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sábado, 9 de setembro de 2017

One Bottle of Red 2015

Sou fã da Cabernet Sauvignon! Dos vinhos com esta casta prefiro os mais encorpados e com passagem por barricas de carvalho, mas os vinhos mais jovens e fáceis de beber também me agradam.

Um desses vinhos jovens que vale cada gole é o One Bottle Red, produzido pela vinícola chilena One Bottle. No Brasil é importado pela Winebrands.

O One Bottle Red é produzido com as castas cabernet sauvignon e um toque de merlot provenientes, ao que parece, de mais de uma região do chile e não possui passagem por barricas de carvalho.

Na taça apresentou cor rubi escura, límpida e brilhante, halo vermelho e boa formação de lágrimas.
 
No nariz o vinho mostrou notas ameixa, amora e morango, seguido de notas herbáceas e de especiarias bem sutis.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos, boa acidez e álcool na medida certa. Uma explosão de frutas frescas deram a sensação gustativa de vinho jovem. Final de boca de boa persistência.
 
Um cabernet fácil de agradar e uma boa companhia para pratos descontraídos. Nós harmonizamos com pães sírios caseiros e caponata.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: One Bottle of Red
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 87,5% e Merlot 12,5%
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vinhedos do Chile
Produtor: One Bottle
Graduação: 13%
Onde comprar: WINEBRANDS
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 20.06.2017

Séries By Salton Brut Rosé #cbe

Chegando com um baita atraso com meu vinho para a  Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que este mês teve o tema sugerido pela Fabiana Gonçalves do excelente blog Escrivinhos: "Saquem das suas adegas um vinho que seja uma boa opção para tomar na estação que se aproxima, a primavera".
 
Quando li o tema logo me veio a cabeça um Rosé da Provance, região francesa onde se originam os mais belos rosés do mundo do vinho, mas diante do curto tempo para garimpar e de não ter nenhum exemplar terminei optando um um rosé nacional, mas que terminou por ser uma grata surpresa.
 
O rótulo que escolhi foi o Séries by Salton Brut Rosé, produzido na Serra Gaúcha pela gigante Salton, que dispensa apresentações.
 
O espumante é produzido pelo método Charmat e trata-se de um corte das casta Ugni Blanc, Glera e Merlot. Ainda sobre o vinho ele pertence à linha Fresh, cujos produtos são as expressões mais descompromissadas do universo do produtor. O grande mérito desta linha é sua informalidade, seu foco em ser refrescante e leve, fácil de agradar e para ser apreciada em qualquer ocasião.
 
Na taça apresentou cor cereja e nuances acobreadas, com boa formação de espuma e perlage intensa e de boa duração.
 
No nariz um vinho mostrou notas de cereja, morango e leves notas florais
 
Em boca um vinho de corpo leve, com boa acidez e cremosidade. Repetiu as notas olfativas. Final de boca de média intensidade um belo frescor.
 
Vinho leve, descontraído e excelente para brindar a estação das flores que bate a nossa porta.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com siri gratinado e o espumante deu conta do recado.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Séries By Salton Brut
Tipo: Espumante
Castas: Ugni Blanc, Glera e Merlot
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Vinícola Salton
Graduação: 11,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 01.09.2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 2005 #cbe

Divida é dívida e não pode deixar de ser paga, pensando assim começo a diminuir a dívida com a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publicando o vinho do tema de abril de 2016 sugerido pelo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos, que mandou ver dizendo: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais.
 
Pra pagar a dívida com um tema tão instigante a minha escolha foi o Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 200, produzido pela vinícola de mesmo nome imbicada em Casca, na Serra Gaúcha.
 
Inaugurada em 2005 a Don Abel é uma vinícola Boutique que prima pela qualidade dos vinhos. Os vinhos são produzidos apenas quando a safra é boa e esse foi o caso da safra do vinho escolhido para a CBE.
 
Na taça mostrou cor rubi granada com lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou bouquet intenso e complexo, mostrando ainda notas de fruta vermelha madura, especiarias, alcaçuz, couro e notas balsâmicas.
 
Em boca um vinho encorpado com taninos presentes, mas amaciados pelos 11 anos em garrafa. Acidez ainda viva e álcool aparecendo no início, mas integrado ao conjunto após respirar por 30 minutos. Repetição das deliciosas notas olfativas. Final de boca longo e complexo. Retrogosto marcado por notas de fruta madura, alcaçuz e balsâmicas.
 
Vinho inteiro, gastronômico e ficou ainda melhor com a companhia de Fernanda e de amigos queridos, sem falar na massa com molho de gorgonzola e da fraldinha assada. Memorável!
 
