Mostrando postagens com marcador Petit Verdot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Petit Verdot. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de março de 2016

Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend 2013

Há algum tempo provei um vinho Californiano potente e redondo: o Ménage à Trois Midnight Datk Red Blend, produzido em Napa, mais precisamente em Yountville. O nome do vinho é uma brincadeira que a vinícola Folie à Deux fez, por produzir vinhos com 3 uvas.

Para este vinho os enólogos queriam criar um produto verdadeiramente desinibido, um corte mais profundo, mais escuro e mais ousado do que nunca.  Então para este Ménage à Trois, eles decidiram que 'mais é mais', e elaboraram uma mistura de não três, mas quatro uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petite Sirah e Petit Verdot. Para completar os sabores do vinho o mesmo foi amadurecido em carvalho francês e americano. O resultado é um vinho que deixa uma impressão indelével. É misterioso e escuro, suave e sensual, exatamente como da meia-noite.
 
Na taça apresentou uma linda cor granada, brilhante e com intensa formação de lágrimas finas e rápidas.
 
No nariz mostrou aromas intensos e complexos, com notas de ameixa, canela, noz moscada e cravo, seguidos de notas de coco, baunilha, fumaça e tabaco.
 
Em boca  apresentou-se encorpado com taninos maduros, redondos e aveludados acompanhado de alta acidez e álcool a 13,9% pedindo uma harmonização. Repetição das notas olfativas  e final de boca longo e com as especiarias e as notas defumadas aparecendo no retrogosto.
 
Um corte diferente dos que estamos acostumados a encontrar por aqui. Um vinho de coloração escura, mas sedoso. Vale a experiência!
 
O Rótulo
 
Vinho: Ménage à Trois Midnight Dark Red Blend
Tipo: Tinto
Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Petit Sirah
Safra: 2013
País: Estados Unidos
Região: Califórnia
Produtor: Folie à Deux (Ménage à Trois)
Graduação:  13,9%
Onde comprar: ? -  Importado pela Cantu
Preço médio: ?
Temperatura de serviço: 14° a 16°
 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meu Top 5 do #CantuDay

Estive participando ontem, à convite da Cantu Importadora e da Fabiana Gonçalves do Blog Escrivinhos, do Cantu Day, um evento para formadores de opinião e profissionais dos ramos da Gastronomia e do Vinho, no qual foram apresentados os lançamentos da importadora e inúmeros vinhos do seu portfólio.

O evento ocorreu no Restaurante Nabuco, Beach Class Suítes em Boa Viagem e pude degustar muita coisa boa e pra não ser injusto com ninguém irei fazer uma série de postagens por país, falando um pouco dos que mais me chamaram a atenção.
 
Mas antes de especificar os melhores vinhos por país na minha opinião, resolvi postar uma lista com um Top 5, que foi bem variada e tem dois vinhos empatados na primeira colocação. Confira a lista abaixo.

 
1. Nosotros 2009 - Vinho super Top da Domínios del Plata e que tem a mão da Susana Balbo, um dos principaís nomes do vinho argentino.
 
1. Barolo Serralunga Rivetto DOCG 2010 - Um baita vinho italiano, cheio de elegância e equilíbrio, com muitos anos pela frente assim como o Nosotros.
 
3. Pangea Syrah 2011 - Vinho concentrado, maduro e complexo.
 
4. Ménage à Trois Midnaight 2013 - Delicioso vinho californiano. Um blend de beber ajoelhado.
 
5. Poças Símbolo 2010 - Um Português intenso produzido com Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca na região Douro.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Belo Corte Bordalês direto da Campanha Gaúcha

E o segundo rótulo degustado no último WINEBAR, o Paralelo 31, é um velho conhecido nosso e safra 2010 já foi comentada por aqui, relembre. Mas, apesar de manter as mesma uvas no blend a safra de 2010 tinha a mão do Enólogo Michel Roland e a de 2011 teve em Roberto Cipresso o camando no projeto.
 
Paralelo 31 é o paralelo que une Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Argentina e a Campanha no Rio Grande do Sul. O Bueno Paralelo 31 possui em seu corte as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot.
 
O vinho mudou de enólogo, porém manteve a qualidade, apesar de ter encontrado neste 2011 uma maior equilíbrio e uma maior elegância.
 
