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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Raízes Premium Sauvignon Blanc 2012 #cbe

O carnaval ainda não passou, mas o ano já começou na Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e como primeiro tema do ano tivemos: "Um vinho de Sauvignon Blanc sem limite de preço", sugerido pelo Alexandre Frias do blog Diário de Baco.

A Sauvignon Blanc está intimamente ligada com a região francesa do Vale do Loire, mas dizem que ela surgiu mesmo em outra região francesa, Bordeaux. Mas, não é somente na França que essa uva brilha, os exemplares da Nova Zelândia, por exemplo, conquistam apreciadores em todo o mundo.
 
Minha escolha foi o Raízes Premium, um rótulo produzido pela Casa Valduga na Campanha Gaúcha. O vinho faz parte do projeto da gigante da vitivinicultura do Brasil na fronteira do Brasil com o Uruguai e com a Argentina, região em que há tempos observa-se uma transição da pecuária para a cultura de uvas viníferas.

Visualmente o vinho mostrou cor amarelo dourada brilhante, cor não usual dos exemplares produzidos com a sauvignon blanc, um sinal da evolução do vinho. No nariz ainda apresentou aromas de frutas como maracujá, pêra, maçã e abacaxi seguido de aroma de grama cortada, mas  já não tão intensos. Em boca apresentou-se harmônico e refrescante. Final de boca de média intensidade com a maçã aparecerndo no retrogosto juntamente com interessantes notas minerais.
 
Este é meu 37° vinho para a CBE e foi uma boa companhia para uma lasanha.

O Rótulo

Vinho: Raízes Premium
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 8º

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Fleur du Cap Unfilterede Sauvignon Blanc 2013 #aveclevin

O Fleur du Cap Unfilterede Sauvignon Blanc 2013 foi o segundo vinho degustado no nosso último, agradável e, como de costume, descontraído encontro da Avec le Vin.
 
O vinho é produzido pela Fleur du Cap, a qual pertence ao grupo Distell, que também controla as marcas Two Oceans e Nederburg. Os primeiros vinhos da vinícola foram produzidos pouco tempo depois da fundação (1967) da Die Bergkelder, famosa adega construída dentro da montanha Papegaaiberg, em Stellenbosch. Foi a primeira de seu tipo na África do Sul e é hoje o lar de alguns dos melhores vinhos do Cabo.
 
Fluer du Cap está situada em Stellenbosch, coração vitivinícola da África do Sul,  que ocupa o 8º lugar no ranking mundial em produção de vinhos. O nome Fleur du Cap é uma homenagem as mais de 9.000 espécies de plantas que podem ser encontradas na região de Cape, sendo que aproximadamente 70% delas não são vistas em outros lugares do mundo.
 
O Fermentou em barricas de carvalho e amadureceu em tanques de inox  e que, como o nome comunica, não é filtrado, o que lhe agrega maior complexidade e preserva as características da fruta e do terroir onde é cultivado.
 
Na taça apresentou coloração amarelo palha e brilho intenso. No nariz rico em aromas de frutas cítricas com destaque para o maracujá, notas florais, grama cortada e interessante toque mineral. Em boca repetiu as sensações olfativas e mostrou excelente acidez e frescor. Final de boca refrescante e de boa intensidade com a fruta e o mineral aparecendo no retrogosto.

Um belo sauvignon blanc, talvez um dos melhores que eu já degustei. A harmonização ficou por conta de uma deliciosa bruschetta de jamón.

O Rótulo

Vinho: Fleur du Cap Unfilterede
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Western Cape
Produtor: Fleur du Cap
Enólogo: Andrea Freebourough
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 70,00 (R$ 54,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 8º

sexta-feira, 28 de março de 2014

Cousiño Macul Don Luis Sauvignon Blanc 2012

Semana passada me bateu uma vontade de beber um Torrontes, então dei uma passada rápida no supermercado para comprar o vinho e algum acompanhamento. Até encontrei duas opções de vinho com a ícone branca da Argentina, contudo como ia beber sozinho optei por um vinho de meia garrafa aí a saída foi escolher um Sauvignon Blanc.
 
O Cousiño Macul Don Luis Sauvignon Blanc é o terceiro vinho deste produtor que passa aqui pele blog, sendo o segundo da linha Don Luis.
 
Na taça o vinho apresentou uma cor amarelo clara, com reflexos esrverdeados e discreta formação de lágrimas. No nariz mostrou boa tipicidade, com notas de frutas cítricas, flores brancas, notas de grama cortada e minerais. Em boca  repetiu a fruta e o toque mineral, mostrou boa acidez e final de boca de média intensidade.
 
Fiz duas harmonizações: a primeira com fettuccine de brócolis, peru em cubos e molho branco, casou bem; e a segunda foi uma tentativa, que infelizmente não deu muito certo, foi com pastel com geléia de amora... talvez com uma geléia de pêssego ou damasco caísse melhor.
 
