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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence 2012 #cbe

A Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE chega a sua octogésima sexta edição e o blog ao vigésimo quarto vinho degustado especialmente para a única confraria virtual do país.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Alexandre Frias do Diário de Baco, que mandou ver dizendo: "aproveitando esse inicio da primavera, minha sugestão é um Rosé do Velho Mundo, sem limite de preço".
 
Os vinhos rosés, apesar de agradarem, sobretudo nesses dias tórridos que vieram de mala aqui para a Veneza pernambucana, não são muito fáceis de se encontrar, então fui garimpar e a minha escolha veio da região da Provence, famosa pelos seus rosés e por ser o berço destes vinhos.
 
O Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence 2012 é um DOC produzido pela vinícola Damaine de Paris, propriedade da família Brun desde 1900, e está situado nos municípios de Gonfaron e Pignans, nas encostas interiores do maciço dos Mauros.

O vinho é produzido com quatro castas tintas: grenache, syrah, cinsault e carignan, provenientes de videiras com 30 anos de idade.

O vinho vem uma garrafa de formato diferente e rótulo pequeno e delicado, dando ao conjunto uma boa elegância. O líquido mostrou uma cor salmão bem clara, com lágrimas grossas e lentas. Bouquet intenso, com notas de frutas vermelhas, toque floral e delicada nota especiada. Em boca mostrou boa acidez e frescor, com repetição das notas olfativas. Final de boca de boa intensidade, refrescante e com toques minerais aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de gostar e beber: rapidinho a garrafa ficou vazia.

O Rótulo

Vinho: Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence
Tipo: Rosé
Castas: Grenache (40%), Syrah (30%), Cinsault (20%) e Carignan (10%)
Safra: 2012
País: França
Região: Provence
Produtor: Les Vins Breban
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço médio: R$ 46,00
Temperatura de serviço: 10º

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Aqui nasceu o Rosé - Domaine de Pontfract 2011 #CBE

No início do ano, alguns dias após completar meu primeiro ano de vida como membro da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, recebi um honroso presente: o de mandar o tema de janeiro, referente a edição de número 77 da única confraria virtual do Brasil.
 
Alguns diferentes temas passaram pela minha mente e então, como por um lampejo, lembrei-me de que havia visto um vinho rosé de cor delicada, elegante e atraente, fui pesquisar e vi que tais vinhos eram provenientes da região francesa da Provence, a qual é considerada o berço do vinho rosé.
 
Aliando o calor quase insuportável que tem feito aqui em Recife a história por trás destes vinhos, sugeri o tema: "As temperaturas deste verão estão escaldantes então vamos nos refrescar a beira da piscina, de um lago, na praia, no conforto do lar... degustando um autêntico vinho Rosé da Provence".
 
Antes de falar do vinho que escolhi permitam-me trazer algumas linhas sobre a história dos vinhos da Provence.
 
Aqui nasceu o Rosé
 
Há 26 séculos, os gregos de Phocea, que fundaram Marselha, trouxeram a Provence a cultura da videira e do vinho. Naquela época o vinho era de cor clara e essa tradição se aprimorou até os dias de hoje. Desta forma, a Provence é considerada o mais antigo vinhedo francês e o rosé o mais antigo vinho do mundo.
 
Terra generosa e de contrastes, luminosa e acolhedora, a Provence abriga um mundo vinícola que possui a marca do seu terroir e que faz um vinho à sua imagem.

Aque são produzidos rosés luminosos e vivos, às vezes maliciosos e turbulentos, brancos elegantes e saborosos, tintos calorosos e potentes.

As castas usulamente utilizadas nos vinhos da região são: tintos e rosés: Syrah, Grenache, Mourvèdre, Cinsault, Tibouren, Carignan. Brancos : Rolle, Sémillon, Clairette, Ugni Blanc.
 
As regiões são subdivididas em: Cotês de Provence, Coteaux d´Aix-en-Provence e Coteaux Varois en Provence; o meu rótulo é da primeira região, sobre a qual trancrevo mais algumas linhas.
 
