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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste

Conferimos na noite da última quarta o lançamento do Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste e o primeiro do tipo no Brasil, o qual foi lançado pela Lacomex, uma empresa que atua na área de importação e distribuição de vinhos, alimentos e demais bebidas desde 1994.
 
Ao longo dos 20 anos de existência a empresa expandiu seu mix de produtos e consolidou-se como a maior Distribuidora de Bebidas Premium de Pernambuco, tornando-se referência em distribuição no estado nos canais Food Services, varejo e atacado. Além disso é a primeira do ramo a importar vinhos por SUAPE, um dos portos mais modernos do país.
 
O club conta com a consultoria de peso do Aloisio Sotero, Diretor Financeiro e Co-Fundador da W2W e-commerce de Vinhos da Wine Vinhos e vem com uma proposta diferente em que, além dos benefícios que a maioria dos clubs proporcionam aos associados, o cliente pode degustar os seus rótulos em um dos restaurantes parceiros sem pagar taxa de rolha. Ao todo já são 18 restaurantes parceiros (confira a lista completa aqui) e até o início de outubro já serão 25, promete o proprietário Luiz Figueiredo.
 
Juntamente com o club foram lançados o portal da empresa e o e-commerce que realizará vendas para todo território nacional, tornando-se também a primeira importadora do ramo no Nordeste a possuir esse tipo de serviço.
 
O assinante poderá optar por duas diferentes categorias: Terroir Lacomex (2, 4 ou 6 garrafas) e Vintage Lacomex (apenas 2 garrafas). O Terroir Lacomex é uma seleção de vinhos para o dia a dia e que é baseada no Top 10 dos vinhos mais pedidos nos restaurantes e bistrôs participantes do Club, além de aliarem uma boa relação preço versus qualidade. O Vintage Lacomex conta com vinhos mais elaborados, com bom potencial de evolução em garrafa e são ideiais para momentos especiais.
 
A primeira edição do club, de ambas as categorias, é de vinhos franceses, todos foram servidos durante o lançamento. Confira abaixo rápidas notas sobre cada um deles, onde os dois primeiros fazem parte do Club Terroir Lacomex e o demais ao Club Vintage Lacomex.
 
Chateau du Barry 2009
 
O Chateau du Barry está localizado a 5 km ao sul de Saint-Emilion, encontrando-se ao lado sul da Guillac. O rótulo é produzido Cabernet Franc e Merlot da região de Bordeaux.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi e lágrimas em boa intensidade. No nariz aromas de fruta vermelha e especiarias. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, mostrando ser um vinho que pede comida para acompanhar. Final de boa de média intensidade com notas de fruta levemente adocicada aparecendo no retrogosto. Vinho simples e correto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau Roc de Baoudun
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Chateau Savariaud Superieur 2009
 
Vinho de cor rubi brilhante e de halo vermelho translúcido. Nariz intenso e rico em notas frutadas, seguido de toques de especiarias, leve mentolado e couro. Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta e menta aparecendo no retrogosto.
Vinho de excelente custo versus benefício, diria que é um best buy esse tradicional corte bordalês. Gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 
O Rótulo

Vinho: Chateau Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 59%, Merlot 32%, Cabernet Franc 5% e Malbec 4%
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º 
 
Château Citran 2006

O Château Citran é classificado como um Cru Bourgeois desde 1932 e este da safra de 2006 é produzido com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot e mesmo com seus oito anos de vida ainda muito bem, obrigado.

Na taça apresentou cor rubi com halo de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, café, tabaco, couro, balsâmico e elegante e integrado tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos vivos, porém já domados e acidez de boa intensidade. Final de boca longo e com notas de cafê e balsâmicas aparecendo no retrogosto. Vinho inteiraço, equilibrado, gastronômico e ainda com uns anos de vida pela frente.

O Rótulo
 
Vinho: Château Citran
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%
Safra: 2006
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Citran
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º
 
La Rose de Labégorce 2008
 
Segundo rótulo do conceituado Château Labégorce, esse tinto  é um corte bordalês clássico produzido na de denominação Margaux, sub-região de Bordeaux.
 
