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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Consumir vinho ajuda o cérebro a manter a agilidade

De acordo com mais de 70 estudos  científicos recentes, tomar uma taça de vinho por dia é muito mais benéfico para o cérebro do que ser abstêmio. De acordo com eles, o consumo leve de vinho pode melhorar as funções cognitivas e a agilidade menta.
 
Além disso, ingerir pequenas doses também previne a demência, conforme demonstra um estudo feito pela Academia Sueca Sahlgrenska, que acompanhou 1.500 mulheres durante 34 anos. Possivelmente, estes efeitos estão relacionados aos antioxidantes do vinho, que reduzem as inflamações, impedem o enrijecimento das artérias e melhoram a circulação sanguínea.
 
Outro benefício do consumo de vinho diz respeito à saúde física. De acordo com uma investigação publicadada na revista FASEB Journal, o revesratrol presente nos tintos é capaz de neutralizar os efeitos negativos de uma vida sedentária, pois pode diminuir o processo de detiooração da massa e força muscular.
 
Fonte: Revista Adega

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Mapa do Vinho - Parte VII

Chegamos a nossa última postagem da série Mapa do Vinho e nela iremos falar um pouco sobre Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.
 
Austrália
 
É o sexto no ranking dos produtores mundiais; um expoente do novo mundo. Conhecida pelo uso extensivo de tecnologia e por vinhos concentrados, frutados e muito aromáticos, com passagem em barris de carvalho, de grande apelo comercial. A shiraz é a uva emblemática do país e geralmente vem associada a alguma parcela da cabernet sauvignon. O mítico Grande, produzido pela Penfolds, é o exemplo mais bem sucedido desta parceria. O Grande salto se deu nos últimos vinte anos, e hoje são mais de 1.700 vinícolas em operação no país.
 
Principais Regiões
 
Austrália Meridional, Victoria e Tasmânia, Nova Gales do Sul (New Soth Wales) e Austrália Ocidental.
 
Austrália Meridional
 
Os grandes nomes australianos estão nesta região quente, como o lendário Pnefolds. Aqui a Shiraz predomina, em especial nos Vales de Barossa, McLaren e Vale do Clare, onde a riesling também tem vez; já a Coonawarra é a terra da cabernet sauvignon. Adelaide Hills, um pouco mais fria, é propicia para o cultivo de sauvignon blanc e pinot noir, e Riverland é generosa e produz  cepas variadas.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Shiraz, cabernet sauvignon, merlot, grenache, mouverdère e pinot noir. Brancas - Chardonnay, sémillon, sauvignon blanc e riesling.
 
A região de Coonawara (sul da Austrália) produz os melhores cabernet sauvignon do país e shiraz de grande qualidades.
 
O sémillon do Vale do Hunter é um branco que necessita um tempo na garrafa - uns 5 anos e ele atinge o seu apogeu. Não se deve bebê-lo jovem, quando ele ainda é ralo e sem aroma.
 
Curiosidade
 
Os melhores vinhos australianos indicam no rótulo a variedade da uva. Sendo que a primeira cepa impressa é a que predomina no corte.
 
Victoria e Tasmânia
 
Região de extremos climáticos, a temperatura varia de 42 graus Celsius no continente a muito frio na Tasmânia. Aqui a shiraz mostra notas mais apimentadas e a Pinot Noir predomina mais ao sul de Victoria.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Shiraz, cabernet sauvignon, pinot noir e merlot. Brancas - Chardonnay, sauvignon blanc, riesling e Viognier.
 
Nova Gales do Sul
 
É neste pedaço da Austrália que fica a região vinícola mais conhecida do país: o Vale do Hunter com  seu shiraz carnudo, um longo sémillon e um chardonnay mais mineral.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Cabernet sauvignon, shiraz e merlot. Brancas - Sémillon, chardonnay e sauvignon blanc.
 
Austrália Ocidental
 
O destaque aqui é a região de  Margaret River, com belos exemplares  de cortes bordaleses (cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc e petit verdot) e as brancas sauvignon blanc e sémillon.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Cabernet sauvignon, pinot noir e merlot. Brancas - Sémillon, sauvignon blanc, riesling e chardonnay.
 
Nova Zelândia
 
Trigésimo terceiro no ranking mundial, a região mais ao sul do planeta que vinifica vinhos, a Nova Zelândia conta atualmente com mais de 500 vinícolas. O país acordou  para o mundo do vinho na década de 1970, mas o grande avanço se deu mesmo há cerca de 25 anos. O fresco e aromático sauvignon blanc conquistou a crítica especializada e os consumidores do mundo. A tinta pinot noir  se dá bem no clima frio do país.
 
Principais regiões
 
São nove as principias regiões, distribuídas nas duas ilhas que formam a Nova Zelândia: quatro ficam  na Ilha do Sul  (Nelson, Marlborough, Cantebury & Waipara e Otago Central) e cinco na Ilha do Norte (Auckland & Northland, Waikato & Baía de Plenty, Gisborn, Baía de Hawke, Wellington & Wairarapa).
Princiapis Uvas: Tintas - Pinot noir, merlot e cabernet sauvignon. Brancas - Sauvignon blanc, chardonnay, riesling e pinot gris.
 
Se a opção lógica é a sauvignon blanc, procure rótulos da região de Marlborough.
 
A área plantada de vinhas na Nova Zelândia saltou de 5.000 hectares em 1990  para mais de 15.000 atuais. Em Marlborough estão concentrados 42% dos vinhedos  do país, com mais de 70% das vinícolas.
 
