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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Santa Rita Medalla Real Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Quem não gosta de um bom vinho cabernet sauvignon? É bem verdade que alguns responderão positivamente, mas a grande maioria dos enófilos irá apontar a casta como uma das mais degustadas. Eu sou fã e sempre que posso abro uma garrafa.
 
O vinho do post de hoje é o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon, produzido no Alto Jahuel no Vale do Maipo pela Santa Rita, Vinícola fundada por Domingo Fernandez e desde 1980 é comandada pelo grupo Claro.
 
Atualmente o grupo conta com nada mais nada menos que 5000 hectares de vinhedos no Chile e na Argentina, com uma produção de 24milhões de garrafas por ano.
 
O vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho de primeiro, segundo e terceiro uso.
 
No Brasil o exemplar é importado pela Winebrands!
 
Na taça apresentou cor rubi de escura com matizes violáceas, com bom brilho e limpidez. Observei ainda a presença de lágrimas abundantes finas e rápidas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, especiarias, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos macios, boa acidez e álcool a bem integrados ao conjunto. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca seco, de boa persistência e com a presença da fruta e do chocolate no retrogosto.
 
Harmonizamos com uma bela costela bovina.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Santa Rita Medalla Real
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale do Maipo, Alto Jahuel
Produtor: Santa Rita
Graduação: 14%
Onde comprar: Winebrands
Preço Médio: R$ 125,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.05.2017

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon 2012

Não é de hoje que o terroir da Campanha Gaúcha tem se mostrado belo para as castas vitiviníferes e os vinhos provenientes destas. O Salton Paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um exemplo de como a região é capaz de produzir rótulos surpreendentes.
 
O vinho em questão foi o segundo degustado no Winebar com as novidades de 2016 da Vinícola Salton, o primeiro já comentamos e você pode conferir clicando aqui.

O paradoxo Cabernet Sauvignon é mais um dos rótulos da família Paradoxo, concebida para ser comercializada em restaurantes, mas que também pode ser adquirido na loja virtual da vinícola.

Vamos ao vinho!
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi brilhante com presença de lágrimas finas, abundantes e lentas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura (jambo e ameixa), seguidos de notas de especiarias, tabaco, couro e delicada nota de tostado.
 
Em boca um vinho corpo médio com taninos macios, acidez viva  e em bom equilíbrio com o álcool. Repetiu as sensações olfativas e apresentou um final de boca prolongado com a especiaria e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho redondo, elegante e equilibrado. Uma bela compra na faixa de preço.

Harmonizamos com um delicioso quiche de carne preparado por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Paradoxo
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Gregório Bircke Salton
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Salton
Preço Médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 18.07.2016


Informações:

A caixa com 6 garrafas do vinho custa R$ 211,00 na loja da Salton, mas este foi gentilmente enviado pela Vinícola em ocasião do Winebar.

Para saber como foi a degustação basta clicar aqui

terça-feira, 21 de junho de 2016

Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella 2012

Poder provar alguns vinhos que dificilmente beberíamos é um privilégio e uma satisfação e isso me é possível quando participo de feiras e eventos promocionais e graças a um desses pude degustar, por duas vezes um dos mais célebres e clássicos vinhos italianos e do mundo: o Amarone, produzido na região do Vêneto.
 
Antes de falar sobre minhas impressões sobre o vinho permitam-me discorrer algumas linhas sobe o Amarone.
 
O Vêneto é a região italiana que mais produz vinhos. No nordeste do país e com capital na bela Verona, os 75 mil hectares de vinhedos cultivados geram ao ano nada menos do que 850 milhões de litros, número equivalente a três vezes o total da produção brasileira.
 
Alguns vinhos são bastante populares por lá, como o Prosecco, o Soave, o Bardolino e o Valpolicella. O grande vinho vêneto, também considerado um dos maiores da Itália, porém, é outro. Chama-se Amarone della Valpolicella, ou, para que não seja confundido com o primo mais humilde, apenas Amarone. A confusão se dá não apenas pelo nome, pois geograficamente a zona de produção do Valpolicella é exatamente a mesma do Amarone.
 
Trata-se de um conjunto de suaves colinas ao norte de Verona, entre as cidades de Grezzana e Sant'Ambrogio di Valpolicella. As uvas também são as mesmas e pela legislação italiana devem ser: 40% a 70% de Corvina, 20% a 40% de Rondinella, 5% a 25% de Molinara. A primeira dá cor, caráter e maciez; a segunda contribui com a estrutura, e a terceira com a acidez e um delicado toque amargo.

O Amarone é bastante concentrado e seu teor alcoólico é elevado - nunca menor do que 14%, e pode chegar aos 17%. Além disso o vinho é "turbinado" por um procedimento conhecido como apassimento. A técnica consiste em deixar as uvas em caixas ou esteiras de quatro a cinco meses, em vez de serem esmagadas e fermentadas após a colheita. Durante este período, os frutos perdem cerca de 35% de seu peso - tornado o vinho, automaticamente, mais caro - e se tornam mais concentrados em perfumes, elementos gustativos e açúcares. As uvas adquirem um caráter resinoso não observado nas fermentações convencionais , e se convertem em um vinho de elevado teor alcoólico.
 
Um outro fator pode afetar a bebida. Eventualmente, em anos mais úmidos, alguns cachos são atacados pelo fungo Botrytis cinerea, também conhecido como "podridão nobre". Esse ataque é sempre bem-vindo pois imprime mais maciez, complexidade e intensidade aromática ao vinho.
 
