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domingo, 25 de março de 2018

O irretocável Torcicoda Primitivo 2015

Não sou fã de vinhos com a uva Primitivo, talvez porque as minhas experiências com exemplares com esta casta tenham sido decepcionantes, mas uma coisa é certa: provei o Torcicoda Primitivo 2015 e fiquei apaixonado pelo vinho, simplesmente primoroso.
 
O vinho é produzido pela Tenuta Tormaresca, que faz parte do famoso grupo Marchese Antinori, das maiores grifes do vinho italiano, em uma zona denominada Salento (literalmente o salto da mota no mapa da Itália), uma das denominações de origem da uva Primitivo na Puglia.
 
O Torcicoda é um 100% primitivo, que teve 10 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês e húngaro e mais 8 meses em garrafa.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso, brilhante, com reflexos violáceos e intensa formação de lágrimas.
 
No nariz o vinho mostrou aromas intensos, marcado por notas de frutas vermelhas, acompanhadas de notas de especiarias, baunilha e elegante tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos potentes, porém redondos e em bom equilíbrio  a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou final de boca com boa persistência e as notas da fruta e do tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho elegante, potente, redondo, enfim: irretocável!
 

O Rótulo

Vinho: Torcicoda
Tipo: Tinto
Castas: Primitivo
Safra: 2015
País: Itália
Região: Salento - Puglia
Produtor: Tenuta Tormaresca
Graduação: 14%
Onde comprar: Winebrands
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 12.01.2018

sábado, 9 de setembro de 2017

One Bottle of Red 2015

Sou fã da Cabernet Sauvignon! Dos vinhos com esta casta prefiro os mais encorpados e com passagem por barricas de carvalho, mas os vinhos mais jovens e fáceis de beber também me agradam.

Um desses vinhos jovens que vale cada gole é o One Bottle Red, produzido pela vinícola chilena One Bottle. No Brasil é importado pela Winebrands.

O One Bottle Red é produzido com as castas cabernet sauvignon e um toque de merlot provenientes, ao que parece, de mais de uma região do chile e não possui passagem por barricas de carvalho.

Na taça apresentou cor rubi escura, límpida e brilhante, halo vermelho e boa formação de lágrimas.
 
No nariz o vinho mostrou notas ameixa, amora e morango, seguido de notas herbáceas e de especiarias bem sutis.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos, boa acidez e álcool na medida certa. Uma explosão de frutas frescas deram a sensação gustativa de vinho jovem. Final de boca de boa persistência.
 
Um cabernet fácil de agradar e uma boa companhia para pratos descontraídos. Nós harmonizamos com pães sírios caseiros e caponata.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: One Bottle of Red
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 87,5% e Merlot 12,5%
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vinhedos do Chile
Produtor: One Bottle
Graduação: 13%
Onde comprar: WINEBRANDS
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 20.06.2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Passatempo Douro DOC 2015 #cbe

Todo início de mês tenho o compromisso especial de comentar sobre um vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e esse mês o Gil Mesquita do blog Vinho Para Todos e também fundador desta distinta confraria tornou a tarefa mais agradável ao sugerir aos confrades que degustássemos um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço.
 
Os vinhos portugueses estão no topo da pirâmide na minha lista de preferências e sempre é um prazer abrir uma garrafa de vinho das regiões vitinícolas do país ibérico.
 
Inicialmente iria falar sobre o vinho Flor das Tecedeiras 2014, mas o confrade Gil publicou sobre o vinho, então decidi publicar sobre o best buy Passatempo Douro DOC 2015, produzido pela JAWS.

Na taça apresentou cor vermelho rubi intenso e brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz um vinho rico em aromas  de fruta vermelha, seguido de notas de pimenta e especiarias.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos sedosos e boa acidez. Repetição das notas frutadas e final de boca de médias intensidade com frescor e leve picancia no final de boca.
 
Um vinho versátil, super tranquilo, fácil de beber e que acompanha bem as situações e os pratos do nosso cotidiano.
 
O Rótulo
 
Vinho: Passatempo
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca
Safra: 2016
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: JAWS
Graduação: 13%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Santa Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Quem não gosta de um bom vinho cabernet sauvignon? É bem verdade que alguns responderão positivamente, mas a grande maioria dos enófilos irá apontar a casta como uma das mais degustadas. Eu sou fã e sempre que posso abro uma garrafa.
 
