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domingo, 25 de março de 2018

O irretocável Torcicoda Primitivo 2015

Não sou fã de vinhos com a uva Primitivo, talvez porque as minhas experiências com exemplares com esta casta tenham sido decepcionantes, mas uma coisa é certa: provei o Torcicoda Primitivo 2015 e fiquei apaixonado pelo vinho, simplesmente primoroso.
 
O vinho é produzido pela Tenuta Tormaresca, que faz parte do famoso grupo Marchese Antinori, das maiores grifes do vinho italiano, em uma zona denominada Salento (literalmente o salto da mota no mapa da Itália), uma das denominações de origem da uva Primitivo na Puglia.
 
O Torcicoda é um 100% primitivo, que teve 10 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês e húngaro e mais 8 meses em garrafa.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso, brilhante, com reflexos violáceos e intensa formação de lágrimas.
 
No nariz o vinho mostrou aromas intensos, marcado por notas de frutas vermelhas, acompanhadas de notas de especiarias, baunilha e elegante tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos potentes, porém redondos e em bom equilíbrio  a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou final de boca com boa persistência e as notas da fruta e do tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho elegante, potente, redondo, enfim: irretocável!
 

O Rótulo

Vinho: Torcicoda
Tipo: Tinto
Castas: Primitivo
Safra: 2015
País: Itália
Região: Salento - Puglia
Produtor: Tenuta Tormaresca
Graduação: 14%
Onde comprar: Winebrands
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 12.01.2018

sábado, 16 de abril de 2016

H. Stagnari Dayman Tannat #cbe

Este ano tenho tido dias bem corridos tanto na vida pessoal como na profissional, fato que fez atrasar alguns vinhos da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas para diminuir minha dívida chego com o vinho de março, tema proposto pelos conterrâneos Maykel e Ana do blog Vinho por 2, que nos propuseram: "Tannat do Uruguai, sem limite de preço".
 
Antes de falar sobre o vinho escolhido trago algumas informações sobre a história da Tannat no Uruguai.
 
O imigrante francês Don Pascual Harriage plantou, em meados da década de setenta do século XIX, as primeiras parreiras de Tannat no Uruguai. Só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva. O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no Uruguai.
 
A Tannat uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir. Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor.
 
A pluviosidade média anual é de 900 mm e o Sol é constante. No geral, o vinho de Tannat de nossos vizinhos é menos agressivo e mais frutado que o gaulês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcados, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho.
 
O rótulo que escolhi foi o H. Stagnari Dayman. O Dayman é um vinho tinto 100% elaborado com uvas Tannat e o mais nobre da linha “De crianza” da vinícola uruguaia H. Stagnari. Ele fica atrás apenas da produção ícone da casa, o Dinastía.
 
A principal característica da linha “De crianza” são os 12 meses de estágio do vinho em barricas de carvalho, na cava La Puebla, sede da vinícola que está no sul do Uruguai, cerca de 20 quilômetros distante da capital Montevidéu.
 
De acordo com Virginia Stagnari, diretora e esposa do enólogo Héctor Stagnari, responsável pelo exemplar, esse envelhecimento ocorre 80% em barricas de carvalho francês e 20% em carvalho americano. Após esse processo, surgem cerca de 15 mil garrafas do Dayman, elaborado apenas em safras consideradas ótimas pelo enólogo. São três anos de reserva até esse vinho ser disponibilizado ao mercado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi escura, com reflexos violáceos e lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade sendo perceptíveis notas de figo, ameixa, chocolate, couro, cedro e tostado.
 
Em boca mostrou taninos presentes, mas já domados e com leve nota adocicada, acidez viva e álcool a 14% sem incomodar. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com as notas provenientes do tempo de amadurecimento em carvalho aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi degustado no Cantu Day 2016, que ocorreu no Restaurante Nabuco no último dia 14.
 

O Rótulo

Vinho: H. Stagnari Dayman
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Salto
Produtor: H. Stagnari
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Os belos Pinot Noir do Oregon #cantuday

Quando falamos em vinhos dos Estados Unidos logo nos vem a mente os produzidos na Califórnia e quando o quesito é Pinot Noir Americano os do Napa Valley são os mais conhecidos, contudo há muita coisa boa por lá, como é o caso dos vinhos do Oregon.
 
O estado do Oregon localiza-se ao norte do estado da Califórnia e ao sul do estado de Washington. Suas regiões vinícolas se estendem pelos vales formados entre a Cordilheira Costeira e os Montes das Cascatas.
 
A indústria vitivinícola do Oregon só surgiu a partir de 1960, com a segunda onda de produtores de vinho americano, que ocorreu quando alguns produtores insatisfeitos com seus resultados na Califórnia e buscando alternativas para se fazer um vinho mais elegante e de estilo europeu, decidiram explorar o potencial de alguns vales do Oregon.
 
O estado do Oregon pode ser dividido em três grandes regiões produtoras: Willamette Valley, Umpqua Valley e Rogue Valley.

A melhor e mais destacada região é Willamette Valley, que se estende desde o sul da cidade de Portland até a cidade de Eugene. O clima é frio e úmido, as vinhas estão plantadas nas encostas e tem orientação sul/sudeste. O solo é vulcânico com presença de ferro.
 
Uma das principais vinícolas de destaque do estado é a King Estate Domaine, que foi considerada pela Wine Enthusiasts entre os top 100 produtores de vinhos do mundo do ano de 2014 e é um dos lançamentos da Cantu em 2015.
 
King Estate segue uma tendência de utilização de técnicas modernas mais naturais no manejo dos vinhedos próprios, e já é vista como uma das favoritas nos Estados Unidos. Além disto seu vinhedos estão localizado em uma área com grande amplitude térmica e estabilidade climática e os vinhos possuem certificação de produto orgânico.
King State Acrobat 2012
As uvas que deram origem a este vinho foram desengaçadas antes de serem mergulhadas a frio e durante vários dias foram prensadas e bombeadas para extração da cor da casca. Após a fermentação, o vinho foi transferido ao barril onde ele foi submetido à fermentação maloláctica para conferir uma textura mais macia  e aumentar a complexidade. O processo é finalizado com 6 meses de envelhecimento antes de ser engarrafado.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi clara, de pouca intensidade e lágrimas translúcidas finas e rápidas.

