Mostrando postagens com marcador Syrah - Shiraz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Syrah - Shiraz. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Stambolovo State 2011 #cbe

As 24 horas do dia parecem não ser suficientes, pois já há alguns meses não venho conseguindo cumprir com o prazo de publicação do vinho do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Só hoje, no nono dia do mês, é que estou chegando com meu vinho.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Victor Beltrami do Blog Balaio do Victor, e sua sugestão foi que: "Deveríamos provar um vinho de um país que nunca provamos, branco ou tinto, e se possível propormos uma harmonização".
 
Para o desafiador tema escolho o vinho Stambolovo State 2011, um coorte syrah e merlot produzido na Bulgária pela vinícola Stambolovo Winery na região Thrancian Lowlands.
 
A vinícola está situada ao sul do país, lado a lado com a Grécia e a Turquia e tem quase 80 anos de prática e já passou pelas mãos do estado, de proprietários privados e até dos comunistas. Foi ao fim dessa época, inclusive, que nasceu este tinto, em uma leva de vinhos especialmente produzidos para a elite capitalista que começava a retomar a economia búlgara.
 
Na taça mostrou cor rubi brilhante e com alguns reflexos violáceos e tons alaranjados. Lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta madura, especiarias, amêndoas, baunilha, tostado e algumas sutis notas balsâmicas.
 
Em boca o vinho apresentou corpo médio, com taninos presentes, mas macios, acidez marcante e álcool bem integrado ao conjunto. As notas presentes no olfato repetiram-se. Final de boca longo,  com acidez mostrando-se super viva e notas de fruta madura e balsâmicas aparecendo no retrogosto.
 
Vinho surpreendente na acidez e nas notas evoluídas. Se tivesse outra garrafa ainda a guardaria por mais um ou dois anos.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha super suculenta de berinjela. O vinho e sua acidez gastronômica deram conta de toda acidez do molho.
 
O Rótulo
 
Vinho: Stambolovo State
Tipo: Tinto
Castas: Syrah e Merlot
Safra: 2011
País: Bulgária
Região: Thrancian Lowlands
Produtor: Stambolovo Winery
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Evino
Preço Médio: R$ 79,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 08.01.2017

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Monte Velho 2013

Sou fã dos vinhos portugueses: a sua variedade de castas autóctones e a qualidade indiscutível dos produtos, mesmo nos mais simples, é encantador.
 
Alguns produtores figuram entre os meus prediletos, entre eles a Herdade do Esporão, que possui uma variada gama de vinhos produzidos nas regiões do Alentejo e Douro.
 
Há algum tempo degustei um dos exemplares mais vendidos no Brasil: Monte Velho, produto lançado 1992; o seu nome proveio do monte situado junto à albufeira da Caridade, na Herdade do Esporão. Na época, foi criado com a mesma origem e filosofia que o Esporão Reserva, mas com o intuito de chegar a mais pessoas e transformar o consumo de vinho diário numa experiência. Elaborado segundo a tradição vitivinícola do Alentejo, a sua diversidade de castas e técnicas de vinificação revelam o carácter típico da região onde nasce.
 
O vinho é produzido a partir de uvas provenientes de vinhas com 15 anos de idade plantadas de natureza granítica/xistosa, estrutura franco-argilosa. Após a fermentação maloláctica o vinho madureceu por 6 meses em tanques de inox e barricas de carvalho americano.
 
Na taça mostrou cor rubi límpida e brilhante. Lágrimas finas, e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de fruta vermelha, café, pimenta preta, coco queimado e tostado.
 
Em boca um vinho de corpo médio com taninos macios e boa acidez. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
O Rótulo
 
Vinho: Monte Velho
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Trincadeira, Touriga Nacional e Syrah
Safra: 2013
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade do Esporão
Enólogos: David Baverstock e Luís Patrão
Graduação: 13,5%
Onde comprar / Importador: DLP / ?
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.01.2016

sábado, 3 de setembro de 2016

Maycas del Limari Reserva Especial Syrah 2009 #cbe

Com um pequeno atraso chego com mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, cujo tema foi: "um syrah/shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja da uva", sugerido pelo Evandro Vanti do blog Vinhos que Provo.
 
É o quinquagésimo quarto vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especial Syrah 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile e que apenas há pouco mais de 15 anos começou a produzir vinhos.
 
O vinho é um 100% syrah e tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 6 meses de amadurecimento em garrafa.
 
Guardei esse vinho por um bom tempo, pois tenho também a safra 2010 na adega e tinha o objetivo de realizar uma degustação vertical, mas não consegui outras safras.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, com halo vermelho vivo e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e lentas, tingindo a as paredes da taça.
 
No nariz apresentou aromas de fruta negra madura, café, pimenta preta, chocolate amargo, couro, alcatrão e defumado.
 
Em boca um syrah de corpo médio, taninos macios, acidez de média intensidade e bom equilíbrio com os 14,5% de álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a pimenta, o alcatrão, toque balsâmico e o defumado aparecendo no retrogosto.
 
Pra harmonizar preparei uma fraldinha com um toque de pimenta calabresas
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14,5%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00 (Não está mais disponível)
Temperatura de serviço: 16º
Degustado em: 02.09.2016
Pontuações: 90 pts Robert Parker

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Maycas del Limarí Reserva Especial Cabernet Sauvignon 2009 #cbe

Belo rótulo.

Chegamos ao primeiro dia do segundo semestre de 2016 acompanhados do vinho escolhido para a Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE. Esse ano tive problemas para publicar alguns vinhos, pois não encontrei exemplares que se encaixassem no tema, mas esse mês estou trago em dia o vinho dentro do tema, que foi: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100", proposto pelo Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
E o quinquagésimo terceiro vinho que degustei para CBE foi o Maycas del Limarí Reserva Especail Cabernet Sauvignon 2009, produzido pela Viña Maycas del Limarí (propriedade da marca Concha Y Toro) na região de Limarí, a 400 km de Santiago, no Chile.
 
