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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para acompanhar o bacalhau das festas de fim de ano: Catarina 2015 #cbe

O primeiro post de cada mês é destinado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil: Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, só que a ideia é que coloquemos as impressões sobre a nossa escolha no primeiro dia de cada mês, mas estes mês estou chegando com um baita atraso.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Felipe Silva do Blog BebadoVinho que nos colocou a garimpar: Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo.
 
Não encontrei um varietal com a casta Arinto, mas encontrei um vinho de lote (como são chamados os vinhos de corte em portugal) com a casta na composição e que a há muito queria degustar: o Catarina 2015.
 
Exemplar produzido pela gigante Quinta da Bacalhôa, que está presentem em 7 regiões vitícolas portuguesas, com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vinícos.
 
Neste vinho, produzido com Fernão Pires, Arinto e Chardonnay, o mosto das duas primeiras castas fermentaram separadamente em depósitos de aço inox; o Chardonnay fermentou em barricas de madeira nova de carvalho francês tendo estagiado nessas mesmas barricas 4 meses e meio com batonnage.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha, límpido e brilhante. Formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e delicados, marcados por notas de frutas amarelas (pêssego e abacaxi), seguido de notas florais, minerais e tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico, acidez refrescante, interessante mineralidade e repetição das notas olfativas. Final de boca longo, complexo, com delicioso frescor e a fruta dominando o retrogosto.
 
Vinho delicioso e que ainda vai ganhar um pouco mais com a guarda em garrafa. Foi um par perfeito para o bacalhau e as batatas ao murro preparados por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Catarina
Tipo: Branco
Castas: Fernão Pires, Arinto e Chardonnay
Safra: 2015
País: Portugal
Região: Península de Setúbal
Produtor: Quinta da Bacalhôa
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 04.12.2016

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Quinta da Alorna 2013

O sétimo e penultimo vinho degustado durante a formação em vinhos portugueses foi o Quinta da Alorna Branco 2013, um vinho produzido pela vinícola de mesmo nome e que tem mais de 280 anos de história.
 
Em 1723, D. Pedro de Almeida (1688 / 1756) comprou a Quinta de Vale de Nabais. Em meados do século XVIII, viria a ser nomeado Vice-Rei da Índia. Distinguindo-se por atos de bravura na tomada da praça forte de Alorna, o Rei de Portugal, D. João V concedeu-lhe o título de Marquês de Alorna. Regressado a Portugal, mudou o nome da sua quinta para Quinta da Alorna e plantou as primeiras vinhas.
 
Para os padrões portugueses, a Quinta da Alorna é uma grande herdade (fazenda) com os seus 2.800 hectares. As vinhas ocupam 220 hectares na Charneca, as florestas (sobreiros, eucaliptos e pinheiros bravos e mansos) 1.900 hectares e as culturas agroindustriais (milho, trigo, beterraba, ervilha e tomate) 360 hectares.
 
As instalações deste produtor são muito bonitas merecendo destaque a adega antiga cheia de história, a adega moderna bem equipada, o palácio da Quinta da Alorna inteiramente restaurado, a escola de equitação e uma vinha com finalidade pedagógica onde em apenas 0,5 hectare podemos observar 9 castas brancas e 18 tintas.
 
Quanto ao vinho trata-se de um corte das uvas Arinto e Fernão Pires que apresentou cor amarelo palha bem claro. No nariz aromas suaves e delicados de frutas brancas cítricas tais como pêra, lichia e abacaxi. Em boca mostrou alta acidez e frescor, com repetição da fruta seguido de notas de pão tostado. Final de boca longo e refrescante.

O Rótulo:

Vinho: Quinta da Alorna
Tipo: Branco
Castas: Arinto e Fernão Pires
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Tejo
Produtor: Quinta da Alorna
Enólogo: Martta Reis Simões
Graduação: 13%
Onde comprar: ? (Importado pela Adega Alentejana)
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 8º
Preimações: Medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas e no Concurso de Vinhos do Tejo

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conferimos a Degustação dos Vinhos e Azeites de Trás-os-Montes

Desembarcam em Recife nove produtores de vinhos e azeites da região de Trás-os-Montes, Região vitivinícola de Portugal, para apresentar seus produtos em uma degustação voltada prioritariamente a profissionais (compradores, distribuidores, donos de bares e restaurantes, sommeliers, entre outros), em virtude dos produtores ainda buscarem importadores no Brasil,  o Vinhos de Minha Vida, na companhia do amigo Juberlan, passou por lá e conferiu a degustação.
 
A região de Trás-os-Montes está situada no extremo nordeste de Portugal, na fronteira (ao norte e a leste) com a Espanha, a região produz rótulos a partir de vinhedos que desfrutam do frescor do clima mediterrâneo e, ao mesmo tempo, das temperaturas mais frias - típica das partes mais altas do vale. Fatores que permitem a produção de títulos com qualidade reconhecida desde o domínio romano na localidade.
 
