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quarta-feira, 1 de março de 2017

Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium tinto 2013 #cbe

O primeiro post do mês é reservado ao vinho degustado para a primeira e única confraria virtual do Brasil. A ocasião é sempre especial e este mês um pouco mais, pois o tema foi de minha responsabilidade.
 
Há 5 anos (desde janeiro de 2012) faço parte desta distinta confraria, relembre meu primeiro vinho aqui, e há 4 anos (fevereiro de 2013) foi me dada a honra de sugerir o tema pela primeira vez, relembre.
 
Baseado nos fatos acima foi que escolhi o tema: "Vinho tinto alentejano com 3 ou mais castas". Explico: o primeiro vinho que degustei para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE foi o Paulo Laureano Reserve Branco 2010, um vinho produzido na DOC do Alentejo, pelo produtor que dá nome ao vinho  e que possui como característica usar apenas castas nativas portuguesas em seus rótulos, os quais são, em grande parte, vinhos de lote (coorte ou assemblage).
 
Para celebrar os 5 anos de CBE resolvi abrir um vinho do mesmo produtor que degustei lá no início e pra completar da safra de 2013, ano que sugeri pela primeira vez o tema.
 
O vinho escolhido foi o Paulo Laureano Vinhas Velhas tinto 2013, um exemplar produzido a partir das castas Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, advindas do velho vinhedo Julieta, na Vidigueira.
 
Paulo Laureano é um dos mais conceituados enólogos portugueses e uma referência dos vinhos no Alentejo. Para ele desenhar vinhos é uma paixão, desvendar os seus aromas e sabores, avaliar e optimizar as razões da sua identidade e personalidade, promovendo-os como verdadeiras fontes de prazer, são os pontos-chave da sua filosofia.
 
Vamos ao vinho!
 
Na taça apresentou cor rubi de média intensidade, com reflexo violáceos, límpida e brilhante. Presença de lágrimas abundantes finas e lentas.
 
No nariz aromas intensos marcados pela presença de fruta madura, chocolate amargo, folhas secas, defumado e madeira.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e acidez já se esvaindo, álcool a 14%, mas sem sobressair. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca elegante e de boa persistência.
 
O vinho mostrou, como sempre uma boa experiência, mantendo o produto entre os meus prediletos.
 
Degustamos o vinho sem nenhuma pressa, apreciando cada gole, acompanhado de uma picanha.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Paulo Laureano Vinhas Velhas Premium
Tipo: Tinto Assemblage
Castas: Aragonez 40%, Trincadeira 40% e Alicante 20%
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Vidigueira, Alentejo
Produtor: Paulo Laureano Vinus
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 93 pts Revista Adega
Degustado em: 28.02.2017

sábado, 3 de setembro de 2016

Maycas del Limari Reserva Especial Syrah 2009 #cbe

Com um pequeno atraso chego com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "um syrah/shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja da uva", sugerido pelo Evandro Vanti do blog Vinhos que Provo.
 
É o quinquagésimo quarto vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especial Syrah 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile e que apenas há pouco mais de 15 anos começou a produzir vinhos.
 
O vinho é um 100% syrah e tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 6 meses de amadurecimento em garrafa.
 
Guardei esse vinho por um bom tempo, pois tenho também a safra 2010 na adega e tinha o objetivo de realizar uma degustação vertical, mas não consegui outras safras.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, com halo vermelho vivo e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e lentas, tingindo a as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura, café, pimenta preta, chocolate amargo, couro, alcatrão e defumado.
 
Em boca um syrah de corpo médio, taninos macios, acidez de média intensidade e bom equilíbrio com os 14,5% de álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a pimenta, o alcatrão, toque balsâmico e o defumado aparecendo no retrogosto.
 
Pra harmonizar preparei uma fraldinha com um toque de pimenta calabresas
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00 (Não está mais disponível)
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.09.2016
Pontuações: 90 pts Robert Parker

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Maycas del Limarí Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 #cbe

Belo rótulo.

Chegamos ao primeiro dia do segundo semestre de 2016 acompanhados do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Esse ano tive problemas para publicar alguns vinhos, pois não encontrei exemplares que se encaixassem no tema, mas esse mês estou trago em dia o vinho dentro do tema, que foi: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100", proposto pelo Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
E o quinquagésimo terceiro vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especail Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile.
 
A região é muito famosa na enologia e se destaca como uma área perfeita para alguns tipos de uvas, como a Syrah, a Chardonnay, a Cabernet Sauvignon e a Sauvignon Blanc.
 
Apesar de constar apenas cabernet sauvignon no rótulo, é um corte com 14% de syrah. Tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 12 meses de amadurecimento em garrafa.

Rolha em perfeito estado apesar dos 7 anos de vida.
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, tingindo a taça e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos, com a presença marcante fruta vermelha madura, seguido de notas minerais, especiarias, couro, alcaçuz, café, chocolate, baunilha e tostado.
 
Em boca um cabernet sauvignon como há muito não degustava. Tinto encorpado, com taninos redondos e macios, acidez de média intensidade e álcool a 14% que apareceram no início, mas que abrandaram após 30 minutos de aeração. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a fruta e as notas da passagem por carvalho aparecendo no retrogosto.
 
Belo vinho e ficou ainda melhor com uma fraldinha recheada preparada por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 05.05.2016

sábado, 30 de abril de 2016

Ilpasso Nerello Mascalese-Nero D´Avola 2012

Comprar vinhos sem nenhuma indicação só pela ficha técnica é na maioria das vezes um tiro no escuro, mas no caso do Ilpasso Nero D´Avola 2012, o tiro foi certeiro.
 
Trata-se de um vinho produzido pela Vigneti Zabu na D.O. Sambuca di Sicilia com os melhores cachos de  Nero D'Avola e de Nerello Mascalese.
 
Quando as uvas atingem a maturidade os cachos são cortados 10 cm antes das uvas, em seguida elas passam por um processo de secagem natural. Quando é obtida uma redução em peso de 15-20%, as uvas são então colhidas e é realizada a prensagem e a fermentação. Depois de uma longa maceração, o vinho é decantado em barris onde ele descansa por cerca de 6 meses.
 