A região é muito famosa na enologia e se destaca como uma área perfeita para alguns tipos de uvas, como a Syrah, a Chardonnay, a Cabernet Sauvignon e a Sauvignon Blanc.
 
Apesar de constar apenas cabernet sauvignon no rótulo, é um corte com 14% de syrah. Tem passagem de 18 meses por barricas de carvalho francês e mais 12 meses de amadurecimento em garrafa.

Rolha em perfeito estado apesar dos 7 anos de vida.
Na taça mostrou cor vermelho rubi escura e intensa, tingindo a taça e sem sinais de evolução. Lágrimas finas, abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas intensos, com a presença marcante fruta vermelha madura, seguido de notas minerais, especiarias, couro, alcaçuz, café, chocolate, baunilha e tostado.
 
Em boca um cabernet sauvignon como há muito não degustava. Tinto encorpado, com taninos redondos e macios, acidez de média intensidade e álcool a 14% que apareceram no início, mas que abrandaram após 30 minutos de aeração. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado com a fruta e as notas da passagem por carvalho aparecendo no retrogosto.
 
Belo vinho e ficou ainda melhor com uma fraldinha recheada preparada por Fernanda.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Maycas del Limarí Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon e Syrah
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Limarí
Produtor: Maycas de Limarí
Enólogo: Javier Villarroel
Graduação: 14%
Onde comprar / Importador: Wine / Wine
Preço Médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 18º
Degustado em: 05.05.2016

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O sensacional sul africano The Joshua shiraz-viognier 2011

Na minha vida de enófilo e de blogueiro poucos foram os vinhos sul africanos degustados e se for considerar os que me agradaram esse número fica ainda mais diminuto, mas há pouco mais de mês tive a oportunidade de degustar um rótulo que fez meus olhos brilharem; trata-se do Granhan Beck The Joshua Shiraz-Viognier 2011.
 
O vinho é produzido pela Graham Beck Wines, uma adega familiar que está entrando em sua terceira geração. Fundada em 1983, quando o empresário Graham Beck comprou a fazenda Madeba fora da cidade do Cabo Ocidental, em Robertson com a ambição ardente de estabelecer uma adega de classe mundial na região. O sucesso do vinhedo em Robertson estendeu-se para um segundo vinhedo da Graham Beck em Franschhoek, uma das regiões vinícolas mais antigas da África do Sul.
 
Os vinhedos da Grahan  estão localizados em quatro fazendas diferentes na província de Western Cape, possibilitando ter acesso a variedades de uvas cultivadas nas condições climáticas e solos a que são os mais adequados.
 
O vinho é elaborado a partir de 94% Shiraz e 6% Viognier, com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francês (90%) e norte-americano (10%) e não filtrado para maximizar a cor e os aromas.
 
Na taça mostrou cor vermelho rubi, intensa e brilhante. Lágrimas abundantes e rápidas.
 
No nariz apresentou aromas de boa intensidade e complexidade marcado pela presença da fruta (ameixa e cassis), seguido de notas florais, menta, especiarias, café, chocolate, tabaco e tostado.
 
Em boca um vinho espetacular, encorpado e estruturado. Taninos vivos, porém sedosos, acidez marcante e álcool a 14,6%, sem incomodar, mas mostrando que o vinho pede uma boa e suculenta carne vermelha. Repetição das notas olfativas e final de boca persistente e equilibrado.
 
Vinho sensacional, pronto pra beber, mas que tem tudo para evoluir em garrafa por mais alguns anos.
 
O Rótulo
 
Vinho: Graham Beck The Joshua
Tipo: Tinto
Castas: Shiraz 94% e Viognier 6%
Safra: 2011
País: África do Sul
Região: Paarl, Western Cap
Produtor: Graham Beck Wines
Enólogo: Pieter Bubbles
Graduação: 14,6%
Onde comprar / Importador: ? / Cantu
Preço Médio: R$ 230,00
Temperatura de serviço: 8º
Degustado em: 14.04.2016

sábado, 12 de março de 2016

Rio Sol Brut: o Espumante produzido com syrah às margens do Velho Chico

Já provou um espumante 100% syrah? E um espumante 100% syrah produzido no Paralelo 8, às margens do Rio São Francisco em pleno sertão nordestino? Se suas respostas foram não e ainda por cima você torceu o nariz, posso te garantir que não sabe o que está perdendo.
 
O espumante em questão é o Rio Sol Brut, produzido na Vitivinícola Santa Maria, um projeto da Vinibrasil que nasceu em 2002. Um empreendimento pioneiro e que tem tudo de novo: a região (sertão nordestino), o clima (semi-árido) e a latitude (paralelo 8). Tal como foi classificado por Jancis Robinson, este vinho não é do "Novo Mundo", mas sim de uma nova categoria chamada "Nova Latitude".
 
A Syrah foi a casta que melhor se adaptou ao Vale do São Francisco. O método de produção: o Charmat, com primeira fermentação em tanques de inox e segunda fermentação em autoclaves por 30 dias e mais 30 dias de contatos com as leveduras.
 
Na taça apresentou cor amarelo palha com reflexos dourados, boa formação de espuma e perlage fina e persistentes.
 
No nariz mostrou boa intensidade de aromas, sendo marcante a presença de flores brancas seguidas notas de frutas cítricas e topicais e leve toque de frutas secas.
 
Em boca um borbulhante leve, refrescante e fácil de beber. Apresentou um palato equilibrado e com repetição das notas olfativas. Final de boca de média persistência e agradável frescor.
 
