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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Arte Tradicional 12 Meses

Encontrar boas opções de vinho abaixo de R$ 50,00 não é tarefa fácil, mas eles existem e um deles é o Arte Tradicional 12 Meses, um espumante produzido pelo método Champenoise pela Casa Valduga.
 
Na elaboração são usadas apenas as melhores parcelas de uvas de cada safra. O coorte é composto por Chardonnay e Pinot Noir e o espumante é maturado por 12 meses nas belas caves subterrâneas com remuage em pupitres.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos dourados, boa formação de espuma e perlage fina, abundante e persistentes.
 
No nariz mostrou boa intensidade de aromas, com destaque inicial para maçã, pera e abacaxi, seguido de notas de damasco, nozes, fermento e pão tostado.
 
Em boca uma deliciosa cremosidade apareceu em harmonia com uma refrescante acidez. Final de boca persistente e com as notas provenientes da segunda fermentação aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização ficou por conta de um papo descontraído com amigos e um delicioso ensopado de aratu.


O Rótulo

Vinho: Arte Tradicional 12 Meses
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay 60% e Pinot Noir 40%
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 11,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 6°

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Leopoldina Premium Chardonnay 2015 #cbe

Sabe aquele dia no qual publico um vinho especialmente para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE? Esse dia chegou e com ele o Leopoldina Premium Chardonnay 2015, o meu quinquagésimo exemplar comentado para a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
O tema deste mês foi sugerido pelo Tiago Bulla do blog Universo dos Vinhos, que foi: "degustarmos um belo chardonnay, sem passagem por madeira, de qualquer país e preço, mas já que o tema foi 'fácil', não vale corte, só varietal".
 
Nada melhor que um tema desses para degustar um vinho produzido com a rainha das brancas e sem interferência das barricas, nos proporcionando um néctar que preserva as características da uva.
 
Não são comuns os exemplares desta casta sem passagem por barricas de carvalho, até os mais simples costumam ter um breve amadurecimento em madeira de todo ou parte do líquido, mas fui a busca e consegui encontrar este exemplar da linha Leopoldina Terroir da gigante nacional Casa Valduga.
 
As uvas são selecionadas e em seguida é realizado o desengace das uvas frescas, seguido por maceração em frio e prensagem descontínua e delicada. Posteriormente é realizada a limpeza estática do mosto e adicionadas leveduras selecionadas Saccharomyces cerevisiae, dando início a fermentação alcoólica com temperatura de 15º a 16ºC. Por fim é realizada estabilização tartárico, filtração e engarrafamento.
 
Vamos a nossa análise:
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, boa limpidez e lágrimas finas e lentas.
 
No nariz um vinho de aromas delicados e de boa intensidade, evidenciando-se notas de frutas frescas como maça e pera, seguido de notas de abacaxi e maracujá.
 
Em boca mostrou corpo médio, boa acidez e bom equilíbrio com o álcool. Bom frescor e deliciosa untuosidade. Final de boca de media persistência e com repetição das notas do abacaxi aparecendo no retrogosto.
 
Vinho refrescante e untuoso, fácil de se gostar e de beber.
 
Foi bem com a noite quente e com iscas de frango e queijo gouda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Leopoldina Premium
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2015
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 41,00
Temperatura de serviço: 8°
 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Um Moscatel da nossa safra para harmonizar com o bolo das nossas bodas

Tradicionalmente os casais, juntamente com seus familiares, costumam celebrar um ou mais de um de seus aniversários de casamento comendo o bolo servido no dia do enlace matrimonial. Para tanto o bolo é guardado no freezer por este período para que não perca suas características originais.
 
Em Pernambuco o bolo de casamento é uma verdadeira iguaria; entre muitos ingredientes que compõe a receita destacamos a ameixa, o vinho do porto ou moscatel. Nos últimos anos os bolos tem sido divididos, sendo uma parte de chocolate e outra da forma tradicional pernambucana.
 