O vinho do post de hoje é o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon, produzido no Alto Jahuel no Vale do Maipo pela Santa Rita, Vinícola fundada por Domingo Fernandez e desde 1980 é comandada pelo grupo Claro.
 
Atualmente o grupo conta com nada mais nada menos que 5000 hectares de vinhedos no Chile e na Argentina, com uma produção de 24milhões de garrafas por ano.
 
O vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho de primeiro, segundo e terceiro uso.
 
No Brasil o exemplar é importado pela Winebrands!
 
Na taça apresentou cor rubi de escura com matizes violáceas, com bom brilho e limpidez. Observei ainda a presença de lágrimas abundantes finas e rápidas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, especiarias, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos macios, boa acidez e álcool a bem integrados ao conjunto. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca seco, de boa persistência e com a presença da fruta e do chocolate no retrogosto.
 
Harmonizamos com uma bela costela bovina.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Santa Rita Medalla Real
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale do Maipo, Alto Jahuel
Produtor: Santa Rita
Graduação: 14%
Onde comprar: Winebrands
Preço Médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.05.2017

quarta-feira, 1 de março de 2017

Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium tinto 2013 #cbe

O primeiro post do mês é reservado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil. A ocasião é sempre especial e este mês um pouco mais, pois o tema foi de minha responsabilidade.
 
Há 5 anos (desde janeiro de 2012) faço parte desta distinta confraria, relembre meu primeiro vinho aqui, e há 4 anos (fevereiro de 2013) foi me dada a honra de sugerir o tema pela primeira vez, relembre.
 
Baseado nos fatos acima foi que escolhi o tema: "Vinho tinto alentejano com 3 ou mais castas". Explico: o primeiro vinho que degustei para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi o Paulo Laureano Reserve Branco 2010, um vinho produzido na DOC do Alentejo, pelo produtor que dá nome ao vinho  e que possui como característica usar apenas castas nativas portuguesas em seus rótulos, os quais são, em grande parte, vinhos de lote (coorte ou assemblage).
 
Para celebrar os 5 anos de CBE resolvi abrir um vinho do mesmo produtor que degustei lá no início e pra completar da safra de 2013, ano que sugeri pela primeira vez o tema.
 
O vinho escolhido foi o Paulo Laureano Vinhas Velhas tinto 2013, um exemplar produzido a partir das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, advindas do velho vinhedo Julieta, na Vidigueira.
 
Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor rubi de média intensidade, com reflexo violáceos, límpida e brilhante. Presença de lágrimas abundantes finas e lentas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, folhas secas, defumado e madeira.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e acidez já se esvaindo, álcool a 14%, mas sem sobressair. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca elegante e de boa persistência.
 
O vinho mostrou, como sempre uma boa experiência, mantendo o produto entre os meus prediletos.
 
Degustamos o vinho sem nenhuma pressa, apreciando cada gole, acompanhado de uma picanha.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium
Tipo: Tinto Assemblage
Castas: Aragonez 40%, Trincadeira 40% e Alicante 20%
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Vidigueira, Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 pts Revista Adega
Degustado em: 28.02.2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 2005 #cbe

Divida é dívida e não pode deixar de ser paga, pensando assim começo a diminuir a dívida com a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE publicando o vinho do tema de abril de 2016 sugerido pelo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos, que mandou ver dizendo: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais.
 
Pra pagar a dívida com um tema tão instigante a minha escolha foi o Don Abel Gran Reserva Cabernet Sauvignon-Merlot 200, produzido pela vinícola de mesmo nome imbicada em Casca, na Serra Gaúcha.
 
Inaugurada em 2005 a Don Abel é uma vinícola Boutique que prima pela qualidade dos vinhos. Os vinhos são produzidos apenas quando a safra é boa e esse foi o caso da safra do vinho escolhido para a CBE.
 
Na taça mostrou cor rubi granada com lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou bouquet intenso e complexo, mostrando ainda notas de fruta vermelha madura, especiarias, alcaçuz, couro e notas balsâmicas.
 
Em boca um vinho encorpado com taninos presentes, mas amaciados pelos 11 anos em garrafa. Acidez ainda viva e álcool aparecendo no início, mas integrado ao conjunto após respirar por 30 minutos. Repetição das deliciosas notas olfativas. Final de boca longo e complexo. Retrogosto marcado por notas de fruta madura, alcaçuz e balsâmicas.
 
Vinho inteiro, gastronômico e ficou ainda melhor com a companhia de Fernanda e de amigos queridos, sem falar na massa com molho de gorgonzola e da fraldinha assada. Memorável!
 