O Rótulo Vinho: Rio Sol Brut
Tipo: Espumante
Casta: Syrah
Safra: Não safrado 
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Graduação: 12%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 8°
Premiações: Medalha de Prata no Concurso Internacional de Vinhos do Brasil 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

EA Reserva Tinto 2011 e Bacalhoada de Forno

Não é novidade que brasileiro consome muito bacalhau, acho até que mais que os próprios portugueses e quem não é fã de um bom prato a base dessa iguaria portuguea, ainda mais se for acompanhado de um vinho português e na companhia de amigos queridos.
 
Tudo isso nos foi proporcionado pelos amigos Juberlan e Rejane com a mão de minha amada Fernanda no preparo de uma deliciosa bacalhoada de forno e que cresceu em sabor quando harmonizada com o EA Reserva Tinto 2011.
 
O vinho é produzido a partir das castas Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah plantadas nas vinhas da Fundação Eugénio de Almeida, no Alentejo. Quando as uvas atingem o estado de maturação ideal, são colhidas e transportadas para a adega, onde se inicia o processo tecnológico com desengace total e ligeiro esmagamento. A fermentação ocorre em cubas de aço inox a temperatura controlada de 24-27ºC. Após a fermentação, parte do lote estagia em barricas de carvalho francês e americano. Após o estágio procede-se a filtrações, loteamentos, filtração final e engarrafamento.
 
Na taça o vinho apresentou cor rubi escura, halo com tons alaranjados bem claros e média formação lágrimas que escorreram de forma espassada e rápida.
 
No nariz mostrou aromas de notas de fruta madura, pimenta, especiarias, café, alguma lembrança balsâmica, madeira molhada e baunilha.
 
Em boca apresentou taninos firmes, contudo redondos e macios, boa acidez e álcool a 14,5% em bom equilíbrio com o conjunto. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa persistência com as a presença da pimenta, madeira molhada e baunilha aparecendo no retrogosto.
 
Um bom vinho português e que acompanhou super bem a bacalhoada, pena que com o aumento da inflação o preço dele tenha se elevado, caso contrário estaria com um excelente custo benefício.

O Rótulo
 
Vinho: EA Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Adega Cartucha
Enólogo: Pedro Baptista
 Graduação:14,5 %
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 80,00
Temperatura de serviço: 16°

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Artefacto Syrah Colheita Seleccionada 2010 #cbe

Hoje é dia de falar sobre o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE e o tema foi: "um vinho feito com a uva Syrah/Shiraz, de qualquer nacionalidade e faixa de preço", escolhido pela conterrânea Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos.
 
Eu tinha algumas boas opções na adega, mas no fim terminei optando pelo Artefacto Syrah Colheita Seleccionada 2010, produzido no Alentejo pela Luis Duarte Vinhos, uma jovem vinícola com 8 anos de vida mas que tem o competente e experiente Luis Daurte no comando.
 
Luis Duarte após anos assinando rótulos para grandes vinícolas, concretizou o sonho de produzir seus próprios vinhos. Sua vinícola está localizada em Reguengos de Monsaraz, no Alentejo e é dotada da mais alta tecnologia, com tanques de fermentação automatizados e novas barricas de carvalho francês e americano.
 
A produção da vinícola não é grande, mas tudo que sai dela tem qualidade garantida e o que é melhor, com um preço justo e acessível, como é o caso da minha escolha para a CBE.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra e brilhante. No olfato um vinho rico e cheio de aromas frutados, seguidos de notas de especiarias, pimenta, chocolate e elegante tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos redondos, boa acidez e em equilíbrio com os 14% de álcool. Repetiu as impressões olfativas com destaque para a fruta e a pimenta. Final de boca seco, redondo e longo com a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Por aqui escolhemos uma bela costela bovina no bafo para acompanhar o carnudo syrah alentejano.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Artefacto Colheita Seleccionada
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Daurte Vinhos
Enólogo: Luis Duarte
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 68,00
Temperatura de serviço: 16°

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O vinho do sertão nordestino que conquistou a Expovinis

O consumo de vinho no país ainda é em sua maior parte,de vinhos suaves e este número é maior quando falamos na região Nordeste, contudo é nesta mesma região, em um paralelo incomum na produção de vinhos com variedades vitiviferas, que tem-se produzido bons exemplares, sobretudo com a casta Syrah, como é o caso do Miolo Terranova Testardi. 
 
Testardi é uma palavra do dialeto italiano que quer dizer perseverança ou “cabeça dura”. Essa teimosia do nome, aliada a obstinação e persistência estão intimamnete relacionados ao vinho que é produzido em terras áridas, num local inóspito, por pessoas que acreditaram e comprovaram que se pode elaborar um grande vinho no Vale do São Francisco.
 
O rótulo é o primeiro vinho top do projeto Ouro Verde. Elaborado com a casta Syrah, variedade que melhor se adaptou ao terroir da Região do Vale do São Francisco. O vinho tem processo artesal de colheita e desengace e o líquido passou por fermentação em barricas de carvalho novas, onde envelheceu por 12 meses.
 
A safra de 2010 do Testardi foi vencedora da categoria Tinto Nacional do concurso Top Ten da Expovinis 2012, considerada a maior feira de vinhos da America Latina.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi com halo levemente alaranjado, denotando evolução. No olfato o vinho mostrou notas de fruta madura e em compota, noz moscada, pimenta do reino, chocolate amargo, tabaco, madeira molhada e notas defumadas bem integradas ao conjunto. Em boca mostrou-se volumoso, um bom corpo e boa estrutura; os cinco anos de vida foram percebidos em seus taninos redondos  e na sua acidez de média intensidade. Final de boca seco, de boa persistência e com repetição das percepções olfativas no retrogosto.
 
O vinho está no ponto: equilibrado e harmonioso. Mais um belo exemplar do sertão nordestino, que ao Paralelo 8 mostra o potencial dos tintos da região, sempre em evolução.
 