O Rótulo
 
Vinho: Don Abel Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 70% e Merlot 30%
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Don Abel
Graduação: 14%
Onde comprar: Zahil
Preço Médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 30.12.2016

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Stambolovo State 2011 #cbe

As 24 horas do dia parecem não ser suficientes, pois já há alguns meses não venho conseguindo cumprir com o prazo de publicação do vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Só hoje, no nono dia do mês, é que estou chegando com meu vinho.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, e sua sugestão foi que: "Deveríamos provar um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização".
 
Para o desafiador tema escolho o vinho Stambolovo State 2011, um coorte syrah e merlot produzido na Bulgária pela vinícola Stambolovo Winery na região Thrancian Lowlands.
 
A vinícola está situada ao sul do país, lado a lado com a Grécia e a Turquia e tem quase 80 anos de prática e já passou pelas mãos do estado, de proprietários privados e até dos comunistas. Foi ao fim dessa época, inclusive, que nasceu este tinto, em uma leva de vinhos especialmente produzidos para a elite capitalista que começava a retomar a economia búlgara.
 
Na taça mostrou cor rubi brilhante e com alguns reflexos violáceos e tons alaranjados. Lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta madura, especiarias, amêndoas, baunilha, tostado e algumas sutis notas balsâmicas.
 
Em boca o vinho apresentou corpo médio, com taninos presentes, mas macios, acidez marcante e álcool bem integrado ao conjunto. As notas presentes no olfato repetiram-se. Final de boca longo,  com acidez mostrando-se super viva e notas de fruta madura e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho surpreendente na acidez e nas notas evoluídas. Se tivesse outra garrafa ainda a guardaria por mais um ou dois anos.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha super suculenta de berinjela. O vinho e sua acidez gastronômica deram conta de toda acidez do molho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Stambolovo State
Tipo: Tinto
Castas: Syrah e Merlot
Safra: 2011
País: Bulgária
Região: Thrancian Lowlands
Produtor: Stambolovo Winery
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 79,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 08.01.2017

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend 2013

Há algum tempo provei um vinho Californiano potente e redondo: o Ménage à Trois Midnight Datk Red Blend, produzido em Napa, mais precisamente em Yountville. O nome do vinho é uma brincadeira que a vinícola Folie à Deux fez, por produzir vinhos com 3 uvas.

Para este vinho os enólogos queriam criar um produto verdadeiramente desinibido, um corte mais profundo, mais escuro e mais ousado do que nunca.  Então para este Ménage à Trois, eles decidiram que 'mais é mais', e elaboraram uma mistura de não três, mas quatro uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petite Sirah e Petit Verdot. Para completar os sabores do vinho o mesmo foi amadurecido em carvalho francês e americano. O resultado é um vinho que deixa uma impressão indelével. É misterioso e escuro, suave e sensual, exatamente como da meia-noite.
 
Na taça apresentou uma linda cor granada, brilhante e com intensa formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas de ameixa, canela, noz moscada e cravo, seguidos de notas de coco, baunilha, fumaça e tabaco.
 
Em boca  apresentou-se encorpado com taninos maduros, redondos e aveludados acompanhado de alta acidez e álcool a 13,9% pedindo uma harmonização. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo e com as especiarias e as notas defumadas aparecendo no retrogosto.
 
Um corte diferente dos que estamos acostumados a encontrar por aqui. Um vinho de coloração escura, mas sedoso. Vale a experiência!
 
O Rótulo
 
Vinho: Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Petit Sirah
Safra: 2013
País: Estados Unidos
Região: Califórnia
Produtor: Folie à Deux (Ménage à Trois)
Graduação:  13,9%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 14° a 16°
 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Santa Cristina Chianti DOCG Superiori 2012 #cbe

Chegamos ao vinho do último tema de 2015 da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o qual foi sugerido pelo confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco e o desafio foi que provássemos um vinho do país que mais nos impressionou esse ano.
 
Devo admitir que foi um tema bem desafiador, pois além de ter bebido uma menor quantidade de vinhos este ano, por "n" fatores, eu pude provar exemplares surpreendentes  de vários países, como por exemplo, do Líbano e do Marrocos, mas seria quase impossível encontrar um vinho desses países em um curto espaço de tempo.
 
O Brasil foi um dos países que mais passou pela minha taça e foram vários vinhos de excelente qualidade. Vinhos de qualidade inquestionável de países como Estados Unidos e França também estiveram por aqui, mas seriam injusto se não escolhese um vinho italiano, pois mesmo que não tenham sido muitos degustados eles foram IMPRESSIONANTES.
 
O vinho que escolhi vem de uma das regiões mais famosas e é um dos mais tradicionais do país da bota, trata-se do Chianti Santa Cristina, produzido por uma das mais tradicionais vinícolas italianas, a Antinori.