No nariz aromas de boa intensidade com a fruta (cereja, amora e framboesa) aparecendo em primeiro plano e sendo seguido de notas de terra molhada, couro e baunilha.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e em bom equilíbrio com a acidez. Repetiu as notas olfativas e um final de boca seco e de boa persistência.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: King State Acrobat
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Estados Unidos
Região: Oregon
Produtor: King State Oregon Wines
Graduação:  13,5%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 130,00
Temperatura de serviço: 14° a 16°
Pontuações e Premiações: Top 100 de 2014 pela Wine Espectator, 90 pts pela Wine & Spirits
 
 
King State Signature 2012
Um dos mais conhecidos Pinot Noir na América. As uvas são cultivadas seguindo rigorosas normas de cultivo orgânico e sustentável.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram meticulosamente selecionadas a mão e antes de serem desengaçadas, em seguida, passam por fermentação em aço inoxidável seguido por fermentação maloláctica. Envelhecido 8 meses em carvalho francês (25% Novo, 25% 1 ano, 25% 2 ano, 25% neutro).
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi clara e boa formação lágrimas, que apresentaram-se translucidas finas e lentas.

No nariz aromas ainda mais intensos que os observados no Acrobat , mostrando complexidade. Pude observar notas de frutas negra madura, chocolate amargo, tabaco, estrume, couro e elegante.

No paladar apresentou taninos macios e elegantes, alta acidez e álcool na medida certa. Final de boca seco e de longa persistência com repetição do chocolate, tabaco e estrume aparecendo no retrogosto.
 
Excelente vinho! Elegante, equilibrado e com boa estimativa de guarda.
 
O Rótulo
 
Vinho: King State Signature
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Estados Unidos
Região: Oregon
Produtor: King State Oregon Wines
Graduação:  13,5%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 260,00
Temperatura de serviço: 14° a 16°
Pontuações e Premiações: Double Gold Medal Oregon Wine Awards

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Champagne Jacquart Brut Mosaïque

Quem não gosta de ver aquelas pequenas e inquietas borbulhas de um espumante subirem pelas paredes da taça; estas borbulhas que desprendem-se do fundo da taça após o serviço do vinho são as responsáveis pelo perlage que, em francês, significa 'colar de pérolas'.
 
E pensando nesse colar de pérolas que nos remota - dentre outras coisas a preciosidade - escolhi o Champagne Jacquart Brut Mosaïque como um dos vinhos para celebrar um ano da minha união com Fernanda.
 
A Maison Jacquart nasceu em 1960 a partir da vontade de 30 viticultores animados em criar uma marca para figurar entre os grandes de Champagne, buscando uma mescla dos melhores vinhedos. A cooperativa é uma das mais conhecidas de Champagne e foi totalmente reformulada na última década.
 
Atualmente são 1.800 associados com 2.620 hectares com vinhedos na Montagne de Reims, no Vallée do Marne e na Côte das Blancs. Hoje, devido à perseverança e ao saber do homem (desde os viticultores até os chefes de bodega) Jacquart é uma das marcas mais prestigiadas de Champagne, com reconhecimento internacional.
 
Na taça o champagne apresentou cor amarelo palha, boa formação de espuma e uma linda perlage com bolhas finas, abundantes e persistentes. Uma perfeita dança de pérolas!
 
No nariz mostrou aromas intensos, com a fruta branca (pêra, lichia, pêssego e maçã) aparecendo em destaque e sendo complementadas por notas de damasco, mel, fermento, pão tostado e brioche.
 
Em boca mostrou grande frescor, conferido pela excelente acidez, mas também foi perceptível uma deliciosa cremosidade, que agregada as notas provenientes da segunda fermentação deram elegância ao líquido. Final de boca seco, persistente e com repetição das notas olfativas, sobretudo do mel e do pão torrado no retrogosto.

O Rótulo
 
Vinho: Jacquart Brut Mosaïque
Tipo: Espumante (Champagne)
Castas: Chardonnay 40%, Pinot Noir 35% e Pinot Meunier 25%
Safra: Não Safrado
País: França
Região: Champagne
Produtor: Maison Jacquart
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 7°
 
Belo Champagne e certamente um dos melhores custo versus benefício do mercado brasileiro.

Perfeito pela qualidade e sobretudo pelo momento, companhia e local. Harmonizou super bem com camarão ao molho de queijos de meia cura.

 Confira a perlage!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Arboleda Chardonnay, o vinho que conquistou o Japão

No último WINEBAR o Daniel Perches bateu um papo descontraído com a Maria Eugenia Chadwick, embaixadora internacional da Viña Arboleda.
 
O primeiro vinho apresentado na degustação virtual, que conta com a participação de vários blogueiros e formadores de opinião, foi o Arboleda Chardonnay 2013, um vinho que recentemente conquistou o Japão, recebendo o prêmio de ‘Melhor Vinho para Sushi’ pela categoria Asian Food Sushi.
 
O rótulo foi avaliado por 340 especialistas deram o veredicto, liderados por Yumi Tanabe, reconhecido na indústria de vinho japonês. Os juízes enfatizaram a acidez e aroma de laranja misturado com notas sutis de frutas tropicais como manga e abacaxi, deixando a boca com mineralidade refrescante, principais características que o levaram à premiação.
 
As uvas que deram origem a Arboleda Chardonnay foram colhidas à mão logo no início da manhã, visando manter o frescor da fruta. Todas as uvas foram suavemente prensadas com os cachos inteiros e o suco foi integralmente fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas) a uma temperatura entre 14°C e 24°C. Em parte dos lotes foram inseridas leveduras selecionadas e outra parte (44%) foi fermentada em barricas, usando leveduras silvestres naturalmente presentes na pele das uvas. Passou por dez meses de envelhecimento “sur lie” – em suas borras – para aumentar a complexidade.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha com reflexos palha e brilhante. No nariz mostrou grande intensidade aromática, destacando-se as notas de frutas tropicais maduros: maracujá, abacaxi e atemoia, tudo muito integrado as notas elegantes provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca repetiu o nariz e apresentou boa estrutura e cremosidade, balanceados pela bela acidez e por notas minerais. Final de boca de boa persistência, refrescante e com notas de mel somando-se as demais notas no retrogosto.
 
Belo exemplar da casta Chardonnay: estruturado, elegante, refrescante e com uma incrível capacidade de sumir da taça.
 
