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quarta-feira, 1 de março de 2017

Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium tinto 2013 #cbe

O primeiro post do mês é reservado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil. A ocasião é sempre especial e este mês um pouco mais, pois o tema foi de minha responsabilidade.
 
Há 5 anos (desde janeiro de 2012) faço parte desta distinta confraria, relembre meu primeiro vinho aqui, e há 4 anos (fevereiro de 2013) foi me dada a honra de sugerir o tema pela primeira vez, relembre.
 
Baseado nos fatos acima foi que escolhi o tema: "Vinho tinto alentejano com 3 ou mais castas". Explico: o primeiro vinho que degustei para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi o Paulo Laureano Reserve Branco 2010, um vinho produzido na DOC do Alentejo, pelo produtor que dá nome ao vinho  e que possui como característica usar apenas castas nativas portuguesas em seus rótulos, os quais são, em grande parte, vinhos de lote (coorte ou assemblage).
 
Para celebrar os 5 anos de CBE resolvi abrir um vinho do mesmo produtor que degustei lá no início e pra completar da safra de 2013, ano que sugeri pela primeira vez o tema.
 
O vinho escolhido foi o Paulo Laureano Vinhas Velhas tinto 2013, um exemplar produzido a partir das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, advindas do velho vinhedo Julieta, na Vidigueira.
 
Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor rubi de média intensidade, com reflexo violáceos, límpida e brilhante. Presença de lágrimas abundantes finas e lentas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, folhas secas, defumado e madeira.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e acidez já se esvaindo, álcool a 14%, mas sem sobressair. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca elegante e de boa persistência.
 
O vinho mostrou, como sempre uma boa experiência, mantendo o produto entre os meus prediletos.
 
Degustamos o vinho sem nenhuma pressa, apreciando cada gole, acompanhado de uma picanha.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium
Tipo: Tinto Assemblage
Castas: Aragonez 40%, Trincadeira 40% e Alicante 20%
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Vidigueira, Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 pts Revista Adega
Degustado em: 28.02.2017

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Monte Velho 2013

Sou fã dos vinhos portugueses: a sua variedade de castas autóctones e a qualidade indiscutível dos produtos, mesmo nos mais simples, é encantador.
 
Alguns produtores figuram entre os meus prediletos, entre eles a Herdade do Esporão, que possui uma variada gama de vinhos produzidos nas regiões do Alentejo e Douro.
 
Há algum tempo degustei um dos exemplares mais vendidos no Brasil: Monte Velho, produto lançado 1992; o seu nome proveio do monte situado junto à albufeira da Caridade, na Herdade do Esporão. Na época, foi criado com a mesma origem e filosofia que o Esporão Reserva, mas com o intuito de chegar a mais pessoas e transformar o consumo de vinho diário numa experiência. Elaborado segundo a tradição vitivinícola do Alentejo, a sua diversidade de castas e técnicas de vinificação revelam o carácter típico da região onde nasce.
 
O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhas com 15 anos de idade plantadas de natureza granítica/xistosa, estrutura franco-argilosa. Após a fermentação maloláctica o vinho madureceu por 6 meses em tanques de inox e barricas de carvalho americano.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida e brilhante. Lágrimas finas, e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelha, café, pimenta preta, coco queimado e tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Monte Velho
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional e Syrah
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock e Luís Patrão
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: DLP / ?
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.01.2016

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Salton Paradoxo Chardonnay 2013

Tenho tido um ano mais corrido que o habitual e isso tem afetado um pouco o rítmo de postagens para o blog, sobretudo as que comento sobre minha impressões pessoais dos vinhos que degustei, mas aos poucos espero normalizar isso.
 
Para diminuir um pouco minha dívida comento hoje sobre um delicioso chardonnay da Campanha Gaúcha: o Paradoxo Chardonnay, produzido pela gigante Salton.
 
20% do mosto é levado à barricas de carvalho americano para fermentação e o restante permanece em tanques de aço inoxidável a uma temperatura controlada. Após concluída a fermentação, o vinho em barricas permanece por seis meses sobre as leveduras e por fim é realizado o corte entre os vinhos, seguindo de estabilização, clarificação, filtração e engarrafamento.
 
Na taça mostrou cor amarelo claro com reflexos palha, límpido e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas de frutas brancas e frutas cítricas, seguido de notas chocolate, baunilha, leveduras e delicado tostado.
 
Em boca um vinho corpo médio, acidez viva e álcool a 13,5% deixando o vinho com potencial gastronômico. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca persistente e com a fruta e a levedura aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicioso! Vai bem sozinho, como aperitivo em um dia quente, ou pode ser uma companhia com um prato como o risoto de presunto curado preparado por Fernanda.
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Paradoxo
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 13.02.2016 

sábado, 18 de junho de 2016

Piedra D´Oro Cabernet Sauvignon

No fim de fevereiro degustei na casa de amigos o Cave de Pedra Piedra D´Oro Cabernet Sauvignon 2013, um vinho fácil de beber, elegante e delicado exemplar desta casta, produzido pela Cave de Pedra, uma das mais belas e charmosas vinícolas do Brasil.

Este delicado cabernet sauvignon é resultado de uma rígida seleção manual das uvas seguido de breves macerações, deixando o vinho macio e com uma leveza pouco comum a casta. Piedra D’oro Cabernet Sauvignon é um vinho de excelente custo x benefício e um com para o seu dia-a-dia. 
 
