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domingo, 10 de abril de 2016

A elegância do Château Savariaud Superieur 2010

Há um tempo atrás provei pela primeira vez o Château Savariaud da safra 2009 e no finalzinho de 2015 tive a oportunidade de degustar a safra 2010 deste corte bordalês produzido a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e uma pequena parcela de Cabernet Franc e de Malbec.
 
O ano de 2010 foi especial para a Região de Bordeaux e isso eu já pude comprovar em algumas garrafas de vinhos da região como a do  Château Savariaud, um exemplar com uma bela paleta de aromas e muita elegância em boca

Na taça o vinho mostrou cor rubi intensa e brilhante com halo vermelho translúcido e boa formação de lágrimas.

No nariz intenso apresentou uma intensa e rica paleta de aromas, com a presença de frutas vermelhas, toque floral, seguido de notas especiarias, leve mentolado e couro.

Em boca mostrou bom corpo, taninos vivos, porém elegantes e em boa harmonia com a acidez e o álcool. Repetiu as notas olfativas e apresentou um final de boca longo com notas de pimenta, menta, folhas secas e couro aparecendo no retrogosto.
 
Assim como em outros exemplares de bordeaux da safra de 2010 a rolha apresentou os famosos "diamantes do vinho".
Elegante e gastronômico, pede uma carne vermelha com molho ou massas como molho denso.
 

O Rótulo

Vinho: Château Savariaud Superieur
Tipo: Tinto
Castas: Merlot 60%, Cabernet Sauvignon 30%, , Cabernet Franc 5% e Malbec 5%
Safra: 2010
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Petit Château
Graduação: 13%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço Médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 16º 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Um vinho especial da adega para celebrar

Reunir-se com amor, família e amigos para beber um vinho sem qualquer motivo especial é muito massa, mas abrir aquela garrafa que estava guardada na adega para celebrar um momento especial é melhor ainda.
 
E foi para celebrar um momento super especial: a conclusão do curso de Gastronomia por Fernanda, que abrimos o Yarden Chardonnay, um branco israelense com 7 anos de vida e que estava a quase dois anos na adega.

Aproveito o vinho para saldar uma dívida com um tema da Confraria Brasileira de Enoblogs - CBE, sugerido pela Rafaela Giordano do blog Le Vin au Blog -  "Qual vinho especial da sua adega você abriria para comemorar uma data importante? Por que não abrir agora?"

O Yarden Chardonnay rótulo faz parte da linha premium da Golan Heights e o seu nome significa Jordão em hebraico, uma homenagem ao histórico Rio Jordão mencionado nos escritos sagrados: a Bíblia. O Rio nasce no Monte Hermon, passa pelo Mar da Galileia e deságua no Mar Morto, atravessando desta forma a Terra Santa.

Trata-se de um varietal produzido exclusivamente a partir de uvas de vinhedos situados no extremo norte das Colinas de Golan, local cujas altitudes atingem 1200 metros acima do nível do mar.
 
Na taça o vinho apresentou cor  apresentou uma linda cor dourada e lágrimas grossas e lentas.
 
No nariz mostrou um bouquet intenso e fantástico. Pode-se perceber ainda aromas primários como manga, pêssego, notas florais sutis e algum mineral, mas as notas olfativas provenientes do tempo em garrafa são os que encantaram: flores secas, damasco,  avelã, nozes, amêndoas, mel, coco e cedro. Os 7 anos de vida fizeram seus aromas evoluírem até o seu ápice.
 
Em boca repetiu o mesmo explendor do olfato e mostrou-se untuoso, amanteigado e ainda com boa acidez. Vinho com bom corpo, boa textura e final de boca de longa persistência com de mel, frutos secos, coco e cedro aparecendo no retrogosto.

Vinho gastronômico e assim sendo fernanda nos preparou um salmão em cama de risoto ao queijo para escoltá-lo.
 

O Rótulo

Vinho: Yarden
Tipo: Branco
Castas: Chardonnay
Safra: 2008
País: Israel
Região: Colinas de Golan, Galiléia
Produtor: Golan Heights Winery
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: Casa dos Frios
Preço médio: R$ 98,00
Temperatura de serviço: 10°
Outros atributos: Vinho Kosher

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Esse é pra beber de litro

Você é daqueles céticos e preconceituosos quando se trata de vinho brasileiro? Caso sua resposta tenha sido positiva você simplesmente não sabe o que está perdendo, pois a qualidade do vinho nacional tem melhorado a cada ano.
 
Em 2015 o Brasil foi a nacionalidade que mais passeou pela taça do Vinhos de Minha Vida. Inúmeros foram os vinhos que me impressionaram e um exemplo é o Salton Reserva Ouro, degustado no último WINEBAR com espumantes da Vinícola Salton.
 