O Rótulo
 
Vinho: Don Abel Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 70% e Merlot 30%
Safra: 2005
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Don Abel
Graduação: 14%
Onde comprar: Zahil
Preço Médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 30.12.2016

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Stambolovo State 2011 #cbe

As 24 horas do dia parecem não ser suficientes, pois já há alguns meses não venho conseguindo cumprir com o prazo de publicação do vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Só hoje, no nono dia do mês, é que estou chegando com meu vinho.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, e sua sugestão foi que: "Deveríamos provar um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização".
 
Para o desafiador tema escolho o vinho Stambolovo State 2011, um coorte syrah e merlot produzido na Bulgária pela vinícola Stambolovo Winery na região Thrancian Lowlands.
 
A vinícola está situada ao sul do país, lado a lado com a Grécia e a Turquia e tem quase 80 anos de prática e já passou pelas mãos do estado, de proprietários privados e até dos comunistas. Foi ao fim dessa época, inclusive, que nasceu este tinto, em uma leva de vinhos especialmente produzidos para a elite capitalista que começava a retomar a economia búlgara.
 
Na taça mostrou cor rubi brilhante e com alguns reflexos violáceos e tons alaranjados. Lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta madura, especiarias, amêndoas, baunilha, tostado e algumas sutis notas balsâmicas.
 
Em boca o vinho apresentou corpo médio, com taninos presentes, mas macios, acidez marcante e álcool bem integrado ao conjunto. As notas presentes no olfato repetiram-se. Final de boca longo,  com acidez mostrando-se super viva e notas de fruta madura e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho surpreendente na acidez e nas notas evoluídas. Se tivesse outra garrafa ainda a guardaria por mais um ou dois anos.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha super suculenta de berinjela. O vinho e sua acidez gastronômica deram conta de toda acidez do molho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Stambolovo State
Tipo: Tinto
Castas: Syrah e Merlot
Safra: 2011
País: Bulgária
Região: Thrancian Lowlands
Produtor: Stambolovo Winery
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 79,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 08.01.2017

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gato de "Botas" Carménère 2015 #cbe

Primeiro dia do mês começando e com ele o penúltimo vinho do ano para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do site Escrivinhos e que agora é a nova comandante da nossa confraria virtual, sucesso para ela nesse novo desafio de gerir a primeira e única confraria virtual do Brasil.
 
E o tema foi: "´Garimpar´ alguma coisa legal, com um precinho camarada. Então, que tal procurar nas prateleiras das lojas ou mercados uma boa oferta? O ideal é que seja até R$ 40.
 
Um tema que, com certeza, agrada a qualquer enófilo, pois gostamos de vinho e bons vinhos a preços justos é o que queremos.

Pensei bastante em que vinho comentar, tenho alguns na adega que foram verdadeiras pechinchas, mas que com a alteração na forma de tributação já não mais se enquadram no valor do tema, então terminei por escolher um vinho campeão de vendas no país: Gato Negro.
 
O rótulo é conhecido por muitos e pode ser facilmente encontrado nos supermercados na faixa dos R$ 35,00 em média, um valor alto para o mesmo, já que tinha um preço médio na casa dos R$ 20,00.
 
O Gato Negro é produzido pela Viña San Pedro, fundada em 1865 pelos irmão Correia Albano, no Vale do Curicó é a segunda maior exportadora do Chile.

O nome "Gato Negro" partiu de uma estória a qual menciona uma degustação numa vinícola alemã entre enólogos que decidiam entre 3 barricas, e inesperadamente foram surpreendidos por um "schwartze katze" (gato negro) que saltou em uma delas e então a barrica foi "eleita".
 
Inspirado nesta simpática estória o nome "gato negro" foi adotado pela Viña San Pedro para representar uma linha de vinhos leves, frutados e fáceis de beber. Um perfeito companheiro para o dia-a-dia.
 
O Gato de Botas (como gosto de chamar o vinho), que escolhi é um 100% carménère e vamos ao vinho!
Na taça mostrou cor rubi com reflexos violáceos e boa formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra, seguido de notas herbáceas sutis, especiarias e discreto tostado.
 
Em boca um vinho apresentou corpo médico taninos macios e boa acidez. Repetiu as notas olfativas. Final de boca com média persistência com notas frutadas e de tostado no retrogosto.
 