Por aqui harmonizamos com culinária japonesa, sobretudo com peças contendo camarão e salmão como ingredientes principais e caiu super bem.
 
 
O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 13,5%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 8°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Provamos uma das 5075 garrafas da edição limitada do Espumante Salton Lucia Canei

Participamos hoje, há poucos minutos, de mais um WINEBAR trasmitido diretamente da bela Vinícola Salton, com os principais lançamentos do ano da empresa, com destaque especial para o Espumante Salton Lucia Canei.
 
Esposa de Antônio Domenico Salton, imigrante italiano e patriarca da família de empreendedores, Lucia Canei, à matriarca da família, ganha uma homenagem da vinícola: um espumante rosé Natural Brut, que leva seu nome. O produto foi elaborado a partir do método Champenoise, com uvas Pinot Noir e produção numerada e limitada, de 5.075 garrafas.
 
A poderosa embalagem, daquelas que seduzem e motivam para colecionar, remete à mulher doce, mas de pulso forte e grande sensibilidade, de influência decisiva para os Salton. “Nenhum negócio era fechado sem o aval da ‘nonna’. Por isso, aplicamos características de força no rótulo, representada pela flor do Cardo, de beleza e delicadeza singulares, porém protetora, em função de seus espinhos”, explica a gerente de projetos da vinícola, Daniela Salton.

Primeiro espumante da vinícola a não utilizar cápsula para o fechamento, o novo rosé é envasado em garrafa verde-escura, com design diferente, do tipo ‘sino’. As informações contidas no gargalo dão sofisticação à embalagem, que é clean, apenas com uma aplicação metálica na base, contendo o nome do produto e uma flor de cardo.

Mas, a beleza não fica só na garrafa e rótulo, ele também está presente na medalha presa pela gaiola, a qual apresenta as iniciais em baixo relevo da matriarca e na rolha, que possui uma espécie de rede no ápice e as iniciais do produto na base. A rede do topo deu uma ideia de continuidade a gaiola.

É uma das mais belas garrafas que passou pela taça do Vinhos de Minha Vida e vai para coleção junto com outras belas garrafas, algumas inclusive da própria Salton, como a das garrafas  do Salton Gerações Paulo Salton e Salton Gerações Antonio Domenico Salton.
 
Visualmente o vinho apresentou uma linda cor rosa salmão bem clara, com boa formação de espuma e perlage fina e abundante, gerando uma coroa de espuma branca e delicada. No nariz aromas delicados e intensos de frutas vermelhas, flores (cravo, flor de laranjeira e rosa), frutas secas, amêndoas e pão. Em boca mostrou-se leve, elegante, com boa cremosidade e excelente acidez, conferindo-lhe frescor. Final de boca de boa persistência no paladar com repetição da fruta e notas de mel e leveduras aparecendo no retrogosto.

Excelente trabalho da Salton neste espumante. Parabéns a toda a equipe envolvida neste projeto.
 
Por aqui eu e Fernanda abrimos a garrafa 127 e harmonizamos com fondue de camarão com molho de queijo e rosé e arriscamos também com fondue de chocolate com frutas (morango, uva e banana).


O Rótulo

Vinho: Salton Lucia Canei
Tipo: Espumante Rosé
Casta: Pinot Noir
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Vale do Rio das Antas, Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 11,5%
Garrafa: 127 de 5075
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 6° - 8°


Notas:

1. O vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Salton para Degustação no Winebar.

2. Post produzido com impressões pessoais e informações da Vinícola Salton.

terça-feira, 31 de março de 2015

Provei o melhor Torrontés da Argentina

“A criação de meus vinhos é a consagração de todos os meus esforços como enóloga. Poderia dizer que a Bodega é como um terceiro filho, um sonho que virou realidade”. Susana Balbo.
 
Quando você leu esta frase acima possivelmente teve um poco da dimensão do amor e dedicação que a Enóloga e proprietária da Domínio del Plata transmite a seus vinhos.
 
Sua experiência começou em Cafayate, Salta, logo após formar-se como enóloga em 1981, a cargo da Bodega Sucessión Michel Torino, onde especializou-se em Torrontés.
 
A Torrontés é uma casta branca Argentina fruto do cruzamento genético de duas variedades incorporadas durante o período colonial: uva Mission ou Criolla e moscatel de Alexandria, a primeira trasmitiu a Torrontés carga fenólica e a segunda grande carga aromática, sobretudo de flores brancas.
 
E foi esta casta tipicamente Argentina que deu a seu vinho Susana Balbo Signature Barrel Fermented o prêmio de melhor Torrontés da Argentina, um vinho que tive o prazer de degustar durante evento, em Recife,  para formadores de opinião com a própria Susana Balbo.
 
As parreiras que deram origem ao vinho foram levadas de Cafayate para Altamira, Valle de Uco, onde foram plantadas a 1050 metros de altitude. A colheita se deu de forma manual e o vinho foi vinificado a 6°, com maceração em prensa de baixa pressão por 6 horas, seguido de fermentação em barricas novas de carvalho francês e amadurecimento, por 3 meses, em barricas de carvalho.
 
O vinho visualmente apresentou cor amarelo palha bem claro e lágrimas finas e rápidas. No nariz complexo com aromas de flores brancas como jasmim, rosas e flor de laranjeira, notas cítricas (tangerina), damasco, mel, chocolate e leve toque de tostado. Em boca repetiu a complexidade olfativa e mostrou grande equilíbrio entre estrutura e acidez. Final de boca longo com notas de fruta, mel e tostado aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi harmonizado com camarões empanados.

O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Signature Barrel Fermented
Tipo: Branco
Castas: Torrontés
Safra: 2014
País: Argentina
Região: Altamira - Valle de Uco, Mendoza
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Cantu
Preço médio: R$ 132,00
Temperatura de serviço: 10° - 14°
Pontuações: 93pts Robert Parker e Descorchados

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011 #winebar #expand

Dando continuidado aos vinhos da Les Amis degustados no último WINEBAR chegou a hora de falar do exemplar proveniente de uma das mais aclamadas regiões vitivinícolas do mundo: Borgonha, famosa pelos inúmeros rótulos, dentre eles os produzidos com a casta Pinot Noir.
 
