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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O ainda jovem Carodorum 2008

Recebi recentemente, da Wine in Pack, os exemplares do Pack Club, que este mês foi composto por dois vinhos tempranillo espanhóis, um da região de Ribera del Duero e outro da região de Toro.

Já comentei sobre o exemplar de Ribera del Duero: o Tudanca Roble DO e hoje é dia de comentar Carodorum Crianza DO 2008.

Falando um pouco sobre a casta que deu origem ao vinho: Tinta de Toro, mais conhecida como tempranillo, a casta símbolo da Espanha. Originária da região de Rioja a tempranillo é cultivada em quase todas as sub-regiões continentais espanholas e nenhuma outra casta em nenhum outro país possui tanta influência e domínio.

O Carodorum Crianza DO é produzido pela Bodega Carmen Rodríguez Méndez, a menor vinícola registrada no Conselho Regulador da denominação de origem TORO. Pequena no tamanho, mas pois esse aspecto físico não a impede de ser uma das mais apreciadas e de maior qualidade da região.

Iniciada por Carmén Rodriguez e atualmente tocada por um de seus filhos, Guillermo Diez, que também é o Enólogo,  a bodega é uma verdadeira empresa familiar, de instalações aconchegantes e modernas.

Está localizada no povoado Cascajera, em plena planície de Toro, esta bodega de caráter familiar produz vinhos extraordinários com pontuações altíssimas alcançadas nas avaliações de críticos famosos como Robert Parker.

Com uma filosofia única de produção, onde o importante é o cuidado personalizado e tradicional nas diversas fases de elaboração de seus vinhos, a bodega cultiva vinhedos próprios, de idades distintas, incrustados nos terraços agrícolas do rio Duero, onde o solo de cascalho e saibro, e onde as amplitudes térmicas diárias, propiciam condições excelentes para o amadurecimento completo das uvas.

Sua produção é limitada, pois tem como objetivo a conservação da magia e da história dos seus vinhos, cuja feitura é individualizada e artesanal, característica que a distingue dos mega empreendimentos vinícolas. O êxito alcançado com esta produção, no entanto, a coloca entre as grandes vinícolas de sucesso internacional.

O Carodorum DO é um 100% tempranillo que passou por 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho francês e merece ser degustado sem pressa.

Na taça apresentou cor rubi escura, quase negra, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz mostrou aromas de frutas negras, pimenta seca, especiarias (canela e noz moscada), nozes, terra molhada, couro, chocolate, baunilha e tostado.

Em boca um vinho encorpado com taninos maduros, alta acidez e álcool a 15% pedindo uma aeração prévia a degustação, mas que não incomodou e deixou, junto a sua excelente acidez, o vinho com um grande potencial gastronômico. Repetiu as impressões olfativas e apresentou uma interessante nota licorosa, trazendo a memória algumas nuances de um vinho fortificado. Final de boca seco com notas de canela, chocolate e licor de frutas aparecendo no retrogosto.

Vinho surpreendente na cor, nos aromas e em boca. Difícil acreditar que ele não tenha mais uns 10 anos pela frente, pois apesar de pronto para ser degustado o mesmo ainda mostrou-se jovem.

O Rótulo

Vinho: Carodorum DO
Tipo: Tinto
Castas: Tinta de Toro (Tempranillo)
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Toro
Produtor: Bodega Carmen Rodríguez Méndez
Enólogo: Guillermo Diez
Graduação: 15%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker

Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Carodorum. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

sábado, 17 de outubro de 2015

Tudanca Roble DO Ribera del Duero 2008

Esse mês a seleção de vinhos do Pack Clube, o clube exclusivo de vinhos europeus da Wine in Pack, é composta por dois exemplares da Espanha, sendo um da Região de Ribera del Duero e outro da Região de Toro.
 
Primeiro irei falar do Tudanca Roble DO 2008, um 100% tempranillo produzido pela Vinos Tudanca na aclamada região espanhola de Ribera del Duero.
 
A Família Tudanca de las Heras, particularmente Vicenta de las Heras, fiel ao legado de seus antepassados, conseguiu transmitir ao longo dos seus 100 anos (1914-2014) o bom trabalho na vinha para seus filhos e netos e, até hoje os vinhos Tudanca são elaborados, em todo seu processo, por membros da família, desde a vinha ao desenho dos rótulos.
 
Os vinhedos centenários de tempranillo, plantado pelas tias matriarca da família, estão localizados entre La  Horra e Gumiel de Mercado, no coração de Ribera del Duero.
 