Em janeiro ou fevereiro, a fermentação finalmente acontece, com longa maceração (contato do suco com as cascas da uva). O vinho é amadurecido, por lei, em barris de carvalho durante um período mínimo de 25 meses. O barril tradicionalmente utilizado é de tamanho grande (cinco mil litros), e de madeira usada. Alguns produtores já começam a usar recipientes menores de madeira nova, imprimindo aos seus produtos um estilo mais moderno. Esse estágio em madeira pode chegar a 48 meses. Antes de chegar ao mercado, o vinho descansa em garrafa por um ano. Este tempo em barricas confere a todos os Amarones um típico toque de oxidação.
 
Na taça mostrou cor rubi com reflexos sutilmente alaranjados. Intensa formação de finas e rápidas lágrimas.
 
No nariz apresentou aromas intensos e complexos sendo possível perceber notas de cereja, ameixa, framboesa, violetas, passas, folhas e frutos secos, especiarias, café, menta e tostado.
 
Em boca um vinho com taninos redondos e macios, acompanhados de boa acidez e álcool a 15,5% sem incomodar, mostrando excelente equilíbrio. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo, elegante e complexo, com as notas de frutos secos e passas aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Giacomo Montresor Amarone della Valpolicella
Tipo: Tinto
Castas: Corvina Veronese 65%, Molinara 18% e Rondinella 17%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Vêneto
Produtor: Giacomo Montresor
Graduação: 15,5%
Onde comprar / Importador: Banca do Ramon / Cantu
Preço Médio: R$ 400,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 14.04.2016

sábado, 30 de abril de 2016

Ilpasso Nerello Mascalese-Nero D´Avola 2012

Comprar vinhos sem nenhuma indicação só pela ficha técnica é na maioria das vezes um tiro no escuro, mas no caso do Ilpasso Nero D´Avola 2012, o tiro foi certeiro.
 
Trata-se de um vinho produzido pela Vigneti Zabu na D.O. Sambuca di Sicilia com os melhores cachos de  Nero D'Avola e de Nerello Mascalese.
 
Quando as uvas atingem a maturidade os cachos são cortados 10 cm antes das uvas, em seguida elas passam por um processo de secagem natural. Quando é obtida uma redução em peso de 15-20%, as uvas são então colhidas e é realizada a prensagem e a fermentação. Depois de uma longa maceração, o vinho é decantado em barris onde ele descansa por cerca de 6 meses.
 
Na taça mostrou cor rubi escura, brilhante e intensa. Presença de lágrimas translúcidas, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas, seguido de notas de rosas vermelhas, toque de especiarias e tostado.
 
Em boca mostrou corpo médio com taninos redondos em equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca equilibrado e de boa persistência com repetição das fruta vermelha no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Ilpasso Nero D´Avola
Tipo: Tinto
Castas: Nerello e 85% e Nero D´Avola 15%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Silícia
Produtor: Vigneti Zabù
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: Wine in Pack / ?
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 19.11.2015

quarta-feira, 2 de março de 2016

Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave

A uva Cabernet Sauvignon está entre as minhas favoritas e sempre que encontro um varietal com esta casta, que foi produzido em um país que usualmente não faz vinhos exclusivamente com ela e vou lá e provo. Foi exatamente o que aconteceu com o Fantinel Cabernet Sauvignon Friuli DOC Grave
 
O vinho possui um estilo bem diferente dos encontrados nos cabernet do novo mundo, a começar pelo teor de álcool, apenas 12,5% de álcool, abaixo do 13,5% - 14% e até 15%, usualmente encontrados nos exemplares do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos. Para produzir este rótulo a italiana Fantinel utiliza a técnica de apassimento, herdada pela família Fantinel dos antigos romanos.
 
O método de apassimento submete as uvas a um processo de secagem em suportes de madeira antes da fermentação, resultando em um tinto diferente e autêntico e normalmente com maior teor álcoolico, o que não é observado neste vinho.
 
Outro fato relacionado a produção Fantinel é que ele amadureceu por 6 meses em barricas de carvalho eslavo, usualmente utilizada no Piemonte, Toscana e Vêneto.
 
A madeira da Eslavônia é conhecida por ter fibras compactas e grãos apertados. Geralmente são barricas maiores, impactando menos sabores e taninos devido a menor superfície de contato em relação à quantidade de líquido.  Segundo Luca Speri, da Speri Viticoltori: “Com a barrica Eslava, a micro-oxigenação é mais demorada, e o vinho necessita de mais tempo para ficar pronto. Assim, vive mais na garrafa”. Além disso, as barricas podem ser usadas por mais tempo, até o terceiro ou quarto uso. Facilitando a rotatividade.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e boa formação de lágrimas.
 
No nariz mostrou grande intensidade de aromas de fruta madura, destacando-se  a fambroesa, mirtilo, amora e jabuticaba, seguido de notas sutis de tostado.
 
Em boca  apresentou corpo médio com taninos macios e redondos, em sintonia com a acidez e o álcool. Repetição da fruta e final de boca de média intensidade.
 
Harmonizamos com hamburguer de maminha e ficou show!
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Fantinel Friuli DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 73,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Santa Cristina Chianti DOCG Superiori 2012 #cbe

Chegamos ao vinho do último tema de 2015 da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o qual foi sugerido pelo confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco e o desafio foi que provássemos um vinho do país que mais nos impressionou esse ano.
 