Para harmonizar preparamos uma fraldinha temperada apenas com sal, alho e mix de pimentas do reino, que agregou sabor ao vinho.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Miolo Terra Nova Testardi
Tipo: Tinto
Castas: Syrah
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Ouro Verde, Miolo Wine Group
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Visan Côtes du Rhône Villages 2007 #cbe

Começo de mês é aquele momento especial e que foi aguardado com ansiedade, em que vários blogueiros escrevem sobre um vinho dentro tema específico escolhido por um dos confrades da primeira e única confraria virtual do Brasil: a CBE.
 
O tema do mês foi: "Um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha", uma escolha muito legal do Cristiano Orlandi do Blog Vivendo Vinhos.
 
Para o tema abri o Visan, um corte de Grenache, Carignan e Syrah da AOC Côtes du Rhône Villages, da sub-região de Côtes du Rhône Meridional.
 
A região da Côtes du Rhône é quase uma continuação da Bourgogne, ao sul de Lion, e divide-se em duas sub-regiões, Setentrional e Meridional. Como o nome indica, toda a região se desenvolve nas encostas do rio Rhône e seu entorno. Nesta se produzem principalmente vinhos tintos, mas existem alguns rosés e brancos.
 
A denominação Côtes du Rhône pode ser utilizada em 171 diferentes municípios localizados ao longo do Vale do Rhône, Norte e Sul. Já a denominação Côtes du Rhône-Villages significa uma distinção permitida somente em 95 desses distritos, todos localizados no Rhône do Sul. Ao todo, 21 diferentes cepas são autorizadas nos vinhos de Côtes du Rhône. Grenache é uma das grandes estrelas da região. Muitos dizem que ela é a "carregadora de piano" dos vinhos cortados e deve constituir pelo menos 40% das uvas utilizadas na produção dos tintos (exceto para os Syrah do Norte).

O vinho que escolhi é produzido pela Domaine des Grands Devers, cuja propriedade compreende 62 hectares de vinha plantada, sobretudo nas encostas e morros. Totalmente cercado por uma densa floresta de carvalhos e trufas os  vinhedos se beneficiam de uma posição única, protegida dos ventos do norte e do sul, fato este que controla a influência do ambiente externo.

Mas chega de conversa e vamos ao líquido.

Visualmente apresentou cor rubi âmbar com halo alaranjado e lágrimas grossas e lentas. No nariz os aromas de fruta praticamente inexistiam e deram lugar a um bouquet de boa qualidade, contudo, média-pequena intensidade onde pude preceber notas de pimenta seca, cravo, alcaçuz, alcatrão, balsâmico e terrosas. Em boca mostrou corpo médio com taninos maduros, boa acidez e o álcool sobresaindo-se discretamente. Final de boca seco, com leve adstringência e média persistência e repetição da especiaria e do alcatrão no retrogosto.

Apesar de ainda serem perceptíveis alguns interessantes aromas, nitidamente o vinho já entrou em declínio, mas foi uma boa experiência.

Para harmonizar Fernanda nos preparou aspargos com presunto tipo parma e molho de gorgonzola e também uma adaptação da receita do Boeuf a Wellington, onde o filé mignon bovino foi substituído pelo suíno.


O Rótulo

Vinho: Visan Côtes du Rhône Villages
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Carignan e Syrah
Safra: 2007
País: França
Região: Côtes du Rhône Villages, Côtes du Rhône
Produtor: Domaine des Grands Deevers
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16°

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Rio Sol Reserva 2011

Poucos são os vinhos tintos do Vale do São Francisco que me são atraentes, não por preconceito e sim por encontrar excesso de madeira em alguns, de álcool em outros e de acidez de menos ou demais aqui e acolá, enfim, ainda falta equilíbrio a alguns dos vinhos produzidos por alí.
 
Mas esse não foi o caso do Rio Sol Reserva 2011, trazido pelo amigo Juberlan de uma recente viagem para a região.
 
O vinho é produto de um coorte das castas Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante com estágio em barricas de carvalho francês por 6 meses e que recebeu Medalha Grande Ouro no 11° Concurso Nacional de Vinhos Finos.
 
Visualmente apresentou cor rubi escura e brilhante com lágrimas escorrendo lentamente pelas paredes da taça, deixando-as tingidas. No nariz aromas de fruta vermelha madura, folhas secas, pimenta seca, especiarias, terra molhada e notas de tostado. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos macios em equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca de boa intensidade com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou uma deliciosa lasanha de berinjela. 


O Rótulo

Vinho: Rio Sol Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Vale do São Framcisco
Produtor: Vinícola Santa Maria
Graduação: 13,5%
Onde foi comprada: Vinícola Santa Maria
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo, um portuga tranquilo

Provamos mais um exemplar português, o Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo, um vinho macio, com bom equilíbrio e pronto para ser bebido, prozudido pela Herdade da Farizoa, uma das quintas do grupo Companhia das Quintas, que conta ainda com outras 4 quintas: Quinta da Fronteira, Quinta do Cardo, Quinta de Pancas e Quinta da Romeira.
 
A Companhia das Quintas foi fundada em 1999 e, desde então, dedica-se exclusivamente à produção e comercialização de vinhos, espumantes e bebidas de elevada qualidade. Também desenvolve, desde sua criação, um plano de elevado dinamismo e inovação por meio de uma forte aposta nas mais elevadas técnicas de viticultura e enologia, o que a tornou uma das maiores empresas do setor em Portugal, com cerca de 400 hectares de vinha.
 
Herdade da Farizoa tem origem desconhecida. Porém, sabe-se que no século XVIII e parte do XIX, a propriedade pertenceu a uma das muitas ordens religiosas que viriam a se extinguir no ano de 1854. A vinícola possui um conjunto antigo de edificações, destacando-se um convento no qual se encontram referências a um passado de tradição vitivinícola. Na Herdade da Farizoa, encontram-se algumas das castas mais representativas da região do Alentejo, como a aragonez, uma variedade de grande qualidade, rica em taninos e que produz vinhos frutados, e a trincadeira, uma das varietais mais antigas e utilizadas no Alentejo.
 
