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quinta-feira, 15 de março de 2018

Produtores de SC esperam colher 1,5 milhão de quilos de uva para vinhos finos de altitude

Março é marcado pelo início da colheita das uvas para a produção de vinhos finos de altitude na Serra e Oeste catarinense. A expectativa dos produtores e colher 1,5 milhão de quilos de uva para a safra 2018.
 
Nesta época do ano, nas duas regiões ocorre a Vindima, que é a festa da colheita da uva. Já é tradição as vinícolas prepararem atividades especiais para os visitantes todos os finais de semana de março.
 
Até abril o trabalho é intenso nos parreirais. O produtor Everson Suzin espera colher 60 toneladas da fruta, 10% a menos que 2017. Mesmo em quantidade menor, a qualidade está surpreendendo, conta o produtor.
 
Fonte: G1

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Melhor vinho tinto de lote do mundo é português

A influente revista britânica Decanter classificou um vinho alentejano como o melhor tinto de lote do mundo. A concurso estavam mais de 17 mil vinhos.

O produtor do vinho é o alentejano Tiago Cabaço, cujas vinhas estão plantadas desde 2004, em Estremoz, uma das artérias do coração do Alentejo vinhateiro.

Esta distinção é atribuída pela primeira vez a um vinho de mesa português, que arrecadou também uma das 34 medalhas de platina, naquela que é considerada a mais importante competição do mundo.

Para ser considerado o melhor do seu setor, o BLOG, passou numa primeira prova de 17.200 referências. Posteriormente, seguiu-se uma outra prova com os vinhos medalhados com ouro, para atribuir a platina, onde o vinho do produtor alentejano foi destacado como o melhor do concurso.

O Blog by TIAGO CABAÇO bivarietal "13, é um vinho produzido à base das castas Alicante Bouschet e Syrah, duas das mais emblemáticas do Alentejo.

Este vinho ganha assim o estatuto de topo de gama do produtor de Estremoz, com pouco mais de 9 mil garrafas produzidas.

Entre outros prêmios, os vinhos de Tiago Cabaço já conquistaram a talha de ouro para o melhor vinho tinto do Alentejo, o prêmio de excelência da Revista de Vinhos e o terceiro lugar (melhor do Alentejo) no Top 10 da Revista Wine, onde a consultadoria da enóloga Susana Esteban tem sido preponderante.

Fonte: Jornal de Notícias.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Setor vitivinícola apresenta recuo de 18% nas vendas em 2016

Vinho fino sentiu menos o impacto da crise e teve ligeira retração, de apenas 2,8%. Para contrabalançar, no ano passado, valor de exportações registrou alta de 45%
 
O desempenho comercial do setor vitivinícola em 2016 recuou 18% frente ao ano anterior, totalizando a venda de 343,7 milhões de litros em vinhos, sucos, espumantes, vinagres, destilados e outros derivados da uva. Os segmentos que apresentaram maior retração nas vendas foram o de vinho de mesa, com venda de 165,9 milhões de litros, e o de suco de uva natural, com 94,1 milhões de litros, ambos com queda de 20%. O vinho fino, entretanto, apresentou uma redução menos expressiva, de apenas 2,8%, mantendo as vendas em 19,2 milhões de litros.
 
“Já esperávamos que, com uma produção de vinhos menor, a venda seria também menor. Mas esse recuo foi agravado pela crise econômica, aumento dos impostos, do desemprego e da queda no poder aquisitivo das pessoas” analisa o diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, referindo-se à quebra de 57% registrada na safra de uva do ano passado, que diminuiu a disponibilidade dos produtos.
 
Contrabalançando o desempenho no mercado doméstico, o setor comemora a retomada nas vendas para o Exterior. O resultado mostra a crescente aceitação internacional dos vinhos brasileiros, principalmente em mercados considerados bastante competitivos, como Estados Unidos, Europa e Ásia. As exportações registraram alta no valor de 45%, totalizando US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros, assim como no preço médio do litro exportado, que passou de US$ 2,57 para US$ 2,61. As vendas para o mercado externo são fomentadas por ações de promoção internacional desenvolvidas pelo projeto Wines of Brasil, realizado em parceria pelo Ibravin e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
 
Para o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá, no mercado interno, 2017 será um ano de cautela e de bastante empenho por parte dos vinicultores para tentar recuperar os patamares de comercialização registrados em 2015. “Até o momento, a safra tem se apresentado muito positiva em sanidade, volumes e em qualidade. Assim, conseguiremos equalizar estoques e teremos bons produtos para apresentar ao mercado”, observa o dirigente. “A perspectiva econômica para esse ano não é tão favorável, por isso insistiremos nos pedidos de redução da carga tributária, que nos tira a competividade e pesa significativamente na composição de custos, e nos incentivos para melhoria de produção”, complementa.
 
Oscar Ló, vice-presidente do Ibravin, acredita que, com a equalização da oferta, produtos que são carros-chefes para o setor, como o suco de uva 100% e os espumantes, devem recuperar espaço. “Tivemos um recuo muito pequeno nos vinhos finos, sinal de que o consumidor de vinho brasileiro se manteve fiel ao que costuma comprar. E o suco e o espumante, devem voltar à normalidade pois vinham crescendo a índices muito positivos antes da quebra de safra”, enfatiza.
 