O Rótulo 

Vinho:  Cousiño Macul Don Luis
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale del Maipo
Produtor: Cousiño-Macul
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 22,00 (1/2 garrafa)
Temperatura de serviço: 10º

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Branco israelense com a cara do nosso verão: Hermon White 2012

O Hermon White 2012 foi o segundo rótulo da noite de vinhos israelenses na Casa dos Frios. Trata-se de um corte das uvas Sauvignon Blanc, Chardonnay, Viognier e Sémillon provenientes de diversos vinhedos situados ao norte das Colinas de Golan, a porção mais fria da Região.
 
O nome do vinho vem do Monte Hermom, o qual tem forte ligação entre o povo judeu e as Colinas do Golã e esta remonta aos tempos bíblicos. Diz a tradição judaica que foi no Monte Havtarim, na região do Monte Hermon, a 1.296m acima do nível do mar, nos declives de Katef Sion, que Deus prometeu a Abrão que lhe daria a terra para seus descendentes. Um antigo túmulo marca o local e um robusto carvalho ergue-se, ao lado.
 
"Os olhos de Israel". Assim é carinhosamente chamado o Monte Hermon, ponto culminante do país, localizado no topo da Cordilheira do mesmo nome, entre a fronteira de Israel e a Síria. Assim denominado por causa de seus picos, é um dos principais centros de prática dos desportos de inverno. Com 2.224m, foi o local escolhido para a implantação de um centro de lazer para turistas e amantes do esqui, pois a neve faz parte da paisagem natural da área de novembro a março, coberto de branco os picos do Hermon. Das suas encostas, que degelam depois do inverno, nasce o rio Jordão.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor amarelo palha, com tons esverdeados. Seus aromas remetem a melão, maçã, pêssego e notas de flores brancas (flor de laranjeira, jasmim e cravo). Em boca mostrou grande frescor e repetiu as notas olfativas. Corpo médio e boa persistência com notas de melão e flor de laranjeira aparecendo no retrogosto.

Vinho muito suave e agradável, fácil de beber e uma excelente pedida para esse verão castigante que estamos tendo.

O Rótulo

Vinho: Hermon White
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Viognier e Sémillon
Safra: 2012
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 10°
Outros atributos: Vinho Kosher
 
 
 
"...Como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião; porque alí o Senhor ordena a benção e a vida para sempre". Salmos 133:3 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Vinho e Música, tem combinação melhor? #winebar #winesofargentina

Fui convidado pelo Deco Rossi, representante da Wines of Argentina no Brasil, para mais um WINEBAR, que aconteceu no último 16 de dezembro.
 
Como de costume Daniel Perches do Vinhos de Corte comandou o WINEBAR diretamente dos Stúdios da YB Music e teve como convidados: o músico e wineblogger Mauricio Tagliari e o Enólogo da Viña Zorzal Juan Pablo Michelini. Este foi um WINEBAR diferente dos outros três que participei, pois além dos vinhos se falou de música e vinho juntos, o que é melhor.

 
Para o WINEBAR foram convidados pela Wines of Argentina mais de trinta blogueiros e foi lançado um concurso cultural, sem fins lucrativos,  com o intuito de amplificar o conhecimento e a experiência dos participantes sobre o vinho argentino.
 
Cada blogueiro recebeu dois vinhos, todos diferentes e a ideia era harmonizar cada um dos vinhos com uma música proveniente de uma playlist criada pelo Mauricio Tagliari. Porém, não bastava apenas dizer qual das músicas combinava com o(s) vinho(s) recebido(s), como também explicar o porquê da escolha.

Como prêmio do concurso, da Wines of Argentina, as três melhores harmonizações ganharão uma viagem para a Argentina em 2014 com o intuito de visitas e atividades em vinícolas do país. Todos hão de convir que a iniciativa foi muito bacana e deixou o WINEBAR ainda mais especial.

Os vinhos que recebi foram o Postales del Fin del Mundo Sauvignon Blanc-Sémillon 2012 e o Espumante La Consulta Brut.

La Consulta Brut

Pra mim espumantes são sinônimos de elegância, comemoração, festa, alegria, amizade, paixão... E o La Consulta Brut reune todas estas características. Além de tudo isso seu nome remota para uma consulta realizada, às lideranças indígenas, pelo General San Martin, durante a Guerra da Indepedência da Argentina, sobre qual o melhor caminho para cruzar os Andes.

Depois de horas com os ouvidos atentos, a música Gracias a La Vida de Mercedes Sosa nos chamou atenção e encontramos palavras chaves na bela e forte letra que nos reportaram as características que nos levaram ao rótulo.
 
Ao ler a letra nos deparamos com a frase "gracias a la vida" que casa com comemoração (um brinde pelas coisas que a vida nos dá); a paixão e o amor que o espumante lembra estão representados pelo amado e a voz terna deste, tão bem citadas na música e, curiosamente, a música fala em martírios, turbinas, latidos, montanhas e tudo isto nos levou a citação sobre a consulta pelo General, retratadas no contra rótulo e previamente citada.
 
A música também nos remete a um grande agredecimento pela vida, sobretudo pelos sentidos e órgãos, os quais nos proporcionam ouvir uma boa música, apreciar a beleza de um espumante e sentir todos os aromas e sabores deste líquido tão magnífico. Quer melhor motivo que este para brindar com um espumante?
 