Na taça mostrou cor rubi profunda, brilhante e límpida. Média formação de lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelhas, especiarias e sutis tostado, provenientes da breve passagem por barricas de carvalho.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos redondos e suaves, fruto da breve maceração, boa acidez e repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade, equilibrado e com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho tranquilo, fácil de beber e que sem dúvida vai agradar os iniciantes e os que buscam vinhos mais leves.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Cave de Pedra Piedra D´Oro
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Cave de Pedra
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Adega Caves do Sul
Preço Médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 27.02.2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013

Você conhece vinhos da sub região Chablis? Se sua resposta foi negativa você não sabe o que está perdendo.
 
Chablis é uma pequena vila na Borgonha a 120 quilômetros a noroeste de Dijon. Única sub região da Borgonha que está separada das demais e, apesar de produzir alguns tintos, é pelos seus brancos que é conhecida, sendo considerada nada mais nada menos como o melhor terroir da Chardonnay do mundo.
 
A classificação do Chablis varia do básico Petit Chablis, passando pelo Chablis (Premier Cru), chegando ao topo, os Grand Cru. Variações de solo, localização do vinhedo e insolação ao final do período de maturação determinam a qualidade final do produto.
 
Recentemente degustei o Pasquier Desvignes Chablis AOC 2013, produzido pela vinícola de mesmo nome. O nome "Desvignes", anteriormente escrito como "des Vignes", que significa "da videira" , é um indício claro para o tipo de exploração no qual a família sempre se especializou. A família Pasquier Desvignes está a frente do Domaine du Marquisat desde 1420.
 
Em 1823 , César Desvignes, jurou com seus irmãos, prometendo que o nome Desvignes ficaria para sempre ligado ao Domaine du Marquisat. Em memória deste pacto, a casa de Pasquier Desvignes, através da seleção das uvas, vinificação e armazenamento dos seus vinhos, tem perpetuado o know how ancestral em que a sua reputação é construída.
 
Pasquier Desvignes é mais do que uma tradição de viticultura que mede 5 séculos, é um grande vinícola que o longo dos anos tem-se expandido com sucessonas denominações do Rhône e da Borgonha.
 
Sem mais delongas vamos as minhas impressões sobre o líquido.
 
Na taça mostrou cor amarelo palha com reflexos esverdeados, límpida e brilhante.
 
No nariz apresentou aromas florais e frutados de grande intensidade e leve toque de defumado e tostado.
 
Em boca leve, fresco, mineral e equilibrado. Repetiu as notas olfativas e aliado a estas trouxe um leve e delicado toque toque amanteigado. Final de boca de média persistência e a suavidade e o frescor dando o acabamento.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Pasquier Desvignes Chablis AOC
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: França
Região: Chablis, Borgonha
Produtor: Pasquier Desvignes
Graduação: 12,5%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 168,00 (R$ 70,00 em 2015)
Temperatura de serviço: 10º
Degustado em: 14.04.2016

domingo, 17 de abril de 2016

Altos Las Hormigas Clássico Malbec 2013 #malbecworldday #cbe #tchauquerida

Hoje celebra-se o Malbec World Day (Dia Mundial da Malbec) e não podia deixar passar a data sem abrir um Malbec.
 
Como motivos adicionais para abrir um Malbec some-se o desafio do presidente da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, Gil Mesquita, de publicarmos um post com um Malbec para celebrar a data e também um vinho para brindar ao impedimento de Dilma que acaba de conseguir (23h07min do dia 17/04/2016) maioria dos votos na Câmara dos Deputados com o voto de um pernambucano.
 
O vinho que escolhi foi o Altos Las Hormigas Clássico Malbec 2013, produzido na região de Mendoza (Luján de Cuyo) pela Altos Las Hormigas.
 
Desde o início da vinícola, em 1995, Alberto Antonini reconheceu o potencial da Malbec na região de Mendoza. Foi neste ano que ele, junto com Antonio Morescalchi, um jovem empresário, decidiu explorar as principais áreas vinícolas da Argentina criando uma das mais respeitadas vinícolas do país, a Altos Las Hormigas. No mesmo ano compraram mais de 200 hectares de terras no distrito de Carrizal de Abajo em Luján de Cuyo.
 
O nome da vinícola provém do fato de que quando iniciaram o cultivo das vinhas viram que próximo a elas existiam colônias de formigas, que se alimentavam dos brotos da vinhas recém-plantadas. Decidiram não envenenar as formigas, já que elas eram as “verdadeiras” donas da terra, que com o crescimento das vinhas não mais se alimentaram delas. Além disso, para os argentinos “trabalho de formiga” é um trabalho humilde, paciente e prolongado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi, com halo vermelho e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas e negras, chocolate, terra, baunilha e discreto tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio, com taninos maduros e ligeiramente adocicados, acidez de boa intensidade e álcool a 13,9% deixando o vinho quente. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca de média intensidade com notas frutadas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho macio, com bom equilíbrio e fácil de agradar e beber. Acompanhou bem uma lasanha de calabresa.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Altos Las Hormigas Clássico
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Luján de Cuyo
Produtor: Altos Las Hormigas
Graduação: 13,9%
Onde comprar / Importador: Wine in Pack / World Wine
Preço Médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16º 

sábado, 16 de abril de 2016

H. Stagnari Dayman Tannat #cbe

Este ano tenho tido dias bem corridos tanto na vida pessoal como na profissional, fato que fez atrasar alguns vinhos da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas para diminuir minha dívida chego com o vinho de março, tema proposto pelos conterrâneos Maykel e Ana do blog Vinho por 2, que nos propuseram: "Tannat do Uruguai, sem limite de preço".
 
