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sábado, 7 de janeiro de 2017

Coravin começa a ser vendido no Brasil

Um dos brinquedinhos mais disputados pelos habitantes do mundo do vinho, o Coravin passa a ser vendido oficialmente no Brasil. O aparelho consegue extrair a bebida de garrafas sem desarrolhá-las. Lançado há três anos, causou furor entre os enófilos por permitir que vinhos raros e/ou caros pudessem ser degustados em diferentes estágios de sua vida sem causar prejuízo ao que remanescia na garrafa. Seu grande trunfo é um sistema que usa uma agulha para retirar o líquido e, ao mesmo tempo, injetar gás argônio para impedir que o oxigênio, inimigo mor do vinho, causasse danos ao precioso líquido.
Foi usado, por exemplo, em provas de vinhos raros, como o Bordeaux do século 19 da foto acima. E ampliou a oferta de taças em restaurantes mundo a fora – o NoMad, de Nova York, foi um dos primeiros entusiastas–, que passaram a vender rótulos além dos varietais famosos em regiões próximas, arriscando até incluir na lista garrafas que custam muitos dígitos.
Muitos dígitos, aliás, são o problema que Coravin oferece para quem deseja ter um exemplar em casa. No Brasil, custa entre R$ 2,8 mil e R$ 3,56 mil, a depender do modelo, no site da importadora Concept. Para quem não quer dispor da quantia, fica a piada que corre sobre o aparelho na internet: quem precisa de um Coravin em casa é porque não tem amigos suficientes. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Americanos criam “preservativo” para conservar vinho

 
Muitas vezes quando estamos com amigos ou em um momento a dois compramos uma garrafa de vinho que acabamos deixando-a pela metade e não sabemos o que fazer com ela. Guardar com a rolha mal encaixada? Improvisar uma tampa? Jogar fora?
 
Nada disso, pois a partir de agora estas questões não serão mais insolucionáveis. É que nos Estados Unidos foi criado uma espécie de preservativo para controlar o desperdício etílico.
 
A ideia criada por Laura Bartle e ttMitch Strahan é simples e utiliza o mesmo mecanismo das “camisinhas” comuns. Para usá-la basta pôr o selador na boca da garrafa e pronto, ele se adequa a qualquer tamanho, conservando o sabor da bebida. O lançamento da comercialização custa $ 10 e, infelizmente, se encontra esgotado no Amazon.
 
Confira abaixo o vídeo demonstrativo do produto:
 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Deguste seu vinho pelo pé da taça

A empresa red5 criou uma taça em que a pessoa degusta a bebida pelo pé da taça.
 
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“Taças de vidro na forma padrão você encontra em qualquer lugar. A taça de vinho para baixo é uma revolução no design e vai literalmente deixar o mundo de cabeça para baixo “, descreve o site red5.

A taça se parece exatamente com a que você usa em casa e é só quando ela está cheia de vinho que você observará como de fato ela é. Devido à concepção invertida, a parte que é geralmente a base do vidro é agora onde você saborear os deliciosos sabores dos seus vinhos favoritos.
 
O fabricante sugere ainda que você de uma de mágico com seus amigos com o truque do vinho flutuante e dê um ar mais descontraido e divertido ao seu próximo jantar.

Cada taça pode ser encontrado no site do fabricante por  6,95 libras (aproximadamente R$ 40,00).

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Decanter: peça de decoração ou acessório para serviço do vinho?

Decanter é um recipiente de fundo largo e abertura estreita utilizado para separar sedimentos de um determinado líquido.
 
São comuns as confusões sobre a utilização do decanter. Muitos pensam que esse acessório não passa de uma bela peça decorativa ou que serve apenas para servir água, quando na verdade esse charmoso item pode fazer toda a diferença no momento da degustação de um vinho.
 
Usado desde a Antiguidade, o decanter é essencial para quem aprecia vinhos. Basicamente, seu uso se faz necessário em dois casos: para filtrar o vinho separando os sedimentos e também para arear a bebida, aumentando o contato com o ar.
 
A maioria dos vinhos que consumimos hoje já passou por excelentes processos de filtragem, mas os vinhos de guarda (aqueles que melhoram com o envelhecimento em garrafa) precisam ser decantados. Embora não exista uma regra exata do tempo que um vinho precisa ter para ser decantado, os fermentados com dez anos ou mais que apresentem sedimentos costumam se encaixar nessa categoria. Já os vinhos super envelhecidos são uma exceção – se esses forem decantados, podem perder as características que ganharam ao longo de décadas.
 
O decanter também entra em cena na situação contrária, quando o vinho está jovem demais, precisando ser “amaciado”. Nesse caso, tem a função de acelerar a aeração do vinho (o contato com o ar), que dentro da garrafa é muito lenta, uma vez que ocorre somente pelos poros da rolha de cortiça. Em situações como essa (que costumamos chamar de vinho “fechado”), o resultado do processo de oxidação acelerado é um vinho com sabores e aromas muito mais perceptíveis.
 
Como usar o decanter
 
No caso dos vinhos de guarda
 

Antes de tudo, é preciso tirar a garrafa da adega e colocá-la em posição vertical por algumas horas ou até por um dia inteiro para que as borras fiquem depositadas no fundo da garrafa. Em seguida, remova a rolha sem erguer ou girar a garrafa. Depois, incline-a com muito cuidado, transferindo uma pequena parte do líquido para o decanter, mas sem que os sedimentos se misturem ao vinho. Use essa quantidade de bebida para limpar o decanter, assegurando-se de que ela circule por toda a parte interna do recipiente.
 
