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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Visan Côtes du Rhône Villages 2007 #cbe

Começo de mês é aquele momento especial e que foi aguardado com ansiedade, em que vários blogueiros escrevem sobre um vinho dentro tema específico escolhido por um dos confrades da primeira e única confraria virtual do Brasil: a CBE.
 
O tema do mês foi: "Um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha", uma escolha muito legal do Cristiano Orlandi do Blog Vivendo Vinhos.
 
Para o tema abri o Visan, um corte de Grenache, Carignan e Syrah da AOC Côtes du Rhône Villages, da sub-região de Côtes du Rhône Meridional.
 
A região da Côtes du Rhône é quase uma continuação da Bourgogne, ao sul de Lion, e divide-se em duas sub-regiões, Setentrional e Meridional. Como o nome indica, toda a região se desenvolve nas encostas do rio Rhône e seu entorno. Nesta se produzem principalmente vinhos tintos, mas existem alguns rosés e brancos.
 
A denominação Côtes du Rhône pode ser utilizada em 171 diferentes municípios localizados ao longo do Vale do Rhône, Norte e Sul. Já a denominação Côtes du Rhône-Villages significa uma distinção permitida somente em 95 desses distritos, todos localizados no Rhône do Sul. Ao todo, 21 diferentes cepas são autorizadas nos vinhos de Côtes du Rhône. Grenache é uma das grandes estrelas da região. Muitos dizem que ela é a "carregadora de piano" dos vinhos cortados e deve constituir pelo menos 40% das uvas utilizadas na produção dos tintos (exceto para os Syrah do Norte).

O vinho que escolhi é produzido pela Domaine des Grands Devers, cuja propriedade compreende 62 hectares de vinha plantada, sobretudo nas encostas e morros. Totalmente cercado por uma densa floresta de carvalhos e trufas os  vinhedos se beneficiam de uma posição única, protegida dos ventos do norte e do sul, fato este que controla a influência do ambiente externo.

Mas chega de conversa e vamos ao líquido.

Visualmente apresentou cor rubi âmbar com halo alaranjado e lágrimas grossas e lentas. No nariz os aromas de fruta praticamente inexistiam e deram lugar a um bouquet de boa qualidade, contudo, média-pequena intensidade onde pude preceber notas de pimenta seca, cravo, alcaçuz, alcatrão, balsâmico e terrosas. Em boca mostrou corpo médio com taninos maduros, boa acidez e o álcool sobresaindo-se discretamente. Final de boca seco, com leve adstringência e média persistência e repetição da especiaria e do alcatrão no retrogosto.

Apesar de ainda serem perceptíveis alguns interessantes aromas, nitidamente o vinho já entrou em declínio, mas foi uma boa experiência.

Para harmonizar Fernanda nos preparou aspargos com presunto tipo parma e molho de gorgonzola e também uma adaptação da receita do Boeuf a Wellington, onde o filé mignon bovino foi substituído pelo suíno.


O Rótulo

Vinho: Visan Côtes du Rhône Villages
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Carignan e Syrah
Safra: 2007
País: França
Região: Côtes du Rhône Villages, Côtes du Rhône
Produtor: Domaine des Grands Deevers
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 55,00
Temperatura de serviço: 16°

sábado, 23 de maio de 2015

Fortant de France Terroir Littoral Grenache Rosé 2013

Fernanda tem uma predileção pelos vinhos brancos e rosés, então não pensei duas vezes em retirar da adega o Rosé Fortant de France Terroir Littoral Grenache para acompanhar um jantarzinho surpresa que preparei no seu aniversário.
 
O vinho é produzido pela Fortant de France, uma vinícola fundada em 1987 e que possui um foco especial na produção de vinhos varietais, como é o caso deste rosé que é produzido 100% com a tinta Grenache (Garnacha na Espanha), a qual geralmente é utilizada em cortes pelo fato de possuir pouca acidez, taninos e cor.
 
A Grenache é a variedade mais plantada no sul do vale do Rhône, especialmente no Châteauneuf-du-pape onde costuma representar em torno de 80% do corte. Na Austrália é normalmente misturada com a Shiraz (Syrah) e Mourvedre, corte conhecido como "GSM". A Grenache é também muito usada para vinhos rosé, na França e na Espanha, notadamente na denominação Tavel em Côtes du Rhône. Seus vinhos costumam ser apimentados, com aromas de frutas negras, taninos macios e relativamente alto nível de álcool.
 
Visualmente o vinho apresentou cor cobre, tipo casca de cebola. No nariz aromas delicados de frutas vermelhas, rosas, sutil herbáceo e pimenta seca. Em boca um vinho equilibrado com taninos leves e boa refrescância. Final de boca de média persistência com a fruta e a mimenta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho leve, delicado e com uma interessante picância que caiu como uma luva com camarões ao molho de queijos, arroz de curry e batatas souté e é claro, harmonizou perfeitamente com a companhia da minha amada e a felicidade de celebrar mais uma ano de vida dela.
 


O Rótulo

Vinho: Fortant de France Terroir Littoral
Tipo: Rosé
Castas: Grenache
Safra: 2013
País: França
Região: Languedoc-Roussillon
Produtor: Fortante de France
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 49,00 (R$ 35,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 10°

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Polkura Syrah, um dos geniais vinhos do MOVI

Participamos na última segunda de mais uma edição do WINEBAR, um projeto pioneiro e inovador dos blogueiros Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Alexandre Frias (Diário de Baco), em que vinhos são apresentados com a presença de produtores, importadores, enólogos e outros, em uma transmissão on line ao vivo.

A iniciativa tem crescido e atraído a atenção de muitos e quem ganha com isso somos nós, pois a cada dia tem ficado mais interativo e interessante.

No dia 24 eles foram para Santiago, no Chile para entrevistar a Angela Mochi (Attilio & Mochi) e o Sven Bruchfeld (Polkura), que falaram pra gente sobre  o MOVI - Movimento dos Vinhateiros Independentes do Chile.

O MOVI é uma associação produtores chilenos, que desde 2009, compartilham da mesma paixão e pensamento: produzir vinhos com grande qualidade, em produções limitadas, de forma livre, sustentável e refletindo a personalidade do terroir local. Seus vinhos podem ser chamados de Vinhos de Autor ou Vinhos de Garagem. É uma alternativa aos grandes produtores de vinhos do Chile. Para isso, eles se esforçam em divulgar sua mensagem, e mostrar vinhos em que a personalidade do produtor e do solo está em cada garrafa.

O programa foi dividido em três blocos: o primeiro falando sobre os vinhos MOVI do Novo Chile; o segundo falando dos MOVI Clássicos; e por fim no terceiro bloco dos MOVI The Old is the new "new" (traduzido pelo Gil Mesquita como velho de espírito novo, o que lhe rendeu uma garrafa de vinho) que resgata as regiões tradicionais do Chile com um ponto de vista do MOVI.