África do Sul
 
Oitavo maior  produtor de vinhos do mundo  a África do Sul colocou o continente africano no mapa do vinho. A história da vinicultura neste país remota a colonização holandesa, em 1679, mas a reviravolta aconteceu após o final do apartheid, nos anos 1990. As vinícolas sul-africanas se concentram no sudoeste do país,  em torno da região do Cabo. As cooperativas ainda são as maiores produtoras.
 
Principais Regiões
 
Mesmo havendo outras áreas no centro e na costa oeste, Stellenbosh e o Distrito de Paarl, na Península do Cabo, ainda são os principais responsáveis pelos vinhos de qualidade produzidos na África do Sul.
 
Princiapis Uvas: Tintas - Shiraz, pinotage, cabernet sauvignon e merlot. Brancas - Chenin Blanc, sauvignon blanc e chardonnay.
 
Os melhores rótulos  são feitos  com as cepas brancas Chenin Blanc e as tintas Shiraz e Pinotage (cruzamento da pinot noir e cinsault, realizada em 1924 pelo professor Abraham Perold).
 
Para o maior crítico de vinhos sul-africanos, John Platter, mesmo sendo considerada  a uva símbolo, a pinotage não deve ser considerada  a melhor cepa do país.
 
Fonte: Veja.com

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O Mapa do Vinho - Parte VI

Hungria

A Hungria é o décimo quarto produtor mundial e é uma das mais importantes regiões vinícolas do leste europeu, mas ficou um pouco esquecida durante o domínio soviético, quando seus vinhos perderam muito de sua qualidade. A grande estrela aqui são os vinhos doces Tokay Aszú (tokaj em húnguro) - comprados em qualidade aos Sauternes da França e brancos doces alemães -, mas brilham também alguns brancos secos.
 
Principais Regiões
 
Das setes regiões consideradas mais importantes, sem dúvida é a mais representativa é a de Tokay-Hegylja.
 
Principais Uvas: Tintas - Kékfrancos, Cabernet Sauvignon e Merlot. Brancas - Furmint, Müller-Thurgau, Chardonnay e Sauvignon Blanc.
 
Apesar de os Tokay doces serem o que há de melhor na Hungria, vinhos brancos secos da uva Furmint também são agradáveis e elegantes.
 
Curiosidades
 
Os vinhos doces Tokay são classificados em Punttonyos (de 3 a 6), que indicam a intensidade do açúcar. Punttony era uma tina de madeira aonde eram depositadas as uvas colhidas uma a uma e deixadas até a obtenção do mosto.
 
Áustria
 
É o décimo nono produtor mundial e assim como a vizinha Alemanha os brancos são a maioria: 75% da pequena produção. A maior parte consumida internamente. O clima continental, com outonos amenos, possibilita colheita de uvas tardias em outubro e novembro, gerando frutas excelentes para brancos doces.
 
Principais Regiões
 
Niederösterreich e Burgenland
 
Principais Uvas: Tintas - Blaufränkish e Zweigelt. Brancas - Grüner Veltliner, Welschrieling, Zierfandler, Rotgipfler, Neuburger, Riesling e Chardonnay.
 
Além de vinhos brancos secos, um bom exemplo de vinho doce encontrado no Brasil vem da Áustria, Alois Kracher.
 
Curiosidades
 
A Áustria também produz espumantes, chamados de Skets.

Fonte: Veja.com 

sábado, 4 de agosto de 2012

O Mapa do Vinho - Parte V

Alemanha

Está na nona posição do ranking mundial em produção de vinho. A Alemanha que exportou para o Brasil, na década de 90, os vinhos brancos adocicados da garrafa azul de baixa qualidade, também é responsável pela produção dos melhores vinhos brancos e de sobremesa do mundo. O clima frio explica a predominância dos brancos e a Riesling é a estrela absoluta.

Principais Regiões

São onze no total; nove delas ao longo do Rio Reno: Ahr, Baden, Franken, Hessiche, Bergstrasse, Mittelrhein, Mosel-Saar-Ruwer, Nahe, Rheingau, Rheinhessen, Pfalz e Württemberg.

Cada região (Anbaugebiet) pode ser dividida em: distritos (Bereiche); grupos de vinhedos (Grosslagen); e vinhedos únicos (Einzellagen).  Os melhores vinhos são da Einzellagen, são 2600 ao todo. No rótulo, as Einzellagen e Grosslagen são sempre precedidas do nome da aldeia onde se localiza o vinhedo. Exempo: o vinhedo (Einzellagen) chamado Mäuerchen associado ao nome da cidade Geisenheim aparecerá no rótulo desta maneira: Geisenheim Mäuerchen.



Principais uvas: Tintas - spätburgunder (parente da pinot noir), blauer, portugieser, dornfelder, trollinger; Brancas - riesling, sylvaner, scheurebe (cruzamento da sylvaner com a riesling), kerner, (trollinger e riesling), muller-thurgau.

A sigla A.P.(amtliche prüfung) no rótulo granate que o vinho foi produzido com uvas autorizadas e com o nível de açúcar mínimo exigido, além de garantir a região de origem.

O chamado Liebfraumilch atende a critérios pouco rigorosos, mesmo sendo um QbA.

Curiosidades

Os melhores vinhos alemães são os classificados QmP - Qualitäteswein Mit Prädikat. São elaborados com as uvas que possuem açúcar necessário para a produção do vinho, sem a necessidade de chaptalização (adição de açúcar). Para complicar um pouco mais o entendimento, os vinhos alemães de qualidade  (QbA) são classificados de acordo com o nível de açúcar do msoto (sumo da uva).