Com muita cautela para que as borras não caiam, despeje o restante de vinho nas bordas do decanter, evitando que a bebida toque o fundo do acessório. Continue com esse procedimento até a hora em que os sedimentos estiverem perto do gargalo da garrafa – essa é a hora de interromper o processo. Você pode usar a luz de uma vela ou de uma pequena lanterna para enxergar os sedimentos.
 
O que restar na garrafa não deve ser consumido, mas isso não é um desperdício, já que o vinho a ser consumido será nobre, livre de depósitos que podem prejudicar a degustação.
 
No caso dos vinhos muito jovens
 
No caso dos vinhos que precisam ser aerados, o decanter é utilizado de outro modo. Comece abrindo a garrafa e transferindo apenas um dedo de taça para o decanter. Tente fazer com que o líquido percorra toda a parte interna do recipiente para aumentar o contato da bebida com o ar.
 
O vinho utilizado nesta primeira etapa precisa ser descartado para que no próximo passo todo o conteúdo da garrafa seja colocado no decanter. Nesta fase, você pode agitar o decanter da mesma maneira como faz com a taça. Por fim, deixe o vinho descansar de 20 minutos a 1 hora. Vale lembrar que essa é apenas uma regra geral, já que o tempo em que o vinho precisa permanecer no decanter varia conforme sua juventude e nada melhor do que acompanhar o comportamento do vinho durante todo esse processo.
 
Como escolher um decanter
 
Os mais diversos formatos e tipos de decanter podem ser encontrados no mercado, mas o modelo clássico é aquele com bojo bem largo e bocal em forma de funil. Esse é o tipo de decanter mais indicado e eficiente, apesar desse acessório ser encontrado nas formas mais criativas possíveis (no formato de galhos e animais, por exemplo).
 
Existem duas capacidades para esse acessório – garrafa tamanho padrão (750 ml) e garrafa magnum (1500 ml), mas sempre deve haver espaço para troca de ar. Quanto ao material, são recomendados os feitos de cristal ou vidro. Além de serem mais bonitos, permitem que o vinho seja observado claramente, o que não acontece com decanters opacos ou de metal.
 
Aprenda a limpar seu decanter
 
Por conta da delicadeza do decanter, a limpeza precisa ser feita com muita cautela. Considerando que o formato do decanter dificulta e muito a tarefa de quem quer limpá-lo, deve-se tomar cuidado redobrado para não deixar nenhum vestígio de sujeira no fundo do acessório. Detergentes e sabonetes são proibidos, tente primeiro enxaguar com muita água. Se isso não for suficiente, opte por gelo picado ou bicarbonato de sódio com água quente, depois agite. Para secar, coloque o decanter com o gargalo voltado para baixo.
 
Fonte: Carlos Cabral e Google Imagens

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Dispositivo pode ser solução para inibir possíveis dores de cabeça

O pesquisador James Kornacki, PhD em química orgânica de Chicago, afirma ter desenvolvido dispositivo que remove sulfitos adicionados aos rótulos de vinho.
 
Conhecido como Üllo, o dispositivo promete eliminar os sulfitos, componentes adicionados para conserva do vinho, e que são os responsáveis pelas dores de cabeças em pessoas com menor tolerância.
 
"A meta do Üllo é restaurar os níveis de sulfitos para os que ocorrem naturalmente na bebida fermentada(...)", relata Kornacki.
 
Ainda segundo Konacki o aparelho possui resina iônica similar a utilizada para extrair o amargor do suco de laranja e refinar açúcar, mas neste caso, atrai apenas sulfitos.
 
James lançou uma campanha no Crowdfunding (financiamento coletivo), para colocar o produto no mercado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

WineCradle: a bolsa inflável para carregar suas garrafas com segurança

Você conhece a WineCradle? Eu não conheci, mas recebi um e-mail apresentando esta inovadora embalagem; achei a ideia e o propósito super interessante e compartilho com os leitores do blog para que possam proteger suas garrafas de vinhos dos carregadores de bagagens dos aeroportos.
 
O WineCradle é uma bolsa inflável, reutilizável e à prova d'água (e vinho) para o transporte de garrafas de vinho, cerveja, licor, azeite e afins. Cada WineCradle protege uma garrafa e agora você pode enviar sua bagagem sem medo de acidentes!
 
 
 
Como usar o WineCradle?
 
Muito simples: Coloque a garrafa na bolsa, feche-a com o velcro e use a válvula para enchê-la. Depois de utilizada, esvazie e ela estará pronta para sua próxima viagem. Se sua mala estiver cheia, use o WineCradle sem encher totalmente. Ele ainda é útil por ser à prova d'água!
 
 
Se você estiver indo para um restaurante, ou visitando amigos para jantar, leve seu vinho no WineCradle.
 
 
WineCradle é extremamente compacto e não usa muito espaço na mala. Se você não achar aquela garrafa especial, não irá se arrepender de ter levado seu WineCradle.
 
 
WineCradle funciona com muitos tipos de garrafas
 
O WineCradle protege as garrafas de vinho (750ml + magnum), licor e whisky de 1 litro. Até mesmo garrafas longas como as de Riesling e largas como de Champagne estarão protegidas.
 
No WineCradle é possível transportar também garrafas pequenas (por exemplo as de 375 ml) e alguns frascos de perfume, garrafas de azeite e geléia.
 
Um produto de qualidade
 
WineCradle foi feito com folha de plástico de alta qualidade e com velcro que pode ser reutilizado várias vezes oferecendo um fechamento simples, mas eficiente. Com soldas robustas de 5mm, conseguimos um produto altamente resistente.
 