Vinhos que ostentem a DOCG Chianti, como é o caso do Santa Cristina, com referência às sub-regiões podem ainda ser denominados “Superiore”. São feitos com uvas provindas de Chianti, mas seguindo padrões de qualidade superior, tal qual Chianti Classico. Sua concentração de sabores é maior, assim como sua graduação alcoólica (mínimo 12%), e estagiam por nove meses, sendo três deles em garrafa, antes de serem comercializados.

O Santa Cristina Chianti foi criado inicialmente para atender a demanda do mercado norte americano por um Chianti simples com excelente relação qualidade-valor, o Santa Cristina Chianti Superiore acabou conquistando muitos outros mercados, inclusive o Brasil.

Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e com reflexos violáceos sutis. Lágrimas finas, lentas e em boa quantidade.

No nariz um vinho de aromas intensos marcado pela presença da fruta vermelha, violeta, pimenta seca, especiarias doces, tabaco e leve toque de tostado.

Em boca mostrou corpo médio com taninos macios, acidez viva e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas. Final de boca volumoso, suculento e de boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda e o amigo Juberlan. Harmonizamos com filé a Parmegiana e espaguete.

O Rótulo

Vinho: Santa Cristina Chianti Superiori DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese 95% e Merlot 5%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Antinori
Graduação: 13%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O belo, aromático e macio Salton Gerações Antonio "Nini" Salton

Já provou algum vinho da linha Exclusividade da Salton? Não? Então você simplesmente não sabe o que está perdendo. A linha é composta pelo Salton Gerações Paulo Salton, Salton Gerações Antônio Domenico Salton, Salton Gerações José Bepi Salton, Salton Septimum, Salton Lucia Canei Salton e o Salton Gerações Antônio Nini Salton.
 
Cada  produto desta linha é uma homenagem da vinícola aos integrantes da família Salton que ajudaram na construção da vinícola ao longo dos seus primeiros 100 anos de existência da empresa. Quase todos já passaram pela taça do Vinhos de Minha Vida e hoje é dia de falar sobre o último lançamento da linha: o Salton Gerações Antônio Nini Salton que provamos no último Winebar com os lançamentos da empresa.
 
O projeto baseia-se no conceito “O Melhor da Vida é Passado de Geração para Geração” e tem como foco a qualidade dos produtos. “Fazemos uma referência aos homens que tiveram pulso firme e deixaram uma marca pessoal na empresa. Eles atuaram em diversas posições, transmitindo experiências e ensinamentos, que foram extremamente fundamentais na construção de uma companhia consolidada”, ressalta o presidente da vinícola Salton, Daniel Salton.
 
As garrafas e rótulos das garrafas da linha exclusividade por si só já são um atrativo, todas belíssimas e diferenciadas. O rótulo concede espaço à assinatura original de cada homenageado. No caso de “Nini”, primeiro enólogo da família e irmão de Paulo e Bepi, também homenageados em lançamentos anteriores, remete à intuição, característica de um homem de personalidade forte, justo e correto, que sempre zelou por sua família. A figura das pipas é utilizada como símbolo da experiência na área da enologia e a numeração de série da garrafa está presente e destaca a Edição Especial. A garrafa ainda apresenta a medalha do projeto Gerações.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram selecionadas dos melhores vinhedos localizados na região da Serra Gaúcha. Após um controle rigoroso de sanidade e madurezas as uvas colhidas são climatizadas a 5ºC antes de sua elaboração.
 
O processo de vinificação inicia-se com a seleção de cachos e extração do engaço (cabinho), após é feita a seleção de grãos e maceração pelicular a baixa temperatura após 6 dias é iniciada a fermentação alcoólica e posteriormente maceração pós fermentativa totalizando aproximadamente 30 dias. Após a clarificação espontânea realiza-se o corte dos vinhos que compõem o produto e armazena-se o produto em barricas de carvalho novo francês meio tostado por 12. Posteriormente ao seu engarrafamento o vinho permanece um ano antes de sua expedição.
 
Quem conhece a vinícola sabe o quão bem gerida e linda ela é, então nunca é demais parabenizar a todos que compõe a Salton pelo excelente trabalho que vem sendo realizado e pela excelente qualidade dos vinhos, mesmo dos mais simples.
 
Mas, sem mais delongas, vamos as nossas impressões sobre o líquido.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa com reflexos violáceos e uma intensa chuva de lágrimas daquelas que sujam as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, composto de notas de fruta negra madura, alcaçuz, eucalipto, folhas secas, especiarias, café, chocolate amargo, balsâmico e elegantes notas de tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos elegantes, macios e levemente adocicados e excelente acidez, dando caráter gastronômico ao vinho. Final de boca longo, com repetição das impressões olfativas  e muita elegância e equilíbrio.
 
