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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Quinta do Valdoeiro D.O.C. 2010

Os vinhos portugueses figuram entre os meus preferidos, não porque possuem uma característica única e sim exatamente pelo motivo oposto, pois a diversidade de castas e diferente influências climáticas fazem de Portugal um país com vinhos que apresentam as mais distintas características, desde o jovem e fresco, passando pelo elegante e rústico e chegando aos de alta carga tânica e acidez, com consequente potencial de envelhecimento.

Quando pensamos em vinhos com potencial de envelhecimento logo relacionamos aos produzidos com a casta Baga, uva portuguesa que produz caldos com alta acidez e taninos potentes e que figura como a principal uva do vinho Quinta do Valdoeiro D.O.C. 2010.

O vinho é produzido pela Caves Messias fundada em 1926, por Messias Baptista, que se manteve a administração da empresa até 1973. A Administradão das Caves Messias é ainda nos dias de hoje, assegurada pelos descendentes da família Messias.
 
Desde a fundação Messias tem produzido e comercializado vinhos das principais regiões demarcadas: Dão, Bairrada, Douro, Vinho Verde, Beiras e Vinho do Porto. A sede da Messias está situada na Mealhada, pequena cidade da região da Bairrada, onde a empresa possui mais de 6.000 metros quadrados de instalações e aproximadamente 160 hectares de vinha, sendo 70 hectares destinados à produção dos prestigiados vinhos da Quinta do Valdoeiro.

Nas suas vinhas Messias testou castas portuguesas e baseando-se em novas tecnologias de vinificação, selecionou as que produzem vinhos personalizados de alta qualidade. Devido a um bom planeamento de produção e estratégia de marketing, Messias é um dos poucos grupos, que dispõe duma gama completa de produtos vínicos das melhores regiões portuguesas e das suas próprias Quintas. Os mais exigentes mercados estrangeiros já reconheceram a qualidade dos produtos Messias, já que 65% da sua produção é exportada para os cinco continentes.

Visualmente apresentou cor rubi escura, intensa e brilhante, com halo violáceo e lágrimas finas, abundantes e rápidas. No nariz  intenso e rico em fruta vermelha, chocolate, tabaco e leve balsâmico, tudo bem integrado a madeira. Em boca mostrou-se encorpado com  taninos firmes e excelente acidez. Bom corpo e estrutura de boca, vigoroso  e com alguns bons anos pela frente. Final de boca longo com a o balsâmico e as notas de madeira aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Quinta do Valdoeiro D.O.C.
Tipo: Tinto
Castas: Baga e Touriga Nacional
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Bairrada
Produtor: Caves Messias
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine Store
Preço médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 18º

Nota:

Este vinho foi degustado durante a formação Academia de Vinhos de Portugal - Nível II, ministrada pelo renomado Jornalista e Crítico de Vinhos português Rui Falcão, realizada no Hotel Atlante Plaza no dia 28 de agosto de 2014.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Quinta da Dôna 2004 #CBE

No último dia primeiro deveria ter postado o vinho da Confraria Brasileiro de Enoblogs - CBE, mas entre uma e outra atividade terminei atrasando, e muito, a publicação do meu vigésimo oitavo rótulo para a CBE.
 
Este mês o tema foi um dos melhores dentre os que já tive a oportunidade de participar e também o mais desafiador e foi sugerido pelo Luis Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos, que nos desafiou assim: "Vinhos Evoluídos! Degustando da Safra 2004 pra trás... Vinhos com pelo menos 10 anos de idade".
 
Não tinha nenhum rótulo com mais de 10 anos, então fui ao garimpo e a minha escolha foi o rótulo português Quinta da Dôna 2004, um varietal da casta Baga produzido pela Aliança Vinhos de Portugal com uvas provenientes da Quinta da Rigodeira e que figurou no Top 10 da Decanter.

A Aliança foi fundada em 1927, em Sangalhos, na região da Bairrada. Apostando forte na qualidade adquiriu Quintas em regiões como o Alentejo, Dão, Douro, Bairrada e Beiras, explorando cerca de 600 hectares de vinhas.

A Aliança foi considerada pela Wine Spectator uma das 20 melhores empresas do setor a nível mundial, tendo sido a única da Península Ibérica incluída nesta classificação. E seu ilustre diretor de exportação, Mario Neves, obteve a distinção “Senhor do Vinho” atribuída pela Revista de Vinhos ao passo que provavelmente é o profissional do vinho português mais conhecido a nível mundial.
 
O Quinta da Dôna é um vinho único, produzido apenas em anos de excelente qualidade e em pequenas quantidades, desta safra foram apenas 6.717 garrafas.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi, com halo de tons atijolados e boa formação de lágrimas. No nariz seu bouquet estava magnífico, mostrando notas de fruta vermelhas em compota, menta, especiarias, couro e toques tostados. Em boca mostrou-se encorpado com taninos firmes, porém elegantes, boa acidez e excelente equilíbrio. Repetiu a fruta em compota queapareceu bem integrada com notas de chocolate, tostado, couro e balsâmico. Final longo e marcante.

Um rótulo especial, para se degustar sem pressa, apreciando cada aroma, cada nota, cada gole e que marcou o 3° aniversário do Vinhos de Minha Vida e a postagem de número 800.
 
O vinho foi degustado na companhia de Fernanda, meus pais e dos amigos Juberlan e Rejane e harmonizado com um pernil de carneiro e farofa de jerimum.
 

O Rótulo

Vinho: Quinta da Dôna
Tipo: Tinto
Castas: Baga
Safra: 2004
País: Portugal
Região: Bairrada
Produtor: Aliança Vinhos de Portugal
Enólogo: Domingos Soares Franco
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 149,00
Temperatura de serviço: 18º



Nota: Decantei o vinho, que quase não apresentou sedimentos, por 30 minutos antes de servir.