 
Para saber mais clique aqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Saca-rolhas: uma ferramenta básica e indispensável

Para muitos, o saca-rolhas ainda hoje é um instrumento que intimida, que inibe uma relação com o vinho. Mas já foi muito pior, quando havia apenas um tipo, aquele com a espiral de metal em um suporte básico no qual é preciso de técnica e força para retirar a rolha sem quebrá-la. Atualmente, porém, a indústria facilitou e muito a vida dos enófilos, criando saca-rolhas modernos em que simplesmente não se faz esforço algum para abrir uma garrafa.
 
A infinidade de modelos é incrível. Baseados em princípios de mecânica simples, como alavancas, eles possuem inúmeros designs, mas a finalidade é sempre a mesma: ajudá-lo a liberar o líquido cuidadosamente guardado por aquele vedante de cortiça. Atualmente, fala-se em seis tipos básicos: o tradicional, o de sommelier, o “borboleta”, o “coelho”, o de mesa, o elétrico, o de pinça e o de pressão. Apesar de teoricamente servirem para o mesmo fim, cada um pode servir para uma ocasião diferente. Mas, antes de entrar nesse ponto, vale conhecer um pouco da evolução dessa ferramenta.
 
Garrafas e cortiça
 
A história do saca-rolhas guarda relação íntima com a história das garrafas de vinho. De fato, na Antiguidade, os vinhos eram armazenados e transportados em ânforas de terracota. Por serem grandes, esses vasos dificultavam o serviço da bebida, tornando necessário o uso de um recipiente intermediário, normalmente jarras de argila ou de cerâmica. Quando os romanos inventaram a técnica de produzir garrafas de vidro soprado, elas também passaram a ser usadas com essa mesma finalidade.
 
Foi uma questão de tempo até que, no século XVII, o vidro passasse a ser produzido em quantidades comerciais, se tornasse bastante comum na Europa e as garrafas fossem usadas diretamente para armazenar vinhos, e não apenas para servi-lo.
 
As primeiras garrafas tinham o corpo em forma de globo e o pescoço mais longo e cônico. Mais tarde, o contorno das garrafas passou a lembrar o de uma cebola, mas, de todo modo, não havia um tamanho padrão para os pescoços, tampouco esses envases podiam ser guardados na horizontal. Assim, rolhas cônicas funcionavam satisfatoriamente como uma tampa, especialmente porque um pedaço delas permanecia para fora do topo da garrafa, fazendo com que fosse bastante fácil removê-las com as mãos.
 
Em meados do século XVII, as garrafas já haviam evoluído para um formato cilíndrico, podendo ser armazenadas horizontalmente – o que providenciava mais espaço nas adegas, já que podiam ser colocadas lado a lado. As rolhas tiveram que acompanhar essa mudança, passando a também ser cilíndricas e com diâmetro padrão. Obviamente, remover essas “novas rolhas” já não era tarefa tão simples e um artefato especial para abrir as garrafas precisou ser desenvolvido.
 
Os primeiros saca-rolhas
 
Não se sabe quando e quem fez o primeiro saca-rolhas, mas especula-se que se tratava de uma espécie de espiral de metal, semelhante a um dispositivo utilizado para limpar ou remover cargas não disparadas de canos de mosquetes. Possivelmente, a invenção é inglesa, por conta da tradição da cidra e da cerveja. De fato, a menção escrita mais antiga da qual se tem notícia é do agricultor britânico John Worlidge, em seu “Treatise on Cider”, de 1676, no qual se fala em “um parafuso de aço utilizado para remover as tampas das garrafas”.
 
A primeira patente de saca-rolhas foi registrada em 1795, na Inglaterra, pelo Reverendo Samuel Henshall. Esse primeiro registro, porém, foi seguido por muitos outros, na França, Estados Unidos, Alemanha e Canadá, por exemplo.
 
Os modelos iniciais eram em forma de “T”, com uma espiral para ser introduzida na rolha e uma base de apoio a ser segurada para puxá-la. Mais tarde, já nos idos de 1850, surgiram os saca-rolhas de alavanca, que reduziram significativamente o esforço da extração da rolha. Em 1882, o alemão Karl Wienke desenvolveu um saca-rolhas usando uma espécie de cabo de faca como alavanca, que viria a ser conhecido como “o amigo do garçom”, ainda hoje um dos mais populares mundo afora e ferramenta essencial dos sommeliers.
 
Tipos de saca-rolhas e seus usos
 
1. Tradicional
 
O saca-rolhas tradicional mantém o design das primeiras ferramentas feitas com a finalidade de retirar as rolhas das garrafas, com formato de “T”, sendo uma espiral metálica apoiada em algum material resistente. Seu mecanismo é simples, basta inserir a rosca na rolha e depois puxar. No entanto, por não ter uma alavanca, é preciso de força para extrair o vedante. Iniciantes devem evitar o modelo, pois sem a técnica necessária, a rolha pode quebrar.
 
2. Sommelier
 
Este é o modelo que está nas mãos de todos os garçons e sommeliers nos restaurantes, daí o nome. Ele mantém basicamente o mesmo formato do tradicional, porém com a adição de um suporte que forma uma alavanca para facilitar a retirada da rolha. Antes, essa alavanca tinha apenas uma base de apoio, hoje, a maioria deles vêm com dois estágios. Basta inserir a espiral na rolha (sem atravessá-la), ajustar o suporte no gargalo e fazer força usando a base apoiada como alavanca. É o abridor mais confiável de todos.
 