Outras informações que fazem parte dos rótulos indicam o grau de concentração de açúcar das uvas:

- Kabinett (reserva) - uvas de colheita normal, é a base dos QmP (baixo teor de álcool, pouco encorpado e seco).
-Spätless (colheita tardia) - uvas plenamente amadurecidas (alto nível de acidez, podem ser doces ou secos).
- Ausless (colheita selecionada) - uvas muito maduras, cachos selecionados, às vezes atacadas pelo fungo da podridão nobre, o Botrytis cinera (que resulta em vinhos de melhor qualidade).
- BA - Beerenauslese(colheita de bagos selecionados, um a um) - raros e caros, também podem usar uvas afetadas pelo podridão nobre.
- TBA - Trockembee Rebauslese (Colheita de bagos secos selecionados, mais de uva passa e seca: Troken) - ricos, mais doces e também os mais caros vinhos alemães.
- Eisweein (vinho de gelo) - uvas congeladas, colhidas de madrugada, e muito maduras. São exemplares raros e caros.

Grécia

Eis o décimo terceiro maior produtor de vinho. Para eles experiência não falta, visto que eles produzem vinhos desde 4.000 a.C e exportam há mais de 2.000 anos. São mais de 300 uvas nativas que, junto com as cepas internacionais, sãp plantadas em todo o continente e nas ilhas. Conhecida antes só pelo vinho resinoso do tipo Retsina, atualmente vem ganhando atenção da crítica e vários prêmios internacionais.

Principais Regiões

São 28 áreas, mas as mais significativas são: Macedônia, Peloponeseo e Ilhas Cyclades (Santorini e Páros).

Principais uvas: Tintas - agiorgitiko, mavrotragáno, mavroúdia, limnió, xtnómavro, syrah e cabernet sauvignon; Brancas - assyrtiko, moschofilero, malagoisá, chardonnay, sauvignon blanc, viognier.

Os tintos produzidos com a variedade nativa agiorgitiko, que significa São Jorge, costumam ser ricos e intensos. São uma boa porta de entrada do vinho grego.

Os Retsina mais rústicos, e de produção em massa, têm acentuado sabor de resina e pouco se percebe a fruta da uva savatiano.

Curiosidades

Há 2000 anos, para impedir a oxidação dos retsina exportados, selava-se as ânforas com resina de pinheiro. Daí surgiu a tradição deste curioso branco de gosto resinoso

Líbano

Outro ancestral do berço do vinho, tem pequeníssima produção concentrada no Vale do Bekaa, no centro do país. Alí são constantes os bombardeios nos vinhedos e a interrupção da produção. A influência francesa se faz sentir nas uvas e vinificação utilizados, que resultam em tintos de excelente qualidade nas poucas vinícolas que sobrevivem no país.

Principal Região

Vale do Bekaa

Principais uvas: Tintas - cabernet sauvignon, merlot, syrah, carignan e cinsault ; Brancas -  chardonnay, sauvignon blanc e clairette.

Os melhores exemplares encontrados no Brasil são de tintos, como o Kefraya e Musar, mas não são baratos.

Curiosidade

Durante a Guerra Civil dos anos 80, no Líbano, a família Hochar, produtora do Château Musar, transportava suas uvas em meio a tiroteios entre grupos rivais.

domingo, 15 de julho de 2012

O Mapa do Vinho - Parte IV

Dando continuidade as nossas postagens da série especial Mapa do Vinho hoje vamos falar sobre Espanha e Portugal.

Espanha

É o segundo maior produtor de vinhos do mundo, posição esta ocupada pela Itália até 2010. Ela possui a maior área de vinhedos do mundo, com 1.174 mil hectares plantados. Produz tintos elegantes e encorpados e brancos de boa intensidade, elaborados tanto com as castas internacionais como com as nativas, sendo a Tempranillo a vedete das tintas. Regiões tradicionais se mesclam com as novas fronteiras recentemente exploradas, produzindo tintos, brancos e espumantes (cavas) de ótima expressão.

Principais Regiões

Rioja, Penedès, Priorato; Cartilla y León (Ribera del Duero, Rueda, Toro); La Mancha, Jerez.

Rioja, Catalunha e Priorato (Penedès)

Estas regiões ficam ao nordeste da Espanha e são as únicas com vinhedos de origem qualificada (DOCa) da Espanha. Rioja produz os vinhos mais famosos e tradicionais do país, ricos e marcados pelo estágio em barricas de carvalho. A sub-região Rioja Alta elabora os melhores rótulos. Em Penedès os destaques são os espumantes (cavas) e no Priorato os tintos da nova geração de enólogos são as estrelas.

Principais uvas: Tintas - Tempranillo, carifiena, garnacha, mazuela e graciano (Rioja); grenache noir, cabernet sauvignon, merlot e pinot noir (Priorato); Brancas - Maccabeo, malvasia riojiana, garnacha blanca (Rioja), maccabeo, parellada, xarel-lo e chardonnay (Penedès).

Curiosidade

O Marquês de Riscal de Alegre foi o responsável, em 1960, pela introdução do uso da barrica de carvalho em Rioja, após uma estada em Bordeaux, e junto com outro marquês, o de Murrieta, começou a produzir vinhos no estilo bordalês, no qual a uva nativa tempranillo dava ótimos resultados, o que persiste até os dias de hoje. Os dois levam seus nomes em rótulos de conhecidos vinhos da região.

Cartilla y León -  Galícia, Ribera del Duero, Rueda e Toro

Ribera del Duero é a mais importante região de Castilla y León, berço do mítico Vega Sicilia. Os caldos são potentes, intensos, muito ricos e com grande capacidade de envelhecimento. Os brancos da uva albariño da Galícia, também no noroeste da Espanha, são emblemáticos.