E seguindo a tradição Fernanda manteve por 365 dias uma parte do bolo do nosso casamento e para harmonizar eu escolhi o Casa Valduga Reserva Moscatel e o fiz por duas razões: a primeira está relacionada ao belo par que espumantes produzidos com a moscato fazem com sobremesas, sobretudo com os bolos de noiva e a segunda está relacionada a Serra Gaúcha, onde passamos nossa Lua de Mel.
 
O espumante é vinificado seguindo o estilo clássico, com seleção manual das uvas e desengace as mesmas ainda frescas. A fermentação alcoólica ocorreu com o uso de leveduras selecionadas a uma temperatura constante, tendo o processo sido parado com o vinho a 7,5%, mantendo desta forma uma concentração residual de açúcar.
 
Na taça o espumante apresentou cor amarelo palha, límpido e brilhante. Boa formação de espuma e perlage fino e de boa persistência.
 
No nariz mostrou aromas delicados e intensos de frutas e flores brancas, com notas adocicadas.
 
Em boca apresentou-se leve, acidez refrescante e repetição das notas olfativas. Final de boca adocicado, mas sem ser enjoativo, equilibrado e de boa persistência.
 
A safra do vinho foi a 2014, igual a nossa! Que Deus abençoe nossa união e nos guie na construção da nossa história.


O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Reserva
Tipo: Espumante
Casta: Moscato Giallo
Safra: 2014
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação:  7,5%
Onde comprar: DLP
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 6°

sábado, 14 de março de 2015

Casa Valduga Arte Tradicional Rosé, um espumante para acompanhar sushi na casa dos 30 pilas

Um outro dia Eu e Fernanda estávamos com vontade de comer uma comidinha japonesa e para acompanhar escolhemos um espumante baratinho, mas muito bem feito da gigante Casa Valduga, o Arte Tradicional Rosé.
 
O espumante é produzido pelo método tradicional, onde a segunda fermentação acontece em garrafa. Autólise de leveduras por 12 meses e remuage em pupitres.
 
Visualmente o líquido mostrou cor rosa salmão, límpido e brilhante, com boa formação de espuma e perlage fina, delicada, persistente e linda coroa. No nariz aromas de frutas como pêssego, damascos e cereja, seguido de notas florais e finalizado por notas de pão e fermento. Em boca repetiu as notas olfativas e apresentou bela acidez, que transmitiu uma belo frescor. Final de boca de média intensidade com notas de damasco e fermento aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Arte Tradicional
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Chardonnay 60% e Pinot Noir 40%
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 11,5%
Onde foi comprada em Recife: DLP
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 6º

segunda-feira, 2 de março de 2015

Casa Valduga Identidade Premium Gewurztraminer 2013

Gewürztraminer, casta de nome complicado, mas que tem aromas delicados e intensos de flores e frutas brancas e, por estar razão, é uma das favoritas de Fernanda.
 
Se você observar um vinhedo de Gewürztraminer no período da colheita, pode até ficar um pouco confuso. Isso porque esta uva de origem alemã tem a casca rosada, numa linda coloração clara, não muito distante de algumas variedades tintas. Mas o vinho é branco, dos mais aromáticos.
 
Esse exemplar produzido em Encruzilhada do Sul pela gigante Casa Valduga exprime todo o explendor da uva, que é proveniente da Alsácia, na França e é ideal para ser degustada nesses dias tórridos que tem assolado nossa país.

Visualmente o vinho mostrou cor amarelo palha com reflexos dourados, límpido e brilhante. No nariz muito intenso e delicado, rico em notas florais (jasmim, rosas, cravo) e frutas brancas como lichia, pêra e maçã verde. Em boca  boa estrutura e complexidade marcante confirmando as notas da degustação olfativa. Final de boca refrescante e de boa intensidade.

Para harmonizar preparamos uma camarão no alho, óleo e ervas. Não precisa dizer que o conjunto ficou perfeito.


