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sábado, 16 de abril de 2016

H. Stagnari Dayman Tannat #cbe

Este ano tenho tido dias bem corridos tanto na vida pessoal como na profissional, fato que fez atrasar alguns vinhos da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas para diminuir minha dívida chego com o vinho de março, tema proposto pelos conterrâneos Maykel e Ana do blog Vinho por 2, que nos propuseram: "Tannat do Uruguai, sem limite de preço".
 
Antes de falar sobre o vinho escolhido trago algumas informações sobre a história da Tannat no Uruguai.
 
O imigrante francês Don Pascual Harriage plantou, em meados da década de setenta do século XIX, as primeiras parreiras de Tannat no Uruguai. Só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva. O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no Uruguai.
 
A Tannat uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir. Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor.
 
A pluviosidade média anual é de 900 mm e o Sol é constante. No geral, o vinho de Tannat de nossos vizinhos é menos agressivo e mais frutado que o gaulês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcados, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho.
 
O rótulo que escolhi foi o H. Stagnari Dayman. O Dayman é um vinho tinto 100% elaborado com uvas Tannat e o mais nobre da linha “De crianza” da vinícola uruguaia H. Stagnari. Ele fica atrás apenas da produção ícone da casa, o Dinastía.
 
A principal característica da linha “De crianza” são os 12 meses de estágio do vinho em barricas de carvalho, na cava La Puebla, sede da vinícola que está no sul do Uruguai, cerca de 20 quilômetros distante da capital Montevidéu.
 
De acordo com Virginia Stagnari, diretora e esposa do enólogo Héctor Stagnari, responsável pelo exemplar, esse envelhecimento ocorre 80% em barricas de carvalho francês e 20% em carvalho americano. Após esse processo, surgem cerca de 15 mil garrafas do Dayman, elaborado apenas em safras consideradas ótimas pelo enólogo. São três anos de reserva até esse vinho ser disponibilizado ao mercado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi escura, com reflexos violáceos e lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade sendo perceptíveis notas de figo, ameixa, chocolate, couro, cedro e tostado.
 
Em boca mostrou taninos presentes, mas já domados e com leve nota adocicada, acidez viva e álcool a 14% sem incomodar. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com as notas provenientes do tempo de amadurecimento em carvalho aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi degustado no Cantu Day 2016, que ocorreu no Restaurante Nabuco no último dia 14.
 

O Rótulo

Vinho: H. Stagnari Dayman
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Salto
Produtor: H. Stagnari
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º 

sábado, 10 de outubro de 2015

Eolo Gran Reserva: carnudo, equilibrado e longevo

Assim que comprei Eolo Gran Reserva muitas pessoas me falaram: vinhaço e, diante das boas avaliações e indicações de que havia acertado na compra, eu me encontrei em um dilema, abrir ou deixá-lo amaciar por um tempo, resolvi guardar na adega e tive que controlar a ansiedade em verter o líquido da garrafa em minha taça.
 
Depois de um ano na adega não consegui mais esperar e abri o vinho para acompanhar uma fraldinha recheada com queijo provolone, a combinação entre um dos cortes bovinos de minha preferência associado ao sabor defumado e bem característico do queijo, confira a receita aqui.
 
O vinho é produzido pela Viñedo de Los Vientos que tem sua história iniciada em 1920, quando Angelo Fallabrino chegou em Montevidéu, com a sua família, fugindo da primeira guerra mundial. Nativo de Alexandria, conhecia a arte de produzir vinhos e criou, em 1947, em Atlántida,  a maior vinícola no Uruguai. Seu filho Alexander, seguindo seus passos,  se destacou como um dos inovadores na produção de vinhos no Uruguai  nas décadas de 70 e 80. Com a morte de Alexander em 1991 e de Angelo em 1993,  Pablo, um dos três filhos de Alexander, assumiu o comando da empresa em 1995, produzindo a primeira safra em 1998.
 
A vinícola hoje está sob o comando de Pablo Fallabrino e Mariana Cerutti. A empresa possui 37 hectares de vinhedos, onde são cultivadas Tannat, Cabernet Sauvignon, Trebbiano, Chardonnay e Nebbiolo. 
 