Visualmente mostrou cor rubi brilhante e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas elegantes e em boa intensidade com destaque para a (cassis, ameixa e groselha), pimenta, café, menta, baunilha e couro. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos maduros e boa acidez. Final de boca longo e equilibrado

O Rótulo
 
Vinho: La Rose de Labégorce
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 48%, Merlot 40%, Cabernet Franc 10% e Petit Verdot 2%
Safra: 2008
País: França
Região: Margaux, Bordeaux
Produtor: Château Labégorce
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º 

sábado, 2 de agosto de 2014

Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006 #cbe

Começo de mês tem postagem especial para Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Desta vez o tema ficou por conta do Evandro Vanti Gonçalves do blog Vinhos que Provo que mandou: "um tinto nacional sem passagem por carvalho e sem limite de preço".

Apesar de eu e Fernanda termos voltado do Vale dos Vinhedos há 15 dias, onde degustamos alguns rótulos que se enquadram dentro do tema eu resolvi ir em busca de um rótulo nas lojas daqui de Recife e foi aí que cometi uma lambança: terminei comprando o vinho suave pois, ative-me mais ao fato de ter sido elaborado com uvas vitiviníferas, que a ler com calma o rótulo, no qual havia a inscrição de que o tal era suave.

Então apesar de termos feito um esforço enorme para berber o vinho eu preferi escolher um dos rótulos que eu e Fernanda degustamos na Lidio Carraro, que tem como uma de suas marcas registradas o fato de que nenhum de seus rótulos passar por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas e fazer com que o vinho expresse ao máximo as características do terroir.

Minha escolha foi o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum 2006, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Esta vinho é o único vinho da vinícola que é produzido a partir dos parreiras do Vale dos Vinhedos, sendo os demais provenientes de videiras de Encruzilhada do Sul.

Visualmente apresentou cor rubi com halo cor de telha e uma magnífica formação de lágrimas. No nariz mostrou um bouquet magnífico: frutas negras, toques florais (cravo), canela, chocolate amargo, café, notas terrosas e balsâmico. Encorpado em boca, com taninos redondos e aveludados em bom equilíbrio com a acidez e o álcool, que apesar dos seus 14,5% não incomodou. Final de boca longo com repetição das notas olfativas.

Vinhaço: elegante, inteiro, equilibrado, de deliciosos aromas e que mostra todo potencial do vinho brasileiro, sem falar é claro que é uma prova que não é necessário o uso de barricas de carvalho para se produzir bons vinhos.

O Rótulo

Vinho: Lidio Carraro Grande Vindima Quorum
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat
Safra: 2006
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Lidio Carraro
Enólogo: Mônica Rossetti
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife:
Preço: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16º
Pontuações: 17,50 (Jancis Robinson)

domingo, 27 de maio de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Monte dos Cabaços

A Monte dos Cabaços surgiu quando o casal Joaquim e Margarida Cabaço, proprietários do tradicional restaurante São Rosas, teve a brilhante ideia de harmonizar os pratos servidos no restaurante com vinhos produzidos por eles, surgia então a Monte dos Cabaços.

O primeiro vinho produzido foi o Monte dos Cabaços, com uma tiragem de 50.000 garrafas em 2001. O vinho teve grande sucesso e a partir de então foram surgindo outros rótulos, inicialmente o Monte dos Cabaços Branco e o .Com, tendo o último a participação do filho mais velho do Casal: Tiago Cabaço, que hoje tem uma produção independente de belos rótulos, os quais serão tema de uma outra postagem.

Atualmente a Vinícola produz os rótulos: Monte dos Cabaços Branco, Margarida Branco, Monte dos Cabaços Tinto, Monte dos Cabaços Reserva Tinto e Margarida Tinto. E todos tem um toque especial: os desenhos estampados nos rótulos são todos da própria Margarida Cabaço.

Margarida Branco 2009

Esse rótulo  tem uma produção de apenas 3.000 garrafas e foi um dos melhores rótulos de vinho branco que degustamos durante o Passeio Enológico por Portugal. O vinho mostrou uma cor amarelo palha, com tons esverdeados. No nariz seu aroma é de fruta madura e tem um delicado toque de tostado. Em boca mostra bastante frescor, mas também tem um toque de maciez e sedosidade. Apresenta um final de boca médio longo e bom equilíbrio entre a fruta, acidez e o álcool.