A Borgonha está dividida em 5 sub-regiões: Beaujolais, Chablis, Côte Chalonnaise, Côte d`Or e Le Mâconnais. Ao contrário de Bordeaux, onde os Crus Classés são produzidos em uma única propriedade (Château), na Bourgogne há, na maioria das vezes, vários produtores de um mesmo Cru. Nesse caso, uma AOC ocupa um território delimitado, por vezes bem pequeno, e ali se encontram diversos proprietários, alguns com apenas duas fileiras de videiras.
 
A classificação dos vinhos da Bourgogne contempla principalmente o terroir, o terreno onde estão os vinhedos e como há vários produtores - bons, médios e ruins - em quase todas as comunas que originam vinhos AOC, não basta apenas conhecer a AOC, mas também o produtor. Os tintos borgonheses primam pela finesse, delicadeza e complexidade. Têm cor leve, aromas sutis e complexos e estrutura delicada na boca 
 
O Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011 é produzido com uvas provenientes das regiões de Côte d`Or (Côte de Beaune e Côte de Nuits) e Côte Chalonnaise e reflete toda a delicadeza e elegância do seu terroir. A colheita é feita manualmente, sendo cuidadosamente selecionadas e desengaçadas antes do processo de vinificação. A fermentação do vinho é em tanques de aço inox em temperaturas controladas.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor rubi clara, com alguma transparência e lágrimas finas, translúcidas e rápidas. No nariz aromas sutis, porém de grande complexidade, com a fruta vermelha (morango e cereja) aparecendo em primeiro plano juntamente com notas florais e seguidos de aromas de especiarias e já com uma maiora oxigenação apareceram aromas que remotam a terra. Em boca o vinho mostrou-se melhor que no nariz: corpo médio, taninos sutís, sedosos e elegantes, boa acidez e álcool na medida certa. Vinho leve, delicado, fácil de beber e com um final de boca de média intensidade.

O Les Amis Bourgogne foi degustado na companhia de Fernanda, minha mãe e os amigos Juberlan e Rejane. Para harmonizar Fernanda nos preparou codornas recheadas sobre cama de purê de macaxeira, um belo prato que elevou o vinho.



O Rótulo

Vinho: Les Amis Bourgogne
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2011
País: França
Região: Borgonha
Produtor: Les Amis
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18º



Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Expand para degustação no WINEBAR.

sábado, 6 de setembro de 2014

Soalheiro Alvarinho 2012

Nenhum país do mundo possui tantas castas vitiviníferas como Portugal, são mais de 250 uvas autóctones / indígenas e boa parte destas só são encontradas neste país e o que é mais legal, todas são usadas para produção de vinhos, os quais são, em sua maioria, assemblages / cortes (Vinho de Lote).
 
A alvarinho é uma destas mais de 250 castas e não apenas isto, ela é considerada uma das mais nobres castas brancas e uma das poucas usadas na produção de vinhos varietais.
 
As videiras de Alvarinho produzem poucos cachos. O rendimento das uvas também é pequeno, sendo necessários 1,6 Kg de uva para fazer uma garrafa de 0,75 litro. Nas outras castas o normal é 1,0 Kg de uva para uma garrafa. Estas são as razões que justificam o preço mais alto deste vinho.
 
A casta é cultivada sobretudo nos municípios de Melgaço e Monção, uma pequena sub-região ao norte dos Vinhos Verdes e o ponto mais ao norte de Portugal. A região está protegida por um conjunto de montanhas que criam condições de precipitação, temperatura e horas de sol necessárias para a melhor maturação desta casta.
 
O  vinho Soalheiro Alvarinho é produzido pela Quinta de Soalheiro, um dos primeiros produtores Portugueses de Alvarinho  e a primeira marca de Alvarinho em Melgaço, a qual sempre figura nas listas dos melhores Alvarinhos de Portugal da imprensa especializada.
 
As uvas que dão origem ao Solaheiro Alvarinho são colhidas manualmente em caixas de pequena capacidade e transportadas para a adega num curto espaço de tempo. Após a prensagem, o mosto obtido decanta durante 48 horas, segue-se a fermentação, a temperatura controlada, usando leveduras pré-selecionadas para o efeito. O engarrafamento efetua-se após a estabilização do vinho, sendo seguido de um estágio em garrafa.
 
Visualmente o vinho apresentou uma bela cor amarelo pérola brilhante, com lágrimas grossas e lentas. No nariz intenso e elegante, rico em frutas tropicais (abacaxi, maracujá), casca de limão e toque mineral. Em boca mostrou boa acidez e grande frescor, com um leve dulçor e boa repetição da fruta. final de boca refrescante e de boa intensidade.
 
O Rótulo

Vinho: Soalheiro
Tipo: Branco
Castas: Alvarinho
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Monção e Melgaço, Vinho Verde
Produtor: Quinta de Soalheiro
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 145,00
Temperatura de serviço: 10º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste

Conferimos na noite da última quarta o lançamento do Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste e o primeiro do tipo no Brasil, o qual foi lançado pela Lacomex, uma empresa que atua na área de importação e distribuição de vinhos, alimentos e demais bebidas desde 1994.
 
Ao longo dos 20 anos de existência a empresa expandiu seu mix de produtos e consolidou-se como a maior Distribuidora de Bebidas Premium de Pernambuco, tornando-se referência em distribuição no estado nos canais Food Services, varejo e atacado. Além disso é a primeira do ramo a importar vinhos por SUAPE, um dos portos mais modernos do país.
 
O club conta com a consultoria de peso do Aloisio Sotero, Diretor Financeiro e Co-Fundador da W2W e-commerce de Vinhos da Wine Vinhos e vem com uma proposta diferente em que, além dos benefícios que a maioria dos clubs proporcionam aos associados, o cliente pode degustar os seus rótulos em um dos restaurantes parceiros sem pagar taxa de rolha. Ao todo já são 18 restaurantes parceiros (confira a lista completa aqui) e até o início de outubro já serão 25, promete o proprietário Luiz Figueiredo.
 
Juntamente com o club foram lançados o portal da empresa e o e-commerce que realizará vendas para todo território nacional, tornando-se também a primeira importadora do ramo no Nordeste a possuir esse tipo de serviço.
 