Principais uvas: Tintas - Tinta fino (Tempranillo em Duero), tinta de toro (Tempranillo em Toro), mencia (Galícia e Bierzo); Brancas - Albariño, verdejo e palomino.

Os brancos produzidos com a Albariño são frescos, aromáticos e ideais para acompanhar frutos do mar.

Alguns tintos de Toro são muito alcoólicos, fique atento se esta é uma característica que não deseja encontrar no vinho.

Curiosidade

Os vinhos da Rioja e Ribeira del Duero são classificados pelo critério de idade:

Jovem - não passam por barril de carvalho.
Crianza - 1 ano de barrica de carvalho e 1 ano de garrfa.
Reserva - 1 ano de barrica de carvalho e 2 anos de garrafa.
Gran reserva - 2 anos de barrica de carvalho e 3 anos de garrafa.

La Mancha e Jerez

A denominação de La Mancha, no centro, é a mais vasta da Espanha e produz vinhos jovens. Valdepeñas é a região responsável pelos rótulos de melhor qualidade. Já a região do sul do país é responsável pelo fortificado Jerez.

Principais uvas: Tintas - Tempranillo (cencibel em Valdepeños), garnacha e monastrell; Brancas - Palomino (90% dos vinhedos de Xerez), pedro ximenéz, moscatel fino, arién, maccabeo.

O Jerez é o vinho espanhol mais antigo e o segundo tipo mais comercializado do país. Também tem um sabor único e geralmente é bebido como aperitivo.

O Jerez pode ser classificado em dois estilos: finos (mais secos e delicados e que deve ser bebido jovem) e olorosos (mais ricos e potentes e com maior perfume). Os finos podem ser manzanilla (muito seco, levemente salgado, uma característica rara em vinhos), amontilado (mais escuro e robusto, sabor de nozes), oloroso (também escuro, concentrado e rico em sabores de fruta seca e nozes).

Portugal

É o décimo primeiro em produção de vinho e foi o primeiro país do mundo a estabelecer uma demarcação de origem, a do douro, em 1756, por ordem do Marques do Pombal. Produz vinhos de diferentes personalidades e estilos, graças à diversidade de terroirs e ás variedades nativas de qualidade - muitas com nomes curiosas, como bastardo, trincadeira baga, alfrocheiro, rabo-de-ovelha, etc. São famosos também seus fortificados do Porto. Nos últimos anos, modernizou sua vinicultura e a introdução de castas estrangeiras, em vez de uniformizar a produção, ajudou a modernizar e criar rótulos que mantêm a alma lusitana.

Principais Regiões

Minho, Douro, Bairrada, Dão, Alentejo, Ribatejo, Setúbal e Estremadura.

Minho

Situada ao Norte de Portugal é a região dos famosos vinhos verdes, que são refrescantes, com ótima acidez e com certa efevercência.

Principais uvas: Tintas - Azal-tinto, borraçal e pedral; Brancas - Alvarinho, avesso, azal-branco, batoca, loureiro, padernã e trajadura.

O vinho verde é para ser bebido jovem, e sua efervescência é natural. Este tipo de vinho não combina com pratos fortes, prefira bebê-lo acompanhado de peixes e frutos do mar.

O vinho verde tem esse nome de verde pelo fato de ser uma bebida para ser degustada jovem. Na verdade trata-se de um vinho branco (os mais famosos) ou mesmo tinto.

Douro

É uma das regiões vinícolas mais bonitas do mundo, as parreiras são plantadas em terraços esculpidos em suas montanhas cortadas pelo Rio Douro. Berço do vinho do Porto, o Douro é a primeira região demarcada do mundo (1756) e passa por uma revolução de qualidade liderada por jovens enólogos, responsáveis pela produção de complexos tintos e brancos obtidos em antigas vinhas.

Principais uvas: Tintas - Touriga nacional, tinta cão, tinta barroca, tinta roriz, touriga francesa, bastardo, donzelinho, tinta francisca e mourisco tinto; Brancas - Viosinho, donzelinho branco, esgana-cão, folgazão, malvasia corada, malvasia fina, rabigato e gouveio.

Existem 6 tipos de Vinho do Porto: Branco, Ruby, Tawny, Com Indicação de Idade, Colheita e Vintage. Este último, vinho de uma só colheita, é o que produz o melhor Porto.

Não é porque contém álcool vínico que o Vinho do Porto deve ser guardado por muito tempo depois de aberto. Ele mantém suas qualidades intactas por no máximo duas semanas.

Curiosidade

O que diferencia um Porto de outros vinhos é que sua fermentação é interrompida com a adição de aguardente vínica, o que preserva o açúcar natural da uva e gera uma bebida com graduação alcoólica entre 19 e 21 vol.

Bairrada

Aqui brilha a uva baga, que quando não é bem cuidada pode ser agressiva na boca. O vinhateiro Luis Pato se destaca como  um dos responsáveis pela volta da região para o cenário do vinho.

Principais uvas: Tintas - Baga (principal), castelão, moreto, tinta pinheira, alfrocheiro preto, bastardo e jaen; Brancas - Maria Gomes, bical, arinto, sercial, serciarinho e rabo-de-ovelha.

Curiosidade

Em 1765 o Marquês de Pombal mandou arrancar a maioria das vinhas da Bairrada, sob o argumento de que estava  zelando pelos vinhos de qualidade.

Dão

O Dão está cercado de serras. Seus 20 mil hectares são plantados apenas com uvas típicas de Portugal e a região é dominada por cooperativas cuja produção majoritária é de tintos. o Dão vive, nos últimos anos, uma retomada de qualidade, produzindo vinhos modernos, com muita fruta.