Viñedos de los  Vientos está localizado a poucos quilômetros do encontro entre o Rio de la Plata (o maior estuário do mundo) e do Oceano Atlântico, e por isso tem o influxo de correntes de vento oceânicas, proporcionando uma brisa fresca e um clima ideal para o amadurecimento das uvas.
 
E sem mais delongas vamos as impressões sobre o vinho.
 
Na taça apresentou, apesar dos 6 anos de vida, uma cor rubi intensa e profunda com reflexos violáceos e halo vermelho sem sinais de evolução. Foi ainda possível observar uma formação intensa de lágrimas finas púrpura, que escorreram tingindo as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos, com notas de fruta vermelha e negra madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de aromas de menta, alcaçuz, especiarias, chocolate amargo, balsâmico, cedro e toques de tostado bem integrada ao conjunto, mostrando a excelente habilidade do enólogo no trabalho com a madeira, uma vez que o vinho tem passagem por 36 meses em barricas de carvalho.
 
Em boca o vinho mostrou-se encorpado, carnudo e com excelente equilíbrio. Taninos potentes, porém redondos e já amaciando devido os 6 anos de vida, boa acidez e álcool a 14% sem incomodar. Repetição das notas olfativas e final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, chocolate, balsâmico e tostado aparecendo em um delicioso retrogosto.
 
Um belo vinho e que já estava no ponto, mas não tenho dúvida que se beneficiaria de mais alguns anos de guarda. Queria ter mais duas garrafas para acompanhar a evolução.
 

O Rótulo

 Vinho: Eolo Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tannat 85% e Ruby Cabernet 15%
Safra: 2009
País: Uruguai
Região: Atlántida
Produtor: Viñedo de Los Vientos
Graduação: 14%
Enólogo: Pablo Fallabrino
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 92 pts Descorchados

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Viñedo de Los Vientos Tannat 2012

O Uruguai não é um produtor de vinhos aclamado, pura injustiça, pois produz excelentes vinhos, como é o caso do carnudo Viñedo de Los Vientos Tannat, um exemplar que expressa todo potencial da casta ícone do país.
 
A história da Viñedo de Los Vientes remota para o anos de 1920 com a chegada, proveniente de Alexandria, de Angelo Fallabrino juntamente com sua família. O empreendimento segue com Alejandro, filho do patriarca que destacou-se como uma das pessoas mais inovadoras da indústria vinícola do Uruguai nos anos 70 e 80. Com a morte de Angelo e Alejandro assume o comando da vinícola um dos três filhos de Alejandro: Pablo Fallabrino.
 
Viñedo de los Vientos, por sua localização próxima ao litoral, é acariciado permanentemente pelas brisas marinhas provenientes do Estuário do Rio de la Plata. A amplitude térmica entre o dia e a noite nesta região é outro fator que influi amplamente no desenvolvimento e crescimento da fruta, tendo dias de até 42ºC e noites com somente 15ºC.
 
A colheita das uvas é realizada a mão, em recipientes plásticos de uns 15 kg cada um, estes são levados à esteira transportadora, onde é realizada a seleção dos grãos. Desde lá se dirigem à prensa e passam diretamente a cubas de aço inoxidável para o começo da elaboração.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi escura intensa e brilhante, com tingimento das paredes da taça provocado pelas suas lágrimas. No nariz aromas de fruta negra madura, pimenta do reino, chocolate amargo e notas de tostado bem integradas ao conjunto. Em boca volumoso, com taninos firmes, carnudos e bem acompanhados pele excelentes acidez. Final de boca seco e longo, com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Levei esse vinho para casa dos amigos Juberlan e Rejane e harmonizamos com uma picanha na brasa.


O Rótulo
 
Vinho: Viñedo de Los Vientos
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Atlántida
Produtor: Viñedo de Los Vientos
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 60,00 (R$ 34,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 92 Pts DS

quarta-feira, 4 de março de 2015

Don Pascoal Reserve Viognier 2010 #cbe

Este mês trago o vinho da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE com um atraso grande, o qual espero não voltar a cometer. O tema do mês coube ao Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, que sugeriu: "Um vinho varietal tinto ou branco do Uruguai qualquer, menos tannat".
 