O primeiro vinho que degustamos foi o Polkura Syrah, o qual faz parte do tema do primeiro bloco: Novo Chile, que nasceu como conceito a partir dos últimos 25 anos, onde está reunida toda exploração da região costeira como Casa Blanca e Limari, por exemplo. Aqui também acrescenta-se a uva Syrah e tudo de novo que apareceu nestes últimos anos.

E a paixão pela Syrah é o que melhor define o conceito da natureza da Polkura. E esta história iniciou-se em 1998, quando o enólogo Sven Bruchfeld, junto com seu amigo e colega de universidade Gonzalo Muñoz, sonhavam com projetos futuros para realizar em conjunto. Gonzalo estudava na Espanha e Sven trabalhava durante as vindimas nas diferentes regiões vitivinícolas do mundo. Um certo dia eles conversavam no sul da França e enquanto degustavam um Syrah de estilo mediterrâneo em uma das bodegas locais junto com um saboroso cordeiro com menta e alí definiram que esta cepa seria a base do seu futuro vinho.

Quando retornaram ao Chile se puseram a buscar o lugar mais propício para desenvolver um vinhedo que pudesse maximizar a qualidade das uvas e desta forma conseguir o vinho que tinha em mente. E assim em 2001, encontraram o lugar que sonhavam. Uma propriedade abandonada em Marchigüe, zona umbicada no extremo ocidental do Vale de Colchagua e que cumpria os requisitos de solo e clima necessários para cumprir o sonho do vinho que queriam fazer. Atualmente são 12 hectares de plantações e a primeira vindima ocorreu em 2004.

Visualmente o vinho apresentou cor rubi escura, quase negra, brilhante com boa formação de lágrimas. No nariz mostrou notas de fruta negra, toques florais, de pimenta seca, de minerais e tostado, tudo muito bem integrado. Na taça um vinho potente, estruturado com os taninos enchendo a boca e excelente acidez, que juntos com os 14,7% de álcool deixam o vinho gastronômico e com bom potencial para evoluir em garrafa. Final de boca longo, elegante e com a repetição das notas olfativas.

Por aqui Fernanda preparou, para escoltar o vinho, um belo lombo paulista recheado com queijos, salame e pimenta.

O Rótulo

Vinho: Polkura
Tipo: Tinto
Castas: Syrah 91%, Malbec 5%, Cabernet Sauvignon 2%, Grenache Noir 1%, Viognier 1%, Tempranillo 1%
Safra: 2010
País: Chile
Região: Marchigue, Colchagua Valley
Produtor: Polkura
Enólogo: Sven Bruchfeld
Graduação: 14,7%
Onde comprar: Premium Wines
Preço médio: R$ 100,00
Temperatura de serviço: 15º


Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela Polkura através de seu importador no Brasil para degustação no WINEBAR.

domingo, 7 de setembro de 2014

Espumante Les Amis Brut Rosé #winebar #expand

Degustação virtual? Como assim? É isso o que inúmeros blogueiros do Brasil fazem no WINEBAR. Ainda não entendeu? Então deixar eu explicar melhor.
 
O Daniel Perches (Vinhos de Corte) e o Alexandre Frias (Diário de Baco) são os idealizadores dessa idéia fantástica em que um produtor, importador ou representante envia 1 ou mais vinhos para os blogueiros e em uma data previamente agendada estes vinhos são apresentados e degustados em uma transmissão on line ao vivo com interação entre todos os envolvidos, uma oportunidade fantástica de trocar idéias e aprender mais sobre o mundo do vinho com pessoas dos mais variados cantos do Brasil.
 
No último dia dois participamos de mais um WINEBAR e os vinhos foram os franceses da Les Amis importados e comercializados pela Expand. Para apresentar os rótulos o Daniel Perches entrevistou o Otávio Piva de Albuquerque, fundador da importadora.

Os vinhos "Les Amis" são provenientes da união de alguns vinicultores franceses, 8 amigos para ser mais exato, proprietários de propriedades e empreendimentos vinícolas em diversas regiões da França e que juntos lançam vinhos sob os rótulos "Les Amis".

Para não ficar longo e cansativo neste post vou falar apenas de um dos três rótulos degustados: o Espumante Les Amis Brut Rosé, um varietal Grenache produzido com uvas provenientes do vinhedo de Var, na região da Provance, em uma área que recebe chuvas intensas no outono e na primavera e os verões são secos e quentes.

Visualmente o espumante apresentou uma linda cor salmão / cobre (casca de cebola), boa formação de espuma e um perlage absurdamente intenso (vide imagem acima). No nariz delicado e elegante, mostrando morango, damasco e discreto fermento. No palato leve e de excelente acidez e frescor com um final de boca agradável e de média intensidade.

Eu e Fernanda degustamos esse agradável espumante com algumas das belezas de sushis da Temakeria Tower Coni, dos amigos Alex e Talita e a harmonização foi perfeita, inclusive com um Tower Croc, um Koni frito delicioso.
 

O Rótulo

Vinho: Les Amis
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Grenache
Safra: Não safrado
País: França
Região: Provence
Produtor: Les Amis
Graduação: 11,5%
Onde comprar: Expand
Preço médio: R$ 65,00
Temperatura de serviço: 8º




Nota:

Este vinho foi gentilmente enviado pela Expand para degustação no WINEBAR.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence 2012 #cbe

A Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE chega a sua octogésima sexta edição e o blog ao vigésimo quarto vinho degustado especialmente para a única confraria virtual do país.
 
O tema do mês foi sugerido pelo Alexandre Frias do Diário de Baco, que mandou ver dizendo: "aproveitando esse inicio da primavera, minha sugestão é um Rosé do Velho Mundo, sem limite de preço".
 
Os vinhos rosés, apesar de agradarem, sobretudo nesses dias tórridos que vieram de mala aqui para a Veneza pernambucana, não são muito fáceis de se encontrar, então fui garimpar e a minha escolha veio da região da Provence, famosa pelos seus rosés e por ser o berço destes vinhos.
 
O Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence 2012 é um DOC produzido pela vinícola Damaine de Paris, propriedade da família Brun desde 1900, e está situado nos municípios de Gonfaron e Pignans, nas encostas interiores do maciço dos Mauros.

O vinho é produzido com quatro castas tintas: grenache, syrah, cinsault e carignan, provenientes de videiras com 30 anos de idade.