Vinho simples, correto e o que é melhor sem aquele excesso de pimentão verde tão comum a muitos vinhos produzidos com a carménère.
 
O Rótulo
 
Vinho: Gato Negro
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2015
País: Chile
Região: Vale Central
Produtor: Viña San Pedro
Enólogo: Carlos Chandía
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Monte Velho 2013

Sou fã dos vinhos portugueses: a sua variedade de castas autóctones e a qualidade indiscutível dos produtos, mesmo nos mais simples, é encantador.
 
Alguns produtores figuram entre os meus prediletos, entre eles a Herdade do Esporão, que possui uma variada gama de vinhos produzidos nas regiões do Alentejo e Douro.
 
Há algum tempo degustei um dos exemplares mais vendidos no Brasil: Monte Velho, produto lançado 1992; o seu nome proveio do monte situado junto à albufeira da Caridade, na Herdade do Esporão. Na época, foi criado com a mesma origem e filosofia que o Esporão Reserva, mas com o intuito de chegar a mais pessoas e transformar o consumo de vinho diário numa experiência. Elaborado segundo a tradição vitivinícola do Alentejo, a sua diversidade de castas e técnicas de vinificação revelam o carácter típico da região onde nasce.
 
O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhas com 15 anos de idade plantadas de natureza granítica/xistosa, estrutura franco-argilosa. Após a fermentação maloláctica o vinho madureceu por 6 meses em tanques de inox e barricas de carvalho americano.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida e brilhante. Lágrimas finas, e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelha, café, pimenta preta, coco queimado e tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Monte Velho
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional e Syrah
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock e Luís Patrão
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: DLP / ?
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.01.2016

sábado, 3 de setembro de 2016

Maycas del Limari Reserva Especial Syrah 2009 #cbe

Com um pequeno atraso chego com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "um syrah/shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja da uva", sugerido pelo Evandro Vanti do blog Vinhos que Provo.
 
É o quinquagésimo quarto vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especial Syrah 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile e que apenas há pouco mais de 15 anos começou a produzir vinhos.
 
O vinho é um 100% syrah e tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 6 meses de amadurecimento em garrafa.
 
Guardei esse vinho por um bom tempo, pois tenho também a safra 2010 na adega e tinha o objetivo de realizar uma degustação vertical, mas não consegui outras safras.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, com halo vermelho vivo e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e lentas, tingindo a as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura, café, pimenta preta, chocolate amargo, couro, alcatrão e defumado.
 
Em boca um syrah de corpo médio, taninos macios, acidez de média intensidade e bom equilíbrio com os 14,5% de álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a pimenta, o alcatrão, toque balsâmico e o defumado aparecendo no retrogosto.
 
Pra harmonizar preparei uma fraldinha com um toque de pimenta calabresas
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00 (Não está mais disponível)
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.09.2016
Pontuações: 90 pts Robert Parker

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012

Não é de hoje que o terroir da Campanha Gaúcha tem se mostrado belo para as castas vitiviníferes e os vinhos provenientes destas. O Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um exemplo de como a região é capaz de produzir rótulos surpreendentes.
 
O vinho em questão foi o segundo degustado no Winebar com as novidades de 2016 da Vinícola Salton, o primeiro já comentamos e você pode conferir clicando aqui.

O paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um dos rótulos da família Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes, mas que também pode ser adquirido na loja virtual da vinícola.

Vamos ao vinho!
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi brilhante com presença de lágrimas finas, abundantes e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura (jambo e ameixa), seguidos de notas de especiarias, tabaco, couro e delicada nota de tostado.
 
Em boca um vinho corpo médio com taninos macios, acidez viva  e em bom equilíbrio com o álcool. Repetiu as sensações olfativas e apresentou um final de boca prolongado com a especiaria e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho redondo, elegante e equilibrado. Uma bela compra na faixa de preço.

Harmonizamos com um delicioso quiche de carne preparado por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Paradoxo
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Salton
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.07.2016


Informações:

A caixa com 6 garrafas do vinho custa R$ 211,00 na loja da Salton, mas este foi gentilmente enviado pela Vinícola em ocasião do Winebar.

Para saber como foi a degustação basta clicar aqui

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Provamos o lançamento da Salton produzido na Argentina

Há poucos minutos participei de mais uma edição do Winebar comandada pelo Daniel Perches (Vinhos de Corte) e pelo Alexandre Frias (Diário de Baco), que transmitiram, diretamente da Salton no Vale do Rio das Antas, um bate papo super descontraído com o Enólogo Gregório Salton.
 