Devo admitir que foi um tema bem desafiador, pois além de ter bebido uma menor quantidade de vinhos este ano, por "n" fatores, eu pude provar exemplares surpreendentes  de vários países, como por exemplo, do Líbano e do Marrocos, mas seria quase impossível encontrar um vinho desses países em um curto espaço de tempo.
 
O Brasil foi um dos países que mais passou pela minha taça e foram vários vinhos de excelente qualidade. Vinhos de qualidade inquestionável de países como Estados Unidos e França também estiveram por aqui, mas seriam injusto se não escolhese um vinho italiano, pois mesmo que não tenham sido muitos degustados eles foram IMPRESSIONANTES.
 
O vinho que escolhi vem de uma das regiões mais famosas e é um dos mais tradicionais do país da bota, trata-se do Chianti Santa Cristina, produzido por uma das mais tradicionais vinícolas italianas, a Antinori.

Vinhos que ostentem a DOCG Chianti, como é o caso do Santa Cristina, com referência às sub-regiões podem ainda ser denominados “Superiore”. São feitos com uvas provindas de Chianti, mas seguindo padrões de qualidade superior, tal qual Chianti Classico. Sua concentração de sabores é maior, assim como sua graduação alcoólica (mínimo 12%), e estagiam por nove meses, sendo três deles em garrafa, antes de serem comercializados.

O Santa Cristina Chianti foi criado inicialmente para atender a demanda do mercado norte americano por um Chianti simples com excelente relação qualidade-valor, o Santa Cristina Chianti Superiore acabou conquistando muitos outros mercados, inclusive o Brasil.

Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e com reflexos violáceos sutis. Lágrimas finas, lentas e em boa quantidade.

No nariz um vinho de aromas intensos marcado pela presença da fruta vermelha, violeta, pimenta seca, especiarias doces, tabaco e leve toque de tostado.

Em boca mostrou corpo médio com taninos macios, acidez viva e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas. Final de boca volumoso, suculento e de boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda e o amigo Juberlan. Harmonizamos com filé a Parmegiana e espaguete.

O Rótulo

Vinho: Santa Cristina Chianti Superiori DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese 95% e Merlot 5%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Antinori
Graduação: 13%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 14 de novembro de 2015

Susana Balbo Gran Reserva Red Blend 2012

Diferentemente do Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon, um dos tintos produzidos exclusivamente para uma importadora brasileira, o outro vinho desta linha me agradou bastante; trata-se de um blend composto por 75% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc.
 
Conversei, durante o Cantu Day, com o representante comercial da  Domínio del Plata, que relatou que os vinhos Gran Reserva não possuem equivalente no portfólio da vinícola e que os vinhos estão entre a linha Crios e a Susana Balbo Signature.

De semelhante forma ao Cabernet Sauvignon, já comentado aqui, estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e amadureceu por mais 12 meses em garrafa.

Na taça apresentou cor rubi violácea com intensa formação de lágrimas.

No nariz trouxe aromas intensos e complexos com a fruta negra e vermelha madura aparecendo em primeiro plano e sendo seguidas de notas de compota de ameixa e morango, alcaçus, pimenta, café, balsâmico, chocolate, cedro, tabaco e tostado.

Em boca mostrou boa estrutura com taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool a 14% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e um final de boca seco com notas de fruta madura, balsâmico, chocolate e cedro aparecendo no retrogosto, deixando um delicioso gosto em boca.

Pra harmonizar um papo descontraído com o amigo Juberlan e um couscous marroquino com linguiça artesanal de bode.


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Gran Reserva Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Malbec 75%, Cabernet Sauvignon 20% e Cabernet Franc 5%
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Domínio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,9%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 75,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Regularidade do Chateau du Barry Rouge 2012

Há cerca de uma ano tive a oportunidade de provar o vinho Chateau du Barry 2009 e hoje falar sobre a safra 2012 posso afirmar que, apesar de uma certa disparidade na qualidade das safras, o vinho manteve a regularidade e qualidade.

O Chateau du Barry está localizado há cerca de 20 km da cidade de Bordeaux, mais precisamente na pacata aldeia de Guillac, um povoado de menos de 200 moradores. Nos solos calcários, Joël Barreau e sua equipe utilizam métodos tradicionais de vinificação para produzir este vinho, que é uma autêntica representação deste excelente terroir.
 
Na taça o vinho apresentou cor granada intensa com reflexos púrpura e formação de  lágrimas com certa viscosidade, daquelas que tingem as paredes da taça.
 
No nariz o líquido mostrou aromas intensos e elegantes, percebendo-se notas de fruta vermelha madura, especiarias, café e chocolate amargo.
 
Em boca apresentou-se estruturado, bom corpo, taninos redondos e acidez correta. Final de boca seco e de boa persistência com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou tomates recheados.
 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry Rouge
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2012
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau du Barry
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16°
Premiações: Médaille D´Or Concours Général Agricole

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Wine in Pack, uma nova forma de comprar vinhos

Há cada dia as pessoas estão optando cada vez mais pelas compras pela internet e, apesar de ainda timidamente, os enófilos também estão optando pelo e-commerce para adquirir parte dos seus vinhos.
 