O vinho vem uma garrafa de formato diferente e rótulo pequeno e delicado, dando ao conjunto uma boa elegância. O líquido mostrou uma cor salmão bem clara, com lágrimas grossas e lentas. Bouquet intenso, com notas de frutas vermelhas, toque floral e delicada nota especiada. Em boca mostrou boa acidez e frescor, com repetição das notas olfativas. Final de boca de boa intensidade, refrescante e com toques minerais aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de gostar e beber: rapidinho a garrafa ficou vazia.

O Rótulo

Vinho: Domaine de Paris Flûte À Corset Cotês de Provence
Tipo: Rosé
Castas: Grenache (40%), Syrah (30%), Cinsault (20%) e Carignan (10%)
Safra: 2012
País: França
Região: Provence
Produtor: Les Vins Breban
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço médio: R$ 46,00
Temperatura de serviço: 10º

sábado, 19 de outubro de 2013

Barton & Guestier Passeport Côtes-du-Rhône 2011

Já degustei vários rótulos deste tradicional produtor francês, mas este, que é produzido na região do Rhône, foi sem sombra de dúvida, um dos melhores, senão o melhor desta vinícola que já tive a oportunidade de degustar. Na taça: potência e elegância a um excelente custo versus benefício.

O Vale do Rhône é a região vinícola mais antiga da França. O rio que lhe empresta o nome nasce nos Alpes suíços, atravessa o centro da França e encontra o mar Mediterrâneo na cidade de Marselha. Ao longo dos seus quase 200 km de extensão (de norte a sul) diferentes tipos de solos e estilos de vinhos podem ser encontrados. Devido a essa diversidade, costuma-se dividir o vale em duas partes: Norte (Setentrional) e Sul (Meridional).

A principal uva tinta dessa região é a Syrah. Ela origina vinhos de cor intensa, robustos e de longa guarda. Os aromas mais marcantes são de: Framboesa, Violeta, Pimenta e Couro. Podemos dizer que a grande maioria de seus vinhos tem um caráter "masculino".

Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi intensa e profunda, lágrimas densas e lentas. No nariz um bouquet muito rico e intenso, com notas de cereja, groselha, especiarias e tabaco. Em boca mostrou-se concentrado e bem estruturada, com taninos potentes, porém já domados - macios. Final de boca equilibrado mostrando um bom equilíbrio e repetindo a especiaria e a fruta.

Degustei com Fernanda e harmonizamos como uma boa pizza de costela suína prensada e queijo gruyère, dando um bom casamento.


O Rótulo

Vinho: Barton & Gustier Côtes-du-Rhone
Tipo: Tinto
Castas: Syrah e Grenache
Safra: 2011
País: França
Região: Côtes-du-Rhône
Produtor: Barton & Gustier
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 36,00
Temperatura de serviço: 16º

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eclat du Rhône 2011

Quem está em Recife e quer experimentar uma boa comida a um excelente custo versus benefício não pode deixar de visitar o Restaurante-Escola SENAC.
 
Situado em uma região central de da capital pernambucana, foi fundado em 1970 conta com um buffet variado, ambiente aconchegante e uma boa música ao vivo. O restaurante possui uma carta de vinhos com boas opções de rótulos de várias regiões vitivinícolas do mundo.
 
Na última sexta eu e os amigos Juberlan e Rejane fomos almoçar lá e degustamos o francês Eclat du Rhône, um assemblage tinto sem passagem por barrica.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi clara e brilhante, com boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha madura e notas especiadas. Em boca repetiu o apresentado no olfato, com taninos suaves, boa a cidez e álcool sobrando um pouco. Final de boca doce de média intensidade. Um tinto simples e fácil de beber e que vai bem com alimentos pouco condimentados.

O Rótulo

Vinho: Eclat du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah e Mourvedre
Safra: 2011
País: França
Região: Côtes du Rhones
Produtor: Moncigale
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Restaurante SENAC
Preço médio: R$ 40,00
Temperatura de serviço: 16º
Premiações: Medalha de Prata no Decanter World Wine Awards
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Cave de Ladac Côtes du Rhône 2009

Os vinhos franceses, por mais simples que sejam, sempre são líquidos agradáveis. Não foi diferente com o Cave de Ladac Côtes du Rhône, vinho proveniente de uma das mais famosas regiões vitivinícolas da França e de onde provém vinhos jovens, delicados, fáceis de beber e com um bom custo versus benefício.

Visualmente o rótulo mostrou uma cor rubi alaranjada, mostrando sua evolução já aos quatro anos de vida; lágrimas em pequena quantidade e que escorreram lentamente pelas paredes da taça. No nariz seu bouquet é muito delicado e tem a fruta vermelha em evidência, mas também notas de especiarias (café e pimenta) e notas de alcaçuz. Em boca repetiu a delicadeza e suavidade do nariz e repetiu a fruta e a pimenta. Final de boca seco e suave de média persistência.
 
Um rótulo simples, bem feito e que já está passando da hora de se degustar. Boa pedida para o happy hour acompanhado de pratos leves e puco condimentados.
 
O Rótulo
 
Vinho: Cave de Ladac Côtes du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Syrah, Grenache e Mourvedre
Safra: 2009
País: França
Região: Côtes du Rhône
Produtor: Compagnie Vinicole  de Bourgongne
Graduação: 12,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 16º

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Aqui nasceu o Rosé - Domaine de Pontfract 2011 #CBE

No início do ano, alguns dias após completar meu primeiro ano de vida como membro da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, recebi um honroso presente: o de mandar o tema de janeiro, referente a edição de número 77 da única confraria virtual do Brasil.
 
Alguns diferentes temas passaram pela minha mente e então, como por um lampejo, lembrei-me de que havia visto um vinho rosé de cor delicada, elegante e atraente, fui pesquisar e vi que tais vinhos eram provenientes da região francesa da Provence, a qual é considerada o berço do vinho rosé.
 
Aliando o calor quase insuportável que tem feito aqui em Recife a história por trás destes vinhos, sugeri o tema: "As temperaturas deste verão estão escaldantes então vamos nos refrescar a beira da piscina, de um lago, na praia, no conforto do lar... degustando um autêntico vinho Rosé da Provence".
 
Antes de falar do vinho que escolhi permitam-me trazer algumas linhas sobre a história dos vinhos da Provence.
 
Aqui nasceu o Rosé
 
Há 26 séculos, os gregos de Phocea, que fundaram Marselha, trouxeram a Provence a cultura da videira e do vinho. Naquela época o vinho era de cor clara e essa tradição se aprimorou até os dias de hoje. Desta forma, a Provence é considerada o mais antigo vinhedo francês e o rosé o mais antigo vinho do mundo.
 
Terra generosa e de contrastes, luminosa e acolhedora, a Provence abriga um mundo vinícola que possui a marca do seu terroir e que faz um vinho à sua imagem.

Aque são produzidos rosés luminosos e vivos, às vezes maliciosos e turbulentos, brancos elegantes e saborosos, tintos calorosos e potentes.