Visualmente o vinho apresentou rubi escura e profunda com reflexos púrpura e lágrimas finas, rápidas, abundantes e tingindo as paredes da taça. No nariz aromas complexos e intensos, com a notas da passagem por madeira aparecendo em primeiro plano, seguidas de aromas de fruta negra aparecendo logo em seguida com a aeração e junto com eles aromas de cravo, pimenta do reino, chocolate, café e tabaco. Em boca apresentou com corpo com taninos intensos e de certa adstringência, mas sem incomodar, mas que irão amaciar com mais algum tempo em garrafa. Repetição das notas olfativas com final de boca longo, seco e com a especiaria, a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com uma maminha na brasa acompanhada de fritas.


O Rótulo

Vinho: Paralelo 31
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Bueno Wines
Enólogo: Roberto Cipresso
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º

 
Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste

Conferimos na noite da última quarta o lançamento do Club das Cartas de Vinho, o primeiro club de vinhos do Nordeste e o primeiro do tipo no Brasil, o qual foi lançado pela Lacomex, uma empresa que atua na área de importação e distribuição de vinhos, alimentos e demais bebidas desde 1994.
 
Ao longo dos 20 anos de existência a empresa expandiu seu mix de produtos e consolidou-se como a maior Distribuidora de Bebidas Premium de Pernambuco, tornando-se referência em distribuição no estado nos canais Food Services, varejo e atacado. Além disso é a primeira do ramo a importar vinhos por SUAPE, um dos portos mais modernos do país.
 
O club conta com a consultoria de peso do Aloisio Sotero, Diretor Financeiro e Co-Fundador da W2W e-commerce de Vinhos da Wine Vinhos e vem com uma proposta diferente em que, além dos benefícios que a maioria dos clubs proporcionam aos associados, o cliente pode degustar os seus rótulos em um dos restaurantes parceiros sem pagar taxa de rolha. Ao todo já são 18 restaurantes parceiros (confira a lista completa aqui) e até o início de outubro já serão 25, promete o proprietário Luiz Figueiredo.
 
Juntamente com o club foram lançados o portal da empresa e o e-commerce que realizará vendas para todo território nacional, tornando-se também a primeira importadora do ramo no Nordeste a possuir esse tipo de serviço.
 
O assinante poderá optar por duas diferentes categorias: Terroir Lacomex (2, 4 ou 6 garrafas) e Vintage Lacomex (apenas 2 garrafas). O Terroir Lacomex é uma seleção de vinhos para o dia a dia e que é baseada no Top 10 dos vinhos mais pedidos nos restaurantes e bistrôs participantes do Club, além de aliarem uma boa relação preço versus qualidade. O Vintage Lacomex conta com vinhos mais elaborados, com bom potencial de evolução em garrafa e são ideiais para momentos especiais.
 
A primeira edição do club, de ambas as categorias, é de vinhos franceses, todos foram servidos durante o lançamento. Confira abaixo rápidas notas sobre cada um deles, onde os dois primeiros fazem parte do Club Terroir Lacomex e o demais ao Club Vintage Lacomex.
 
Chateau du Barry 2009
 
O Chateau du Barry está localizado a 5 km ao sul de Saint-Emilion, encontrando-se ao lado sul da Guillac. O rótulo é produzido Cabernet Franc e Merlot da região de Bordeaux.
 
Visualmente o vinho apresentou cor rubi e lágrimas em boa intensidade. No nariz aromas de fruta vermelha e especiarias. Em boca mostrou taninos macios e boa acidez, mostrando ser um vinho que pede comida para acompanhar. Final de boa de média intensidade com notas de fruta levemente adocicada aparecendo no retrogosto. Vinho simples e correto.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau Roc de Baoudun
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º
 
Chateau Savariaud Superieur 2009
 
Vinho de cor rubi brilhante e de halo vermelho translúcido. Nariz intenso e rico em notas frutadas, seguido de toques de especiarias, leve mentolado e couro. Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta e menta aparecendo no retrogosto.
Vinho de excelente custo versus benefício, diria que é um best buy esse tradicional corte bordalês. Gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 
O Rótulo

Vinho: Chateau Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 59%, Merlot 32%, Cabernet Franc 5% e Malbec 4%
Safra: 2009
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 50,00
Temperatura de serviço: 16º 
 
Château Citran 2006

O Château Citran é classificado como um Cru Bourgeois desde 1932 e este da safra de 2006 é produzido com 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot e mesmo com seus oito anos de vida ainda muito bem, obrigado.