Vinho pronto para ser bebido, mas alguns anos em garrafa lhe farão muito bem.

 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Gerações Antonio "Nini" Salton
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec
Safra: 2011
Garrafa n°.: 583
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 13%
Enólogo: Lucindo Copat
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 104,00
Temperatura de serviço: 16° a 18°

Nota:

O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os lançamentos da Vinícola Salton em 2015.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Regularidade do Chateau du Barry Rouge 2012

Há cerca de uma ano tive a oportunidade de provar o vinho Chateau du Barry 2009 e hoje falar sobre a safra 2012 posso afirmar que, apesar de uma certa disparidade na qualidade das safras, o vinho manteve a regularidade e qualidade.

O Chateau du Barry está localizado há cerca de 20 km da cidade de Bordeaux, mais precisamente na pacata aldeia de Guillac, um povoado de menos de 200 moradores. Nos solos calcários, Joël Barreau e sua equipe utilizam métodos tradicionais de vinificação para produzir este vinho, que é uma autêntica representação deste excelente terroir.
 
Na taça o vinho apresentou cor granada intensa com reflexos púrpura e formação de  lágrimas com certa viscosidade, daquelas que tingem as paredes da taça.
 
No nariz o líquido mostrou aromas intensos e elegantes, percebendo-se notas de fruta vermelha madura, especiarias, café e chocolate amargo.
 
Em boca apresentou-se estruturado, bom corpo, taninos redondos e acidez correta. Final de boca seco e de boa persistência com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou tomates recheados.
 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry Rouge
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2012
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau du Barry
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16°
Premiações: Médaille D´Or Concours Général Agricole

sábado, 29 de agosto de 2015

Vinhas de 30 anos de idade agregaram boa concentração ao Vieux Chateau Perey Saint-Emilion

Não podem ser consideradas vinhas velhas, mas as parreiras de 30 anos de idade que deram origem ao Vieux Chateau Perey 2011 com certeza foram  responsáveis pela boa concentração do líquido que é produzido pelo pequeno Chateau na região de Saint-Emilion.
 
Os vinhedos do Chateau Perey já passaram dos 20 anos, idade em que é consensualmente aceito que a videira começa a produzir menos, iniciando a produção de uva de sabor mais concentrado.
 
De propriedade de Florence e Alain Xans,  o Chateau Perey possui apenas 4,5 hectares de vinhedos em St Sulpice de Faleyrense. Este petit chateau vem produzindo vinhos de excelente qualidade graças ao seu solo argiloso e a estrutura das vinhas.
 
Saint-Emilion é uma pequena cidade aonde vivem apenas cerca de 3000 pessoas e que batiza umas das principais denominações de vinhos da França e uma das mais importantes referências de Bordeaux. Situada há apenas 35km do centro de Bordeaux, conta com mais de 900 vinícolas, dando uma incrível relação aproximada de 1 vinícola por cada habitante.
 
A relação habitante/vinícola é assombrosa. São nada menos de 5.400 hectares de vinhedos, plantados com Merlot (cerca de 60%), Cabernet Franc (30%) e Cabernet Sauvignon (10%), quantidades que se espelham, na média, nos cortes dos vinhos locais, que seguem essas mesmas proporções, aproximadamente.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa, halo vermelho alaranjado, denotando alguma evolução e lágrimas viscosas e lentas.
 
No nariz mostrou um ataque inicial do álcool, que melhorou com a areação por 30 minutos, sendo então possível observar toda sua paleta de aromas, na qual evidenciou-se notas de fruta madura (ameixas e framboesa), violetas, pimenta seca, menta, chocolate, tabaco, balsâmico, cedro, alguma lembrança de grafite e delicada nota de tostado.
 
Em boca mostrou-se estruturado, encorpado e com boa complexidade. Taninos vivos, porém redondos, boa acidez e repetição de boa parte das sensações olfativas. Final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, pimenta e balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho pronto para ser bebido, mas pode melhorar com a guarda por mais dois ou três anos.
 
Para harmonizar eu e Fernanda preparamos um Steak au Poivre, que foi servido com arroz branco e batata sauté ao curry.


O Rótulo

Vinho: Vieux Chateau Perey Saint-Emilion
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 80%, Cabernet Sauvignon 10% e Cabernet Franc 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Saint-Emilion, Bordeaux
Produtor: EARL Vignobles Florence et Alain XANS
Graduação:  13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 103,00
Temperatura de serviço:16°
 
 
Nota:
 
O vinho é importado e comercializado com exclusividade pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 95,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição.

sábado, 22 de agosto de 2015

Um vinho que não queria que acabasse #wineinpack

Sabe aquele vinho que você abre e não quer que ele acabe? Pois é, isto foi o que aconteceu com o Chateau Robin Saint Denis Rouge AOC, um dos rótulos do pack de vinhos de Bordeaux, recebidos para avaliação pela Wine in Pack.
 