 

Postales del Fin del Mundo Sauvignon Blanc - Sémillon 2012

Este vinho chama a atenção pelo seu rótulo, que é uma representação de um cartão postal com uma imagem que retrata a Península de Quetrihué e pra nós remota os cartões postais que recebemos dos familiares e amigos.

No contra rótulo encontramos os textos:

 "A mística que envolve o nossos vinhos emana de um lugar em que nos encontramos, a imensa Patagônia Argentina. Uma região de inóspita beleza, em cujas infinitas paisagens se podem apreciar os últimos vestígios da criação".

"A foto nos dá uma visão da Península Quetrihué, com suas florestas e o lago Nahuel Huapi, lago de origem glacial cheio de recantos e mistérios".

Imagens da Península Quetrihué
Quando bebemos o vinho e escutamos a música "Casa no Campo" da grandiosa Elis Regina nos imaginamos em uma casa na floresta  junto com os amigos fazendo um piquenique em um verde campo e com belas paisagens, compartilhando de boas conversas e bebendo um vinho alegre e fresco.

Muitos escritores ingleses relacionam a sauvignon blanc com uma música pop, por seu ritmo e caráter jovem e desprentensioso.

O música pop é a cara do corte que compoõe o rótulo, pois ambas as castas juntas reunem aromas de flores brancas e frutas cítricas e um paladar fresco e refrescante. Ambas as castas se desemvolvem bem em regiões de clima frio, nas quais há casas de campo e, possuem características frescas e alegres, próprias para momentos descontaídos como um piquenique.

Escutar mais de cem músicas e escolher uma que tenha características e nos remote a um vinho não é tarefa fácil e para isso contei com a ajuda da minha querida Fernanda, minha maior apoiadora... Escutamos e escutamos a playlist, pesquisamos letras, histórias, etc. e, foi muito legal chegar à música que representasse um pouco do que cada vinho passou pra gente.

No fim ficamos satisfeitos com as nossas "musiharmonizações" e esperamos que você leitor também goste e busque essa companhia vinho-música.

sábado, 17 de agosto de 2013

Baron Philippe de Rothschild Reserva Sauvignon Blanc 2012

No fim de semana passado preparei um ensopado de marisco e um camarão ao alho e olho em prol do Baron Philippe de Rothschild Reserva Sauvignon Blanc 2012, um rótulo que comprei em uma promoção na Wine e que há muito queria degustar e que sempre agrada Fernanda, que prefere os vinhos brancos.
 
O vinho é produzido por um dos mais emblemáticos produtores de Bordeaux, Baron Philippe de Rothschild, resolveu apostar forte nos vinhos chilenos, com a plantação de vinha e a construção de uma adega. A propriedade situa-se em Buin, na região de Maipo, trinta quilômetros para sul de Santiago. Foi ali, no célebre “Valle Del Maipo”, que foram plantados cerca de 60 hectares de vinha. As castas selecionadas foram Chardonnay, Sauvignon Blanc, Carmenère, Syrah e também, como não podia deixar de ser, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, castas tradicionais de Bordeaux que marcam o perfil da casa. Inaugurada em 2003 pela Baronesa Philippine de Rothschild, a adega Baron Philippe de Rothschild garante os níveis de controle de qualidade impostos pela casa mãe em Bordeaux.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor amarelo esverdeada. Um nariz muito delicado com notas de rosas brancas, abacaxi, maçã e nuances de ervas secas. Em boca manteve a delicadeza e mostrou-se muito fresco, o que é uma boa pedida para os dias quentes de nosso Nordeste. Apresentou boa acidez e álcool na medida. Repetiu o frutado e mostrou toques minerais

O Rótulo

Vinho: Baron Philippe de Rothschild Reserva
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Baron Philippe de Rothschild
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço: R$ 34,00 (Por esta pague R$ 28,00)
Temperatura de serviço: 8 graus
Onde foi degustado: Em casa
Com quem: Fernanda e meus pais

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Degustação de vinhos Vista Calma

Na noite da última terça eu e os amigos Juberlan e Eli fomos conferir, na Ingá Vinhos Finos - Casa Forte, os vinhos Vista Calma produzido pela Fanília Falasco.

A Família Falasco possui mais de 70 anos de trajetória no mundo vitivinícola. Atualmente a terceira geração conduz a empresa que se iniciou em 1939 com Octavio Rufino Falasco e que continuou com seu filho Aroldo Santos Falasco. Atualmente, Jorge Daniel Falasco é quem está a frente do projeto, mantendo a tradição familiar na elaboração e comercialização de vinhos.
 
A Família comanda duas bodegas: Los Haroldos e Balbo, que juntas somam cerca de 3.000 hectares de vinhedos nas principais sub-regiões de Mendoza.
 
Os vinhos da linha Vista Calma são elaborados pela Bodega  Los Haroldos e são enviados a Bodega Balbo, onde são pelo engarrafamento e venda dos produtos.
 
Ao todo estavam disponíveis para degustação treze rótulos, sendo todos os varietais (linha de entrada da marca Vista Calma), em um total de nove rótulos, dois da linha Roble e dois da linha Reserva.
  