Na taça mostrou cor rubi escura, brilhante e intensa. Presença de lágrimas translúcidas, finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas, seguido de notas de rosas vermelhas, toque de especiarias e tostado.
 
Em boca mostrou corpo médio com taninos redondos em equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca equilibrado e de boa persistência com repetição das fruta vermelha no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Ilpasso Nero D´Avola
Tipo: Tinto
Castas: Nerello e 85% e Nero D´Avola 15%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Silícia
Produtor: Vigneti Zabù
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: Wine in Pack / ?
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 19.11.2015

domingo, 10 de abril de 2016

A elegância do Château Savariaud Superieur 2010

Há um tempo atrás provei pela primeira vez o Château Savariaud da safra 2009 e no finalzinho de 2015 tive a oportunidade de degustar a safra 2010 deste corte bordalês produzido a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e uma pequena parcela de Cabernet Franc e de Malbec.
 
O ano de 2010 foi especial para a Região de Bordeaux e isso eu já pude comprovar em algumas garrafas de vinhos da região como a do  Château Savariaud, um exemplar com uma bela paleta de aromas e muita elegância em boca

Na taça o vinho mostrou cor rubi intensa e brilhante com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas.

No nariz intenso apresentou uma intensa e rica paleta de aromas, com a presença de frutas vermelhas, toque floral, seguido de notas especiarias, leve mentolado e couro.

Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta, menta, folhas secas e couro aparecendo no retrogosto.
 
Assim como em outros exemplares de bordeaux da safra de 2010 a rolha apresentou os famosos "diamantes do vinho".
Elegante e gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 

O Rótulo

Vinho: Château Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 60%, Cabernet Sauvignon 30%, , Cabernet Franc 5% e Malbec 5%
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço Médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 16º 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend 2013

Há algum tempo provei um vinho Californiano potente e redondo: o Ménage à Trois Midnight Datk Red Blend, produzido em Napa, mais precisamente em Yountville. O nome do vinho é uma brincadeira que a vinícola Folie à Deux fez, por produzir vinhos com 3 uvas.

Para este vinho os enólogos queriam criar um produto verdadeiramente desinibido, um corte mais profundo, mais escuro e mais ousado do que nunca.  Então para este Ménage à Trois, eles decidiram que 'mais é mais', e elaboraram uma mistura de não três, mas quatro uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petite Sirah e Petit Verdot. Para completar os sabores do vinho o mesmo foi amadurecido em carvalho francês e americano. O resultado é um vinho que deixa uma impressão indelével. É misterioso e escuro, suave e sensual, exatamente como da meia-noite.
 
Na taça apresentou uma linda cor granada, brilhante e com intensa formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas de ameixa, canela, noz moscada e cravo, seguidos de notas de coco, baunilha, fumaça e tabaco.
 
Em boca  apresentou-se encorpado com taninos maduros, redondos e aveludados acompanhado de alta acidez e álcool a 13,9% pedindo uma harmonização. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo e com as especiarias e as notas defumadas aparecendo no retrogosto.
 
Um corte diferente dos que estamos acostumados a encontrar por aqui. Um vinho de coloração escura, mas sedoso. Vale a experiência!
 
O Rótulo
 
Vinho: Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Petit Sirah
Safra: 2013
País: Estados Unidos
Região: Califórnia
Produtor: Folie à Deux (Ménage à Trois)
Graduação:  13,9%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 14° a 16°
 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um vinho especial da adega para celebrar

Reunir-se com amor, família e amigos para beber um vinho sem qualquer motivo especial é muito massa, mas abrir aquela garrafa que estava guardada na adega para celebrar um momento especial é melhor ainda.
 
E foi para celebrar um momento super especial: a conclusão do curso de Gastronomia por Fernanda, que abrimos o Yarden Chardonnay, um branco israelense com 7 anos de vida e que estava a quase dois anos na adega.

Aproveito o vinho para saldar uma dívida com um tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, sugerido pela Rafaela Giordano do blog Le Vin au Blog -  "Qual vinho especial da sua adega você abriria para comemorar uma data importante? Por que não abrir agora?"

O Yarden Chardonnay rótulo faz parte da linha premium da Golan Heights e o seu nome significa Jordão em hebraico, uma homenagem ao histórico Rio Jordão mencionado nos escritos sagrados: a Bíblia. O Rio nasce no Monte Hermon, passa pelo Mar da Galileia e deságua no Mar Morto, atravessando desta forma a Terra Santa.

Trata-se de um varietal produzido exclusivamente a partir de uvas de vinhedos situados no extremo norte das Colinas de Golan, local cujas altitudes atingem 1200 metros acima do nível do mar.
 
Na taça o vinho apresentou cor  apresentou uma linda cor dourada e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz mostrou um bouquet intenso e fantástico. Pode-se perceber ainda aromas primários como manga, pêssego, notas florais sutis e algum mineral, mas as notas olfativas provenientes do tempo em garrafa são os que encantaram: flores secas, damasco,  avelã, nozes, amêndoas, mel, coco e cedro. Os 7 anos de vida fizeram seus aromas evoluírem até o seu ápice.
 
Em boca repetiu o mesmo explendor do olfato e mostrou-se untuoso, amanteigado e ainda com boa acidez. Vinho com bom corpo, boa textura e final de boca de longa persistência com de mel, frutos secos, coco e cedro aparecendo no retrogosto.

Vinho gastronômico e assim sendo fernanda nos preparou um salmão em cama de risoto ao queijo para escoltá-lo.
 

O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2008
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 10°
Outros atributos: Vinho Kosher

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Santa Cristina Chianti DOCG Superiori 2012 #cbe

Chegamos ao vinho do último tema de 2015 da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o qual foi sugerido pelo confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco e o desafio foi que provássemos um vinho do país que mais nos impressionou esse ano.
 