Pensando nesse mudança no perfil do consumidor as empresas têm investido no comércio eletrônico, mas há uma que optou pelo uso exclusivo do meio virtual para disponibilizar seus produtos: a Wine in Pack.
 
Apesar de estar no mercado há menos de um ano a Wine in Pack conta com a gerência de quem tem de 20 anos de experiência no mercado de vinhos: Luiz Figueiredo e ainda com a consultoria de Aloisio Sotero, co-fundador da Wine e do Luiz Figueiredo Filho, o Wine Care do projeto.
 
A Wine in Pack é a primeira loja Online Especializada Exclusivamente em Packs de Vinhos, e tem como missão selecionar, montar e entregar Packs com a Melhor Seleção de Vinhos para tornar os momentos dos enófilos uma experiência de degustação inesquecível.
 
Os vinhos são transportados em uma Embalagem de Primeira Classe: A exclusiva Winepack, desenvolvida especialmente para levar os vinhos até seu lar com segurança. Trata-se de uma embalagem inovadora, que conta com um sistema de amortecimento tridimensional para proteção das garrafas, único no Brasil. Possui alça ergonômica modelo "bola de boliche", para um confortável carregamento, exclusiva proteção térmica e é Eco Friendly, produzida com material 100% reciclável, sem nenhum elemento plástico.
 
Para comprar os vinhos o consumidor só precisa acessar o site escolher um dos packs já montados ou criar seu próprio pack. Cada pack é acompanhado por um brinde exclusivo.

Atualmente a empresa realiza entregas para todas as capitais e regiões metropolitanas das regiões centro-oeste, nordeste, norte, sudeste e sul do Brasil, sempre com a Taxa Única de Entrega de R$ 15,00 por pack. Para os residentes da região metropolitana do Recife não é cobrada taxa de entrega.
 
Recebi um pack com 3 vinhos Bordeaux selecionados pelo Wine Care: Luiz Filho, então não deixe de acompanhar o blog para conferir as minhas impressões sobre os vinhos.
 
Serviço:
 
Wine in Pack

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Os belos Pinot Noir do Oregon #cantuday

Quando falamos em vinhos dos Estados Unidos logo nos vem a mente os produzidos na Califórnia e quando o quesito é Pinot Noir Americano os do Napa Valley são os mais conhecidos, contudo há muita coisa boa por lá, como é o caso dos vinhos do Oregon.
 
O estado do Oregon localiza-se ao norte do estado da Califórnia e ao sul do estado de Washington. Suas regiões vinícolas se estendem pelos vales formados entre a Cordilheira Costeira e os Montes das Cascatas.
 
A indústria vitivinícola do Oregon só surgiu a partir de 1960, com a segunda onda de produtores de vinho americano, que ocorreu quando alguns produtores insatisfeitos com seus resultados na Califórnia e buscando alternativas para se fazer um vinho mais elegante e de estilo europeu, decidiram explorar o potencial de alguns vales do Oregon.
 
O estado do Oregon pode ser dividido em três grandes regiões produtoras: Willamette Valley, Umpqua Valley e Rogue Valley.

A melhor e mais destacada região é Willamette Valley, que se estende desde o sul da cidade de Portland até a cidade de Eugene. O clima é frio e úmido, as vinhas estão plantadas nas encostas e tem orientação sul/sudeste. O solo é vulcânico com presença de ferro.
 
Uma das principais vinícolas de destaque do estado é a King Estate Domaine, que foi considerada pela Wine Enthusiasts entre os top 100 produtores de vinhos do mundo do ano de 2014 e é um dos lançamentos da Cantu em 2015.
 
King Estate segue uma tendência de utilização de técnicas modernas mais naturais no manejo dos vinhedos próprios, e já é vista como uma das favoritas nos Estados Unidos. Além disto seu vinhedos estão localizado em uma área com grande amplitude térmica e estabilidade climática e os vinhos possuem certificação de produto orgânico.
King State Acrobat 2012
As uvas que deram origem a este vinho foram desengaçadas antes de serem mergulhadas a frio e durante vários dias foram prensadas e bombeadas para extração da cor da casca. Após a fermentação, o vinho foi transferido ao barril onde ele foi submetido à fermentação maloláctica para conferir uma textura mais macia  e aumentar a complexidade. O processo é finalizado com 6 meses de envelhecimento antes de ser engarrafado.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi clara, de pouca intensidade e lágrimas translúcidas finas e rápidas.

No nariz aromas de boa intensidade com a fruta (cereja, amora e framboesa) aparecendo em primeiro plano e sendo seguido de notas de terra molhada, couro e baunilha.

No paladar apresentou taninos finos, elegantes e em bom equilíbrio com a acidez. Repetiu as notas olfativas e um final de boca seco e de boa persistência.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: King State Acrobat
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Estados Unidos
Região: Oregon
Produtor: King State Oregon Wines
Graduação:  13,5%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 130,00
Temperatura de serviço: 14° a 16°
Pontuações e Premiações: Top 100 de 2014 pela Wine Espectator, 90 pts pela Wine & Spirits
 
 
King State Signature 2012
Um dos mais conhecidos Pinot Noir na América. As uvas são cultivadas seguindo rigorosas normas de cultivo orgânico e sustentável.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram meticulosamente selecionadas a mão e antes de serem desengaçadas, em seguida, passam por fermentação em aço inoxidável seguido por fermentação maloláctica. Envelhecido 8 meses em carvalho francês (25% Novo, 25% 1 ano, 25% 2 ano, 25% neutro).
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi clara e boa formação lágrimas, que apresentaram-se translucidas finas e lentas.