As uvas que deram origem ao Tudanca Roble DO é provenientes de vinhedos de 15 anos de idade, denominados de La Nava. O vinho passou por amadurecimento em barricas de carvalho (75% francês e 25% americano) por 6 meses.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida, brilhante e com reflexos sutis de cor âmbar / alaranjados, denotando evolução. Lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou um bouquet com aromas de média intensidade compostos por fruta vermelha, mas já bem sutis, seguidos de notas de figo, geleia de ameixa, folhas secas, chocolate, baunilha, balsâmico, madeira molhada e tostado.
 
Em boca um vinho com taninos presentes, macios e de boa qualidade. Acidez de média intensidade e álcool a 13,5% pedindo comida. Final de boca de boa persistência com as notas de folhas secas e balsâmicas aparecendo no retrogosto e não nos deixando esquecer a idade do vinho.
 

O Rótulo

Vinho: Tudanca
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Ribera del Duero
Produtor: Vinos Tudanca
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 95,00
Temperatura de serviço: 16°



Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Carodorum. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

5 Oros Crianza 2010

Gosta de vinhos espanhois? Se a sua resposta foi sim você deve experimentar o 5 Oros Crianza, um vinho composto pela mistura clássica de 3 uvas típicas espanholas: tempranillo, garnacha e graciano.
 
O vinho é elaborado pela Bodegas Isidro Milagro, a qual possui mais de uma década de dedicação aos vinhos e, atualmente, conta com 75 hectares de vinhedos no Sudeste de Rioja, berço de ícones.
 
A bodega tem vasto plantio de tempranillo, mas também cultiva outras castas espanholas como garnacha, graciano e mazuelo. Jovem, mas com grande legado de conhecimento e vocação, a vinícola vem se destacando na produção de rótulos consagrados internacionalmente, como o 5 Oros, que foi premiado com medalha de ouro no Concours Mondial de Bruxelles em 2013.
 
5 Oros amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho, sendo que 50% do vinho em barricas de carvalho francês e 50% em barricas de carvalho americano, mais 6 meses em garrafa.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhantes, com lágrimas finas e rápidas. No nariz mostrou boa complexidade de aromas, sendo a fruta madura o aroma mais evidente, seguido de notas florais (rosas), pimenta, alcaçuz, couro e delicado tostado. Em boca apresentou bom corpo, taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool sem agredir. Final de boca longo com o alcaçuz e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização desse belo riojano ficou por conta de um carré de cordeiro e batatas assadas no molho do carré.

O Rótulo

Vinho: 5 Oros Crianza
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo 65%, Garnacha 25% e Graciano 10%
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Isidro Milagro
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 90,00 (R$ 55,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 31 de janeiro de 2015

Embocadero 2010, uma das melhores aquisições na casa dos 50 paus

Há mais de dois anos fiz uma viagem a trabalho para a capital paraibana e durante a minha estadia por lá fiz questão de dar uma passada pela loja da Gran Cru, uma bela loja, diga-se de passagem. Adquiri alguns rótulos e dentre eles estava o Embocadero, um espanhol campeão de vendas na cidade e que foi muito bem indicado pelo sommelier.
 
Guardei a garrafa na adega e quando ela estava quase esquecida por lá resolvi abrir e a primeira coisa que pensei foi: por que demorei tanto para abrir este vinho?
 
Considero-me um mero iniciante e aprendiz nesse vasto mundo do vinho, mas posso dizer, sem medo de errar que esse vinho é o melhor best buy e o melhor custo versus benefício até 50 paus disponível no mercado nacional.

O vinho é um varietal tempranillo produzido pela Bodega Cooperativa San Pedro Regalado, uma empresa de larga tradição fundada em 1958. A bodega está localizada próximo a vila de La Aguilera e possui parreiras centenárias, com a casta que dá origem ao Embocadero plantada em pequenas parcelas e que é colhida manualmente.

Elaborado na região de Ribera del Duero, considerada a jóia da coroa na Espanha, foi amadurecido por 14 meses em carvalho de origens distintas agregando cada qual uma característica diferente, além da maciez e singularidade.

Visualmente mostrou rubi escura com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz encantador, mostrando um bouquet rico e complexo cheio de notas aromáticas, onde destacam-se a geleia de amora, especiarias (pimenta, alcaçuz e nós-moscada), chocolate, madeira molhada, terra molhada e defumado. No paladar mostrou taninos potentes, porém aveludados e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetiu a complexidade aromática apresentou final de boca longo, macio e um gostinho de quero mais.
 
O vinho está pronto para ser bebido, mas ainda vai melhorar com mais alguns anos de guarda. Por isso eu vou em busca de outra garrafa da mesma safra.
 