O Salton Reserva Ouro é produzido com Chardonnay (70%), Pinot Noir (20%) e Riesling (10%). O mosto das uvas foi extraído com prensa pneumática à baixa pressão. O suco foi fermentado à baixa temperatura (máximo 17ºC) com fermentos selecionados. 20% do vinho do vinho foi fermentado e conservado em barris de 225 litros de carvalho novo, norte-americano meio tostado.
 
A segunda fermentação foi realizada em tanques herméticos autoclaves de inox (método Charmat), com tempo de fermentação de 2 meses a 12ºC e tempo de contato de levedura de 12 meses.

Na  taça apresentou cor amarelo palha bem claro, perlage fino e intenso e boa formação de espuma.

No nariz mostrou aromas de frutas como abacaxi e maçã,  delicadas notas de flores brancas, seguido de deliciosas notas de nozes, amêndoas, pão torrado, fermento e baunilha.

Em boca apresentou médio corpo, excelente acidez  e boa cremosidade. Final de boca com bom frescor, boa persistência e com repetição da fruta, nozes e pão torrado. Um belo e delicioso conjunto.

Espumante super bem feito e gastronômico. Na minha opinião o melhor espumante da noite de WINEBAR e tem excelente custo benefício. Custa R$ 42,00 na loja virtual da Salton, mas tenho visto em promoção em lojas especializadas, na casa dos R$ 32,00, ou seja, uma ótima oportunidade de compra pra você beber de litro na varanda de casa, na beira da piscina, na praia ou no fim de tarde no parque.
 
Por aqui harmonizamos com o Big Tower (foto abaixo), um temaki de, nada mais nada menos, meio quilo da temakeria Towerconi. A "criança": recheio  com arroz, camarões empanados e cream cheese e tudo isso envolto por uma mega capa de salmão maçaricado e finalizado com um monte de cubinhos de salmão no topo.

O Rótulo

Vinho: Salton Reserva Ouro
Tipo: Espumante
Castas: Chardonnay 70%, Pinot Noir 20% e Riesling 10%
Safra: Não Safrado
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 12,5%
Enólogos: Lucindo Copat e Gregório Salton
Onde comprar: Salton, Wine in Pack
Preço médio: R$ 45,00
Temperatura de serviço: 6° a 8°
 
Nota:
 
O vinho foi enviado pela Vinícola Salton em ocasião do WINEBAR com os 3 diferentes espumantes da Vinícola Salton.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Regularidade do Chateau du Barry Rouge 2012

Há cerca de uma ano tive a oportunidade de provar o vinho Chateau du Barry 2009 e hoje falar sobre a safra 2012 posso afirmar que, apesar de uma certa disparidade na qualidade das safras, o vinho manteve a regularidade e qualidade.

O Chateau du Barry está localizado há cerca de 20 km da cidade de Bordeaux, mais precisamente na pacata aldeia de Guillac, um povoado de menos de 200 moradores. Nos solos calcários, Joël Barreau e sua equipe utilizam métodos tradicionais de vinificação para produzir este vinho, que é uma autêntica representação deste excelente terroir.
 
Na taça o vinho apresentou cor granada intensa com reflexos púrpura e formação de  lágrimas com certa viscosidade, daquelas que tingem as paredes da taça.
 
No nariz o líquido mostrou aromas intensos e elegantes, percebendo-se notas de fruta vermelha madura, especiarias, café e chocolate amargo.
 
Em boca apresentou-se estruturado, bom corpo, taninos redondos e acidez correta. Final de boca seco e de boa persistência com a fruta e a especiaria aparecendo no retrogosto.
 
Para harmonizar Fernanda nos preparou tomates recheados.
 

O Rótulo
 
Vinho: Chateau du Barry Rouge
Tipo: Tinto
Castas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2012
País: França
Região: Bordeaux
Produtor: Chateau du Barry
Graduação: 14%
Onde comprar: Wine in Pack
Preço médio: R$ 90,00
Temperatura de serviço: 16°
Premiações: Médaille D´Or Concours Général Agricole

terça-feira, 5 de maio de 2015

A regularidade do Salton Prosecco #winebar #salton

O vinho nacional tem evoluído bastante e o que já era bom vem mantendo e/ou melhorando a qualidade, mostrando regularidade no processo de vinificação, o que é o caso do Salton Prosecco Brut, que figurou aqui no blog como o centéssimo vinho comentado lá em 2013: relembre e hoje está volta depois de mais de 300 vinhos comentados por aqui.
 
O vinho foi degustado no Winebar com lançamentos da Salton transmitido diretamente da bela sede da da Vinícola situada no não menos belo Vale do Rio das Antas, com a participação do Lucindo Copat, enólogo chefe da empresa.
 
