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domingo, 6 de setembro de 2015

Um Tempranillo na casa dos 30 pilas para a #cbe

Inicio de mês é aquela alegria em compartilhar as impressões sobre o vinho escolhido para a primeira e única confraria virtual do Brasil: a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, mas esse mês me atrasei e só chego hoje com o meu rótulo.
 
O tema do agosto foi sugestão da confrade Juliana Gonçalves do blog Vou de Vinho, que nos mandou o seguinte: "Um vinho feito de uva tempranillo, de qualquer lugar e qualquer preço".
 
Em tempos de crise, preços altos e da ausência de um varietal tempranillo na adega, saí ao garimpo em busca de um vinho que ofertasse um bom custo x benefício. E não é que consegui encontrar o Miolo Reserva Tempranillo, um vinho do projeto Seival State, que está instalado na Estância Fortaleza do Seival, localizada no Sul do Brasil, no município de Candiota, próximo à divisa com o Uruguai.
 
O vinho é é elaborado através de seleção manual dos cachos, seguido de maceração pré-fermentativa a 8°C, por 3 dias, fermentação alcoólica e maceração a temperatura controlada, com um pico de temperatura de 25 - 28°C e  maceração pós-fermentativa de 5 a 10 dias para maior aporte de estrutura. Para finalizar o vinho amadurece em barricas de carvalho francês e americano.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi com reflexos violáceos, halo rubi claro e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz mostrou aromas de cereja, morango e amoras fresca, seguido de notas sutis de baunilha e tostado.
 
Em boca apresentou corpo médio com taninos elegantes e boa acidez, conferindo frescor ao vinho. Final de boca de boa persistência com repetição das notas olfativas.
 
Vinho tranquilo, fácil de beber e foi uma boa companhia para uma pizza de calabresa. 


O Rótulo

Vinho: Miolo Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Tempranillo
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Miolo
Graduação: 13%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço:16

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O vinho do sertão nordestino que conquistou a Expovinis

O consumo de vinho no país ainda é em sua maior parte,de vinhos suaves e este número é maior quando falamos na região Nordeste, contudo é nesta mesma região, em um paralelo incomum na produção de vinhos com variedades vitiviferas, que tem-se produzido bons exemplares, sobretudo com a casta Syrah, como é o caso do Miolo Terranova Testardi. 
 
Testardi é uma palavra do dialeto italiano que quer dizer perseverança ou “cabeça dura”. Essa teimosia do nome, aliada a obstinação e persistência estão intimamnete relacionados ao vinho que é produzido em terras áridas, num local inóspito, por pessoas que acreditaram e comprovaram que se pode elaborar um grande vinho no Vale do São Francisco.
 
O rótulo é o primeiro vinho top do projeto Ouro Verde. Elaborado com a casta Syrah, variedade que melhor se adaptou ao terroir da Região do Vale do São Francisco. O vinho tem processo artesal de colheita e desengace e o líquido passou por fermentação em barricas de carvalho novas, onde envelheceu por 12 meses.
 
A safra de 2010 do Testardi foi vencedora da categoria Tinto Nacional do concurso Top Ten da Expovinis 2012, considerada a maior feira de vinhos da America Latina.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com halo levemente alaranjado, denotando evolução. No olfato o vinho mostrou notas de fruta madura e em compota, noz moscada, pimenta do reino, chocolate amargo, tabaco, madeira molhada e notas defumadas bem integradas ao conjunto. Em boca mostrou-se volumoso, um bom corpo e boa estrutura; os cinco anos de vida foram percebidos em seus taninos redondos  e na sua acidez de média intensidade. Final de boca seco, de boa persistência e com repetição das percepções olfativas no retrogosto.
 
O vinho está no ponto: equilibrado e harmonioso. Mais um belo exemplar do sertão nordestino, que ao Paralelo 8 mostra o potencial dos tintos da região, sempre em evolução.
 
