segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Tarapacá Brut: um bom custo x benefício

Os espumantes não são uma constante neste blog, muito pelo contrário, não exclusivamente por falha minha, mas sim por um conjunto de situações (falta de hábito, oferta pouco diversificada em Recife, preços elevados para as linhas mais elaboradas...). Porém, no que depender de mim tentarei modificar esse cenário, pois além de serem maravilhosos combinam perfeitamente com o clima do Recife.
 
Em minha última visita a DLP em Recife (quem é apreciador de vinhos e é de Recife ou está de passagem por aqui, vale a pena conferir seus preços) fiquei de olho no Tarapacá Brut, pelo seu atraente rótulo, mas temeroso pelo seu preço (R$ 28,00), mas findei por comprar e não me arrependi nem um pouquinho.
 
O Tarapacá Brut é um espumante cuja vinificação dá-se pelo método Charmat* é uma assemblage das cepas Chardonnay, Pinot Noir e Sauvignon Blanc e como já citado anteriormente possui um rótulo bem atraente e que deu um belo conjunto com a garrafa.
 
Visualmente mostrou uma cor amarelo palha bem claro, perlage fino, abundante e de boa persistência. No nariz msotrou arromas de flores e flutos brancos e notas delicadas de pão tostato. Em boca muito refrescante, com acidez em boa intensidade. Final de boca seco de média intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Espumante fácil de beber, de ótimo custo x benefício, bom para tomar como aperetivo ou para acompanhar frutos do mar, como foi o caso. Uma boa pedida para estes dias tórridos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Tarapacá Brut
Tipo: Espumante
Casta: 50% de Chardonnay, 35% de Pinot Noir 15% de Sauvignon Blanc
Safra: Não safrado
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Viña Tarapacá
Graduação: 12%
Onde comprar: DLP
Preço médio: R$ 28,00
Temperatura de serviço: 4º
 
*Post Scripitum
 
Também chamado Charmat-Martinotti, este processo é um método mais econômico que o Método Champenoise para criar gás carbônico nos espumantes. O vinho é submetido à segunda fermentação em tanques de aço inoxidável (em vez da própria garrafa) e é engarrafado sob pressão. O processo é similar ao de fabrico de refrigerantes, diferindo deste na medida em que o gás carbônico do espumante é produzido na segunda fermentação (enquanto o do refrigerante é simplesmente adicionado por uma fonte externa ao processo).

Este processo foi inventado em 1895 pelo enólogo italiano Federico Martinotti mas foi patenteado em 1907 pelo francês Eugène Charmat.

Nenhum comentário:

Postar um comentário