Quanto às exportações, será dada continuidade às ações do projeto Wines of Brasil, com reforço nos países considerados mercados-alvo (Estados Unidos, Reino Unido e China). A expectativa é de abertura de novos distribuidores e de iniciativas promocionais diretas em pontos de venda e em eventos voltados para o consumidor nessas praças ajudem a incrementar os resultados obtidos em

sábado, 7 de janeiro de 2017

Coravin começa a ser vendido no Brasil

Um dos brinquedinhos mais disputados pelos habitantes do mundo do vinho, o Coravin passa a ser vendido oficialmente no Brasil. O aparelho consegue extrair a bebida de garrafas sem desarrolhá-las. Lançado há três anos, causou furor entre os enófilos por permitir que vinhos raros e/ou caros pudessem ser degustados em diferentes estágios de sua vida sem causar prejuízo ao que remanescia na garrafa. Seu grande trunfo é um sistema que usa uma agulha para retirar o líquido e, ao mesmo tempo, injetar gás argônio para impedir que o oxigênio, inimigo mor do vinho, causasse danos ao precioso líquido.
Foi usado, por exemplo, em provas de vinhos raros, como o Bordeaux do século 19 da foto acima. E ampliou a oferta de taças em restaurantes mundo a fora – o NoMad, de Nova York, foi um dos primeiros entusiastas–, que passaram a vender rótulos além dos varietais famosos em regiões próximas, arriscando até incluir na lista garrafas que custam muitos dígitos.
Muitos dígitos, aliás, são o problema que Coravin oferece para quem deseja ter um exemplar em casa. No Brasil, custa entre R$ 2,8 mil e R$ 3,56 mil, a depender do modelo, no site da importadora Concept. Para quem não quer dispor da quantia, fica a piada que corre sobre o aparelho na internet: quem precisa de um Coravin em casa é porque não tem amigos suficientes. 

Safra 2017 deve atingir 600 milhões de quilos de uva

Depois da quebra de 57% da última colheita, representantes do setor acreditam em uma produção com quantidade normal e de muita qualidade
 
 
As previsões são boas e tudo indica que as condições climáticas e o manejo realizado pelos produtores ao longo dos meses ajudarão para que safra de uva se normalize esse ano. Depois de uma perda de 57% em 2016 – considerada a maior quebra desde 1969 –, a expectativa é que a produção no Rio Grande do Sul atinja 600 milhões de quilos de uva em 2017, cerca de 100% a mais se comparado ao ano anterior, quando foram colhidos pouco mais de 300 milhões de quilos.
 
De acordo com o vice-presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e presidente da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho/RS), Oscar Ló, as primeiras uvas começaram a ser colhidas no início de janeiro, com maior incremento de volume a partir da segunda quinzena do mês. “Estamos muito contentes com a qualidade, os vinhedos estão com uma boa produção. As condições climáticas estão muito favoráveis neste ano. Tudo indica que teremos uma safra normal e, com isso, os estoques também deverão voltar aos patamares dos anos anteriores, alcançando o armazenamento de cerca de 150 milhões de litros. A quebra do último ano não impactará negativamente na qualidade e nem no volume da produção desta safra”, avalia Ló.
 
O coordenador e o vice-coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Denis Debiasi e Olir Schiavenin, respectivamente, tiveram as mesmas percepções do dirigente e acreditam em resultados positivos para essasafra. “Não houve registros significativos desfavoráveis em relação ao clima. Por enquanto, está tudo tranquilo. A sanidade da uva está boa, os produtores fizeram manejos adequados, incluindo uma boa adubação. Tudo se encaminha para bons resultados”, pontua Schiavenin.        

Em relação à qualidade, as vinícolas do estado do Rio Grande do Sul comemoram a sanidade observada nas variedades até o momento. Tudo indica também que as uvas atingirão uma boa graduação de açúcar. “Esta safra está com uma produção excelente. Noventa e nove por cento das regiões não apresentaram doenças fúngicas”, constata o ex-presidente do Ibravin e atual integrante do Conselho Deliberativo da entidade pela Comissão Interestadual da Uva, Moacir Mazzarollo.

Ainda segundo Mazzarollo, as próximas semanas serão decisivas para obtenção desses resultados. “A qualidade final se dá no momento da colheita. Mas as previsões climáticas indicam que os próximos meses estarão dentro da média ou ainda menor em volume de chuva”, explica.
 
O chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, Mauro Zanus, acredita que os efeitos do fenômeno La Niña ajudarão para que se colham as uvas com a maturação adequada. “Os prognósticos meteorológicos apontam para uma influência moderada do La Niña, em que ocorreria uma incidência de chuvas menor que o normal, mas este efeito ainda não se confirmou. Tudo indica que essas massas com menor umidade venham até fevereiro”, observa. “Estamos acompanhando e conversando com técnicos e os dados apontam para um prognóstico bastante positivo. As chuvas de setembro e outubro não impactaram negativamente”, avalia Zanus. 

Vindima no Vale dos Vinhedos: trabalho, dedicação e alegria na colheita da uva

Chegamos ao verão, estação sinônimo de férias e descanso para muitos. No Vale dos Vinhedos é a estação da colheita literal de nossos frutos. É quando alcançamos o momento mais glorioso e também do trabalho mais árduo: a Vindima.
 
Durante o ano, produtores rurais, enólogos e suas equipes esforçam-se incansavelmente para que as videiras cumpram seus ciclos em cada estação. Outono, inverno e primavera têm papel fundamental no desenvolvimento das videiras e frutos. Neste processo evolutivo, a natureza e o homem se aliam para originar aquelas que são o motivo do Vale dos Vinhedos existir: as uvas.
O ápice de todo este esforço acontece no verão, quando as diversas variedades que originam vinhos de características únicas, são colhidas pela comunidade e pelos viticultores do Vale.
Ao mesmo tempo que o trabalho de colheita é realizado, o espírito da Vindima toma conta dos nossos ares como que por magia: aromas adocicados pairam no ar, as paisagens mudam suas tonalidades alternando as cores das videiras e uvas com os chapéus de palha dos trabalhadores, a temperatura instiga a viver experiências junto a natureza e até mesmo o som dos tratores nos traz a nostalgia de tempos passados. A alegria toma conta até mesmo daqueles que não trabalham diretamente com a colheita: recepcionistas, garçons, camareiras, artesãos. Todos são contagiados pelo espírito de renovação da Vindima, em um mesmo clima de comemoração e de recomeço.
Por aqui, não apenas um ano novo se inicia. É uma nova safra, com novos e únicos vinhos e espumantes que trazem consigo a herança de nossos ancestrais, o aprendizado de nossos nonos, nonas, pais e mães refletidos nas milhares de caixas de uva e nas novas garrafas que descansarão nas adegas de nossas vinícolas.
A Vindima é o nosso melhor jeito de iniciar um novo ciclo, colhendo os frutos de nosso trabalho e oferecendo aos nossos visitantes o que melhor sabemos fazer: receber erguendo um brinde ao novo!
 