 
Cito abaixo todos os nove rótulos que degustei com breves descrições; os rótulos que mais chamaram a atençãoforam o Vista Calma Reserva Malbec 2011 e o Vista Calma Reserva Cabernet Sauvignon 2010.
  • Vista Calma Varietales Sauvignon Blanc 2012 - Vinho amarelo claro com tons ligeiramente esverdeados. Aroma predominante de frutas tropicais, leve toque herbáceo e notas adocicadas. Em boca repetiu a fruta e mostrou acidez discreta. Final de boca de adocicado e rápido.
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  • Vista Calma Varietales Torrontés 2012  - Creio que tenha sido a maior decepção da noite. Vinho de cor amarela muito clara, quase transparente. Aroma essencialmente frutado com notas doces em grande intensidade. Em boca acidez também discreta, com a fruta aparecendo no retrogosto. Final de boca doce e enjoativo.
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  • Vista Calma Varietales Chardonnay 2012 - Visualmente mostrou cor amarela com nuances esverdeadas. No nariz notas de abacaxi, maracujá e pão (fermento). Em boca mostrou alguma untuosidade e cremosidade, repetiu a fruta e apresentou boa acidez. Final de boca sedoso com as notas de fermento aparececendo no retrogosto.
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  • Vista Calma Varietales Malbec Rosado 2012 - Bela cor rosa, lembrando um pouco casca de cebola e os rosés da Provance. No nariz notas de morango e cereja em conserva. Em boca refrescante e fácil de beber. Final de boca suave e assim com o Torrontés e o Sauvignon Blanc, mostrou notas doces no retrogosto.
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  • Vista Calma Varietales Merlot 2012 - Na taça mostrou cor rubu escura com halo violeta e boa formação de lágrimas. No nariz perecebi notas especiadas e de ameixa. Em boca seus taninos estavam redondos e suaves e em equilíbrio com acidez e álcool.
  • Vista Calma Varietales Tempranillo 2012 - Cor roxa e matizes violáceas. Aromas de amora madura. Taninos discretos e acidez em boa intensidade. Final de boca rápido com notas adocicadas aparecendo no retrogosto.
  • Vista Calma Roble Malbec 2011 - Cor púrpura/violeta profunda, lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas de cereja, framboesa e delicado tostado, proveniente dos 6 meses de estágio em barricas de carvalho. Em boca mostrou taninos redondos e boa acidez, tudo bem integrado com a madeira. Final de boca seco com o tostado aparecendo de forma elegante no retrogosto.
  • Vista Calma Reserva Malbec 2011 - Cor rubi profunda com matizes violáceas, lágrimas em boa quantidade. No nariz aromas de ameixa, notas especiadas e muita integração com a madeira. Em boca taninos volumosos e potentes, boa acidez e álcool na medida.
  • Vista Calma Reserva Cabernet Sauvignon 2010 - Esse foi o cara da noite, pela segunda vez um cabernet sauvignon de uma vinícola me agrada mais que o malbec. Cor rubi intensa e profunda. Aroma intenso e elegante, com muitas notas de fruta madura e muita madeira, mas sem incomodar, notas de pimenta, baunilha e nuances de café. Em boca mostrou muita estrutura, potente, guloso, repetiu a fruta, a madeira e o café. Final de boca seco, com a madeira e o café aparecendo no retrogosto.
O ponto alto da degustação foram os vinhos da linha reserva e o ponto baixo foi o curto período de tempo para a degustação, não possibilitando a análise com maior calma dos rótulos e também a degustação de todos. Também inverteria a ordem de degustação, deixando por último o Reserva Cabernet Sauvignon, que lá apareceu na penúltima posição.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009 #CBE

Chegamos há mais uma postagem dedicada a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, a nossa décima quinta degustação para a única confraria virtual do Brasil, que está na sua edição de número 78.
 
Esse mês o tema foi sugerido pelo confrade Vitor M. Marçal do blog Vinhos Populares, que mandou: "Um vinho branco do novo mundo com passagem em madeira e até R$ 100,00". Um belo tema e muito oportuno, haja a vista os tórridos dias de verão.
 
A minha escolha foi o Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009, produzido pela Viña Tarapacá, uma gigante chilena que produz vinhos desde 1874. Deste vinho são produzidos em média 40 mil garrafas por ano.
 
As uvas que resultam no vinho  provêm dos Vales de Leyda  e Casablanca no Chile, a apenas 7 km da costa do Pacífico. As uvas foram colhidas manualmente. 50% das uvas foram prensadas inteiras e os outros 50% sofreram maceração a frio antes da prensagem. 95% do vinho foi fermentado a frio em tanques de aço inoxidável e a outra pequena porção restante foi fermentada em barricas de carvalho francês de segundo uso (o produtor não informa por quanto tempo).
 
Optei por este rótulo pelo fato de não ser usual a Sauvignon Blanc ter passagem por barricas e apesar de apenas 5% do vinho ter tido contato com carvalho o vinho assimilou de forma elegante algumas características desta fermentação.