Antes de falar sobre o vinho escolhido trago algumas informações sobre a história da Tannat no Uruguai.
 
O imigrante francês Don Pascual Harriage plantou, em meados da década de setenta do século XIX, as primeiras parreiras de Tannat no Uruguai. Só 200 anos mais tarde, porém, a produção comercial ganhou impulso, fase em que os imigrantes bascos iniciaram o cultivo dessa uva. O sucesso foi tanto que a Tannat tornou-se símbolo das vinícolas do país e hoje ocupa um terço de toda a área plantada do país. No total são cerca de 400 vinícolas no país, sendo que cerca de trinta delas têm expressão internacional. Muitas são as variedades cultivadas no Uruguai.
 
A Tannat uruguaia, também conhecida no país como Harriague, referência a Don Pascual, apresenta um estilo diverso do francês, devido às diferenças clonais e de terroir. Com um clima marítimo temperado, o país é cercado por três grandes volumes de água: Oceano Atlântico, rio da Prata e rio Uruguai, o que torna as temperaturas noturnas suficientemente baixas para propiciar vinhos finos e com frescor.
 
A pluviosidade média anual é de 900 mm e o Sol é constante. No geral, o vinho de Tannat de nossos vizinhos é menos agressivo e mais frutado que o gaulês, mantendo as características de cor escura, com taninos marcados, teor alcoólico médio e afinidade com carvalho.
 
O rótulo que escolhi foi o H. Stagnari Dayman. O Dayman é um vinho tinto 100% elaborado com uvas Tannat e o mais nobre da linha “De crianza” da vinícola uruguaia H. Stagnari. Ele fica atrás apenas da produção ícone da casa, o Dinastía.
 
A principal característica da linha “De crianza” são os 12 meses de estágio do vinho em barricas de carvalho, na cava La Puebla, sede da vinícola que está no sul do Uruguai, cerca de 20 quilômetros distante da capital Montevidéu.
 
De acordo com Virginia Stagnari, diretora e esposa do enólogo Héctor Stagnari, responsável pelo exemplar, esse envelhecimento ocorre 80% em barricas de carvalho francês e 20% em carvalho americano. Após esse processo, surgem cerca de 15 mil garrafas do Dayman, elaborado apenas em safras consideradas ótimas pelo enólogo. São três anos de reserva até esse vinho ser disponibilizado ao mercado.

Na taça o vinho mostrou cor rubi escura, com reflexos violáceos e lágrimas abundantes, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade sendo perceptíveis notas de figo, ameixa, chocolate, couro, cedro e tostado.
 
Em boca mostrou taninos presentes, mas já domados e com leve nota adocicada, acidez viva e álcool a 14% sem incomodar. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com as notas provenientes do tempo de amadurecimento em carvalho aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi degustado no Cantu Day 2016, que ocorreu no Restaurante Nabuco no último dia 14.
 

O Rótulo

Vinho: H. Stagnari Dayman
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Salto
Produtor: H. Stagnari
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 18º 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend 2013

Há algum tempo provei um vinho Californiano potente e redondo: o Ménage à Trois Midnight Datk Red Blend, produzido em Napa, mais precisamente em Yountville. O nome do vinho é uma brincadeira que a vinícola Folie à Deux fez, por produzir vinhos com 3 uvas.

Para este vinho os enólogos queriam criar um produto verdadeiramente desinibido, um corte mais profundo, mais escuro e mais ousado do que nunca.  Então para este Ménage à Trois, eles decidiram que 'mais é mais', e elaboraram uma mistura de não três, mas quatro uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petite Sirah e Petit Verdot. Para completar os sabores do vinho o mesmo foi amadurecido em carvalho francês e americano. O resultado é um vinho que deixa uma impressão indelével. É misterioso e escuro, suave e sensual, exatamente como da meia-noite.
 
Na taça apresentou uma linda cor granada, brilhante e com intensa formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas de ameixa, canela, noz moscada e cravo, seguidos de notas de coco, baunilha, fumaça e tabaco.
 
Em boca  apresentou-se encorpado com taninos maduros, redondos e aveludados acompanhado de alta acidez e álcool a 13,9% pedindo uma harmonização. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo e com as especiarias e as notas defumadas aparecendo no retrogosto.
 
Um corte diferente dos que estamos acostumados a encontrar por aqui. Um vinho de coloração escura, mas sedoso. Vale a experiência!
 
O Rótulo
 
Vinho: Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Petit Sirah
Safra: 2013
País: Estados Unidos
Região: Califórnia
Produtor: Folie à Deux (Ménage à Trois)
Graduação:  13,9%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 14° a 16°
 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Arte Tradicional 12 Meses

Encontrar boas opções de vinho abaixo de R$ 50,00 não é tarefa fácil, mas eles existem e um deles é o Arte Tradicional 12 Meses, um espumante produzido pelo método Champenoise pela Casa Valduga.
 