A Herdade da Farizoa tem uma área de 60 hectares e está localizada na freguesia da Terrugem, integrada na sub-região de Borba, uma das três que constituem a Região Demarcada do Alentejo. O terreno, ligeiramente acidentado, torna fácil o trabalho na vinha, permitindo a total mecanização de algumas operações. O clima da região é caracterizado por primaveras e verões muito quentes e secos. Os valores relativos à insolação são muito elevados, particularmente no trimestre que antecede as colheitas, contribuindo para a perfeita maturação das uvas e para a qualidade dos vinhos.


Vamos ao vinho: visualmente mostrou cor rubi intensa, brilhante e a presença de lágrimas finas e rápidas. No nariz rico em aromas de frutas vermelha (cereja e ameixa), seguido de notas de cacau, café, tabaco e tostado. Em boca apresentou corpo médio com taninos redondos e em equilíbrio com a acidez e o álcool, com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Herdade da Farizoa Seleção do Enólogo
Tipo: Tinto
Casta: Aragonez, Touriga Nacional, Syrah e Alfrocheiro
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Herdade da Farizoa, Companhia das Quintas
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 78,00 (R$ 50,00 no Clube W)
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Polkura Syrah, um dos geniais vinhos do MOVI

Participamos na última segunda de mais uma edição do WINEBAR, um projeto pioneiro e inovador dos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Alexandre Frias (Diário de Baco), em que vinhos são apresentados com a presença de produtores, importadores, enólogos e outros, em uma transmissão on line ao vivo.

A iniciativa tem crescido e atraído a atenção de muitos e quem ganha com isso somos nós, pois a cada dia tem ficado mais interativo e interessante.

No dia 24 eles foram para Santiago, no Chile para entrevistar a Angela Mochi (Attilio & Mochi) e o Sven Bruchfeld (Polkura), que falaram pra gente sobre  o MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile.

O MOVI é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilham da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

O programa foi dividido em três blocos: o primeiro falando sobre os vinhos MOVI do Novo Chile; o segundo falando dos MOVI Clássicos; e por fim no terceiro bloco dos MOVI The Old is the new "new" (traduzido pelo Gil Mesquita como velho de espírito novo, o que lhe rendeu uma garrafa de vinho) que resgata as regiões tradicionais do Chile com um ponto de vista do MOVI.

O primeiro vinho que degustamos foi o Polkura Syrah, o qual faz parte do tema do primeiro bloco: Novo Chile, que nasceu como conceito a partir dos últimos 25 anos, onde está reunida toda exploração da região costeira como Casa Blanca e Limari, por exemplo. Aqui também acrescenta-se a uva Syrah e tudo de novo que apareceu nestes últimos anos.

E a paixão pela Syrah é o que melhor define o conceito da natureza da Polkura. E esta história iniciou-se em 1998, quando o enólogo Sven Bruchfeld, junto com seu amigo e colega de universidade Gonzalo Muñoz, sonhavam com projetos futuros para realizar em conjunto. Gonzalo estudava na Espanha e Sven trabalhava durante as vindimas nas diferentes regiões vitivinícolas do mundo. Um certo dia eles conversavam no sul da França e enquanto degustavam um Syrah de estilo mediterrâneo em uma das bodegas locais junto com um saboroso cordeiro com menta e alí definiram que esta cepa seria a base do seu futuro vinho.

Quando retornaram ao Chile se puseram a buscar o lugar mais propício para desenvolver um vinhedo que pudesse maximizar a qualidade das uvas e desta forma conseguir o vinho que tinha em mente. E assim em 2001, encontraram o lugar que sonhavam. Uma propriedade abandonada em Marchigüe, zona umbicada no extremo ocidental do Vale de Colchagua e que cumpria os requisitos de solo e clima necessários para cumprir o sonho do vinho que queriam fazer. Atualmente são 12 hectares de plantações e a primeira vindima ocorreu em 2004.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra, brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz mostrou notas de fruta negra, toques florais, de pimenta seca, de minerais e tostado, tudo muito bem integrado. Na taça um vinho potente, estruturado com os taninos enchendo a boca e excelente acidez, que juntos com os 14,7% de álcool deixam o vinho gastronômico e com bom potencial para evoluir em garrafa. Final de boca longo, elegante e com a repetição das notas olfativas.

Por aqui Fernanda preparou, para escoltar o vinho, um belo lombo paulista recheado com queijos, salame e pimenta.

O Rótulo

Vinho: Polkura
Tipo: Tinto
Castas: Syrah 91%, Malbec 5%, Cabernet Sauvignon 2%, Grenache Noir 1%, Viognier 1%, Tempranillo 1%
Safra: 2010
País: Chile
Região: Marchigue, Colchagua Valley
Produtor: Polkura
Enólogo: Sven Bruchfeld
Graduação: 14,7%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 15º


Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela Polkura através de seu importador no Brasil para degustação no WINEBAR.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os anos têm feito bem a este Casillero

Há alguns anos trouxemos de uma viagem quatro garrafas do Casillero del Diablo Reserva Privada 2008 e um dos intuitos de ter quatro garrafas do mesmo rótulo era o de acompanhar a evolução do mesmo em garrafa e que boa experiência tivemos.
 
Chegou a hora de falar da quarta e última garrafa desta beleza de vinho. Mais uma vez fomos surpreendidos, pois o vinho vem melhorando com o tempo de guarda e isto só confirma que a segunda garrafa apresentou algum problema, possivelmente com a vedação, fazendo com que o vinho amadurecesse mais rapidamente que as demais.
 