Visualmente o vinho mostrou uma cor amarelo palha e reflexos dourados. No nariz um mix de flores e frutos brancos (rosas, jasmim, abacaxi); notas de fermento e tostado também aparecem ao fundo de forma muito delicada. Em boca mostrou-se suave e intenso, com uma untuosidade interessante e suave, apesar dos 4 anos de vida a acidez ainda está dando conta; repetiu o floral e a fruta, mostrou também notas minerais, de levedura e damasco em conserva. Final de boca  intenso e refrescante, com notas de frutos cítricos aparecendo no retrogosto.

Vinho de bom custo versus benefício para a sua categoria e sem sombra de dúvidas o melhor sauvingon blanc que já degustei.

Eu e Fernanda degustamos o rótulo ontem à noite e harmonizamos com camarão preparado com ervas, queijos de massa mole e bolinhos de bacalhau e o vinho, conseguiu cumprir o papel de forma correta, exceto no caso dos bolinhos de bacalhau, mas nada de grave, porém creio que safras mais recentes consigam casar bem com os bolinhos.


O Rótulo

Vinho: Tarapacá Gran Reserva
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2009
País: Chile
Região: Vale de Casa Blanca (85%)  e Vale de Leyda (15%)
Produtor: Viña Tarapacá
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 49,00
Temperatura de serviço: 8 a 10º 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tarapacá Brut: um bom custo x benefício

Os espumantes não são uma constante neste blog, muito pelo contrário, não exclusivamente por falha minha, mas sim por um conjunto de situações (falta de hábito, oferta pouco diversificada em Recife, preços elevados para as linhas mais elaboradas...). Porém, no que depender de mim tentarei modificar esse cenário, pois além de serem maravilhosos combinam perfeitamente com o clima do Recife.
 
Em minha última visita a DLP em Recife (quem é apreciador de vinhos e é de Recife ou está de passagem por aqui, vale a pena conferir seus preços) fiquei de olho no Tarapacá Brut, pelo seu atraente rótulo, mas temeroso pelo seu preço (R$ 28,00), mas findei por comprar e não me arrependi nem um pouquinho.
 
O Tarapacá Brut é um espumante cuja vinificação dá-se pelo método Charmat* é uma assemblage das cepas Chardonnay, Pinot Noir e Sauvignon Blanc e como já citado anteriormente possui um rótulo bem atraente e que deu um belo conjunto com a garrafa.
 
Visualmente mostrou uma cor amarelo palha bem claro, perlage fino, abundante e de boa persistência. No nariz msotrou arromas de flores e flutos brancos e notas delicadas de pão tostato. Em boca muito refrescante, com acidez em boa intensidade. Final de boca seco de média intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Espumante fácil de beber, de ótimo custo x benefício, bom para tomar como aperetivo ou para acompanhar frutos do mar, como foi o caso. Uma boa pedida para estes dias tórridos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Tarapacá Brut
Tipo: Espumante
Casta: 50% de Chardonnay, 35% de Pinot Noir 15% de Sauvignon Blanc
Safra: Não safrado
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Viña Tarapacá
Graduação: 12%
Onde comprar: DLP
Preço médio: R$ 28,00
Temperatura de serviço: 4º
 
*Post Scripitum
 
Também chamado Charmat-Martinotti, este processo é um método mais econômico que o Método Champenoise para criar gás carbônico nos espumantes. O vinho é submetido à segunda fermentação em tanques de aço inoxidável (em vez da própria garrafa) e é engarrafado sob pressão. O processo é similar ao de fabrico de refrigerantes, diferindo deste na medida em que o gás carbônico do espumante é produzido na segunda fermentação (enquanto o do refrigerante é simplesmente adicionado por uma fonte externa ao processo).

Este processo foi inventado em 1895 pelo enólogo italiano Federico Martinotti mas foi patenteado em 1907 pelo francês Eugène Charmat.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Viapiana Expressões Sauvignon Blanc 2011 #CBE

A primeira postagem de cada mês é reservada para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE; agora em novembro ela chegou a edição de número 74 e é a nossa décima participação. A cada tema tenho sido desafiado a buscar vinhos diferentes, inusitados, de países consagrados na produção vitivinícola, etc.
 
Este mês o tema foi sugerido pelo confrade Silvestre Tavares do blog Vivendo a Vida que "lançou o desafio": "vinho branco brasileiro, em qualquer faixa de preços". Digo desafio porque as minhas experiências com os vinhos nacionais são limitadas, em parte pela pequena oferta de vinhos do Brasil aqui em Recife e em parte pelos elevados valores aplicados aos mesmos.
 
Tenho tentado, a duras penas, degustar mais vinhos nacionais, e creio que venha a lograr êxito neste intento ainda mais agora com as recentes medidas tomadas visando uma maior visibilidade dos vinhos nacionais em importadoras, lojas especializadas e supermercados, o que fatalmente tornará os preços dos vinhos nacionais mais competitivos.
 
Pretendia degustar um vinho do meu estado, da Região do Vale do São Francisco, mas infelizmente não encontrei o rótulo que queria então, a pedida foi o Viapiana Expressões Sauvignon Blanc 2011 e valeu muito a pena cada centavo pago.
 