Principais uvas: Tintas - Alfrocheiro preto, touriga nacional, tinta pinheira, jaen e tinta roriz; Brancas - Encruzado, malvasia fina, bical, sercial e arinto.

Alentejo

Está dividido em 8 sub-regiões e os vinhos estão classificados em três categorias: vinhos de mesa, Vinho Regional Alentejano (superior) e os de melhor qualidade, Vinhos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VQPRD). No período de 1932 e 1968 várias parreiras foram arrancadas por ordem de Antônio Salazar e substituídas por trigo e outros grãos. O potencial desta região vizinha da Espanha, só começou a ser explorado nas duas últimas décadas.

Principais uvas: Tintas - Tricadeira, aragonês (que recebe o nome de tinta roriz no Douro e tempranillo, na Espanha), alfrocheiro e alicante bouchet; Brancas - Roupeiro e arinto.

A região produz exemplares que estão entre os melhores de Portugal, há boas ofertas no mercado brasileiro, entre eles os míticos  Mouchão e Pêra Manca.

Por ter um clima muito quente, alguns vinhos do Alentejo são muito alcoólicos.

Curiosidade

O Alentejo é o maior produtor mundial de cortiça, a matéria prima da rolha, que é extraída do sobreiro, uma árvore típica da região.

Ribatejo

Localizada no centro-sul de Portugal, estende-se ao longo do Rio Tejo. É uma região nova e elabora vinhos mais modernos, parecidos com os do Novo Mundo, com bastante uso de varietais.

Principais uvas: Tintas - Baga, marmarate, trincadeira, castelão francês (periquita), tinta miúda, cabernet sauvignon e syrah; Brancas - Arinto, Fernão Pires, tália, chardonnay.

O Conde de Vimioso é vinho premiado e merece ser conhecido. Produzido com as variedades touriga nacional, aragonês, trincadeira e cabernet sauvignon, foi indicado pelas revistas Decanter e Revista dos Vinhos.

Setúbal

A denominação de Origem de Setúbal é uma das mais antigas e mais importante no setor vitivinícola de Terras do Sado. Famosa pelo vinho doce Moscatel de Setúbal é deonominada pela gigante José Maria da Fonseca, produtora do conhecido Periquita.

Principais uvas: Tintas - Moscatel roxo, castelão francês (periquita), trincadeira, aragonês, cabernet sauvignon, syrah e merlot; Brancas - Moscatel romano e alexandria.

Curiosidade

O Periquita (85% de castelão, 7,5% de aragonês e 7,5% trincadeira) é o vinho português mais vendido no Brasil e existe desde a década de 1950.

Estremadura

Região situada próximo à Lisboa, abriga dez diferentes denominações como Alenquer, Arruda, Torres Vedras, Bucelas e Óbidos. A partir do ano 2000 começaram a ser elaborados vinhos com cortes de castas portuguesas misturadas a outras de origem francesa.

Principais uvas: Tintas - Castelão, tinta miúda, shiraz, cabernet sauvignon e merlot; Brancas - Antão vaz, arinto, bical, chardonnay e fernão pires.

Fonte: Veja.com

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Mapa do Vinho - Parte III

Dando continuidade as nossas postagens sobre o mapa mundial do vinho iremos falar hoje sobre Itália, país velho mundo e que é o terceiro maior produtor de vinho.

Itália

O terceiro produtor de vinhos do mundo. Chamada pelos gregos de Enotria (Terra do Vinho), a Itália se destaca por sua identidade e variedade. Todas as regiões do País são próprias para o cultivo, com mais de 1 milhão de vinicultores e vinhedos. Uvas nativas, como Sangiovese, Barbera e Nebbiolo, entre centenas de outras, resultam em vinhos de grande tipicidade e boa acidez, que se valorizam quando acompanhados de gastronomia local. São famosos os seus Chianti, Brunello de Montalcino, Barolos, Proseccos. Na Década de 80, rótulos produzidos com o uso da Cabernet Sauvignon, os chamados supertoscanos, tiveram reconhecimento da crítica mundial e foram sucesso de vendas.
A imagem de seus vinhos, prejudicada por anos de produção em massa e baixa qualidade, inverteu-se e, hoje em dia, vive-se um retorno aos tintos, brancos e espumantes de qualidade, produzidos com cepas nativas.


Principais Regiões

Noroeste (Piemonte, Lombardia), Nordeste (Vêneto), Centro (Toscana, Umbria e arredores) e Sul e Ilhas (Puglia, Silicia e Sardenha).

Piemonte, Lombardia e Emilia-Romagna

Localizada aos pés dos Alpes, no noroeste da Itália, o Piemonte é responsável por um dos mais desejados vinhos da bota, os Barolos. As uvas (predominância das tintas) são cultivadas nas encostas, o que rendem boa drenagem e exposição ao sol. As regiões vinícolas mais conhecidas são Barolo, Barbaresco, que são compostas das DOCs de Alba e Asti e Langue, este o centro nervoso de Piemonte. A Lombardia é responsável por bons espumantes da região de Franciacorta. Já a Emilia é mais conhecida entre nós pelos Lambruscos, um tinto fácil e frisante.

Principais uvas: Tintas -  Nebbiolo (produz o Barolo), barbera e dolcetto. Brancas - Arneis, moscato (Espumante Asti), cortese.

Os espumantes da Franciacorta seguem regulamentação rigorosa e são elaborados pelo método tradicional, e muitas vezes são confundidos com champagnes franceses.

O Barolo é intenso, complexo e persistente, por isso deve ser evitado quando novo, quando é impenetrável.

Apesar de a uva Nebbiolo ser a variedade mais usada nos principais vinhos de Piemonte, a Barbera ocupa metade da plantação da região.

