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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Três drinks refrescantes para aplacar o calor #cbe

Aproveitei o período de carnaval para descansar e fazer uns drinks com espumante e vinho, tema do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs – CBE, sugerido pelo Alexandre Frias do blog Diário de Baco.
 
A princípio, eu e Fernanda, havíamos pensado em fazer o Clericot, mas depois surgiram outras ideias e também a publicação do referido drink pelo Alexandre Frias, então para não ficar repetitivo partimos para outras opções.
 
O tema é bem oportuno, pois o calor não tem dado trégua e nada melhor que drinks refrescantes para esfriar o maçarico.
 
Preparamos três drinks relativamente simples: uma versão do italiano Belline, onde substituímos o prosecco por um espumante brut; um drink com espumante e frutas vermelhas; e um drink com vinho licoroso e café.
 
Vamos aos drinks!
 
Drink “Belline”
 
 
- Uma parte de suco de pêssego
- Duas partes de espumante (Casa Perini Natural Brut)
 
Drink de Frutas Vermelhas
 
 
- Uma colher de sopa de suco de frutas vermelhas (morango, mirtilo e amora)
- Frutas vermelhas inteiras (morango, mirtilo e amora)
- Espumante (Casa Perini Natural Brut)
 
Drink Vinhos de Minha Vida
 
 
- Uma xícara pequena de café (Nespresso Vanillo)
- Um cálice de vinho licoroso (Salton Intenso Licoroso)
- Uma colher de sopa de chocolate ao leite derretido
- Uma colher de sopa de leite condensado
- Três pedras de gelo
 
Gostamos do tema e faremos novos testes! Até o próximo tema!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Stambolovo State 2011 #cbe

As 24 horas do dia parecem não ser suficientes, pois já há alguns meses não venho conseguindo cumprir com o prazo de publicação do vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Só hoje, no nono dia do mês, é que estou chegando com meu vinho.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, e sua sugestão foi que: "Deveríamos provar um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização".
 
Para o desafiador tema escolho o vinho Stambolovo State 2011, um coorte syrah e merlot produzido na Bulgária pela vinícola Stambolovo Winery na região Thrancian Lowlands.
 
A vinícola está situada ao sul do país, lado a lado com a Grécia e a Turquia e tem quase 80 anos de prática e já passou pelas mãos do estado, de proprietários privados e até dos comunistas. Foi ao fim dessa época, inclusive, que nasceu este tinto, em uma leva de vinhos especialmente produzidos para a elite capitalista que começava a retomar a economia búlgara.
 
Na taça mostrou cor rubi brilhante e com alguns reflexos violáceos e tons alaranjados. Lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta madura, especiarias, amêndoas, baunilha, tostado e algumas sutis notas balsâmicas.
 
Em boca o vinho apresentou corpo médio, com taninos presentes, mas macios, acidez marcante e álcool bem integrado ao conjunto. As notas presentes no olfato repetiram-se. Final de boca longo,  com acidez mostrando-se super viva e notas de fruta madura e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho surpreendente na acidez e nas notas evoluídas. Se tivesse outra garrafa ainda a guardaria por mais um ou dois anos.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha super suculenta de berinjela. O vinho e sua acidez gastronômica deram conta de toda acidez do molho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Stambolovo State
Tipo: Tinto
Castas: Syrah e Merlot
Safra: 2011
País: Bulgária
Região: Thrancian Lowlands
Produtor: Stambolovo Winery
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 79,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 08.01.2017

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Salton Intenso Licoroso Reserva Privada

Estava devendo o post com um dos vinhos degustados no último Winebar que participei. Para quem não sabe o Winebar é uma iniciativa  Daniel Perches e Alexandre Frias, na qual um grupo de blogueiros de vinhos se reúne para degustar e comentar sobre vinhos em uma transmissão ao vivo no Youtube.

O vinho em questão é o Salton Intenso Licoroso Chardonnay e foi o terceiro degustado no Winebar com as novidades de 2016 da Vinícola Salton, o primeiro e o segundo já comentamos e você pode conferir clicando aqui e aqui, respectivamente.

Vinho segue o mesmo método de amadurecimento utilizado para a elaboração do Jerez, na Espanha, chamado de soleira em que, após o processo de produção do vinho, o mesmo é conservado em barricas de carvalho francês de segundo uso. Após um ano se retira a metade ou parte da barrica e se completa com um novo mosto do ano como pode ser observado na imagem abaixo. Esse, por exemplo, tem em torno de 7 diferentes safras. Ao fim do processo o licor é filtrado e engarrafado.


Vamos ao vinho!

Na taça mostrou cor amarelo ouro, com formação abundante de de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou uma paleta aromas intensos marcados por notas de flores cítricas, damasco, oleoginosas (nozes, avelã e macadâmia), mel, baunilha e chocolate branco.
 
Em boca um vinho untuoso e com notas doces bem integradas a acidez. Repetiu as sensações olfativas e apresentou um final de boca prolongado com notas de amêndoas, nozes e o mel aparecendo no retrogosto.
 
Vinho apaixonante do começo ao fim, um verdadeiro deleite.

Harmonizamos com palhas italianas preparadas por Fernanda.