3. “Borboleta”
 
O saca-rolhas em formato de borboleta foi desenhado para ser ainda mais simples de usar. Teoricamente, basta posicionar a espiral sobre o gargalo e começar a girá-la para que ela seja inserida na rolha. Enquanto a espiral desce, os braços da ferramenta sobem. Assim que eles estiverem no alto, basta forçar para descê-los ao mesmo tempo. Isso vai remover o vedante com facilidade. O ponto desfavorável é que, às vezes, a ponta da espiral atravessa toda a rolha, deixando farelos no vinho. Cuidado ainda com o apoio, pois alguns modelos não se encaixam perfeitamente sobre os gargalos.
 
4. Coelho
 
O nome se deve às abas pelas quais se prende o gargalo do vinho, que lembram as orelhas de um coelho. Este é um dos abridores mais simples de usar. Basta prender “as orelhas” ao redor do gargalo, baixar a alavanca – que vai inserir a espiral na rolha – e puxá-la de volta para cima, quase sem fazer força. A rolha sai como num passe de mágica. Para tirar a rolha da espiral, basta repetir o movimento. Excelente modelo para iniciantes.
 

5. Saca-rolhas de mesa

O saca-rolhas de mesa usa o mesmo princípio do “coelho”, porém em um formato ainda maior. Posicione a garrafa, acione a alavanca para baixo e depois para cima e, voilà, a rolha saiu. Apesar de não ser portátil, causa uma grande impressão. Para quem é fã de acessórios de vinho.
 
 
6. Elétrico
 
 
Para quem não quer fazer força alguma, este é o modelo mais indicado. Um simples toque em um botão e ele faz tudo sozinho. Cuidado apenas com rolhas muito duras. Na mesma linha, há modelos “manuais”, em que se rosqueia a espiral até que a rolha saia. Vale lembrar que ambos atravessam a rolha e isso pode deixar farelos no vinho.
 
 
7. Pinça
 
Juntamente com o modelo tradicional, este talvez seja o mais
complicado de usar, pois é preciso técnica apurada para encaixar suas abas na lateral da rolha sem permitir que ela escorregue para dentro do gargalo. No entanto, ele é indicado para abrir vinhos antigos cujas rolhas podem estar comprometidas e esfarelarem caso um abridor tradicional seja usado. Primeiramente, insere-se a haste maior entre a rolha e a lateral do gargalo, depois a menor, e fazendo um sutil “vai-e-vem”, elas ficam posicionadas corretamente. Para retirar, é preciso fazer um leve movimento de torção juntamente com o movimento para cima. Dessa forma, a rolha deve sair inteira, sem qualquer dano.
 
8. Pressão

Diferentemente dos outros modelos em que são usadas alavancas para retirar a rolha, neste usa-se outro princípio físico: a pressão do ar. Ao se inserir ar dentro da garrafa através de uma agulha, cria-se pressão e, dessa forma, a rolha é expelida para fora. Simples. Há modelos em que você mesmo bombeia o ar para dentro da garrafa e outros com dispositivos de injeção de ar comprimido. Esse tipo de abridor também é muito útil em vinhos antigos com rolhas que podem esfarelar, mas é preciso cuidado para inserir a agulha atravessando cuidadosamente a cortiça. Se houver muito espaço entre a rolha e a parede do gargalo, talvez esse saca-rolhas não funcione com perfeição, já que o ar vai escapar e não formar a pressão necessária para expelir a rolha. No modelos de ar comprimido, é necessário cuidado ao usar em garrafas antigas para não correr o risco de quebrá-las devido à pressão.

 
Fonte: Revista Adega

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Já existe o copo de vinho que não entorna

Promovido pela Super Duper Studio, o copo de vinho que não entorna chega agora ao mercado.
 
A Super Duper Studio decidiu criar o copo de vinho que irá ajudar os apreciadores desta bebida a vencer o seu maior drama: entornar. Já é tal o sucesso deste objeto que se torna difícil despachar todas as encomendas.
 
O copo chama-se Saturn Wine Glass e cada unidade custa 52 dólares, cerca de 42 euros. Segundo a empresa vendedora, a procura tem sido enorme.
 
 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Os 5 acessórios mais incríveis para vinho

5. Coravin

Lançado na luxuosa loja de departamento Harrods, o Coravin permite que usuários coloquem o vinho na taça sem remover a rolha. O produto usa uma agulha muito fina capaz de penetrar na rolha e encher a garrafa com gás argônio, que suga o vinho para fora. A tecnologia garante que o vinho possa ser consumido aos poucos durante muito tempo, sem o oxigênio entrar.
 
Preço: £269 (R$ 1074)

4. Vinnebago

O Vinnebago é uma garrafa térmica para vinhos. É capaz de manter o vinho dentro da mesma temperatura por até 25 horas, graças ao seu sistema inovador de isolamento da bebida. O produto usa uma terceira camada para isolar o vinho do ambiente externo.
 
Preço: US$30 (R$ 76)

3. Suporte para Bicicleta

Transporte seus vinhos com estilo nesse suporte para bicicleta feito de couro. É compatível com a maior parte das bicicletas.
 
Preço: US$ 34 (R$ 86)


2. Saca-rolhas de 100 mil libras

A engenhoca pesa meia tonelada e conta com mais de 300 engrenagens de bronze que realizam o trabalho de tirar a rolha da garrafa e de servir o vinho na taça. Segundo o criador, é “completamente desnecessária, mas brilhante e muito divertida”.
 
Preço: £100,000 (R$ 397,000) – Não disponível para compra

1. Adega da Porche

A adega é uma das mais extravagantes e foi feita exclusivamente para guardar Champagne Veuve Clicquot. O design do produto é inspirado na montadora de luxo Porsche. Além disso, a adega armazena as garrafas sob uma temperatura constante de 12°C. No mundo inteiro, só foram produzidas 15 unidades.
 