Aqui em casa degustamos menos vinhos do Uruguai que gostaríamos, mas sempre que abrimos um exemplar dos nossos vizinhos menos aclamados sempre ficamos satisfeitos e de lá já provamos gratas surpresas, como o Gimenez Mendez Alta Reserva Pinot Noir, degustado para a CBE em abril de 2012.
 
Para o tema deste mês minha escolha foi o Don Pascoal Reserve Viognier 2010. Alguns irão até estranhar um vinho branco com quase 5 anos e perguntar-me, ainda está bom? A resposta é sim, pois a Viognier está entre as poucas uvas brancas com potencial para evoluir com saúde ao longo dos anos.
 
A Viognier desenvolve-se com excelência em sua terra natal, nas barrancas de Condrieu, Rhône norte, França. Suas características são singulares, amanteigada, untuosa, floral e perfumada; é excelente companheira para muitos pratos condimentados.. Esta untuosidade deve-se ao álcool e a baixa acidez.  Plantados em poucos hectares torna-se um vinho caro, até mesmo para os padrões locais.
 
Na Austrália, a exemplo do Rhône, utiliza-se muito esta casta para “resfriar” o Syrah, isto é, torná-lo menos alcoólico e pesado.
 
O Don Pascoal Reserve é produzido pela Establecimiento Junicó, de propriedade da Familia Deicas e que está situada na Região de Canelones, próxima a cidade portuária de Montevidéu, capital do Uruguai e é considerada uma das mais importantes vinícolas do país.
 
Chega de conversa e vamos ao vinho!
 
Visualmente mostrou cor amarelo dourada, mostrando sinais de evolução e lágrimas grossas e lentas. No nariz aromas de abacaxi, notas florais, damasco, mel e leve e delicado tostado proveniente da sua fermentação em barricas de carvalho de primeiro uso. Em boca mostrou elegante untuosidade, acidez correta, repetição das notas olfativas e um final de boa de boca intensidade. Vinho de grande equilíbrio e excelente custo versus benefício.
 
Eu e Fernanda degustamos o vinho em um fim de noite e harmonizamos com uma lasanha de frango com brócolis e bolinhos de bacalhau.


O Rótulo

Vinho: Don Pascoal Reserve
Tipo: Branco
Castas: Viognier
Safra: 2010
País: Uruguai
Região:  Canelones
Produtor: Familia Deicas, Establecimiento Juanicó
Graduação: 13%
Onde foi comprada em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 8°

terça-feira, 28 de maio de 2013

Harmonizando Pinot Noir com Hambúrguer #diamundialdohamburguer #cbe

Hoje é o dia mundial do hambúrguer e o Confrade Cristiano Orlandi do blog Vivendo Vinhos lançou o desafio para os confrades da CBE: realizar um post especial de um vinho harmonizando com hambúrguer, aceitamos de pronto.
 
As origens do hambúrguer são incertas e permeadas de mitos e histórias, porém é bem provável que ele tenha sido preparado pela primeira vez da maneira como o conhecemos hoje em fins do século XIX ou começo do século XX. O hambúrguer moderno é derivado das necessidades culinárias de uma sociedade que mudava rapidamente devido à industrialização e, portanto, usufruíam de menos tempo para o preparo de alimentos e consumo das refeições.
 
Escolhi um Pinot Noir do Uruguai para harmonizar com essa comida global e que sem sombra de dúvida é um dos alimentos mais consumidos no mundo moderno.
 
Participaram do momento: Eu, Fernanda e Juberlan, que mesmo aveço a alimentos como hambúrguer, aprovou a receita caseira e a harmonização. Com a correria do dia a dia optamos por uma receita simples do tipo tradicional de carne bovina.
 
O preparo dos hambúrguers ficou por conta de Fernanda, que em cerca de trinta minutos concluiu o preparo a receita, a qual vale a pena ser realizada pelos viciados nesse alimento, visto que você irá ingerir um alimento com ingredientes de procedência confiável e sem adição de inúmeros conservantes (confira os ingredites no fim da postagem).
 
O vinho mostrou a típica cor rubi clara e transparente, tal qual os tradicionais pinot noir da França e um pouco distinto dos rótulos com esta casta produzinos no novo mundo, sobretudo os chilenos e argentinhos. No nariz mostrou aroma frutado (cereja) e leves toques de chocolate e tostado, proveniente da passagem (35% do vinho) por barricas de carvalho. Em boca muito suave e delicado, com taninos macios e elegantes, bem equilibrados com acidez e álcool, que apesar dos 13,5% não incomodou em nenhum momento. Repetiu a fruta e o tostado. Final de corpo seco e de média intensidade. Caiu muito bem com o hambúrguer e para quem gosta de Pinot Noir este exemplar mostrou excelente custo versus benefício.
 