Na taça apresentou cor rubi com halo de evolução e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de fruta vermelha em compota, café, tabaco, couro, balsâmico e elegante e integrado tostado. Em boca mostrou-se encorpado, com taninos vivos, porém já domados e acidez de boa intensidade. Final de boca longo e com notas de cafê e balsâmicas aparecendo no retrogosto. Vinho inteiraço, equilibrado, gastronômico e ainda com uns anos de vida pela frente.

O Rótulo
 
Vinho: Château Citran
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 50% e Merlot 50%
Safra: 2006
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Château Citran
Graduação: 13%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º
 
La Rose de Labégorce 2008
 
Segundo rótulo do conceituado Château Labégorce, esse tinto  é um corte bordalês clássico produzido na de denominação Margaux, sub-região de Bordeaux.
 
Visualmente mostrou cor rubi brilhante e lágrimas finas e lentas. No nariz mostrou aromas elegantes e em boa intensidade com destaque para a (cassis, ameixa e groselha), pimenta, café, menta, baunilha e couro. Em boca repetiu as notas olfativas e mostrou taninos maduros e boa acidez. Final de boca longo e equilibrado

O Rótulo
 
Vinho: La Rose de Labégorce
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 48%, Merlot 40%, Cabernet Franc 10% e Petit Verdot 2%
Safra: 2008
País: França
Região: Margaux, Bordeaux
Produtor: Château Labégorce
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Lacomex
Preço no Club: R$ 150,00
Temperatura de serviço: 16º 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Bueno Paralelo 31° 2010

Galvão Bueno é uma figura pra lá de polêmica, agrada alguns e cria outras emoções contrárias as suas narrações e personalidade em muitos outros, mas deixando a pessoa de lado vamos falar hoje sobre um dos vinhos produzidos pela Bueno Bellavista Estate.
 
Contudo antes de falar sobre o vinho deixe-me falar um pouco sobre como essa figura começou a produzir vinhos.
 
Galvão Bueno possui uma área de terras na Campanha Gaúcha - a Bellavista Estate - vizinha aos vinhedos da Seival, pertencentes à Miolo. Grande apreciador de vinhos, o jornalista decidiu fazer uma parceria com a vinícola e iniciou a plantação de uvas em suas terras para serem vinificadas e comercializadas pela Miolo.
 
A Bueno Bellavista Estate está localizada na Campanha Gaúcha, local reconhecido como uma das regiões mais promissoras para o cultivo de uvas, o Paralelo 31 – faixa do planeta onde se encontram algumas das melhores regiões vitivinícolas do mundo (Australia, Nova Zelandia, Africa do Sul, Argentina e Chile).
 
Os produtos têm a assinatura do renomado winemaker francês Michel Roland e foram elaborados com a orientação técnica dos enólogos da Miolo.
 
A parceria deu tão certo, com tão bons resultados para ambos os lados, que no início de 2013, Galvão Bueno passou a ser, oficialmente, o 5° sócio do Miolo Wine Group, juntando-se às famílias Miolo, Benedetti, Tecchio e Randon.
 
Vamos ao vinho! Visualmente mostrou cor rubi escura com halo violáceoo e lágrimas grossas e lentas. No nariz aromas de fruta madura (ameixa e amoras), violetas, pimenta, café e tostado. Em boca repetiu a fruta e notas conferidas pela passagem em barricas de carvalho. Taninos redondos, boa acidez e com equilíbrio com o álcool. Bom corpo e boa persistência.

Bebi na companhia de Fernanda  no último sábado e harmonizamos com um risoto nordestino.
 
O Rótulo

Vinho: Bueno Paralelo 31°
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot
Safra: 2010
País: Brasil
Região: Campanha
Produtor: Bueno Wines
Enólogo: Michel Rolland
Graduação: 13,5%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 80,00 (R$ 40,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16°

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Hermon Red 2012

Hermon Red 2012, mais um vinho produzido nas frias Colinas de Golan, na Alta Galileia. Trata-se de um corte bordalês clássico: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot.
 
A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada. Após a fermentação alcoólica, o vinho é submetido à fermentação maloláctica e amadurece em tanques de aço inoxidável durante vários meses.
 