O Rótulo
 
 
Vinho: Margarida
Tipo: Branco
Castas: Encruzado (60%) e Verdelho (40%)
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Monte dos Cabaços
Enóloga: Susana Esteban
Graduação:14%
Onde Comprar: Lacomex
Preço: R$ 45,00
Temperatura de Serviço: 12 graus



Monte dos Cabaços Tinto 2006

Este é o primeiro vinho a ser produzido pela Monte dos Cabaços e foi o sucesso dele lá em 2001 que alavancou os negócios da vinícola. O vinho é uma assemblage das uvas Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignom, Syrah e Touriga Nacional, o que traz características especiais ao exemplar.

Visualmente mostrou uma cor rubi intensa, com uma halo de evolução. No nariz mostrou-se muito intenso e complexo, com notas de café, chocolate amargo e fruta madura. Em boca apresentou potência e intensidade, com taninos macios e muito bem integrados a madeira e ao álcool. Um excelente exemplar, com um final de corpo longo. Apresenta um bom custo versus benefício.

O Rótulo
 
 
Vinho: Monte dos Cabaços
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignom, Syrah e Touriga Nacional
Safra: 2006
País: Portugal
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Monte dos Cabaços
Enóloga: Susana Esteban
Graduação:14%
Onde Comprar: Presenza (Internet)
Preço: R$ 65,00
Temperatura de Serviço: 16 graus



Monte dos Cabaços Reserva Tinto 2005

O Monte dos Cabaços Reserva 2005 é um vinho que estagiou 12 meses em barricas novas de carvalho francês e teve apenas 9.000 garrafas produzidas e foi a primeira vez que a linha Reserva foi produzida. Este rótulo recebeu 17 pts no Guia de Vinhos 2012 do Especialista Rui Falcão (escore máximo 20).

O vinho apresentou uma bela cor rubi intensa e densa, bem fechada, com lágrimas abundantes finas e lentas. No nariz mostrou muita intensidade e elegância, a fruta madura aparecendo em evidência seguida de um harmonioso toque da madeira. Em boca mostrou ainda mais potente que o rótulo Monte dos Cabaços Tinto, repetindo a fruta madura e a madeira, com muita elegância e equilíbrio. Um final de boca muito macio, prolongado e intenso.

O Rótulo
 
 
Vinho: Monte dos Cabaços Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignom, Syrah e Touriga Nacional
Safra: 2005
País: Portugal
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Monte dos Cabaços
Enóloga: Susana Esteban
Graduação:14,5%
Onde Comprar: Xico do Bacalhau (Internet)
Preço: R$ 180,00
Temperatura de Serviço: 16 graus



Margarida Tinto 2008

O Margarida Tinto 2008 é um vinho com 96% de Syrah e 4% de Viognier e teve uma produção de apenas 4.200 garrafas. Obteve 91 pts do Jorge Carrara, especialista em vinhos e colunista da Revista Prazeres da Mesa.

Eis mais um grande rótulo com uma bela cor rubi intensa e de certa densidade. Seu bouquet é floral intenso e tem delicadas e integradas notas de tostado. Em boca repete o floral no início e em seguida a boca é envolvida pela sedosidade dos taninos, que estão em perfeita harmonia com a acidez e o álcool, dando um final persistente e muito intenso.

O Rótulo
 
 
Vinho: Margarida
Tipo: Tinto
Castas: Syrah (96%) e Viognier (4%)
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Monte dos Cabaços
Enóloga: Susana Esteban
Graduação:14,5%
Onde Comprar:  Lacomex
Preço: R$ 95,00
Temperatura de Serviço: 16 graus


A Monte dos Cabaços é mais uma vinícola jovem que produz excelentes vinhos, com muito equilíbrio, intensidade e qualidade. Cada uma destas jovens vinícolas deste país tão tradicional na produção de vinhos são um exemplo de esmero e primor pela qualidade dos seus produtos.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Mais que uma última edição de 2011

Do novo ao velho e ao novo velho e ao novo e ao velho e ao novo novamente. Não é rima, nem poema, nem um jogo de palavras e muito menos um erro de ortografia, trata-se de uma viagem pelo mundo do vinho. Assim foi a última edição do Jantar de Harmonização de 2011 (a nossa quarta edição) e tudo não poderia ter acontecido em lugar diferente: a casa dos Confrades Juberlan e Rejane - onde tudo começou como uma brincadeira descompromissada - há quase quatro meses atrás, na Primeira Edição do Jantar de Harmonização.