Novamente a rolha mostrou sinais de "fuga" do vinho: caminhos iam da parte interna da rolha até o início do segundo terço da mesma. Aí fiquei com as perguntas: rolha de qualidade ruim ou inapropriada para vinhos com algum tempo de guarda? Ou armazenamento inadequado, a adega não ofereceu as condições ideais para o vinho evoluir?
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi profunda, intensa e brilhante, com um halo levemente alaranjado e  lágrimas finas, abundantes e lentas, confirmando a alcunha  que lhe dei na terceira garrafa: "O Lacrimoso". No nariz mostrou boa complexidade aromática, com notas de fruta madura, seguido de notas de pimenta, alcaçus, chocolate, café, baunilha, balsâmico e elegante e perfeitamente integradas notas de tostado. Em boca o vinho repetiu a complexidade com taninos maduros e elegantes em equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa intensidade.
 
A harmonização ficou por conta  de um belo Steak au Poivre preparado por Fernanda e desta combinação pode-se dizer que ambos, prato e vinho, atingiram novos sabores, deixando a boca com aquele delicioso gostinho de quero mais.

O vinho não está entre os top chilenos, mas sem sombra de dúvida é um de grande equilíbrio e bom custo x benefício na sua faixa de preço.
 
O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Rio Sol Grand Prestrige Brut #aveclevin

Abrimos o nosso último encontro da Avec le Vin, na casa dos amigos Rodrigo e Carol, com um espumante produzido pela ViniBrasil no sertão pernambucano: o Rio Sol Grand Prestrige Brut.
 
O projeto Vinibrasil nasceu em 2002. A vinícola deu, desde o início, predominância para as castas Cabernet Sauvignon, Syrah, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão e Vinhão e as castas Tanat e Malbec, com destaque especial para Syrah, a casta que melhor se adaptou a região.
 
Para acompanhar a investigação in loco e potencializar os conhecimentos existentes a nível mundial foi realizado um protocolo com o Instituto Superior de Agronomia, da Universidade Técnica de Lisboa. De fato, este projecto tem tudo de novo: a região (sertão nordestino), o clima (semi-árido) e a latitude (paralelo 8). Tal como foi classificado por Jancis Robinson, este vinho não é do "Novo Mundo", mas sim de uma nova categoria chamada "Nova Latitude".
 
Na taça o vinho apresentou cor amarelo-palha, com reflexos dourados e perlage fina e de média duração. No nariz notas de frutas vermelhas, floral combinadas com toques sutis de levedura e pão tostado. Em boca mostrou acidez mediana, fruta cítrica, toques discretos de frutos secos e sutil picância. Um espumante um pouco pesado, contudo agradável e fácil de beber, apesar de ter final de boca curto e diminuta acidez.


O Rótulo
 
Vinho: Rio Sol Grand Prestrige
Tipo: Espumante
Casta: Syrah e Moscato
Safra: Não safrado
País: Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 6º

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo 2011

O Escudo Rojo é um daqueles vinhos que sempre paquerei e sempre fui deixando para outra oportunidade, sobretudo pelo preço que sempre estava maior que  o usualmente pago em vinhos, mas quando apareceu uma promoção na WINE eu não pude deixar passar a oportunidade de comprar uma garrafa.
 
O vinho é produzido pela Baron Philippe de Rothschild, no Vale do Maipo - Chile, fundada em 1853 e que produz anualmente 15 milhões de garrafas. O nome Escudo Rojo é a tradução da expressão "das rote schild" ou brasão vermelho, emblema original da família há séculos.
 
Trata-se de um corte de quatro castas tintas: Cabernet Sauvignon, Carménère, Cabernet Franc e Syrah e 50% do líquido amadureceu 12 meses em barricas de carvalho, dois fatores que por si só já contribuem para um rótulo com um caráter diferente dos usuais rótulos produzidos no Chile e boa parte dos países do novo mundo.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi intenso e lágrimas finas e abundantes. No nariz aromas de frutas maduras (cereja e ameixa), toque herbáceo (menta), pimenta, notas de especiarias, chocolate amargo e tostado. Em boca mostrou bom corpo e taninos redondos e em harmonia  com a acidez e o álcool. Final de boca longo e com a especiaria o tostado aparecendo no retrogosto.
 
A harmonização ficou por conta de uma lasanha de berinjela preparada por Fernanda e ficou simplesmente perfeito: elevou o vinho e o prato foi elevado por este.

O Rótulo
Vinho: Baron Philippe de Rothschild Escudo Rojo
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 35%, Carménère 38%, Cabernet Franc 2% e Syrah 25%
Safra: 2011
País: Chile
Região: Vale do Maipo
Produtor: Baron Philippe de Rothschild
Graduação: 14%
Onde comprar: WINE
Preço médio: R$ 44,00 (R$ 32,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 18º
Pontuações: 90 Pts Descorchados

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

LA Jovem Rosé 2013

 A Luiz Argenta estava na nossa lista de vinícolas a visitar na Serra Gaúcha, mas o curto tempo que tivemos não nos permitiu passar por lá e, como já prevíamos isso, resolvemos garantir alguns rótulos deles na Boutique de Gramado.
 
E um desses rótulos foi o LA Jovem Rosé 2013, que assim como os demais rótulos da linha Jovem possui uma garrafa com design moderno. As garrafas diferentes refletem o espírito da vinícola, que tem arquitetura moderna, e são exclusivas dos vinhos mais jovens e frutados, de consumo mais rápido. É impossível olhar uma garrafa da linha Jovem e não se apaixonar.
 
A Vinícola é considerada uma das mais belas do mundo e possui um avançado sistema de produção. Você encontra um pouco mais sobre ela clicando aqui, um post que fiz há um tempo sobre o vinho LA Jovem Shiraz.
 
Visualmente o vinho é encantador: sua garrafa é sinuosa e guarda 500ml de um líquido de uma linda cor vermelho cereja e com boa formação de lágrimas, não podendo deixar de falar da pequena e delicada rolha que fecha o conjunto visual com chave de ouro. No nariz mostrou aromas frutados e adocicados (cereja e morango), seguido por um perfumado e muito intenso toque de flores secas. Em boca apresentou corpo médio com taninos leves, macios e elegantes, além é claro de uma acidez refrescante.
 