O meu rótulo do mês da CBE é produzido pela Vinícola Viapiana que surgiu em 1986 com a elaboração dos primeiros vinhos de mesa em nível industrial. Mas sua história se remete há muitos anos antes, quando os primeiros imigrantes italianos desembarcaram no país e produziam, de forma artesanal, seus próprios vinhos. Prova disso é a medalha conquistada pela família Viapiana, em Porto Alegre, no ano de 1925 durante o cinquentenário da imigração.
 
Localizada no Travessão Alfredo Chaves, em Flores da Cunha, na encosta Nordeste do Rio Grande do Sul, a vinícola iniciou seu processo de modernização e mudanças em 1999, quando foi elaborado o seu primeiro vinho fino. Entre os anos de 2004 e 2005, a linha foi incrementada com a elaboração de espumantes e vinhos brancos finos. Um ano depois, a Viapiana dava o passo inicial para a implantação de um projeto moderno e estrutural da vinícola e também da comercialização com a criação de quatro novas linhas de produtos: Ricieri, Corte V, Viapiana e Via 1986.
 
Numa área de 2.800 m², a Viapiana tem uma estrutura com tecnologia de ponta e modernos sistemas de condução. São 30 hectares de vinhedos próprios que recebem cuidados extremos para baixa produção de uvas a fim de qualificar os produtos. Os vinhos têm controle total de temperatura e permanecem em barricas de carvalho americanas e francesas.
 
O Viapiana Expressões Sauvignon Blanc faz parte da linha de vinhos Premium da Vinícola. Seu  rótulo é interativo e consiste em um típico caça-palavras, inserido na parte superior frontal dos rótulos. Neles apreciadores poderão buscar palavras que apresentam os aromas, sabores e sensações dos vinhos. “Nossa proposta com a linha Expressões é mostrar a cara do varietal da Região Vinícola dos Altos Montes, em Flores da Cunha, onde produzimos todas estas variedades. Inserir estas características nos rótulos, e mais que isso, instigar o apreciador e caçar estes elementos, é difundir o terroir da região e atender ao nosso conceito de envolver o consumidor”, explica o gerente comercial e de marketing da vinícola, Cesar Curra.
 
A garrafa muito bonita e pouco usual para vinhos da varietal sauvignon blanc dando um grande ar de imponência ao vinho, seu rótulo muito delicado e criativo deram um "q" especial ao vinho. Visualmente o vinho mostrou uma cor amarelo esverdeada. No nariz muito intenso e delicado com aroma frutado e floral onde apareceram claramente maçã, lichia e rosas brancas, seguidos de um toque mineral e algum vegetal. Em boca mostrou-se frutado, mas sem incomodar; acidez em boa intensidade e final bem refrescante. Poderia facilmente descrever o vinho com as palavras imponente, elegante e refrescante.
 
Degustei rótulo ontem à noite com Fernanda e harmonizamos com Sushi e Camarão ao azeite.


O Rótulo

Vinho: Viapiana Expressões
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc (100%)
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Altos Montes - Flores da Cunha
Produtor: Vinícola Viapiana LTDA
Enólogo: Elton Viapiana
Graduação: 12,7%
Onde Comprar: Ingá Vinhos Finos
Preço Médio: R$ 50,00
Temperatura de Serviço: 10 graus

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tabalí Ímpetu Sauvignon Blanc 2011

Esse é um daqueles vinhos que se escolhe pelo nome e pelo rótulo, foi assim que eu o escolhi e valeu a escolha.
 
O Ímpetu Sauvignon Blanc é produzido pela Viña Tabalí. Os primeiros registros históricos referentes à atual Estância Tabalí remontam a 1600. Em 1993 foi concebida como vinícola boutique por Guillermo Luksic, destinada a produzir vinhos premium e super premium, com uvas provenientes unicamente de seus próprios vinhedos. A Tabalí foi pioneira ao se instalar neste vale localizado no extremo norte chileno, vizinho ao deserto de Atacama.
 
Visulamente mostrou uma cor amarelo palha bem clara. No nariz aromas intensos com a fruta branca em primeiro plano e notas de jasmim e um elegante toque mineral aparecendo em seguida. Em boca é possível perceber a maçã verde e o mineral aparecendo no retrogosto, tudo bem balanceado e equilibrado com os frescor e a acidez próprios da sauvignon blanc. Um ótimo custo versus benefício e ideal para os dias quentes.
 

O Rótulo

Vinho: Tabalí Ímpetu
Tipo: Branco
Casta: Sauvignon Blanc
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale de Limarí
Produtor: Viña Tabalí
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Gran Cru
Preço Médio: R$ 25,00 (R$ 40,00 no Canoa dos Camarões)
Temperatura de serviço: 10 graus

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Espumante Pol Clément Brut para Brindar ao Amor

Eu e Fernanda saímos para comemorar o dia dos namorados e nossa primeira opção foi o La Plage, ou melhor, o La Vague Crepes e Saladas e, graça a Deus não tivemos que esperar mais que 10 minutos, um verdadeiro achado nesse dia de restaurantes lotados e com tempo médio de espera em 1h ou mais.

O La Vague é uma casa de decoração agradável e a meia luz torna o ambiente mais aconchegante e com um ar de romantismo bucólico. O Restaurante possui um cardápio com boas e variadas opções de crepes doces e salgados, além de saladas para os mais lights.