Essa imagem acima mostra o passeio que fizemos durante a agradável noite de 28.12.2011. Iniciamos na Argentina, viajamos a Cotes du Rhône - França, nos dividimos na ponte aérea: uns foram ao Chile e outros a Portugal, depois nos encontramos no Vale do São Francisco - Brasil e daqui para Itália e de lá voltamos ao Chile, findando nossa viagem pelo mundo do vinho.

Primeiro porto: Mendoza - Argentina, é de lá que vem o primeiro rótulo da noite - o Latitute 33º Malbec, quando ainda preparávamos os pratos e acompanhamentos da noite. Um vinho da Bodega Chandon, fundada em 1959 em Mendoza, sendo a primeira filial da Moëte & Chandon  fora da França. O vinho leva o nome por situar-se exatamente na Latitute 33º, a qual une solo, clima e a água mais pura proveniente da Cordilheira dos Andes.

O Latitute 33º Malbec mostrou cor rubi com toques violácios, lágrimas finas, abundantes e lentas. Seu bouquet mostrou frutas vermelhas - morango e cereja - com um pouco de madeira. Em boca manteve o frutado do aroma, com taninos levemente adocicados, de pouco adistrigência, porém bem integrado a acidez e ao álcool, que em momento algum sobresaiu. Pela sua suavidade pode ser tranquilamente degustado sem acompanhamento, mas cairia bem com queijos duros e uma carne vermelha sem molho.

O Rótulo

Vinho: Latitude 33º
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Bodega Chandon
Graduação: 14,0%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º

Atenção passageiros, desembarcaremos na Região de Cotes du Rhône em alguns minutos. Passamos ao segundo rótulo, um velho conhecido do blog e de safra já comentada aqui, o: Cotes du Rhône Abel Pinchard - Loron et Fill's (Beaujolais) 2010, um vinho sem grande complexidade, mas muito agradável e ótimo para ocasiões descontraídas e para o dia a dia. Harmonizamos com bruschettas de tomate.


Chegamos aos pratos principais da noite e dos vinhos para harmonização com cada um deles. Primeiro falemos do grupo que seguiu para o Chile e degustou o ícone da noite: o Assemblage Casillero del Diablo Reserva Privada Cabernet Sauvignon - Syrah 2008.

Escolhemos o pernil de cordeiro dessossado temperado com vinho, alecrim e ervas finas desidratadas para harmonizar com esse rótulo da Concha y Toro, a primeira garrafa a ser degustada dentre as quatro adquiras em Montivideo em Março de 2011.

A linha Casillero del Diablo é a mais conhecida da vinícola Concha y Toro e se tornou uma espécie de ícone de vinhos chilenos no mercado global, vendido em mais de 120 países. É também o vinho do Chile mais consumido no Brasil. A linha Reserva Privada é elaborada em anos que as safras são especias e a de 2005, por exemplo, teve estimativa de guarda de 10 anos.

O Casillero del Diablo Reserva Privada é um assemblage elaborado a partir de uvas selecionadas de vinhedos situados nas zonas de Pirque e Peumo.

A Mescla é composta principalmente pelo Cabernet Sauvignon proveniente de Pirque, lugar de origem do Casillero del Diablo, no Vale do Maipo e pelo Syrah que provém dos cerros de Peumo no Vale de Rapel.



Cada garrafa do Casillero del Diablo Reserva Privada permanece em barricas de carvalho francês durante 14 meses alcançando assim uma maior complexidade no vinho.

O vinho mostrou cor vermelho rubi profunda, intensa e brilhante, com uma maravilhosa chuva de lágrimas, finas, simétricas e rápidas. Aromas de frutas escuras como a framboesa e a ameixa e ainda de tostado e baunilha, provenientes dos meses de guarda em barricas. Em boca mostrou-se firme e bem estruturado, com taninos redondos, suaves e elegantes, e um bom equilíbrio entre a fruta, a madeira, a acidez e o álcool. Um vinho com mais uns anos de guarda... Ainda tenho três garrafas, só não sei se aguento esperar mais dois ou três anos para degustalas.

Ponto baixo do vinho: a rolha partiu-se em duas. Apesar de ser uma rolha diferenciada e padronizada a rolha mostrou-se pouco consistente e "fofa", algo que tenho percebido nos vinhos da Concha y Toro.