Devo admitir que foi um tema bem desafiador, pois além de ter bebido uma menor quantidade de vinhos este ano, por "n" fatores, eu pude provar exemplares surpreendentes  de vários países, como por exemplo, do Líbano e do Marrocos, mas seria quase impossível encontrar um vinho desses países em um curto espaço de tempo.
 
O Brasil foi um dos países que mais passou pela minha taça e foram vários vinhos de excelente qualidade. Vinhos de qualidade inquestionável de países como Estados Unidos e França também estiveram por aqui, mas seriam injusto se não escolhese um vinho italiano, pois mesmo que não tenham sido muitos degustados eles foram IMPRESSIONANTES.
 
O vinho que escolhi vem de uma das regiões mais famosas e é um dos mais tradicionais do país da bota, trata-se do Chianti Santa Cristina, produzido por uma das mais tradicionais vinícolas italianas, a Antinori.

Vinhos que ostentem a DOCG Chianti, como é o caso do Santa Cristina, com referência às sub-regiões podem ainda ser denominados “Superiore”. São feitos com uvas provindas de Chianti, mas seguindo padrões de qualidade superior, tal qual Chianti Classico. Sua concentração de sabores é maior, assim como sua graduação alcoólica (mínimo 12%), e estagiam por nove meses, sendo três deles em garrafa, antes de serem comercializados.

O Santa Cristina Chianti foi criado inicialmente para atender a demanda do mercado norte americano por um Chianti simples com excelente relação qualidade-valor, o Santa Cristina Chianti Superiore acabou conquistando muitos outros mercados, inclusive o Brasil.

Na taça apresentou cor rubi intensa, brilhante e com reflexos violáceos sutis. Lágrimas finas, lentas e em boa quantidade.

No nariz um vinho de aromas intensos marcado pela presença da fruta vermelha, violeta, pimenta seca, especiarias doces, tabaco e leve toque de tostado.

Em boca mostrou corpo médio com taninos macios, acidez viva e álcool na medida certa. Repetiu as notas olfativas. Final de boca volumoso, suculento e de boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda e o amigo Juberlan. Harmonizamos com filé a Parmegiana e espaguete.

O Rótulo

Vinho: Santa Cristina Chianti Superiori DOCG
Tipo: Tinto
Castas: Sangiovese 95% e Merlot 5%
Safra: 2012
País: Itália
Região: Toscana
Produtor: Antinori
Graduação: 13%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 110,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O fácil e descomplicado Tenuta La Meridiana Barbera D´Asti DOCG Vitis 2011

A seleção do Pack Clube de novembro foi composta por dois tintos italianos e hoje irei falar sobre o Tenuta La Meridiana Barbera D´Asti DOCG Vitis, tinto produzido com a tradicional casta da região italiana de Piemonte, que é utilizada na fabricação dos vinhos como o Barbera d’Alba e Barbera d’Asti.
 
Durante décadas a Barbera foi usada para produzir vinhos grosseiros, sem nenhuma sofisticação. A partir da década de 80 o cultivo e tratamento da uva passou a receber maiores cuidados, o que revelou seu potencial para produzir vinhos de alta qualidade.
 
Desde então, passaram a cultivá-la em terrenos melhores e perceberam que o vinho produzido apresentava o sabor de frutas vermelhas. Isso mostra que mesmo as variedades reconhecidas como menos nobres, podem se revelar importantes se forem tratadas adequadamente.
 
O vinho é produzido pela Tenuta La Meridiana, a partir de castas proveninetes de vinhedos localizados nas Colinas de Monferrato, considerado um dos Melhores Terroirs para plantio da Clássica uva Barbera.
 
Na taça apresentou cor rubi clara com reflexos alaranjados e média formação de lágrimas.
 
No nariz mostrou aromas adocicados com destaque para fruta vermelha madura, baunilha e sutil nota de tostado.
 
Em boca um vinho de corpo leve - médio, com taninos finos e adocicados, acidez mediana e repetição da fruta vermelha madura. Final de boca adocicado e de média persistência.
 
Trata-se de um vinho meio seco. No conjunto mostrou-se leve, fácil e descomplicado. Não é meu estilo de vinho, mas com certeza vai agradar muitos, sobretudo os iniciantes no mundo do vinho e os que preferem vinhos com pouca carga tânica.
 
Tentamos harmonização com uma pizza de lombo canadense com catupiri, mas a pizza ficou acima.
 
O Rótulo

Vinho: Tenuta La Meridiana D´Asti DOCG Vitis
Tipo: Tinto
Castas: Barbera
Safra: 2011
País: Itália
Região: Montegrosso D´Asti, Piemonte
Produtor: Tenuta La Meridiana
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 16°

Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Santa Cristina Chianti DOCG Superiori. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O ainda jovem Carodorum 2008

Recebi recentemente, da Wine in Pack, os exemplares do Pack Club, que este mês foi composto por dois vinhos tempranillo espanhóis, um da região de Ribera del Duero e outro da região de Toro.

Já comentei sobre o exemplar de Ribera del Duero: o Tudanca Roble DO e hoje é dia de comentar Carodorum Crianza DO 2008.

Falando um pouco sobre a casta que deu origem ao vinho: Tinta de Toro, mais conhecida como tempranillo, a casta símbolo da Espanha. Originária da região de Rioja a tempranillo é cultivada em quase todas as sub-regiões continentais espanholas e nenhuma outra casta em nenhum outro país possui tanta influência e domínio.

O Carodorum Crianza DO é produzido pela Bodega Carmen Rodríguez Méndez, a menor vinícola registrada no Conselho Regulador da denominação de origem TORO. Pequena no tamanho, mas pois esse aspecto físico não a impede de ser uma das mais apreciadas e de maior qualidade da região.

Iniciada por Carmén Rodriguez e atualmente tocada por um de seus filhos, Guillermo Diez, que também é o Enólogo,  a bodega é uma verdadeira empresa familiar, de instalações aconchegantes e modernas.

Está localizada no povoado Cascajera, em plena planície de Toro, esta bodega de caráter familiar produz vinhos extraordinários com pontuações altíssimas alcançadas nas avaliações de críticos famosos como Robert Parker.