Foram degustados o Salton Classic Malbec 2015, o Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon e o Salton Intenso Licoroso. Neste post irei discorrer apenas sobre o primeiro rótulo e para saber mais sobre os outros dois vinhos é só ficar ligado no blog.
 
O Salton Classic Malbec faz parte da mais antiga linha de vinhos da  vinícola, mas para esse exemplar em especial a empresa traz um diferencial: o vinho foi elaborado na região referência na produção de Malbec - a província de Mendoza, na Argentina.
 
A tradição da linha Classic traz o vinho para o nosso cotidiano, valorizando o mais simples dos momentos. São nove rótulos para os mais diversos paladares. Para o lançamento deste Malbec, fizemos uma seleção onde ele melhor se expressa, aos pés da Cordilheira dos Andes. Unimos as características únicas desta apreciada região com a tradição da linha Salton Classic”, explica o enólogo Gregório Salton.
 
Trata-se de uma coelaboração entre a vinícola gaúcha e o grupo argentino Peñaflor, reconhecido como um dos 10 principais produtores de vinho do mundo.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi violácea, lágrimas finas, abundantes e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta fresca madura, seguidos de notas de compota e frutos seco.
 
Em boca um vinho corpo médio com taninos macios e levemente adocicados, boa acidez e álcool a 13% sem incomodar. Repetiu as notas frutadas. Final de boca de média intensidade.
 
Vinho jovem, tranquilo, fácil de beber e que vai agradar os iniciantes. E com o preço cobrado na loja mostra-se como uma boa opção para o dia a dia.

Harmonizamos com uma empanada de carne preparada por Fernanda.
 

O Rótulo
 
Vinho: Salton Classic
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2015
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13%
Onde comprar / Importador: Salton / Salton
Preço Médio: R$ 21,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.07.2016


Informações:

A caixa com 6 garrafas do vinho custa R$ 122,00 na loja da Salton, mas este foi gentilmente enviado pela Vinícola em ocasião do Winebar.

Para saber como foi a degustação basta clicar aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Maycas del Limarí Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 #cbe

Belo rótulo.

Chegamos ao primeiro dia do segundo semestre de 2016 acompanhados do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Esse ano tive problemas para publicar alguns vinhos, pois não encontrei exemplares que se encaixassem no tema, mas esse mês estou trago em dia o vinho dentro do tema, que foi: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100", proposto pelo Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
E o quinquagésimo terceiro vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especail Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile.
 
A região é muito famosa na enologia e se destaca como uma área perfeita para alguns tipos de uvas, como a Syrah, a Chardonnay, a Cabernet Sauvignon e a Sauvignon Blanc.
 
Apesar de constar apenas cabernet sauvignon no rótulo, é um corte com 14% de syrah. Tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 12 meses de amadurecimento em garrafa.

Rolha em perfeito estado apesar dos 7 anos de vida.
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, tingindo a taça e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos, com a presença marcante fruta vermelha madura, seguido de notas minerais, especiarias, couro, alcaçuz, café, chocolate, baunilha e tostado.
 
Em boca um cabernet sauvignon como há muito não degustava. Tinto encorpado, com taninos redondos e macios, acidez de média intensidade e álcool a 14% que apareceram no início, mas que abrandaram após 30 minutos de aeração. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a fruta e as notas da passagem por carvalho aparecendo no retrogosto.
 
Belo vinho e ficou ainda melhor com uma fraldinha recheada preparada por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 05.05.2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella 2012

Poder provar alguns vinhos que dificilmente beberíamos é um privilégio e uma satisfação e isso me é possível quando participo de feiras e eventos promocionais e graças a um desses pude degustar, por duas vezes um dos mais célebres e clássicos vinhos italianos e do mundo: o Amarone, produzido na região do Vêneto.
 
Antes de falar sobre minhas impressões sobre o vinho permitam-me discorrer algumas linhas sobe o Amarone.
 
O Vêneto é a região italiana que mais produz vinhos. No nordeste do país e com capital na bela Verona, os 75 mil hectares de vinhedos cultivados geram ao ano nada menos do que 850 milhões de litros, número equivalente a três vezes o total da produção brasileira.
 