O assinante poderá optar por duas diferentes categorias: Terroir Lacomex (2, 4 ou 6 garrafas) e Vintage Lacomex (apenas 2 garrafas). O Terroir Lacomex é uma seleção de vinhos para o dia a dia e que é baseada no Top 10 dos vinhos mais pedidos nos restaurantes e bistrôs participantes do Club, além de aliarem uma boa relação preço versus qualidade. O Vintage Lacomex conta com vinhos mais elaborados, com bom potencial de evolução em garrafa e são ideiais para momentos especiais.
 
A primeira edição do club, de ambas as categorias, é de vinhos franceses, todos foram servidos durante o lançamento. Confira abaixo rápidas notas sobre cada um deles, onde os dois primeiros fazem parte do Club Terroir Lacomex e o demais ao Club Vintage Lacomex.
 
Chateau du Barry 2009
 
O Chateau du Barry está localizado a 5 km ao sul de Saint-Emilion, encontrando-se ao lado sul da Guillac. O rótulo é produzido Cabernet Franc e Merlot da região de Bordeaux.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi e lágrimas em boa intensidade. No nariz aromas de fruta vermelha e especiarias. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, mostrando ser um vinho que pede comida para acompanhar. Final de boa de média intensidade com notas de fruta levemente adocicada aparecendo no retrogosto. Vinho simples e correto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau Roc de Baoudun
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Chateau Savariaud Superieur 2009
 
Vinho de cor rubi brilhante e de halo vermelho translúcido. Nariz intenso e rico em notas frutadas, seguido de toques de especiarias, leve mentolado e couro. Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta e menta aparecendo no retrogosto.
Vinho de excelente custo versus benefício, diria que é um best buy esse tradicional corte bordalês. Gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 
O Rótulo

Vinho: Chateau Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 59%, Merlot 32%, Cabernet Franc 5% e Malbec 4%
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º 
 
Château Citran 2006

O Château Citran é classificado como um Cru Bourgeois desde 1932 e este da safra de 2006 é produzido com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot e mesmo com seus oito anos de vida ainda muito bem, obrigado.

Na taça apresentou cor rubi com halo de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, café, tabaco, couro, balsâmico e elegante e integrado tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos vivos, porém já domados e acidez de boa intensidade. Final de boca longo e com notas de cafê e balsâmicas aparecendo no retrogosto. Vinho inteiraço, equilibrado, gastronômico e ainda com uns anos de vida pela frente.

O Rótulo
 
Vinho: Château Citran
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%
Safra: 2006
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Citran
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º
 
La Rose de Labégorce 2008
 
Segundo rótulo do conceituado Château Labégorce, esse tinto  é um corte bordalês clássico produzido na de denominação Margaux, sub-região de Bordeaux.
 
Visualmente mostrou cor rubi brilhante e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas elegantes e em boa intensidade com destaque para a (cassis, ameixa e groselha), pimenta, café, menta, baunilha e couro. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos maduros e boa acidez. Final de boca longo e equilibrado

O Rótulo
 
Vinho: La Rose de Labégorce
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 48%, Merlot 40%, Cabernet Franc 10% e Petit Verdot 2%
Safra: 2008
País: França
Região: Margaux, Bordeaux
Produtor: Château Labégorce
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º 

domingo, 8 de junho de 2014

Quinta da Bacalhoa Cabernet Sauvignon 2010

A população da região metropolitana do Recife viveram dias com clima de guerra no mês de maio em decorrência da greve da polícia no estado e tão logo o fim da paralisação foi anunciado a Avec le Vin resolveu fazer um encontro para comemorar.
 
Nos reunimos na casa dos confrades Pedro e Luciana e dentre os rótulos degustado destaco nesta postagem o Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2010, um rótulo que demonstrou com maestria todo o primor da casta.
 
Rótulo produzido pela vinícola de mesmo nome e que localizada na Península de Setúbal. A imponente e bela Quinta da Bacalhôa foi erguida na primeira metade do século XV. No final do século seguinte, a quinta passou a pertencer por herança a Dona Maria Mendonça Albuquerque.
 
Ao casar-se com D. Jerónimo Manuel, conhecido pela alcunha de “bacalhau”, Dona Maria viu sua herança passar a ser designada “bacalhôa” com o mesmo sarcasmo que era dirigido ao marido.
 
Mais tarde, quando adquirida pelo Comendador José Berardo, a propriedade teria seu nome adotado pelo que é hoje um dos maiores e mais inovadores grupos produtores de vinhos do seu país, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.
 
Possui vinhedos e adegas nas mais importantes regiões de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Porto. E agrega à sua operação a experiência e reputação do Grupo Lafitte Rothschild, com quem tem parceria.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intenso com lagrimas finas e abundantes. No nariz aromas intensos de fruta vermelha como amoras, morango e cereja, seguido de aromas de pimenta preta, café, chocolate amargo e elegante tostado. Em boca mostrou bom corpo com taninos macios,  elegantes e em equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com a fruta, a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Bela noite entre amigos e vinho excelente, pronto pra beber, mas também pode ser guardado por mais alguns anos. Acompanha bem uma carne grelhada ou queijos amarelos, contudo esse eu bebo tranquilamente sem harmonizar com nenhum alimento.
 
O Rótulo

Vinho: Quinta da Bacalhôa
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (90%) e Merlot (10%)
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta da Bacalhoa
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 130,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 8 de março de 2014

O jovem e potente Canepa Genovino Carignan 2009 #aveclevin

No nosso último encontro da Avec le Vin Pedro e Luciana levaram um Carignan simplesmente magnífico: o Canepa Genovino, que com seus 5 anos de vida ainda está jovem e mostrou que ainda tem um bom caminho pela frente.
 
O rótulo é produzido pela tradicional Viña Canepa fundada por Giuseppe Canepa em 1930 e já em 1940 passou a exportar seus vinhos. Recentemente a vinícola firmou parceria com a Concha y Toro objetivando potencializar seu crescimento internacional.
 
A vinícola está localizada no Vale Central, região que representa a tradição da viticultura chilena. A maior concentração de vinhas e vinícolas do Chile está localizada nesta região, que compreende os vales de Maule, Curicó, Colchágua, Cachapoal e Maipo. As microregiões são muito diferentes entre si, e a característica mais notável é seu isolamento impressionante. É uma zona tradicional, grande e fértil, onde as uvas crescem bem e amadurecem facilmente.
 
Canepa Genovino é um 100% Carignan, uma casta originária da região de Aragão, na Espanha, onde também é conhecida como Cariñena. Também é amplamente encontrada no sul da França.
 