Programação especial para curtir a Vindima
Para aproveitar a Vindima em todos os seus aspectos, os atrativos do Vale dos Vinhedos oferecem atividades especiais no período de 07 de janeiro a 19 de março.
A Abertura Oficial da Vindima no Vale dos Vinhedos acontecerá no dia 28 de janeiro, no Hotel Villa Michelon. O evento contará com a bênção dos parreirais e dos vitivinicultores, colheita e pisa das uvas com as Soberanas do Vale dos Vinhedos e filó italiano de confraternização.
Durante o período, a colheita e pisa das uvas também poderá ser realizada em outros empreendimentos, em pacotes de um dia ou com hospedagem inclusa para um final de semana especial. Hotel & Spa do Vinho, Casa Valduga, Hotel Villa Michelon, Pousada Florenza e o Circolo Trentino di Bento Gonçalves oferecem esta atividade mediante reserva antecipada.
Eventos que unem gastronomia e vinho também são atração no período: o Winery & Food Cave de Pedra e o Cálice de Estrelas acontecem já no dia 14 de janeiro. E para os amantes do esporte, a Maratona do Vinho será realizada no dia 12 de fevereiro em meio às paisagens do Vale dos Vinhedos e da Estrada do Sabor. E a La Sfida Vindima 2017 será realizada nos dias 17, 18 e 19 de fevereiro, em três cidades – Pinto Bandeira, Garibaldi e Bento Gonçalves – sendo encerrada no Vale dos Vinhedos. Ambas estão com inscrições abertas.
Piqueniques em meio aos parreirais carregados de uvas são atração também na Vinhos Larentis e na Cave de Pedra. A atividade também pode ser realizada no Jardim Leopoldina.
Oficinas de drinks com vinhos e espumantes e mini curso sobre uvas e vinhos são oferecidos pela Cooperativa Vinícola Aurora. E as tradicionais oficinas gastronômicas com temas variados são ofertadas pelo Valle Rustico Restaurante.
A Pizzato Vinhas e Vinhos oferecerá a oportunidade de realização de degustações verticais, além de harmonizar tábuas de frios de sabores variados com seus vinhos. E o Wine Garden, nos jardins da Miolo Wine Group segue durante a Vindima, com inúmeros eventos especiais.
A Vinícola Dom Cândido levará seus visitantes para conhecer os parreirais e realizará degustação orientada durante o período. Cursos de degustação e cursos de harmonização na Miolo Wine Group e na Casa Valduga complementam a oferta de atrações para o período.
Venha vivenciar conosco as belezas da Vindima 2017. Esperamos você com uma série de atrações e atividades diferenciadas, de 07 de janeiro a 19 de março.

Fonte: APROVALE

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Cruzeiro lança clube de vinhos, o primeiro do mundo de uma equipe de futebol

A Casa Rio Verde, tradicional importadora mineira de vinhos, fechou uma parceria com o Cruzeiro Esporte Clube para o lançamento do primeiro clube de vinhos de um time de futebol no mundo: o “Clube do Vinho Cruzeiro”. Uma união perfeita entre duas paixões arrebatadoras: vinho e futebol, concretizada para a torcida celeste pela importadora e pelo clube mineiro.
 
O Clube do Vinho Cruzeiro foi anunciado pelo Cruzeiro nesta quinta-feira, dia 22 de dezembro, e pode ser acessado pelo site www.clubedovinhocruzeiro.com.br. No início de janeiro, o site trará também uma seleção de vinhos avulsos e kits de vinho para o torcedor degustar e presentear. As novidades não param por aí: o Cruzeiro terá dois vinhos oficiais licenciados, produzidos pela vinícola gaúcha Lidio Carraro, com lançamento também previsto para a primeira quinzena de janeiro.
 
Além da loja virtual, as assinaturas do Clube do Vinho Cruzeiro podem ser feitas em uma das cinco lojas da Casa Rio Verde em Belo Horizonte. A assinatura mensal custa R$119.80 (duas garrafas de vinhos tintos). O Sócio do Futebol do Cruzeiro tem 5% de desconto na assinatura do clube do vinho, na compra dos vinhos e kits avulsos através do “Clube do Vinho Cruzeiro” e lojas físicas da Casa Rio Verde. O desconto vale inclusive para os produtos em promoção.
 
O diretor Comercial da Raposa, Robson Pires, destaca que o Cruzeiro sempre teve interesse em fazer o licenciamento de um vinho, por ser  um produto que se identifica com as origens italianas do clube: “O Clube do Vinho Cruzeiro é destinado aos cruzeirenses que gostam de vinho, uma bebida cada vez mais presente na mesa dos brasileiros e ótima para momentos especiais. Será a oportunidade de adquirir vinhos  selecionados, em casa, com preços especiais,   além de prestigiar o time do coração”.
 
COMO FUNCIONA O CLUBE DO VINHO CRUZEIRO?
 
Participar de um clube do vinho é a mais autêntica expressão do “unir o útil ao agradável”, reunindo conveniência e prazer em um só pacote. O Clube do Vinho Cruzeiro funciona como a assinatura de revista. A partir do momento que o torcedor faz a assinatura pelo site ou nas lojas da Rio Verde ele recebe mensalmente uma seleção com dois vinhos (tintos). Pode optar também por receber um número maior de vinhos (múltiplo de dois) e por planos mensais, semestrais ou anuais, com descontos progressivos.
 