AOC Côtes de Provence
 
A área de produção da denominação AOC Côtes de Provence se estende de Aix-en-Provence até Nice, sobre 3 departamentos: o Var, o Bouches du Rhône e um enclave nos Alpes Marítimos, sendo 84 municípios em 20.500 hectares.
 
 
Geologia

O terroir da denominação Côtes de Provence tem uma geologia complexa, já que apresenta desde solos calcários (Norte e Leste), cristalinos (Sul e Oeste) e vulcânicos ao extremo leste sobre o terroir de Fréjus. O clima é globalmente mediterrâneo, mas as diferenças em função do relevo e da influência do mar são importantes.

Um mosaico de “terroirs”

Devido a grande variedade do terroir, não existe apenas um, mas sim muitos tipos de Côtes de Provence, tendo cada um sua personalidade geológica e climática. O reconhecimento dos diferentes “terroirs” é, portanto uma etapa decisiva em direção a um refinamento da qualidade.
 
Cinco grandes zonas naturais constituem a denominação e dentro delas são delimitadas três denominações de terroir: Saint-Victoire, Fréjus e La Londe.
 
O vinho que escolhi é o Domaine de Pontfract, produzido pelo Les Vins Bréban em uma propriedade que está com a família há 3 séculos, localizado há poucos km de Brignoles. O vinhedo de 20 ha está localizado num terroir calcário muito ensolorado.

Vinho de sangria e de vinificação moderna com o controle permanente da temperatura. As vindimas são mecânicas e a produção média anual é de 100.000 garrafas.
 
O vinho podia ser tranquilamente degustado como um aperitivo, mas eu preferi harmonizar com uma Paella, um prato simples de fazer e que caiu bem com o refrescante e gastronômico Domaine de Pontfract 2011. Degustei o vinho no conforto do meu lar em uma almoço em família no último domingo, mas cairia perfeitamente em um dos outros locais que sugeri no tema.
 
Sem mais delongas, passemos a análise degustativa do vinho!
 
Visualmente muito delicado, com uma bela garrafa com inscrições em alto relevo. Vinho de cor salmão bem clara. No nariz mostrou um bouquet intenso, com notas de frutas vermelhas (morango e cereja) e também frutos brancos maduros (pêra e pêssego), seguido de toques de damasco e especiarias. Em boca repetiu a fruta vermelha e mostrou também notas especiadas muito interessantes, com elegantes e delicadas notas de fermento. Final de boca de boa intensidade, refrescante e agradável.
 
O Rótulo

Vinho: Domaine de Pontfract
Tipo: Rosé
Castas: Grenache 60%, Cinsault 30% e Carignan 10%
Safra: 2011
País: França
Região: AOC Côtes de Provence
Produtor: Les Vins Bréban S.A.
Graduação: 13%
Onde comprar: Lacomex
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 8º
Premiações: Médaille d’Or Concurso Geral de Paris em 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Masson Dubois Cotes du Rhône 2010

Esse foi o segundo rótulo degustado na noite de quarta passada na casa do confrade Eli, uma noite que pode ficar conhecida por: Rali do Peixe, visto que, em mais uma mirabolante história do Eli, compactuado com o seu amigo Ernesto Sabóia, nos contou uma história ou seria estória sobre uma trilha realizada entre Fortaleza e Camocin (se não me falhe a memória), sendo a distância entre elas de cerca de 380Km...

Em concomitância com o início da trilha vem uma chuva torrencial, a qual fez transbordar uma barragem, levando a cheia de dois rios deixando-os encurralados. Reza a lenda que a chuva os fez percorrer os primeiros 80Km em 5 horas. Depois de muita confusão o grupo dividiu-se, uns tentaram a travessia épica de um rio com a água chegando a altura mediana do vidro (pick-up ou seria submarino) e outro, com Eli, Ernesto Sabóia e um outro amigo seguiram por caminhos mais tradicionais/seguros, mas não livraram-se de travessias, pois ao chegarem em determinado ponto tiveram que realizar a travessia de um rio... ao findar a travessia estava alí a frente, logo no capô do carro um peixe saltitante, não se sabe é se irritado pelo incômodo lhe causado ou se alegre pois não precisaria mais nadar para chegar a Camocin, pois iria de carona e com direito a piloto e navegador... risos. Uns fazem peixa na teilha e outros no capô... Risos. Eles findam a história: pena que não tem foto... risos.