As castas usulamente utilizadas nos vinhos da região são: tintos e rosés: Syrah, Grenache, Mourvèdre, Cinsault, Tibouren, Carignan. Brancos : Rolle, Sémillon, Clairette, Ugni Blanc.
 
As regiões são subdivididas em: Cotês de Provence, Coteaux d´Aix-en-Provence e Coteaux Varois en Provence; o meu rótulo é da primeira região, sobre a qual trancrevo mais algumas linhas.
 
AOC Côtes de Provence
 
A área de produção da denominação AOC Côtes de Provence se estende de Aix-en-Provence até Nice, sobre 3 departamentos: o Var, o Bouches du Rhône e um enclave nos Alpes Marítimos, sendo 84 municípios em 20.500 hectares.
 
 
Geologia

O terroir da denominação Côtes de Provence tem uma geologia complexa, já que apresenta desde solos calcários (Norte e Leste), cristalinos (Sul e Oeste) e vulcânicos ao extremo leste sobre o terroir de Fréjus. O clima é globalmente mediterrâneo, mas as diferenças em função do relevo e da influência do mar são importantes.

Um mosaico de “terroirs”

Devido a grande variedade do terroir, não existe apenas um, mas sim muitos tipos de Côtes de Provence, tendo cada um sua personalidade geológica e climática. O reconhecimento dos diferentes “terroirs” é, portanto uma etapa decisiva em direção a um refinamento da qualidade.
 
Cinco grandes zonas naturais constituem a denominação e dentro delas são delimitadas três denominações de terroir: Saint-Victoire, Fréjus e La Londe.
 
O vinho que escolhi é o Domaine de Pontfract, produzido pelo Les Vins Bréban em uma propriedade que está com a família há 3 séculos, localizado há poucos km de Brignoles. O vinhedo de 20 ha está localizado num terroir calcário muito ensolorado.

Vinho de sangria e de vinificação moderna com o controle permanente da temperatura. As vindimas são mecânicas e a produção média anual é de 100.000 garrafas.
 
O vinho podia ser tranquilamente degustado como um aperitivo, mas eu preferi harmonizar com uma Paella, um prato simples de fazer e que caiu bem com o refrescante e gastronômico Domaine de Pontfract 2011. Degustei o vinho no conforto do meu lar em uma almoço em família no último domingo, mas cairia perfeitamente em um dos outros locais que sugeri no tema.
 
Sem mais delongas, passemos a análise degustativa do vinho!
 
Visualmente muito delicado, com uma bela garrafa com inscrições em alto relevo. Vinho de cor salmão bem clara. No nariz mostrou um bouquet intenso, com notas de frutas vermelhas (morango e cereja) e também frutos brancos maduros (pêra e pêssego), seguido de toques de damasco e especiarias. Em boca repetiu a fruta vermelha e mostrou também notas especiadas muito interessantes, com elegantes e delicadas notas de fermento. Final de boca de boa intensidade, refrescante e agradável.
 
O Rótulo

Vinho: Domaine de Pontfract
Tipo: Rosé
Castas: Grenache 60%, Cinsault 30% e Carignan 10%
Safra: 2011
País: França
Região: AOC Côtes de Provence
Produtor: Les Vins Bréban S.A.
Graduação: 13%
Onde comprar: Lacomex
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 8º
Premiações: Médaille d’Or Concurso Geral de Paris em 2012

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cuvée Laurent Brut Rosé Prestige

É impossível ver um vinho rosé da região da Provence, França e não ficar encantado com sua cor delicada e que muito difere dos rosés das demais regiões do mundo.
 
O Cuvée Laurente Brut Rosé Prestige é produzido pela Les Vins Bréban, uma empresa familiar baseada em Brignoles no centro da Provence, e comercializa há 3 gerações vinhos de Domaines e Châteaux, engarrafados ou na vinícola ou na unidade de engarrafamento em Brignoles. A gama da Les Vins Breban oferece cerca de 50 vinhos diferentes representativos da Provence e oriundos des Côtes de Provence, Coteaux Varois en Provence, Coteaux d’Aix en Provence, Bandol, vinhos do país do var, vinhos de Corsega, bem como vinhos espumantes, cujos 80% são rosés.
 
O espumante é produzido a partir da Grenache, varietal tradicional da Provence, originados de vinhas no Var. Para a produção deste rosé todos os cuidados são tomados, iniciando pela escolha da melhor data para a colheita. A finalização do processo ocorre com fermentação por 30 dias em tanques  e logo depois é filtrado e então engarrafado.
 
O vinho mostrou uma bela cor salmão com reflexos alaranjados e uma perlage delicada, fina e constante. No nariz um bouquet muito complexo e elegante, observando-se notas de frutas maduras (morango, pêssego, nectarina) e delicadas nuances de pão tostado. Em boca mostrou-se muito suave, refrescante e uma cremosidade muito delicada; repetiu a fruta e das notas de pão. Final de boca seco, refrescante e de boa persistência.
 
Degustei com minha amada e a harmonização ficou por conta da culinária japonesa. Um espumante de excelente custo versus benefício e que vai muito bem com o calorão que está fazendo por aqui.

O Rótulo

Vinho: Cuvée Laurent Brut
Tipo: Espumante Rosé
Castas: Grenache
Safra: Não safrado
País: França
Região: Côtes de Provence (Provence)
Produtor: Les Vins Bréban S.A.
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Lacomex
Preço médio: R$ 35,00
Temperatura de serviço: 6º - 8º

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Passeio Enológico por Portugal: Casa de Sabicos

Detentora de uma casa agrícola com uma considerável área vitícola e uma adega tradicional herdada dos seus antepassados, a Avó Sabica cultivou nos seus filhos e netos o prazer de fazer e beber bons vinhos. Esta senhora foi uma mulher sábia, decidida e detentora de um extraordinário poder de aglutinação.

Em meados do século XIX, ela e os seus oito filhos produziam vinhos individualmente. A D. Sabica promovia então uma saudável competição em casa. Todos os anos era realizado um concurso que elegia entre eles o melhor vinho da família.

Quase dois séculos depois, dos mesmos solos, de vinhas com as mesmas castas, surge um novo vinho, através do qual, bisnetos e trinetos procuram preservar os tesouros que os vinhos da Avó Sabica escondiam. O Casa de Sabicos é disso um testemunho e simultaneamente uma homenagem àquela grande senhora.