No nariz aromas ainda mais intensos que os observados no Acrobat , mostrando complexidade. Pude observar notas de frutas negra madura, chocolate amargo, tabaco, estrume, couro e elegante.

No paladar apresentou taninos macios e elegantes, alta acidez e álcool na medida certa. Final de boca seco e de longa persistência com repetição do chocolate, tabaco e estrume aparecendo no retrogosto.
 
Excelente vinho! Elegante, equilibrado e com boa estimativa de guarda.
 
O Rótulo
 
Vinho: King State Signature
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Estados Unidos
Região: Oregon
Produtor: King State Oregon Wines
Graduação:  13,5%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 260,00
Temperatura de serviço: 14° a 16°
Pontuações e Premiações: Double Gold Medal Oregon Wine Awards

domingo, 16 de agosto de 2015

Schloss Johannisberger e seus deliciosos vinhos do mais antigo vinhedo Riesling do mundo #CantuDay

Dando sequência as postagens sobre os vinhos degustado no Cantu Day Recife, realizado no último dia 11, irei falar sobre os vinhos alemães da Vinícola Schloss Johannisberger e seus fantásticos e deliciosos rieslings.

 
A vinícola Schloss Johannisberger, esta localizada na região do Rheingau, uma privilegiada região. A propriedade foi citada pela primeira vez num inventário da Abadia Sanctis Johannis (São João Batista), em 1143. É uma das mais antigas em atividade de todo o mundo e é a primeira vinícola de Riesling do mundo, tendo cultivado e aprimorado a casta principal do país há cerca de 300 anos.
 
A região do Rheingau, na Alemanha, produz vinho desde a Alta Idade Média, e as primeiras mudas foram levadas pelos romanos, já no fim do Império, mas a viticultura se desenvolveu, de fato, apenas na Época dos Carolíngios, sob a dinastia de Carlos Magnus. O terroir local é frio, chove pouco, e tem muita luminosidade, embora pouco calor. O solo é formado por calcário e pedras: o local da uva Riesling por excelência.

Em 1870 notas fiscais de comerciantes holandeses mostram que o vinho era vendido aos ingleses como “First Growth”, termo que se assemelha ao “Grand Cru”, da Borgonha. No ano 2.000 foi classificado como vinhedo “Grosses Gewäsh”, equivalente alemão ao Grand Cru da Borgonha.
 
Vamos aos vinhos!

As uvas que deram origem aos vinhos são provenientes de um vinhedo íngreme com 45º de inclinação e 181m acima do nível do mar. A floresta no topo do Taunus protege as vinhas dos ventos frios do Norte e do Sul do Reno. O solo dos vinhedos conferem boa mineralidade a Riesling.

São fermentados a frio, lentamente, em barricas de carvalho das florestas do Rheingau, pois os enólogos acreditam que usar madeira autóctone ao invés de barrica importada deixa o vinho mais integrado e mais preparado para o envelhecimento.
 
Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken 2013
 
A viticultura 2013 apresentou condições meteorológicas adversas, resultando em um rendimento reduzido em um terço de uma cultura média. Mas a qualidade foi muito boa, resultando em um vinho rico em extrato.

Uvas colhidas manualmente, com fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 4 meses.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada brilhante.

No nariz revelou aromas frutado como de pêssego maduro, abacaxi e lichia, seguido de notas de flor de laranjeira e jasmim e ainda um sutil toque de mineralidade.

No paladar apesar sutis notas adocicadas apresentou-se seco e suculento, com uma equilibrada e deliciosa acidez, que confere grande frescor ao líquido. Final de boca longo e com repetição das notas olfativas no retrogosto.
 
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger "Gelblack" QbA Trocken
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2013
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:12,2 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 200,00
Temperatura de serviço: 8° a 10°


 
 
Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese

Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 5 meses.
 
O paladar é limpo e brilhante intenso com frescura, bem integrada
doçura, delicadeza e suculentas frutas, realmente muito longo e muito elegante.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo palha.

No nariz mostrou belos e intensos aromas de frutas (damasco, tangerina e maçã) e flores brancas (rosas, jasmim, flor de laranjeira e cravo).

No paladar revelou grande intenso frescor bem integrado ao dulçor; repetiu as notas olfativas de forma delicada e elegante. Final de boca longo e com a tangerina aparecendo no retrogosto.
 



O Rótulo
 
Vinho: Schloss Johannisberger Grünlack Spätlese
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação:10,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 350,00
Temperatura de serviço: 10°



 
Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
 
Uvas colhidas manualmente de forma tardia. Fermentação em tanques de inox (90%) e em tanques de madeiras (10%). Descansa sobres as borras por 6 meses.

Aroma complexo pedra amarela mostrando frutas como um pêssegos e damascos, limão, lavanda,
dica de smoky minerais e elegante picante no fundo.
O paladar é concentrado e tocas com apetitosos acidez e um final longo,
ótimo acabamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo esverdeada profunda e intensa.

No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas minerais aparecendo no início, seguido de aromomas de nectarina, damasco, limão, toque floral (lavanda), de especiarias, de fumaça e de petróleo.