Vinho para fim de tardes quentes em um parque ou na beira de uma piscina e para acompanhar, além da pessoa amada, frutos do mar pouco condimentados ou culinária japonesa.
 
O Rótulo

Vinho: LA Jovem
Tipo: Rosé
Castas: Pinot Noir e Shiraz
Safra: 2013
País: Brasil
Região: Altos Montes, Serra Gaúcha
Produtor: Luiz Argenta
Graduação: 12%
Onde comprar: Luiz Argenta
Preço médio: R$ 44,00
Temperatura de serviço: 10º

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vale dos Vinhedos em 1 dia

Seguindo nossa viagem pela Serra Gaúcha partimos para Caxias do Sul para podermos ficar mais próximo da Região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves. Nossa meta era visitar algumas vinícolas no período da tarde, porém caiu um temporal e não tivemos outra opção senão ficar em Caxias.
 
Com a melhora do clima chuvoso botamos o pé na estrada e partimos para Bento Gonçalves na manhã seguinte. Pegamos algumas informações no Turismo Bento, um posto de atendimento ao turista bem na entrada da cidade, próximo ao Pórtico.
 
Mapas na mão partimos para o Vale do Rio das Antas, onde fica a Vinícola Salton e um dos locais mais apreciados da região em virtude de sua paisagem natural ímpar, repleta de vales, rios e montanhas exuberantes.

Salton
 
Foi pela Vinícola Salton que iniciamos nossa maratona e por lá recomendamos que todos o façam. A empresa possui um qualificado atendimento ao público e oferece programas customizados de visitação, que iniciam às 9h30min e vão até às 17h.

 
Fomos guiados por profissional da área de Enologia e Turismo, a visitação foi fantástica, ímpar, impecável... Conhecemos as instalações de uma forma única iniciando por um vinhedo de Cabernet Sauvignon de 25 anos de idade situado bem a frente da belíssima sede e usado para teste de novos produtos para futuramente serem aplicados nos vinhedos.


Um dos destaques, que torna a Salton uma atraente opção turística é a facilidade de se passear pela vinícola, onde exclusivas passarelas aéreas foram construídas para possibilitar ao visitante acompanhar todo o processo produtivo de recebimento, elaboração, engarrafamento e amadurecimento dos produtos.

 
Durante a visita, além da passear pela área de produção fomos surpreendidos pelo talento de artistas da região, que reproduziram no teto pinturas que retratam o vinho em diferentes momentos da história da família.


A visita finda com uma degustação opcional no valor de R$ 10,00, os quais são revertidos para a compra de produtos na loja da vinícola. Como eu estava dirigindo só a Fernanda participou da prova de 7 diferentes rótulos: Salton Lunal Frisante, Salton Intenso Merlot-Tannat, Salton Talento, Salton Classic Cabernet Franc-Merlot-Ancellota Suave, Brasil Salton Intenso, Salton Moscatel e Salton Intenso Branco Licoroso.


Marco Luigi

Nossa segunda parada foi a pequena, mas muito agradável e elegante Marco Luigi, um vinícola familiar que tem sua história marcada pela chegada ao Brasil o patriarca Marco juntamente com seu filho Luigi.

Motivado pelo sonho e pelo amor ao bom vinho, surgiram de dentro da mata virgem os primeiros parreirais, plantados com mudas trazidas da própria Itália pelo patriarca da família, que produziram uvas de excelente qualidade e originaram os primeiros vinhos artesanais, primeiramente para consumo próprio.

Antiga sede da Vinícola.
Com o nascimento de seu neto, Marco Luigi, que herdou o amor e conhecimento pelo vinho, a produção de uvas aumentou, os vinhos passaram a ser comercializados na região e o sonho do patriarca tornou-se realidade. Com o tempo, Marco Luigi passou a ser reconhecido pela qualidade de seus vinhos e em 28 de Agosto de 1946 registrou a Vinícola e prosseguiu sua caminhada na arte do vinho.
 
 
Fomos recebidos por Franciele e Davi, que nos apresentou a vinícola, iniciando pelos parreirais e um pouco sobre como era a produção, passando pela vista externa da antiga casa do patriarca e da vinícola e findando pela atual sede, linha de produção e caves de amadurecimento.

Aqui é o paraíso: cave onde repousam as safras mais antigas.
Nossa visita terminou com a degustação dos vinhos: Marco Luigi Reserva Chardonnay, Marco Luigi Tributo Baginbox, Marco Luigi Tributo Touriga Nacional, Marco Luigi Reserva Marselan, Marco Luigi Grande Reserva Brut, Marco Luigi Tributo Brut, Marco Luigi Tributo Prosecco, Marco Luigi Tributo Demi-Sec e Marco Luigi Reserva Moscatel. Este serviço custa R$ 12,00 por pessoa e dá direito a uma taça personalizada.

Casa Valduga

Partimos para outra gigante: a Casa Valduga um empreendimento exemplar e de uma estrutura impecável que inclui além da vinícola, a Villa Valduga (complexo enoturístico com Enoboutique, Restaurantes e Pousadas) e a Casa Madeira (uma empresa artesanal, que elabora produtos 100% sadios e naturais, tais como: Geléias, doces e vinagres Balsâmicos à base de vinho).


A visita pelas instalações da vinícola inicia com um vídeo institucional que conta um pouco da história da empresa e de como são produzidos os vinhos. Depois seguimos para um mini museu onde estão o primeiro Cabernet Sauvignon e o primeiro trator da família. O passeio continua pelas caves de amadurecimento de tintos e brancos, de fermentação de espumantes e pela linha de produção, onde os vinhos são engarrafados.

O uso dessas belas toucas é obrigatório enquanto dentro da área
de produção para evitar contaminação.