O torcedor tem a comodidade de receber os vinhos em casa, sem nenhum custo adicional. O frete é grátis para a Região Sudeste e parcialmente subsidiado para as outras regiões, visto que o Clube entrega em todo o Brasil. O frete também é grátis, na Região Sudeste, nas compras de vinhos avulsos e kits com valor superior a R$130. O prazo de entrega em Belo Horizonte é de 1 dia útil. A seleção dos vinhos é feita criteriosamente pela Casa Rio Verde, que garimpa seus produtos em vinícolas da Europa e da América do Sul. Grande parte dos rótulos são premiados por publicações especializadas. Outra vantagem para o consumidor é o preço: os vinhos do clube saem até 40% abaixo do valor de mercado.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Cooperativa Vinícola Garibaldi registra crescimento de 15% nas vendas de espumantes


Um dos queridinhos das festas de fim de ano, em especial no brinde de Réveillon, o espumante segue em alta na mesa dos brasileiros. O som da rolha saltando de uma garrafa embala as festividades e a vida de quem quer celebrar com estouros e borbulhas. E a comemoração também se reflete na Cooperativa Vinícola Garibaldi, que registra um crescimento de 15% nas vendas em relação a 2015. Na lista dos mais vendidos, desponta o Garibaldi Brut com aumento de 50%, diferente do último ano quando o Espumante Moscatel liderou a lista.
 
“Esse crescimento do Garibaldi Brut é reflexo do produto apresentar uma ótima relação custo X benefício para o consumidor, sem perder a qualidade e padrão que são referências da Cooperativa. O impulso nas vendas e as projeções para 2017 refletem o nosso comprometimento com a sustentabilidade e rentabilidade, mantendo o pequeno produtor no campo e valorizando-o ainda mais”, destaca o presidente da Cooperativa, Oscar Ló.
 
Para 2017, a Garibaldi projeta crescimento, em faturamento, de 15% e ultrapassar os R$ 130 milhões, além de aumento na fabricação de espumantes, já que a meta é atingir a produção de 3,5 milhões de garrafas de espumantes até 2020. Atualmente, a Cooperativa produz 1,5 milhão de garrafas/anual. Deste total, 40% é produção de Moscatel. Em 2016, no Prosecco, rótulo que figurou entre os dez melhores vinhos e espumantes do mundo, foram elaboradas 100 mil garrafas que esgotaram ainda em agosto.

Ibravin e Sebrae brindam resultados de convênio

A superação das metas do convênio firmado entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o lançamento do Anuário Vinhos do Brasil 2017 foram comemorados na tarde desta quinta-feira (15), em Brasília (DF). O evento, realizado na sede do Sebrae Nacional, foi prestigiado por cerca de 280 pessoas e regado a vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros com a degustação Tour Vinhos do Brasil.
 
Após o primeiro período de vigência do Projeto de Valorização dos Vinhos Brasileiros, entre 2014 e 2015, foi registrado um aumento de 15,8% na comercialização dos produtos brasileiros engarrafados. Outros dados apresentados foram a capacitação de mais de dois mil profissionais de atendimento, a qualificação de mil empreendimentos e a certificação de mais de 230 produtores de uva e de vinho em Boas Práticas Agrícolas e 30 vinícolas em Boas Práticas Enológicas.
 
O Anuário Vinhos do Brasil 2017, lançado no evento, traz informações sobre o convênio, além de traçar um panorama setorial com estatísticas e o resultado da Grande Prova Vinhos do Brasil 2016. O concurso reuniu 852 amostras de 110 produtores de oito estados, com resultados da premiação agrupados em 27 categorias. Em formato de revista, apresenta um raio X das regiões produtoras, dos vinhos e do enoturismo e estará disponível em janeiro de 2017. No mercado externo, a publicação é distribuída em mais de 100 postos e embaixadas pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
 
O diretor de Relações Institucionais do Ibravin, Carlos Paviani, valorizou a abrangência do convênio por qualificar desde o trabalho do produtor rural e das vinícolas até o serviço do vinho em bares e restaurantes. Para o dirigente, o desafio, agora, é a renovação do projeto para dar continuidade à parceria no próximo ano. "Estamos atravessando por um momento econômico difícil no país e precisamos seguir nesta linha de qualificação de todas as pontas que envolvem o setor vitivinícola para retomarmos o crescimento", projeta. Paviani reiterou a parceria com o Sebrae que resultou, em outubro, no anúncio da inclusão das vinícolas no Simples Nacional a partir de 2018.
 
Após a apresentação dos resultados do convênio, o sommelier Maurício Roloff conduziu a degustação “No verão, vá de vinho”. O evento encerrou com o Tour Vinhos Brasil, com venda de mais de 350 garrafas e prova de produtos das vinícolas Hermann, Lidio Carraro, Maison Forestier, Maximo Boschi, Valmarino e Vistamontes Sucos Naturais. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Alta carga tributária é principal entrave para expansão do consumo de vinhos

Que o vinho é bom para o paladar e para a saúde, ninguém nega. É possível listar diversas razões pelas quais a bebida deveria fazer parte do dia a dia, seja para acompanhar uma refeição, seja para promover mais qualidade de vida. Contudo, nem todos os adjetivos associados ao vinho têm sido capazes de estimular um aumento de consumo no Brasil: nos últimos 10 anos o consumo per capta passou dos módicos 1,8 litros/ano para os atuais, e igualmente pífios, 2 litros. Mais do que os desafios culturais, o setor sofre com a constante alta de impostos – o último, há cerca de um ano, mudou a forma de tributação e tornou rótulos já caros, ainda mais custosos. Num país onde o preço está equivocadamente associado à qualidade do vinho, a alta carga tributária é, indiscutivelmente, um dos maiores entraves para a popularização da bebida e expansão do consumo qualificado.
 
Impostos em alta – consumo em baixa
 
O consumo brasileiro se torna ainda mais modesto se comparado com países vizinhos: chilenos e argentinos consomem anualmente de 8 a 10 vezes mais litros da bebida. Esses fatores não estão ligados exclusivamente às preferências do consumidor nacional: países asiáticos com pouca tradição no consumo e na cultura do vinho já apresentam números mais expressivos do que o Brasil, que possui uma indústria sólida e regiões como a Serra Gaúcha, de grande tradição vinícola.
 
Um dos maiores responsáveis por essa morosidade é a alta carga de impostos: no mercado brasileiro a composição do preço final do vinho é, em maior parte, formada por tributos. A mudança mais recente, proposta pela da Medida Provisória 690/2015 e transformada na Lei nº 13.241/2015 alterou o antigo modelo de alíquota de IPI que variada de R$ 0,73/litro para rótulos nacionais até US$ 70 para os importados. No novo modelo, em vigor desde dezembro de 2015, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre a bebida passou a ser de 10% em relação ao preço do vinho.
 