Na elaboração são usadas apenas as melhores parcelas de uvas de cada safra. O coorte é composto por Chardonnay e Pinot Noir e o espumante é maturado por 12 meses nas belas caves subterrâneas com remuage em pupitres.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos dourados, boa formação de espuma e perlage fina, abundante e persistentes.
 
No nariz mostrou boa intensidade de aromas, com destaque inicial para maçã, pera e abacaxi, seguido de notas de damasco, nozes, fermento e pão tostado.
 
Em boca uma deliciosa cremosidade apareceu em harmonia com uma refrescante acidez. Final de boca persistente e com as notas provenientes da segunda fermentação aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização ficou por conta de um papo descontraído com amigos e um delicioso ensopado de aratu.


O Rótulo

Vinho: Arte Tradicional 12 Meses
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay 60% e Pinot Noir 40%
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 11,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 6°

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Casanova di Neri Ir Rosso DOC 2013 #winebar

Em agosto participei de uma excelente edição do WINEBAR, na qual o Daniel Perches conversou com nada mais nada menos que Giacomo di Neri, proprietário da Vinícola Casanova di Neri, uma dos mais aclamados produtores da região de Montalcino, que tem seus vinhos importados com exclusividade pela Expand.
 
A vinícola Casanova di Neri foi fundada em 1971 por Giovanni Neri, com a compra de uma grande propriedade em Montalcino na Toscana. Hoje, sob o comando de Giacomo Neri, a vinícola possui mais de 55 hectares, subdivididos em 5 regiões: Pietradonice no sudeste de Montalcino, Le Cetine ao sul, Cerretalto e Fiesole ao leste e Podernuovo que ocupa a posição mais alta.
 
A região da Toscana é uma das mais aclamadas no mundo do vinho e é famosa pelos Brunellos di Montalcino, mas a região produz outros vinhos de excelente qualidade e menor custo, como é o caso do Rosso.
 
O mítico Brunello – sonho de consumo de muitos – é feito com um clone especial da sangiovese, vem de pequenas áreas demarcadas e garantidas (não mais do que 6.600 garrafas por hectare) e envelhece pelo menos 5 anos após a colheita, sendo dois em barris e 4 meses afinando na garrafa antes de ser liberado ao mercado.
 
Rosso em italiano significa vermelho e Brunello na cidade de Montalcino significa escuro. Portanto, a sangiovese leva o nome local de brunello em Montalcino. No caso dos Rossos a sangiovese usualmente produz um vinho alegre e jovem, para se tomar novo.
 
O Casanova di Neri Ir Rosso DOC foi elaborado pela primeira vez em 2006 e trata-se do vinho mais simples da vinícola. O mesmo é produzido com uvas que são colhidas manualmente e que são vinificadas em tanques de aço inox sob temperatura controlada durante 18 dias para o Sangiovese e 9 dias para o Colorino. Em seguida o vinho descansa por 24 meses em barricas de carvalho e 6 meses em garrafa para o afinamento das notas aromáticas e gustativas.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi de média intensidade, brilhante, com reflexos violáceos e lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz trouxe aromas intensos e complexos com destaque para notas de frutas vermelhas, violetas, folhas secas, terra molhada, chocolate, coco queimado e cedro, tudo bem equilibrado e integrado, não deixando nenhuma pista de que passou por 24 de barrica.
 
Na boca o vinho mostrou taninos redondos, macios e levemente adocicados em boa harmonia com a boa acidez, típica da casta e os 13,5% de álcool. Repetição das notas olfativas que passearam deliciosamente pela boca. Final de boca seco e de maravilhosa persistência marcado por notas de café torrado, terrosas e de madeira aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicioso, um dos melhores exemplares do país da bota que já provei e que me deixou extremamente curioso quanto aos Brunellos deste produtor, uma vez que este é o vinho mais simples dele.
 
Por aqui harmonizamos um filé mignon guarnecido de um delicioso penne com mix de queijos... o par ficou perfeito, de lamber os beiços.

O Rótulo

Vinho: Casanova di Neri Ir Rosso
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese e Corolino
Safra: 2013
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Casanova di Neri
Graduação: 14%
Enólogo: Giacomo Neri
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 180,00
Temperatura de serviço: 18°

Notas:

1. O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos Casanova di Neri.

2. Para assistir o vídeo completo da degustação basta clicar aqui.

domingo, 6 de setembro de 2015

Um Tempranillo na casa dos 30 pilas para a #cbe

Inicio de mês é aquela alegria em compartilhar as impressões sobre o vinho escolhido para a primeira e única confraria virtual do Brasil: a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas esse mês me atrasei e só chego hoje com o meu rótulo.
 
O tema do agosto foi sugestão da confrade Juliana Gonçalves do blog Vou de Vinho, que nos mandou o seguinte: "Um vinho feito de uva tempranillo, de qualquer lugar e qualquer preço".
 
Em tempos de crise, preços altos e da ausência de um varietal tempranillo na adega, saí ao garimpo em busca de um vinho que ofertasse um bom custo x benefício. E não é que consegui encontrar o Miolo Reserva Tempranillo, um vinho do projeto Seival State, que está instalado na Estância Fortaleza do Seival, localizada no Sul do Brasil, no município de Candiota, próximo à divisa com o Uruguai.
 