Veneto, Friuli e Trentino

Os famosos Soave, Valpolicella e Bardolino são produtos típicos da região, próximo de Vêneto, assim como os Prosecco. Do Friuli, chegam ótimos brancos e espumantes.

Principais uvas: Tintas - Corvina, rondinella, molinara, cabernet sauvignon, cabernet franc e merlot. Brancas - Chardonnay, garganeca, pino bianco, pino grigio, prosecco e trebbiano.

Prosecco é o nome de uma uva branca responsável por um espumante que leva seu nome no rótulo. Muita gente acredita ser uma região da Itália.

Toscana

A Toscana é famosa no mundo inteiro pelos vinhos Chianti (produzidos entre Florença e Sienna) e pelos tintos Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano (mais distantes de Florença), além da renovação que representaram nos anos 80 os "supertoscanos", elaborados com uvas cabernet sauvignon, cabernet franc e em alguns casos com a sangiovese (os mais famosos podem ser identificados pelos rótulos terminados em aia: Sassicaia, Ornellaia, etc.). Ainda da região o famoso vinho de sobremesa, o Vin Santo.

Principais uvas: Tintas - Sangiovese, brunello (uva clone da sangiovese), prugnollo (também clone da sangiovese), canaiolo nero, merlot e montepulciano. Brancas - Trebiano toscano, canaiolo, vernaccia, vermentino.

Uma boa referência para escolher rótulos Chianti DOC e GOGC (denominação de origem controlada e garantida) é o símbolo do galo preto que indica a procedência impresso na cápsula que envolve o gargalo da garrafa.

Os chamados "supertoscanos", apesar do preço e sucesso mundial, oficialmente são classificados de vino de tavola, pois não usam só variedades nativas, como a sangiovese.

Um Brunello não pode ser comercializado antes de 5 anos, 2 dos quais  envelhecidos em barricas de carvalho. Já o Rosso de Montalcino DOC pode ser vendido após 1 ano de guarda em barricas.

Le Marche, Umbria, Lazio e Abruzzo

Situada na área central da Itália, entre o Mar Adriático e a cadeia de Apeninos, esta região responde por grande parte da produção de vinhos italianos. Há desde brancos secos de Orvieto (Úmbria), os frescos Frescati da Lazio até os tintos de maior volume, como os da região de Abruzzo, quinta maior produtora da Bota.

Principais uvas: Tintas - Sangiovese, montepulciano, canaiolo, sagrantino, cabernet sauvignon, merlot. Brancas - Trebbiano, trebbiano d'abruzzo, falanghina, malvasia, grechetto, sauvignon blanc e verdicchio.

Diz-se que os irmãos franciscanos de Assis iniciaram o cultivo da uva Sagrantino, que na grafia alternativa sacrantino significa vinho de missa.

Sul e Silícia

A maior parte da produção do Sul é consumida na própria região. Nos últimos anos há uma abertura ao mercado internacional e bons rótulos da Puglia e da Campanha começam a aparecer. Já a Sicília, reconhecida pelo seu vinho fortificado Marsala, também produz o campeão de vendas: Corvo.

Principais uvas: Tintas - Nero d'avola, primitivo, aglianico, negroamaro e sangiovese. Brancas - Catarrato, grillo, damaschino e inzolia (composição do Marsala), bombino bianco, verdeca, chardonnay e fiano.

Pouco conhecidos, os tintos da cepa aglianico, da Puglia e da Campanha são carnudos e intensos; merecem ser conhecidos.

Fonte: Veja.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Mapa do Vinho - Parte II

Uruguai

Chegou a hora de falarmos um pouco sobre mais um país da América do Sul: o Uruguai, que é o vigésimo sétimo no ranking mundial da produção de vinho.

Grande parte do vinho produzido pelo Uruguai é para consumo interno. A partir da década de 90, incrementou sua produção para o mercado externo, principalmente para o Brasil. A partir de 1996 teve início o processo de modernização dos vinhedos uruguaios, com a substituição das uvas de baixa qualidade (Isabel) por Vitis Viníferas europeias, onde se destacou a uva símbolo do país, a Tannat.

Os principais vinhedos concentram-se no sul do país, próximo a Montevidéu: Canelones, San José e Colônia (70% da produção), Rivera, ao norte e Colônia a oeste.

Principais uvas: Tintas - Tannat (31% da produção), Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Brancas - Pinot Branc, Sauvignon Blanc e Chardonnay.

O melhor vinho do Uruguai é feito com o varietal Tannat, ou com cortes que contenha esta uva. São fermentados, potentes, de cor escura, ótimos para acompanhar um churrasco. Como o nome indica, a uva Tannat possui muito tanino, e em excesso ou mal vinificados deixa um gosto adstringente na boca.

Curiosidade: a Tannat foi plantada primeiro na Argentina, onde quase desapareceu, e no Uruguai ganhou o nome de Harriague, sobrenome do imigrante francês que plantou as primeiras mudas. Só nos anos 80, constatou-se que se tratava da Tannat.

Estados Unidos

Mais um país do dito Novo Mundo, mas que já é o quarto maior produtor de vinho do mundo, ficando atrás apenas de Itália, França e Espanha na produção de vinhos - e 90% dos vinhedos estão concentrados na região da Califórnia. O país tem um forte mercado interno, quase toda a produção é consumida nos EUA, por isso é pequena a oferta de rótulos americanos nas lojas e importadoras brasileiras.

Os vinhos são produzidos em mais de 100 zonas, conhecidas como American Viticultural Area (AVA). As mais importantes ficam na Califórnia, onde se encontram as regiões do Vale do Napa (aqui reina a Cabernet Sauvignon), Sonoma (bons Pinot Noir e Chardonnay), Mendocino e Lake Caoutry. Os estados de Washington e Oregon também se destacam no cenário da viticultura americana. O clima de Oregon segue o modelo da Borgonha, na França, com pequenas propriedades e uso de Pinot Noir para os tintos.