O Rótulo
 
Vinho: Salton Intenso Reserva Privada
Tipo: Licoroso Branco
Castas: Chardonnay
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 15%
Onde comprar: Salton
Preço Médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 6 a 8º
Degustado em: 18.07.2016

Informações:

A caixa com 12 garrafas do vinho custa R$ 777,60 na loja da Salton, mas este foi gentilmente enviado pela Vinícola em ocasião do Winebar.

Para assistir como foi a degustação basta clicar aqui

domingo, 17 de abril de 2016

Altos Las Hormigas Clássico Malbec 2013 #malbecworldday #cbe #tchauquerida

Hoje celebra-se o Malbec World Day (Dia Mundial da Malbec) e não podia deixar passar a data sem abrir um Malbec.
 
Como motivos adicionais para abrir um Malbec some-se o desafio do presidente da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, Gil Mesquita, de publicarmos um post com um Malbec para celebrar a data e também um vinho para brindar ao impedimento de Dilma que acaba de conseguir (23h07min do dia 17/04/2016) maioria dos votos na Câmara dos Deputados com o voto de um pernambucano.
 
O vinho que escolhi foi o Altos Las Hormigas Clássico Malbec 2013, produzido na região de Mendoza (Luján de Cuyo) pela Altos Las Hormigas.
 
Desde o início da vinícola, em 1995, Alberto Antonini reconheceu o potencial da Malbec na região de Mendoza. Foi neste ano que ele, junto com Antonio Morescalchi, um jovem empresário, decidiu explorar as principais áreas vinícolas da Argentina criando uma das mais respeitadas vinícolas do país, a Altos Las Hormigas. No mesmo ano compraram mais de 200 hectares de terras no distrito de Carrizal de Abajo em Luján de Cuyo.
 
O nome da vinícola provém do fato de que quando iniciaram o cultivo das vinhas viram que próximo a elas existiam colônias de formigas, que se alimentavam dos brotos da vinhas recém-plantadas. Decidiram não envenenar as formigas, já que elas eram as “verdadeiras” donas da terra, que com o crescimento das vinhas não mais se alimentaram delas. Além disso, para os argentinos “trabalho de formiga” é um trabalho humilde, paciente e prolongado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi, com halo vermelho e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas e negras, chocolate, terra, baunilha e discreto tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos maduros e ligeiramente adocicados, acidez de boa intensidade e álcool a 13,9% deixando o vinho quente. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca de média intensidade com notas frutadas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho macio, com bom equilíbrio e fácil de agradar e beber. Acompanhou bem uma lasanha de calabresa.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Altos Las Hormigas Clássico
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo
Produtor: Altos Las Hormigas
Graduação: 13,9%
Onde comprar / Importador: Wine in Pack / World Wine
Preço Médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16º 

quarta-feira, 2 de março de 2016

Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave

A uva Cabernet Sauvignon está entre as minhas favoritas e sempre que encontro um varietal com esta casta, que foi produzido em um país que usualmente não faz vinhos exclusivamente com ela e vou lá e provo. Foi exatamente o que aconteceu com o Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave
 
O vinho possui um estilo bem diferente dos encontrados nos cabernet do novo mundo, a começar pelo teor de álcool, apenas 12,5% de álcool, abaixo do 13,5% - 14% e até 15%, usualmente encontrados nos exemplares do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos. Para produzir este rótulo a italiana Fantinel utiliza a técnica de apassimento, herdada pela família Fantinel dos antigos romanos.
 
O método de apassimento submete as uvas a um processo de secagem em suportes de madeira antes da fermentação, resultando em um tinto diferente e autêntico e normalmente com maior teor álcoolico, o que não é observado neste vinho.
 
Outro fato relacionado a produção Fantinel é que ele amadureceu por 6 meses em barricas de carvalho eslavo, usualmente utilizada no Piemonte, Toscana e Vêneto.
 
A madeira da Eslavônia é conhecida por ter fibras compactas e grãos apertados. Geralmente são barricas maiores, impactando menos sabores e taninos devido a menor superfície de contato em relação à quantidade de líquido.  Segundo Luca Speri, da Speri Viticoltori: “Com a barrica Eslava, a micro-oxigenação é mais demorada, e o vinho necessita de mais tempo para ficar pronto. Assim, vive mais na garrafa”. Além disso, as barricas podem ser usadas por mais tempo, até o terceiro ou quarto uso. Facilitando a rotatividade.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e boa formação de lágrimas.
 
No nariz mostrou grande intensidade de aromas de fruta madura, destacando-se  a fambroesa, mirtilo, amora e jabuticaba, seguido de notas sutis de tostado.
 
Em boca  apresentou corpo médio com taninos macios e redondos, em sintonia com a acidez e o álcool. Repetição da fruta e final de boca de média intensidade.
 
Harmonizamos com hamburguer de maminha e ficou show!
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Fantinel Friuli DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 14 de novembro de 2015

Susana Balbo Gran Reserva Red Blend 2012

Diferentemente do Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon, um dos tintos produzidos exclusivamente para uma importadora brasileira, o outro vinho desta linha me agradou bastante; trata-se de um blend composto por 75% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc.
 
Conversei, durante o Cantu Day, com o representante comercial da  Domínio del Plata, que relatou que os vinhos Gran Reserva não possuem equivalente no portfólio da vinícola e que os vinhos estão entre a linha Crios e a Susana Balbo Signature.

De semelhante forma ao Cabernet Sauvignon, já comentado aqui, estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e amadureceu por mais 12 meses em garrafa.