Para você que está com um pouco mais de tempo e gosta de cozinhar, vale a pena criar suas receitas com outros tipos de ingredientes, como carne de ovinos, peixes e também as receitas com recheios, mas fique atento na hora da harmonização, pois carnes com sabor mais forte pedirão vinhos com mais corpo e os de peixe vinhos brancos com boa acidez.
 
Saúde e bons vinhos e hambúrguers a todos!

O Rótulo

Vinho: Don Pascual Reserve
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2011
País: Uruguai
Região: Canelones
Produtor: Estabelecimiento Juanicó
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º

Ingredientes do Hambúrguer

- 1 Kg de carne moida (use o corte de sua preferência)
- 1 pacote de creme de cebola
- 1 ovo
- 2 colheres de sopa de shoyo
- Coentro a gosto
- Cebola, alho e salsa desidratados (tempero pronto)

Rende de 12 a 20 hambúrguers, de acordo com o tamanho.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Don Pascual Roble Tannat 2008

Encontrar rótulos do Uruguai aqui em Recife é bem difícil, principalmente bons rótulos. Então, para quem gosta de conhecer vinhos de países pouco conhecidos e  estiver em lojas especializadas não deixe de adquirir  e degustar calmamente os vinhos dos nossos vizinhos.

O Don Pascual Roble Tannat é produzido pelo Eslabelcimiento Junió, que é uma empresa conduzida pela família Deicas, que é proprietária de 100% das ações da sociedade. Tanto o fundador Juan Carlos Deicas como seus filhos Fernando e Mariela e a terceira geração da família, recentemente integrada à empresa, trabalham com esforço e dedicação.

Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Estabelecimiento passaram por diferentesdonos, entre eles se destacou Dom Francisco Juanicó, que em 1830 rompeu as tradições da região e construiu uma cave subterrânea que permitiu a elaboração de vinhos de grande qualidade. Quase um século e meio depois, em 1979 passou a pertencer a Família Deicas, a qual abriu as portas da vinícola para o mundo. Na década seguinte, a firma começa a reconversão dos seus vinhedos utilizando variedades nobres européias.

O Don Pascual Roble nasceu em 1996 e seu nome é uma homenagem a Pascual Harriague, responsável pela introdução da Tannat no Uruguai.

Tannat é uma uva tinta da família da Vitis vinifera originária do sul da França, onde é usualmente utilizada em assemblage com merlot. É a grande uva adotada pelo Uruguai, que possui uma extensa área de vinhedos dessa casta.

A tannat dá origem a vinhos de muito caráter, bastante corpo e estrutura, muito tanino, com grande intensidade de cor, aromas deliciosos de frutas escuras e chocolate, com ótima concentração.

Abri o vinho no último sábado quando recebi em minha casa os amigos Juberlan, Rejane, Macílio, Ana, Eli e Simone e ainda na companhia da minha noiva e pais.

Na taça o vinho mostrou uma cor rubi escura com halo mostrando discretos sinais de evolução; lágrimas em boa quantidade escorrendo lentamente pelas paredes da taça. No nariz aromas muito delicados: fruta vermelha madura, pimenta, chocolate, tostado e algum mineral. Em boca mostrou taninos sedosos/aveludados (os cinco anos de vida possivelmente os abrandaram), boa acidez e álcool em boa medida, tudo muito bem integrado a fruta e a madeira. Final de boca seco, de boa intensidade e com o tostado e a especiaria aparecendo no retrogosto. Creio que ele esteja em seu auge, mas ainda pode suportar bem 2-3 anos em garrafa.

Vinho muito equilibrado e harmônico e que acompanhou bem petiscos os queijo (sanduiche de salame e provolone, queijos temperados, pão italiano com geleia de damasco e framboesa, provoleta). Excelente custo versus benefício. 