O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Identidade Premium
Tipo: Branco
Castas: Gewürztraminer
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Encruzilhada do Sul
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 12,5%
Onde foi comprada em Recife: DLP
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 6º a 8°

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Raízes Premium Sauvignon Blanc 2012 #cbe

O carnaval ainda não passou, mas o ano já começou na Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e como primeiro tema do ano tivemos: "Um vinho de Sauvignon Blanc sem limite de preço", sugerido pelo Alexandre Frias do blog Diário de Baco.

A Sauvignon Blanc está intimamente ligada com a região francesa do Vale do Loire, mas dizem que ela surgiu mesmo em outra região francesa, Bordeaux. Mas, não é somente na França que essa uva brilha, os exemplares da Nova Zelândia, por exemplo, conquistam apreciadores em todo o mundo.
 
Minha escolha foi o Raízes Premium, um rótulo produzido pela Casa Valduga na Campanha Gaúcha. O vinho faz parte do projeto da gigante da vitivinicultura do Brasil na fronteira do Brasil com o Uruguai e com a Argentina, região em que há tempos observa-se uma transição da pecuária para a cultura de uvas viníferas.

Visualmente o vinho mostrou cor amarelo dourada brilhante, cor não usual dos exemplares produzidos com a sauvignon blanc, um sinal da evolução do vinho. No nariz ainda apresentou aromas de frutas como maracujá, pêra, maçã e abacaxi seguido de aroma de grama cortada, mas  já não tão intensos. Em boca apresentou-se harmônico e refrescante. Final de boca de média intensidade com a maçã aparecerndo no retrogosto juntamente com interessantes notas minerais.
 
Este é meu 37° vinho para a CBE e foi uma boa companhia para uma lasanha.

O Rótulo

Vinho: Raízes Premium
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 8º

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vale dos Vinhedos em 1 dia

Seguindo nossa viagem pela Serra Gaúcha partimos para Caxias do Sul para podermos ficar mais próximo da Região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Nossa meta era visitar algumas vinícolas no período da tarde, porém caiu um temporal e não tivemos outra opção senão ficar em Caxias.
 
Com a melhora do clima chuvoso botamos o pé na estrada e partimos para Bento Gonçalves na manhã seguinte. Pegamos algumas informações no Turismo Bento, um posto de atendimento ao turista bem na entrada da cidade, próximo ao Pórtico.
 
Mapas na mão partimos para o Vale do Rio das Antas, onde fica a Vinícola Salton e um dos locais mais apreciados da região em virtude de sua paisagem natural ímpar, repleta de vales, rios e montanhas exuberantes.

Salton
 
Foi pela Vinícola Salton que iniciamos nossa maratona e por lá recomendamos que todos o façam. A empresa possui um qualificado atendimento ao público e oferece programas customizados de visitação, que iniciam às 9h30min e vão até às 17h.

 
Fomos guiados por profissional da área de Enologia e Turismo, a visitação foi fantástica, ímpar, impecável... Conhecemos as instalações de uma forma única iniciando por um vinhedo de Cabernet Sauvignon de 25 anos de idade situado bem a frente da belíssima sede e usado para teste de novos produtos para futuramente serem aplicados nos vinhedos.


Um dos destaques, que torna a Salton uma atraente opção turística é a facilidade de se passear pela vinícola, onde exclusivas passarelas aéreas foram construídas para possibilitar ao visitante acompanhar todo o processo produtivo de recebimento, elaboração, engarrafamento e amadurecimento dos produtos.

 
Durante a visita, além da passear pela área de produção fomos surpreendidos pelo talento de artistas da região, que reproduziram no teto pinturas que retratam o vinho em diferentes momentos da história da família.