Para iniciar escolhemos tábua de frios com torradas da casa, uma opção simples, mas com opções muito saborosas e em seguida pedimos dois crepes de camarão, queijo gruyère, alface, geleia de damasco e tiras/lascas de amêndoas, um verdadeiro primor. E para harmonizar escolhemos o espumante francês Pol Clémente Brut.

O crepe que escolhemos dispensa comentários, é muito saboroso e caiu muito bem com o espumante que escolhemos para brindar ao amor em mais um dia dos namorados juntos.

O Pol Clément Brut é produzido por uma empresa reputada como uma das precursoras no desenvolvimento do mercado francês de vinhos espumantes e que hoje conta com uma produção superior a 80 milhões de garrafas ao ano, a Française De Grands Vins - CFGV, que  é a maior produtora de Espumanres da França, com presença em mais de 50 países ao redor do globo.

O Pol Clémente Brut  é elaborado através do método Charmat e mostrou uma cor amarelo palha bem clara, com boa espuma e perlage, sendo a última muito fugaz. No nariz aromas de frutas brancas como a maça verde, com leve toque de pão tostado e frutas secas (damasco). Em Boca repetiu a fruta e o pão tostado, com uma acidez leve a moderada, fresco e com um final de média persistência.

No site do produtor não constam informações sobre as uvas usadas e as informações encontradas na internet não são um consenso, alguns relatam que ele é 100% Chardonnay e outros que ele é uma assemblage de Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Ugni Blanc. Fica então no ar essa dúvida, que souber dados precisos, por favor, passe-me.

O Rótulo
 
 
Vinho: Pol Clément Brut
Tipo: Espumante
Castas: Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Ugni Blanc; 100% Chardonnay (Informações dúbias)
País: França
Região: Tournan
Produtor: Française De Grands Vins
Graduação: 11%
Onde Comprar: La Vague
Preço Médio: R$  42,00 (No Restaurante)
Temperatura de Serviço: 6 graus

segunda-feira, 19 de março de 2012

Um Sauvignon Básico para Refrescar nesse Calor

O calor não tem dado trégua na Veneza Pernambucana, os dias estão sendo escaldantes e, mesmo preferindo os tintos, não tem como fugir de um vinho branco refrescante para amenizar o "sofrimento" devido as altas temperaturas.

A pedida do domingo foi o Santa Carolina Reservado Sauvignon Blanc 2010, um vinho básico, mas honesto, que atende bem a proposta de ser referescante e de excelente custo x benefício. Esse mesmo vinho só que da safra de 2009 já foi comentado aqui: relembre.

O vinho mostrou cor amarelo brilhante. Aromas referescantes de maçã verde e um leve toque de pinha. Em boca repetiu o frescor e a maçã verde, com álcool e acidez na medida certa. Bem refrescante e de final de boca médio.


O Rótulo

Vinho: Santa Carolina Reservado
Tipo: Branco
Casta: Sauvignon Blanc
Safra: 2010
País: Chile
Região: D.O. Valle Central
Produtor: Viña Santa Carolina S.A.
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 10 graus

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cruz Alta Sauvignon Blanc-Sémillon 2010

Eu e Fernanda fomos ao restaurante Camarada Camarão do Espinheiro no último dia 3. O restaurante tem uma ambiente muito agradável, mas o serviço e o cardápio deixam a desejar.

Escolhi um Sauvingon Blanc da Argentina para harmonizar com os petiscos a base de camarão que pedimos e só após uns 5 minutos fui informado que o rótulo não estava disponível, daí para frente foi um vai e vem para repetir a mesma coisa que até cansei... Chegaram ao ponto de sugerir um tinto e de dizer estavam esperando que os vinhos findassem para renovar o estoque... Decepção! Mas, seguimos adiante, pois a noite era de comemoração.

Terminei optando pelo Cruz Alta, que é um rótulo produzido pela Rutini Wines ou Bodega La Rural como também é conhecida e que foi fundada em 1885 pelo Italiano Felipe Rutini e é uma das mais antigas e tradicionais vinícolas da Argentina. O vinho escolhido é corte típico de Bordeaux: 50% de Sauvignon Blanc e 50% de Sémillon.

O Cruz Alta Sauvignon Blanc-Sémillon 2010 mostrou uma cor amarela dourada. Aromas de abacaxi e um discreto vegetal. Em boca repetiu o abacaxi, mostrando-se adocicado. Boa acidez e bem integrada ao álcool e uma boa persistência. Um vinho simples e pronto para beber.

Bom custo benefício, desde que comprado com o importador.


O Rótulo

Vinho: Cruz Alta
Tipo: Branco
Castas: 50% Sauvignon Blanc e 50% Sémillon
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Mendonza
Produtor: Rutine Wines / Bodega La Rural
Enólogo(a): Paula Witkosky
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: Zahil
Preço Médio: R$ 22,00 (na importadora) R$ 35,00 (por 1/2 Garrafa no Camarada Camarão)
Temperatura de Serviço: 12º

sábado, 10 de dezembro de 2011

Jantar de harmonização - Terceira Edição

Chegou a vez da casa de Eli e Simone. E, como bom pescador Eli nos sugeriu um peixe ao forno: o Beijupirá, mas o pescador não pescou e nem seu fornecedor... risos. Vai ficar devendo macho vei, pois esse peixe não pode ficar nas nossas memórias apenas na foto, risos.