O Rótulo

Vinho: Embocadero
Tipo: Tinto
Casta: Tempranillo
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Ribera del Duero
Produtor: Bodega San Pedro Regalado
Graduação: 14%
Onde comprar: Grand Cru
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 92 RP

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Cava Don Román Rosé

Para celebar o primeiro natal depois de casados eu e Fernanda abrimos a Cava Don Román Rosé, um espumante produzido com uma casta desconhecida pra nós: a Trepat, na região de Penedés pela vinícola Marqués de Tomares.
 
A Trepat é uma uva tinta originária da Espanha e é plantada essencialmente na região costeira de Penedés, onde há somente 1000 hectáres de vinhedos com esta variedade. É utilizada unicamente para produzir cavas rosadas e sua característica principal são seus aromas de frutas vermelhas.
 
A Marqués de Toamres é uma bodega familiar, cujo início da história remota para o ano de 1910, quando o El abuelo Don Román Montaña começou a dedicar-se a elaboração e crianza de vinhos, sendo considerado o fundador de uma saga de mestres na produção artesanal de vinhos. Atualmente a bodega é administrada por seus netos.
 
A cava foi produzida pelo método champenoise (tradicional), com sergunda frementação em garrrafa e 9 meses de crianza (contato com as borras).
 
Visualmente a cava mostrou uma linda cor vermelho cereja claro, com boa formação de espuma e excelente desprendimento de pequenas borbulhas que dançam e sobem pela taça formando uma coroa. No nariz aromas de frutas vermelha e deliciosos toques florais (cravo e rosas) e de levedura. Em boca mostro bela acidez e frescor. Final de boca de boa intensidade e persistência com leve amargor aparecendendo, mas sem comprometer o conjunto.

Foi bem com um camarão na moranga e frutas como morango e uvas.
 

O Rótulo

Vinho: Cava Don Román Rosé
Tipo: Espumante
Casta: Trepat
Safra: Não safrado
País: Espanha
Região: Penedés
Produtor: Marqués de Tomares
Graduação: 12%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 68,00 (R$ 29,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 6º a 8º

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

5 Oros Vendimia Seleccionada 2012 #aveclevin

Outro vinho degustado no último encontro da Avec le Vin foi o 5 Oros Vendimia Seleccionada 2012, um vinho elaborado pela jovem vinícola Bodegas Isidro Milagro, com pouco mais de dez anos de dedicação à vinhos e que, atualmente, conta com 75 hectares de vinhedos no Sudeste de Rioja, berço de ícones conhecidos no mundo inteiro.
 
Mesmo a região sendo afamada devido à excelente produção de uvas tempranillo, a bodega também cultiva outras castas espanholas como garnacha, graciano e mazuelo. Jovem, mas com grande legado de conhecimento e vocação, a vinícola vem se destacando na produção de rótulos consagrados internacionalmente.
 
O 5 Oros Vendimia Seleccionada 2012 é elaborado somente com uvas garnacha de vinhedos com até 50 anos e sem passagem por barricas.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com reflexos violáceos e lágrimas em boa intensidade. No nariz muito intenso, vivo e cheio de notas de fruta vermelha, seguido de notas de alcaçuz, especiarias e toques minerais. Em boca um vinho com taninos vivos, porém redondos e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de média intensidade e com a fruta aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: 5 Oros Vendimia Seleccionada
Tipo: Tinto
Casta: Garnacha
Safra: 2012
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Isidro Milagro
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 90,00 (R$ 52,50 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mencia, porque nem só de Tempranillo vive a Espanha

Não nego que sou vegetariano por tabela, ou seja, ofereço uma pasto bem verdinho ao boi para deleitar-me em um belo corte de carne "magrinho"... risos. Brincadeiras a parte eu de fato gosto de carne e se for de fácil preparo, melhor ainda. É o que acontece com a maminha na cerveja que é fácil e rápida de fazer e deliciosa.
 
Para acompanhar essa beleza de carne que eu preparei eu e Fernanda abrimos o espanhol Lagar de Robla Mencia Premium 2008, produzido pela Bodega Alvarez de Toledo, vinícola que carrega 500 anos de história em uma região potencialmente rica para a produção de vinhos tintos.
 