Visualmente mostrou cor rubi profunda com halo vermelho translúcido e lágrimas finas e lentas. No nariz aromas de fruta vermelha, algum componente herbáceo e notas de especiarias. Em boca repetiu a fruta e apresentou taninos macios e em bom equilíbrio com acidez e álcool. Bom corpo com final de boca de média persistência com com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho delicado e com bom toque de frescor; enquadra-se bem na categoria  dos tintos de verão. Está pronto para ser bebido e não creio que mais anos irão fazê-lo evoluir.
 
O Rótulo

Vinho: Hermon
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot
Safra: 2012
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 15°
Outros atributos: Vinho Kosher
 
Post Scriptum
 
"Os olhos de Israel, assim é carinhosamente chamado o Monte Hermon, ponto culminante do país, localizado no topo da Cordilheira do mesmo nome, entre a fronteira de Israel e a Síria. Assim denominado por causa de seus picos.
 
 
O Monte Hermom é citado inúmeras vezes na bíblia e uma das passagens encontra-se no livro de Cantares (Cânticos dos Cânticos), escrito por Salomão e que é um poema lírico escrito para exaltar as virtudes do amor entre um marido e sua esposa. O poema claramente apresenta o casamento como um plano de Deus. Um homem e uma mulher devem viver juntos dentro do contexto do casamento, amando um ao outro espiritualmente, emocionalmente e fisicamente.
 
"Vem comigo do líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano; olha desde o cume de Amana, desde o cume de Senir e de Hermom, desde a morada dos leões, desde o monte dos leopardos". Cantares 4:8

terça-feira, 9 de abril de 2013

Marqués del Nevado Gran Reserva Petit Verdot 2009

Há poucos dias encontrei o Marqués del Nevado Gran Reserva Petit Verdot em uma loja especializada aqui em Recife, o vinho me chamou a atenção pela sua garrafa e também por ser um varietal com a Petit Verdot, o que é pouco comum, tanto que este será o primeiro varietal com esta cepa a ser comentado aqui no blog.

O vinho é produzido pela Bodegas y Viñedos Korta Bucarey Ltda, que faz parte de um projeto ambicioso da Família Korta e foi iniciado em 1997. O vinhedo está localizado 200km ao sul de Santiago, no paralelo 35° sul.

O vale onde a Bodega tem localizado os seus vinhedos é chamado de "Família Sagrada". O Projeto inclui a produção exclusiva de cepas tintas. As características da zona, particularmente a adição térmica, permitem a produção de vinhos tintos com uma estrutura e concentração excelentes.

A Petit Verdot é uma casta tinta que pertence às clássicas Bordeaux. Geralmente é utilizada em cortes, uma vez que quando usada sozinha resulta em vinhos muito ácidos e tânicos.
 
Apesar de ser uma das cepas de Bordeaux, a Petit Verdot é pouquíssimo conhecida mundo a fora e ainda muito pouco utilizada em vinhos monovarietais.
 
A Petit Verdot é, dentre todas as uvas bordalezas, a que mais tempo leva para chegar à maturação. Normalmente ela é usada para dar estrutura e cor aos cortes de Bordeaux e tem sido, ultimamente, uma das maiores febres mundo a fora. Muitos países investiram nessa casta e, hoje, é possível encontrar varietais na Argentina, Chile, Austrália e, principalmente, Espanha.
 
Seus vinhos costumam ser muito escuros, densos, com aromas de fruta negra madura e boa carga floral, com destaque para violetas. No palato apresentam sempre muita força, personalidade e pungência. Nunca espere, por exemplo, um Petit Verdot elegante, mas sim sempre potência e força.

O Marqués del Nevado Gran Reserva Petit Verdot tem passagem de 12 meses por barricas de carvalho francês e americano. Visualmente mostrou uma cor rubi escura e profunda, halo violeta e lágrimas abundantes finas e rápidas. No nariz aromas intensos de fruta madura, menta, eucalipto, chocolate amargo e tostado. Em boca mostrou muita potência, taninos vivos e acidez intensa, com a tríade (taninos - acidez - álcool) em bom equilíbrio; repetiu a fruta madura, o tostado e o chocolate e mostrou ainda toques sutis de especiarias; final de boca seco e de média intensidade.