Alguns vinhos são bastante populares por lá, como o Prosecco, o Soave, o Bardolino e o Valpolicella. O grande vinho vêneto, também considerado um dos maiores da Itália, porém, é outro. Chama-se Amarone della Valpolicella, ou, para que não seja confundido com o primo mais humilde, apenas Amarone. A confusão se dá não apenas pelo nome, pois geograficamente a zona de produção do Valpolicella é exatamente a mesma do Amarone.
 
Trata-se de um conjunto de suaves colinas ao norte de Verona, entre as cidades de Grezzana e Sant'Ambrogio di Valpolicella. As uvas também são as mesmas e pela legislação italiana devem ser: 40% a 70% de Corvina, 20% a 40% de Rondinella, 5% a 25% de Molinara. A primeira dá cor, caráter e maciez; a segunda contribui com a estrutura, e a terceira com a acidez e um delicado toque amargo.

O Amarone é bastante concentrado e seu teor alcoólico é elevado - nunca menor do que 14%, e pode chegar aos 17%. Além disso o vinho é "turbinado" por um procedimento conhecido como apassimento. A técnica consiste em deixar as uvas em caixas ou esteiras de quatro a cinco meses, em vez de serem esmagadas e fermentadas após a colheita. Durante este período, os frutos perdem cerca de 35% de seu peso - tornado o vinho, automaticamente, mais caro - e se tornam mais concentrados em perfumes, elementos gustativos e açúcares. As uvas adquirem um caráter resinoso não observado nas fermentações convencionais , e se convertem em um vinho de elevado teor alcoólico.
 
Um outro fator pode afetar a bebida. Eventualmente, em anos mais úmidos, alguns cachos são atacados pelo fungo Botrytis cinerea, também conhecido como "podridão nobre". Esse ataque é sempre bem-vindo pois imprime mais maciez, complexidade e intensidade aromática ao vinho.
 
Em janeiro ou fevereiro, a fermentação finalmente acontece, com longa maceração (contato do suco com as cascas da uva). O vinho é amadurecido, por lei, em barris de carvalho durante um período mínimo de 25 meses. O barril tradicionalmente utilizado é de tamanho grande (cinco mil litros), e de madeira usada. Alguns produtores já começam a usar recipientes menores de madeira nova, imprimindo aos seus produtos um estilo mais moderno. Esse estágio em madeira pode chegar a 48 meses. Antes de chegar ao mercado, o vinho descansa em garrafa por um ano. Este tempo em barricas confere a todos os Amarones um típico toque de oxidação.
 
Na taça mostrou cor rubi com reflexos sutilmente alaranjados. Intensa formação de finas e rápidas lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos sendo possível perceber notas de cereja, ameixa, framboesa, violetas, passas, folhas e frutos secos, especiarias, café, menta e tostado.
 
Em boca um vinho com taninos redondos e macios, acompanhados de boa acidez e álcool a 15,5% sem incomodar, mostrando excelente equilíbrio. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo, elegante e complexo, com as notas de frutos secos e passas aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella
Tipo: Tinto
Castas: Corvina Veronese 65%, Molinara 18% e Rondinella 17%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Vêneto
Produtor: Giacomo Montresor
Graduação: 15,5%
Onde comprar / Importador: Banca do Ramon / Cantu
Preço Médio: R$ 400,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 14.04.2016

sábado, 18 de junho de 2016

Piedra D´Oro Cabernet Sauvignon

No fim de fevereiro degustei na casa de amigos o Cave de Pedra Piedra D´Oro Cabernet Sauvignon 2013, um vinho fácil de beber, elegante e delicado exemplar desta casta, produzido pela Cave de Pedra, uma das mais belas e charmosas vinícolas do Brasil.

Este delicado cabernet sauvignon é resultado de uma rígida seleção manual das uvas seguido de breves macerações, deixando o vinho macio e com uma leveza pouco comum a casta. Piedra D’oro Cabernet Sauvignon é um vinho de excelente custo x benefício e um com para o seu dia-a-dia. 
 
Na taça mostrou cor rubi profunda, brilhante e límpida. Média formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelhas, especiarias e sutis tostado, provenientes da breve passagem por barricas de carvalho.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos redondos e suaves, fruto da breve maceração, boa acidez e repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade, equilibrado e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho tranquilo, fácil de beber e que sem dúvida vai agradar os iniciantes e os que buscam vinhos mais leves.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Cave de Pedra Piedra D´Oro
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Cave de Pedra
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Adega Caves do Sul
Preço Médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 27.02.2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O sensacional sul africano The Joshua shiraz-viognier 2011

Na minha vida de enófilo e de blogueiro poucos foram os vinhos sul africanos degustados e se for considerar os que me agradaram esse número fica ainda mais diminuto, mas há pouco mais de mês tive a oportunidade de degustar um rótulo que fez meus olhos brilharem; trata-se do Granhan Beck The Joshua Shiraz-Viognier 2011.
 