O vinho tem 18 meses de passagem por barricas francesas e é 100% Mencia, principal casta da região de Castilla y León e que tem grande semelhança com a Cabernet Franc e com a portuguesa Jaen. Essa cepa vem mudando o rumo e colocando a pequena DOC de Bierzo no mapa dos grandes tintos espanhóis. Antes, ela produzia vinhos ligeiros, macios, com boa acidez e excelente carga de frutas, com morangos e cassis. Ultimamente, contudo, com um trabalho mais forte na videira e com rendimentos baixos, ela traz vinhos espetaculares, firmes e com muito estilo. Vai muito bem in natura, ou seja, sem madeira, assim como evolui bem quando passa por estágio em barricas de carvalho.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura com certa opacidade e lágrimas  que tingiram as paredes da taça. No nariz aromas  de fruta madura, chocolate, especiarias, toque balsâmico e tostado. Em boca mostrou taninos macios e acidez ainda bem presente; álcool a 14% sem incomodar. Final de boca de boa intensidade e com notas especiadas e de tostado aparecendo no retrogosto.
 
Pelo que paguei, uma verdadeira pechincha foi um excelente custo versus benefício e ficou ainda melhor na companhia da maminha, mas é um vinho que, apesar de redondo e pronto para ser bebido, não evoluirá mais com a guarda. 
 

O Rótulo:

Vinho: Lagar de Robla Premium
Tipo: Tinto
Castas: Mencia
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Castilla y León
Produtor: Bodegas Alvarez de Toledo
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: 65,00 (Paguei R$ 35,00)
Temperatura de serviço: 15°
Pontuações: 91 pts Robert Parker

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Degustando às cegas 3 tintos de R$ 30 a R$ 50 #aveclevin

Degustar um vinho é algo que pode ser feito de forma trivial / superficial, e não há nada de errado nisso ou pode ser feito de forma mais aprofundada, uma vez que o vinho é a bebida mais rica em aromas e sabores que existe e chegar a cada um deles é um exercício que passa pela descoberta do inusitado, que na realidade nos remete a uma memória pré-existente, uma verdadeira aventura.
 
Uma das melhores formas de exercitar seu olfato e suas papilas gustativas é  através de uma degustação às cegas, para evitar influência da boa ou má reputação do vinho, uma vez que, na degustação às cegas, nada se coloca entre o degustador e o vinho; não há nada para dispersar e sugestionar o avaliador, o que torna esse sistema de prova, teoricamente, mais justo e muito utilizado em concursos.
 
No último encontro da Avec le Vin, contrariando o que se recomenda nas degustações às cegas. eu propus uma tema bem amplo: "tinto de qualquer uva e país na faixa de R$ 30 a R$50". Como da para perceber as variáveis são inúmeras e a ideia foi apenas limitar o valor e realizar uma degustação descontraídas e em moldes diferentes das usuais degustações às claras.
 
Como éramos em 6 cada casal trouxe uma garrafa e fizemos uma degustação com 3 diferentes rótulos.

Não esqueça de esconder toda e qualquer parte que
possa identificar os vinhos.
Hora de testar como anda o olfato e as papilas gustativas...
 
 
Todos foram unânimes da escolha do vencedor... que foi o...
 
Um velho conhecido do blog. Confira o que achamos
do vencedor clicando aqui.
Vencedor e demais personagens da noite com destaque para a decepção: La Bélière, um Bordeuax simplório que não encanta em nada.
 
 

E você, como gosta de degustar seus vinhos junto com seus amigos: às cegas ou às claras, horizontal ou vertical? O que vale mesmo é aproveitar cada gole na companhia de pessoas queridas. Mas, se quer programar algo diferente não faltam páginas que expliquem quais as melhores formas de organizar uma degustação.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Miguel Torres Gran Sangre de Toro Reserva 2009

Os vinhos espanhois vem me conquistando a cada dia e sempre que posso estou abrindo um rótulo diferente, foi o que aconteceu há uns 15 dias com uma garrafa do Miguel Torres Gran Sangre de Toro Reserva 2009, que repousava na adega há algum tempo.
 
O vinho é produzido pela Vinícola Miguel Torres, que foi eleita recentemente a marca de vinhos mais admirada do mundo. A empresa foi fundada em 1870, produz anualmente 44 milhões de garrafas e seus vinhos são os mais consumidos na Espanha.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi, halo com tons alaranjados e boa formação de lágrimas. No nariz notas de fruta madura, pimenta, café e tostado. Em boca mostrou taninos redondos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca longo com a fruta, o café e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Abri o vinho na companhia de Fernanda e amigos para acompanhar pizzas de costela de porco e de carne de sol.

O Rótulo

Vinho: Miguel Torres Gran Sangre de Toro Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Garnacha Cariñena, e Syrah
Safra: 2009
País: Espanha
Região: Catalunha
Produtor: Miguel Torres
Enólogo: Miguel Torres
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 55,00 (Por esta paguei R$ 38,00)
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 17 de maio de 2014

Cistum 2009 #aveclevin

Eis mais um rótulo espanhol degustado na Confraria Avec le Vin. Um vinho redondo, elegante e agradável, produzido pela Crianzas y Viñedos Rafael Reverte.