O vinho é é elaborado através de seleção manual dos cachos, seguido de maceração pré-fermentativa a 8°C, por 3 dias, fermentação alcoólica e maceração a temperatura controlada, com um pico de temperatura de 25 - 28°C e  maceração pós-fermentativa de 5 a 10 dias para maior aporte de estrutura. Para finalizar o vinho amadurece em barricas de carvalho francês e americano.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi com reflexos violáceos, halo rubi claro e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz mostrou aromas de cereja, morango e amoras fresca, seguido de notas sutis de baunilha e tostado.
 
Em boca apresentou corpo médio com taninos elegantes e boa acidez, conferindo frescor ao vinho. Final de boca de boa persistência com repetição das notas olfativas.
 
Vinho tranquilo, fácil de beber e foi uma boa companhia para uma pizza de calabresa. 


O Rótulo

Vinho: Miolo Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Miolo
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço:16

domingo, 16 de agosto de 2015

Schloss Johannisberger e seus deliciosos vinhos do mais antigo vinhedo Riesling do mundo #CantuDay

Dando sequência as postagens sobre os vinhos degustado no Cantu Day Recife, realizado no último dia 11, irei falar sobre os vinhos alemães da Vinícola Schloss Johannisberger e seus fantásticos e deliciosos rieslings.

 
A vinícola Schloss Johannisberger, esta localizada na região do Rheingau, uma privilegiada região. A propriedade foi citada pela primeira vez num inventário da Abadia Sanctis Johannis (São João Batista), em 1143. É uma das mais antigas em atividade de todo o mundo e é a primeira vinícola de Riesling do mundo, tendo cultivado e aprimorado a casta principal do país há cerca de 300 anos.
 
A região do Rheingau, na Alemanha, produz vinho desde a Alta Idade Média, e as primeiras mudas foram levadas pelos romanos, já no fim do Império, mas a viticultura se desenvolveu, de fato, apenas na Época dos Carolíngios, sob a dinastia de Carlos Magnus. O terroir local é frio, chove pouco, e tem muita luminosidade, embora pouco calor. O solo é formado por calcário e pedras: o local da uva Riesling por excelência.

Em 1870 notas fiscais de comerciantes holandeses mostram que o vinho era vendido aos ingleses como “First Growth”, termo que se assemelha ao “Grand Cru”, da Borgonha. No ano 2.000 foi classificado como vinhedo “Grosses Gewäsh”, equivalente alemão ao Grand Cru da Borgonha.
 
Vamos aos vinhos!

As uvas que deram origem aos vinhos são provenientes de um vinhedo íngreme com 45º de inclinação e 181m acima do nível do mar. A floresta no topo do Taunus protege as vinhas dos ventos frios do Norte e do Sul do Reno. O solo dos vinhedos conferem boa mineralidade a Riesling.

São fermentados a frio, lentamente, em barricas de carvalho das florestas do Rheingau, pois os enólogos acreditam que usar madeira autóctone ao invés de barrica importada deixa o vinho mais integrado e mais preparado para o envelhecimento.
 
Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken 2013
 
A viticultura 2013 apresentou condições meteorológicas adversas, resultando em um rendimento reduzido em um terço de uma cultura média. Mas a qualidade foi muito boa, resultando em um vinho rico em extrato.

Uvas colhidas manualmente, com fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 4 meses.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada brilhante.

No nariz revelou aromas frutado como de pêssego maduro, abacaxi e lichia, seguido de notas de flor de laranjeira e jasmim e ainda um sutil toque de mineralidade.

No paladar apesar sutis notas adocicadas apresentou-se seco e suculento, com uma equilibrada e deliciosa acidez, que confere grande frescor ao líquido. Final de boca longo e com repetição das notas olfativas no retrogosto.
 
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2013
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:12,2 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 200,00
Temperatura de serviço: 8° a 10°


 
 
Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese

Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 5 meses.
 
O paladar é limpo e brilhante intenso com frescura, bem integrada
doçura, delicadeza e suculentas frutas, realmente muito longo e muito elegante.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha.

No nariz mostrou belos e intensos aromas de frutas (damasco, tangerina e maçã) e flores brancas (rosas, jasmim, flor de laranjeira e cravo).

No paladar revelou grande intenso frescor bem integrado ao dulçor; repetiu as notas olfativas de forma delicada e elegante. Final de boca longo e com a tangerina aparecendo no retrogosto.
 



O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:10,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 350,00
Temperatura de serviço: 10°



 
Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
 
Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 6 meses.

Aroma complexo pedra amarela mostrando frutas como um pêssegos e damascos, limão, lavanda,
dica de smoky minerais e elegante picante no fundo.
O paladar é concentrado e tocas com apetitosos acidez e um final longo,
ótimo acabamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada profunda e intensa.

No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas minerais aparecendo no início, seguido de aromomas de nectarina, damasco, limão, toque floral (lavanda), de especiarias, de fumaça e de petróleo.

No paladar apresentou boa concentração e apetitosa acidez, fazendo a boca salivar desde o primeiro gole. Final de boca longo e equilibrado com repetição do mineral, do defumado e do derivado de petróleo confirmando o olfato.
 
O vinho tem um aroma incrível e seu sabor parece não terminar nunca.
 

O Rótulo

Vinho: Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação: 12,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 530,00
Temperatura de serviço: 10°
 
Os vinhos são vinificadas em uma diversidade de estilos, que vão do seco à doce, e mesmo com sua baixa teor de álcool, eles são ricos em sabor, elegância e aromas, pena que não são para todos os bolsos, inclusive o meu.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Você já harmonizou vinho com coxinha?