A tradição familiar, somada aos mais de 30 anos de experiência do Eng. Joaquim Madeira no acompanhamento das vinhas e aos conhecimentos do enólogo Paulo Laureano, só poderia resultar em vinhos de qualidade superior, com preços competitivos. Os vinhos da safra 2001 esgotaram-se em poucos meses no mercado português. Em 2004, foi construída uma bonita e bem equipada adega, no meio das vinhas, o que contribuiu para a melhoria da já elevada qualidade dos vinhos deste produtor. Neste mesmo ano foi eleito pela Revista de Vinhos portuguesa “Produtor Revelação do Ano”, um dos prêmios mais disputados entre os produtores de vinho de Portugal.
 
Desta vinícola tivemos a oportunidade de degustar o Montoio Tinto 2009, o Casa de Sabicos Reserva Tinto 2007, o Joaquim Madeira Tinto 2007 e o emblemático Avó sabica 2004.
 
Montoito Tinto 2009
 
Vinho de entrada da Casa de Sabicos, com estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Montoito é uma pequena aldeia localizada a 35 Km de Évora, a capital do Alentejo. Nesta charmosa aldeia mora boa parte da família paterna do Manuel, o sócio da Adega Alentejana junto com a sua esposa. Em todas as viagens do Manuel a Portugal, Montoito é parada obrigatória de pelo menos 2 dias. Os primos do Manuel, Joaquim Madeira e Graça, são proprietários da Casa de Sabicos localizada a 2km de Montoito. O bonito rótulo desta garrafa é uma aquarela de autoria da Graça. Nela estão retratados o coreto, a igreja e a sua torre com os sinos localizados na praça principal de Montoito.

O vinho mostrou uma cor rubi vermelha, intensa e brilhante e uma boa formação de lágrimas. No nariz aromas de frutos vermelhos e leve toque de madeira. Em boca apareceu com taninos macios e uma boa acidez intensa. A fruta aparece no retrogosto. Um vinho com boa estrutura e com final de corpo de boa intensidade, suportando ainda alguns anos de guarda.

O Rótulo

Vinho: Montoito
Tipo: Tinto
Casta: Alicante Bouchet, Aragonez e Trincadeira
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Casa de Sabicos
Enólogo: Joaquim Madeira
Graduação: 14,5%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16 graus
 
 
 
Casa de Sabicos Reserva Tinto

Este é uma vinho mais elaborado e que além das castas presentes no nontoito conta também com a Cabernet Sauvignon. Passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês.

O rótulo mostrou uma cor rubi intensa, com lágrimas abundantes finas e lentas. No nariz mostrou-se intenso com a fruta vermelha aparecendo em evidência, seguida por notas elegantes de baunilha, fumo e café. Em boca mostrou grande volume, com notas de fruto fresco, de balsâmico e couro, final de corpo longo e intenso.

O Rótulo

Vinho: Casa de Sabicos Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Alicante Bouchet, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Trincadeira
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Casa de Sabicos
Enólogo: Joaquim Madeira
Graduação: 14%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 60,00
Temperatura de serviço: 16 graus

 
 
Joaquim Madeira Tinto 2007

O Eng. Joaquim Madeira é um romântico. Com este vinho ele simplesmente reproduziu os vinhos da década de 60, com muitas castas, uvas maduras e fermentações muito lentas (a fermentação alcoólica deste vinho durou 33 dias !). A única alteração foi o uso do controle de temperatura nas fermentações, tecnologia não disponível em 1960. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho português. Este vinho elegante e com boa estrutura deverá continuar a evoluir nos próximos 10 a 15 anos.
 
O vinho mostrou uma cor rubi intensa e profunda, com boa formação de lágrimas nas paredes da taça. No nariz apareceu muito complexo, mostrando um pouco de fruta em compotas e fruta seca, notas sutis de chocolate e de madeira. Em boca  mostrou-se macio, frutado, muito equilibrado. Final de boca longo e persistent, juntamente com a excelente acidez.

O Rótulo

Vinho: Joaquim Madeira
Tipo: Tinto
Casta: Alfrocheiro, Alicante Bouchet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Carignan, Castelão, Crato, Grand Noir, Grenache, Moreto, Pinot Noir, Tinta Caiada, Touriga Nacional e Trincadeira
Safra: 2007
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Casa de Sabicos
Enólogo: Joaquim Madeira
Graduação: 15%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 120,00
Temperatura de serviço: 16 graus
Avó Sabica 2004

O nome deste vinho de altíssima qualidade é uma justa e merecida homenagem dos bisnetos Joaquim Madeira e Graça Ramalho à sua Avó Sabica, uma senhora que viveu no século XIX e é muito admirada até os dias de hoje. Recebeu a nota 18, numa escala de 0 a 20, da conceituada Revista de Vinhos de Portugal. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês. Foram produzidas apenas 4.800 garrafas numeradas.

Esse foi sem sombra de dúvida o melhor vinho degustado durante o passeio enológico por portugal. Um vinho com 8 anos de vida, mas ainda com muita potência e grande potencial para guarda.

Apresentou uma cor rubi, lágrimas abundantes e que escorriam lentamente pelas paredes da taça. No nariz mostrou-se muito complexo e intenso, rico em notas de frutas escuras, com notas de ervas e especiarias. Em boca, muito encorpado rico e cremoso, sobressaindo o caráter austero e firme. O álcool não aparece e está muito integrado aos taninos poderosos e a bela acidez, a qual lhe confere frescura.

O Rótulo

Vinho: Avó Sabica
Tipo: Tinto
Casta: Alicante Bouchet, Aragonez e Trincadeira
Safra: 2004
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Casa de Sabicos
Enólogo: Joaquim Madeira
Graduação: 15%
Onde comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 450,00
Temperatura de serviço: 16 graus
 

domingo, 1 de julho de 2012

Barton & Guestier Gold Label Côtes du Rhône 2009 #CBE

O primeiro dia do mês é dia de post da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, que neste mês de julho chega a sua septuagésima edição e a sexta em que o Vinhos de Minha Vida participa.
 
A CBE possui particularidades que dificilmente outra confraria tenha: além de ser uma confraria virtual e possivelmente a única neste formato e das postagens terem dia certo para acontecer a CBE passa por momentos de certa ansiedade, que são os dias de aguardo do tema do mês subsequente, os quais são seguidos por desafiantes e divertidas buscas pelo vinho que será degustado e comentado aqui. Enfim, é uma confraria diferente e sinto-me muito privilegiado em participar da mesma e poder aprender com todos os confrades.
 
O tema do mês foi escolhido pelo confrade Daniel Perches, do blog Vinhos de Corte, que mandou ver dizendo: "Um vinho que tenha a uva Carignan. Se possível, um varietal, mas se não der, pode ser um corte. Qualquer país e qualquer preço".
 