A história desta vinícola é recente, mas não a das vinhas alí plantadas. No século XII, os frades do Monastério de Fitero, em Navarra, plantaram as primeiras videiras de Garnacha dando início à viticultura na região. Há 10 anos, o riojiano Rafael Reverte apaixonou-se por aquelas terras e por sua secular história e comprou uma área cultivada de 12 hectares de vinhas velhas, pré-filoxéricas, plantada em vaso há mais de um século, para iniciar a sua própria produção. Rafael Reverte recuperou as vinhas centenárias e passou a elaborar vinhos únicos, que encantam por sua concentração de aromas e sabores.

Na garrafa o Cistum apresentou cor rubi  escura e brilhante, com matizes violáceas. Nariz com aromas em boa intensidade, apresentando muita fruta negra, notas florais, especiarias, café e elegante tostado. Em boca mostrou bom corpo, com taninos redondos e macios bem integrados a acidez e ao álcool, repetição das notas olfativas e final de boca longo e agradável com a fruta, a especiaria e o tostado aparecendo no retrogosto.

Vinho muito elegante e que merece ser degustado com calma. Harmonizamos com um delicioso carré de cordeiro e batatas.
 
O Rótulo

Vinho: Cistum
Tipo: Tinto
Castas: Garnacha (90%) e Outras variedades (10%)
Safra: 2009
País: Espanha
Região: Navarra
Produtor: Crianzas y Viñedos Rafael Reverte
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 74,00 (R$ 55,00 no ClubeW)
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 92 pts RP

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Terra d´Uro Finca La Rana Toro DO 2010 #aveclevin

Depois de dois meses sem encontros da Avec le Vin voltamos a ativa no último dia primeiro com vinhos da Espanha e Chile. O primeiro vinho da noite foi o Terra d´Uro Finca La Rana Toro DO 2010 e a reunião foi na casa dos confrades Pedro e Luciana.

O vinho é produzido pela Hacienda Terra d’Uro, que é um projeto conjunto de Cristiano van Zeller, Oscar Garrote e Javier Ortega. O primeiro é um nome consolidado em Portugal, na região do Douro; o segundo, filho de um aclamado chef espanhol, é proprietário de celebrados restaurantes; já Ortega, também conhecido como Pipa e amigo de Garrote, é enólogo. A vinícola nasceu da paixão desses três pelo vinho, pela terra e pelo desejo de mostrar ao mundo o potencial dos exemplares da região do Toro. Nas palavras de Garrote, “queremos que as pessoas encontrem parte da nossa história e parte da nossa cultura a cada garrafa aberta”.

O rótulo é elaborado a partir de uvas Tinta de Toro (Tempranillo) de um vinhedo único de vinhas velhas, o Finca La Rana, seguindo critérios de agricultura ecológica.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas. No nariz aroma rico em frutas negras, seguido de notas de especiarias, terra molhada, tabaco e elegante tostado. Em boca mostrou bom corpo, muita elegância e equilibrado; taninos firmes e boa acidez tudo em boa sintonia com o álcool, que a 14,5% não sobressaiu em nenhum momento; final de boca longo com a fruta e o tostado, proveniente do estágio de 10 meses em barricas de carvalho, aparecendo de forma harmônica e elegante.

Vinho potente, equilibrado e elegante. A harmonização ficou por conta de uma costela suína e couscous marroquino.


O Rótulo

Vinho: Terra d´Uro Finca La Rana Toro DO
Tipo: Tinto
Castas: Tinta de Toro
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Toro
Produtor: Hacienda Terra d´Uro
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 74,00 (R$ 54 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 90 pts RP

quinta-feira, 13 de março de 2014

Pata Negra Oro Tempranillo 2011

Há algum tempo provei o corte Cabernet Sauvignon - Tempranillo deste mesmo produtor e desde então estava em dívida comigo mesmo, pois era meu desejo provar o varietal. A oportunidade veio na minha passagem por Garanhuns durante o carnaval.
 
Eu, Fernanda, Juberlan e Rejane levamos este rótulo para curtir os shows da terceira noite do Garanhuns Jazz Festiva.
 
O Pata Negra Oro é produzido pela Bodega los Llanos que produz vinhos na região de Valdepeñas desde 1875. O vinho possui característica jovem e é elaborado a partir das melhores uvas Tempranillo cultivadas nos vinhedos de Castilla e passa por 6 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou rubi com reflexos violáceos e lágrimas densas e lentas, tingindo as paredes da taça. No nariz aromas de morango maduro, ameixa em compota, notas sutis de especiarias e terra molhada, couro e delicado tostado. Em boca um vinho de corpo médio com repetição da futa e do tostado; taninos macios e delicados, boa acidez e final de boca médio-longo.
 