Para harmonizar preparamos uma fraldinha temperada apenas com sal, alho e mix de pimentas do reino, que agregou sabor ao vinho.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Miolo Terra Nova Testardi
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Ouro Verde, Miolo Wine Group
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 17 de março de 2015

Miolo Reserva Merlot 2012

Eis mais um vinho da série bom para o dia a dia e melhor ainda se for degustado na companhia de um amigo, batendo um papo descontraído no meio da semana e foi exatamente o que aconteceu: o amigo Juberlan ligou, fez o convite e fiz esse "sacrifício" em plena terça-feira no início do mês passado.
 
O vinho foi o Miolo Reserva Merlot 2012, um tinto produzido na região da Campanha Gaúcha, uma das que mais cresce e se destaca pela qualidade dos produtos. O vinho tem uma passagem por barricas de carvalho americano por 12 meses.
 
Visualmente mostrou rubi escura e brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha madura, seguidos de notas de especiarias, baunilha e tostado. Em boca mostrou taninos presentes com leve adstringência, repetição da fruta e do tostado. Final de boca seco e de média intensidade. Um vinho simples, mas bem feito e que cumpre seu papel.
 
Para harmonizar fomos de rotolone de queijo e peito de peru ao molho de tomate, um bom par para o vinho.
 
O Rótulo

Vinho: Miolo Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Merlot
Safra: 2012
País: Brasil
Região: Campanha
Produtor: Miolo
Graduação: 13,5%
Onde foi comprada em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vale dos Vinhedos em 1 dia

Seguindo nossa viagem pela Serra Gaúcha partimos para Caxias do Sul para podermos ficar mais próximo da Região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Nossa meta era visitar algumas vinícolas no período da tarde, porém caiu um temporal e não tivemos outra opção senão ficar em Caxias.
 
Com a melhora do clima chuvoso botamos o pé na estrada e partimos para Bento Gonçalves na manhã seguinte. Pegamos algumas informações no Turismo Bento, um posto de atendimento ao turista bem na entrada da cidade, próximo ao Pórtico.
 
Mapas na mão partimos para o Vale do Rio das Antas, onde fica a Vinícola Salton e um dos locais mais apreciados da região em virtude de sua paisagem natural ímpar, repleta de vales, rios e montanhas exuberantes.

Salton
 
Foi pela Vinícola Salton que iniciamos nossa maratona e por lá recomendamos que todos o façam. A empresa possui um qualificado atendimento ao público e oferece programas customizados de visitação, que iniciam às 9h30min e vão até às 17h.

 
Fomos guiados por profissional da área de Enologia e Turismo, a visitação foi fantástica, ímpar, impecável... Conhecemos as instalações de uma forma única iniciando por um vinhedo de Cabernet Sauvignon de 25 anos de idade situado bem a frente da belíssima sede e usado para teste de novos produtos para futuramente serem aplicados nos vinhedos.


Um dos destaques, que torna a Salton uma atraente opção turística é a facilidade de se passear pela vinícola, onde exclusivas passarelas aéreas foram construídas para possibilitar ao visitante acompanhar todo o processo produtivo de recebimento, elaboração, engarrafamento e amadurecimento dos produtos.

 
Durante a visita, além da passear pela área de produção fomos surpreendidos pelo talento de artistas da região, que reproduziram no teto pinturas que retratam o vinho em diferentes momentos da história da família.


A visita finda com uma degustação opcional no valor de R$ 10,00, os quais são revertidos para a compra de produtos na loja da vinícola. Como eu estava dirigindo só a Fernanda participou da prova de 7 diferentes rótulos: Salton Lunal Frisante, Salton Intenso Merlot-Tannat, Salton Talento, Salton Classic Cabernet Franc-Merlot-Ancellota Suave, Brasil Salton Intenso, Salton Moscatel e Salton Intenso Branco Licoroso.


Marco Luigi

Nossa segunda parada foi a pequena, mas muito agradável e elegante Marco Luigi, um vinícola familiar que tem sua história marcada pela chegada ao Brasil o patriarca Marco juntamente com seu filho Luigi.

Motivado pelo sonho e pelo amor ao bom vinho, surgiram de dentro da mata virgem os primeiros parreirais, plantados com mudas trazidas da própria Itália pelo patriarca da família, que produziram uvas de excelente qualidade e originaram os primeiros vinhos artesanais, primeiramente para consumo próprio.