Na taça apresentou cor rubi violácea com intensa formação de lágrimas.

No nariz trouxe aromas intensos e complexos com a fruta negra e vermelha madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de notas de compota de ameixa e morango, alcaçus, pimenta, café, balsâmico, chocolate, cedro, tabaco e tostado.

Em boca mostrou boa estrutura com taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool a 14% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e um final de boca seco com notas de fruta madura, balsâmico, chocolate e cedro aparecendo no retrogosto, deixando um delicioso gosto em boca.

Pra harmonizar um papo descontraído com o amigo Juberlan e um couscous marroquino com linguiça artesanal de bode.


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Gran Reserva Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 75%, Cabernet Sauvignon 20% e Cabernet Franc 5%
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Domínio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,9%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 10 de outubro de 2015

Eolo Gran Reserva: carnudo, equilibrado e longevo

Assim que comprei Eolo Gran Reserva muitas pessoas me falaram: vinhaço e, diante das boas avaliações e indicações de que havia acertado na compra, eu me encontrei em um dilema, abrir ou deixá-lo amaciar por um tempo, resolvi guardar na adega e tive que controlar a ansiedade em verter o líquido da garrafa em minha taça.
 
Depois de um ano na adega não consegui mais esperar e abri o vinho para acompanhar uma fraldinha recheada com queijo provolone, a combinação entre um dos cortes bovinos de minha preferência associado ao sabor defumado e bem característico do queijo, confira a receita aqui.
 
O vinho é produzido pela Viñedo de Los Vientos que tem sua história iniciada em 1920, quando Angelo Fallabrino chegou em Montevidéu, com a sua família, fugindo da primeira guerra mundial. Nativo de Alexandria, conhecia a arte de produzir vinhos e criou, em 1947, em Atlántida,  a maior vinícola no Uruguai. Seu filho Alexander, seguindo seus passos,  se destacou como um dos inovadores na produção de vinhos no Uruguai  nas décadas de 70 e 80. Com a morte de Alexander em 1991 e de Angelo em 1993,  Pablo, um dos três filhos de Alexander, assumiu o comando da empresa em 1995, produzindo a primeira safra em 1998.
 
A vinícola hoje está sob o comando de Pablo Fallabrino e Mariana Cerutti. A empresa possui 37 hectares de vinhedos, onde são cultivadas Tannat, Cabernet Sauvignon, Trebbiano, Chardonnay e Nebbiolo. 
 
Viñedos de los  Vientos está localizado a poucos quilômetros do encontro entre o Rio de la Plata (o maior estuário do mundo) e do Oceano Atlântico, e por isso tem o influxo de correntes de vento oceânicas, proporcionando uma brisa fresca e um clima ideal para o amadurecimento das uvas.
 
E sem mais delongas vamos as impressões sobre o vinho.
 
Na taça apresentou, apesar dos 6 anos de vida, uma cor rubi intensa e profunda com reflexos violáceos e halo vermelho sem sinais de evolução. Foi ainda possível observar uma formação intensa de lágrimas finas púrpura, que escorreram tingindo as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos, com notas de fruta vermelha e negra madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de aromas de menta, alcaçuz, especiarias, chocolate amargo, balsâmico, cedro e toques de tostado bem integrada ao conjunto, mostrando a excelente habilidade do enólogo no trabalho com a madeira, uma vez que o vinho tem passagem por 36 meses em barricas de carvalho.
 
Em boca o vinho mostrou-se encorpado, carnudo e com excelente equilíbrio. Taninos potentes, porém redondos e já amaciando devido os 6 anos de vida, boa acidez e álcool a 14% sem incomodar. Repetição das notas olfativas e final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, chocolate, balsâmico e tostado aparecendo em um delicioso retrogosto.
 
Um belo vinho e que já estava no ponto, mas não tenho dúvida que se beneficiaria de mais alguns anos de guarda. Queria ter mais duas garrafas para acompanhar a evolução.
 

O Rótulo

 Vinho: Eolo Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tannat 85% e Ruby Cabernet 15%
Safra: 2009
País: Uruguai
Região: Atlántida
Produtor: Viñedo de Los Vientos
Graduação: 14%
Enólogo: Pablo Fallabrino
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 92 pts Descorchados

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Bella Vista Estate Pinot Noir, mais um vinho que destaca-se no terroir da Campanha

A pinot noir está entre as minhas castas favoritas e sempre que encontro um exemplar bem avaliado e dentro de uma faixa de preço atrativa não exito em comprar. Isto foi exatamente o que aconteceu quando passeava por entre os vinhos em uma rede de supermercado da cidade e vi o Bella Vista Estate em promoção.
 
O rótulo é produzido pela Bueno Wines na Bella Vista Estate, um projeto pessoal do narrador Galvão Bueno em parceria com a Miolo  e que foi fundada em 2009, na região do Seival, na Campanha Gaúcha, um dos terroir que mais tem se destacado no Brasil. A Bella Vista Estate encontra-se no paralelo 31, a mesma latitude dos vinhos produzidos na Argentina, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.
 
O primeiro vinho do projeto foi lançado em 2010: um corte bordalês, o Bueno Paralelo 31, o qual já passou por aqui duas vezes: relembre. O sucesso foi imediato e, com ele, o incentivo para expandir os horizontes. Assim, Galvão lançou dois novos rótulos: o Bueno Bella Vista Pinot Noir e o Bueno Bellavista Sauvignon Blanc.
 