Preço: US$70,000 (R$ 177,000)
 
Fonte: Revista Adega e The Drink Business

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Mala de vinhos “indestrutível”

VinGaurdValise, a maleta de vinhos “indestrutível”, foi lançada hoje (17/11) e promete redefinir o transporte seguro e prático das garrafas de vinho. O produto conta com uma superfície dura e resistente, além de uma espuma interna capaz de regular a temperatura e amortecer choques decorrentes do transporte.
 
A maleta pesa cerca de 20 kg quando equipada com uma dúzia de garrafas de vinho, fazendo com que ela esteja abaixo do limite de peso das principais companhias aéreas, como Air France, KLM, Alitalia, entre outras. Além disso, o produto conta com um diferencial interessante: Parte da espuma pode ser retirada caso o viajante decida incluir outros itens na mala e queira levar poucas garrafas.
 
Criada pelo designer Barry Wax, a VinGaurdValise demorou três anos para ser desenvolvida e hoje está sendo vendida por £150 (R$ 610).
 
Fonte: Revista Adega

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Decanter operado por celular

O decanter chamado de “Sonic” é capaz de desenvolver os aromas e sabores do vinho a partir de ondas sonoras e pode ser controlado por meio de um aplicativo de smartphone (Sonic Decanter App). Foi inventado por Charles Leonhardt, que usou uma tecnologia patenteada capaz de alterar a composição molecular e química do vinho, reduzindo os níveis de dióxido sulfúrico. Durante o processo da decantação, muitos dos gases dissolvidos na bebida são liberados criando novas ligações químicas similares àquelas formadas no processo de envelhecimento do vinho.
 
O CEO Michael Coyne da Dionysus Technology Concepts, distribuidora do produto, afirma que o aparelho simplifica o “tedioso processo” de esperar os vinhos tintos se desenvolverem dentro das garrafas. “O Decanter Sonic faz todo vinho ficar melhor, adicionando sabor, aroma e acabamento nunca atingido em um tempo tão curto de decantação”, declarou Coyne. Ele ainda completou: “Ao mesmo tempo, criamos também uma ferramenta que melhora o sabor dos vinhos brancos”.
 
O decanter já foi testado por alguns especialistas da área, que registraram boas críticas ao produto. Segundo um deles, o aparelho torna o vinho mais macio e saboroso, além de eliminar gostos muito ácidos. Para fazê-lo funcionar basta adicionar água, colocar o vinho, escolher as opções “tinto” ou “branco” no painel e esperar 15 minutos. Segundo os criadores, o aparelho funciona com garrafas fechadas e ainda pode revigorar garrafas abertas há alguns dias. O decanter vai ser lançado daqui um mês nos Estados Unidos e vai custar cerca de US$ 199 (R$ 500).
 
Fonte: Revista Adega

segunda-feira, 7 de abril de 2014

O copo que vai mudar o mundo dos vinhos

O primeiro sinal surgiu em França, e o contágio alastra-se agora pelo resto da Europa. Já não há crença nem antídoto que lhes valha. Prometeram, mentiram, voltaram a prometer e voltaram a mentir. Passados todos estes anos nunca aprenderam e a hemorragia parece incontrolável. Entramos na era em que de nada servem as campanhas, os comícios e os debates políticos. Só a abstenção parece capaz de alcançar novas maiorias absolutas.
 
 
Para evitar que a história se repita - e que o trabalho árduo de provar vinhos em feiras e encontros seja todo deitado por água abaixo - a equipa do Adegga, uma rede social que reúne referências, marcas e avaliações de vinhos, acaba de apresentar o Smart Wine Glass, um copo de vinho com memória.
 
“A ideia de associar a um copo de vinho uma memória portátil que é automaticamente transportada para uma memória digital surgiu de uma necessidade. Foi, no fundo, uma tentativa de encontrar solução para um problema nosso”, explica André Ribeirinho, cofundador da Adegga, uma rede social de consumidores de vinhos que já deu origem a um mercado português de vinhos - entretanto exportado para Bruxelas, Copenhaga e Munique.
 
A equipa do Adegga começou a pensar numa alternativa aos tradicionais blocos de apontamentos no início de 2013 mas recusava avançar sem primeiro testar a ideia num evento próprio. No último Adegga Wine Market, os copos - que incluem um chip que, em conjunto com um aparelho que cada produtor tem na sua mesa de provas, memoriza a informação e envia contatos, informação de produtores e marcas em prova aos clientes - foram testados. A experiência correu tão bem que André Ribeirinho e os seus dois sócios, Daniel Matos e André Cid, levaram o extraordinário recipiente a concurso. A vitória do copo português nos Wine Business Innovation Summit, em Munique, surpreendeu até os próprios criadores - que estavam a concorrer com 24 'startups' e oito produtos inovadores finalistas. E serviu para acelerar o trabalho para o lançamento do novo produto.
 
Fonte: Buzz

quinta-feira, 27 de março de 2014

Abrir um vinho usando um sapato? Não é tão fácil assim...

Talvez você já tenha ouvido falar da incrível habilidade de se abrir uma garrafa de vinho sem o uso de um saca-rolhas, com apenas um sapato. Será que funciona mesmo?
 
 
Bem, esse cara francês com certeza faz parecer muito fácil uma tarefa que, na verdade, não é tão simples assim.
 
O truque de fato funciona – mas não em todas as ocasiões, e certamente não com a rapidez que ele deu a entender.
 