No paladar apresentou boa concentração e apetitosa acidez, fazendo a boca salivar desde o primeiro gole. Final de boca longo e equilibrado com repetição do mineral, do defumado e do derivado de petróleo confirmando o olfato.
 
O vinho tem um aroma incrível e seu sabor parece não terminar nunca.
 

O Rótulo

Vinho: Schloss Johannisberger Silberlack Troken Grosses Gewäsh
Tipo: Branco
Castas: Riesling
Safra: 2012
País: Alemanha
Região: Rheingau
Produtor: Schloss Johannisberger
Graduação: 12,5 %
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: R$ 530,00
Temperatura de serviço: 10°
 
Os vinhos são vinificadas em uma diversidade de estilos, que vão do seco à doce, e mesmo com sua baixa teor de álcool, eles são ricos em sabor, elegância e aromas, pena que não são para todos os bolsos, inclusive o meu.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012

Já degustei boa parte dos vinhos do portfólio da Dominio del Plata e sou fã confesso destes, contudo há alguns meses recebi, através de um clube de vinhos, dois rótulos da vinícola e o primeiro que abri não me agradou.
 
Trata-se do Susana Balbo Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2012, um vinho que não consta no site da Bodega e que certamente foi produzido exclusivamente para o clube de vinhos.
 
Como o vinho não faz parte de nenhuma das linhas de produtos da Dominio del Plata as informações sobre o mesmo estão limitadas as informadas no site da Importadora, não sendo possível saber, por exemplo, se a as uvas que deram origem ao líquido são provenientes de vinhedos próprios.
 
O Susana Balbo Gran Reserva é composto por cabernet sauvignon (95%) e uma pequena parcela de 5% de malbec e estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês e amadureceu por mais 12 meses em garrafa.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhante, com lágrimas finas e rápidas. No olfato mostrou aromas tímidos de fruta negra, seguido de notas pimenta, café, baunilha e tostado, com destaque para as notas da passagem por madeira; os aromas equilibraram-se ligeiramente após 60 minutos de aeração. Em boca apresentou taninos firmes, com alguma adstringência, média acidez e álcool a quase 14% incomodando um pouco. Final de boca de média persistência com a pimenta e madeira aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi uma decepção pra mim que estou acostumado com a regularidade e equilíbrio dos rótulos de entrada e da elegância e complexidade dos topo de gama da Bodega.
 
Pra harmonizar eu e Fernanda fomos de hambúrguer de picanha com cebola caramelizada e hambúrguer de carne com gorgonzola e bacon da Kangaroo Australian Burguer, bons sandubas, mas nada empolgantes, mais uma decepção. Mas, tudo bem, nem sempre acertamos e a vida segue.


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 95% e Malbec 5%
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Mendoza
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,9%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 64,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Nem só de brancos vive a Friuli

Mundialmente afamada por seus brancos, a Friuli é considerado um verdadeiro berço de qualidade desse estilo de vinho. Localizada no extremo nordeste da Itália, Friuli-Venezia Giulia – conhecida como Friuli – faz fronteira com a Eslovênia e a Áustria e é banhada pelo mar Adriático, que cerca a sua capital, Trieste.
 
Mas os tintos também não ficam atrás e nos últimos anos têm alcançado reconhecimento e premiações dentro e fora da Itália. Uma prova disto é o Fantinel Merlot, um exemplar produzido na DOC Grave, maior Denominação de Origem de Friuli.
 
A região que possui um solo composto por cascalho, semelhante aos famosos Graves de Bordeaux. Este tipo de solo, além de refletir luz e calor durante o dia para as uvas contribuindo para um melhor amadurecimento, também obriga as raízes das videiras a se aprofundarem em busca de nutrientes e água.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas típicos da variedade com intensas notas fruta negra madura (ameixa e jabuticaba), especiarias, tabaco, chocolate e tostado. Em boca mostrou-se maduro e com bom corpo, taninos macios e em bom equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de boa persistência e com repetição da fruta e das notas provenientes da passagem por barricas de carvalho.
 
Vinho redondo e fácil de beber. Acompanhou bem uma pizza de calabresa.

O Rótulo

Vinho: Fantinel Selezione di Famiglia DOC Grave
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: Itália
Região: Friuli
Produtor: Fantinel
Graduação: 12,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Merlot 2012

Tenho degustado bons rótulos varietais merlot nos últimos meses e este é o caso do Fortant de France Terroir de Collines, produzido na região francesa de Languedoc, vasta região vitícola, que se estende de Nîmes aos Pireneus.
 
A região tem um clima ideal para a cultura da vinha e possui uma diversidade de vinhos surpreendente: tintos frutados ou mais encorpados, brancos vivos ou mais complexos, magníficos vinhos doces naturais, espumantes reconhecidos e rosés intensos.
 
Dentre as variedades tintas que se destacam na região está a Merlot, terceira uva mais cultivada na França e tem conquistado cada vez mais fãs por todo o mundo. Em Languedoc a casta usualmente dá origem a vinhos redondos, elegantes e fáceis de beber.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou-se boa intensidade aromática, com notas de de frutas negras, especiarias (canela), chocolate, tabaco e aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca um vinho redondo, elegante e equilibrado; taninos macios, boa acidez e um final de boca de boa intensidade com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Bom merlot, em que um gole convida outro gole. Um vinho daqueles que quando menos se espera a garrafa está vazia.