Com uma filosofia única de produção, onde o importante é o cuidado personalizado e tradicional nas diversas fases de elaboração de seus vinhos, a bodega cultiva vinhedos próprios, de idades distintas, incrustados nos terraços agrícolas do rio Duero, onde o solo de cascalho e saibro, e onde as amplitudes térmicas diárias, propiciam condições excelentes para o amadurecimento completo das uvas.

Sua produção é limitada, pois tem como objetivo a conservação da magia e da história dos seus vinhos, cuja feitura é individualizada e artesanal, característica que a distingue dos mega empreendimentos vinícolas. O êxito alcançado com esta produção, no entanto, a coloca entre as grandes vinícolas de sucesso internacional.

O Carodorum DO é um 100% tempranillo que passou por 15 meses amadurecendo em barricas de carvalho francês e merece ser degustado sem pressa.

Na taça apresentou cor rubi escura, quase negra, com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas.

No nariz mostrou aromas de frutas negras, pimenta seca, especiarias (canela e noz moscada), nozes, terra molhada, couro, chocolate, baunilha e tostado.

Em boca um vinho encorpado com taninos maduros, alta acidez e álcool a 15% pedindo uma aeração prévia a degustação, mas que não incomodou e deixou, junto a sua excelente acidez, o vinho com um grande potencial gastronômico. Repetiu as impressões olfativas e apresentou uma interessante nota licorosa, trazendo a memória algumas nuances de um vinho fortificado. Final de boca seco com notas de canela, chocolate e licor de frutas aparecendo no retrogosto.

Vinho surpreendente na cor, nos aromas e em boca. Difícil acreditar que ele não tenha mais uns 10 anos pela frente, pois apesar de pronto para ser degustado o mesmo ainda mostrou-se jovem.

O Rótulo

Vinho: Carodorum DO
Tipo: Tinto
Castas: Tinta de Toro (Tempranillo)
Safra: 2008
País: Espanha
Região: Toro
Produtor: Bodega Carmen Rodríguez Méndez
Enólogo: Guillermo Diez
Graduação: 15%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°
Pontuações: 90pts Robert Parker

Nota:

Este vinho é importado pela Wine in Pack, primeira loja de vinhos a comercializar seus produtos exclusivamente em packs, mas este foi enviado para avaliação juntamente com o Carodorum. Ambos compõe a seleção do mês do Pack Clube.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O belo, aromático e macio Salton Gerações Antonio "Nini" Salton

Já provou algum vinho da linha Exclusividade da Salton? Não? Então você simplesmente não sabe o que está perdendo. A linha é composta pelo Salton Gerações Paulo Salton, Salton Gerações Antônio Domenico Salton, Salton Gerações José Bepi Salton, Salton Septimum, Salton Lucia Canei Salton e o Salton Gerações Antônio Nini Salton.
 
Cada  produto desta linha é uma homenagem da vinícola aos integrantes da família Salton que ajudaram na construção da vinícola ao longo dos seus primeiros 100 anos de existência da empresa. Quase todos já passaram pela taça do Vinhos de Minha Vida e hoje é dia de falar sobre o último lançamento da linha: o Salton Gerações Antônio Nini Salton que provamos no último Winebar com os lançamentos da empresa.
 
O projeto baseia-se no conceito “O Melhor da Vida é Passado de Geração para Geração” e tem como foco a qualidade dos produtos. “Fazemos uma referência aos homens que tiveram pulso firme e deixaram uma marca pessoal na empresa. Eles atuaram em diversas posições, transmitindo experiências e ensinamentos, que foram extremamente fundamentais na construção de uma companhia consolidada”, ressalta o presidente da vinícola Salton, Daniel Salton.
 
As garrafas e rótulos das garrafas da linha exclusividade por si só já são um atrativo, todas belíssimas e diferenciadas. O rótulo concede espaço à assinatura original de cada homenageado. No caso de “Nini”, primeiro enólogo da família e irmão de Paulo e Bepi, também homenageados em lançamentos anteriores, remete à intuição, característica de um homem de personalidade forte, justo e correto, que sempre zelou por sua família. A figura das pipas é utilizada como símbolo da experiência na área da enologia e a numeração de série da garrafa está presente e destaca a Edição Especial. A garrafa ainda apresenta a medalha do projeto Gerações.
 
As uvas que deram origem ao vinho foram selecionadas dos melhores vinhedos localizados na região da Serra Gaúcha. Após um controle rigoroso de sanidade e madurezas as uvas colhidas são climatizadas a 5ºC antes de sua elaboração.
 
O processo de vinificação inicia-se com a seleção de cachos e extração do engaço (cabinho), após é feita a seleção de grãos e maceração pelicular a baixa temperatura após 6 dias é iniciada a fermentação alcoólica e posteriormente maceração pós fermentativa totalizando aproximadamente 30 dias. Após a clarificação espontânea realiza-se o corte dos vinhos que compõem o produto e armazena-se o produto em barricas de carvalho novo francês meio tostado por 12. Posteriormente ao seu engarrafamento o vinho permanece um ano antes de sua expedição.
 
Quem conhece a vinícola sabe o quão bem gerida e linda ela é, então nunca é demais parabenizar a todos que compõe a Salton pelo excelente trabalho que vem sendo realizado e pela excelente qualidade dos vinhos, mesmo dos mais simples.
 
Mas, sem mais delongas, vamos as nossas impressões sobre o líquido.
 
Na taça apresentou cor rubi intensa com reflexos violáceos e uma intensa chuva de lágrimas daquelas que sujam as paredes da taça.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, composto de notas de fruta negra madura, alcaçuz, eucalipto, folhas secas, especiarias, café, chocolate amargo, balsâmico e elegantes notas de tostado.
 
Em boca um vinho encorpado, com taninos elegantes, macios e levemente adocicados e excelente acidez, dando caráter gastronômico ao vinho. Final de boca longo, com repetição das impressões olfativas  e muita elegância e equilíbrio.
 