É na casa de Eli?! Então tem que ter uma história... Seria ele o autor do filme Forrest Gump: o contador de história? Risos. Run Eli, run, just run!

Bom, a história está boa, mas vamos ao vinho... Depois do Pata Negra passamos ao Masson Dubois Cotes du Rhône 2010, que é, juntamente com as histórias, outra marca da casa do Eli.

O Masson Dubois Cotes du Rhône é um assemblage das variedades Grenache, Syrah, Cinsault e Mouvedre. Visulamente mostrou cor rubi intensa, com lágrimas finas e abundantes, com aromas de frutas vermelhas e um pouco de ácool incomodando. Em boca repetiu a fruta, mostrou taninos suaves e muita acidez e álcool esquentando a boca. O álcool e a acidez incomodaram um pouco neste vinho ainda mais por tratar-se de um vinho que comumente é mais suave e fácil de beber.


O Rótulo
Vinho: Masson Dubois Cotes du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault, Mouvedre
Safra: 2010
País: França
Região: Cotes du Rhône
Produtor: Masson Dubois
Graduação: 14%
Onde comprar: Internet, Pescadeiro
Preço médio: R$ 25,00 (Internet) - R$ 50,00 (Pescadeiro)
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Masson Dubois Vin de Pays des Bouches du Rhône Tinto 2010

Degustei ontem o Masson Dubois Vin de Pays des Bouches du Rhône Tinto 2010. Um vinho de uma das mais tradicionais vinículas francesas. Um rótulo simples e agradável, bom para o dia a dia.
 
A vinícola Masson Dubois foi fundada no "Château de Chassagne-Montrachet", em 1803. Mais tarde foi comprada por um negociante de vinhos em Savigny-les-Beaune. Durante o mês de abril de 1932, houve uma fusão com uma importante vinícola da Borgonha em Savigny-les-Beaune. A partir deste momento, a Masson Dubois cresceu em qualidade e fidelidade para produzir vinhos como o Chablis, que é o mais copiado no mundo. Elaborado em diversos pontos do planeta, só o produzido na França tem a elegância, potência, fruta e maciez.
 
O vinho mostrou cor rubi, lágrimas finas e lentas. Aroma frutado, sem muita complexidade. Em boca mostra a fruta e taninos suaves bem integrados ao álcool. Foi bem com pão, geleía de uva e queixo minas.

O Rótulo
 
Vinho: Masson Dubois Vin de Pays des Bouches du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Bouches du Rhône
Produtor: Masson Dubois
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Sam's Club
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 10 de dezembro de 2011

Jantar de harmonização - Terceira Edição

Chegou a vez da casa de Eli e Simone. E, como bom pescador Eli nos sugeriu um peixe ao forno: o Beijupirá, mas o pescador não pescou e nem seu fornecedor... risos. Vai ficar devendo macho vei, pois esse peixe não pode ficar nas nossas memórias apenas na foto, risos.


Não tendo o pescador me avisado que o mar não estava para peixe, levei para harmonizar um Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux Blanc 2009. Mas, como tudo na casa deles tem que ter uma história ou algum fato inesperado, só ao chegarmos lá fomos informados que o peixe que viria não seria o Beijupirá e sim outros seres marítimos, como o bacalhau (com batatas ao molho branco) e outros mais presentes na comida japonesa.

Iniciamos pelos Sushi's e primos (não sei o nome desse bichos crusssssss), bolinhos de bacalhau e camarões empanados. Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux Blanc 2009 consegiu cumprir seu papel na harmonização e ainda por cima agradou as mulheres e o pisca Eli, que assim como o Juberlan não é adepto dos brancos, dos vinhos hein, com essa onda de preconceito não dá para deixar frases dúbias... risos.


O Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux  Blanc 2009 mostrou cor amarelo cintilante, com tons esverdeados. Um bouquet refrescante de frutas cítricas. Em boca manteve o frescor dos aromas e apresentou-se com acidez e ácool bastante equilibrados.

O Rótulo

Vinho: Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blan
Safra: 2009
Garrafa: Cette Bouteille parte le 11529
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Grand Theatre
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 12º
Outros pares pare este vinho: Ostras e saladas


Degustamos ainda o Vin de Pays des Bouches du Rhône Tinto 2010, outro francês. Intenso e frutado, este moderno vinho francês tem aromas deliciosos e intensos, além de paladar concentrado e textura macia.

O Rótulo

Vinho: Vin de Pays des Bouches du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Bouches du Rhône
Produtor:
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Sam's Club
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 15º



Batemos um papo descontraído, degustamos bons vinhos e harmonizamos com uma boa comida. Que esses momentos se repitam muitas e muitas vezes.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jantar de harmonização - Primeira Edição

Em uma noite muito agradável e com um motivo especial: a nomeação de Rejane em concurso público, nos reunimos ontem (31 de agosto de 2011) na casa dos amigos Juberlan e Rejane, os grandes anfitriões de uma noite histórica: a noite palco do primeiro Jantar de Harmonização, o qual foi regado a rótulos do velho e novo mundo.

Mais uma vez surgiu a idéia da criação de uma confraria, que a cada encontro torna-se uma idéia mais concreta. Aproveito a oportunidade e proponho aos amigos a oficialização da criação de uma Confraria em nosso novo encontro: pensem em uma alcunha.

A idéia inicial era degustar o Gato Negro: rótulo chileno em um Jantar de Harmonização com uma carne com algum tipo de molho. Conversa vai e conversa vem optamos por harmonizar o rótulo previamente citado com Medalhão de Filé Mignon ao Molho de Gorgonzola.

Eu fui o primeiro a chegar até porque estava sobre os meus ombros a responsabilidade de preparar o Filé Mignon e que responsabilidade, pois apesar de gostar de por a mão na massa minha pequena experiência é com frutos do mar, não havendo ainda preparado nenhum prato a base de carne.

Iniciei o preparo do prato da noite e a medida que os convidados foram chegando o noite foi mudando de rumo e o desenho final foi distinto do imaginado inicialmente, mas não inferior e sim superior.

Após a chegada de Macílio e Ana iniciamos os trabalhos da noite. Com o Gato Negro ainda na adega fomos do novo para o velho mundo e o primeiro a sair da adega foi o Cabeço de Pedra, um vinho Português potente da região do Ribatejo.

O Cabeço de Pedra mostrou uma cor rubi intensa, com um bouquet de frutas vermelhas e um toque de madeira, resultado dos seus 8 meses de estágio em barricas de carvalho francês; em boca mostrou-se equilibrado, com um corpo médio e um final médio-longo.

 
O Rótulo

Vinho: Cabeço de Pedra
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Castelão (60%) e Tinta Roriz (40%)
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Ribatejo
Produtor: Encosta do Sobral
Enólogos: João Melícias, Duarte, Alexandra Mendes e Pedro Sereno
Graduação: 13%
Onde comprar: Ingá Vinhos
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16 graus


Nota: Uma parte da garrafa foi reservada e utilizada no preparo dos medalhões de Filé Mignon, os quais podem ser vistos em pleno preparo ao fundo.

Já após o fim do Cabeço de Pedra chega o último convidado da noite: Eli, que para variar chegou com um pequeno atraso de cerca de 2 horas... Iniciamos então o segundo rótulo da noite: Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010, que já foi tema de uma outra postagem do blog, postagem esta que descreveu momentos memoráveis.