E não para por aí: antes de chegar à mesa do brasileiro, diversas cifras são adicionadas ao custo final de uma garrafa e, quanto mais longo o caminho até o consumidor final, maior será a fatia direcionada ao governo. Números do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) apontam que somando ICMS, IPI, COFINS, PIS e ainda encargos relacionados à cadeia produtiva, 54.73% do preço do vinho nacional correspondem a impostos. Porém, se essa garrafa vem de outro país a proporção é ainda maior: até 74.73% do custo final de um vinho importado corresponde a tributos.
 
Entraves burocráticos
 
Tratando-se de rótulos estrangeiros, existem ainda dois itens que podem tornar o preço final ainda mais salgado: a complexidade e a demora do processo de importação. Para se ter uma ideia, antes de chegar às prateleiras, o importador deve considerar os custos de frete, armazenamento adequado e de liberação do produto na alfândega, o chamado desembaraço aduaneiro. Além disso, cada garrafa deve atender aos padrões de rotulagem nacionais e passar por uma análise química a cargo do Ministério da Agricultura, processo este que requer a retenção de algumas amostras de cada lote. Lembrando que boa parte desses processos estendem-se por longos períodos, aumentando os custos de importação. Ou seja, o produto já atraca no país com um custo elevado, antes mesmo de passar pelos encargos de comercialização.
 
Consumo qualificado
 
Não é a toa que o consumo brasileiro é composto, em geral, por vinhos de baixa qualidade, de acordo com dados do site especializado Ibravin, considerando-se apenas o consumo de vinho fino, a média per capta cai para apenas 0,7 litros/ano. De acordo com Stephanie Duchene, sommèliere que trabalha com rótulos artesanais importados da França, é essencial reorganizar o setor, mas também é importante estimular o consumo qualificado: “Não estamos falando apenas de quantidade, mas principalmente de qualidade. O consumidor brasileiro muitas vezes não se sente a vontade para se aventurar no mundo dos vinhos em virtude do pouco conhecimento. Porém, se estimularmos um consumo qualificado, no qual ele não precisa beber muito, mas sim conhecer vinhos de qualidade; permitindo que ele se identifique com a bebida que aprecia, certamente o vinho estará presente com mais frequência na sua mesa.” Para a fundadora da Wine Exclusive, é preciso que esse hábito faça parte do dia a dia do brasileiro “não apenas para aumentar a proporção de consumo anual, mas principalmente para que o consumidor tenha contato com bons vinhos. Quando falamos em consumo qualificado não estamos falando em beber muito, mas conhecer vinhos que realmente traduzam essa cultura tão rica.”. – conclui.
 
Vinho como alimento
 
Uma das saídas para estimular o consumo e, ao mesmo tempo, baixar os encargos seria alterar a classificação da bebida no país. Atualmente, o vinho entra na mesma classificação de bebidas alcoólicas ou de artigos de luxo, produtos que, devido sua natureza, sofrem sobretaxação. Contudo, a exemplo, países como Estados Unidos, Chile e França já categorizam a bebida como um alimento funcional em virtude dos benefícios que o consumo moderado pode trazer à saúde. No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados desde 2013 o Projeto de Lei 5965/13, de autoria do deputado Edinho Bez (PMDB/SC), que propõe a inclusão do vinho na cesta básica e sua classificação como alimento, dessa forma seria possível reduzir impostos e estimular a produção nacional. Atualmente, o projeto aguarda apreciação da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR).
 
Contudo, enquanto mudanças como essa não vem, é preciso investir em conhecimento e apostar no consumo qualificado, principalmente na hora de escolher um rótulo estrangeiro. De acordo com Geoffrey Pompier, empreendedor do setor, neste caso, o consumidor deve optar por rótulos sem intermediários “Quanto menos intermediários houver entre o produtor e o consumidor, mais acessível será o preço da garrafa. Por isso, nem sempre comprar uma garrafa num supermercado é a opção mais barata. Além disso, a compra em locais especializados pode garantir mais qualidade em virtude da exclusividade do produto.”- conclui.

sábado, 19 de novembro de 2016

França deve ter a menor safra dos últimos 30 anos

O ano de 2016 já entrou para a história da vitivinicultura francesa, mas os motivos que a levaram ao marco certamente figuram longe dos ideais. As fortes intempéries climáticas – incluindo geada, granizo, pragas e incêndios - que o país sofreu durante o atual período de crescimento e maturação das uvas devem resultar na menor colheita local das últimas três décadas, segundo pronunciamentos dados nesta semana por funcionários do Ministério da Agricultura da França. Entre as regiões mais afetadas está Borgonha, Loire e Champagne.
 
Toda a safra nacional deve resultar em 43,2 milhões de hectolitros de vinho, o equivalente para encher cerca de 5,76 bilhões de garrafas. Apesar dos números parecerem bastante altos, a quantidade prevista representa uma queda de 10% em comparação a 2015 e de 6%, se comparada à média francesa dos últimos cinco anos. Na contramão do declínio, Aslácia e Bordeaux são as duas principais regiões que devem apresentar crescimento relativo à safra passada, de 18% e 7%, respectivamente.

Produção de vinho verde cai, mas a qualidade deve ser a melhor da década

"Em 2016 vamos ter uma produção cerca de 20% inferior em relação ao ano passado", disse Manuel Pinheiro, presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), numa entrevista à Lusa no âmbito do balanço da campanha de 2016.
 
 
A quebra na produção, que se explica sobretudo com o período de chuvas que decorreu até junho, que fez com que os agricultores tivessem de fazer mais tratamentos e, mesmo assim, fosse afetada a produção, contrasta com um aumento da qualidade do vinho verde, que poderá transformar a campanha de 2016 num dos melhores anos da década, afirmou Manuel Pinheiro.
 
"A qualidade é muito boa. Foi um ano realmente de excecional qualidade. Muito ajudado pelo facto de termos tido tempo seco quente a partir dos santos populares, o que permitiu ter ótimas maturações das uvas", explicou o presidente da CVRVV, assumindo que "de certeza que os vinhos deste ano de 2016 vão ser dos melhores da década".
 