Vinho pronto para ser bebido, mas alguns anos em garrafa lhe farão muito bem.

 
O Rótulo
 
Vinho: Salton Gerações Antonio "Nini" Salton
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec
Safra: 2011
Garrafa n°.: 583
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 13%
Enólogo: Lucindo Copat
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 104,00
Temperatura de serviço: 16° a 18°

Nota:

O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os lançamentos da Vinícola Salton em 2015.

sábado, 29 de agosto de 2015

Vinhas de 30 anos de idade agregaram boa concentração ao Vieux Chateau Perey Saint-Emilion

Não podem ser consideradas vinhas velhas, mas as parreiras de 30 anos de idade que deram origem ao Vieux Chateau Perey 2011 com certeza foram  responsáveis pela boa concentração do líquido que é produzido pelo pequeno Chateau na região de Saint-Emilion.
 
Os vinhedos do Chateau Perey já passaram dos 20 anos, idade em que é consensualmente aceito que a videira começa a produzir menos, iniciando a produção de uva de sabor mais concentrado.
 
De propriedade de Florence e Alain Xans,  o Chateau Perey possui apenas 4,5 hectares de vinhedos em St Sulpice de Faleyrense. Este petit chateau vem produzindo vinhos de excelente qualidade graças ao seu solo argiloso e a estrutura das vinhas.
 
Saint-Emilion é uma pequena cidade aonde vivem apenas cerca de 3000 pessoas e que batiza umas das principais denominações de vinhos da França e uma das mais importantes referências de Bordeaux. Situada há apenas 35km do centro de Bordeaux, conta com mais de 900 vinícolas, dando uma incrível relação aproximada de 1 vinícola por cada habitante.
 
A relação habitante/vinícola é assombrosa. São nada menos de 5.400 hectares de vinhedos, plantados com Merlot (cerca de 60%), Cabernet Franc (30%) e Cabernet Sauvignon (10%), quantidades que se espelham, na média, nos cortes dos vinhos locais, que seguem essas mesmas proporções, aproximadamente.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi intensa, halo vermelho alaranjado, denotando alguma evolução e lágrimas viscosas e lentas.
 
No nariz mostrou um ataque inicial do álcool, que melhorou com a areação por 30 minutos, sendo então possível observar toda sua paleta de aromas, na qual evidenciou-se notas de fruta madura (ameixas e framboesa), violetas, pimenta seca, menta, chocolate, tabaco, balsâmico, cedro, alguma lembrança de grafite e delicada nota de tostado.
 
Em boca mostrou-se estruturado, encorpado e com boa complexidade. Taninos vivos, porém redondos, boa acidez e repetição de boa parte das sensações olfativas. Final de boca seco, de boa persistência e com notas de fruta madura, pimenta e balsâmico aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho pronto para ser bebido, mas pode melhorar com a guarda por mais dois ou três anos.
 
Para harmonizar eu e Fernanda preparamos um Steak au Poivre, que foi servido com arroz branco e batata sauté ao curry.


O Rótulo

Vinho: Vieux Chateau Perey Saint-Emilion
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 80%, Cabernet Sauvignon 10% e Cabernet Franc 10%
Safra: 2011
País: França
Região: Saint-Emilion, Bordeaux
Produtor: EARL Vignobles Florence et Alain XANS
Graduação:  13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 103,00
Temperatura de serviço:16°
 
 
Nota:
 
O vinho é importado e comercializado com exclusividade pela Wine in Pack, a primeira loja de vinhos online e que vende seus produtos exclusivamnete em packs de 2 ou mais vinhos; custa em média R$ 95,00, mas este  foi enviado pela empresa para avalição.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O vinho do sertão nordestino que conquistou a Expovinis

O consumo de vinho no país ainda é em sua maior parte,de vinhos suaves e este número é maior quando falamos na região Nordeste, contudo é nesta mesma região, em um paralelo incomum na produção de vinhos com variedades vitiviferas, que tem-se produzido bons exemplares, sobretudo com a casta Syrah, como é o caso do Miolo Terranova Testardi. 
 
Testardi é uma palavra do dialeto italiano que quer dizer perseverança ou “cabeça dura”. Essa teimosia do nome, aliada a obstinação e persistência estão intimamnete relacionados ao vinho que é produzido em terras áridas, num local inóspito, por pessoas que acreditaram e comprovaram que se pode elaborar um grande vinho no Vale do São Francisco.
 
O rótulo é o primeiro vinho top do projeto Ouro Verde. Elaborado com a casta Syrah, variedade que melhor se adaptou ao terroir da Região do Vale do São Francisco. O vinho tem processo artesal de colheita e desengace e o líquido passou por fermentação em barricas de carvalho novas, onde envelheceu por 12 meses.
 
A safra de 2010 do Testardi foi vencedora da categoria Tinto Nacional do concurso Top Ten da Expovinis 2012, considerada a maior feira de vinhos da America Latina.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com halo levemente alaranjado, denotando evolução. No olfato o vinho mostrou notas de fruta madura e em compota, noz moscada, pimenta do reino, chocolate amargo, tabaco, madeira molhada e notas defumadas bem integradas ao conjunto. Em boca mostrou-se volumoso, um bom corpo e boa estrutura; os cinco anos de vida foram percebidos em seus taninos redondos  e na sua acidez de média intensidade. Final de boca seco, de boa persistência e com repetição das percepções olfativas no retrogosto.
 
O vinho está no ponto: equilibrado e harmonioso. Mais um belo exemplar do sertão nordestino, que ao Paralelo 8 mostra o potencial dos tintos da região, sempre em evolução.
 
Para harmonizar preparamos uma fraldinha temperada apenas com sal, alho e mix de pimentas do reino, que agregou sabor ao vinho.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Miolo Terra Nova Testardi
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Ouro Verde, Miolo Wine Group
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 20 de junho de 2015

Mommessin Beaujolais-Villages Réserve 2013

Estes dias estive na casa do amigo Juberlan para bater um papo e tomar o Mommessin Beaujolais-Villages Réserve, um vinho desses que desce fácil e acompanha uma comida simples e pouco condimentada.