 
O vídeo acima mostra que, definitivamente, a abertura de vinho com um sapato dá certo, mas não é fácil. Alguns diriam que é praticamente uma sessão de ginastica, já que às vezes é preciso bater a garrafa contra a parede por 10 a 15 minutos.
 
E, antes que você resolva testar o malabarismo por si mesmo, vale avisar que você só terá sucesso se o seu vinho tiver rolha de cortiça. As novas rolhas de plástico ultramodernas não movem um milímetro, não importa o quanto você as esmague contra a parede.
 
Quando o truque funciona, o que acontece é muito simples: o próprio vinho empurra a rolha. “Quando se atinge o frasco contra o sapato, o impacto do sapato contra a parede proporciona uma força mais ou menos constante para o frasco, que é então transmitido para o líquido”, diz James Wallace, engenheiro da Universidade de Maryland (EUA), que estuda a dinâmica de fluidos.
 
A força move-se muito rapidamente para o líquido, da mesma forma que faria em um sólido. “Quando um líquido está confinado, como o vinho na garrafa, ele não pode fluir. Assim, o vinho vai atuar muito bem como um sólido”, explica. O vinho transfere essa força para a cortiça, que começa a sair.
 
Como o sapato é uma peça chave nessa transferência de forças, não pode ser simplesmente qualquer um. Sapatos com solas muito almofadadas, como tênis de corrida, não funcionam.
 
“Um tênis de corrida é feito com algum tipo de material compressível que pode deformar. Assim, a força da parede é absorvida pela sola, e ela não é muito concentrada”, afirma Wallace.
 
Não surpreendentemente, saltos também não funcionam tão bem, porque o ângulo da sola não é favorável. Para a força máxima ser transferida para o vinho, a garrafa deve estar perfeitamente perpendicular à parede. Se estiver inclinada, então um pouco da força não será transmitida para a garrafa.
 
Na verdade, de acordo com Wallace, você provavelmente não precisaria nem de um sapato para abrir a garrafa. “Eu imagino que seria ainda melhor bater a garrafa contra a parede diretamente. A garrafa é rígida, e a parede é rígida. Portanto, a energia da batida seria intensamente transmitida em ambas as superfícies”, esclarece.
 
Claro que, com essa estratégia, você corre o risco de quebrar a garrafa. “O problema é que, sem o sapato, você não sabe quão forte deve bater na parede. Como ele absorve uma parte da energia, você consegue calibrar intuitivamente a força com a qual batê-lo”, diz.
 
Por isso, pode demorar mais tempo com o sapato, mas pelo menos você vai realmente poder beber o vinho, em vez de usá-lo em sua roupa.
 
Quem for tentar o faça com vinhos baratos, pois você não vai querer ficar vibrando seu Bourgogne ou Brunello durante quinze minutos. Vale salientar, por razões óbvias, que isso não deve ser feito com nenhum tipo de espumante.

domingo, 16 de março de 2014

Label Skin

Se tem os seus vinhos mais preciosos num local com muita umidade e pretende conservar os seus rótulos em ótimas condições, então este produto poderá ser a solução.
 
Um rótulo danificado pode quase reduzir pela metade o valor de um vinho guardado para investimento e até mesmo torná-lo invendável. Mesmo que seja para consumo próprio ou para oferecer, um vinho muito caro (na verdade, todos) merece um rótulo em excelentes condições.
 
Infelizmente, as caves naturais até costumam ter excelentes condições de conservação dos vinhos (escuridão, temperatura fresca todo o ano) mas a umidade geralmente acaba por atacar os rótulos, danificando-os. Isto sem falar em poeira ou insetos.
 
Um novo produto, chamado Label Skin veio para prevenir exatamente isso. Trata-se de uma película transparente de alta performance, eletrostática, que protege totalmente os rótulos mas, garante o fabricante, não tem nenhum efeito negativo sobre a estética da garrafa. A Label Skin é flexível e não usa cola. É fácil de aplicar e não deixa nenhum resíduo após a remoção. O preço? Existem duas versões: uma, em caixa com 12 unidades e um pano de limpeza; a outra um blister com 18 unidades (para profissionais). Ambas custam 39 euros.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Que taça escolher?

Se você está iniciando no mundo dos vinhos, é provável que já tenha se visto em frente a uma prateleira com diversas taças e pensado: "por que há tantas diferentes?" Para o iniciante, comprar uma taça é tão complicado quanto escolher o vinho. Mas, mesmo enófilos com alguma prática podem titubear diante da variedade.
 
Então, a primeira atitude é entender por que há tantas taças de formatos diferentes. Da mesma maneira que determinados tipos de roupa ajudam a valorizar o corpo, para tirarmos o melhor proveito de uma garrafa de vinho também é necessário escolher a taça ideal.
 
Hoje, "o formato é técnica pura", afirma Luiz Gastão Bolonhez, editor de vinhos de ADEGA. Isso porque, após muitos estudos, os recipientes foram desenvolvidos para conduzir o vinho para a boca e o nariz de maneira a realçar cores, aromas e sabores do fermentado, o que influencia no resultado. Para quem duvida, basta testar. Um paladar minimamente aguçado sentirá a diferença ao beber um mesmo vinho em taças completamente diferentes.
 
Uma para cada vinho?
 
Como cada vinho possui características únicas dependendo da uva (além de outros tantos fatores, mas vamos nos concentrar só neste por enquanto) com que é produzido, reza a lenda que é necessário ter uma taça para cada tipo. A marca austríaca Riedel, por exemplo, é uma das que acredita nesta premissa e possui cerca de 400 tipos e tamanhos de taças, uma para cada espécie de uva e/ou região do mundo.
 