Os solos desta região são predominantemente formados por xistos pré-câmbricos e arcaicos, com algumas manchas graníticas, existindo numa pequena área manchas calcárias de gneisses e de aluvião. Os vinhos da Região de Trás-os-Montes são bastante diferenciados, em função dos microclimas em que têm origem (altitude, exposição solar, pluviosidade, temperatura, etc.).
 
A  DO Trás-os-Montes possui 3 sub-regiões: "Chaves", "Valpaços" e "Planalto Mirandês". As castas tintas plantadas nas três sub-regiões são a Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca, enquanto as brancas são a Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.
 
Os tintos de uma forma geral mostraram notas adocicadas em demasia (característica que não agrada meu paladar), os brancos pouca acidez e notas adocicadas e enjoativas e o rosé acidez discreta e adstringência, deixando o vinho "travoso". Segue a lista dos vinhos degustados e em seguida as notas de prova dos dois rótulos que mais se destacaram.
 
Fonte do Sapo Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Amarela; Tinta Roriz; Touriga Nacional. 14%. Produção de 3000 garrafas.
Persistente Reserva Tinto 2010.
Sonnini Branco 2012.
Cansa Lobos Colheita Selecionada 2010.
Quinta de Arcossó Branco 2012. Castas: Fernão Pires; Arinto. 13,5%.
Quinta de Arcossó Rosé 2012. Castas: Bastardo; Touriga Franca. 13,5%.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%. Produção de 10700 garrafas.
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2008. Castas: Touriga Nacional; Touriga Franca; Outras. 13,5%.
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009. Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo. 15%. Produção de 1300 garrafas.
Amenu Tinto 2012. Castas: Tinta Roriz; Touriga Franca. 13,5%. Produção de 2500 garrafas.
Campo de Março Tinto 2010. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%.
Campo de Março Reserva Tinto 2011. Castas: Touriga Nacional; Tinta Roriz; Tinta Amarela. 14%. Produção de 6600 garrafas.
 
Quinta de Arcossó Reserva Tinto 2007
 
Este vinho provém de uma vinha localizada na micro-região da Ribeira de Oura, instalada numa encosta de média altitude, exposta a Sul, com cerca de 20% de declive, sendo o solo de origem granítica. A vinificação foi realizada em lagar com pisa a pé, tendo o vinho estagiado durante 12 meses em barricas de carvalho francês e americano.
 
Visualmente mostrou cor rubi e halo violácea, com lágrimas grossas e lentas. No nariz destaque para a predominância das notas frutadas e uma delicada nuance de barrica. Em boca é um vinho intenso, estruturado, com taninos vivos, mas já amaciados pelos 6 anos de vida, o paladar mostra-se muito frutado, com nuances de especiarias como café e ainda notas de chocolate amargo e tostado. Final de boca revelou um comprimento e uma persistência medianos.

O Rótulo
 
Vinho: Quinta de Arcossó Reserva
Tipo: Tinto
Castas:  Touriga Nacional (35%); Touriga Franca (25%) e outras (40%).
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Quinta do Arcossó
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Ainda não está no mercado local
Preço médio em Portugal:  9 Euros
Temperatura de serviço: 16º
 
Terras do Salvante Reserva Tinto 2009
 
Esse foi o melhor da noite, tanto para mim como para o Juberlan. Deste vinho foram produzidas apenas 1300 garrafas e nós pudemos degustar parte desta limitada produção.
 
As uvas seleccionadas para a elaboração deste vinho provêm de uma das melhores zonas da sub-região Valpaços - Santa Valha, na qual as condições micro climáticas espaciais permitem a expressão óptima das castas: Tinta Roriz, Trincadeira e Bastardo. A sua estabilização é natural, portanto é susceptível a formar pequeno depósito.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi intensa e brilhante, com halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz mostrou boa complexidade, com a fruta madura aparecendo em primeiro plano e em boa integração com notas de café, baunilha e um tostado elegante e delicado. Em boca mostrou taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e os impressionantes 15% de álcool que não agrediram em nenhum momento. Final de boca agradável e de boa intensidade repetindo a fruta e o tostado no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Terras do Salvante Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tinta Roriz; Tinta Amarela; Bastardo
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Terras do Salvante
Graduação:15%
Onde comprar em Recife: Ainda não está no mercado local
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
Degustamos também quatro azeites, os quais terminaram roubando a cena, mas isso é tema para um outro post.

 

sábado, 29 de dezembro de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Roquevale

A Roquevale foi fundada por António Alfredo Gomes dos Santos, produtor de vinho na região de Torres Vedras, Estremadura e que foi o primeiro viticultor exterior ao Alentejo a acreditar no seu potencial para a produção de grandes vinhos. Em 1970, adquiriu na região do Redondo, a Herdade (Fazenda) da Madeira Nova de Cima e o Monte Branco. A primeira, de terrenos xistosos, para as castas tintas, e a segunda, de solos graníticos, essencialmente para as castas brancas.