Sabe aqueles rótulos sobre o vinho:  de que é para quem tem dinheiro; apenas os que são profundos conhecedores é que estão aptos ao consumo; ou que a bebida tem que acompanhar apenas pratos elaborados ou sofisticados?
 
Apague isso da sua memória, o vinho é uma bebida igual a qualquer outra e para ser consumida basta apenas uma garrafa e uma taça. E para acompanhar, quase todas as comidas vão bem com vinho, então não se preocupe em demasia se o vinho que gostas vai acompanhar bem aquela comida caseira, pura e simples.
 
Outro dia mesmo liguei pra Fernanda e disse: coloca aquele Chenin Blanc da África do Sul para resfriar que passei vou passar em um bar e levar uma coxinhas crocantes com frango defumado. Pronto estava montada uma harmonização simples e saborosa para uma noite descontraída e descompromossida.
 
A coxinha é simplesmente deliciosa e ficou melhor ainda com o Neethlingshof Chinin Blanc, um vinho produzido na Região de Stellenbosch pela vinícola que leva o mesmo nome do vinho.
 
A Chenin Blanc é de origem francesa, mas é considerada a especialidade dos sul-africanos. É cultivada na África do Sul desde os tempos coloniais, e responde por cerca de 20% dos vinhedos do país, onde também é chamada de Steen.
 
O enólogo que trabalhou o vinho optou por não passá-lo em barricas de carvalho,  visando manter as características frutadas e o frescor típicos da casta.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha bem claro. No nariz aromas intensos e cheio de notas de frutas  tropicais tais como maçã, pêra, maracujá e tangerina, seguido de notas florais e toques de nozes e alguma lembrança mineral. Em boca um vinho leve, com boa acidez e a intensidade aromática aparecendo no retrogosto. Final de boca seco, refrescante e de média persistência. Leve e fácil de beber.


O Rótulo

Vinho: Neethlingshof
Tipo: Branco
Castas: Chenin Blanc
Safra: 2013
País: África do Sul
Região: Stellenbosch
Produtor: Neethlingshof Wine Estate
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 8° - 10°

terça-feira, 7 de julho de 2015

Arboleda Chardonnay, o vinho que conquistou o Japão

No último WINEBAR o Daniel Perches bateu um papo descontraído com a Maria Eugenia Chadwick, embaixadora internacional da Viña Arboleda.
 
O primeiro vinho apresentado na degustação virtual, que conta com a participação de vários blogueiros e formadores de opinião, foi o Arboleda Chardonnay 2013, um vinho que recentemente conquistou o Japão, recebendo o prêmio de ‘Melhor Vinho para Sushi’ pela categoria Asian Food Sushi.
 
O rótulo foi avaliado por 340 especialistas deram o veredicto, liderados por Yumi Tanabe, reconhecido na indústria de vinho japonês. Os juízes enfatizaram a acidez e aroma de laranja misturado com notas sutis de frutas tropicais como manga e abacaxi, deixando a boca com mineralidade refrescante, principais características que o levaram à premiação.
 
As uvas que deram origem a Arboleda Chardonnay foram colhidas à mão logo no início da manhã, visando manter o frescor da fruta. Todas as uvas foram suavemente prensadas com os cachos inteiros e o suco foi integralmente fermentado em barricas de carvalho francês (30% novas) a uma temperatura entre 14°C e 24°C. Em parte dos lotes foram inseridas leveduras selecionadas e outra parte (44%) foi fermentada em barricas, usando leveduras silvestres naturalmente presentes na pele das uvas. Passou por dez meses de envelhecimento “sur lie” – em suas borras – para aumentar a complexidade.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha com reflexos palha e brilhante. No nariz mostrou grande intensidade aromática, destacando-se as notas de frutas tropicais maduros: maracujá, abacaxi e atemoia, tudo muito integrado as notas elegantes provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca repetiu o nariz e apresentou boa estrutura e cremosidade, balanceados pela bela acidez e por notas minerais. Final de boca de boa persistência, refrescante e com notas de mel somando-se as demais notas no retrogosto.
 
Belo exemplar da casta Chardonnay: estruturado, elegante, refrescante e com uma incrível capacidade de sumir da taça.
 
Por aqui harmonizamos com culinária japonesa, sobretudo com peças contendo camarão e salmão como ingredientes principais e caiu super bem.
 
 
O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2013
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 13,5%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 8°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.

terça-feira, 30 de junho de 2015

O delicioso e surpreendente Arboleda Pinot Noir 2013

No último dia 10 participamos de mais uma excelente edição do WINEBAR, transmitido diretamente da Expand e que contou com a participação da Maria Eugênia Chadwick, da Viña Arboleda.
 
A Viña Arboleda é uma jovem vinícola chilena (fundada em 1999), projeto pessoal de Eduardo Chadwick na região do Aconcagua. Seu nome é uma homenagem às árvores nativas preservadas em suas vinhas.
 
Maria Eugênia Chadwick, filha de Eduardo Chadwick,  foi anunciada, este ano, como embaixadora internacional da marca. Ela é designer, formada pela Universidade Pontifícia Católica do Chile. Tendo crescido em um ambiente de vinhos e acompanhado seu pai em várias viagens que deram oportunidade de conhecer e interagir com personalidades da indústria, ela mantém a tradição da família e a paixão pelo vinho, passando a integrar formalmente a Viña Arboleda como Brand Manager desde março de 2015.
 