O Chateau Robin Saint Denis é um típico corte bordalês composto de Cabernet Sauvignon e Merlot, produto de diferenciada qualidade, a qual, muito possivelmente, foi elevada pelo ano de sua safra: 2010, considerada a melhor safra do século XXI para a região francesa.
 
O vinho é produzido por um Petit Chateau Familiar na Belíssima Região de Bordeaux no Terroir de Camiac et Saint Denis ao Sul de Branne no Coração do terroir de Entre-deux-mers.
 
Entre-deux-mers é o triângulo de terras situado entre os rios Dordogne e Garone, por isso recebe o nome que em português corresponde a: Entre Dois Mares. Lá são produzidos 80% dos vinhos tintos mais básicos que recebem as denominações (na França, Appéllation D’Origine Contrôlée ou simplesmente AOC ou ainda AC. Todos estes termos têm o mesmo siginificado que denominação de origem controlada)  de Bordeaux ou Bordeaux Supérieur.
 
Diamantes do Vinho (cristais de ácido tartárico), evidenciados
na extremidade da rolha, uma indicação de que as uvas permaneceram
por um tempo prolongado nas videiras antes de serem colhidas,
desenvolvendo, portanto, mais personalidade e tipicidade.
No interior de Entre-Deux-Mers há oito sub-regiões vinícolas, incluindo uma sub-região que recebe também o mesmo nome. Os bons vinhos brancos secos produzidos nesta sub-região são os únicos que podem receber a appéllation contrôlée  “Entre-Deux-Mers”.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi, e halo vermelho claro, puxando para o alaranjado. Formação de lágrimas levemente avermelhadas, finas e lentas. Presença de borras, mostrando que possivelmente o vinho não foi filtrado, com o objetivo de agregar aromas e sabores.

No nariz mostrou aromas de fruta negra madura, café, chocolate, alcaçuz, balsâmico, tabaco, um verdadeiro bouquet! Olfato intenso, elegante, equilibrado e com boa integração.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e uma boa acidez. Final de boca seco com notas de café, chocolates e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Apesar de tratar-se de um um AOC achei o vinho muito bom, com bom equilíbrio e grande intensidade aromática e gustativa. Não fosse a alta dos preços e a alta carga tributária que incide sobre os vinhos no Brasil este ganharia sem sobra de dúvida o meu carimbo de excelente custo versus benefício.
 
Um vinho pede uma carne, mas este foi harmonizado com pizzas de salame italiano, calabresa e peperoni e foi super bem. 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau Robin Sant Denis
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Merlot
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Frank Couturier
Graduação:  13,5%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço:16°
 
Nota:
 
O vinho é comercializado pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 80,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição, juntamente com dois outros vinhos de Bordeaux.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Nem só de brancos vive a Friuli

Mundialmente afamada por seus brancos, a Friuli é considerado um verdadeiro berço de qualidade desse estilo de vinho. Localizada no extremo nordeste da Itália, Friuli-Venezia Giulia – conhecida como Friuli – faz fronteira com a Eslovênia e a Áustria e é banhada pelo mar Adriático, que cerca a sua capital, Trieste.
 
Mas os tintos também não ficam atrás e nos últimos anos têm alcançado reconhecimento e premiações dentro e fora da Itália. Uma prova disto é o Fantinel Merlot, um exemplar produzido na DOC Grave, maior Denominação de Origem de Friuli.
 
A região que possui um solo composto por cascalho, semelhante aos famosos Graves de Bordeaux. Este tipo de solo, além de refletir luz e calor durante o dia para as uvas contribuindo para um melhor amadurecimento, também obriga as raízes das videiras a se aprofundarem em busca de nutrientes e água.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas típicos da variedade com intensas notas fruta negra madura (ameixa e jabuticaba), especiarias, tabaco, chocolate e tostado. Em boca mostrou-se maduro e com bom corpo, taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de boa persistência e com repetição da fruta e das notas provenientes da passagem por barricas de carvalho.
 
Vinho redondo e fácil de beber. Acompanhou bem uma pizza de calabresa.

O Rótulo

Vinho: Fantinel Selezione di Famiglia DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur 2011

Eu e Fernanda somos loucos por camarão e há alguns dias resolvemos arriscar uma harmonização diferente com esse crustáceo que tanto amamos: um tinto de bordeaux e, por mais incrível que possa parecer, não ficou incompatível como esperava.
 
A incompatibilidade da harmonização se dá pelo fato da reação dos taninos dos tintos com o iodo dos frutos do mar deixar uma sensação metálica em boca.
 