O vinho é produzido pela Graham Beck Wines, uma adega familiar que está entrando em sua terceira geração. Fundada em 1983, quando o empresário Graham Beck comprou a fazenda Madeba fora da cidade do Cabo Ocidental, em Robertson com a ambição ardente de estabelecer uma adega de classe mundial na região. O sucesso do vinhedo em Robertson estendeu-se para um segundo vinhedo da Graham Beck em Franschhoek, uma das regiões vinícolas mais antigas da África do Sul.
 
Os vinhedos da Grahan  estão localizados em quatro fazendas diferentes na província de Western Cape, possibilitando ter acesso a variedades de uvas cultivadas nas condições climáticas e solos a que são os mais adequados.
 
O vinho é elaborado a partir de 94% Shiraz e 6% Viognier, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês (90%) e norte-americano (10%) e não filtrado para maximizar a cor e os aromas.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi, intensa e brilhante. Lágrimas abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade e complexidade marcado pela presença da fruta (ameixa e cassis), seguido de notas florais, menta, especiarias, café, chocolate, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho espetacular, encorpado e estruturado. Taninos vivos, porém sedosos, acidez marcante e álcool a 14,6%, sem incomodar, mas mostrando que o vinho pede uma boa e suculenta carne vermelha. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado.
 
Vinho sensacional, pronto pra beber, mas que tem tudo para evoluir em garrafa por mais alguns anos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Graham Beck The Joshua
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz 94% e Viognier 6%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Paarl, Western Cap
Produtor: Graham Beck Wines
Enólogo: Pieter Bubbles
Graduação: 14,6%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 230,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 14.04.2016

sábado, 30 de abril de 2016

Ilpasso Nerello Mascalese-Nero D´Avola 2012

Comprar vinhos sem nenhuma indicação só pela ficha técnica é na maioria das vezes um tiro no escuro, mas no caso do Ilpasso Nero D´Avola 2012, o tiro foi certeiro.
 
Trata-se de um vinho produzido pela Vigneti Zabu na D.O. Sambuca di Sicilia com os melhores cachos de  Nero D'Avola e de Nerello Mascalese.
 
Quando as uvas atingem a maturidade os cachos são cortados 10 cm antes das uvas, em seguida elas passam por um processo de secagem natural. Quando é obtida uma redução em peso de 15-20%, as uvas são então colhidas e é realizada a prensagem e a fermentação. Depois de uma longa maceração, o vinho é decantado em barris onde ele descansa por cerca de 6 meses.
 
Na taça mostrou cor rubi escura, brilhante e intensa. Presença de lágrimas translúcidas, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas, seguido de notas de rosas vermelhas, toque de especiarias e tostado.
 
Em boca mostrou corpo médio com taninos redondos em equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca equilibrado e de boa persistência com repetição das fruta vermelha no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Ilpasso Nero D´Avola
Tipo: Tinto
Castas: Nerello e 85% e Nero D´Avola 15%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Silícia
Produtor: Vigneti Zabù
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: Wine in Pack / ?
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 19.11.2015

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG 2008

O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, região do Piemonte e sob DOCG ou "Denominação de Origem Controlada e Garantida". Ficou conhecido como o Rei dos Vinhos e o Vinho dos Reis. O nome Barolo está ligado à família Falletti, então Marqueses de Barolo, que iniciaram a produção dos vinhos na região.
 
O Rivetto Barolo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG é produzido pela família Rivetto, que iniciou sua produção de vinhos no ano de 1902 com uma vinícola familiar e artesanal no Piemonte. A tradição na produção artesanal e de baixo rendimento por planta e um método de condução de vinhedos baseado em princípios orgânicos se mantem até os dias atuais, o que os distingue das vinícolas de grande produção do Piemonte.
 
As vinhas que deream origem ao produto estão plantadas a uma altitude de 410 metros. O terreno é composto por argila e calcário, com grande presença de magnésio. A altitude e o solo proporcionam uma uva com boa acidez e um final de maturação.
 
Estagia por 30 meses em barricas de carvalho eslavono, seguido de mais 10 meses de afinamento em garrafa.
 
