeo do programa basta clicar aqui.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Degustando às cegas 3 tintos de R$ 30 a R$ 50 #aveclevin

Degustar um vinho é algo que pode ser feito de forma trivial / superficial, e não há nada de errado nisso ou pode ser feito de forma mais aprofundada, uma vez que o vinho é a bebida mais rica em aromas e sabores que existe e chegar a cada um deles é um exercício que passa pela descoberta do inusitado, que na realidade nos remete a uma memória pré-existente, uma verdadeira aventura.
 
Uma das melhores formas de exercitar seu olfato e suas papilas gustativas é  através de uma degustação às cegas, para evitar influência da boa ou má reputação do vinho, uma vez que, na degustação às cegas, nada se coloca entre o degustador e o vinho; não há nada para dispersar e sugestionar o avaliador, o que torna esse sistema de prova, teoricamente, mais justo e muito utilizado em concursos.
 
No último encontro da Avec le Vin, contrariando o que se recomenda nas degustações às cegas. eu propus uma tema bem amplo: "tinto de qualquer uva e país na faixa de R$ 30 a R$50". Como da para perceber as variáveis são inúmeras e a ideia foi apenas limitar o valor e realizar uma degustação descontraídas e em moldes diferentes das usuais degustações às claras.
 
Como éramos em 6 cada casal trouxe uma garrafa e fizemos uma degustação com 3 diferentes rótulos.

Não esqueça de esconder toda e qualquer parte que
possa identificar os vinhos.
Hora de testar como anda o olfato e as papilas gustativas...
 
 
Todos foram unânimes da escolha do vencedor... que foi o...
 
Um velho conhecido do blog. Confira o que achamos
do vencedor clicando aqui.
Vencedor e demais personagens da noite com destaque para a decepção: La Bélière, um Bordeuax simplório que não encanta em nada.
 
 

E você, como gosta de degustar seus vinhos junto com seus amigos: às cegas ou às claras, horizontal ou vertical? O que vale mesmo é aproveitar cada gole na companhia de pessoas queridas. Mas, se quer programar algo diferente não faltam páginas que expliquem quais as melhores formas de organizar uma degustação.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Quinta do Valdoeiro D.O.C. 2010

Os vinhos portugueses figuram entre os meus preferidos, não porque possuem uma característica única e sim exatamente pelo motivo oposto, pois a diversidade de castas e diferente influências climáticas fazem de Portugal um país com vinhos que apresentam as mais distintas características, desde o jovem e fresco, passando pelo elegante e rústico e chegando aos de alta carga tânica e acidez, com consequente potencial de envelhecimento.

Quando pensamos em vinhos com potencial de envelhecimento logo relacionamos aos produzidos com a casta Baga, uva portuguesa que produz caldos com alta acidez e taninos potentes e que figura como a principal uva do vinho Quinta do Valdoeiro D.O.C. 2010.

O vinho é produzido pela Caves Messias fundada em 1926, por Messias Baptista, que se manteve a administração da empresa até 1973. A Administradão das Caves Messias é ainda nos dias de hoje, assegurada pelos descendentes da família Messias.
 
Desde a fundação Messias tem produzido e comercializado vinhos das principais regiões demarcadas: Dão, Bairrada, Douro, Vinho Verde, Beiras e Vinho do Porto. A sede da Messias está situada na Mealhada, pequena cidade da região da Bairrada, onde a empresa possui mais de 6.000 metros quadrados de instalações e aproximadamente 160 hectares de vinha, sendo 70 hectares destinados à produção dos prestigiados vinhos da Quinta do Valdoeiro.

Nas suas vinhas Messias testou castas portuguesas e baseando-se em novas tecnologias de vinificação, selecionou as que produzem vinhos personalizados de alta qualidade. Devido a um bom planeamento de produção e estratégia de marketing, Messias é um dos poucos grupos, que dispõe duma gama completa de produtos vínicos das melhores regiões portuguesas e das suas próprias Quintas. Os mais exigentes mercados estrangeiros já reconheceram a qualidade dos produtos Messias, já que 65% da sua produção é exportada para os cinco continentes.

Visualmente apresentou cor rubi escura, intensa e brilhante, com halo violáceo e lágrimas finas, abundantes e rápidas. No nariz  intenso e rico em fruta vermelha, chocolate, tabaco e leve balsâmico, tudo bem integrado a madeira. Em boca mostrou-se encorpado com  taninos firmes e excelente acidez. Bom corpo e estrutura de boca, vigoroso  e com alguns bons anos pela frente. Final de boca longo com a o balsâmico e as notas de madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Quinta do Valdoeiro D.O.C.
Tipo: Tinto
Castas: Baga e Touriga Nacional
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Bairrada
Produtor: Caves Messias
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine Store
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

sábado, 23 de agosto de 2014

Um toro com qualidade inquestionálvel

Eis que volta mais uma vez o Toro de Piedra Gran Reserva Cabernet Sauvignon, um tinto chileno, produzido pela Viña Requingua, que me agrada demais, não só pela sua potência como também por seu equilíbrio e regularidade safra após safra.
 
Localizada no coração do Valle do Curicó, a Viña Requingua da família Achurra, possui aproximadamente 1.000 hectares de vinhedos. O vale do Curicó, centro sul do Chile, destaca-se pela qualidade dos vinhos alí produzidos e muitas vezes é comparado com o gigante principal vale do Chile: o Colchagua.
 
O vinho nos foi oferecido na casa dos amigos Juberlan e Rejane na noite do dia dos pais, harmonizado com um belo filé mignon e boa conversa.
 
Na taça apresentou cor rubi escura, halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz os aromas de fruta vermelha estão bem integrados as notas provenientes da passagem pelo carvalho; apareceram ainda aromas de café e alcaçus. Em boca mostrou-se encorpado  com taninos potentes, porém macios e excelente equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca longo com notas de café e tostado aparecendo no retrogosto.
 
A melhor das três diferentes safras que já experimentei e por sua regularidade recebe o carimbo de Minha Compra Certa do Vinhos de Minha Vida.
 
O Rótulo
Vinho: Toro de Piedra Gran Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon
Safra: 2010
País: Chile
Região: Curicó Valley
Produtor: Viña Requingua
Graduação: 14%
Onde Comprar: Pescadeiro, RM Express
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de Serviço: 18 graus