A visita finda com uma degustação opcional no valor de R$ 10,00, os quais são revertidos para a compra de produtos na loja da vinícola. Como eu estava dirigindo só a Fernanda participou da prova de 7 diferentes rótulos: Salton Lunal Frisante, Salton Intenso Merlot-Tannat, Salton Talento, Salton Classic Cabernet Franc-Merlot-Ancellota Suave, Brasil Salton Intenso, Salton Moscatel e Salton Intenso Branco Licoroso.


Marco Luigi

Nossa segunda parada foi a pequena, mas muito agradável e elegante Marco Luigi, um vinícola familiar que tem sua história marcada pela chegada ao Brasil o patriarca Marco juntamente com seu filho Luigi.

Motivado pelo sonho e pelo amor ao bom vinho, surgiram de dentro da mata virgem os primeiros parreirais, plantados com mudas trazidas da própria Itália pelo patriarca da família, que produziram uvas de excelente qualidade e originaram os primeiros vinhos artesanais, primeiramente para consumo próprio.

Antiga sede da Vinícola.
Com o nascimento de seu neto, Marco Luigi, que herdou o amor e conhecimento pelo vinho, a produção de uvas aumentou, os vinhos passaram a ser comercializados na região e o sonho do patriarca tornou-se realidade. Com o tempo, Marco Luigi passou a ser reconhecido pela qualidade de seus vinhos e em 28 de Agosto de 1946 registrou a Vinícola e prosseguiu sua caminhada na arte do vinho.
 
 
Fomos recebidos por Franciele e Davi, que nos apresentou a vinícola, iniciando pelos parreirais e um pouco sobre como era a produção, passando pela vista externa da antiga casa do patriarca e da vinícola e findando pela atual sede, linha de produção e caves de amadurecimento.

Aqui é o paraíso: cave onde repousam as safras mais antigas.
Nossa visita terminou com a degustação dos vinhos: Marco Luigi Reserva Chardonnay, Marco Luigi Tributo Baginbox, Marco Luigi Tributo Touriga Nacional, Marco Luigi Reserva Marselan, Marco Luigi Grande Reserva Brut, Marco Luigi Tributo Brut, Marco Luigi Tributo Prosecco, Marco Luigi Tributo Demi-Sec e Marco Luigi Reserva Moscatel. Este serviço custa R$ 12,00 por pessoa e dá direito a uma taça personalizada.

Casa Valduga

Partimos para outra gigante: a Casa Valduga um empreendimento exemplar e de uma estrutura impecável que inclui além da vinícola, a Villa Valduga (complexo enoturístico com Enoboutique, Restaurantes e Pousadas) e a Casa Madeira (uma empresa artesanal, que elabora produtos 100% sadios e naturais, tais como: Geléias, doces e vinagres Balsâmicos à base de vinho).


A visita pelas instalações da vinícola inicia com um vídeo institucional que conta um pouco da história da empresa e de como são produzidos os vinhos. Depois seguimos para um mini museu onde estão o primeiro Cabernet Sauvignon e o primeiro trator da família. O passeio continua pelas caves de amadurecimento de tintos e brancos, de fermentação de espumantes e pela linha de produção, onde os vinhos são engarrafados.

O uso dessas belas toucas é obrigatório enquanto dentro da área
de produção para evitar contaminação.

 
O destaque da visita fica para a degustação dos vinhos, que é realizada bem no meio das caves onde repousam as garrafas e barricas de carvalho. Nos foram servidos os vinhos: Casa Valduga Identidade Premium Chardonnay, Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot, Casa Valduga Identidade Premium Pinot Noir, Espumante Casa Valduga Reserva Brut e Espumante Casa Valduga 130.

 
Miolo

Fazemos aqui um parêntese para falar sobre a visita a Vinícola Miolo, um parêntese porque na realidade a visita a esta foi realizada como parte do passeio que fizemos na Maria Fumaça. Contudo, com uma boa organização e gerenciamento do tempo é possível incluir ela no roteiro de visitas de um dia pelo Vale dos Vinhedos.