Um vinho com 4 anos de vida e que ainda suporta mais alguns em garrafa. Não é um vinho fácil, mas muito interessante, potente e equilibrado. Considero que foi um bom início com um varieltal Petit Verdot e que é uma boa pedida para quem gosta de conhecer novas castas e novos vinhos.

Degustei com picanha suina e bovina e ele ficou um pouco acima. Ele acompanhará bem carnes como carneiro, javali e queijos curtidos e de sabor forte.
 

O Rótulo
 
Vinho: Marqués del Nevado Gran Reserva
Tipo: Tinto
Castas: Petit Verdot
Safra: 2009
País: Chile
Região: Vale do Lontué
Produtor: Bodegas y Viñedos Korta Bucarey Ltda
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 33,00
Temperatura de serviço: 14-16º

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Woodbridge by Robert Mondavi Cabernet Sauvignon 2010

 
Abri meu primeiro rótulo dos Estados Unidos há alguns dias. O vinho me foi recomendado no Pescadeiro em Recife e trata-se de um Cabernet Sauvignon da Califórnia, produzido pela Robert Mondavi Winery.
 
O início da história da vinícola remota para o ano de 1930, quando a Cherokee Winery Association estabeleecu-se próximo a Woodbrige; a primeira colheita foi celebrada em 1966 com a benção das uvas. Robert Mondavi é hoje uma referência dentro e fora dos Estados Unidos, tendo inclusive recebi a maior honra presidencial da França pelos seus trabalhos prestados visando um melhor relascionamento entre as indústrias do vinho da França e Estados Unidos.
 
Robert Mondavi é um dos maiores nomes do vinho norte-americano e considerado o embaixador do vinho californiano. Além de produzir vinho, dá forte impulso à culinária, às artes e, mais recentemente, à filantropia na Califórnia. Hoje, Robert Mondavi vende mais de 9 milhões de caixas em todo o mundo e é a 4° maior marca de vinhos do mundo.
 
O Woodbrigde Cabernet Sauvignon posssui passagem por barricas de carvalho Francês e Americano. Visualmente mostrou uma cor rubi violácea, com um halo púrpura e lágrimas finas, abundantes e rápidas. No nariz aromas de boa intensidade, com a presença marcante da fruta negra, leve toque de azeitona e com elegantes notas de especiarias (café) e tostado. Em boca mostrou boa estrutura, taninos macios/aveluados e em perfeita harmonia com acidez e álcool; repetiu a fruta e a especiaria, ambas bem integradas a madeira. Final de boca de media intensidade e agradabilíssimo, onde um gole pede já outro. Harmozou perfeitamente com uma picanha suína.
 
Vinho com características um pouco distintas dos Cabernets que estou habituado a degustar, mas que foram plenamente aprovadas. Valeu cada centavo gasto. Testado e aprovado não só por mim como por Fernanda e o amigo Juberlan.
 
 
O Rótulo
 
Vinho: Woodbridge
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon 77% (+Malbec, Merlot, Petit Verdot e Petit Syrah)
Safra: 2010
País: Estados Unidos
Região: Califórnia
Produtor: Robert Mondavi Winery
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: Pescadeiro
Preço Médio: R$ 45,00
Temperatura de Serviço: 16 graus

quinta-feira, 1 de março de 2012

Yarden Mount Hermon Red 2010 #CBE

Esta é a edição de número 66 da #CBE e a 2ª em que participo. O tema da vez é o mais inusitado de todos os 66 e foi sugerido pelo confrade Claudio Werneck (Le Vin au Blog) que mandou: "quanto mais diferente, incomum, curioso e pitoresco melhor".

Dei uma garimpada por algumas lojas, vi coisas diferentes, curiosas e incomuns, pelo menos para mim e minha escolha terminou sendo pelo incomum. Apesar de incomum a minha escolha me pareceu bastante atrativa por se tratar de um corte bordalês de um país que não sabia que produzia vinho em escala comercial internacional: Israel.

O vinho de uma região onde, para os cristãos, Noé produziu o primeiro vinho ("E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha". Gênesis 9:20) e também que foi palco do primeiro milagre de Jesus: "ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram. Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala o noivo". João 2:8-9. 

Além destes fatos históricos referentes a região de onde provém o vinho, o mesmo também é um Vinho Kosher, que é um tipo desta bebida que satisfaz os rigorosos critérios de produção estabelecidos pelos rabinos, tornando-se assim adequados para o consumo por judeus ortodoxos*.