Antiga sede da Vinícola.
Com o nascimento de seu neto, Marco Luigi, que herdou o amor e conhecimento pelo vinho, a produção de uvas aumentou, os vinhos passaram a ser comercializados na região e o sonho do patriarca tornou-se realidade. Com o tempo, Marco Luigi passou a ser reconhecido pela qualidade de seus vinhos e em 28 de Agosto de 1946 registrou a Vinícola e prosseguiu sua caminhada na arte do vinho.
 
 
Fomos recebidos por Franciele e Davi, que nos apresentou a vinícola, iniciando pelos parreirais e um pouco sobre como era a produção, passando pela vista externa da antiga casa do patriarca e da vinícola e findando pela atual sede, linha de produção e caves de amadurecimento.

Aqui é o paraíso: cave onde repousam as safras mais antigas.
Nossa visita terminou com a degustação dos vinhos: Marco Luigi Reserva Chardonnay, Marco Luigi Tributo Baginbox, Marco Luigi Tributo Touriga Nacional, Marco Luigi Reserva Marselan, Marco Luigi Grande Reserva Brut, Marco Luigi Tributo Brut, Marco Luigi Tributo Prosecco, Marco Luigi Tributo Demi-Sec e Marco Luigi Reserva Moscatel. Este serviço custa R$ 12,00 por pessoa e dá direito a uma taça personalizada.

Casa Valduga

Partimos para outra gigante: a Casa Valduga um empreendimento exemplar e de uma estrutura impecável que inclui além da vinícola, a Villa Valduga (complexo enoturístico com Enoboutique, Restaurantes e Pousadas) e a Casa Madeira (uma empresa artesanal, que elabora produtos 100% sadios e naturais, tais como: Geléias, doces e vinagres Balsâmicos à base de vinho).


A visita pelas instalações da vinícola inicia com um vídeo institucional que conta um pouco da história da empresa e de como são produzidos os vinhos. Depois seguimos para um mini museu onde estão o primeiro Cabernet Sauvignon e o primeiro trator da família. O passeio continua pelas caves de amadurecimento de tintos e brancos, de fermentação de espumantes e pela linha de produção, onde os vinhos são engarrafados.

O uso dessas belas toucas é obrigatório enquanto dentro da área
de produção para evitar contaminação.

 
O destaque da visita fica para a degustação dos vinhos, que é realizada bem no meio das caves onde repousam as garrafas e barricas de carvalho. Nos foram servidos os vinhos: Casa Valduga Identidade Premium Chardonnay, Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot, Casa Valduga Identidade Premium Pinot Noir, Espumante Casa Valduga Reserva Brut e Espumante Casa Valduga 130.

 
Miolo

Fazemos aqui um parêntese para falar sobre a visita a Vinícola Miolo, um parêntese porque na realidade a visita a esta foi realizada como parte do passeio que fizemos na Maria Fumaça. Contudo, com uma boa organização e gerenciamento do tempo é possível incluir ela no roteiro de visitas de um dia pelo Vale dos Vinhedos.


Aqui a visita inicia-se pela sala que ficam as pipas onde ocorria o processo de fermentação, seguindo pelos tanques de inox e passando pela fantástica cave onde estão as barricas de carvalho, que para nós é o ponto alto da visita a Miolo, pois no ar pairam os deliciosos aromas do carvalho. Em seguida o enólogo nos guiou pelas caves onde os vinhos amadurecem já em garrafas e os espumantes passam pela segunda fermentação.

  

Outro ponto alto da visita é a degustação, a qual ocorre em uma belíssima sala desenhada especialmente para este fim, onde as bancadas ficam montadas e preparadas para uma ideal análise dos vinhos. Aqui degustamos: Miolo Reserva Chardonnay, RAR Tinto, Espumante Brut Cuvée Tradition, Espumante Demi-sec Cuvée Tradition, Testardy Syrah (esse é do Vale do São Francisco) e Lote 43.

Uma beleza de sala de degustação.

Don Laurindo

A parada agora é em outra vinícola familiar e que era uma das que mais ansiávamos visitar. A Don Laurindo é uma vinícola boutique que tem uma pequena produção, porém de vinhos com grande potencial de envelhecimento.


A história desta simpática vinícola iniciou em 1887, quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na província de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos.


Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos juntamente com o filho Ademir que formou-se em enologia e passaram a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres. Em 1991 Laurindo resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a Vinhos Don Laurindo LTDA.


As instalações nos foram apresentadas por Lucas Brandelli, filho de Ademir Brandelli, que nos explicou brevemente como são produzidos os vinhos e nos levou para a sala de degustação e loja, que ficam bem ao lado das caves onde os vinhos amadurecem em barricas de carvalho e próxima de onde repousam vinhos com 20 - 30 anos de idade.

Por trás destas grades repousam alguns tesouros.
Pela visita e degustação dos vinhos paga-se uma taxa simbólica de R$ 15,00, que é dispensada caso os visitantes adquiram algum produto na vinícola.

Cave de Pedra

Próxima parada: Cave de Pedra, uma jovem vinícola, fundada em 1997, com uma belíssima sede cosntruida em pedra basalto inspirada nos castelos medievais, que além de ser belo e exótico para a região, ajuda a manter uma temperatura mais amena ideal para o amadurecimento dos vinhos.


A vinícola elabora um volume reduzido de vinhos e espumantes, a menor produção dentre as que visitamos, em uma média de 1000 garrafas por vinho. A especialidade é a elaboração de vinhos espumante pelo métodos champenoise.


Além deste diferencial da pequena produção os apaixonados pelo produto da fermentação do fruto das videiras podem casar-se nas instalações... imagine só ver sua noiva chegando ao altar passando pelas caves de amadurecimento... um sonho, não?

 
Fique atento ao horário de funcionamento: a vinícola fecha às 17h, mas a última visitação inicia-se às 16h; após este horário só é possível visitar a loja.
 
Vinhedo em estado de dormência, repondo os nutrientes e preparando-se
para a nova safra.

Lidio Carraro

Quando a noite já estava por chegar aportamos na última vinícola de nossa maratona: a Lidio Carraro, que ganhou imensa notoriedade por ter sido escolhida pela FIFA para ser a produtora oficial do vinho da Copa do Mundo de 2014, o Faces (tinto, branco e rosé).


A Lidio Carraro é uma vinícola boutique e sua história remota para o ano de 1875 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, porém só em 2001 ocorre, após muitos anos de estudo, a fundação da empresa.

Uma das marcas registradas da Carraro é a de que nenhum de seus rótulos passa por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas. A partir dos parreirais do Vale dos Vinhedos é produzido apenas o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Os demais rótulos são provenientes de uvas dos seus 200 hectares em Encruzilhada do Sul.

Ao contrário de todas as outras vinícolas a visita desta é realizada através de uma exposição audiovisual, onde um dos funcionários nos passa a história da vinícola e de como são produzidos os vinhos. Ao fim da exposição passamos para a degustação dos vinhos: Faces Branco, Faces Tinto, Agnus Merlot, Elos Touriga Nacional-Tannat e Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2006.


Fomos muito felizes em cada uma das visitas que fizemos e, para um dia, creio que tenhamos batido um record e mesmo não tendo visto tudo que queríamos voltamos de lá muito satisfeitos e já sonhando voltar e passar por todas vinícolas que não pudemos visitar.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Um branco de 5 anos que vem evoluindo bem #cbe

Hoje é dia de falar sobre mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, o trigésimo rótulo que comento para a primeira e única confraria virtual do país.
 
Este mês o tema foi: "Um vinho branco, de qualquer casta e país, com passagem por carvalho" e a sugestão do Victor Beltrami do blog Balaio do Victor.
 
Como meu consumo de vinhos brancos não possui a mesma frequência dos tintos fui ao garimpo em busca da minha garrafa e queria degustar algo fora do grupo chardonnay, sauvignon blanc e torrontés, foi aí que bati o olho no Miolo Reserva Viognier, que contava com um atrativo a parte: safra 2009, atrativo pois esta é uma das poucas castas brancas que envelhece com saúde, que evolui bem em garrafa e eu commprovar isso na taça é um verdadeiro deleite.
 