Na ocasião foram apresentados e degustados 3 rótulos da vinícola: Arboleda Chardonnay, Arboleda Pinot Noir e Arboleda Carménère. Neste post irei falar apenas do Pinot.
 
Os frutos que deram origem ao Arboleda Pinot Noir são provenientes de vinhedos próprios localizados na região costeira de Aconcágua ou “Aconcágua Costa”, perto do oceano Pacífico, na localidade denominada “Chilhué” onde  a corrente de Humboldt e o degelo Antártico influenciam marcadamente o clima, com um gradiente térmico mais elevado.
 
O vinho passou por uma maceração a frio de 4 a 7 dias a uma temperatura de 8° a 10°C antes da fermentação, para extrair os intensos sabores e aromas. A fermentação alcoólica foi feita em tanques abertos e se extendeu por 8 a 20 dias. E por fim o vinho foi envelhecido durante 12 meses em barricas de carvalho francesas, das quais 25% novas.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi com boa transparência e lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz aromas de folhas secas, tabaco, fumaça e  é claro notas de frutas vermelhas; mas, olfativamente esse vinho me transportou para as caves onde repousam as barricas de carvalho, contudo não com exagero em notas provenientes da passagem por barricas e sim com complexos e elegantes aromas que resultam do uso bem feito da madeira.
 
Em boca um vinho de corpo médio e elegante, com taninos macios e ótima acidez, conferindo frescor ao líquido. Repetição das notas olfativas em boca e final longo e marcado pela presença bem integrada da fruta e da madeira no retrogosto.
 
Um delicio exemplar da Pinot Noir proveniente da DO de Aconcagua Costa.
 
A harmonização ficou por conta de um delicioso e delicado Risoto de Aspargos e Presunto de Parma lindamente preparado por Fernanda.


O Rótulo

Vinho: Arboleda
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2013
País: Chile
Região: Aconcagua Costa
Produtor: Arboleda
Graduação: 13,5%
Enólogo: Eduardo Chadwick
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 155,00
Temperatura de serviço: 16°



Nota:

O vinho foi enviado pela Expand em ocasião do WINEBAR com os vinhos da Viña Arboleda.

sábado, 20 de junho de 2015

Mommessin Beaujolais-Villages Réserve 2013

Estes dias estive na casa do amigo Juberlan para bater um papo e tomar o Mommessin Beaujolais-Villages Réserve, um vinho desses que desce fácil e acompanha uma comida simples e pouco condimentada.

Segundo o site da importadora o vinho, que é elaborado pela vinícola Mommessin, preza por uma seleção criteriosa das vinhas, a escolha dos melhores lotes de vinhedo e a parceria forte e fiel com os viticultores locais. O seu amadurecimento foi em barricas de aço inox, como a grande maioria dos Beaujolais.

Para harmonizar o amigo nos preparou um pernil suíno com uma farofa de jerimum e a escolta ficou 10.

Na taça o vinho apresentou cor rubi clara com reflexos violáceos bem sutis e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas intensos de morango e framboesa seguido de notas de violetas e pimenta verde. No paladar um vinho de corpo médio, leve e refrescante, com taninos finos e tranquilos e boa acidez. Final de boca de boa persistência com a fruta e a pimenta aparecendo no retrogosto.
O Rótulo

Vinho: Mommessin Beaujolais-Villages Réserve
Tipo: Tinto
Castas: Gamay
Safra: 2013
País: França
Região: Beaujolais, Bourgogne
Produtor: Mommensin
Graduação:  12%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 86,00 (R$ 58 no Clube W)
Temperatura de serviço: 14°

sábado, 23 de maio de 2015

Fortant de France Terroir Littoral Grenache Rosé 2013

Fernanda tem uma predileção pelos vinhos brancos e rosés, então não pensei duas vezes em retirar da adega o Rosé Fortant de France Terroir Littoral Grenache para acompanhar um jantarzinho surpresa que preparei no seu aniversário.
 
O vinho é produzido pela Fortant de France, uma vinícola fundada em 1987 e que possui um foco especial na produção de vinhos varietais, como é o caso deste rosé que é produzido 100% com a tinta Grenache (Garnacha na Espanha), a qual geralmente é utilizada em cortes pelo fato de possuir pouca acidez, taninos e cor.
 
A Grenache é a variedade mais plantada no sul do vale do Rhône, especialmente no Châteauneuf-du-pape onde costuma representar em torno de 80% do corte. Na Austrália é normalmente misturada com a Shiraz (Syrah) e Mourvedre, corte conhecido como "GSM". A Grenache é também muito usada para vinhos rosé, na França e na Espanha, notadamente na denominação Tavel em Côtes du Rhône. Seus vinhos costumam ser apimentados, com aromas de frutas negras, taninos macios e relativamente alto nível de álcool.
 
Visualmente o vinho apresentou cor cobre, tipo casca de cebola. No nariz aromas delicados de frutas vermelhas, rosas, sutil herbáceo e pimenta seca. Em boca um vinho equilibrado com taninos leves e boa refrescância. Final de boca de média persistência com a fruta e a mimenta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho leve, delicado e com uma interessante picância que caiu como uma luva com camarões ao molho de queijos, arroz de curry e batatas souté e é claro, harmonizou perfeitamente com a companhia da minha amada e a felicidade de celebrar mais uma ano de vida dela.
 