O Rótulo

Vinho: Don Pascual Roble
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2008
País: Uruguai
Região: Juanicó
Produtor: Estabelecimiento Juanicó
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 16º

domingo, 1 de abril de 2012

Gimenez Mendez Alta Reserva Pinot Noir 2010 #CBE

Esta é a 67ª edição da CBE,  e tema do mês foi sugerido por nada mais nada menos que o confrade Gil Mesquita  do blog Vinho para Todos e também o idealizador e fundador da confraria, que disparou: "Vinho tinto do Uruguai, com preço de até R$ 100".

O tema, a primeira vista, parece bem simples, mas foi de grande dificuldade. Meu rótulo foi escolhido aos 45' do segundo tempo, depois de buscar em quatro diferentes estabelecimentos. Em dois não haviam rótulos do Uruguai disponíveis e nos outros dois as opções não foram muitas, pois os rótulos giravam em torno da Tannat e estava em busca de algo diferente, foi então quando vi o Gimenez Mendez Alta Reserva Pinot Noir 2010.

O meu vinho do mês de março da CBE é da vinícula Giménez Méndez, a qual leva o nome do seu fundador e que está localizada na mais pura região da América do Sul. As vinhas e adegas estão localizadas nas regiões de Las Brujas, Montevideo, Los Cerrillos e Grande Canelone, no sul do Uruguai, um território privilegiado para a produção de vinhos finos, onde o solo, clima e uvas parecem ser abençoados.

Segundo o site do produtor na linha Alta Reserva da Gimenez Mendez é possível observar os melhores aromas de cada varietal, tais como o grau de maturação e a riqueza da fruta, só que de uma forma mais complexa entusiasmando e desafiando seu nariz e seu paladar. São vinhos que exibem um corpo generoso, taninos elegantes. É envelhecido em barricas de carvalho francês e americano, mas tendo cuidado especial em manter equilíbrio entre fruto e madeira.

O Gimenez Mendez Alta Reserva Pinot Noir 2010, foi sem sombra de dúvida o melhor exemplar desta varietal que degustei até o momento. Um vinho elegante e surpreendente descrevem bem este rótulo.

O vinho mostrou uma belíssima cor vermelho bordô; lágrimas abundantes, finas e lentas. Um bouquet muito aromático, onde os aromas florais e de frutas silvestres estão bem incorporados com o delicado tostado da madeira, proveniente dos 3 meses de envelhecimento em barricas de carvalho. Em boca repete o floral e a madeira, com taninos sedosos, elegantes e delicados, os quais mostraram-se bem integrados com a acidez e bem equilibrados com o álcool. Além de muita elegância e suavidade o vinho mostrou um agradável final de boca com boa persistência.

Harmonizou muito bem com saborosos tomates recheados com linguiças defumadas ao molho de queijo.

Uma excelente compra! Recomendadíssimo!

O Rótulo

Vinho: Gimenez Mendez Alta Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Pinot Noir
Safra: 2010
País: Uruguai
Região: Las Brujas
Produtor: Gimenez Mendez
Graduação: 12%
Onde comprar: Ingá Vinhos Finos
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 18 graus

sábado, 28 de janeiro de 2012

Ariano Tannat 2009

Já há algum tempo que queria degustar um vinho da Tannat, uva emblemática do Uruguai. Infelizmente comecei com o pé esquerdo e o que é pior: foi perceptível desde a abertuta e os primeiros aromas.

A tannat produz vinhos famosos pelos seus taninos agressivos, mas estes não foram o problema deste rótulo que degustei.

O Ariano Tannat 2009 mostrou cor profunda rubi violácea, lágrimas rápidas, além de sujar a taça. Em nariz o primeiro ataque foi o do álcool, que dilatou toda a fossa nasal, incomodando; em seguida mostrou um pouco de fruta (ameixa) e um pouco de especiarias. Em boca a primeira impressão não foi das piores, como também, não foi das melhores: frutado (frutas roxas), sem grande intensidade, taninos com adstringência sobressaindo um pouco, ácidez em demasia, que incomodou. Em suma sem equilíbrio entre acidez e taninos. Um vinho simples e de corpo médio e final quente.


O Rótulo                                                                        

Vinho: Ariano
Castas: Tannat
Safra: 2009
País: Uruguai
Região: Canelones
Produtor: Bodegas Ariano Hermanos
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Portus
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 18º