O Yarden Mount Hermon Red é produzido a partir de uvas de vários vinhedos situados nas frias Colinas de Golan, Galiléia. A fermentação alcoólica ocorre em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada. Após a fermentação alcoólica, o vinho é submetido à fermentação maloláctica e amadurece em tanques de aço inoxidável durante vários meses.
 
O Yarden Mount Hermon 2010 mostrou cor rubi sem sinais de evolução, com lágrimas finas e lentas. Ao nariz é bastante intenso e puro, com notas de framboesa e cereja complementadas por tons de especiarias (pimenta e um pouco de café). Em boca segue frutado, revelando estrutura sólida, com taninos macios e suaves, com acidez e álcool equilibrados e final médio longo. A medida que a temperatura do vinho foi igualando-se a temperatura ambiente a acidez passou a incomodar e o álcool a sobressair, não é por acaso que eles recomendam servir entre 13º e 15º.

Um vinho jovem com estimativa de Guarda entre 5 e 8 anos, mas já está pronto para beber.

Degustamos (eu, Juberlan, Rejane e meus pais) esse vinho do oriente médio com uma belíssima picanha ao forno acompanhada de batatas, vista ao fundo na imagem logo acima.

O Rótulo

Vinho: Yarden Mount Hermon Red
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot (corte Bordalês)
Safra: 2010
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14%
Onde Comprar: Pescadeiro
Preço Médio: R$ 60,00
Temperatura de Serviço: 16º
Outros atributos: Vinho Kosher


*Post Scriptum:

Pelo fato do vinho ser utilizado em numerosos cultos religiosos, os judeus insistem que o vinho destinado a ser usado em seus ritos religiosos deva ser produzido exclusivamente por judeus ortodoxos, para evitar sua possível contaminação ao ser manipulado por pessoas desprovidas de fé. Os vinhos kosher, que literalmente significa "certo" ou "correto", são produzidos sob estrita supervisão dos rabinos, e somente judeus ortodoxos, que respeitam o sabbath são aceitos para trabalhar nos processos de produção e engarrafamento dos mesmos. Alguns rabinos insistem que o vinho deva ser "fervido" (na verdade, submetido à pasteurização), de forma que os não judeus, portanto em sua visão, ateus, não mais o reconheceriam como vinho e, portanto não haveria o risco do vinho ser usado em seus rituais religiosos. O vinho assim tratado, "mevushal", lamentavelmente perde a maior parte de suas qualidades, mesmo quando são utilizadas as modernas técnicas de pasteurização ultra-rápida.

Em Israel, o vinho kosher deve ser produzido dentro das rigorosas leis alimentares vigentes no país, a saber:

1. Nenhum vinho pode ser produzido a partir de videiras com idade inferior a quatro anos.

2. O vinhedo se estiver localizado dentro de terras bíblicas, deve ser deixado uma vez sem cultivo a cada sete anos.

3. Somente videiras devem ser plantadas nas áreas de cultivo de vinhas.

4. Desde a chegada à vinícola, as uvas e o vinho resultante devem somente ser manuseados por judeus que respeitem integralmente o sabbath, sendo obrigatório o uso de materiais 100% kosher nos processos de produção, maturação e engarrafamento do vinho.

De todas estas leis, a segunda é de longe a mais dispendiosa e restritiva para ser seguida, porém com freqüência se usa um artifício para burlá-la. Assim, o vinhedo é vendido para um não judeu no ano em questão, que se encarrega de cultivar a terra e dar seqüência ao trabalho nas vinhas, revendendo-a no ano seguinte para o proprietário anterior, geralmente um judeu ortodoxo. Desta forma, as videiras não sofrem qualquer descontinuidade em seu ciclo produtivo, evitando-se desta forma os naturais prejuízos.

Na prática, no entanto, uma vinícola kosher acaba empregando um grande número de pessoas que não respeitam o sabbath, às quais é permitido manusear as uvas recém colhidas, sendo, porém vedado o contato com o mosto ou com o vinho.