Durante vários anos as uvas foram entregues numa Adega Cooperativa. Em 1983, por iniciativa do genro de Gomes dos Santos, Carlos Roque do Vale, foi criada a Roquevale. Seis anos mais tarde foi construída uma adega no meio das vinhas do Monte Branco e em 1989 iniciou-se a produção de vinho com marca própria.
 
Após ter sido diretor de uma Adega Cooperativa durante nove anos, Carlos Roque do Vale assumiu o controle da Roquevale. Com base na experiência que tinha adquirido, passou a construir, de forma determinada, uma grande empresa vitivinícola. O objetivo que impôs a si próprio era simples: “produzir vinhos que soubessem conquistar o mercado”. E atingiu-o de forma indiscutível. Atualmente com 200 hectares de vinhas próprias, uma adega moderna e bem equipada, caves de envelhecimento grandes e muito bonitas, a Roquevale é a segunda maior empresa privada de vinhos do Alentejo.
 
Esse foi o penúltimo stand que visitamos durante o Passeio Enológico por Portugal. Degustamos 5 rótulos da Roquevale e os descrevo nas linhas que seguem.
 
Convento da Serra Branco 2010
 
Vinho muito fácil de se encontrar no Brasil. Possui um rótulo com a imagem de um convento e uma imagem de azulejos  com a inscrição do nome do rótulo, tornando o rótulo e o nome do vinho muito harmonicos.
 
O vinho mostrou uma cor amarelho clara, com tons palha. Aromas de limão, denotando bastante frescor ao vinho. Em boca mostrou-se suave, com boa acidez e frescor. Final de boca refrescante e de média persistência.
 
O Rótulo
 
Vinho: Convento da Serra
Tipo: Branco
Casta: Fernão Pires, Rabo de Ovelha e Roupeiro
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Roquevale
Enólogo: Joana Roque do Vale
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express e DLP
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 12º
 
Terras de Xisto Rosé 2009
 
Vinho de cor vermelho cereja. No nariz também msotrou aromas frescos e de fruta vermelha (cereja) em boa intensidade. Em boca apresentou boa acidez, corpo médio e bom equilíbrio.
 
O Rótulo

 
Vinho: Terras de Xisto
Tipo: Rosé
Casta: Tinta Roriz, Castelão
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Roquevale
Enólogo: Joana Roque do Vale
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 12º
 
 
 
Convento da Serra Tinto 2010
 
Vinho de cor rubi intensa e brilhante com presença de poucas lágrimas, finas e lentas. No nariz mostrou aromas de fruta vermelha em média intensidade. Em boca mostrou taninos suaves e redondos, em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de corpo de média intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo

 
Vinho: Convento da Serra
Tipo: Tinta
Casta: Tinta Roriz, Castelão e Trincadeira
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Roquevale
Enólogo: Joana Roque do Vale
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º
 
 
 
 
 
Tinto da Talha 2009
 
Este vinho nos transporta na história. O seu nome é uma homenagem às técnicas de vinificação utilizadas pelos romanos há 2000 anos atrás no Alentejo. É um vinho com maior requinte e mais trabalhado e recebeu melha de bronze da Decanter e de prata no Concurso Nacional de Vinhos.
 
Visualmente mostrou cor rubi intensa e fechada, com lágrimas finas e rápidas em grande quantidade. No nariz muito intenso, com toques florais e de fruta em compota. Em boca mostrou taninos potentes, mas macios e redondos, bom equilíbrio. Final de boca muito intenso e agradável, com um gole pedindo outro.
 

O Rótulo

 
Vinho: Tinto da Talha
Tipo: Tinto
Casta: Castelão e Trincadeira
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Roquevale
Enólogo: Joana Roque do Vale
Graduação: 13,5%
Onde comprar: ?
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º
 
 
Roquevale Reserva Tinto Reserva 2005
 
Esse é o vinho Top da Roquevale; estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês e americano e inúmeros prêmios dentre eles: Challenge International du Vin 2011 – GOLD Medal, Concours Mondiale de Bruxelles 2011 – Medaille OR, Internacional Wine Guide 2011 - Silver Medal, International Wine Challenge 2009 - Silver Medal, Concours Mondial de Bruxelles 2009 - Silver Medal, Vinalies Internationales 2009 - Vinalies d'Argent, Wine Master Challenge 2009 - Bronze Vine Leaf, Challenge International du Vin 2009 - Médaille d'Argent.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi granada com uma verdadeira chuva de lágrimas finas e rápidas. No nariz primorosos, com notas de café, fruta vermelha madura, tostado e toques de couro, com a fruta em bom equilíbrio com a madeira. Em boca muito intenso e estruturado, com taninos potentes e em bom equilíbrio com álcool e acidez. Final de corpo persistente e com bom potencial de guarda.
 
O Rótulo

 
Vinho: Roquevale Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Tinta Caiada, Touriga Nacional e Alicante Bouschet
Safra: 2005
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Roquevale
Enólogo: Joana Roque do Vale
Graduação: 13,5%
Onde comprar: ?
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º