O vinho que abrimos para esse desafio foi o Château Vieux Dominique AOC, um merlot de bordeaux que levou uma pequena parcela de Cabernet Sauvignon em sua composição e, talvez pela menor carga tânica da casta Merlot a harmonização não tenha ficado de todo prejudicada.
 
Trata-se de rótulo de um AOC Bordeaux Supérieur, cujas uvas provêm de vinhedos de alta qualidade e os exemplares só podem ser comercializados após um tempo específico de maturação, a partir do mês de setembro seguinte à colheita, que garante vinhos estruturados e ótimos para harmonizar.
 
O Château Vieux está situado à margem esquerda de Bordeaux, na sub-região de Graves Pessac-Léognan. O solo característico é uma constante em toda a área. Graves é a única região de Bordeaux conhecida tanto por seus vinhos tintos, quanto por seus brancos. Nos tintos, em geral, a Cabernet Sauvignon e a Merlot entram em proporção similar nos blends, que ainda levam Petit Verdot e Cabernet Franc.
 
A região de Pessac-Léognan destacou-se oficialmente de Graves em 1987. Em suas comunas produzem-se excelentes brancos e tintos. Na verdade, os melhores vinhedos Cru Classé ao sul da cidade de Bordeaux estão em Pessac-Léognan. Os solos de graves são ótimos para a Cabernet Sauvignon, entretanto os vinhos dessa AOC costumam ser mais leves em corpo e mais aromáticos.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com discretos reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz o álcool sobressaiu-se no início, mas acalmou-se após uns 30 minutos, dando lugar a aromas intensos de fruta vermelha e notas de especiarias e pimenta seca. Em boca um vinho com taninos macios e bom frescor. Final de boca de média persistência e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber e com excelente custo versus benefício (adquirido em um saldão da WINE por R$ 30,00).
 
 
O Rótulo

Vinho: Château Vieux Dominique AOC Bordeaux Supérieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 90% e Cabernet Sauvignon 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Vieux
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Merlot 2012

Tenho degustado bons rótulos varietais merlot nos últimos meses e este é o caso do Fortant de France Terroir de Collines, produzido na região francesa de Languedoc, vasta região vitícola, que se estende de Nîmes aos Pireneus.
 
A região tem um clima ideal para a cultura da vinha e possui uma diversidade de vinhos surpreendente: tintos frutados ou mais encorpados, brancos vivos ou mais complexos, magníficos vinhos doces naturais, espumantes reconhecidos e rosés intensos.
 
Dentre as variedades tintas que se destacam na região está a Merlot, terceira uva mais cultivada na França e tem conquistado cada vez mais fãs por todo o mundo. Em Languedoc a casta usualmente dá origem a vinhos redondos, elegantes e fáceis de beber.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou-se boa intensidade aromática, com notas de de frutas negras, especiarias (canela), chocolate, tabaco e aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca um vinho redondo, elegante e equilibrado; taninos macios, boa acidez e um final de boca de boa intensidade com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Bom merlot, em que um gole convida outro gole. Um vinho daqueles que quando menos se espera a garrafa está vazia.

O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc
Produtor: Fortant de France
Graduação:  13,1%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Salton Desejo: o merlot que expressa o potencial da casta no terroir da Serra Gaúcha

No último dia 28 o Daniel Perches (Vinhos de Corte) e o Alexandre Frias (Diário de Baco e Enoblogs), estiveram na sede da Vinícula Salton entrevistando o Lucindo Copat, enólogo chefe da Salton, em mais um Winebar com alguns dos principais lançamentos da empresa para 2015.

Na ocasião foram degustados o Salton Prosecco 2015, o Salton Lucia Canei Salton e o Salton Desejo Merlot 2011. Já comentamos os dois primeiros (relembre) e chegou a hora de falar do Merlot que é o Desejo de todo enófilo: elegante, equilibrado e redondo.

O vinho do trocadilho do parágrafo anterior é o Salton Desejo, um dos ícones produzidos com a casta emblemática do terroir da Serra Gaúcha e, que enquadra-se tranquilamente na categoria de excelente custo versus benefício.

As uvas que dão origem ao caldo são selecionadas a partir de vinhedos cujas quantidades não ultrapassam 8.000kg/ha. Após a seleção dos frutos realiza-se uma pré-fermentação a 12°C por 5 dias. Em seguida inicia-se a fermentação com maceração com duração de 20 dias. O vinho é então clarificado espontaneamente e conduzido para barricas de carvalho novo de 225 litros, numa composição de 50% norte-americano e 50% francês e nestas permanece por 12 meses a temperatura de 10°C e umidade de 75% na belíssima cave da vinícola. Após este período de afinamento o vinho é engarrafado e posto para amadurecer por no mínimo mais 12 meses.