Galvão Bueno ampliou ainda mais seus horizontes e hoje também produz vinhos na região de Montalcino, na Toscana em parceria com Roberto Cipresso.
 
Para a produção do Bella Vista Estate Pinot Noir foi realizada seleção dos cachos que posteriormente passaram por desengace sem esmagamento e enchimento do tanque de aço por gravidade e maceração pré-fermentativa por 3 dias com pigeage diário, seguido de fermentação alcoólica e maceração a temperatura controlada. Finda a fermentação realizado o descube e separação do vinho flor do vinho prensa e realizada fermentação malolática espontânea e amadurecimento em barricas de carvalho francês por 6 meses.

Na taça apresentou cor rubi de média intensidade, com halo vermelho claro e lágrimas finas, rápidas e translúcidas.

No nariz mostrou aromas elegantes e de boa intensidade e complexidade, sendo percebidas notas de fruta vermelha (cereja e morango), especiarias, notas terrosas (folhas secas e terra molhada), chocolate, tabaco e delicadas notas de tostado.

Em boca apresentou-se equilibrado, redondo e macio. Repetiu a elegância e complexidade aromática e sua boa acidez atribuíram frescor e vocação gastronômica ao líquido. Final de boca seco, persistente com a fruta e as notas provenientes da passagem por barricas de carvalho concluindo uma dança de sabores no retrogosto.
 

O Rótulo

Vinho: Bella Vista Estate
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Bueno Wines
Graduação: 13,5%
Enólogo: Miguel Almeida
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 65,00 (R$ 45,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Salton Évidence Natural Brut #cbe #winebar

A correria está tão grande que por pouco não ficamos sem tema na Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas aos 45min do 2° tempo a confreira Alessandra Esteves deu a ideia de bebermos um Espumante, que foi acatada pelos demais confrades que estavam ávidos por um tema.

Um belo tema para esta primavera com cara de um potente verão. Não nego que se pudesse beberia um espumante por dia para aplacar esse calor e alegrar os dias, os quais tem sido tão cheio de más notícias.

Para o tema do mês escolhi o Salton Évidence Natural Brut que foi degustado ontem no WINEBAR, um espumante que foi recentemente lançado no mercado com uma repaginação tanto no rótulo quanto no tempo de segunda fermentação em garrafa, o qual passou de 12 meses para 24 meses.

O Vinho é proveniente de mosto flor extraído em prensas  pneumáticas, e fermentado a baixa temperatura com fermentos selecionados. 20% deste mosto foi fermentado e mantido com suas  leveduras em barricas de carvalho francês por um período de 6 meses.  Os vinhos foram elaborados separadamente e assim conservados. Antes da  tomada de espuma foi realizado o corte observando-se seu aroma, estrutura  para o envelhecimento e harmonia do sabor. Tomada de Espuma: Refermentado na garrafa (Método Champenoise) a uma temperatura de 10°C e permanência com suas leveduras (lisis) por um período de 24 meses.

Na  taça apresentou cor amarelo para com reflexos dourados, formação de espuma em média intensidade e perlage fina de média duração.

No nariz o espumante mostrou aromas de frutas cítricas e  flores brancas,   pão torrado, mel, baunilha e fermento.

Em boca o vinho mostrou corpo médio com boa cremosidade e acidez refrescante, mas sem perder o caráter mais sério conferido pelo tempo de fermentação em garrafa. Final de boca seco, cremoso e com repetição das notas olfativas.

O espumante fez um Casal Perfeito com um delicioso risoto de camarão preparado por minha personal chefe.


O Rótulo

Vinho: Salton Évidence Natural Brut
Tipo: Espumante
Castas: Pinot Noir 30% e Chardonnay 70%
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 12%
Enólogo: Lucindo Copat
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 57,50
Temperatura de serviço: 6° a 8°


Notas:

1. O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os lançamentos da Vinícola Salton em 2015.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Regularidade do Chateau du Barry Rouge 2012

Há cerca de uma ano tive a oportunidade de provar o vinho Chateau du Barry 2009 e hoje falar sobre a safra 2012 posso afirmar que, apesar de uma certa disparidade na qualidade das safras, o vinho manteve a regularidade e qualidade.

O Chateau du Barry está localizado há cerca de 20 km da cidade de Bordeaux, mais precisamente na pacata aldeia de Guillac, um povoado de menos de 200 moradores. Nos solos calcários, Joël Barreau e sua equipe utilizam métodos tradicionais de vinificação para produzir este vinho, que é uma autêntica representação deste excelente terroir.
 
Na taça o vinho apresentou cor granada intensa com reflexos púrpura e formação de  lágrimas com certa viscosidade, daquelas que tingem as paredes da taça.
 
No nariz o líquido mostrou aromas intensos e elegantes, percebendo-se notas de fruta vermelha madura, especiarias, café e chocolate amargo.
 
Em boca apresentou-se estruturado, bom corpo, taninos redondos e acidez correta. Final de boca seco e de boa persistência com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou tomates recheados.
 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry Rouge
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2012
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau du Barry
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16°
Premiações: Médaille D´Or Concours Général Agricole

sábado, 22 de agosto de 2015

Um vinho que não queria que acabasse #wineinpack

Sabe aquele vinho que você abre e não quer que ele acabe? Pois é, isto foi o que aconteceu com o Chateau Robin Saint Denis Rouge AOC, um dos rótulos do pack de vinhos de Bordeaux, recebidos para avaliação pela Wine in Pack.
 