Segundo o site da importadora o vinho, que é elaborado pela vinícola Mommessin, preza por uma seleção criteriosa das vinhas, a escolha dos melhores lotes de vinhedo e a parceria forte e fiel com os viticultores locais. O seu amadurecimento foi em barricas de aço inox, como a grande maioria dos Beaujolais.

Para harmonizar o amigo nos preparou um pernil suíno com uma farofa de jerimum e a escolta ficou 10.

Na taça o vinho apresentou cor rubi clara com reflexos violáceos bem sutis e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas intensos de morango e framboesa seguido de notas de violetas e pimenta verde. No paladar um vinho de corpo médio, leve e refrescante, com taninos finos e tranquilos e boa acidez. Final de boca de boa persistência com a fruta e a pimenta aparecendo no retrogosto.
O Rótulo

Vinho: Mommessin Beaujolais-Villages Réserve
Tipo: Tinto
Castas: Gamay
Safra: 2013
País: França
Região: Beaujolais, Bourgogne
Produtor: Mommensin
Graduação:  12%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 86,00 (R$ 58 no Clube W)
Temperatura de serviço: 14°

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Merlot 2012

Tenho degustado bons rótulos varietais merlot nos últimos meses e este é o caso do Fortant de France Terroir de Collines, produzido na região francesa de Languedoc, vasta região vitícola, que se estende de Nîmes aos Pireneus.
 
A região tem um clima ideal para a cultura da vinha e possui uma diversidade de vinhos surpreendente: tintos frutados ou mais encorpados, brancos vivos ou mais complexos, magníficos vinhos doces naturais, espumantes reconhecidos e rosés intensos.
 
Dentre as variedades tintas que se destacam na região está a Merlot, terceira uva mais cultivada na França e tem conquistado cada vez mais fãs por todo o mundo. Em Languedoc a casta usualmente dá origem a vinhos redondos, elegantes e fáceis de beber.
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi com reflexos púrpura e lágrimas finas e rápidas. No nariz apresentou-se boa intensidade aromática, com notas de de frutas negras, especiarias (canela), chocolate, tabaco e aromas provenientes da passagem por barricas de carvalho. Em boca um vinho redondo, elegante e equilibrado; taninos macios, boa acidez e um final de boca de boa intensidade com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Bom merlot, em que um gole convida outro gole. Um vinho daqueles que quando menos se espera a garrafa está vazia.

O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc
Produtor: Fortant de France
Graduação:  13,1%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O surpreendente marroquino Tandem para a #cbe

O primeiro dia do mês é sempre especial, por ser o dia de falar do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas esse primeiro post do mês de julho tem um ar mais especial, porque o tema foi uma sugestão de quem vos escreve.
 
Os temas da CBE são sempre desafiadores e receber a tarefa de sugerir um, mesmo que esta não tenha sido a primeira vez, é sempre uma baita alegria misturada com uma certa dose de excitação em trazer algo que instigue os confrades a cascavilharem em suas adegas ou nas lojas especializadas por algo que faça com que os demais tenha a vontade de experimentar os vinhos que eles degustaram.
 
Para o mês de maio a minha sugestão para os confrades foi a seguinte: "Um vinho tinto de país que você nunca degustou harmonizado com um prato típico". E a minha escolha para meu quadragésimo primeiro vinho para CBE foi o Domaine des Ouleb Thaleb Tandem Syrah, proveniente da região de Rommaninas (Ben Slimane), no Marrocos.
 
Marrocos está situada no norte da África, bem próximo a Espanha e Portugal, sendo separada do primeiro, apenas pelo estreito de Gibraltar, canal que liga o Oceano Atlântico, ao Mar Mediterrâneo.
 
Com uma antiga história que provavelmente começou com os fenícios, e encontrou certa estabilidade nos tempos romanos, a atividade em escala verdadeiramente comercial começou no país somente no início do século 20, com a chegada de colonos franceses em 1912.
 
Desde a década de 1990, investimentos estrangeiros realizados no Marrocos têm ajudado a indústria do vinho a se desenvolver, a se modernizar, e voltar a brilhar, apesar das pressões da cultura de uma sociedade conservadora muçulmana. A incidência de impostos sobre bebidas alcoólicas, no país, é alta, e não há venda durante todo o mês sagrado do Ramadã. A produção é permitida por lei, mas a venda de bebidas alcoólicas para muçulmanos é oficialmente ilegal.
 
A maior produção marroquina e a de maior destaque é a de vinho tinto. Estima-se que represente 75% do total. E a opinião de alguns especialistas é que os melhores sabores vêm da região de Beni M'Tir, perto de Meknes.
 
E pasmem, o país possui nada mais nada menos que 14 denominações de origem, e uma 15ª, de maior status, chamada Coteaux de l’Atlas 1er Cru.
 
As principais variedades de uvas utilizadas para a produção de vinhos, no Marrocos, são aquelas normalmente encontradas em torno do Mediterrâneo, como a Grenache, Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. Carignan e Cinsault já foram mais importantes, mas estão perdendo espaço.
 
Domaine des Ouled Thaleb, foi fundada em 1927, quando 3.000 hectares de vinhas foram plantadas em Ben Slimane. E, apesar da sua origem histórica, a vinícola só foi lançada oficialmente em 1968, através da parceria entre Allain Graillot, Jacques Poullain, dois famosos enólogos franceses e Thalvin, um importante produtor de vinhos no Marrocos. Desde então, os vinhos assinados pelo Domaine são considerados os melhores do Norte da África.
 
A região aonde está imbicada a vinícola é rica vegetação, bosques e lagos.
Também conhecida por vinícola Thalvin, essa propriedade está localizada há cinquenta quilômetros de distância de Casablanca, na parte litorânea do Marrocos, onde possui cerca de 450 hectares de vinhas plantadas. A Vinícola pode gabar-se de que é a mais antiga ainda em uso no país.
 