A produção baixou principalmente nos vinhos verdes brancos, tendo-se produzido 52 milhões de litros. O vinho verde tinto teve uma ligeira baixa, com uma produção em 2016 de 12 milhões de litros, enquanto a do vinho verde rosado foram 3,8 milhões de litros.
 
O presidente da CVRVV diz que apesar de a produção de vinho verde ser em menor quantidade, 2016 vai fechar com um crescimento de sete a oito por cento do mercado. As exportações do vinho verde, até ao final de setembro, rondavam os 48 milhões de litros, o que representa um "aumento de 8% em relação a 2015". "É um ano que comercialmente correu muito bem. Estamos muito satisfeitos. Chegamos à vindima com um 'stock' baixo, o que é bom".
 
Em Portugal, segundo dados fornecidos pela CVRVV, há 21 mil hectares de vinha de vinhos verdes, com 19 mil viticultores e 600 engarrafadores. A produção de vinho verde é na ordem dos 80 milhões de litros por ano, existindo duas mil marcas e 110 mercados internacionais que compram vinho verde português.
 
A região demarcada dos vinhos verdes estende-se por todo o noroeste de Portugal, na zona conhecida como Entre-Douro-e-Minho, tendo como limites a norte o rio Minho, que estabelece parte da fronteira com Espanha, a sul o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro, a este as serras da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão e a oeste o oceano Atlântico. Tem nove sub-regiões (Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa).
 
Em termos de área geográfica, é a maior região demarcada portuguesa e uma das maiores da Europa.

Real Companhia Velha lança vinho do Porto do séc. XIX

A Real Companhia Velha comemora este ano 260 anos de existência e lança agora um vinho ímpar. O Carvalhas Memories é um vinho do Porto do séc. XIX, mais precisamente da vindima de 1867 feita na Quinta das Carvalhas, uma propriedade situada no Alto Douro vinhateiro.
 
Este vinho foi preservado com cuidado e de forma meticulosa, inicialmente nas caves da reputada Firma Miguel de Sousa Guedes e, mais tarde, em meados do século XX, por incorporação desta empresa, deixada aos cuidados das sucessivas gerações de mestres de cave da Real Companhia Velha Envelheceu em pipas da mais nobre madeira de carvalho, e destaca-se pela suntuosidade aromática e uma inesquecível dimensão de prova. São 149 anos de estágio de um néctar que é lançado para o mercado numa edição comemorativa limitada de 260 garrafas numeradas e com o P.V.P. de 2750€.
 
A Real Companhia Velha confunde-se com a história do Vinho do Porto. Fundada a 10 de setembro de 1756 é a mais antiga empresa de Portugal e aquando da sua fundação foi-lhe confiada a tarefa de estabelecer a Região Demarcada do Douro, que foi a primeira Região Demarcada para a produção de vinhos no mundo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Vendas brasileira superam metas em feira na China

A participação inédita de vinícolas brasileiras na ProWine China, que ocorreu entre os dias 7 e 9 deste mês em Shangai, deve resultar em US$ 410 mil em vendas. Durante os três dias de feira, representantes da Aurora, Miolo, Peterlongo e Salton fizeram 63 contatos e, para os próximos 12 meses, esperam efetivar 20 contratações com importadores e distribuidores do país oriental. A ação integrou o projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para divulgação dos vinhos no mercado externo.
 
As quatro empresas participantes avaliaram positivamente a ProWine China como uma importante estratégia de posicionamento e prospecção no mercado e uma ótima oportunidade para que os chineses pudessem conhecer um pouco mais sobre os vinhos brasileiros. Grande parte dos visitantes do estante eram nacionais e ficaram impressionados com a qualidade das bebidas verde-amarelas. Devido à preferência dos chineses por produtos mais adocicados, os vinhos e espumantes com uva moscato e o suco de uva 100% integral se destacaram entre as opções.
 
As quatro vinícolas brasileiras já confirmaram presença na ProWine 2017. Para o próximo ano, o projeto Wines of Brasil espera reunir seis empresas no local.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Brasil deve aumentar exportações de vinho e espumantes

 
De acordo com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Blairo Maggi, as exportações de vinhos e os espumantes produzidos no Brasil têm alto potencial de crescimento. O ministro explicou que os produtos "têm sido cada vez mais premiados e com aceitação crescente nos mercados nacional e internacional”. A declaração foi feita na abertura do 39° Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, nesta segunda-feira (24), em Bento Gonçalves (RS).
 
O ministério usará este ramo de atividade para aumentar a meta de exportação no mercado mundial agropecuário de 6,9% para 10% em cinco anos. De acordo com publicação da Dinheiro Rural, no ano passado, o Brasil exportou US$ 4,41 milhões de vinho para vários países, como Estados Unidos, Paraguai, Colômbia e Reino Unido.
 
“Quem quer conquistar mercado precisa se mostrar. E este evento mostra a região de Bento Gonçalves, a região Sul e o Brasil como produtores de vinho de qualidade e com disponibilidade de matéria-prima”, disse o ministro. Propostas como redução de tarifas e impostos, além de tornar de tornar a área produtora de uva e vinho uma “zona franca”, sem a cobrança de impostos, para atrair mais turistas à região.

Franceses vão implantar cooperativa de vinhos na Chapada Diamantina

Na última quinta-feira (27), o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro, que integra a comitiva do governador na França, foi até a cidade de Bar de Seine para se encontrar com os representantes da cooperativa vinícola Les Ricey, parceira do Governo da Bahia e de produtores de uva para fabricação de vinhos em Morro do Chapéu, município da Chapada Diamantina.
 
 
  
Já está prevista a vinda de uma comitiva de produtores da região de Les Ricey à Bahia, em janeiro de 2017, para iniciar a implantação de uma cooperativa na região, nos moldes da francesa.
 
"Conhecer o trabalho da Les Ricey foi uma experiência única. Eles mostraram para a comitiva como é possível produzir e agregar valor à produção de forma integrada, respeitando os interesses da cada cooperado”, comentou Jeandro Ribeiro.
 