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea intensa e brilhante, com formação de lágrimas finas e rápidas. No nariz uma complexa carga aromática com a fruta negra (ameixa, jabuticaba e jamelão) dominando o início do olfato, seguida de notas de canela, pimenta do reino, café torrado, tabaco, chocolate, baunilha e elegante e bem integrada nota de tostado. A análise gustativa mostrou um vinho de corpo médio com taninos redondos, aveludados, elegantes e em harmonia com a acidez e o álcool. Final de boca longo com a fruta, a pimenta e as notas provenientes da passagem por barricas aparecendo no retrogosto.


O Rótulo

Vinho: Salton Desejo
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 66,00
Temperatura de serviço: 16° - 18°

 
 
Notas:

1. O vinho foi gentilmente enviado pela vinícola Santon para degustação no Winebar.

2. Assista o vídeo abaixo com tudo que rolou no Winebar.
 
Saúde, bons vinhos sempre e até o próximo Winebar.

terça-feira, 17 de março de 2015

Miolo Reserva Merlot 2012

Eis mais um vinho da série bom para o dia a dia e melhor ainda se for degustado na companhia de um amigo, batendo um papo descontraído no meio da semana e foi exatamente o que aconteceu: o amigo Juberlan ligou, fez o convite e fiz esse "sacrifício" em plena terça-feira no início do mês passado.
 
O vinho foi o Miolo Reserva Merlot 2012, um tinto produzido na região da Campanha Gaúcha, uma das que mais cresce e se destaca pela qualidade dos produtos. O vinho tem uma passagem por barricas de carvalho americano por 12 meses.
 
Visualmente mostrou rubi escura e brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha madura, seguidos de notas de especiarias, baunilha e tostado. Em boca mostrou taninos presentes com leve adstringência, repetição da fruta e do tostado. Final de boca seco e de média intensidade. Um vinho simples, mas bem feito e que cumpre seu papel.
 
Para harmonizar fomos de rotolone de queijo e peito de peru ao molho de tomate, um bom par para o vinho.
 
O Rótulo

Vinho: Miolo Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha
Produtor: Miolo
Graduação: 13,5%
Onde foi comprada em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

L.A. Merlot 2009

Em nossa passagem pela Serra Gaúcha, Eu e Fernanda, não tivemos tempo de visitar todas as vinícolas que queríamos, incluindo a Luiz Argenta, que é considerada a mais bela vinícola brasileira, mas conseguimos achar um tempinho para visitar a Boutique da vinícola em Gramado e lá adquirimos alguns vinhos e o último a bebermos foi o L.A. Merlot 2009.
 
O vinho é produzido na Indicação de Procedência de Altos Montes, em Flores da Cunha. As uvas que deram origem ao líquido foram colhidas manualmente, foram maceradas por 15 dias a uma temperatura constante e após findo o processo o vinho amadureceu em barricas de carvalho francês por 9 meses e mais um ano em garrafa.
 
Visualmente apresentou cor rubi intensa e brilhante, com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha, rosas, menta, discretas notas balsâmicas seguidas de aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca mostrou taninos maduros e redondos, boa acidez e álcool na medida certa. Final de boca de boa persistência com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com uma pizza de costela e queijo gruyère.

O Rótulo

Vinho: L.A.
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Altos Montes, Flores da Cunha
Produtor: Luiz Argenta
Graduação: 12,8%
Onde comprar em Recife: Empório Pescadero
Preço médio: R$ 60,00 (Essa custou R$ 35,00 na Boutique Luiz Argenta em Gramado)
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 3 de janeiro de 2015

Château Rougerie Bordeaux Supérieur 2011

Eu e Fernanda abrimos, no início de dezembro, este Bordeaux que estava na adega há quase um ano.

O vinho é produzido por Patrick Valette, proprietário do pequeno Château Rougerie, do século XVII. O Patrick é enólogo e consultor de grandes vinhedos ao redor do mundo.

Este exemplar é produzido é um varietal merlot, algo pouco usual nos países produtores do velho mundo, e passou por envelhecimento em barricas de carvalho por 12 meses, sendo 30% em barricas novas, 35% em barricas de 2º uso e 35% em barricas de 3º uso.

Visualmente o vinho mostrou cor rubi com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou aromas de cereja, ameixa, folhas secas, tabaco e tostado. Em boca apresentou corpo médio com taninos macios, porém com leve adstrigência, boa acidez, álcool na medida certa e repetição das notas olfativas. Final de boca seco, leve amargor e boa persistência, com a fruta e as folhas secas aparecendo no retrogosto.
 
Harmonizamos com tomates recheados.