Aí, você se pergunta: eu preciso de todas elas? Segundo André Wollny, representante da Spiegelau, "o consumidor, em casa, pode ter uma menor variedade de taças sem perder o prazer de beber vinho". Por isso a regra para iniciar o caminho é simplificar. Aqueles modelos que não podem faltar em sua casa, "são os adequados para os vinhos que gostamos de beber", diz Wollny. Porém, a primeira dica é ter uma taça "coringa" e o principal trunfo se chama ISO (International Standards Organization): uma taça desenvolvida para degustações técnicas e que serve para qualquer vinho.
 
Depois, é comum aconselhar que você tenha quatro modelos básicos: uma taça para brancos, duas para os diferentes tipos tintos (Bordeaux e Borgonha) e uma para espumantes. Se quiser, pode ainda ir além, com uma para rosados e uma para doces (apesar de a de vinho branco também servir para essa função). Mais adiante vamos detalhar como é o desenho de cada um desses recipientes e explicar o porquê de seus formatos.
 
Material
 
Para adquirir as suas taças, você deve prestar atenção a alguns detalhes. O primeiro é o material. Deixe de lado qualquer uma que não seja completamente transparente, afinal, parte do prazer de degustar um vinho também está em olhar para suas tonalidades, que dão dicas sobre o tipo de uva e idade da bebida.
 
Existem basicamente três opções: de cristal, cristal de vidro ou vidro. A diferença entre elas é a presença e o teor de chumbo, metal utilizado em sua produção. A de cristal tem até 24% de chumbo, o cristal de vidro vem com cerca de 10% e o vidro não tem. O chumbo dá mais leveza, delicadeza e sonoridade, além de fazer com que a espessura da taça seja mais fina. As taças de cristal também são mais porosas. Esse fator também é positivo, pois, ao girarmos um vinho enquanto o degustamos, forçamos as moléculas contra a parede áspera, quebrando-as e, desse modo, obtendo grande concentração de aromas. Por fim, em 2006, foram lançadas as taças "inquebráveis", feitas de um material chamado Kwarx, pela Mikasa, Schott Zwiesel e outros.
 
TIPOS BÁSICOS DE TAÇAS
 
Para vinhos tintos
 
O vinho tinto precisa de espaço para respirar, pois tem aromas e sabores muito intensos. Por isso, a taça tem corpo grande, fazendo com que se libere toda a sua potência. O formato também é ideal para que a bebida possa "dançar". Por esse motivo, também é importante lembrar que ela deve apenas ser preenchida até um terço de sua capacidade.
 
Existem dois tipos comuns de recipientes de vinho tinto: Bordeaux e Borgonha, taças batizadas com esses nomes por causa das famosas regiões produtoras da França.
 
Bordeaux
 
As taças Bordeaux foram feitas para abrigar vinhos mais encorpados e ricos em tanino, feitos principalmente a partir da uva Cabernet Sauvignon. Elas possuem o bojo grande, mas têm a borda mais fechada para evitar a dispersão de aromas, concentrando- os. A aba fina direciona o vinho para a ponta da língua, permitindo que a untuosidade e os sabores frutados dominem antes que os taninos sejam direcionados para a parte de trás da boca. É indicada para Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Tannat, entre outras uvas.
 
Borgonha
 
Os vinhos da Borgonha são mais complexos e concentrados, produzidos principalmente com a uva Pinot Noir. Portanto, as taças são em formato balão (ou seja, com bojo maior do que as Bordeaux) para que haja mais contato com o ar, o que permite que o buquê se libere mais rapidamente. Este recipiente foi feito para que o vinho explore muito o nariz. O formato direciona o fluxo acima da ponta e do centro da língua, diminuindo a acidez e acentuando as qualidades mais arredondadas e maduras do vinho. Além da Pinot Noir, também é ideal para que sejam apreciados vinhos Rioja tradicional, Barbera Barricato, Amarone, Nebbiolo etc.
 
Para vinhos brancos
 
As taças têm corpo menor do que as para vinho tinto por dois motivos. Primeiro, o vinho branco precisa ser consumido em temperaturas mais baixas e, portanto, em um recipiente menor, que permita menos trocas de calor com o ambiente. Segundo, porque precisa que sejam realçadas as notas de frutas. A aba estreita entrega o fluxo do vinho através das áreas da língua com equilíbrio entre doçura e acidez, crucial para os brancos.
 
Para vinhos rosados
 
Os vinhos rosés possuem os taninos dos tintos, mas os aromas dos brancos. Por esse motivo, a taça costuma ser menor que a dos brancos, mas com bojo maior. Ela deve acentuar a acidez do vinho, equilibrando assim sua doçura. Se não tiver uma taça específica para rosés (poucas marcas possuem), pode usar uma para vinho branco.
 
Para vinhos doces e fortificados
 
Possuem bojo pequeno, justamente porque as pessoas consomem vinhos doces e fortificados em quantidades menores. Também são mais estreitas na parte superior. Seu design ajuda a conduzir o fluxo da bebida diretamente para a ponta da língua, região onde os sabores doces são mais percebidos.
 
Taça ISO
 
Por fim, existe a taça ISO (International Standards Organization), criada em 1970. Ela é uma espécie de taça coringa, pois serve para todos os tipos de vinho. É muito utilizada para degustações técnicas, para que possa ser mantida uma referência entre diversos tipos de fermentado. Por isso, pode ser um dos melhores modelos para começar o seu acervo. Ela é relativamente pequena e totalmente cristalina. Seu bojo é maior e ela é fechada na parte de cima. É boa especialmente para a parte aromática.
 