Não tendo o pescador me avisado que o mar não estava para peixe, levei para harmonizar um Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux Blanc 2009. Mas, como tudo na casa deles tem que ter uma história ou algum fato inesperado, só ao chegarmos lá fomos informados que o peixe que viria não seria o Beijupirá e sim outros seres marítimos, como o bacalhau (com batatas ao molho branco) e outros mais presentes na comida japonesa.

Iniciamos pelos Sushi's e primos (não sei o nome desse bichos crusssssss), bolinhos de bacalhau e camarões empanados. Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux Blanc 2009 consegiu cumprir seu papel na harmonização e ainda por cima agradou as mulheres e o pisca Eli, que assim como o Juberlan não é adepto dos brancos, dos vinhos hein, com essa onda de preconceito não dá para deixar frases dúbias... risos.


O Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux  Blanc 2009 mostrou cor amarelo cintilante, com tons esverdeados. Um bouquet refrescante de frutas cítricas. Em boca manteve o frescor dos aromas e apresentou-se com acidez e ácool bastante equilibrados.

O Rótulo

Vinho: Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blan
Safra: 2009
Garrafa: Cette Bouteille parte le 11529
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Grand Theatre
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 12º
Outros pares pare este vinho: Ostras e saladas


Degustamos ainda o Vin de Pays des Bouches du Rhône Tinto 2010, outro francês. Intenso e frutado, este moderno vinho francês tem aromas deliciosos e intensos, além de paladar concentrado e textura macia.

O Rótulo

Vinho: Vin de Pays des Bouches du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Bouches du Rhône
Produtor:
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Sam's Club
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 15º



Batemos um papo descontraído, degustamos bons vinhos e harmonizamos com uma boa comida. Que esses momentos se repitam muitas e muitas vezes.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Misiones D Rengo Sauvignon Blanc 2010

Clima quente, uma marca da Veneza pernambucana: Recife. Uma cidade com temperatura anual média de 25º C, com certeza não é a mais quente das cidades brasileiras, mas é sem dúvida uma das cidades que pede vinhos frescos para o dia a dia.

Apesar de nosso clima pedir vinhos frescos as estatísticas dizem e não mentem: os brasileiros consomem mais vinhos tintos.

Apesar de não serem meus preferidos os brancos também me são agradáveis. Comprei, no útimo dia 28, indicado pelo somellier Helton do RM Express, o Misiones D Rengo Sauvinho Blanc 2010, um varieltal conhecido pelo seu frescor.

Degustei este rótulo no dia seguinte acompanhado de uma boa salada: um par perfeito. O Misiones D Rengo Sauvinho Blanc 2010 mostrou cor amarelo esverdeada límpido. Seus aromas são muito atrativos, limpos e expressimos; frutado intenso, destacando-se melão, abacaxi e pinha. Em boca mostrou frescor na medida, com bom equilíbrio álcool - acidez ,um sabor pronunciado de melão e abacaxi e um final sutil e longo.

Agradeço ao somellier Helton, o rótulo é um excelente custo benefício, bom para os dias quentes dessa nossa Veneza.

O Rótulo

Vinho: Misiones D Rengo
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Viña Misiones D Rengo
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 20,00 (esta foi R$ 16,00)
Temperatura de serviço: 12º

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Santa Carolina Reservado Sauvignon Blanc 2009

Devo ser sincero: vinhos desta casta não são meus favoritos, mas este mudou um pouco meu conceito e quebrou velhos paradigmas.

Passei o último dia 04 realizando, ou seria observando, alguns serviços de conserto em minha casa...  Digo observando, pois quem de fato colocou a mão na massa foi o amigo Juberlan.

Findo o serviço, lá por volta das 16h e já na companhia também da minha namorada (Fernanda), abri este Sauvignon Blanc, para agradar a Fernanda que prefere os vinhos brancos a qualquer outro e meio que para provocar o Juberlan que os rejeita (típico de um machão nordestino que só toma vinhos tintos e prefere os mais encorpados... risos).

Um vinho jovem e que me surprendeu. Foi definitivamente o melhor vinho para aquele momento, pois mesmo sendo um fim de tarde, Recife ainda estava com um clima quente e, nada melhor que um vinho refrescante como este para se fechar, ou pelo menos iniciar o fechamento de um dia... Digo iniciar o fechamento, pois da minha casa fomos a casa de Eli e Simone e lá degustamos um Côtes du Rhône, tema para uma nova postagem.

O Santa Carolina Reserva é uma vinho de cor amarelo brinlhante, com uma aroma refrescante de maçã verde e de caráter cítrico suave. Na boca é macio, de leve acidez, com notas doces. Muito agradável, de médio corpo, fresco, jovem e intensamente frutoso. Recomendo!

O Rótulo

                               Vinho: Santa Carolina Reservado
Tipo: Branco
Casta: Sauvignon Blanc
Safra: 2009
País: Chile
Região: D.O. Valle Central
Produtor: Viña Santa Carolina S.A.
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 10 graus