Vinho com um bom custo versus benefício e ideal para acompanhar pratos leves. Se desejar beba um pouco mais resfriado.


O Rótulo

Vinho: Pata Negra Oro
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2011
País: Espanha
Região: Valdepeñas
Produtor: Bodega los Llanos
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O blog conferiu o Recife Sabor e Arte

Aconteceu nos últimos dias 23 e 24 o Recife Sabor e Arte - Gastronomia na Rua, um evento organizado pela ABRASEL - Seccional Pernambuco e que contou com a participação de 16 estabelecimentos / Chefes da Veneza brasileira.
 
Passei por lá para conferir no primeiro dia de evento, onde estavam presentes o Chiwake - renomado restaurante especializado em cozinha peruana, Hakata - culinária oriental, Espetinho da Ceça - Especializado em comidinhas de Boteco. Além desses, quem passou por lá pode conferir empadas, pizza de massa fofa, acarajé e muito mais.
 
Começamos pelo prato servido pelo Chiwake - Ceviche de Pescado, prato com boa apresentação e composto por cubinhos de robalo levemente cozidos no suco de limão acompanhados de batata-doce estavam muito bons.
 
Depois passamos para pratos menos elaborados, como o escondinho de charque, espetinho, etc., com a pura e simples idéia de ver como casariam com um vinho riojano que levei, o Osborne Montecillo Crianza Reserva 2007, um tinto 100% tempranillo com 6 anos de vida e com envelhecimento de 1 ano de barricas francesas e 1 ano em garrafa, para só depois ser posto a venda.
 
Segue minha análise, apesar de ter degustado o vinho em taça de acrílico. Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi clara e com tons atijolados. No nariz aromas de fruta madura, com toques de especiaria e um tostado suave e equilibrado. Em boca, mostrou taninos macios e acidez em alta. Repetiu as sensações do nariz e ainda notas balsâmicas. Final de boca levemente adocicado e de boa intensidade. O vinho caiu bem com as comidinhas que degustei e cairia bem com alguma massa com molho de tomate.

O Rótulo

Vinho: Osborne Montecillo Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2007
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Montecillo
Enólogo: Alejandro Vigil
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 21,00 (1/2 Garrafa)
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Hoje tem pizza? Tem sim sinhô e com tempranillo #cbe #diadapizza

O Grão Mestre da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, Cristiano Orlandi, não perde uma data comemorativa e muito menos a oportunidade de desafiar os Confrades a realizar uma harmonização entre algum vinho e o alimento comemorado e não foi diferente com a pizza, um dos alimentos mais consumidos no Brasil e no mundo e que tem um dia comemorativo desde 1985: o dia 10 de julho.
 
A pizza chegou ao Brasil por meio dos imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se logo em seguida parte da cultura deste país.
 
Mas apesar de terem sido dos italianos os responsáveis por espalhar a pizza pelo mundo, ao que tudo indica, a história dessa febre mundial começou com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália.
 
Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de "pão de Abraão", muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea.
 
Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje.
 
No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.
 
A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea" indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo.
 
A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a Port'Alba, ponto de encontro de artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que inclusive citou variações de pizzas em suas obras.
 
Quando o Cristiano lançou a idea e o desafio eu logo aceitei, pois sou um amante declarado de pizza. Então, fiquei matutando qual ou quais pizzas harmonizaríamos com um tinto. Passei a ideia para o amigo Juberlan que sugeriu que fossemos a uma tradicional pizzaria, mas terminamos deixando, deixando, deixando... E quando vi já estávamos quase no dia dez, então o mais prático foi comprar e fazer a harmonização em casa, daí eu chequei o cardápio de uma rede de pizzarias daqui de Recife e escolhi dois sabores diferentes dos mais tradicionais: Pizza Costela Gruyère (Costela prensada, queijo gruyère, mussarela, tomate cereja e azeite perfumado com manjericão e manjerona, pizza premiada na copa brasileira de pizzarias) e filé mignon com catupiry (Filé, mussarela, catupiry, azeitona e orégano.
 
Com as pizzas as mesas fomos a adega para a escolha do rótulo para harmonização e o Juberlan escolheu o espanhol Marqués de Riscal Viña Collada 2008, uma boa escolha e que caiu muito bem com a pizza de costela, que por sinal é magnífica e foi aprovada por todos aqui em casa.
 