Em março deste ano, foi assinado um novo acordo de cooperação técnica com a Les Riceys, com validade de dois anos. O acordo tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento de atividades vitivinícolas na região da Chapada, criando relações e trocas técnicas entre os participantes, além de identificar e arregimentar empresas interessadas em realizar investimentos na Bahia, com o suporte institucional e operacional do governo.
 
"Essa ideia de fazer um termo de cooperação é fantástica para a gente alavancar o processo de desenvolvimento do estado. A visita foi extraordinária para entendermos a possibilidade de fazermos cooperação", contou Joelson Ferreira, agricultor familiar da Bahia, que também acompanhou a visita.
 
O Projeto de Avaliação Técnica e Econômica de Videiras Viníferas e de Culturas de Clima Temperado em Morro do Chapéu definiu a implementação de duas Unidades de Observação. Uma tem vinhedos experimentais a fim de avaliar o desempenho agronômico de videiras destinadas à produção de uvas para a elaboração de vinhos finos.
 
A unidade foi instalada em 2011, com a escolha de dez variedades para o experimento das videiras: Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Tannat, Malbec, Merlot, Syrah, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Muscat Petit Grain.
 
O objetivo foi identificar o comportamento das variedades, as que melhor se adaptam às condições de solo e clima da região e resultam num melhor vinho. De acordo com o experimento, as parreiras tiveram excelente desenvolvimento vegetativo, com destaque para as variedades Syrah e Sauvignon Blanc.
 
As uvas colhidas no final de 2012 foram levadas para o Laboratório de Enologia da Embrapa Semiárido, onde foram processadas para a obtenção dos primeiros vinhos. O desempenho desse experimento tem chamado a atenção de técnicos e alguns grupos empresariais ligados à vitivinicultura.
 
A outra Unidade de Observação é voltada às culturas de clima temperado como a macieira, pereira, pessegueiro, ameixeira, cerejeira e oliveira.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Simples para vinícolas pode ajudar na formalização de centenas de produtores

Outros benefícios como aumento de competitividade, desburocratização e desoneração da atividade vinícola são destacados pelo Ibravin. Projeto de Lei deverá ser sancionado esta quinta-feira (27).
 
A inclusão das vinícolas, microcervejarias e produtores de cachaça artesanal, aprovada por unanimidade pela Câmara no início do mês, está na iminência de sair do papel. Isso porque está previsto para a próximo quinta-feira (27), às 11h, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), um ato de assinatura do Projeto de Lei Complementar (PLP) 25/07 pelo presidente Michel Temer. Além de incluir novos segmentos no regime, a atualização amplia o limite de faturamento de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões e cria as Empresas Simples de Crédito para facilitar o acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas (MPEs). O limite de faturamento para os microempreendedores individuais (MEIs) passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil. O texto também amplia o prazo de parcelamento de 60 para 120 meses, com redução de multas e juros.
 
O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) elaborou um estudo que comprova a importância da medida para o setor. Entre os itens destacados está a possibilidade de formalização de centenas de produtores, em 10 estados, e o baixo impacto na arrecadação pelo governo. De acordo com o diretor de Relações Institucionais da entidade, Carlos Paviani, o setor aguarda com otimismo a sanção presidencial para aumentar a competitividade do vinho brasileiro frente ao importado. "Alguns países como Argentina e Espanha, por exemplo, já adotam sistemas semelhantes, o que os ajuda na posição de principais exportadores de vinhos no mundo", ilustra.
 
O dirigente reforça o fato de que a inclusão das vinícolas brasileiras no Simples Nacional não deverá prejudicar a arrecadação de impostos pelos governos federal, estaduais e municipais. "O faturamento das micro e pequenas vinícolas corresponde a apenas 12% do total das empresas do ramo vinícola no Brasil", justifica. Paviani também elenca outros benefícios que a medida pode gerar ao vinho brasileiro e aos consumidores. Entre eles está a maior oferta de produtos no mercado, a consolidação de regiões produtoras e a fixação de vinicultores no campo com melhores condições de vida.
 
Saiba porque é importante incluir as vinícolas no Simples Nacional
 
1. 90% das vinícolas dos estados do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC) e são micro e pequenas empresas e poderão ser beneficiadas caso o setor seja incluído no Simples.
 
2. Atualmente, a carga tributária brasileira ultrapassa metade do valor de uma garrafa de vinho. A inclusão no Simples deverá aumentar a competitividade do vinho brasileiro frente ao importado.
 
3. Tradicionais países produtores de vinhos, como Argentina e Espanha, já possuem regimes simplificados de tributação. Os nossos vizinhos, por exemplo, adotam o sistema do Monotributo, algo semelhante ao Simples Nacional.
 
4. A inclusão das vinícolas brasileiras no Simples Nacional não vai diminuir a arrecadação de impostos pelos governos federal, estaduais e municipais. Isso porque o faturamento das micro e pequenas vinícolas corresponde a apenas 12% do total das empresas do ramo vinícola no Brasil.
 
5. A inclusão das vinícolas no regime simplificado desburocratiza e desonera a atividade vinícola no país.
 
6. A inclusão do segmento no Simples pode resultar na formalização de centenas de produtores de vinho artesanal, em 10 estados brasileiros.
 
8. A medida vai beneficiar não apenas os produtores gaúchos, mas também vinicultores dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo.
 
9. A inclusão no Simples vai incentivar a produção do vinho no Brasil, considerada em muitos países, como a Espanha, um alimento.
 
10. A inclusão das vinícolas no Simples cria melhores condições para a permanência dos produtores no campo, em minifúndios, com mão de obra familiar, evitando a evasão rural.
 
Benefícios econômicos e sociais
 
- Aumento da visibilidade da produção, o que permite o desenvolvimento adequado de políticas públicas para os produtores familiares;
 
- Incentivo ao enoturismo, atividade com grande potencial de geração de emprego e renda;
 
- Maior segurança para o consumidor dos vinhos elaborados em unidades rurais familiares devido à exigência de atendimento das regras técnicas e fitossanitárias de produção;
 
- Incremento de investimentos na qualidade do produto.
 