O Chateau Robin Saint Denis é um típico corte bordalês composto de Cabernet Sauvignon e Merlot, produto de diferenciada qualidade, a qual, muito possivelmente, foi elevada pelo ano de sua safra: 2010, considerada a melhor safra do século XXI para a região francesa.
 
O vinho é produzido por um Petit Chateau Familiar na Belíssima Região de Bordeaux no Terroir de Camiac et Saint Denis ao Sul de Branne no Coração do terroir de Entre-deux-mers.
 
Entre-deux-mers é o triângulo de terras situado entre os rios Dordogne e Garone, por isso recebe o nome que em português corresponde a: Entre Dois Mares. Lá são produzidos 80% dos vinhos tintos mais básicos que recebem as denominações (na França, Appéllation D’Origine Contrôlée ou simplesmente AOC ou ainda AC. Todos estes termos têm o mesmo siginificado que denominação de origem controlada)  de Bordeaux ou Bordeaux Supérieur.
 
Diamantes do Vinho (cristais de ácido tartárico), evidenciados
na extremidade da rolha, uma indicação de que as uvas permaneceram
por um tempo prolongado nas videiras antes de serem colhidas,
desenvolvendo, portanto, mais personalidade e tipicidade.
No interior de Entre-Deux-Mers há oito sub-regiões vinícolas, incluindo uma sub-região que recebe também o mesmo nome. Os bons vinhos brancos secos produzidos nesta sub-região são os únicos que podem receber a appéllation contrôlée  “Entre-Deux-Mers”.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi, e halo vermelho claro, puxando para o alaranjado. Formação de lágrimas levemente avermelhadas, finas e lentas. Presença de borras, mostrando que possivelmente o vinho não foi filtrado, com o objetivo de agregar aromas e sabores.

No nariz mostrou aromas de fruta negra madura, café, chocolate, alcaçuz, balsâmico, tabaco, um verdadeiro bouquet! Olfato intenso, elegante, equilibrado e com boa integração.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e uma boa acidez. Final de boca seco com notas de café, chocolates e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Apesar de tratar-se de um um AOC achei o vinho muito bom, com bom equilíbrio e grande intensidade aromática e gustativa. Não fosse a alta dos preços e a alta carga tributária que incide sobre os vinhos no Brasil este ganharia sem sobra de dúvida o meu carimbo de excelente custo versus benefício.
 
Um vinho pede uma carne, mas este foi harmonizado com pizzas de salame italiano, calabresa e peperoni e foi super bem. 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau Robin Sant Denis
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlot
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Frank Couturier
Graduação:  13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço:16°
 
Nota:
 
O vinho é comercializado pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 80,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição, juntamente com dois outros vinhos de Bordeaux.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Wine in Pack, uma nova forma de comprar vinhos

Há cada dia as pessoas estão optando cada vez mais pelas compras pela internet e, apesar de ainda timidamente, os enófilos também estão optando pelo e-commerce para adquirir parte dos seus vinhos.
 
Pensando nesse mudança no perfil do consumidor as empresas têm investido no comércio eletrônico, mas há uma que optou pelo uso exclusivo do meio virtual para disponibilizar seus produtos: a Wine in Pack.
 
Apesar de estar no mercado há menos de um ano a Wine in Pack conta com a gerência de quem tem de 20 anos de experiência no mercado de vinhos: Luiz Figueiredo e ainda com a consultoria de Aloisio Sotero, co-fundador da Wine e do Luiz Figueiredo Filho, o Wine Care do projeto.
 
A Wine in Pack é a primeira loja Online Especializada Exclusivamente em Packs de Vinhos, e tem como missão selecionar, montar e entregar Packs com a Melhor Seleção de Vinhos para tornar os momentos dos enófilos uma experiência de degustação inesquecível.
 
Os vinhos são transportados em uma Embalagem de Primeira Classe: A exclusiva Winepack, desenvolvida especialmente para levar os vinhos até seu lar com segurança. Trata-se de uma embalagem inovadora, que conta com um sistema de amortecimento tridimensional para proteção das garrafas, único no Brasil. Possui alça ergonômica modelo "bola de boliche", para um confortável carregamento, exclusiva proteção térmica e é Eco Friendly, produzida com material 100% reciclável, sem nenhum elemento plástico.
 
Para comprar os vinhos o consumidor só precisa acessar o site escolher um dos packs já montados ou criar seu próprio pack. Cada pack é acompanhado por um brinde exclusivo.

Atualmente a empresa realiza entregas para todas as capitais e regiões metropolitanas das regiões centro-oeste, nordeste, norte, sudeste e sul do Brasil, sempre com a Taxa Única de Entrega de R$ 15,00 por pack. Para os residentes da região metropolitana do Recife não é cobrada taxa de entrega.
 
Recebi um pack com 3 vinhos Bordeaux selecionados pelo Wine Care: Luiz Filho, então não deixe de acompanhar o blog para conferir as minhas impressões sobre os vinhos.
 
Serviço:
 
Wine in Pack

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

EA Reserva Tinto 2011 e Bacalhoada de Forno

Não é novidade que brasileiro consome muito bacalhau, acho até que mais que os próprios portugueses e quem não é fã de um bom prato a base dessa iguaria portuguea, ainda mais se for acompanhado de um vinho português e na companhia de amigos queridos.
 