Os enólogos e técnicos que não seguem os preceitos judaicos devem instruir os outros trabalhadores que os respeitam para realizar as operações físicas necessárias dentro da vinícola. Qualquer vinícola que se localize fora de Israel pode produzir vinhos kosher, desde que a quarta lei seja rigorosamente observada. Vinhos kosher de boa qualidade podem ser encontrados em várias regiões da França, Itália, África do Sul, Marrocos, Austrália e Estados Unidos, sendo que uma pequena parcela deste tipo de vinho é produzida em praticamente todos os países produtores de vinhos, para consumo local.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Primeiro Vinho Orgânico do Blog: Tarapacá +Plus 2009

O Rótulo do Tarapacá +Plus me chamou a atenção em meio há muitos belos e grandes rótulos da Adega da Casa dos Frios. Organically Grown Grapes (Uvas Organicamente Cultivadas) vem estampado bem abaixo do nome do vinho e este fato me fez comprar esta garrafa, pois nunca havia degustado um vinho orgânico.

Resolvi então pesquisar um pouco sobre vinhos orgânicos e trago algumas linhas antes mesmo de falar mais sobre o Tarapacá +Plus.

A agricultura orgânica aplicada nos vinhedos é um setor bastante próspero e uma realidade atual. Hoje, 4% da produção mundial é de vinho orgânico, inclusive no novo mundo - a Argentina, com produtores como Norton e família Zuccardi, o Chile, em bodegas como a Viña Carmen e o Brasil com Juan Carrau, que em 1997 lançou o primeiro vinho orgânico do Brasil.

Mas, afinal, o que é um vinho orgânico? Pode ser definido como o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar, de forma equilibrada, o solo e demais recursos naturais (água, vegetais, animais, insetos) conservando-os em longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.

A viticultura orgânica é a aplicação destes princípios aos vinhedos, ou seja, o viticultor manejará todo um ecossistema onde a vinha é a planta predominante. Qualquer alteração em um dos elementos desse ciclo afetará todos os demais.

Naturalmente os pesticidas, herbicidas e adubos químicos também são proibidos já que acabam entrando nas vinhas através da raiz. Isso também impede o esgotamento do solo. Todo o material aplicado é de origem orgânica, de preferência reutilizando materiais encontrados ao redor da região de cultivo, do mesmo ambiente.

Para se ter um selo de produto orgânico a tarefa não é fácil e muitos produtores termina desistindo, mas os que seguem dão ao vinho um "q" mais artistico do que na realidade já é.

A Viña Tarapacá nasceu em 1874 no sopé da Cordilheira dos Andes, a Vinícola Tarapacá conta atualmente com um amplo reconhecimento internacional, como uma das vinícolas chilenas de maior trajetória e tradição.

Tarapacá +Plus  é um vinho proveniente exclusivamente de uvas orgânicas certificadas, cuidadosamente selecionadas, do Vale do Maipo. Todos os componentes da mescla final envelhecem separadamente, durante 9 meses em barricas francesas e americanas, criando um vinho complexo, com marcadas notas de fruta negra e prolongado final de boca.

Rótulo removido quase que cirurgicamente. Vai para a coleção.

Sem sombra de dúvida é uma vinho com potencial de guarda, perceptível pelo intenso aroma de madeira e pelos taninos ainda um pouco agressivos (o produtor fala em 10 anos). O Tarapacá +Plus mostrou uma cor rubi intensa com um discreto halo violáceo, inúmeras lágrimas finas e rápidas, uma verdadeira chuva. Seu bouquet mostrou, no ínício, um ataque de madeira bem intenso, que com a aeração abrandou um pouco, logo depois surgiram os aromas de frutas negras, o chocolate, baunilha, um toque vegetal (pimentão) e algo de especiarias. Em boca repetiu as frutas (ameixa e amora), chocolate e madeira. Taninos potentes que com certeza abrandarão com o passar dos anos. Acidez e álcool bem integrados e um final de corpo longo.

Um vinho muito intenso e encorpado que vale cada centavo e que mostra duas artes: a do cultivo orgânico e a de produzir um assemblage com 6 uvas tintas de sabores e particularidades fantásticas.

A harmonização deste belo chileno orgânico ficou por conta de uma maravilhosa picanha argentina vinda diretamente da Patagonia, fiquei freguês do vinho e da picanha.

O Rótulo

Vinho: Tarapacá +Plus
Tipo: Tinto
Castas: 28% Syrah, 23% Cabernet Franc, 18% Cabernet Sauvignon, 17% Carménère, 8% Merlot, 6% Petit Verdot
Safra: 2009
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Viña Tarapacá
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 18º