A região conta com solo aluvial-calcário e temperaturas altas durante o dia, com noites muito frescas, que proporcionam o amadurecimento lento e gradual das uvas. As videiras de Syrah são cultivadas de forma orgânica e 60% deste vinho passa por envelhecimento em barris de carvalho.
 
E o vinho? Este foi uma verdadeira e grata surpresa: rico em aromas e encorpado e equilibrado em boca, então sem mais demora vamos a nossa análise.
 
Visualmente mostrou cor rubi com halo denotando alguns traços de evolução e lágrimas finas e lentas. No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas, notas florais, alcaçuz, pimenta preta, leve lembrança de alcatrão e couro, tudo isto muito bem integrado a notas de tostado. Em boca mostrou-se encorpado e estruturado, com taninos macios e ótima acidez. Final de boca longo com um mix das notas olfativas aparecendo no retrogosto.

Para harmonizar não podia faltar uma comida com os traços do culinária marroquina, como sugeri no tema, então Fernanda nos preparou um pernil de cordeiro com laranja e mel, além é claro de condimentos usuais na cozinha do país e para acompanhar um couscous marroquino com amêndoas e passas. E o vinho que já era surpreendente ficou ainda melhor com a comida e as receitas serão tema para outro post.


O Rótulo

Vinho: Domaine des Ouleb Thaleb Tandem
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Marrocos
Região: Rommaninas
Produtor: Domaine des Ouleb Thaleb
Enólogos: Alain Graillot e Jacques Poulain
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 120,00
Temperatura de serviço: 16° - 18°

terça-feira, 5 de maio de 2015

Fortant de France Terroir de Collines Pinot Noir 2012

No nosso último encontro da Avec le Vin abrimos dois vinhos da Fortant de France e hoje vou falar sobre o Pinot Noir, um varietal da emblemática uva da região da borgonha, mas que também desenvolve-se em outras regiões como a de Languedoc, de onde provém este vinho.
 
Situadas na região sul, na costa mediterrânea, estas duas AOC são praticamente continuas. O Languedoc está mais a leste e faz limite com o extremo oeste da Provence, enquanto o Roussillon está mais a sudoeste, estendendo-se até os Pirineus, quase na fronteira com a Espanha. As cidades de maior destaque do Languedoc são Nîmes, Montpellier, Sète e Bézier e as do Roussillon são Narbonne, Carcassone, Minervois, Saint-Hilaire e Limoux. Essas duas regiões produzem principalmente vinhos tintos, seguidos dos brancos espumantes, brancos doces, brancos tranquilos secos e rosés.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi clara e poucas lágrimas. No nariz aromas de cereja, morango, especiarias, menta, terra molhada  e leve tostado. Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Um bom exemplar da pinot noir e que vale o preço que pagamos no Clube W (na casa dos R$ 50,00).
 
O Rótulo

 Vinho: Fortant de France Terroir de Collines
Tipo: Tinto
Casta: Pinot Noir
Safra: 2012
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortant de France
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 82,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Meu quadragésimo vinho para a Confraria Brasileira de Enoblogs #cbe

1° de maio, famoso dia do trabalhador, feriado para boa parte da classe trabalhadora, mas como primeiro dia do mês é também uma data para aquela publicação especial para a querida Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE.
 
Este mês o tema coube ao Gil Mesquita, fundador da primeira e única confraria virtual do país e também autor do blog Vinho para Todos, que sugeriu: "qualquer vinho de sobremesa, mas com uma dica de harmonização no post (de preferência com foto)".
 
Parece que foi ontem que participei pela primeira vez na CBE: relembre, mas hoje comento meu quadragéssimo vinho para esta distinta confraria e a minha escolha vem da Argentina, Susana Balbo Late Harvest Malbec 2010.

A Susana Baldo dispensa apresentações assim como seus vinhos, sendo sinônimo de esmero e qualidade, desde as linhas mais básicas aos seus vinhos topo de gama.

As uvas que deram origem ao vinho foram colhidas manualmente no final do período de colheita, quando as já haviam virado passas. Após o desengace total seguiu para fermentação em pequenos tanques com leveduras selecionada. Findo o processo de produção o vinho amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso.

Visualmente apresentou cor rubi escura com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz aromas de frutas secas, especiarias (cravo e canela), chocolate, café e tabaco. Em boca mostrou taninos doces e bom frescor. Final de boca de boa persistência com notas de fruta madura e chocolate amargo aparecendo no retrogosto.

A harmonização ficou por conta de um cheesecake de frutas vermelhas e calda de goibada, aportando novos sabores ao vinho


O Rótulo

Vinho: Susana Balbo Late Harvest
Tipo: Late Harvest - Colheita Tardia
Casta: Malbec
Safra: 2010
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo
Produtor: Domínio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,8%
Onde comprar: Cantu e Wine
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 10°
 


* Post Scriptum (Texto extraído do site Sonoma)
 
O Cavaleiro Atrasado e a Colheita Tardia
 
"Tudo começou por engano, hoje é um dos vinhos de sobremesa mais típicos".
 
Colheita tardia?

A colheita tardia nada mais é do que colher as uvas várias semanas após o período ideal. As uvas vão perdendo água e ficando com mais açúcar concentrado, ou seja, mais doces (como uma uva passa).

A maioria dos vinhos de sobremesa e vinhos doces naturais, são produzidos por este método, entre eles os famosos franceses Sauternes e Muscat, os húngaros Tokaji e os italianos Vin Santo, Malvasia e Moscato.

Há vinhos maravilhosos feitos por colheita tardia, em várias partes do globo. No Novo Mundo, o Chile se superou nos vinhos produzidos com este método, mas também podemos citar o nordeste brasileiro e a África do Sul.

Mas você sabia que a colheita tardia foi descoberta por acidente?

Era uma vez...

Nossa história começa em uma cidadezinha alemã escondida, chamada Fulda, a cerca de 100 km ao norte de Frankfurt. Durante muitos anos (estima-se que de 1752 a 1802), quem governava Fulda eram os príncipes-bispos, chefes espirituais que também exerciam poder como soberanos da região. Assim sendo, tudo que acontecia em Fulda precisava do aval do príncipe-bispo, inclusive a colheita de uvas.