Tudo isso nos foi proporcionado pelos amigos Juberlan e Rejane com a mão de minha amada Fernanda no preparo de uma deliciosa bacalhoada de forno e que cresceu em sabor quando harmonizada com o EA Reserva Tinto 2011.
 
O vinho é produzido a partir das castas Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah plantadas nas vinhas da Fundação Eugénio de Almeida, no Alentejo. Quando as uvas atingem o estado de maturação ideal, são colhidas e transportadas para a adega, onde se inicia o processo tecnológico com desengace total e ligeiro esmagamento. A fermentação ocorre em cubas de aço inox a temperatura controlada de 24-27ºC. Após a fermentação, parte do lote estagia em barricas de carvalho francês e americano. Após o estágio procede-se a filtrações, loteamentos, filtração final e engarrafamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi escura, halo com tons alaranjados bem claros e média formação lágrimas que escorreram de forma espassada e rápida.
 
No nariz mostrou aromas de notas de fruta madura, pimenta, especiarias, café, alguma lembrança balsâmica, madeira molhada e baunilha.
 
Em boca apresentou taninos firmes, contudo redondos e macios, boa acidez e álcool a 14,5% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa persistência com as a presença da pimenta, madeira molhada e baunilha aparecendo no retrogosto.
 
Um bom vinho português e que acompanhou super bem a bacalhoada, pena que com o aumento da inflação o preço dele tenha se elevado, caso contrário estaria com um excelente custo benefício.

O Rótulo
 
Vinho: EA Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Adega Cartucha
Enólogo: Pedro Baptista
 Graduação:14,5 %
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Artefacto Syrah Colheita Seleccionada 2010 #cbe

Hoje é dia de falar sobre o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e o tema foi: "um vinho feito com a uva Syrah/Shiraz, de qualquer nacionalidade e faixa de preço", escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos.
 
Eu tinha algumas boas opções na adega, mas no fim terminei optando pelo Artefacto Syrah Colheita Seleccionada 2010, produzido no Alentejo pela Luis Duarte Vinhos, uma jovem vinícola com 8 anos de vida mas que tem o competente e experiente Luis Daurte no comando.
 
Luis Duarte após anos assinando rótulos para grandes vinícolas, concretizou o sonho de produzir seus próprios vinhos. Sua vinícola está localizada em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo e é dotada da mais alta tecnologia, com tanques de fermentação automatizados e novas barricas de carvalho francês e americano.
 
A produção da vinícola não é grande, mas tudo que sai dela tem qualidade garantida e o que é melhor, com um preço justo e acessível, como é o caso da minha escolha para a CBE.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra e brilhante. No olfato um vinho rico e cheio de aromas frutados, seguidos de notas de especiarias, pimenta, chocolate e elegante tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos redondos, boa acidez e em equilíbrio com os 14% de álcool. Repetiu as impressões olfativas com destaque para a fruta e a pimenta. Final de boca seco, redondo e longo com a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Por aqui escolhemos uma bela costela bovina no bafo para acompanhar o carnudo syrah alentejano.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Artefacto Colheita Seleccionada
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Daurte Vinhos
Enólogo: Luis Duarte
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 68,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Já degustei boa parte dos vinhos do portfólio da Dominio del Plata e sou fã confesso destes, contudo há alguns meses recebi, através de um clube de vinhos, dois rótulos da vinícola e o primeiro que abri não me agradou.
 
Trata-se do Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012, um vinho que não consta no site da Bodega e que certamente foi produzido exclusivamente para o clube de vinhos.
 
Como o vinho não faz parte de nenhuma das linhas de produtos da Dominio del Plata as informações sobre o mesmo estão limitadas as informadas no site da Importadora, não sendo possível saber, por exemplo, se a as uvas que deram origem ao líquido são provenientes de vinhedos próprios.
 
O Susana Balbo Gran Reserva é composto por cabernet sauvignon (95%) e uma pequena parcela de 5% de malbec e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e amadureceu por mais 12 meses em garrafa.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante, com lágrimas finas e rápidas. No olfato mostrou aromas tímidos de fruta negra, seguido de notas pimenta, café, baunilha e tostado, com destaque para as notas da passagem por madeira; os aromas equilibraram-se ligeiramente após 60 minutos de aeração. Em boca apresentou taninos firmes, com alguma adstringência, média acidez e álcool a quase 14% incomodando um pouco. Final de boca de média persistência com a pimenta e madeira aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi uma decepção pra mim que estou acostumado com a regularidade e equilíbrio dos rótulos de entrada e da elegância e complexidade dos topo de gama da Bodega.
 
Pra harmonizar eu e Fernanda fomos de hambúrguer de picanha com cebola caramelizada e hambúrguer de carne com gorgonzola e bacon da Kangaroo Australian Burguer, bons sandubas, mas nada empolgantes, mais uma decepção. Mas, tudo bem, nem sempre acertamos e a vida segue.


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 95% e Malbec 5%
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,9%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 64,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Nem só de brancos vive a Friuli

Mundialmente afamada por seus brancos, a Friuli é considerado um verdadeiro berço de qualidade desse estilo de vinho. Localizada no extremo nordeste da Itália, Friuli-Venezia Giulia – conhecida como Friuli – faz fronteira com a Eslovênia e a Áustria e é banhada pelo mar Adriático, que cerca a sua capital, Trieste.
 