Aqui a visita inicia-se pela sala que ficam as pipas onde ocorria o processo de fermentação, seguindo pelos tanques de inox e passando pela fantástica cave onde estão as barricas de carvalho, que para nós é o ponto alto da visita a Miolo, pois no ar pairam os deliciosos aromas do carvalho. Em seguida o enólogo nos guiou pelas caves onde os vinhos amadurecem já em garrafas e os espumantes passam pela segunda fermentação.

  

Outro ponto alto da visita é a degustação, a qual ocorre em uma belíssima sala desenhada especialmente para este fim, onde as bancadas ficam montadas e preparadas para uma ideal análise dos vinhos. Aqui degustamos: Miolo Reserva Chardonnay, RAR Tinto, Espumante Brut Cuvée Tradition, Espumante Demi-sec Cuvée Tradition, Testardy Syrah (esse é do Vale do São Francisco) e Lote 43.

Uma beleza de sala de degustação.

Don Laurindo

A parada agora é em outra vinícola familiar e que era uma das que mais ansiávamos visitar. A Don Laurindo é uma vinícola boutique que tem uma pequena produção, porém de vinhos com grande potencial de envelhecimento.


A história desta simpática vinícola iniciou em 1887, quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na província de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos.


Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos juntamente com o filho Ademir que formou-se em enologia e passaram a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres. Em 1991 Laurindo resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a Vinhos Don Laurindo LTDA.


As instalações nos foram apresentadas por Lucas Brandelli, filho de Ademir Brandelli, que nos explicou brevemente como são produzidos os vinhos e nos levou para a sala de degustação e loja, que ficam bem ao lado das caves onde os vinhos amadurecem em barricas de carvalho e próxima de onde repousam vinhos com 20 - 30 anos de idade.

Por trás destas grades repousam alguns tesouros.
Pela visita e degustação dos vinhos paga-se uma taxa simbólica de R$ 15,00, que é dispensada caso os visitantes adquiram algum produto na vinícola.

Cave de Pedra

Próxima parada: Cave de Pedra, uma jovem vinícola, fundada em 1997, com uma belíssima sede cosntruida em pedra basalto inspirada nos castelos medievais, que além de ser belo e exótico para a região, ajuda a manter uma temperatura mais amena ideal para o amadurecimento dos vinhos.


A vinícola elabora um volume reduzido de vinhos e espumantes, a menor produção dentre as que visitamos, em uma média de 1000 garrafas por vinho. A especialidade é a elaboração de vinhos espumante pelo métodos champenoise.


Além deste diferencial da pequena produção os apaixonados pelo produto da fermentação do fruto das videiras podem casar-se nas instalações... imagine só ver sua noiva chegando ao altar passando pelas caves de amadurecimento... um sonho, não?

 
Fique atento ao horário de funcionamento: a vinícola fecha às 17h, mas a última visitação inicia-se às 16h; após este horário só é possível visitar a loja.
 
Vinhedo em estado de dormência, repondo os nutrientes e preparando-se
para a nova safra.

Lidio Carraro

Quando a noite já estava por chegar aportamos na última vinícola de nossa maratona: a Lidio Carraro, que ganhou imensa notoriedade por ter sido escolhida pela FIFA para ser a produtora oficial do vinho da Copa do Mundo de 2014, o Faces (tinto, branco e rosé).


A Lidio Carraro é uma vinícola boutique e sua história remota para o ano de 1875 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, porém só em 2001 ocorre, após muitos anos de estudo, a fundação da empresa.

Uma das marcas registradas da Carraro é a de que nenhum de seus rótulos passa por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas. A partir dos parreirais do Vale dos Vinhedos é produzido apenas o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Os demais rótulos são provenientes de uvas dos seus 200 hectares em Encruzilhada do Sul.

Ao contrário de todas as outras vinícolas a visita desta é realizada através de uma exposição audiovisual, onde um dos funcionários nos passa a história da vinícola e de como são produzidos os vinhos. Ao fim da exposição passamos para a degustação dos vinhos: Faces Branco, Faces Tinto, Agnus Merlot, Elos Touriga Nacional-Tannat e Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2006.