O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir Littoral
Tipo: Rosé
Castas: Grenache
Safra: 2013
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortante de France
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 49,00 (R$ 35,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 10°

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Provamos um dos vinhos da linha Vagle, do Enólogo José Lovlagio, filho de Sunana Balbo

José Lovaglio, filho de Susana Balbo, herdou a paixão pelos vinhos e assim como a mão formou-se em enologia e criou quatro vinhos, os da família Vaglio. “É a linha da vida dele”, contou Susana Balbo em evento em Recife.
 
O vinho Aggie é um Malbec que faz parte desse projeto pessoal do filho de Susana Balbo. O rótulo é produzido com uvas provenientes de Tupungato, no Valle de Uco em Mendoza com passagem por barricas de carvalho, produzidos com a parte central do tronco da árvore com o objetivo de conferir maior sutileza de aromas, por oito meses.
 
No contrarótulo José Lovaglio relata que descobriu uma cidade que o impactou profundamente durante uma viagem a Califórnia. Suas cores estridentes, seu movimento e sobretudo a sua diversidade deixaram uma marca na vida dele, as quais ele quis transladar para seus vinhos, aproveitando as virtudes de cada varietal para conjulgá-las em algo único e especial.

Visualmente mostrou cor rubi violácea, com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta negra, chocolate e leve toque de tostado. Em boca mostrou taninos potentes e em equilíbrio com a alta acidez e os quase 14% de álcool. Final de boca de boa persistência com a fruta aparecendo no retrogosto.

Bom exemplar da casta malbec, mostrando que Lovaglio está no caminho cert.

O Rótulo

Vinho: Vagle Aggie
Tipo: Tinto
Casta: Malbec
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Tupungato - Valle de Uco, Mendoza
Produtor: Bodega B
Enólogo: José Lovaglio
Graduação: 13,9%
Onde comprar: Sem importador no Brasil
Preço médio: -
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 2 de maio de 2015

Luna Cabernet Sauvignon 2013


Eis mais um bom cabernet Argentino e que agradou mais que o seu irmão malbec da mesma safra que degustei há uns 6 meses. O vinho é produzido pela jovem vinícola, com apenas 24 anos de história, Finca La Anita, com vinhedos localizados aos pés da Cordilheira dos Andes e produção sob a supervisão dos enólogos Soledad Vargas e Sebastian della Fazia.
 
O vinho foi vinificado em tanques de aço inoxidável por 7 dias  e amadureceu em barricas de carvalho por 9 meses.
 
Na taça o vinho apresentou uma cor rubi profunda, com lágrimas finas e rápidas. No nariz o vinho mostrou aromas de fruta negra madura, discretas notas herbáceas, pimenta e tostado. Em boca apresentou taninos redondos, boa acidez e álcool bem integrado ao conjunto, apesar dos 14,8%. Final de boca de do boa persistência com a fruta e o herbáceo aparecendo no retrogosto.
 
Bom cabernet da Argentina, bom para acompanhar um belo corte de carne vermelha, mas este foi degustado apenas como aperitivo.

O Rótulo

Vinho: Luna
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignom
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Finca La Anita
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00 (52,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 14 de abril de 2015

Um Malbec para você abrir no Malbec World Day

Você gosta de vinhos produzidos com a uva Malbec? Então não pode deixar de abrir um bom Malbec para comemorar o Malbec World Day. Durante evento em Recife com a Enóloga argentina Susana Balbo provei vários Malbec e hoje irei falar de um que é uma excelente opção para você abrir para brindar a uva: o BenMarco Malbec 2013.
 
O Malbec World Day acontece no próximo dia 17. A data comemora o dia mundial da Malbec e o evento é organizado pela Wines of Argentina - WofA e conta com ações em vários lugares no mundo inteiro. Para saber mais sobre a data clique aqui.
 
A linha de vinhos BenMarco tem vinhos que priorizam os aromas primários da uva no vinhedo e o frescor da fruta. São vinhos de alta concentração, expressivos e um verdadeiro tributo de Susana Balbo ao estilo de vinho tradicional argentino.
 
O BenMarco Malbec é produzido com uvas provenientes de três diferentes terroirs: Agrelo - Luján de Cuyo; Altamira - Valle de Uco e El Dique - Rivaldavia, que juntos atribuem ao vinho caráter opulento, mineral e autero e elegante.
 
Visualmente mostrou cor púrpura com lágrimas abundantes, rápidas e que tingiram as paredes da taça. No nariz vinho aromas de fruta negra madura, violetas, pimenta, café e aromas provenientes da passagem do vinho por barricas de carvalho francês e amercicano (baunilha e coco). Em boca um vinho carnudo (com repetição da fruta madura), estruturado, com taninos potentes, porém redondos em em perfeita harmonia com acidez e álcool. Final de boca longo com o café e notas de tostado aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi harmonizado com risoto de cordeiro, o que proporcionou o apareccimento de novos sabores ao vinho, como alfazema, nozes e toques metálicos.
 
O Rótulo
 
Vinho: BenMarco
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo; Altamira, Valle de Uco e El Dique, Rivaldavia
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,1%
Onde comprar em Recife: Cantu
Preço médio: R$ 81,00
                                                                                               Temperatura de serviço: 16°