O Salton Prosecco  Brut é  elaborado 100% com a uva Prosecco, o vinho é fermentado a 17ºC com leveduras selecionadas durante 1 mês. A segunda fermentação ocorre pelo método Charmat (autoclaves) durante aproximadamente 1 mês e meio, a uma temperatura de 12ºC.
 
Visualmente apresentou cor amarelo esverdeada bem clara e brilhante, boa formação de espuma e perlage fina e em boa quantidade. Um nariz intenso e rico em aromas frutado e floral, acompanhado de decisioasas notas de pão tostado. No palato um espumante jovem, leve, fresco e de boa acidez. Final de boca de média intensidade com o floral e pão torrado aparecendo no retrogosto.
 
Vinho bem feito, fácil de beber, delicado e suave. Vai bem como aperitivo mas também acompanha bem peixes, canapés e sopas de legumes. Vale muito a compra e não deixa nada a deseja quando comparado com os Prosecco italianos.

O Rótulo

Vinho: Salton Prosecco Brut
Tipo: Espumante Branco
Casta: Glera (Prosecco)
Safra: 2015
País: Brasil
Região: Serra Gaúcha
Produtor: Salton
Enólogo: Lucindo Copat
Graduação: 11,5%
Onde comprar: Salton
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 6° - 8°

Nota:

O vinho foi gentilmente enviado pela vinícola Santon para degustação no Winebar.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Belo Corte Bordalês direto da Campanha Gaúcha

E o segundo rótulo degustado no último WINEBAR, o Paralelo 31, é um velho conhecido nosso e safra 2010 já foi comentada por aqui, relembre. Mas, apesar de manter as mesma uvas no blend a safra de 2010 tinha a mão do Enólogo Michel Roland e a de 2011 teve em Roberto Cipresso o camando no projeto.
 
Paralelo 31 é o paralelo que une Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Chile, Argentina e a Campanha no Rio Grande do Sul. O Bueno Paralelo 31 possui em seu corte as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot.
 
O vinho mudou de enólogo, porém manteve a qualidade, apesar de ter encontrado neste 2011 uma maior equilíbrio e uma maior elegância.
 
Visualmente o vinho apresentou rubi escura e profunda com reflexos púrpura e lágrimas finas, rápidas, abundantes e tingindo as paredes da taça. No nariz aromas complexos e intensos, com a notas da passagem por madeira aparecendo em primeiro plano, seguidas de aromas de fruta negra aparecendo logo em seguida com a aeração e junto com eles aromas de cravo, pimenta do reino, chocolate, café e tabaco. Em boca apresentou com corpo com taninos intensos e de certa adstringência, mas sem incomodar, mas que irão amaciar com mais algum tempo em garrafa. Repetição das notas olfativas com final de boca longo, seco e com a especiaria, a pimenta e o tostado aparecendo no retrogosto.
 
Eu e Fernanda harmonizamos com uma maminha na brasa acompanhada de fritas.


O Rótulo

Vinho: Paralelo 31
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Campanha Gaúcha
Produtor: Bueno Wines
Enólogo: Roberto Cipresso
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 85,00
Temperatura de serviço: 18º

 
Nota:
 
O vinho foi gentilmente enviado pela Bueno Wines para degustação no WINEBAR.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os anos têm feito bem a este Casillero

Há alguns anos trouxemos de uma viagem quatro garrafas do Casillero del Diablo Reserva Privada 2008 e um dos intuitos de ter quatro garrafas do mesmo rótulo era o de acompanhar a evolução do mesmo em garrafa e que boa experiência tivemos.
 
Chegou a hora de falar da quarta e última garrafa desta beleza de vinho. Mais uma vez fomos surpreendidos, pois o vinho vem melhorando com o tempo de guarda e isto só confirma que a segunda garrafa apresentou algum problema, possivelmente com a vedação, fazendo com que o vinho amadurecesse mais rapidamente que as demais.
 
Novamente a rolha mostrou sinais de "fuga" do vinho: caminhos iam da parte interna da rolha até o início do segundo terço da mesma. Aí fiquei com as perguntas: rolha de qualidade ruim ou inapropriada para vinhos com algum tempo de guarda? Ou armazenamento inadequado, a adega não ofereceu as condições ideais para o vinho evoluir?
 
Visualmente o vinho mostrou cor rubi profunda, intensa e brilhante, com um halo levemente alaranjado e  lágrimas finas, abundantes e lentas, confirmando a alcunha  que lhe dei na terceira garrafa: "O Lacrimoso". No nariz mostrou boa complexidade aromática, com notas de fruta madura, seguido de notas de pimenta, alcaçus, chocolate, café, baunilha, balsâmico e elegante e perfeitamente integradas notas de tostado. Em boca o vinho repetiu a complexidade com taninos maduros e elegantes em equilíbrio com a acidez e o álcool. Repetição das notas olfativas e final de boca de boa intensidade.
 