O Rótulo

Vinho: Château Rougerie Bordeaux Supérieur
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2011
País: França
Região: Entre-Deux-Mers, Bordeaux
Produtor: Château Rougerie
Enólogo: Patrick Valette
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: 60,00 (R$ 35,20 na promoção)
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 6 de dezembro de 2014

Um tour pelos Andes chilenos com o Terroir Lacomex

Clube das Cartas de Vinho, um inovador e pioneiro clube lançado recentemente pela importadora e distribuidora de vinhos e bebidas Lacomex (relembre), no qual, mensalmente, os associados recebem vinhos de famosas regiões vitivinícolas.

A seleção dos vinhos começa com o trabalho do Cartógrafo de Vinhos, papel desempenhado pelo Sommelier Marco Antônio de Freitas que viaja pelo mundo em busca de rótulos que comporão as cartas de vinhos de inúmeros restaurantes. Com a aprovação dos vinhos pelos clientes, chefs e sommeliers, ele os seleciona para compor as seleções mensais do Clube Lacomex.
 
Os clientes podem optar por uma das três opções de club: Terroir Lacomex, Vintage Lacomex e Dia a Dia Lacomex. Entre as vantagens do assinante estão: levar os vinhos para os restaurantes conveniados sem pagar taxa de rolha, um brinde exclusivo a cada seleção e compra de packs de vinhos com descontos especiais na compra através do aplicativo para smartphones e tablets.
 
A cada mês os assinantes fazem um tour por diferentes regiões produtoras do mundo. Em novembro o passeio foi pelos Andes e recebi em casa, para avaliar, a seleção Terroir Lacomex com os vinhos chilenos Cousiño Macul Don Luis Merlot 2012 e Cousiño Macul Antiguas Reservas Cabernet Sauvignon DO 2011.
 
A Cousiño Macul foi  fundada em 1856 e é a única dentre as fundadas no século XIX e permanece nas mãos da mesma família. A região onde está situada a vinícola cultiva uvas desde 1564, quando o Rei Espanhol transferiu a propriedade para o conquistador Juan Jufré.
 
Os rótulos Don Luis fazem parte da linha de entrada da vinícola, que é composta por vinhos versáteis e ideais para acompanhar pratos simples no dia a dia e é bem o que percebemos no Don Luis Merlot 2012: um vinho com aromas de frutas, corpo médio e final de boca curto e com notas adocicadas. Eu e Fernanda bebemos como aperitivo, mas cairia bem com tira gostos ou uma pizza.
 
Já a linha Antiguas Reservas é considerada um emblema da Cousiño e região, presente no portfólio da vinícola há mais de 80 anos. As diferenças são perceptíveis já nos aromas, onde mostrou intensidade e complexidade, com a fruta negra aparecendo na companhia de notas herbáceas, de pimenta do reino, café e notas de tostado provenientes da maturação por 12 meses em barricas de carvalho francês. Em boca mostrou-se encorpado, acidez mediana e taninos firmes, daqueles que secam a boca e pedem um bom pedaço de carne. Final de boca seco, de boa intensidade e com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
 
Nota:
 
Estas garrafas foram enviadas pela Lacomex para avaliação. Os dois vinhos juntamente com um brinde e demais vantagens do Clube Terroir Lacomex saem por R$ 100,00 para os assinantes.
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Belo Corte Bordalês direto da Campanha Gaúcha

E o segundo rótulo degustado no último WINEBAR, o Paralelo 31, é um velho conhecido nosso e safra 2010 já foi comentada por aqui, relembre. Mas, apesar de manter as mesma uvas no blend a safra de 2010 tinha a mão do Enólogo Michel Roland e a de 2011 teve em Roberto Cipresso o camando no projeto.
 
Paralelo 31 é o paralelo que une Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Argentina e a Campanha no Rio Grande do Sul. O Bueno Paralelo 31 possui em seu corte as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot.
 
O vinho mudou de enólogo, porém manteve a qualidade, apesar de ter encontrado neste 2011 uma maior equilíbrio e uma maior elegância.
 
Visualmente o vinho apresentou rubi escura e profunda com reflexos púrpura e lágrimas finas, rápidas, abundantes e tingindo as paredes da taça. No nariz aromas complexos e intensos, com a notas da passagem por madeira aparecendo em primeiro plano, seguidas de aromas de fruta negra aparecendo logo em seguida com a aeração e junto com eles aromas de cravo, pimenta do reino, chocolate, café e tabaco. Em boca apresentou com corpo com taninos intensos e de certa adstringência, mas sem incomodar, mas que irão amaciar com mais algum tempo em garrafa. Repetição das notas olfativas com final de boca longo, seco e com a especiaria, a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com uma maminha na brasa acompanhada de fritas.


O Rótulo

Vinho: Paralelo 31
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Bueno Wines
Enólogo: Roberto Cipresso
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º

 
Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.