Principais uvas: Tintas - Cabernet Sauvignon, Zinfandel, Merlot, Pinot Noir e Syrah. Brancas - Chardonnay, Viognier, Roussane, Riesling e Sauvignon Blanc.

Os enólogos que se instalaram na Califórnia sempre tiveram a região de Bordeaux, na França, como modelo, seus cabernet sauvignon e chardonnay de primeira linha, a despeito do preço altíssimo, são verdadeiras joias do mundo do vinho.

Apesar de ser considerada a uva símbolo dos EUA, muitos vinhos produzidos com a Zinfandel são muito potentes e alcoólicos.

Testes recentes de DNA apontam muitas semelhanças entre a italiana Primitivo e a Zinfandel. Em solo americano, no entanto, ganhou características próprias, e os Estados Unidos conquistaram assim uma uva para chamar de sua.

Curiosidade: Em 1976 o mundo do vinho recebeu, surpreso, a notícia de que em uma degustação às cegas, realizadas em Paris pelo britânico Steven Spourrier, rótulos americanos da Califórnia venceram tradicionais franceses de Bordeaux e da Borgonha. As estrelas da terra do Tio San foram o Stag´s Leap Winnes Cellar (Cabernet Sauvignon) e Château Montelena (Chardonnay). Começa aí a ascensão - até dos preços - dos vinhos americanos.

França

Esta é a primeira do ranking mundial e também a mais lembrada quando se fala de vinhos. A França produz os melhores e mais emblemáticos vinhos do planeta com uma legião de admiradores e imitadores; é ainda o país que mais bebe vinho no planeta por consumidor adulto. Berçário das principais uvas usadas em vinhedos ao redor do mundo tem um sistema de classificação que é uma referência para outros países. Deve-se a França o conceito de terroir, do envelhecimento do vinho em pequenos tonéis de carvalho, além da tradição passada de geração a geração. Mais do que em qualquer outro lugar, o vinho francês está intimamente ligado à região e a terra onde é produzido.



As principais regiões produtoras são: Borgonha, Bordeuax, Rhône, Loire, Alsácia, Champagne, Languedoc-Roussilon.

Borhonha

Possui alguns dos mais raros e caros rótulos do mundo. A figura do produtor é tão importante na definição de qualidade quanto os diferentes tipos de solo e de microclima (terroir). Principais sub-regiões: Chablis (brancos), Côte d`Or (melhores vinhos da Borgonha: tintos na Côte de Nuits e brancos na Côte de Beaune), Côte Chalonise (tintos e brancos), Mâconnais (brancos) e Beaujolais (vinho tinto leve e fácil de beber, para ser consumido jovem).

Principais uvas: Tintas - Pinot Noir e Gammay (só em Beaujolais). Brancas - Chardonnay.

Os melhores tintos da Borgonha (Pinot Noir) são vinhos de conhecedores, de incomparável elegância e complexidade; os brancos são considerados os melhores do mundo.

Os vinhos mais comuns da Borgonha podem ostentar no rótulo nomes famosos de sua comuna confundindo o consumidor que leva gato por lebre.

Curiosidades: Um vinhedo da Borgonha pode ter dezenas de proprietários com métodos de cultivo e vinificação diferentes. Os melhores rótulos são aqueles classificados como Grand Cru (apenas 2% da produção da região), seguido de Premiers Crus.

Bordeaux

É a mais conhecida região vinícola da França e produz tintos encorpados e classudos, seu corte bordalês (uma variação de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot) é imitado em todo o mundo. Os brancos são sempre da aromática Sauvignon Blanc. Também de Bordeuax vem um dos mais incensados doces do mundo, o Château de Yquem.

Os rios Garonne e Dordogne dividem a região de Bordeaux em dois grandes blocos: margem esquerda e direita. Na margem esquerda ficam as sub-regiões Médoc (Haut, tintos encorpados; e Baixo, com 60 clássicos Grand Crus); Graves (Bas, tintos e brancos; Graves Superior, brancos e Pessac-Léognan, tintos e brancos); Sauternes (brancos doces); na margem direita, Entre-Deux-Mers (tintos encorpados e brancos); Saint-Émillion (63 Grand Crus) e Pomerol (tintos potentes e famosos).

Principais uvas: Tintas – Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, PetitVerdo e Malbec. Brancas – Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle.

Experimente vinhos de “Petit Châteaux” das AOCS de Bordeuax, eles apresentam uma boa relação de preço / qualidade.

Infelizmente não existe milagre: os Bordeaux genéricos, muito baratos são vinhos muito fracos e não representam a qualidade da bebida produzida na região.

Rhône

Região vinícola mais antiga da França. No vale do Rhône, a uva Syrah é quem domina o cenário, produzindo vinhos com notas de flores, frutas e principalmente especiarias. O vale do Rhône se divide em duas principais áreas: ao norte, com as apelações Côte-Rotie e Hermitage; ao sul com a famosa Châteauneauf-du-Pape.

Principais uvas: Tintas – Syrah, Grenache, Mourvèdre, Carignan e Cinsault. Brancas – Viognier, Marsanne, Roussanne e Muscat (doce).

Curiosidade: Châteauneauf-du-Pape se refere ao castelo construído pelo papaClemente V ao norte de Avignon, no período em que o papado foi transferido de Roma para esta cidade.