A uva Carignan tem uma provável origem espanhola, onde pode ser chamada de Cariñena (em Aragón) ou Mazuelo (Rioja), apesar de ser a uva tinta mais plantada da França com cerca de 100 mil hectares (já teve quase o dobro, quase 212 mil hectares até 1968, mas muitos vinhedos foram arrancados). Tanto na França como na Espanha é mais utilizada em cortes do que na elaboração de vinhos varietais.
 
O Velho Mundo ainda é plantada na Itália, chamada de Carignano, presente na Lombardia e, sobretudo na ilha da Sardenha e também em Portugal (Ribatejo) e na Grécia. No Novo Mundo pode se encontrada na Argentina, Califórnia e sobretudo no Chile, país que mostra bons varietais, como da vinícola Odfjell, ou cortes em que ela predomina, como por exemplo em alguns vinhos da vinícola Morandé.
 
Por tudo que foi escrito acima e também pela curiosidade em conhecer e degustar uma varietal com essa uva queria muito ter encontrado um exemplar para compartilhar aqui com os confrades e leitores do blog, mas infelizmente não deu, mas fica a promessa de dentro em breve degustar e postar aqui sobre um varietal da Carignan.
 
A minha escolha do mês da CBE vem da França e foi um assemblage com as uvas Grenache, Syrah e Carignan: o Barton & Guestier Gold Label Côtes du Rhône 2009. Quando peguei a garrafa na prateleira e disse vai ser esse, logo vieram a mente pequenas aves originárias da ásia e que habitam também na Europa e Brasil: as Codornas; comprei essas pequenas aves e as preparei no forno após marinada em vinho tinto, cebola, alho, alho poró, ervas secas, sal e pimenta do reino por cerca de 4 horas.
 
O vinho mostrou uma cor rubi intenso, com nuances violetas e uma chuva de lágrimas lentas. No nariz mostrou média intensidade com a fruta escura aparecendo em um primeiro plano alternando-se com delicados toques de café tostado e pimenta seca. Em boca mostrou-se muito delicado e elegante, com taninos macios e bem integrados a acidez e ao álcool. Final de boca com sabor levemente picante e de média intensidade.
 
Um vinho fácil de beber, com um ótimo custo versus benefício que pode ser muito bem descrito como um vinho elegante e macio; harmonizou perfeitamente com as codornas, que ficaram de lamber os beiços.
 
 
O Rótulo


Vinho: Barton & Guestier Gold Label
Castas: Grenache (50%) , Syrah (30%) e Carignan (20%)
Safra: 2009
País: França
Região: Côtes du Rhône
Produtor: Barton & Guestier
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 40,00 (pode chegar a R$ 85,00)
Temperatura de Serviço: 16 graus

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Masson Dubois Cotes du Rhône 2010

Esse foi o segundo rótulo degustado na noite de quarta passada na casa do confrade Eli, uma noite que pode ficar conhecida por: Rali do Peixe, visto que, em mais uma mirabolante história do Eli, compactuado com o seu amigo Ernesto Sabóia, nos contou uma história ou seria estória sobre uma trilha realizada entre Fortaleza e Camocin (se não me falhe a memória), sendo a distância entre elas de cerca de 380Km...

Em concomitância com o início da trilha vem uma chuva torrencial, a qual fez transbordar uma barragem, levando a cheia de dois rios deixando-os encurralados. Reza a lenda que a chuva os fez percorrer os primeiros 80Km em 5 horas. Depois de muita confusão o grupo dividiu-se, uns tentaram a travessia épica de um rio com a água chegando a altura mediana do vidro (pick-up ou seria submarino) e outro, com Eli, Ernesto Sabóia e um outro amigo seguiram por caminhos mais tradicionais/seguros, mas não livraram-se de travessias, pois ao chegarem em determinado ponto tiveram que realizar a travessia de um rio... ao findar a travessia estava alí a frente, logo no capô do carro um peixe saltitante, não se sabe é se irritado pelo incômodo lhe causado ou se alegre pois não precisaria mais nadar para chegar a Camocin, pois iria de carona e com direito a piloto e navegador... risos. Uns fazem peixa na teilha e outros no capô... Risos. Eles findam a história: pena que não tem foto... risos.

É na casa de Eli?! Então tem que ter uma história... Seria ele o autor do filme Forrest Gump: o contador de história? Risos. Run Eli, run, just run!

Bom, a história está boa, mas vamos ao vinho... Depois do Pata Negra passamos ao Masson Dubois Cotes du Rhône 2010, que é, juntamente com as histórias, outra marca da casa do Eli.

O Masson Dubois Cotes du Rhône é um assemblage das variedades Grenache, Syrah, Cinsault e Mouvedre. Visulamente mostrou cor rubi intensa, com lágrimas finas e abundantes, com aromas de frutas vermelhas e um pouco de ácool incomodando. Em boca repetiu a fruta, mostrou taninos suaves e muita acidez e álcool esquentando a boca. O álcool e a acidez incomodaram um pouco neste vinho ainda mais por tratar-se de um vinho que comumente é mais suave e fácil de beber.


O Rótulo
Vinho: Masson Dubois Cotes du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault, Mouvedre
Safra: 2010
País: França
Região: Cotes du Rhône
Produtor: Masson Dubois
Graduação: 14%
Onde comprar: Internet, Pescadeiro
Preço médio: R$ 25,00 (Internet) - R$ 50,00 (Pescadeiro)
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Masson Dubois Vin de Pays des Bouches du Rhône Tinto 2010

Degustei ontem o Masson Dubois Vin de Pays des Bouches du Rhône Tinto 2010. Um vinho de uma das mais tradicionais vinículas francesas. Um rótulo simples e agradável, bom para o dia a dia.
 
A vinícola Masson Dubois foi fundada no "Château de Chassagne-Montrachet", em 1803. Mais tarde foi comprada por um negociante de vinhos em Savigny-les-Beaune. Durante o mês de abril de 1932, houve uma fusão com uma importante vinícola da Borgonha em Savigny-les-Beaune. A partir deste momento, a Masson Dubois cresceu em qualidade e fidelidade para produzir vinhos como o Chablis, que é o mais copiado no mundo. Elaborado em diversos pontos do planeta, só o produzido na França tem a elegância, potência, fruta e maciez.
 
O vinho mostrou cor rubi, lágrimas finas e lentas. Aroma frutado, sem muita complexidade. Em boca mostra a fruta e taninos suaves bem integrados ao álcool. Foi bem com pão, geleía de uva e queixo minas.

O Rótulo
 
Vinho: Masson Dubois Vin de Pays des Bouches du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Bouches du Rhône
Produtor: Masson Dubois
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Sam's Club
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16º

sábado, 10 de dezembro de 2011

Jantar de harmonização - Terceira Edição

Chegou a vez da casa de Eli e Simone. E, como bom pescador Eli nos sugeriu um peixe ao forno: o Beijupirá, mas o pescador não pescou e nem seu fornecedor... risos. Vai ficar devendo macho vei, pois esse peixe não pode ficar nas nossas memórias apenas na foto, risos.