Mas os tintos também não ficam atrás e nos últimos anos têm alcançado reconhecimento e premiações dentro e fora da Itália. Uma prova disto é o Fantinel Merlot, um exemplar produzido na DOC Grave, maior Denominação de Origem de Friuli.
 
A região que possui um solo composto por cascalho, semelhante aos famosos Graves de Bordeaux. Este tipo de solo, além de refletir luz e calor durante o dia para as uvas contribuindo para um melhor amadurecimento, também obriga as raízes das videiras a se aprofundarem em busca de nutrientes e água.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas típicos da variedade com intensas notas fruta negra madura (ameixa e jabuticaba), especiarias, tabaco, chocolate e tostado. Em boca mostrou-se maduro e com bom corpo, taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de boa persistência e com repetição da fruta e das notas provenientes da passagem por barricas de carvalho.
 
Vinho redondo e fácil de beber. Acompanhou bem uma pizza de calabresa.

O Rótulo

Vinho: Fantinel Selezione di Famiglia DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Você já harmonizou vinho com coxinha?

Sabe aqueles rótulos sobre o vinho:  de que é para quem tem dinheiro; apenas os que são profundos conhecedores é que estão aptos ao consumo; ou que a bebida tem que acompanhar apenas pratos elaborados ou sofisticados?
 
Apague isso da sua memória, o vinho é uma bebida igual a qualquer outra e para ser consumida basta apenas uma garrafa e uma taça. E para acompanhar, quase todas as comidas vão bem com vinho, então não se preocupe em demasia se o vinho que gostas vai acompanhar bem aquela comida caseira, pura e simples.
 
Outro dia mesmo liguei pra Fernanda e disse: coloca aquele Chenin Blanc da África do Sul para resfriar que passei vou passar em um bar e levar uma coxinhas crocantes com frango defumado. Pronto estava montada uma harmonização simples e saborosa para uma noite descontraída e descompromossida.
 
A coxinha é simplesmente deliciosa e ficou melhor ainda com o Neethlingshof Chinin Blanc, um vinho produzido na Região de Stellenbosch pela vinícola que leva o mesmo nome do vinho.
 
A Chenin Blanc é de origem francesa, mas é considerada a especialidade dos sul-africanos. É cultivada na África do Sul desde os tempos coloniais, e responde por cerca de 20% dos vinhedos do país, onde também é chamada de Steen.
 
O enólogo que trabalhou o vinho optou por não passá-lo em barricas de carvalho,  visando manter as características frutadas e o frescor típicos da casta.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha bem claro. No nariz aromas intensos e cheio de notas de frutas  tropicais tais como maçã, pêra, maracujá e tangerina, seguido de notas florais e toques de nozes e alguma lembrança mineral. Em boca um vinho leve, com boa acidez e a intensidade aromática aparecendo no retrogosto. Final de boca seco, refrescante e de média persistência. Leve e fácil de beber.


O Rótulo

Vinho: Neethlingshof
Tipo: Branco
Castas: Chenin Blanc
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Neethlingshof Wine Estate
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 8° - 10°

sábado, 4 de julho de 2015

Neethlingshof Estate Pinotage 2014

A grande maioria das regiões vitivinícolas possui uma ou mais uvas ícone e não é diferente da a África do Sul em que sua uva de destaque é a Pinotage, uma tinta nasceu do cruzamento da Pinot Noir e da Cinsault, duas clássicas cepas francesas.
 
A Pinotage é uma variedade de bagos pequenos, cônicos, pretos com tonalidade azulada, polpa macia, pele espessa e cachos bem compactos. Os vinhos produzidos a partir da casta são considerados muito fáceis de beber, mas também são vistos como vinhos do tipo que se ama ou se odeia.
 
Eu pareço estar no segundo grupo, não digo que odeio, mas digo que nenhum exemplar que degustei desta casta me encheu os olhos e isso não foi diferente com o Neethlingshof Estate Pinotage.
 
O vinho é produzido pela vinícola Neethlingshof, que está inserida no Biodiversity & Wine Initiative (BWI), um programa que possibilitou o grande destaque da África do Sul na produção integrada e sustentável.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea e intensa formação de lágrimas. No olfato um vinho com aromas adocicados de frutas vermelhas, banana madura, canela e folhas molhadas. Em boca taninos sem expressão, alta acidez. Final de boca de média intensidade e notas adocicadas no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Neethlingshof Estate
Tipo: Tinto
Castas: Pinotage
Safra: 2014
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Neethlingshof Wine Estate
Graduação: 14,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Visan Côtes du Rhône Villages 2007 #cbe

Começo de mês é aquele momento especial e que foi aguardado com ansiedade, em que vários blogueiros escrevem sobre um vinho dentro tema específico escolhido por um dos confrades da primeira e única confraria virtual do Brasil: a CBE.
 
O tema do mês foi: "Um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha", uma escolha muito legal do Cristiano Orlandi do Blog Vivendo Vinhos.
 
Para o tema abri o Visan, um corte de Grenache, Carignan e Syrah da AOC Côtes du Rhône Villages, da sub-região de Côtes du Rhône Meridional.
 