Na taça o vinho mostrou cor rubi granada e halo com nuances alaranjadas. Boa formação de lágrimas, finas e que tingiram as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos marcado composto por notas de frutas vermelhas, alcaçuz, terrosas, alcatrão, balsâmicas, tabaco e tostado.
 
Em boca mostrou-se encorpado com taninos finos, acidez viva e vibrande. Tríada tanino-acidez-álcool em perfeita harmonia. Repetição das notas olfativas. Final de boca persistente e com notas balsâmicas, minerais e provenientes da passagem por barricas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fino, harmônico e no ponto! Definitivamente Barolo é um dos grandes vinhos que devem passar pela taça do enófilo eo Rivetto é uma excelente opção.
 
O Rótulo
 
Vinho: Rivetto Barollo del Comune di Serralunga D´Alba DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Nebbiolo
Safra: 2008
País: Itália
Região: Piemonte
Produtor: Rivetto
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 455,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 WS
Degustado em: 14.04.2016

domingo, 17 de abril de 2016

Altos Las Hormigas Clássico Malbec 2013 #malbecworldday #cbe #tchauquerida

Hoje celebra-se o Malbec World Day (Dia Mundial da Malbec) e não podia deixar passar a data sem abrir um Malbec.
 
Como motivos adicionais para abrir um Malbec some-se o desafio do presidente da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, Gil Mesquita, de publicarmos um post com um Malbec para celebrar a data e também um vinho para brindar ao impedimento de Dilma que acaba de conseguir (23h07min do dia 17/04/2016) maioria dos votos na Câmara dos Deputados com o voto de um pernambucano.
 
O vinho que escolhi foi o Altos Las Hormigas Clássico Malbec 2013, produzido na região de Mendoza (Luján de Cuyo) pela Altos Las Hormigas.
 
Desde o início da vinícola, em 1995, Alberto Antonini reconheceu o potencial da Malbec na região de Mendoza. Foi neste ano que ele, junto com Antonio Morescalchi, um jovem empresário, decidiu explorar as principais áreas vinícolas da Argentina criando uma das mais respeitadas vinícolas do país, a Altos Las Hormigas. No mesmo ano compraram mais de 200 hectares de terras no distrito de Carrizal de Abajo em Luján de Cuyo.
 
O nome da vinícola provém do fato de que quando iniciaram o cultivo das vinhas viram que próximo a elas existiam colônias de formigas, que se alimentavam dos brotos da vinhas recém-plantadas. Decidiram não envenenar as formigas, já que elas eram as “verdadeiras” donas da terra, que com o crescimento das vinhas não mais se alimentaram delas. Além disso, para os argentinos “trabalho de formiga” é um trabalho humilde, paciente e prolongado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi, com halo vermelho e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas e negras, chocolate, terra, baunilha e discreto tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos maduros e ligeiramente adocicados, acidez de boa intensidade e álcool a 13,9% deixando o vinho quente. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca de média intensidade com notas frutadas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho macio, com bom equilíbrio e fácil de agradar e beber. Acompanhou bem uma lasanha de calabresa.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Altos Las Hormigas Clássico
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo
Produtor: Altos Las Hormigas
Graduação: 13,9%
Onde comprar / Importador: Wine in Pack / World Wine
Preço Médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16º 

domingo, 10 de abril de 2016

A elegância do Château Savariaud Superieur 2010

Há um tempo atrás provei pela primeira vez o Château Savariaud da safra 2009 e no finalzinho de 2015 tive a oportunidade de degustar a safra 2010 deste corte bordalês produzido a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e uma pequena parcela de Cabernet Franc e de Malbec.
 
O ano de 2010 foi especial para a Região de Bordeaux e isso eu já pude comprovar em algumas garrafas de vinhos da região como a do  Château Savariaud, um exemplar com uma bela paleta de aromas e muita elegância em boca

Na taça o vinho mostrou cor rubi intensa e brilhante com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas.

No nariz intenso apresentou uma intensa e rica paleta de aromas, com a presença de frutas vermelhas, toque floral, seguido de notas especiarias, leve mentolado e couro.

Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta, menta, folhas secas e couro aparecendo no retrogosto.
 
Assim como em outros exemplares de bordeaux da safra de 2010 a rolha apresentou os famosos "diamantes do vinho".
Elegante e gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 

O Rótulo

Vinho: Château Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 60%, Cabernet Sauvignon 30%, , Cabernet Franc 5% e Malbec 5%
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço Médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 16º