Fomos muito felizes em cada uma das visitas que fizemos e, para um dia, creio que tenhamos batido um record e mesmo não tendo visto tudo que queríamos voltamos de lá muito satisfeitos e já sonhando voltar e passar por todas vinícolas que não pudemos visitar.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Com 6 anos e mais nada para mostrar

Você já deve ter escutado algo do tipo: "quanto mais velho o vinho melhor" ou "os vinhos melhoram com o tempo"... Mas as coisas não são bem assim, hoje em dia poucos vinhos são produzidos de forma a suportar longos períodos de guarda e a grande maioria dos rótulos é feita para ser consumida ainda jovem.
 
O amigo Juberlan um outro dia me ligou e disse estou aqui em frente a um Casa Valguga Premium Merlot 2008 por R$ 28,00 e logo uma luz amarela começou a piscar, pois, além de não conhecer o vinho, o mesmo estava a um valor muito baixo. Contudo, apesar do pisca alerta e depois de uma rápida conversa ele resolveu comprar para testarmos.
 
O vinho é um varietal merlot e hoje em dia não faz mais parte do portfólio da Casa Valduga ou se faz tem outro nome, pois não o encontrei no web site da Vinícola.
 
No último dia sete fui a casa do amigo para provar esse rótulo com 6 aninhos e matar a minha curiosidade e a dele também.
 
Visualmente mostrou cor rubi escura, halo sem demonstrar grandes sinais de evolução e lágrimas grossas e lentas. No nariz muito tímido, com notas longinquas de fruta madura. Em boca seus taninos quase nem apareceram, acidez ainda presente e repetição da fruta, acompanhado de notas balsâmicas e de tostado, tudo muito discreto. Final de boca ligeiro.
 
O vinho mostrou que está em declínio e que o tempo não lhe proporcionou novos atributos. Caso tenha uma garrafa em casa o conselho que dou é que beba logo enquanto ainda é possível observar algo.
 
Triste pelo vinho não ser o que esperávamos, mas feliz pois ele foi apenas um coadjuvante de uma noite entre amigos.

O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Premium
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2008
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro
Preço médio: R$ 28,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Casa Valduga Arte Tradicional Brut 2012

Um sábado desses eu e Fernanda passamos na TowerKoni, uma nova temakeria aqui de Recife, que tem como um de seus proprietário um amigo e velho conhecido, e compramos alguns sushis para acompanhar um espumante.
 
Em uma das minhas visitas a DLP passei o olho no espumante Casa Valduga Arte Tradicional Brut e resolvi comprar, pois me chamou a atenção por pelo excelente preço, na casa dos R$ 28,00, um valor extraordinário para um espumante safrado e que foi produzido pelo método tradicional.
 
O vinho é um corte das uvas chardonnay e pinot noir e que primeiramente é realizada a elaboração do vinho base. Após findo esse processo inicial passa-se a tomada de espuma com inoculação de levedura selecionadas e engarrafamento, com a segunda fermentação ocorrendo em garafa a 12° e maturação por 12 meses, como mostra o selo no rótulo, e onde ocorre a autólise das leveduras. Por fim é realizado o Degórgemet e em seguida rolhamento e rotulagm.
 
Visualmente mostrou cor amarelo pérola com boa formação de espuma e perlage fina, abundante e duradoura. No nariz muito delicado observando-se notas de frutas e flores brancas e leves toques de pão tostado. Em boca repetiu a leveza do olfato e apresentou boa acidez e frescor.
 
O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Arte Tradicional Brut
Tipo: Espumate
Castas: Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%)
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 28,00
Temperatura de serviço: 6º

domingo, 26 de janeiro de 2014

Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot 2010

A história da Casa Valduga remota para o fim do século XIX e dispensa apresentações. Ela dedica especial atenção à elaboração dos espumantes e foi uma das primeiras vinícolas brasileiras a dominar e desenvolver o método champenoise de vinificação. Hoje possui a maior adega de espumantes da América Latina.
 