A viognier talvez seja a menos conhecida das grandes uvas brancos do mundo. Ela tem origem, ou pelo ela é mais conhecida por ser a grande uva branca das Côtes du Rhône, onde é usada até mesmo para emprestas seu aroma potente e amanteigado, de fruta supermadura, aos encorpados tintos da região. Ela é também a origem e a razão da mais importante denominação de brancos da região, a Condrieu, berço de algumas das maiores proezas enológicas em brancos e seco.
 
Na taça o vinho apresentou uma bela cor amarelo dourada e lágrimas grossas e lentas. No nariz aromas muito intenso, com notas de fruta branca madura (pêssego, abacaxi), damasco, amêndoas e elegante toque de tostado, proveniente da passagem de parte do líquido por barricas de carvalho. Em boca mostrou acidez correta e repetição das notas olfativas. Final de boca de média intensidade, com interessante untuosidade (amanteigado) e notas defumadas aparecendo delicadamente no retrogosto.
 
Vinho que surpreendeu, elegante, equilibrado, uma bela intensidade em boca e com um excelente custo x benefício... acho até que vou comprar outra garrafa para guardar por mais uns dois anos.
 
O Rótulo

Vinho: Miolo Reserva
Tipo: Branco
Castas: Viognier
Safra: 2009
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Miolo
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 8º
Garraf nº : 3845.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Bueno Paralelo 31° 2010

Galvão Bueno é uma figura pra lá de polêmica, agrada alguns e cria outras emoções contrárias as suas narrações e personalidade em muitos outros, mas deixando a pessoa de lado vamos falar hoje sobre um dos vinhos produzidos pela Bueno Bellavista Estate.
 
Contudo antes de falar sobre o vinho deixe-me falar um pouco sobre como essa figura começou a produzir vinhos.
 
Galvão Bueno possui uma área de terras na Campanha Gaúcha - a Bellavista Estate - vizinha aos vinhedos da Seival, pertencentes à Miolo. Grande apreciador de vinhos, o jornalista decidiu fazer uma parceria com a vinícola e iniciou a plantação de uvas em suas terras para serem vinificadas e comercializadas pela Miolo.
 
A Bueno Bellavista Estate está localizada na Campanha Gaúcha, local reconhecido como uma das regiões mais promissoras para o cultivo de uvas, o Paralelo 31 – faixa do planeta onde se encontram algumas das melhores regiões vitivinícolas do mundo (Australia, Nova Zelandia, Africa do Sul, Argentina e Chile).
 
Os produtos têm a assinatura do renomado winemaker francês Michel Roland e foram elaborados com a orientação técnica dos enólogos da Miolo.
 
A parceria deu tão certo, com tão bons resultados para ambos os lados, que no início de 2013, Galvão Bueno passou a ser, oficialmente, o 5° sócio do Miolo Wine Group, juntando-se às famílias Miolo, Benedetti, Tecchio e Randon.
 
Vamos ao vinho! Visualmente mostrou cor rubi escura com halo violáceoo e lágrimas grossas e lentas. No nariz aromas de fruta madura (ameixa e amoras), violetas, pimenta, café e tostado. Em boca repetiu a fruta e notas conferidas pela passagem em barricas de carvalho. Taninos redondos, boa acidez e com equilíbrio com o álcool. Bom corpo e boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda  no último sábado e harmonizamos com um risoto nordestino.
 
O Rótulo

Vinho: Bueno Paralelo 31°
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Campanha
Produtor: Bueno Wines
Enólogo: Michel Rolland
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 80,00 (R$ 40,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16°

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Top 5, Number 2 - Miolo Terroir 2011

O segundo melhor vinho degustado no Circuito Brasileiro de Degustação foi um rótulo que há muito tinha vontade de experimentar: o Miolo Terroir, produzido por uma gigante e que tem no currículo o título de melhor Merlot do mundo, honraria conseguida pela safra de 2005 em uma degustação às cegas realizada em Londres, com a participação de 40 sommeliers, dentre os quais 15 Master of Wine.
 
A Miolo Wine Group é líder no mercado nacional de vinhos finos entre as vinícolas brasileiras. A empresa elabora mais de 100 rótulos produzidos em seis projetos vitivinícolas no Brasil, em diferentes regiões, incluindo as parcerias internacionais com Argentina, Chile, Espanha e Itália. É a maior exportadora brasileira de vinhos e está entre as três principais produtoras de espumantes, com participação de 15% no mercado.
 