A região da Côtes du Rhône é quase uma continuação da Bourgogne, ao sul de Lion, e divide-se em duas sub-regiões, Setentrional e Meridional. Como o nome indica, toda a região se desenvolve nas encostas do rio Rhône e seu entorno. Nesta se produzem principalmente vinhos tintos, mas existem alguns rosés e brancos.
 
A denominação Côtes du Rhône pode ser utilizada em 171 diferentes municípios localizados ao longo do Vale do Rhône, Norte e Sul. Já a denominação Côtes du Rhône-Villages significa uma distinção permitida somente em 95 desses distritos, todos localizados no Rhône do Sul. Ao todo, 21 diferentes cepas são autorizadas nos vinhos de Côtes du Rhône. Grenache é uma das grandes estrelas da região. Muitos dizem que ela é a "carregadora de piano" dos vinhos cortados e deve constituir pelo menos 40% das uvas utilizadas na produção dos tintos (exceto para os Syrah do Norte).

O vinho que escolhi é produzido pela Domaine des Grands Devers, cuja propriedade compreende 62 hectares de vinha plantada, sobretudo nas encostas e morros. Totalmente cercado por uma densa floresta de carvalhos e trufas os  vinhedos se beneficiam de uma posição única, protegida dos ventos do norte e do sul, fato este que controla a influência do ambiente externo.

Mas chega de conversa e vamos ao líquido.

Visualmente apresentou cor rubi âmbar com halo alaranjado e lágrimas grossas e lentas. No nariz os aromas de fruta praticamente inexistiam e deram lugar a um bouquet de boa qualidade, contudo, média-pequena intensidade onde pude preceber notas de pimenta seca, cravo, alcaçuz, alcatrão, balsâmico e terrosas. Em boca mostrou corpo médio com taninos maduros, boa acidez e o álcool sobresaindo-se discretamente. Final de boca seco, com leve adstringência e média persistência e repetição da especiaria e do alcatrão no retrogosto.

Apesar de ainda serem perceptíveis alguns interessantes aromas, nitidamente o vinho já entrou em declínio, mas foi uma boa experiência.

Para harmonizar Fernanda nos preparou aspargos com presunto tipo parma e molho de gorgonzola e também uma adaptação da receita do Boeuf a Wellington, onde o filé mignon bovino foi substituído pelo suíno.


O Rótulo

Vinho: Visan Côtes du Rhône Villages
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Carignan e Syrah
Safra: 2007
País: França
Região: Côtes du Rhône Villages, Côtes du Rhône
Produtor: Domaine des Grands Deevers
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Rapariga da Quinta Branco 2012

Um outro dia eu, Fernanda e duas amigas (Jaci e Marcela) fomos ao aconchegante Taberna Portuguesa, um restaurante tipicamente português não só nos pratos, como também na decoração, música ambiente e toda uma carta de vinhos exclusivamente portugueses.
Apesar de não ser nenhum crítico gastronômico não posso deixar de tecer alguns comentários sobre o estabelecimento, pois apesar do ambiente agradável algumas coisas deixam a desejar:
  • Os donos e garçons são muito simpáticos e solícitos, mas um bom atendimento vai além disto. Permitam-me por os pontos nos "is": chegamos ao restaurante e fomos bem recebidos e nos foi apresentada uma pequena carta de vinhos como pouco mais de 10 opções de rótulos, mas na saída dei de cara com a adega do local e deparei-me com inúmeros rótulos que não estavam na carta de vinhos, foi aí que um dos funcionários nos falou que há duas cartas, uma completa e uma contendo os que mais são pedidos. Hein? Como assim? Uma falha grave, não é porque esse ou aquele produto sai mais ou menos que os clientes devem ser privados de escolher dentre todos os disponíveis. Lamentável e desrespeitosa essa atitude do estabelecimento, seja qual for a razão.
  • E uma segunda falha é forma como os vinhos são armazenados, boa parte deles em pé e no chão. A adega, se é que podemos chamá-la assim é aberta, sem climatização alguma. Não é chatice de quem conhece um pouco, mas se você se propõe a vender um produto que requer algum cuidado para sua preservação, não custa nada fazer isso bem feito.
 
 
Bom, mas deixando as falhas no serviço de lado vamos ao vinho que consumimos e foi selecionando na carta que contém os rótulos mais apreciados no restaurante. As opções não eram muitas e alguns desconhecidos e outros conhecidos e que não eram do agrado, então optei por um vinho simples, com um bom custo versus benefício e que você compra sem medo: o Rapariga da Quinta Branco, do competente Luis Duarte.

O vinho é um lote (corte) de Antão Vaz - uma das principais castas brancas de Portugal - vastamente plantadas no Alentejo, que dá origem a vinhos estruturados e encorpados e a Verdelho, casta rica em acidez e aromas, vastamente utilizada na produção de vinhos Madeira.

Visualmente o vinho apresentou cor amarelo claro com reflexos verde palha. No nariz aromas de frutas cítricas e brancas, notas florais e leve toque mineral. Em boca um vinho estruturando, com acidez refrescante e final de boca de boa persistência com a fruta aparecendo no retrogosto.

Um vinho tranquilo e fácil de beber que acompanhou super bem bolinhos de bacalhau e um belo bacalhau de natas em uma noite super agradável e descontraída.

O Rótulo

Vinho: Rapariga da Quinta
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz e Verdelho
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Duarte Vinhos
Enólogo Luis Duarte
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 55,00 (Na TP)
Temperatura de serviço: 8°