Possui um rico portifólio que vai muito além dos espumantes, com tintos e brancos premiados como o tinto Raízes Cabernet Franc, que já passou aqui pelo blog: relembre.

O nome da linha do rótulo, que é tema desta postagem, trata de uma homenagem ao período do império em que a Família Valduga desembarcou no Brasil e também a todos os imigrantes, como o texto extraído do web sit da vinícola afirma: "Em 1875, período Imperial, data em que o 1º Valduga aporta em terras brasileiras, a monarquia batiza com nome de Leopoldina a via mais importante do que seria hoje o Vale dos Vinhedos. Localizada nesta via, a Casa Valduga homenageou em 1972 seu primeiro vinho rotulado com o nome da Princesa. Passados 40 anos, a vinícola novamente rende homenagem não apenas a Princesa, mas a todo o período de bravura dos primeiros imigrantes".

Visualmente o vinho mostrou uma coloração rubi com tons violáceos e lagrimas abundantes, finas e rápidas. No nariz um bouquet rico, com notas de fruta fresca, chocolate, baunilha, especiarias e elegante tostado. Em boca mostrou taninos macios e redondos, boa acidez e repetiu as notas olfativas;  bom corpo com final de boca seco, de boa persistência e notas de fruta e tostado aparecendo no retrogosto. Vinho muito bem feito e que vale o que custa.

Degustei o vinho na companhia de Fernanda e do amigo Juberlan. Harmonizamos com pizza de presunto e medalhões de contra-filé ao molho madeira.

O Rótulo

Vinho: Casa Valduga Leopoldina Premium
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 38,00
Temperatura de serviço: 16 graus

domingo, 28 de abril de 2013

Celebrando com Casa Valduga 130

No último dia 26 o Vinhos de Minha Vida fez aniversário: o blog completou 2 anos de vida e, tenho muito a agradecer pela audiência e pelas conquistas.
 
O blog teve um crescimento importante no número de visualizações de página, observando-se um volume 600% maior que o número de visitas do primeiro ano. Além disto, o blog figurou diversas vezes nos mais populares do Enoblogs, para ser mais exato por dez vezes, sendo que em duas destas no topo da lista. Melhoramos também nossa classificação no Alexa: hoje na 1.602.142, que era a de 8.814.436 há um ano.
 
Hoje já são mais de 400 posts publicados, com 190 vinhos comentados, sendo Chile, Portugal, Argentina e França os rótulos que mais apareceram por aqui.
 
No ano passado escolhi um tinto da Concha y Toro para comemorar: relembre. E para este ano escolhi o premiado espumante 130, produzido pela Casa Valduga, o qual foi lançado em 2005 para comemorar os 130 anos da chegada ao Brasil dos primeiros Valduga, vindos de Rovereto, província de Trento (Itália).
 
O espumante é elaborado pelo método Champenoise, que consiste em elaboração do vinho base, engarrafamento e refermentação do vinho em garrafas de espumante com temperatura controlada na cave em 12ºC. Permanece após a refermentação em garrafa por 36 meses ocorrendo autólise de leveduras, remuage em pupitres, degorgement, arrolhamento e rotulagem.
 
Os atributos começam já no visual da garrafa, que apresenta um formato diferente do convencional e uma bela cor marrom. O rótulo é delicado e elegante e forma um belo conjunto com a garrafa.
 