Na época da colheita, era uma correria: mensageiros indo de lá para cá, para pedir a permissão e voltar a tempo para o viticultor colher as uvas no período ideal, lembrando que as distâncias não eram percorridas com a facilidade de hoje.

Um belo dia, os monges que produziam vinho na colina de São João (Kloster Johannisberg, na Renânia), a 150 km do mosteiro do príncipe-bispo, enviaram o mensageiro Babbert para pegar a autorização da colheita. No meio do caminho, o pobre Babbert foi assaltado e chegou atrasadíssimo na corte do príncipe-bispo. Até pegar a autorização e voltar pras colinas, as uvas Riesling já estavam bem mais do que maduras, murchando e ressecando na videira. Os monges suspiraram de frustração, e decidiram fazer o vinho assim mesmo. Fazer o quê, se atrasou, atrasou! O vinho ainda precisa ser feito.

E no que deu?

O resultado foi um vinho doce delicioso que encantou a todos. As Rieslings maduras estavam mais docinhas e o vinho feito com elas era licoroso, diferente de tudo que havia. Foi aí que começou o processo de colheita tardia, que no século dezenove chegou à Alsácia, na França, onde foi chamada de “vendange tardive”; depois foi para a Itália, como “vendemmia tardiva”; para a Espanha, como “cosecha tardia” e, finalmente, para o Novo Mundo, chamada de “late harvest”.

O antigo mosteiro da colina de São João é, atualmente, um castelo. Dentro dele, existe uma estátua em homenagem ao mensageiro Babbert, que, graças aos seus infortúnios, fez com que hoje a gente se deliciasse com vinhos que acompanham sobremesas e adoçam nossa vida.

Por Carol Oliveira e Fernanda Braite

terça-feira, 14 de abril de 2015

Um Malbec para você abrir no Malbec World Day

Você gosta de vinhos produzidos com a uva Malbec? Então não pode deixar de abrir um bom Malbec para comemorar o Malbec World Day. Durante evento em Recife com a Enóloga argentina Susana Balbo provei vários Malbec e hoje irei falar de um que é uma excelente opção para você abrir para brindar a uva: o BenMarco Malbec 2013.
 
O Malbec World Day acontece no próximo dia 17. A data comemora o dia mundial da Malbec e o evento é organizado pela Wines of Argentina - WofA e conta com ações em vários lugares no mundo inteiro. Para saber mais sobre a data clique aqui.
 
A linha de vinhos BenMarco tem vinhos que priorizam os aromas primários da uva no vinhedo e o frescor da fruta. São vinhos de alta concentração, expressivos e um verdadeiro tributo de Susana Balbo ao estilo de vinho tradicional argentino.
 
O BenMarco Malbec é produzido com uvas provenientes de três diferentes terroirs: Agrelo - Luján de Cuyo; Altamira - Valle de Uco e El Dique - Rivaldavia, que juntos atribuem ao vinho caráter opulento, mineral e autero e elegante.
 
Visualmente mostrou cor púrpura com lágrimas abundantes, rápidas e que tingiram as paredes da taça. No nariz vinho aromas de fruta negra madura, violetas, pimenta, café e aromas provenientes da passagem do vinho por barricas de carvalho francês e amercicano (baunilha e coco). Em boca um vinho carnudo (com repetição da fruta madura), estruturado, com taninos potentes, porém redondos em em perfeita harmonia com acidez e álcool. Final de boca longo com o café e notas de tostado aparecendo no retrogosto.
 
O vinho foi harmonizado com risoto de cordeiro, o que proporcionou o apareccimento de novos sabores ao vinho, como alfazema, nozes e toques metálicos.
 
O Rótulo
 
Vinho: BenMarco
Tipo: Tinto
Castas: Malbec
Safra: 2013
País: Argentina
Região: Agrelo, Luján de Cuyo; Altamira, Valle de Uco e El Dique, Rivaldavia
Produtor: Dominio del Plata
Enólogo: Susana Balbo
Graduação: 14,1%
Onde comprar em Recife: Cantu
Preço médio: R$ 81,00
                                                                                               Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 9 de abril de 2015

5 Oros Crianza 2010

Gosta de vinhos espanhois? Se a sua resposta foi sim você deve experimentar o 5 Oros Crianza, um vinho composto pela mistura clássica de 3 uvas típicas espanholas: tempranillo, garnacha e graciano.
 
O vinho é elaborado pela Bodegas Isidro Milagro, a qual possui mais de uma década de dedicação aos vinhos e, atualmente, conta com 75 hectares de vinhedos no Sudeste de Rioja, berço de ícones.
 
A bodega tem vasto plantio de tempranillo, mas também cultiva outras castas espanholas como garnacha, graciano e mazuelo. Jovem, mas com grande legado de conhecimento e vocação, a vinícola vem se destacando na produção de rótulos consagrados internacionalmente, como o 5 Oros, que foi premiado com medalha de ouro no Concours Mondial de Bruxelles em 2013.
 
5 Oros amadureceu por 18 meses em barricas de carvalho, sendo que 50% do vinho em barricas de carvalho francês e 50% em barricas de carvalho americano, mais 6 meses em garrafa.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi intensa e brilhantes, com lágrimas finas e rápidas. No nariz mostrou boa complexidade de aromas, sendo a fruta madura o aroma mais evidente, seguido de notas florais (rosas), pimenta, alcaçuz, couro e delicado tostado. Em boca apresentou bom corpo, taninos redondos e sedosos, boa acidez e álcool sem agredir. Final de boca longo com o alcaçuz e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização desse belo riojano ficou por conta de um carré de cordeiro e batatas assadas no molho do carré.

O Rótulo

Vinho: 5 Oros Crianza
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo 65%, Garnacha 25% e Graciano 10%
Safra: 2010
País: Espanha
Região: Rioja
Produtor: Bodegas Isidro Milagro
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 90,00 (R$ 55,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16°