Marqués de Riscal é uma empresa pioneira do setor vitivinícola. Em 1858 tornou-se a primeira bodega da região de Rioja, onde elaborava vinhos segundo métodos bordeleses. Mais tarde tornou-se a primeira bodega impulsora da Denominação de Origem Rueda, onde hoje se elaboram os famosos vinhos brancos de Marqués de Riscal. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis e são reconhecidos por sua qualidade e prestígio no mercado internacional. A Espanha é o país com a maior quantidade de vinhas da Europa e o terceiro em produção de vinho. Obteve excelente performance nos últimos 20 anos com uma revolução no processo de vinificação que vem transformando a característica e o estilo oxidado de seus tintos.

O vinho mostrou uma cor vermelho cereja brilhante com halo alaranjado e boa formação de lágrimas. No nariz notas aromáticas de cereja e morango, especiarias, chocolate, couro e leve tostado. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, com bom corpo e estrutura mediana, repetindo no palato a cereja, o chocolate e o tostado. Final de boca seco e agradável de mediano a persistente.
 
O Rótulo

Vinho: Marqués de Riscal Viña Collada
Tipo: Tinto
Casta: Tempranillo 93%, Graciano 5% e Mazuello 2%
Safra: 2008
País: Espanhol
Região: Rioja
Produtor: Bodegas de Los Herederos del Marqués de Riscal S.L
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Toro Loco 2011, qual o por que deste nome?

Creio que todo mundo que gosta de vinho e que lê notícias relacionadas à bebida com certa frequência já ouviu falar sobre o vinho Toro Loco, um varietal espanhol com a cepa tempranillo.
 
O Toro Loco certamente foi um dos vinhos mais comentados em 2012, pois recebeu medalha de prata na tradicional International Wine & Spirits Competition, em uma degustação as cegas que o colocou à frente, segundo site do importador no Brasil, de vinhos até 10 vezes mais caros.
 
O valor do vinho na Espanha é de cerca de R$ 12,00 e chegou ao consumidor brasileiro por R$ 25,00. O valor do vinho e sua premiação fizeram do mesmo um sucesso de aparições na mídia formal e informal e também de vendas.
 
A Wine, empresa que importa o vinho já vendeu, em velocidade recorde, dois lotes inteiros do vinho e, enquanto durarem os estoques da vinícola, este sucesso de vendas tende a se repetir. 

Meu rótulo foi adquirido findo todo o primeiro alarde e marketing expressivo e inteligente da Wine, quando o segundo lote foi posto à venda. Ele chegou a minha residência dois dias depois do prazo, que creio eu não por falha da importadora, mas por falha da transportadora e pelo imenso volume de entregas na ocasião (últimas semanas de 2012).

O Toro Loco é produzido em uma província de Valência (Utiel-Requena) pela ENV Coviñas. Seu rótulo é bem clean e vem com a cabeça de um touro e fundido a ela um saca rolhas, onde a cabeça faz jus à primeira parte do nome, mas a segunda fica dúbia, visto que um saca rolhas não combina com a tampa em screw cap, porém talvez seja esse o significado de loco, pois só um louco abriria um vinho com uma vedação em screw cap com um saca rolhas.

O rótulo foi degustado no último dia 11 e para acompanhar preparei uma fraldinha pouco condimentada e batatas levemente cozidas e posteriormente assadas no forno: deu certo, mas poderia ter sido um desastre se eu tivesse optado por mais condimentos ou molhos ricos em gordura ou acidez.

Vamos ao Loco! Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi clara, com reflexos púrpura bem suave e lágrimas grossas, discretas e tão lentas que algumas nem chegaram a escorrer, permanecendo nas paredes da taça. No nariz mostrou aromas de média intensidade, com notas de ameixa e menta. Em boca mostrou corpo médio, com taninos muito suaves, quase imperceptíveis e acidez muito discreta. Repetiu a fruta e mostrou notas doces em final de boca, as quais ficaram mais intensas com a evolução em taça. Final de boca de média intensidade. Passou longe das características marcantes da casta com que é produzido.

É de fato um vinho bem suave e fácil de beber e creio que essa seja sua proposta principal; não tem nenhum potencial de guarda, não me arriscaria a manter um na adega até 2014. Discordo quando alguns o descrevem como um vinho com cara de novo mundo, isto é verdade apenas em parte, pois mesmo os mais joviais e simples (os reservas do Chile ou da Argentina) são mais tânicos e ácidos que ele, mas ele se aproxima destes mesmo reservas pela facilidade de degustação, simplicidade e valores.