Videiras desta casta vieram parar no Maule no na década de 50 do século passado com o objetivo de ajudar a dar acidez, cor e estrutura aos vinhos produzidos com a uva País. Parte destas videiras plantadas em sequeiro* ou em vasos, sem arames de condução, que parecem mãos de grossos pulsos talhadas pelo tempo e pelas colheitas, com seus fortes dedos tortos erguendo-se no ar – ainda estão lá. São pouco mais de 500 hectares de vinhedos, alguns com mais de 60 anos de idade e são estas videiras que deram origem ao Canepa Genovino.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi escura e intensa, com lágrimas finas rápidas e abundantes. No nariz intenso, cheio de frutas negras, notas florais (violetas), de pimenta, café torrado e tostado. Em boca cheio, carnudo... mas elegante; taninos jovens e potentes, excelente acidez e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas e mostrou bom corpo com final de boca longo e com a fruta, o café e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinhaço! Potente, mastigável e que vai ganhar muito com mais alguns anos de guarda... Excelente fechamento do nosso encontro.
 
O Rótulo

Vinho: Canepa Genovino
Tipo: Tinto
Castas: Carignan
Safra: 2009
País: Chile
Região: DO Cauquenes, Valle del Maule
Produtor: Viña Canepa
Enólogo: Javier Solari
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 130,00 (R$ 110,50 para sócios do ClubeW)
Temperatura de serviço: 16°
Premiações e Pontuações: Wine Advocate - 90 Pts, Concours Mondial de Bruxelles - Medalha de Ouro
 
* Post Scriptum
 
Agricultura de sequeiro é uma técnica agrícola para cultivar terrenos onde a pluviosidade é diminuta. A expressão sequeiro deriva da palavra seco e refere-se a uma plantação em solo firme. Mas isso não impede que o plantio seja irrigado em época de seca.

sábado, 23 de junho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Quinta da Chocapalha

A Quinta de Chocapalha está situada nas colinas ensolaradas da Região Demarcada de Lisboa, mais precisamente próxima à histórica Aldeia Galega da Merceana, município de Alenquer, a 45 Km da capital portuguesa. Esta quinta é referida desde o séc. XVI pelas suas excelentes vinhas e vinhos. Pertenceu desde os começos do séc. XIX a Constantino O`Neil, que mais tarde doou a Diogo Duff, ilustre fidalgo escocês muito estimado de El-Rei D. João VI que o condecorou com a comenda de «Torre e Espada».

 A Quinta permaneceu na posse da família Duff até à década de oitenta do século passado, altura em que foi adquirida por Alice e Paulo Tavares da Silva, pais da enóloga Sandra Tavares da Silva. A partir dessa data profundas benfeitorias nos 45 hectares de vinhas e novas técnicas de cultivo foram introduzidas na Quinta de Chocapalha, continuando-se assim as antigas tradições desta quinta vinhateira, sempre em busca de uma melhoria das qualidades e prestígio dos seus vinhos.

Só na vindima de 2000, momento em que as vinhas atingiram a sua maturidade e qualidade pretendida, decidiu-se proceder ao engarrafamento dos melhores vinhos aí produzidos.

A charmosa casa sede desta quinta foi construída em 1780. A Adega atual ficou pequena e está equipada com 2 lagares com pisa a pé. Uma adega nova, muito bonita e encravada no meio das vinhas, foi concluída e iniciou seu funcionamento em novembro de 2011. Muito bem equipada, mas respeitando as tradições desta quinta. O número de lagares com pisa a pé foi ampliado de 2 para 4.

A quinta produz os vinhos Quinta da Chocapalha Branco, Quinta da Chocapalha Arinto, Vinha da Palha Tinto, Quinta da Chocapalha Tinto, Chocapalha Reserva Tinto e CH By Chocapalha Tinto. Dentre eles só deixamos de degustar o Vinha da Palha Tinto 2008.

Quinta Chocapalha Branco 2009

Trata-se de um corte das uvas Viosinho e Arinto. Visualmente mostrou uma cor amarelo palha bem clara. No nariz mostrou aroma de floras e frutas brancas. Em boca mostrou-se intensos, com boa acidez e uma boa persistência. Final de boca bem agradável com a presença do frutado. Deste vinho foram produzidas apenas 3200 garrafas.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Branco
Castas: 71% Viosinho e 29% Arinto
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 13%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 49,00
Temperatura de Serviço: 12 graus
Pontuações: 89 Wine Enthusiast

Quinta da Chocapalha Arinto 2009

O vinho mostrou uma cor amarela bem clara e brilhante. No nariz um mix de notas de frutas brancas e notas minerais. Em boca mostrou-se muito fresco e com acidez na medida, com bom equilíbrio. Uma boa pedida para os nossos dias quentes.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Branco
Castas:  100% Arinto
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 12,5%
Onde Comprar: ?
Preço Médio: ?
Temperatura de Serviço: 12 graus
Pontuações: 88 RP



Quinta da Chocapalha Tinto 2007

Um vinho muito gastronômico com estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês de segunda e terceira utilização.

Visualmente mostrou uma bela cor granada, com lágrimas finas e abundantes, com sinais de evolução. Um bouquet muito intenso, com notas de frutas escuras madura. Em boca mostrou muito potente e estruturado, com bom equilíbrio entre taninos, acidez e álcool; madeira aparecendo, mas sem agredir. Final de boca com a fruta aparecendo e mostrando uma longa persistência.

O Rótulo

Vinho: Quinta da Chocapalha
Tipo: Tinto
Castas: 30% Castelão, 30% Tinta Roriz, 20% Touriga Nacional, 15% Syrah e 5% Alicante Bouschet
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de Serviço: 16 graus

Chocapalha Reserva Tinto 2007

Um vinho com estágio de 20 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Deste vinho foram produzidas apenas 6800 garrafas.

Visualmente mostrou uma cor rubi intensa, com reflexos violetas, com lágrimas grossas e lentas, sem sinais de evolução. No nariz a madeira aparece em evidência, seguido de aromas de furta vermelha madura e delicadas notas florais. Em boca mostra muita potência e concentração, com a madeira aparecendo bem forte; taninos maduros e bem integrados ao álcool e a acidez. Um vinho muito encorpado, com a madeira incomodando um pouco, mas com grande potencial de guarda, pelo menos mais 5 anos.