Vamos ao líquido. Visualmente mostrou cor amarelo dourado (pérola), perlage belíssima, intensa e persistente. Bouquet delicado, intenso e elegante, com presença de frutas secas, notas de fermentação e de tostado. Em boca mostrou cremosidade e muita refrescância. Repetiu as notas de fermento e tosta. Final de boca refrescante com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Degustei esse excelente rótulo na companhia de Fernanda, minha maior incentivadora e meus pais. A harmonização ficou por conta de canapés de camarão ao molho pesto, camarão empanado e cebola empanada, tudo delicioso e caiu muito bem com esse belo espumante que sem sombra de dúvida é um dos melhores custo versus benefícios do Brasil.
 
O Rótulo
 
Vinho: Casa Valduga Brut 130
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay e Pinot Noir
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Enólogo: Marcio Ranírez
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 4º - 6º
Premiações:  Concours Mondial de Bruxelles | Brazil (Ouro), Top Ten - Expovinis | Brasil (Ouro), III Concurso Internacional de Vinhos do Brasil (Ouro), Effervescents du Monde - França 2009 (Ouro), International Wine Challenge - Londres | Inglaterra (Grande Menção), International Wine Challenge | Londres 2010 (Grande Menção),  Concurso Mundial de Bruxellas | Brasil (Prata), Concurso Internacional de Vinhos do Brasil (Prata), International Wine Challenge | Londres (Bronze).

sábado, 1 de dezembro de 2012

Casa Valduga Raízes Premium Cabernet Franc #CBE

Chegamos a mais uma edição da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, a de número 75 e é a décima primeira vez que o Vinhos de Minha Vida participa. O tema do mês foi escolhido pelo confrade Deco Rossi do blog EnoDeco que mandou: "Cabernet Franc do novo mundo até R$ 150,00".
 
A busca pelo vinho da CBE é sempre um desafio, um garimpo como dizem alguns e este mês não seria diferente, pois não se encontram varietais Cabernet Franc em qualquer lugar. Após ir a duas lojas findei por encontrar o meu exemplar: Raízes Premium, produzido na campanha gaucha pela Casa Valduga.
 
No final do século 19, a família Valduga chegou ao Brasil, vinda da cidade de Rovereto, na Itália, em 1875, e logo cultivaram os primeiros parreirais em meio ao Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Após três gerações a vinícola é comandada pelos irmãos Irielso, Juarez e João Valduga, que continuam a transmitir a paixão pelo vinho a seus descendentes.
 
O nome do vinho representa um pouco da história da família e também a história viva da região, no contra rótulo encontramos o texto: "De terras distantes ao sul, encravada entre solos argentino, uruguaio e antigo solo paraguaio, após muita luta e bravura, hoje solo brasileiro. Região histórica, território palco das Missões Jesuíticas e da Guerra do Paraguai, atualmente abriga vinhedos em excelência, proporcionando uvas de plena maturação na qual se elabora vinhos potentes e de grande amplitude aromática".
 
O Casa Valduga Raízes Premium Cabernet Franc mostou-se atraente desde o rótulo, que é simples, mas muito harmônico. Visualmente o vinho mostrou rubi intensa com tons violáceos, brilhante e com lágrimas em boa quantidade e que escorreram lentamente pelas paredes da taça. No nariz muito intenso com aromas de fruta vermelha madura, toques de especiarias (pimenta e cravo) e leve tostado. Em boca mostrou bom corpo, com taninos macios e boa acidez, final de boca médio longo repetindo a fruta e a pimenta no retrogosto.
 
O vinho é bem agradável e tem um bom custo benefício, algo não muito fácil de encontrarmos por aqui, uma vez que os vinhos nacionais que encontramos usualmente em nossa cidade possuem um valor bem elevado.
 
Eu e Fernanda harmonizamos primeiramente com um antepasto simples: pão italiano com azeite e geleia de amora também produzida pela Casa Valduga e depois passamos para um medalhão de filé mignon e batatas e molho de queijos.
 
O Rótulo

Vinho: Raízes Premium
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Franc
Safra: 2010
País: Brail
Região: Campanha
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 13,5%
Onde comprar: DLP
Preço médio: R$ 38,00
Temperatura de serviço: 16 - 18º