Não tendo o pescador me avisado que o mar não estava para peixe, levei para harmonizar um Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux Blanc 2009. Mas, como tudo na casa deles tem que ter uma história ou algum fato inesperado, só ao chegarmos lá fomos informados que o peixe que viria não seria o Beijupirá e sim outros seres marítimos, como o bacalhau (com batatas ao molho branco) e outros mais presentes na comida japonesa.

Iniciamos pelos Sushi's e primos (não sei o nome desse bichos crusssssss), bolinhos de bacalhau e camarões empanados. Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux Blanc 2009 consegiu cumprir seu papel na harmonização e ainda por cima agradou as mulheres e o pisca Eli, que assim como o Juberlan não é adepto dos brancos, dos vinhos hein, com essa onda de preconceito não dá para deixar frases dúbias... risos.


O Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux  Blanc 2009 mostrou cor amarelo cintilante, com tons esverdeados. Um bouquet refrescante de frutas cítricas. Em boca manteve o frescor dos aromas e apresentou-se com acidez e ácool bastante equilibrados.

O Rótulo

Vinho: Grand Theatre A.O.C. Bordeaux Moelleux
Tipo: Branco
Castas: Sauvignon Blan
Safra: 2009
Garrafa: Cette Bouteille parte le 11529
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Grand Theatre
Graduação: 12,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 12º
Outros pares pare este vinho: Ostras e saladas


Degustamos ainda o Vin de Pays des Bouches du Rhône Tinto 2010, outro francês. Intenso e frutado, este moderno vinho francês tem aromas deliciosos e intensos, além de paladar concentrado e textura macia.

O Rótulo

Vinho: Vin de Pays des Bouches du Rhône
Tipo: Tinto
Castas: Grenache, Syrah, Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Bouches du Rhône
Produtor:
Graduação: 12,5%
Onde comprar: Sam's Club
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 15º



Batemos um papo descontraído, degustamos bons vinhos e harmonizamos com uma boa comida. Que esses momentos se repitam muitas e muitas vezes.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Jantar de harmonização - Primeira Edição

Em uma noite muito agradável e com um motivo especial: a nomeação de Rejane em concurso público, nos reunimos ontem (31 de agosto de 2011) na casa dos amigos Juberlan e Rejane, os grandes anfitriões de uma noite histórica: a noite palco do primeiro Jantar de Harmonização, o qual foi regado a rótulos do velho e novo mundo.

Mais uma vez surgiu a idéia da criação de uma confraria, que a cada encontro torna-se uma idéia mais concreta. Aproveito a oportunidade e proponho aos amigos a oficialização da criação de uma Confraria em nosso novo encontro: pensem em uma alcunha.

A idéia inicial era degustar o Gato Negro: rótulo chileno em um Jantar de Harmonização com uma carne com algum tipo de molho. Conversa vai e conversa vem optamos por harmonizar o rótulo previamente citado com Medalhão de Filé Mignon ao Molho de Gorgonzola.

Eu fui o primeiro a chegar até porque estava sobre os meus ombros a responsabilidade de preparar o Filé Mignon e que responsabilidade, pois apesar de gostar de por a mão na massa minha pequena experiência é com frutos do mar, não havendo ainda preparado nenhum prato a base de carne.

Iniciei o preparo do prato da noite e a medida que os convidados foram chegando o noite foi mudando de rumo e o desenho final foi distinto do imaginado inicialmente, mas não inferior e sim superior.

Após a chegada de Macílio e Ana iniciamos os trabalhos da noite. Com o Gato Negro ainda na adega fomos do novo para o velho mundo e o primeiro a sair da adega foi o Cabeço de Pedra, um vinho Português potente da região do Ribatejo.

O Cabeço de Pedra mostrou uma cor rubi intensa, com um bouquet de frutas vermelhas e um toque de madeira, resultado dos seus 8 meses de estágio em barricas de carvalho francês; em boca mostrou-se equilibrado, com um corpo médio e um final médio-longo.

 
O Rótulo

Vinho: Cabeço de Pedra
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Castelão (60%) e Tinta Roriz (40%)
Safra: 2008
País: Portugal
Região: Ribatejo
Produtor: Encosta do Sobral
Enólogos: João Melícias, Duarte, Alexandra Mendes e Pedro Sereno
Graduação: 13%
Onde comprar: Ingá Vinhos
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 16 graus


Nota: Uma parte da garrafa foi reservada e utilizada no preparo dos medalhões de Filé Mignon, os quais podem ser vistos em pleno preparo ao fundo.

Já após o fim do Cabeço de Pedra chega o último convidado da noite: Eli, que para variar chegou com um pequeno atraso de cerca de 2 horas... Iniciamos então o segundo rótulo da noite: Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010, que já foi tema de uma outra postagem do blog, postagem esta que descreveu momentos memoráveis.

Depois de algumas pedras no caminho enfim os medalhões ficaram prontos era a hora de realizar a montagem do prato e de torcer para que este fosse agradável ao paladar de todos. Creio eu que tenha agradado e o melhor tirou-me um pouco do receio em preparar pratos a base de carne.


Pratos montatos e servidos. Cadê o Gato Negro? Mudanças de planos! Macílio trouxe um Paralelo 8 Premium e nos propôs harmonizarmos o prato com este rótulo nacional. Xiii! Lá vamos nós: eu e minha falta de "enopatriotismo". Mas, que grata surpresa me foi este rótulo, o qual é produzido a partir de uvas vitiviníferas de parreirais do Vale do São Francisco, pleno sertão nordestino.

De uma região incomum para a vinicultura, o Vale do São Francisco, o Paralelo 8 Premium conseguiu atingir um bom grau de qualidade graças a forte investimento na vinícola Vini Brasil em associação com a Dão Sul. Feito com Cabernet Sauvignon, Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Aragonez.

Mais uam vez meu preconceito foi quebrado, o Paralelo 8 Premium 2007 mostrou-se um vinho imponente e de grande força e personalidade.

Um vinho de cor rubi escura com reflexos violáceos e lágrimas abundantes. Bom ataque no nariz, onde logo vem a madeira (baunilha) e em seguida frutas maduras como ameixa e goiaba vermelha. Em boca é onde está maior surpresa, pois revela uma complexidade e estrutura interessantes, destacando-se a fruta madura, com um bom equilibrio, taninos presentes, acidez equilibrada e final de boca médio.

A harmonização deixou um pouco a desejar, pois o vinho sobressaiu um pouco o prato, nada que comprometesse de forma muito grave, mas fica a observação... Faltou a pimenta no prato para fechar com o vinho.