Loire
O Vale do Loire produz vinhos de vários estilos, mas os brancos predominam e são responsáveis pelos rótulos mais emblemáticos. Experiências biodinâmicas são muito bem sucedidas na região, com o produtor Nicolas Joly.

Principais uvas: Tintas – Pinot Noir, Gammay, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon Syrah, Grenache, Mourvèdre, Carignan e Cinsault. Brancas – Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Chardonnay e Muscadet.

Champagne

É a região vinícola da França mais setentrional, o que dificulta o cultivo de vinhedos para tintos tranquilos. A composição do solo e subsolo (calcário) produzem uvas maduras com boa acidez que resultam em uma bebida excepcional. Aqui é o berço dos melhores e mais desejados espumantes do mundo.

Principais uvas: Tintas – Pinot Noir e Pinot. Brancas – Chardonnay.

Curiosidades: Ao contrário do ocorre com os tintos e brancos, nos champanhes é comum a mistura de uvas de mais de uma safra na composição do vinho.

Fonte: Veja.com

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Mapa do Vinho - Parte I

O vinho é produzido em todo o mundo. Mas, os melhores vinhedos estão entre os paralelos 30 e 50. Os principais produtores são: Argentina, Brasil, Chile, Uruguai, Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Grécia, Líbano, Hungria, Áustria, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.


Argentina

É o quinto maior produtor mundial e o maior consumidor e produtor da América Latina; a Argentinateve uma grande evolução na qualidade de seus rótulos com as novas vinículas de Mendoza. Ela é a responsável por 80% do volume produzido, seguida de San Juan. Os vinhedos plantados em grandes altitudes (entre 900 e 1500 metros), aos pés da Cordilheira dos Andes, produzem uvas com maior maturação e qualidade. As plantações são irrigadas com água do degelo. Regiões de Rio Negro, como Patagônia e Salta, no entanto, testam novas fronteiras do vinho argentino com ótimos resultados.

Principais uvas: Tintas - Malbec, Cabernet Sauvignon, Bonarda, Merlot e Syrah. Brancas - Torrontés, Chardonnay e Viognier.

Na dúvida, prefira rótulos produzidos com Malbec, a variedade se adaptou melhor a Argentina do que em Cahors, no sul da França.

Tome cuidado com a qualidade dos vinhos exportados que não indiquem a procedência no rótulo, a qualidade é duvidosa.

Brasil

Décimo quinto no ranking mundial, onde 90% da produção ainda são de vinho mais simples, de garrafão, elaborado com uvas híbridas (não viníferas). Mas o vinho nacional passa, como no resto do mundo, por um processo de modernização de seus equipamentos e maior cuidado nos vinhedos. O destaque fica por conta dos Espumantes. A área mais apropriada ao cultivo de vinhedos no Brasil fica no sul do país. Rio Grande do Sul é a mais tradicional, apesar de o clima úmido e o ciclo das chuvas às vezes atrapalhar. As regiões vizinhas oa Uruguai, como a Campanha e Candiota têm se relevado mais adequadas ao cultivo de uvas, o que permite a colheita das uvas antes do período de chuvas. A surpresa fica por conta dos vinhedos em Pernambuco, no paralelo 8, contrariando todas as regras do mundo da vinicultura: ali a colheita acontece durnte todo o anos.

Principais regiões: Rio Grande do Sul (Bento Gonçalves e Campanha), Santa Catarina e Pernambuco.

Principais uvas: Tintas - Cabernet Sauvignon, Merlot e Pinot Noir. Brancas - Chardonnay, Gewürztraminer, Riesling Italic, Sauvignon Blanc e Sémillon.

Os espumantes são os melhores e mais premiados vinhos do Brasil. Nos tintos, a uva Merlot vem apresentando bons resultados.

Curiosidade: Nos vinhedos do Vale do São Francisco, no Nordeste, há 25 safras por ano, a cada 15 dias alguma casta é colhida. Por não ter inverno, não há hibernação das parreiras, portanto elas vão dando frutos em sequência.

Chile

É o décimo na lista. Grande exportador, começou a se destacar no mercado com vinhos de alta qualidade a partir da década de 80 com a associação de suas uvas vinículas e grandes produtores mundiais da França e dos EUA. Protegido pelos Andes, desertos e o Pacífico, o Chile é o único país produtor de vinhos que nunca foi afetado Phyloxera, uma praga que ataca as raízes das videiras e causou a devastação mundial das vinhas no final do século 19.

Principais regiões: Atacama (Capiapó e Huasco), Coquimbo (Elqui, Limarí e Choapa), Aconcágua (Aconcágua e Casablanca), Vale Central (Rapel, Maipo, Curicó e Maule) e Sul (Itata e Bio-Bio).

Principais uvas: Tintas - Cabernet Sauvignon, Merlot, Shiraz, Carmenère, Pinot Noir, Cabernet Franc e Malbec. Brancas - Chardonnay, Sauvignon Blanc, Moscatel, Alexandria, Riesling e Viognier.

Os melhores tintos, os "superchilenos", são produzidos com as variedades Cabernet Sauvignon e Merlot. Nos últimos anos, a Shiraz vem surpreendendo com vinhos de ótima qualidade e a Carmenère começa a produzir rótulos importantes.

A região de Casablanca produz os vinhos Brancos mais frescos e aromáticos do Chile. O clima moderado e a influência marítima são responsáveis por bons Sauvignon Blanc e Chardonnay.

As classificações reserva e reservado nos rótulos não são indicativos de qualidade, é preciso confiar na qualidade do produtor.

Curiosidade: Até 1996 a Carmenère era confundida com a Merlot. Um exame de DNA nas parreiras constatou o erro. A Merlot amadurece cerca de três semanas antes que a Carmenère.

Fonte: Veja.com