Depois de algumas pedras no caminho enfim os medalhões ficaram prontos era a hora de realizar a montagem do prato e de torcer para que este fosse agradável ao paladar de todos. Creio eu que tenha agradado e o melhor tirou-me um pouco do receio em preparar pratos a base de carne.


Pratos montatos e servidos. Cadê o Gato Negro? Mudanças de planos! Macílio trouxe um Paralelo 8 Premium e nos propôs harmonizarmos o prato com este rótulo nacional. Xiii! Lá vamos nós: eu e minha falta de "enopatriotismo". Mas, que grata surpresa me foi este rótulo, o qual é produzido a partir de uvas vitiviníferas de parreirais do Vale do São Francisco, pleno sertão nordestino.

De uma região incomum para a vinicultura, o Vale do São Francisco, o Paralelo 8 Premium conseguiu atingir um bom grau de qualidade graças a forte investimento na vinícola Vini Brasil em associação com a Dão Sul. Feito com Cabernet Sauvignon, Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonez.

Mais uam vez meu preconceito foi quebrado, o Paralelo 8 Premium 2007 mostrou-se um vinho imponente e de grande força e personalidade.

Um vinho de cor rubi escura com reflexos violáceos e lágrimas abundantes. Bom ataque no nariz, onde logo vem a madeira (baunilha) e em seguida frutas maduras como ameixa e goiaba vermelha. Em boca é onde está maior surpresa, pois revela uma complexidade e estrutura interessantes, destacando-se a fruta madura, com um bom equilibrio, taninos presentes, acidez equilibrada e final de boca médio.

A harmonização deixou um pouco a desejar, pois o vinho sobressaiu um pouco o prato, nada que comprometesse de forma muito grave, mas fica a observação... Faltou a pimenta no prato para fechar com o vinho.

Notas:

1.1 O vinho necessitava de decantação.
1.2 É um vinho de valor alto para úm rótulo Nacional, pois é possível comprar excelentes rótulos do velho mundo e do novo mundo por valores similares e inferiores. Creio que a carga tributária aplicada a vinhos nacionais precisa ser reduzida.

O Rótulo

Vinho: Paralelo 8 Premium
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (20%), Syrah (20%), Alicante Bouschet (20%), Touriga Nacional (20%) e Aragonez (20%)
Safra: 2007
País:  Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Enólogos: Carlos Lucas
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 16 graus

Depois deste belo jantar fomos  surpreendidos com um Dow's Vintage 2003, um presente do Eli para Rejane, que vinha sendo "guardado a 7 chaves"; um grande rótulo para finalizar esta noite tão especial.

O Vintages são produzidos apenas nos anos de excepcional qualidade e representam apenas 2-3% da produção total. A espinha dorsal dos Portos Vintage é extraída dos vinheidos mais finos: Quinta do Bomfim e a Quinta da Senhora da Ribeira. É envelhecido em madeira por cerca de 18 meses e engarrafados sem filtragem. É um vinho com imenso poder e grande estrutura.

O Dow's Port Vintage 2003 recebeu 94 pontos do Robert Parker (vinho de primeira qualidade, melhor de seu tipo. Equilíbrio perfeito, tonalidade absolutamente limpa e caráter inigualável). Tem cor rubi intensa escura e brilhante, de lágrimas abundantes, encorpado com aroma de madeira, baunilha, chocolate e especiarias, em boca mostrou-se aveludado, macio, de final longo, equilibrado e intenso.


O Rótulo

Vinho: Dow's Port Vintage
Tipo: Porto
Castas: Predominantemente Touriga Nacional e Touriga Franca
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Symington Family Esteves
Graduação: 19%
Onde comprar: Casa dos Frios (Sob Encomenda)
Preço médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16 graus ou Temperatura Ambiente (Conforme Preferência)

E o saldo da noite foi positivo! Que venha os próximos jantares de harmonização!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010

Em meio aos afazeres do último sábado eu e Juberlan fomos conhecer a Ingá Vinhos no bairro de Casa Forte. Entre os vislumbres de grandes rótulos do velho e do novo mundo, Juberlan comprou uma "tábua" de frios para presentear o amigo Eli.