O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar: RM Express, Pescadeiro
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

Fernanda e Rejane, foram a Portugal. Elas degustaram o Vinho Verde D.O.C. Pingo Doce 2006, um rótulo presenteado ao Confrade Juberlan por uma amiga. Parte da garrafa pode ser vista na quarta imagem: de cima para baixo. Pesquisei bastante, mas não encontrei nada sobre o vinho.

Os rótulos não fornecem muitas informações, usual nos vinhos do velho mundo, que em sua maioria, pelo menos os degustados por mim, não mostram sequer as castas utilizadas.
O vinho é de uma safra relativamente antiga (2006) e possivelmente não mostrou as características que ele apresentaria se fosse degustado ainda jovem.

O Vinho Verde é único no mundo. Um vinho naturalmente leve e fresco, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos, a Região dos Vinhos Verdes festejou em 2008 o centenário da sua demarcação.

Com baixo teor alcoólico, e portanto menos calórico (as mulheres adoram... risos), o Vinho Verde é um vinho frutado, fácil de beber, ótimo como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas: saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos internacionais.

O Vinho Verde D.O.C. Pingo Doce 2006 mostrou cor amarelo ouro, com tons queimados. De aroma adocicado e de damasco em conserva. Em boca mostrou-se doce, com sabor de damasco repetindo-se e média intensidade com leve acidez. Certamente não mostrou o que os vinhos verdes mostram muito claramente: o frescor. Foi harmonizado com Salmão temperado com azeite, alecrim e sal, acompanhado de berinjela.

O Rótulo

Vinho: Vinho Verde D.O.C. Pingo Doce
Tipo: Branco
Castas: Não informado no rótulo
Safra: 2006
País: Portugal
Região: Demarcada de Vinhos Verdes
Produtor: Não informado no Rótulo
Graduação: 10,5%
Onde comprar: ?
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 12º

Findos os rótulos das harmonizações: Casillero e Vinho Verde, embarcamos com destino ao Vale do São Francisco, Brasil e passamos a outro rótulo também já conhecido e comentado no Blog: o Paralelo 8. E por tratar-se também da mesma safra não voltarei a tecer comentários e notas sobre a degustação, quem quiser relembrar basta clicar no link com o nome do vinho.

Chegou a hora de voltar ao velho mundo, mas perdoem-me a franqueza e sinceridade, melhor teria se não tivéssemos ido. Degustamos o 6 rótulo da noite, o Italiano: Collezione Danti Primitivo Salento 2008, que curiosamente é de uma uva que há tempos venho querendo degustar: a Zinfandel.

Um vinho de cor rubi escura, quase negra, sem vivacidade e sem brilho, com lágrimas raras e lentas. No nariz apesar da fruta estar presente o que marcou foi o doce, talvez o côco e que não mudou muito com a evolução, o doce parece até ter ficado ainda mais intenso. Em boca os aromas adocicados foram tão acentuados que tornou a primeira impressão algo um tanto quanto desagradável e o que poderia amenizar parece não ter aparecido: o álcool.

O Rótulo
Vinho: Collezione Danti Primitivo Salento
Tipo: Tinto
Castas: Primitivo (Conhecida nos Estados Unidos como Zinfandel)
Safra: 2008
País: Itália
Região: ?
Produtor: Angelo Rocca & Figli SnC
Graduação: 13%
Onde comprar: ?
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 17º

Hora de arrumar as malas, lavar as taças e voltar ao novo mundo para degustar o último rótulo da noite: o chileno Luis Felipe Edwards 2010.

O vinho mostrou cor rubi brilhante com tons violáceos, lágrimas finas e lentas. Seus aromas mostra um pouco de fruta, um monte de pimentão verde e leve toque de madeira. Em boca taninos rendondos e bem integrados a acidez e ao álcool, sem falar que o pimentão voltou e mostrou-se bem evidente. Quando comparado a outros Carmeneres achei que este apresentou muito o legume deixando seu sabor levemente desagradável. 

O Rótulo
Vinho: Luis Felipe Edwards
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle Central
Produtor: Luis Felipe Edwards
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 20,00
Temperatura de serviço: 17º

O ano finda, agradeço as novas amizades e aos agradáveis encontros para degustar vinhos e conversar. Momentos que tenho certeza que se repetirão. Obrigado aos anfitriões pela acolhida e pela amizade e aos demais pela companhia. Um ótimo 2012 para todos.


Tim Tim!