Para espumantes e/ou champagnes
 
Para um Champagne ou um espumante comum, a taça adequada é a que chamamos de flûte, ou flauta. Ela serve para que possam ser apreciadas as borbulhas, ou perlage. A taça fina também direciona a efervescência e os aromas para o nariz, enquanto controla o fluxo acima da língua, mantendo o equilíbrio entre a limpeza da acidez e a saborosa profundidade. Quanto mais bojo tiver a taça, melhor, pois se for reta demais no sentido longitudinal não irá realçar os aromas. Se o Champagne for Cuvée ou de safra especial, faz-se necessário um recipiente com corpo curvo, para que o apreciador possa sentir alguma fruta.
 


Fonte: Revista Adega
Por Thalita Fleury

sábado, 18 de janeiro de 2014

Faça você mesmo uma adega

Para quem não dispensa um vinho e gosta de armazená-lo corretamente, com a garrafa deitada na horizontal, uma opção criativa e econômica é fazer sua própria adega reciclando materiais.
 
Resistente e em formato circular, as latas de alumínio são matéria-prima ideal para fazer a adega. Elas levam cerca de 200 a 500 anos para se decompor. Portanto reutilizá-las é uma forma de contribuir com o meio ambiente e também decorar a casa de um jeito econômico com objetos criativos e funcionais.
 
Parecida com uma colmeia, esta adega é feita com latas pintadas com spray. Ela ocupa pouco espaço e armazena até 12 garrafas. Confira como fazer:
 
Materiais 
  • 12 latas de alumínio
  • Tinta spray
  • Um abridor de latas sem rebarbas
  • Prendedor de papel tipo Binder
  • Pistola com cola quente
 Como Fazer


Tire o fundo da lata utilizando o abridor sem rebarbas. Caso você não o tenha pode usar um abridor comum e tirar as rebarbas com a haste de uma chave de fendas para evitar que haja riscos, ferimentos ou cortes.
 





Pinte a parte externa das latas utilizando tinta spray e deixe secar. Uma outra opção é preparar a lata com duas demãos de primer para metal (que pode ser comprado em lojas de materiais para artesanato) e pintar as latas com esmalte a base de água. Quem preferir pode simplesmente encapar as latas com adesivo vinílico.
 




A próxima etapa é pintar a parte interna da lata. Neste exemplo foram usados três tons de azul: azul claro, azul-turquesa e azul-marinho escuro. Lembrando que esta etapa é opcional.
 



Com a pistola de cola quente cole uma lata ao lado da outra, formando uma fileira com três latas. Use o prendedor de papel para segurar a próxima fileira de latas e tire-os assim que a adega for finalizada. Uma outra opção é utilizar um prego e fazer dois furos laterais e através deles passar abraçadeiras para uni-las.
 

Confira outras opções de adegas feitas com latas:

 
Fonte: Catraca Livre
 

sábado, 7 de setembro de 2013

Reciclando com uma rolha, simples e rápido

A maioria esmagadora dos enófilos guarda as rolhas dos vinhos bebidos, mas o que fazer com as rolhas? Uns fazem quadros, outros colocam em recipientes de vidro e usam para decorar a casa, outros fazem descansos para pratos, etc. As opções e possibilidades são muitas, então é só usar a criatividade e reciclar da forma que mais lhe atrair.
 
Eu outro dia me deparei com um pen drive com a sua carcaça original quebrada, então me veio na cabeça o que poderia usar para não perder 8 GB de armazenamento, foi quando me veio a mente que uma rolha seria uma boa opção.
 
Veja abaixo o passo a passo, através de fotos, de como reciclar seu pen drive usando uma rolha de vinho.
 
Pen Drive sem sua carcaça original.
 
Com uma faca ou um estilete bem afiados
divida a rolha bem ao meio.
 
Com uma caneta marque uma das metades da rolha a área
que será ocupada pelo pen drive e, em seguida remova, com
o objeto cortante, remova apenas o necessário para que o
drive se encaixe perfeitamente.
 
Por fim é só juntar as parte usando para a liga cola de
madeira e depois é só usar e abusar do meu novo pen drive,
ouvindo as músicas nele armazenadas e chamando a atenção
dos curiosos.
Para a confecção usei apenas um pen drive sem carcaça, uma rolha de um pinot noir francês, uma faca pequena e um pouco de cola de madeira.
 
Foi-se o vinho, ficou a rolha
Foi-se a o plástico ficou a tecnologia
 
Veio a rolha
Veio a tecnologia
 
Juntaram-se a a rolha e a tecnologia
Fez-se a música.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Para os amantes do vinho e da magrela


Andar de bicicleta e carregar uma garrafa de vinho. Até pouco tempo atrás, essas eram tarefas complexas caso você não tivesse uma cesta acoplada à bike ou uma mochila nas costas. Porém, um designer resolveu dar um novo look para quem quer pegar sua magrela e ir para o parque fazer um picnic com vinho.
 
Jesse Herbert – designer, engenheiro, empreendedor e músico, como ele se define – inventou o "bicycle wine rack", feito para a crescente comunidade dos usuários de bicicletas nas grandes cidades. O produto, que prende a garrafa (na base e no gargalo) ao aro central da bike, é feito à mão em Montreal, no Canadá, onde o designer mora atualmente.
 
Feito em couro, o rack é ajustável a diversos formatos de garrafas. O produto está à venda no site Oopsmark.ca, por 34 dólares canadenses.
 
Veja abaixo o vídeo de como o produto funciona:
  

 
Post Scripitum
 
Esse é o post 500 do blog e é uma homenagem aos que, assim como eu, são amantes do vinho e de bike.
 
Saúde, bons vinhos e boas pedaladas a todos.