Em meio a degustação do Santa Carolina Reserva Sauvignon Blanc 2009 recebemos uma ligação do Eli nos convidando a dar uma passada em sua casa para um cálice de vinho do Porto.
Então, já à noite, fomos eu, Fernanda e Juberlan fazer o que era para ser uma visita rápida aos amigos Eli e Simone, mas que tornou-se uma noite uma noite memorável.

Estávamos ali sentados à sala quando o Eli apareceu com uma garrafa de um Cotes du Rhône, mas esta nem de longe seria a principal personagem da noite, pois logo em seguida ele surgiu com um conjunto de taças de cristal devidamente acompanhadas de um belo decanter, foi então que deu-se início ao ápice da noite: Maria Júlia (6 anos), filha dos anfitriões logo nos argüiu, vocês gostam de histórias de amor? Querem que eu conte a história de amor destas taças? Quem não atenderia ao doce e ingênuo pedido de uma criança.

Maria Júlia inicia então a narrativa de uma bela história que iniciou-se no fim da década de 40 do século passado, a qual descreverei a seguir, perdoem-me apenas pela não reprodução fiel a da Júlia.

Um distinto jovem de nome Claucínio Farias (pai de Eli) enamorou-se de uma jovem, cuja graça é Dulce. Claucínio foi então cortejar Dulce, mas não antes sem pedir autorização a quem viria a tornar-se seu futuro sogro e ele, com o rigor que na época existia e que hoje nem de longe mais se fala, disse: ela só poderá namorar quando estiver com 16 anos.

O seu Claucínio pacientemente, mas não sem ansiedade aguardou o tempo necessário. Um certo dia, já no primeiro ano da década de 50 o seu Claucínio pede a mão da jovem Dulce em casamento e como presente de noivado ele lhe entrega um belo jogo de taças e decanter.

Estamos em 2011 e as taças e decanter que estavam a nossa frente no dia 6 de agosto deste mesmo ano, fazem parte de uma longa e sólida história de amor entre Sr. Claucínio Farias e Sra. Dulce Farias e foi com estas taças, que hoje pertencem ao Eli, as quais já estão na família a 61 anos, que pudemos apreciar o Cotes du Rhône, que nesta noite foi apenas o coadjuvante na história.



Falando um pouco sobre o vinho degustado, o Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010 é um vinho de cor vermelho rubí brilhante, com aromas suaves de temperos florais e frutas vermelhas. Lágrimas abundantes e rápidas. Em boca mostrou acidez equilibrada, com sabor suave de frutas vermelhas com final equilibrado e de corpo médio.

O vinho foi simples e incrivelmente harmonizado com queijo gruyère, geléia de framboeza e pão francês.

É um vinho jovem e de excelente custo benefício, bom para o dia a dia.

O Rótulo

Vinho: Côtes du Rhône
Tipo: Tinto Assemblage
Castas:  Grenache, Syrah, Mourvedre e Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Cotes du Rhone Villages
Produtor: Loron et Fil's S.A.
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine Store
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16 graus


Post Scriptum

Cerca de oitenta e cinco por cento dos vinhedos da Cotes-du-Rhône, estão divididas entre 12 principais AOCs mais as denominaçãoes Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Village. Ao Norte as principais são Cote-Rotie, Hermitage, Cornas, St. Joseph, Crozes-Hermitage e Condrieu. Já ao Sul, encontramos Chateauneuf-du-Pape, Gigondas, Vaqueyras, Tavel, Lirac e Cotes do Ventoux. Vejamos um pouco melhor estas denominações.

Cotes-du-Rhône é uma denominação genérica representando praticamente 53% da produção total. Pode ser produzido em qualquer parte da região desde que sejam cumpridas as especificações da AOC que, neste caso, determinam que nos tintos seja usado um mínimo de 40% da cepa Grenache. São cerca de 171 comunas com 40.000 hectares de vinhedos gerando vinhos muito interessantes, que devem ser tomados jovens, entre três a quatro anos de vida.