Um vinho jovial e simples, vendido a um preço justo, mas que deixa a desejar quando comparado a outros rótulos do novo e velho mundo na mesma faixa de preço. Eu particularmente não repetiria a compra.


O Rótulo
 
Vinho: Toro Loco
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2011
País: Espanha
Região: Utiel-Requena
Produtor: ENV Coviñas
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º

domingo, 10 de junho de 2012

Jaume Serra Cristalino Brut Cava

O Espumante Jaume Serra Cristalino Brut Cava repousava já há alguns meses na adega e foi aberto com a visita dos amigos Juberlan e Rejane e Wilton e Roberta no último dia dois. Para acompanhar esse belo exemplar espanhol fomos de sanduiche de metro da Com.Pão Delicatessen, feito com ciabatta, presunto, queijo, tomate seco, alface e pasta de mostarda... um primor de sanduba.

Cristalino agradou desde o rótulo, que apresenta uma cor dourada clara e reflexos brilhantes. Visualmente mostrou uma cor amarela com reflexos dourados, perlage fina, rápida de média persistência. No nariz mostrou-se muito aromático e suave, com notas de maçã, pêssego e melão em primeiro plano, seguida de delicadas notas de avelã e pão. Na boca, é volumoso, fresco e sedoso e, apesar de Brut, mostrou notas adocicadas, deixando o espumante muito suave, delicado e fácil de beber. Para quem aprecia um espumante não muito seco, essa garrafa é excelente indicação, sem falar no seu excelente custo versus benefício.

O Rótulo

Vinho: Jaume Serra Cristalino Brut Cava
Tipo: Espumante Branco
Castas: Xarel-lo (15%), Macabeo (50%) e Parellada (35%)
País: Espanha
Região: Penedês
Produtor: Jaume Serra
Graduação: 11,5%
Onde Comprar: Ingá Vinhos Finos
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de Serviço: 6 graus
Premiações: Value Brand of The Year Wine & Spirits Magazine por 3 anos consecutivos

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pata Negra Tempranillo - Cabernet Sauvignon 2008

Eis um vinho que há muito queria degustar, sempre olhando mas nunca comprei, mas os caminhos me levaram a ele, pois ontem na casa do pisca Eli o primeiro vinho apresentado pelo seu amigo Ernesto Sabóia foi justamente o assemblage / corte Tempranillo - Cabernet Sauvignon do Pata Negra.

Permitam-me primeiro falar um pouco sobre a variedade Tempranillo, a uva ícone da Espanha.

A Tempranillo é uma casta de origem espanhola que vem chamando muita atenção nos últimos anos. Devido a sua incrível adaptabilidade aos climas continentais, ela passou a ser cultivada em regiões distantes como Austrália, Argentina, África do Sul e Estados Unidos. Os resultados são tão animadores que já se fala em a Tempranillo tornar-se uma opção mais acessível que a Cabernet Sauvignon e Merlot para os mercados internacionais.

Originária da região de Rioja (Espanha), a Tempranillo é cultivada em quase todas as sub-regiões continentais espanholas. Seu nome (temprano = cedo) se deve ao fato de apresentar um brotamento precoce, amadurecer rápido e, por conseqüência, ter um ciclo de crescimento curto.

É a casta símbolo da Espanha. Nenhuma outra casta em nenhum outro país possui tanta influência e domínio. Dependendo da região, a Tempranillo pode ser identificada com outros nomes: Ull de Llebre (Penedès), Tinto Fino (Ribera del Duero), Tinta del País (Ribera del Duero), Tinta de Toro (Toro) e Cencibel (Valdepeñas). Em Portugal ela também é muito importante, conhecida como Tinta Roriz (Douro) ou Aragonês (Alentejo).

O Pata Negra Tempranillo - Cabernet Sauvignon 2008 mostrou cor rubi intensa com alguns reflexos alaranjados/atijolados mostrando já certa evolução. Seu bouquet recheado de frutas vermelhas, geléia de ameixa e um toque de baunilha. Em boca a primeira impressão foi de taninos ainda selvagens, mas após respirar por uns dez minutos eles já não mostraram a adstringência. Repetiu a fruta e a baunilha, conferindo um leve adocicado, com taninos e acidez equilibradados, conferindo final médio longo.
 
Harmonizamos com queijos maduros, mas uma carne vermelha cairia melhor ainda e depois degustamos o sempre presente Cotes du Rhône, que será tema de outro post.

 
O Rótulo
 
Vinho: Pata Negra
Tipo: Tinto
Castas: 80% Tempranillo, 20% Cabernet Sauvignon
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Valdepeñas
Produtor: Bodega Los Llanos
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º