O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc
Produtor: Fortant de France
Graduação:  13,1%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Rapariga da Quinta Branco 2012

Um outro dia eu, Fernanda e duas amigas (Jaci e Marcela) fomos ao aconchegante Taberna Portuguesa, um restaurante tipicamente português não só nos pratos, como também na decoração, música ambiente e toda uma carta de vinhos exclusivamente portugueses.
Apesar de não ser nenhum crítico gastronômico não posso deixar de tecer alguns comentários sobre o estabelecimento, pois apesar do ambiente agradável algumas coisas deixam a desejar:
  • Os donos e garçons são muito simpáticos e solícitos, mas um bom atendimento vai além disto. Permitam-me por os pontos nos "is": chegamos ao restaurante e fomos bem recebidos e nos foi apresentada uma pequena carta de vinhos como pouco mais de 10 opções de rótulos, mas na saída dei de cara com a adega do local e deparei-me com inúmeros rótulos que não estavam na carta de vinhos, foi aí que um dos funcionários nos falou que há duas cartas, uma completa e uma contendo os que mais são pedidos. Hein? Como assim? Uma falha grave, não é porque esse ou aquele produto sai mais ou menos que os clientes devem ser privados de escolher dentre todos os disponíveis. Lamentável e desrespeitosa essa atitude do estabelecimento, seja qual for a razão.
  • E uma segunda falha é forma como os vinhos são armazenados, boa parte deles em pé e no chão. A adega, se é que podemos chamá-la assim é aberta, sem climatização alguma. Não é chatice de quem conhece um pouco, mas se você se propõe a vender um produto que requer algum cuidado para sua preservação, não custa nada fazer isso bem feito.
 
 
Bom, mas deixando as falhas no serviço de lado vamos ao vinho que consumimos e foi selecionando na carta que contém os rótulos mais apreciados no restaurante. As opções não eram muitas e alguns desconhecidos e outros conhecidos e que não eram do agrado, então optei por um vinho simples, com um bom custo versus benefício e que você compra sem medo: o Rapariga da Quinta Branco, do competente Luis Duarte.

O vinho é um lote (corte) de Antão Vaz - uma das principais castas brancas de Portugal - vastamente plantadas no Alentejo, que dá origem a vinhos estruturados e encorpados e a Verdelho, casta rica em acidez e aromas, vastamente utilizada na produção de vinhos Madeira.

Visualmente o vinho apresentou cor amarelo claro com reflexos verde palha. No nariz aromas de frutas cítricas e brancas, notas florais e leve toque mineral. Em boca um vinho estruturando, com acidez refrescante e final de boca de boa persistência com a fruta aparecendo no retrogosto.

Um vinho tranquilo e fácil de beber que acompanhou super bem bolinhos de bacalhau e um belo bacalhau de natas em uma noite super agradável e descontraída.

O Rótulo

Vinho: Rapariga da Quinta
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz e Verdelho
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Duarte Vinhos
Enólogo Luis Duarte
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 55,00 (Na TP)
Temperatura de serviço: 8°

terça-feira, 5 de maio de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Pinot Noir 2012

No nosso último encontro da Avec le Vin abrimos dois vinhos da Fortant de France e hoje vou falar sobre o Pinot Noir, um varietal da emblemática uva da região da borgonha, mas que também desenvolve-se em outras regiões como a de Languedoc, de onde provém este vinho.
 
Situadas na região sul, na costa mediterrânea, estas duas AOC são praticamente continuas. O Languedoc está mais a leste e faz limite com o extremo oeste da Provence, enquanto o Roussillon está mais a sudoeste, estendendo-se até os Pirineus, quase na fronteira com a Espanha. As cidades de maior destaque do Languedoc são Nîmes, Montpellier, Sète e Bézier e as do Roussillon são Narbonne, Carcassone, Minervois, Saint-Hilaire e Limoux. Essas duas regiões produzem principalmente vinhos tintos, seguidos dos brancos espumantes, brancos doces, brancos tranquilos secos e rosés.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi clara e poucas lágrimas. No nariz aromas de cereja, morango, especiarias, menta, terra molhada  e leve tostado. Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Um bom exemplar da pinot noir e que vale o preço que pagamos no Clube W (na casa dos R$ 50,00).
 
O Rótulo

 Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Casta: Pinot Noir
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortant de France
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Viñedo de Los Vientos Tannat 2012

O Uruguai não é um produtor de vinhos aclamado, pura injustiça, pois produz excelentes vinhos, como é o caso do carnudo Viñedo de Los Vientos Tannat, um exemplar que expressa todo potencial da casta ícone do país.
 
A história da Viñedo de Los Vientes remota para o anos de 1920 com a chegada, proveniente de Alexandria, de Angelo Fallabrino juntamente com sua família. O empreendimento segue com Alejandro, filho do patriarca que destacou-se como uma das pessoas mais inovadoras da indústria vinícola do Uruguai nos anos 70 e 80. Com a morte de Angelo e Alejandro assume o comando da vinícola um dos três filhos de Alejandro: Pablo Fallabrino.
 
Viñedo de los Vientos, por sua localização próxima ao litoral, é acariciado permanentemente pelas brisas marinhas provenientes do Estuário do Rio de la Plata. A amplitude térmica entre o dia e a noite nesta região é outro fator que influi amplamente no desenvolvimento e crescimento da fruta, tendo dias de até 42ºC e noites com somente 15ºC.
 