O Rótulo

Vinho: Chocapalha Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  30% Tinta Roriz, 55% Touriga Nacional e 15% Syrah
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 14%
Onde Comprar: Presenza (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de Serviço: 16 graus
Pontuações: 92 Winr Enthusiast; Medalha de Bronze  Decanter World Wine Awards


CH by Chocapalha Tinto 2008

Vinho 100% Touriga Nacional com 22 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês. Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e reflexos violáceos, com lágrimas finas e abundantes. No nariz aromas intensos e com boa integração entre a madeira e os aromas de frutas vermelhas maduras. Em boca repetiu a fruta e a madeira, mostrou taninos maduros e bem equilibrados com álcool. Outro exemplar da Quinta da Chocapalha grande potencial de guarda.


O Rótulo

Vinho: CH by Chocapalha
Tipo: Tinto
Castas:  100% Touriga Nacional
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Lisboa
Produtor: Quinta da Chocapalha
Enólogos: Sandra Tavares da Silva e Diogo Sepúlveda
Graduação: 14%
Onde Comprar: ?
Preço Médio: ?
Temperatura de Serviço: 16 graus





Fontes: Adega Alentejana e Notas pessoais de degustação

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Monte do Pintor

“Quando o viajante acordou e abriu a janela do quarto, o mundo estava criado. Era cedo, ainda vinha longe o Sol. Nenhum lugar pode ser mais serenamente belo, nenhum o será com meios mais comuns, terra larga, árvores, silêncio…”

José Saramago - Prêmio Nobel da Literatura 1998
em VIAGEM A PORTUGAL capítulo
“A Grande e Ardente Terra de Alentejo”

Chegamos a mais uma postagem sobre o Passeio Enológico por Portugal - PEP, onde vamos falar sobre a Monte do Pintor, que assim como as demais vinícolas portuguesas presentes  no PEP e já comentadas aqui, possuem uma história bem recente, de alguns anos ou décadas.

A Monte do Pintor foi constituída em 1991 e o primeiro vinho produzido data de 1993. Ela está situada próximo a Igrejinha, conselho dos Arraiolos e têm uma área de 200 ha, dos quais 30 ha. Em 1995 iniciou-se a comercialização dos vinhos.

Seus vinhos são compostos, majoritariamente, por castas tradicionais alentejanas: Trincadeira e Aragonez, bem como Alicante Bouschet, Castelão, Verdelho, Antão Vaz e Arinto.

Monte do Pintor Branco 2010

Este é o primeiro rótulo branco produzido pela vinícola e foi lançado em 2011. É um vinho produzido a partir de vinhas novas de Antão Vaz, Arinto e Verdelho.

O vinho mostrou uma cor amarelo clara, com reflexos esverdeados. No nariz foram perceptíveis notas de frutas tropicais. Em boca mostrou-se muito fresco, uma boa acidez e um leve toque mineral, dando um bom volume e conferindo um bom final de boca.

O Rótulo

Vinho: Monte do Pintor
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto e Verdelho
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 12,5%
Onde Comprar: Loja de Bebidas (Loja Virtual)
Preço Médio: R$ 60,00
Temperatura de Serviço: 12 graus

Pequeno Pintor Tinto 2008

Esse rótulo foi fruto de uma postagem recente: relembre e, portanto, não repetirei as impressões do mesmo.


O Rótulo

Vinho: Pequeno Pintor
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez e Trincadeira
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$  40,00
Temperatura de Serviço: 16 graus


Monte do Pintor Tinto 2008

Rótulo com 18 meses de repouso em barricas de carvalho francês de segundo uso e mais 6 meses de repouso em garrafa antes da comercialização. Visualmente mostrou uma cor rubi intensa sem sinais de evolução e lágrimas finas e lentas. Um bouquet  rico em frutas escuras em compota, notas de café tostado e madeira. Em boca repetiu a fruta com boa integração com a madeira e taninos potentes, mas macios e bem integrados ao álcool e a acidez.


O Rótulo

Vinho: Monte do Pintor
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Castelão e Trincadeira
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 14%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$  80,00
Temperatura de Serviço: 16 graus


Monte do Pintor Reserva Tinto 2007

Trata-se do rótulo topo de gama da vinícola, com passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês de primeiro uso e repouso de mais 12 meses na garrafa e dele foram produzidas apenas 14.700 garrafas.

Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e densa, sem sinais de evolução e lágrimas abundantes finas e lentas. No nariz mostrou-se complexo com a fruta negra madura aparecendo em primeiro plano, seguido de delicadas notas de chocolate amargo e pimenta preta. Em boca muito intenso, com taninos sólidos e potentes, bom equilíbrio e boa persistência e um final de boca com notas de especiarias e a madeira sobressaindo um pouco, mas nada comprometedor.


O Rótulo

Vinho: Monte do Pintor Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez e Trincadeira
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Monte do Pintor
Enólogo: David Patrício
Graduação: 14%
Onde Comprar: Internet
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de Serviço: 16 graus



* Os Rótulos são de autoria do Escultor português João Cutileiro


terça-feira, 5 de junho de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Tiago Cabaço

Chegamos a mais uma postagem sobre o Passeio Enológico por Portugal, no qual eu e Fernanda pudemos degustar excelentes vinhos, como os produzidos por Tiago Cabaço.

Os Rótulos da Tiago Cabaço Wines impressionaram pela qualidade e surpreenderam por terem iniciados suas atividades apenas há 8 anos.

Tiago Cabaço faz parte da nova geração dos produtores alentejanos, apresentando-se como um dos mais jovens na idade e número de colheitas no mercado. Mas, ele parece estar no mercado a inúmeros anos e já deixou de ser um valor emergente do Alentejo, firmando-se como um dos mais sólidos e marcantes da nova geração dos produtores Alentejanos.

Nascido e criado em Entremoz, no coração do Alentejo vinhateiro, habituou-se desde muito cedo, desde a mais tenra infância, a viver e a trabalhar no campo, na vinha dos pais, aprendendo com os mais velhos os pequenos e grandes segredos da vinha, as manias e os truques os nomes das castas e quais os melhores solos e climas para cada variedade.