Notas:

1.1 O vinho necessitava de decantação.
1.2 É um vinho de valor alto para úm rótulo Nacional, pois é possível comprar excelentes rótulos do velho mundo e do novo mundo por valores similares e inferiores. Creio que a carga tributária aplicada a vinhos nacionais precisa ser reduzida.

O Rótulo

Vinho: Paralelo 8 Premium
Tipo: Assemblage Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon (20%), Syrah (20%), Alicante Bouschet (20%), Touriga Nacional (20%) e Aragonez (20%)
Safra: 2007
País:  Brasil
Região: Vale do São Francisco
Produtor: Vini Brasil e Dão Sul
Enólogos: Carlos Lucas
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 70,00
Temperatura de serviço: 16 graus

Depois deste belo jantar fomos  surpreendidos com um Dow's Vintage 2003, um presente do Eli para Rejane, que vinha sendo "guardado a 7 chaves"; um grande rótulo para finalizar esta noite tão especial.

O Vintages são produzidos apenas nos anos de excepcional qualidade e representam apenas 2-3% da produção total. A espinha dorsal dos Portos Vintage é extraída dos vinheidos mais finos: Quinta do Bomfim e a Quinta da Senhora da Ribeira. É envelhecido em madeira por cerca de 18 meses e engarrafados sem filtragem. É um vinho com imenso poder e grande estrutura.

O Dow's Port Vintage 2003 recebeu 94 pontos do Robert Parker (vinho de primeira qualidade, melhor de seu tipo. Equilíbrio perfeito, tonalidade absolutamente limpa e caráter inigualável). Tem cor rubi intensa escura e brilhante, de lágrimas abundantes, encorpado com aroma de madeira, baunilha, chocolate e especiarias, em boca mostrou-se aveludado, macio, de final longo, equilibrado e intenso.


O Rótulo

Vinho: Dow's Port Vintage
Tipo: Porto
Castas: Predominantemente Touriga Nacional e Touriga Franca
Safra: 2003
País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Symington Family Esteves
Graduação: 19%
Onde comprar: Casa dos Frios (Sob Encomenda)
Preço médio: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16 graus ou Temperatura Ambiente (Conforme Preferência)

E o saldo da noite foi positivo! Que venha os próximos jantares de harmonização!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010

Em meio aos afazeres do último sábado eu e Juberlan fomos conhecer a Ingá Vinhos no bairro de Casa Forte. Entre os vislumbres de grandes rótulos do velho e do novo mundo, Juberlan comprou uma "tábua" de frios para presentear o amigo Eli.

Em meio a degustação do Santa Carolina Reserva Sauvignon Blanc 2009 recebemos uma ligação do Eli nos convidando a dar uma passada em sua casa para um cálice de vinho do Porto.
Então, já à noite, fomos eu, Fernanda e Juberlan fazer o que era para ser uma visita rápida aos amigos Eli e Simone, mas que tornou-se uma noite uma noite memorável.

Estávamos ali sentados à sala quando o Eli apareceu com uma garrafa de um Cotes du Rhône, mas esta nem de longe seria a principal personagem da noite, pois logo em seguida ele surgiu com um conjunto de taças de cristal devidamente acompanhadas de um belo decanter, foi então que deu-se início ao ápice da noite: Maria Júlia (6 anos), filha dos anfitriões logo nos argüiu, vocês gostam de histórias de amor? Querem que eu conte a história de amor destas taças? Quem não atenderia ao doce e ingênuo pedido de uma criança.

Maria Júlia inicia então a narrativa de uma bela história que iniciou-se no fim da década de 40 do século passado, a qual descreverei a seguir, perdoem-me apenas pela não reprodução fiel a da Júlia.

Um distinto jovem de nome Claucínio Farias (pai de Eli) enamorou-se de uma jovem, cuja graça é Dulce. Claucínio foi então cortejar Dulce, mas não antes sem pedir autorização a quem viria a tornar-se seu futuro sogro e ele, com o rigor que na época existia e que hoje nem de longe mais se fala, disse: ela só poderá namorar quando estiver com 16 anos.

O seu Claucínio pacientemente, mas não sem ansiedade aguardou o tempo necessário. Um certo dia, já no primeiro ano da década de 50 o seu Claucínio pede a mão da jovem Dulce em casamento e como presente de noivado ele lhe entrega um belo jogo de taças e decanter.

Estamos em 2011 e as taças e decanter que estavam a nossa frente no dia 6 de agosto deste mesmo ano, fazem parte de uma longa e sólida história de amor entre Sr. Claucínio Farias e Sra. Dulce Farias e foi com estas taças, que hoje pertencem ao Eli, as quais já estão na família a 61 anos, que pudemos apreciar o Cotes du Rhône, que nesta noite foi apenas o coadjuvante na história.



Falando um pouco sobre o vinho degustado, o Cotes du Rhône Tinto Abel Pinchard - Loron et Fil's (Beaujolais) 2010 é um vinho de cor vermelho rubí brilhante, com aromas suaves de temperos florais e frutas vermelhas. Lágrimas abundantes e rápidas. Em boca mostrou acidez equilibrada, com sabor suave de frutas vermelhas com final equilibrado e de corpo médio.

O vinho foi simples e incrivelmente harmonizado com queijo gruyère, geléia de framboeza e pão francês.

É um vinho jovem e de excelente custo benefício, bom para o dia a dia.

O Rótulo

Vinho: Côtes du Rhône
Tipo: Tinto Assemblage
Castas:  Grenache, Syrah, Mourvedre e Cinsault
Safra: 2010
País: França
Região: Cotes du Rhone Villages
Produtor: Loron et Fil's S.A.
Graduação: 13,5%
Onde comprar: Wine Store
Preço médio: R$ 25,00
Temperatura de serviço: 16 graus


Post Scriptum

Cerca de oitenta e cinco por cento dos vinhedos da Cotes-du-Rhône, estão divididas entre 12 principais AOCs mais as denominaçãoes Cotes-du-Rhône e Cotes-du-Rhône Village. Ao Norte as principais são Cote-Rotie, Hermitage, Cornas, St. Joseph, Crozes-Hermitage e Condrieu. Já ao Sul, encontramos Chateauneuf-du-Pape, Gigondas, Vaqueyras, Tavel, Lirac e Cotes do Ventoux. Vejamos um pouco melhor estas denominações.

Cotes-du-Rhône é uma denominação genérica representando praticamente 53% da produção total. Pode ser produzido em qualquer parte da região desde que sejam cumpridas as especificações da AOC que, neste caso, determinam que nos tintos seja usado um mínimo de 40% da cepa Grenache. São cerca de 171 comunas com 40.000 hectares de vinhedos gerando vinhos muito interessantes, que devem ser tomados jovens, entre três a quatro anos de vida.