A colheita das uvas é realizada a mão, em recipientes plásticos de uns 15 kg cada um, estes são levados à esteira transportadora, onde é realizada a seleção dos grãos. Desde lá se dirigem à prensa e passam diretamente a cubas de aço inoxidável para o começo da elaboração.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi escura intensa e brilhante, com tingimento das paredes da taça provocado pelas suas lágrimas. No nariz aromas de fruta negra madura, pimenta do reino, chocolate amargo e notas de tostado bem integradas ao conjunto. Em boca volumoso, com taninos firmes, carnudos e bem acompanhados pele excelentes acidez. Final de boca seco e longo, com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Levei esse vinho para casa dos amigos Juberlan e Rejane e harmonizamos com uma picanha na brasa.


O Rótulo
 
Vinho: Viñedo de Los Vientos
Tipo: Tinto
Castas: Tannat
Safra: 2013
País: Uruguai
Região: Atlántida
Produtor: Viñedo de Los Vientos
Graduação: 13,5%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 60,00 (R$ 34,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 92 Pts DS

terça-feira, 7 de abril de 2015

Crios Pinot Noir 2012

Você conhece os vinhos da linha Crios da Susana Balbo? Não? Então não fazes idéia do que estás perdendo. Os rótulos desta linha são vinhos jovens com excelente balanço e concentração. São vinhos de estilo modernos, ideais para serem consumidos no dia a dia e apresentam excelente custo x benefício.
 
A linha é composta pelos varietais: Torrontés; Chardonnay; Malbec Rosé; Malbec Cabernet Sauvignon; e Pinot Noir. Completam a lista o corte Syrah - Bonarda e as edições limitadas: Tannat e o corte Malbec, Bonarda, Tannat e Syrah.
 
No encontro com a Enóloga Susana Balbo no último mês de março provamos o Crios Pinot  Noir 2012, quem já veio com na nova imagem visual do rótulo e mostrou-se um vinho leve, tranquilo e fácil de beber, mas sem perder aquele toque de elegância típico da casta.
 
Visualmente o vinho apresentou uma cor vermelho cereja com reflexos púrpura bem claros e lágrimas finas e translúcidas. No nariz um ataque inicial cheio de frutas vermelhas, seguido de notas de rosas, terra molhada e delicado tostado, proveniente da passagem de 60% do vinho por barricas de carvalho por 8 meses. Em boco mostrou taninos leves, redondos e em equilíbrio com a acidez. Final de boca de boa intensidade e com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Crios
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2012
País: Argentina
Região: Alto Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Cantu, RM Expres e DLP
Preço médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 14°
 

terça-feira, 17 de março de 2015

Miolo Reserva Merlot 2012

Eis mais um vinho da série bom para o dia a dia e melhor ainda se for degustado na companhia de um amigo, batendo um papo descontraído no meio da semana e foi exatamente o que aconteceu: o amigo Juberlan ligou, fez o convite e fiz esse "sacrifício" em plena terça-feira no início do mês passado.
 
O vinho foi o Miolo Reserva Merlot 2012, um tinto produzido na região da Campanha Gaúcha, uma das que mais cresce e se destaca pela qualidade dos produtos. O vinho tem uma passagem por barricas de carvalho americano por 12 meses.
 
Visualmente mostrou rubi escura e brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha madura, seguidos de notas de especiarias, baunilha e tostado. Em boca mostrou taninos presentes com leve adstringência, repetição da fruta e do tostado. Final de boca seco e de média intensidade. Um vinho simples, mas bem feito e que cumpre seu papel.
 
Para harmonizar fomos de rotolone de queijo e peito de peru ao molho de tomate, um bom par para o vinho.
 
O Rótulo

Vinho: Miolo Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha
Produtor: Miolo
Graduação: 13,5%
Onde foi comprada em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Raízes Premium Sauvignon Blanc 2012 #cbe

O carnaval ainda não passou, mas o ano já começou na Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e como primeiro tema do ano tivemos: "Um vinho de Sauvignon Blanc sem limite de preço", sugerido pelo Alexandre Frias do blog Diário de Baco.

A Sauvignon Blanc está intimamente ligada com a região francesa do Vale do Loire, mas dizem que ela surgiu mesmo em outra região francesa, Bordeaux. Mas, não é somente na França que essa uva brilha, os exemplares da Nova Zelândia, por exemplo, conquistam apreciadores em todo o mundo.
 
Minha escolha foi o Raízes Premium, um rótulo produzido pela Casa Valduga na Campanha Gaúcha. O vinho faz parte do projeto da gigante da vitivinicultura do Brasil na fronteira do Brasil com o Uruguai e com a Argentina, região em que há tempos observa-se uma transição da pecuária para a cultura de uvas viníferas.

Visualmente o vinho mostrou cor amarelo dourada brilhante, cor não usual dos exemplares produzidos com a sauvignon blanc, um sinal da evolução do vinho. No nariz ainda apresentou aromas de frutas como maracujá, pêra, maçã e abacaxi seguido de aroma de grama cortada, mas  já não tão intensos. Em boca apresentou-se harmônico e refrescante. Final de boca de média intensidade com a maçã aparecerndo no retrogosto juntamente com interessantes notas minerais.
 
Este é meu 37° vinho para a CBE e foi uma boa companhia para uma lasanha.

O Rótulo

Vinho: Raízes Premium
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blanc
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Casa Valduga
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 8º