Números da formalização
 
- 1.931 produtores de vinhos informais com potencial empreendedor no Brasil, segundo o IBGE;
 
- Estimativa de arrecadação de R$ 27 milhões em tributos;
 
- Estimativa de 1.050 produtores informais no RS que poderão ser formalizados;
 
- Em SC, a estimativa é de que 116 agroindústrias familiares sejam incluídas no regime;
 
- No PR, são 620 produtores informais que devem ser formalizados.

Setor vitivinícola chega a consenso e apresenta proposta de R$ 0,92 para preço mínimo da uva

Técnicos da Conab e Secretaria de Política Agrícola do  MAPA receberam proposta que ainda deve ser avaliada internamente. Valor representa aumento de 18% em relação ao pago pelo produto na safra 2015/2016.  A decisão deverá ser publicada até o final de novembro
 
Lideranças das entidades que representam produtores de uva, cooperativas e indústria vinícola chegaram a consenso e definiram o preço mínimo em R$ 0,92 centavos ao quilo da variedade Isabel a 15 graus. A proposta foi apresentada na tarde desta terça-feira (25), em encontro com o coordenador geral da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Salomão, e com a analista de mercado da uva da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Flávia Starling Soares. Após a definição do preço a ser pago para a variedade de referência, a decisão será encaminhada ao Conselho Monetário Nacional. A previsão é de que seja publicado no Diário Oficial até o final de novembro.
 
 
O coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Denis Debiasi, comemorou o fato do setor ter chegado a um acordo, com aumento real de cerca de 10% em relação à última safra. Debiasi também assinalou o interesse dos órgãos de governo que participaram da discussão para a publicação do preço mínimo antes do início da safra. "Chegar a um consenso num ano tão difícil para a economia e após uma quebra de safra que chegou a quase 60% mostra o amadurecimento do setor", disse. Na safra 2015/2016 o preço mínimo foi fixado em R$0,78.
 
Representando a indústria, os presidentes da Associação Gaúcha de Vinicultores (Agavi), Evandro Lovatel, do Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Beb. Derivados da Uva e do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho/RS), Gilberto Pedrucci, e da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Dirceu Scottá, ressaltaram a preocupação da indústria em remunerar o produtor de uma forma justa e valorizaram o diálogo entre os elos da cadeia produtiva.
 
Pedrucci explica que a decisão da indústria em conceder o aumento no preço mínimo levou em conta a preocupação para a recomposição das perdas dos viticultores com a quebra de safra. "Estamos vivendo um ano difícil para a comercialização dos nossos produtos, com redução que chega a mais de 10% em alguns produtos, mas sabemos que não é por culpa do produtor. O acordo deste ano prevê que em 2017 voltamos a nos reunir para analisar o mercado e definirmos um preço mínimo que esteja de acordo com volume da safra e com os estoques", adianta.
 
A reunião que definiu a proposta do setor para o valor mínimo a ser pago pela uva ocorreu em paralelo ao 39º Congresso Mundial da Vinha e do Vinho, que foi aberto oficialmente na manhã de ontem (24) e encerra nesta sexta-feira (28), em Bento Gonçalves. No turno da manhã, foi realizada a 43ª reunião da Câmara setorial da cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados.
 
Fonte: IBRAVIN

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Brasil afeta produção global de vinho

A produção global de vinho deverá cair neste ano para o menor nível desde 2012, principalmente devido à um clima adverso que reduziu a produção na França e na América do Sul, incluindo o Brasil, disse ontem a OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).

A produção de vinho deverá cair em 5% ante o ano passado, para 259,5 milhões de hectolitros, um dos três menores volumes desde 2000, segundo estimativa da entidade.

A previsão é de queda de 12% na produção francesa, para 41,9 mhl e fortes recuso no Brasil (-50% a 1,4 mhl e na Argentina (-35% a 8,8 mhl)

A queda na produção da França era amplamente esperada, após as videiras sofrerem com geadas e queda de granizo na primavera, seguidos de seca no verão.

O recuo na França deverá permitir que a Itália mantenha a posição com maior produtora global de vinho, com produção estimada em 48,8 mhl.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Alentejo prevê queda de 20% na produção de vinho


"Em termos globais, esperamos um ano de produção com uma qualidade boa, mas vai haver menos vinho da região no mercado", afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Francisco Mateus.
 
Segundo o responsável, "um decréscimo de cerca de 20 por cento" na produção de vinho no Alentejo "é praticamente um dado adquirido" por haver menos uva, devido às condições meteorológicas que se fizeram sentir na região ao longo deste ano.
 
"Houve alturas em que a chuva caiu intensamente num curto espaço de tempo e, depois, tivemos muito tempo sem chuva e o verão foi extremamente quente, com temperaturas muito elevadas e durante muitos dias seguidos", observou.
 
Com a previsível queda na produção em relação ao ano passado, quando foram produzidos 115 milhões de litros de vinho, o presidente da CVRA aconselhou os produtores a fazerem "uma gestão das reservas mais criteriosa ao longo de 2017".
 
O Alentejo é a região líder no mercado nacional, quer na quota de mercado em volume (47%), quer em valor (46%), de acordo com a comissão vitivinícola, que cita os dados Nielsen na categoria de vinhos engarrafados de qualidade com classificação DOC (Denominação de Origem Controlada) e IG (Indicação Geográfica).
 
Os vinhos do Alentejo juntam 1.900 produtores de uvas e 235 empresas que comercializam vinhos com a garantia de origem e qualidade atestada pela CVRA, cuja sede está localizada em Évora.
 
A área de vinha aprovada para produção de vinhos DOC Alentejo e Regional Alentejano totaliza 22.315 hectares. A área de vinhos DOC Alentejo é de 15.445 hectares.
 
Com oito sub-regiões vitivinícolas (Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Vidigueira, Moura, Évora e Granja/Amareleja), o Alentejo exporta os seus vinhos para todo o mundo, sendo Brasil, Estados Unidos, China, Angola e Suíça alguns dos principais mercados.