O vinho mostrou cor rubi intensa com reflexos violetas e lágrimas densas que coloriram a taça. No nariz aroma de frutas vermelhas, notas de passa, baunilha, café e elegante tostado. Em boca mostrou uma excelente estrutura, taninos vivos e elegantes, boa acidez e muito equilíbrio. Repetiu as notas olfativas, com um final de boca seco de excelente intensidade com notas de chocolate, café e a madeira aparecendo no retrogosto.
 
Vinho de excelente qualidade e ainda com alguns anos pela frente, porém o preço é um pouco elevado.

O Rótulo

Vinho: Terroir
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor:  Miolo
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express, DLP
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16º

domingo, 11 de dezembro de 2011

Miolo Cuvée Tradition Brut Rosé 2010

Alguns dias depois de harmonizar um Sauvignon Blanc com Sushi a Fernanda me convidou para comer Shushi na comemoração de um aniversário de namoro. Desta vez escolhemos um Espumante Rosé para harmonizarmos: o Miolo Tradition Brut.

O Miolo Cuvée Tradition But Rosé 2010 é um Espumante Rosé com variedades Chardonnay e Pinot Noir, cultivadas no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves e eleborado pelo Método Tradicional Champenoise. Com fermentação na própria garrafa, permanece aproximadamente 6 meses nas caves subterrâneas da Miolo.

O vinhos mostrou-se límpido, com coloração rosada, tipo cereja,  de média-alta intensidade, com leve coroa e perlage fina e constante. Um bouquet elegante de frutas vermelhas como morango, cereja  e toques de pêssego. Em boca apresentou corpo leve, acidez delicada e uma boa cremossidade com sabor de mousse de pêssego, de retrogosto refrescante e final de boca médio-longo.

Harmonizou com os Sushi's de forma fantastica. Um par que vale a pena experimentar.
O Rótulo

Vinho: Miolo Cuvée Tradition Brut
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Chardonnay e Pinot Noir
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Vale dos Vinhedos
Produtor: Miolo
Graduação: 11,5%
Onde comprar: Extra, RM Express...
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 6º


sábado, 30 de julho de 2011

Miolo Terranova Shiraz 2003

Há muito não degustava um vinho nacional e devo adimitir que, diante das experiências pessoais, não perdi muito como essa "falta de enopatriotismo"...

Esta também é a primeira postagem do blog destinada a um rótulo produzido no Brasil.

Ganhei, de minha irmã, uma garrafa do Miolo Terranova Shiraz 2003 que há muito estava guardada... Trouxe o vinho mais por curiosidade que pode desejo de degustar: queria saber se um vinho com pouco potencial de guarda suportaria 8 anos. Suportou, graças a pouca luz onde estava armazenado e ao armazernamento horizontal.O vinho chamou atenção pelos aromas; mesmo antes de findar a abertura da garrafa, um aroma amadeirado com mesclas de café e especiarias já pairavam no ar.

É um vinho de cor vermelho atijolada, um pouco fosca com uma presença discreta de lágrimas. Como já descrevi é um vinho de aromas intensos: um bouquet muito agradável e presente. Aromas típicos de shiraz, profundos, com toque picante de pimenta do reino, café, com a madeira também bem presente no olfato.

Já na boca deixou a desejar, principalmente com o passar do tempo após a abertura da garrafa e o final é pouco presente. É um vinho, no início, adocicado de pouco corpo com uma acidez alta. O picante do aroma também mostra-se bem presente na boca no início, porém pouco equilibrado.

É um vinho que definitivamente não deve ser guardado. Andei vendo uns comentários sobre o vinho e mesmo tendo sido degustados dentro de um período não superior a dois anos de sua safra vi que não difere muito do que percebi, exceto pela cor. Não é um vinho ruim, mas deve ser bebido ainda jovem e os mais rápido possível.

O Rótulo

Vinho: Terranova
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz
Safra: 2003
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Miolo
Graduação: 12%
Temperatura de serviço: 15 graus
Preço: R$ 59,00 (Só encontrei na net um Box de 5litros)