 
O destaque da visita fica para a degustação dos vinhos, que é realizada bem no meio das caves onde repousam as garrafas e barricas de carvalho. Nos foram servidos os vinhos: Casa Valduga Identidade Premium Chardonnay, Casa Valduga Leopoldina Premium Merlot, Casa Valduga Identidade Premium Pinot Noir, Espumante Casa Valduga Reserva Brut e Espumante Casa Valduga 130.

 
Miolo

Fazemos aqui um parêntese para falar sobre a visita a Vinícola Miolo, um parêntese porque na realidade a visita a esta foi realizada como parte do passeio que fizemos na Maria Fumaça. Contudo, com uma boa organização e gerenciamento do tempo é possível incluir ela no roteiro de visitas de um dia pelo Vale dos Vinhedos.


Aqui a visita inicia-se pela sala que ficam as pipas onde ocorria o processo de fermentação, seguindo pelos tanques de inox e passando pela fantástica cave onde estão as barricas de carvalho, que para nós é o ponto alto da visita a Miolo, pois no ar pairam os deliciosos aromas do carvalho. Em seguida o enólogo nos guiou pelas caves onde os vinhos amadurecem já em garrafas e os espumantes passam pela segunda fermentação.

  

Outro ponto alto da visita é a degustação, a qual ocorre em uma belíssima sala desenhada especialmente para este fim, onde as bancadas ficam montadas e preparadas para uma ideal análise dos vinhos. Aqui degustamos: Miolo Reserva Chardonnay, RAR Tinto, Espumante Brut Cuvée Tradition, Espumante Demi-sec Cuvée Tradition, Testardy Syrah (esse é do Vale do São Francisco) e Lote 43.

Uma beleza de sala de degustação.

Don Laurindo

A parada agora é em outra vinícola familiar e que era uma das que mais ansiávamos visitar. A Don Laurindo é uma vinícola boutique que tem uma pequena produção, porém de vinhos com grande potencial de envelhecimento.


A história desta simpática vinícola iniciou em 1887, quando, procedente de Zévio, pequeno povoado na província de Verona, norte da Itália, chega a Bento Gonçalves Marcelino Brandelli. Em 1946, Cezar, filho de Marcelino, com sua família, adquiriram terras na localidade Oito da Graciema, onde se consolidaram na produção de uvas e vinhos, muito apreciados pelos vizinhos e amigos.


Esta tradição e a arte foram transmitidas de pai para filho. Laurindo, filho de Cezar, esmerou seus conhecimentos juntamente com o filho Ademir que formou-se em enologia e passaram a produzir e a elaborar vinhos finos de castas nobres. Em 1991 Laurindo resolveu institucionalizar a venda de seus vinhos, criando a Vinhos Don Laurindo LTDA.


As instalações nos foram apresentadas por Lucas Brandelli, filho de Ademir Brandelli, que nos explicou brevemente como são produzidos os vinhos e nos levou para a sala de degustação e loja, que ficam bem ao lado das caves onde os vinhos amadurecem em barricas de carvalho e próxima de onde repousam vinhos com 20 - 30 anos de idade.

Por trás destas grades repousam alguns tesouros.
Pela visita e degustação dos vinhos paga-se uma taxa simbólica de R$ 15,00, que é dispensada caso os visitantes adquiram algum produto na vinícola.

Cave de Pedra

Próxima parada: Cave de Pedra, uma jovem vinícola, fundada em 1997, com uma belíssima sede cosntruida em pedra basalto inspirada nos castelos medievais, que além de ser belo e exótico para a região, ajuda a manter uma temperatura mais amena ideal para o amadurecimento dos vinhos.


A vinícola elabora um volume reduzido de vinhos e espumantes, a menor produção dentre as que visitamos, em uma média de 1000 garrafas por vinho. A especialidade é a elaboração de vinhos espumante pelo métodos champenoise.


Além deste diferencial da pequena produção os apaixonados pelo produto da fermentação do fruto das videiras podem casar-se nas instalações... imagine só ver sua noiva chegando ao altar passando pelas caves de amadurecimento... um sonho, não?

 
Fique atento ao horário de funcionamento: a vinícola fecha às 17h, mas a última visitação inicia-se às 16h; após este horário só é possível visitar a loja.
 
Vinhedo em estado de dormência, repondo os nutrientes e preparando-se
para a nova safra.

Lidio Carraro

Quando a noite já estava por chegar aportamos na última vinícola de nossa maratona: a Lidio Carraro, que ganhou imensa notoriedade por ter sido escolhida pela FIFA para ser a produtora oficial do vinho da Copa do Mundo de 2014, o Faces (tinto, branco e rosé).


A Lidio Carraro é uma vinícola boutique e sua história remota para o ano de 1875 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos, porém só em 2001 ocorre, após muitos anos de estudo, a fundação da empresa.

Uma das marcas registradas da Carraro é a de que nenhum de seus rótulos passa por amadurecimento em barrica de carvalho com o intuito de manter as características das uvas. A partir dos parreirais do Vale dos Vinhedos é produzido apenas o Lidio Carraro Grande Vindima Quorum, um corte das castas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Os demais rótulos são provenientes de uvas dos seus 200 hectares em Encruzilhada do Sul.

Ao contrário de todas as outras vinícolas a visita desta é realizada através de uma exposição audiovisual, onde um dos funcionários nos passa a história da vinícola e de como são produzidos os vinhos. Ao fim da exposição passamos para a degustação dos vinhos: Faces Branco, Faces Tinto, Agnus Merlot, Elos Touriga Nacional-Tannat e Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2006.


Fomos muito felizes em cada uma das visitas que fizemos e, para um dia, creio que tenhamos batido um record e mesmo não tendo visto tudo que queríamos voltamos de lá muito satisfeitos e já sonhando voltar e passar por todas vinícolas que não pudemos visitar.