Em 2004 decidiu avançar para o seu projeto, os seus vinhos, mostrando de uma forma clara as suas convicções, a sua personalidade, a sua forma de entender o vinho e o Alentejo. Bastaram algumas colheitas para que os vinhos de Tiago Cabaço passassem a ser encarados com o respeito e a atenção que os muitos prêmios e distinções nacionais e internacionais, têm trazido, como a Talha de Ouro para  o melhor vinho tinto do Alentejo, conquistado pelo  Blog.

Hoje Tiago Cabaço é tido como um dos produtores  mais seguros e promissores do Alentejo, com uma família de vinhos sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma, mas profundamente alentejanos no caráter, divididos entre os: ".com" de pérfil enérgico e individual, ".beb" sérios e poderosos e os "blog" simultaneamente vigorosos, sutis e frescos, que se reclamam como topo de gama dos vinhos de Tiago Cabaço.

.COM Branco 2010

Um rótulo produzido com uvas de cepas com idade entre 5 e 23 anos. Na composição do assemblage estão presentes tradicionais castas do Alentejo: Antão Vaz e Roupeiro e ainda, a Arinto que confere acidez, a Verdelho que trás a frescura e a exótica Viogner, casta especialmente aromática.

O .COM mostrou uma cor amarela citrina e brilhante. No nariz mostrou-se muito aromático, com notas frutadas e florais em evidência. Em boca mostrou-se fresco, com notas de frutas e minerais e um leve toque amanteigado, conferindo potência ao vinho. Final de boca fresco, vigoroso e de média persistência.

O Rótulo

Vinho: .COM
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto, Roupeiro, Verdelho e Viognier
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express e DLP
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de Serviço: 12 graus

.COM Tinto 2010

Este é o primeiro rótulo produzido por Tiago Cabaço e trata-se de uma assemblage das castas Aragonez, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Trincadeira.

O vinho mostrou uma cor rubi escura e brilhante, com lágrimas abundantes e lentas. No nariz as frutas vermelhas maduras aparecem em evidência, e notas florais aparecendo discretamente. Em boca repetiu a fruta madura e mostrou um toque de pimenta seca. Apresentou boa estrutura, com taninos redondos e elegantes em sintonia com a acidez e o álcool.

O Rótulo

Vinho: .COM
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Trincadeira
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14%
Onde Comprar: RM Express e DLP
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de Serviço: 16 graus

.BEB Tinto 2009

O .BEB é um vinho mais estruturado e elaborado, mostrando tradição na sua produção: pisa a pé em lagar e com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso.

Apresentou uma cor rubi intensa e profunda. No nariz logo aparecem as notas de fruta madura mais composta e elegante que no .COM, seguido por notas de pimenta e chocolate meio amargo. Em boca mostrou-se potente e vigoroso, repetindo a fruta e a especiaria, mostrando taninos potentes. Apresentou um final de corpo equilibrado e longo.  É um tinto denso e complexo, concentrado, na proporção correta entre modernidade e tradição.

O Rótulo

Vinho: .BEB
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Syrah e Touriga Nacional
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14%
Onde Comprar: Ainda não encontrei aqui em Recife
Preço Médio: R$ 85
Temperatura de Serviço: 16 graus

Blog Tiago Cabaço Tinto 2009

Esse foi sem sombra de dúvidas um dos melhores vinhos degustados durante o Passeio Enológico por Portugal. Foi eleito o melhor vinho  tinto do Alentejo (Talha de Ouro) e o terceiro melhor vinho de Portugal pela revista Wine e recebeu 18 (de 20) pts pela Revista de Vinhos. Deste vinho foram produzidas apenas 6.600 garrafas, devidamente numeradas.

É o orgulho deste produtor, o seu topo de gama, o vinho mais acarinhado e mimado desta casa. Não foram poupados esforços para lhe oferecer o melhor tratamento. Mas sempre com a sobriedade necessária para não o deixar cair na tentação da sobre maturação ou sobre extração, consagrando o espírito dos vinhos vigorosos, mas elegantes, musculados mas frescos, que privilegiamos para os nossos vinhos. A vindima manual, seguida da pisa a pé, segundo os métodos mais tradicionais da região, deram os primeiros sinais de que estaríamos perante um lote excepcional. Passou por estágio posterior de 12 meses em barricas de carvalho francês de segundo uso.

O Blog Tiago Cabaço 2009 mostrou uma bela e intensa cor rubi densa, sem sinais de evolução, mostrando que ainda pode permanecer na garrafa por alguns anos. No nariz mostra aromas intensos, marcado pela fruta escura madura e as especiarias. Em boca mostrou-se intenso, encorpado e potente, contrastado por uma boa frescura muito marcante. Muito equilibrado e com taninos sedosos e proporcionam um final de boca longo intenso e elegante: maravilhoso.

O Rótulo

Vinho: Blog Tiago Cabaço
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14,5%
Onde Comprar: Ainda não encontrei aqui em Recife
Preço Médio: R$ 130
Temperatura de Serviço: 16 graus



Blog Tiago Cabaço Alicante Boushet - Syrah Tinto 2009

Esta é uma edição limitada, com uma produção de apenas 2.540 garrafas. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês, metade novas e metade de 2º ano. O Blog é um vinho de terroir, um vinho feito na vinha, escolhido das nossas melhores parcelas, de vinhas de uma produção ridiculamente baixa. Em 2009 sentíamos que, para além do lote que ganhou o cobiçado e prestigiado troféu da Talha de Ouro 2009, desfrutávamos de duas castas excepcionalmente boas, Syrah e Alicante Bouschet, que nos permitiram elaborar um vinho extraordinário, perfeito na exuberância frutada e na estrutura das duas castas. Uma ligação que revelou ser tão completa... que decidimos lançar este lote especial numa edição única e limitada.

Mostrou uma cor rubi intensa, com lágrimas intensas e brilhantes. No nariz mostroy-se concentrado e poderoso, floral e frutado, termina com notas terrosas. Em boca apresentou-se sedoso e aveludado, intenso e estruturado, vigoroso mas não agressivo, complexo e elegante, de final fresco e grande potencial de guarda.

O Rótulo

Vinho: Blog Tiago Cabaço Edição Limitada
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet e Syrah
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 14,5%
Onde Comprar: Ainda não encontrei aqui em Recife
Preço Médio: R$ 150
Temperatura de Serviço: 16 graus

Fontes: Adega Alentejana,  Tiago Cabaço Wines e notas pessoais de degustação