A harmonização ficou por conta  de um belo Steak au Poivre preparado por Fernanda e desta combinação pode-se dizer que ambos, prato e vinho, atingiram novos sabores, deixando a boca com aquele delicioso gostinho de quero mais.

O vinho não está entre os top chilenos, mas sem sombra de dúvida é um de grande equilíbrio e bom custo x benefício na sua faixa de preço.
 
O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar em Recife: DLP
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Salton Intenso Marselan e Teroldego 2014 #winebar #salton

Hoje falo do último rótulo degustado no WINEBAR com lançamentos de rótulos da Salton e também é  um vinho que já passou por aqui em outra oportunidade: confira

O vinho é porduzido com um corte pouco usual por estas bandas: a teroldego, proveniente da Itália e a Marselan, proveniente da França.

Visualmente apresentou cor rubi intensa e brilhante e boa formação de lágrimas. No nariz aromas de frutas negras, toque floral e herbáceode e leves notas de especiarias. Em boca apresentou taninos macios e boa acidez. Final de boca de média intensidade com a fruta e toques de pimenta aparecento no retrogosto.

Trata-se de um vinho leve e simples, ideal para ser degustado de forma descompromissada no dia a dia.

Segue o vídeo para você que não assitiu.



O Rótulo

Vinho: Salton Intenso
Tipo: Tinto
Casta: Marselan e Teroldego
Safra: 2014
País: Brasil
Região: Serra Gaúca e Campanha Gaúcha
Produtor: Salton
Graduação: 13%
Onde comprar: Loja Virtual Salton
Preço médio: R$ 28,00
Temperatura de serviço: 16º

Nota:

 O vinho foi gentilmente enviado pela Vinícola Salton para degustação no WINEBAR.

sábado, 23 de agosto de 2014

Um toro com qualidade inquestionálvel

Eis que volta mais uma vez o Toro de Piedra Gran Reserva Cabernet Sauvignon, um tinto chileno, produzido pela Viña Requingua, que me agrada demais, não só pela sua potência como também por seu equilíbrio e regularidade safra após safra.
 
Localizada no coração do Valle do Curicó, a Viña Requingua da família Achurra, possui aproximadamente 1.000 hectares de vinhedos. O vale do Curicó, centro sul do Chile, destaca-se pela qualidade dos vinhos alí produzidos e muitas vezes é comparado com o gigante principal vale do Chile: o Colchagua.
 
O vinho nos foi oferecido na casa dos amigos Juberlan e Rejane na noite do dia dos pais, harmonizado com um belo filé mignon e boa conversa.
 
Na taça apresentou cor rubi escura, halo púrpura e boa formação de lágrimas. No nariz os aromas de fruta vermelha estão bem integrados as notas provenientes da passagem pelo carvalho; apareceram ainda aromas de café e alcaçus. Em boca mostrou-se encorpado  com taninos potentes, porém macios e excelente equilíbrio com a acidez e o álcool. Final de boca longo com notas de café e tostado aparecendo no retrogosto.
 
A melhor das três diferentes safras que já experimentei e por sua regularidade recebe o carimbo de Minha Compra Certa do Vinhos de Minha Vida.
 
O Rótulo
Vinho: Toro de Piedra Gran Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon
Safra: 2010
País: Chile
Região: Curicó Valley
Produtor: Viña Requingua
Graduação: 14%
Onde Comprar: Pescadeiro, RM Express
Preço Médio: R$ 55,00
Temperatura de Serviço: 18 graus

quinta-feira, 6 de março de 2014

Calyptra Assemblage Premium 2012 #aveclevin

O Calyptra Assemblage Premium 2012 foi o segundo vinho do encontro de fevereiro da Avec le Vin. Já havia degustado este rótulo, só que da safra de 2011 e ambos são praticamente idênticos, exceto pelo maior toque floral, conferido pela Gewürztraminer.
 
O rótulo é produzido a partir de uvas cultivadas em Coya, o que é favorecido por solos de baixa fertilidade, pedregosos e que permitem boa drenagem, produzindo um estresse natural na videira. Somado a isso, a vinícola trabalha com um sistema sustentável usando apenas produtos naturais.
 
Visualmente apresentou cor rubi intensa e brilhante com reflexos violáceos e lágrimas finas e rápidas. No nariz mostrou aromas de fruta negra madura e lichia, acompanhado de notas de violeta, rosas vermelhas, pimenta e tostado. Em boca seus taninos eram macios, sua acidez moderada e o álcool aparecendo um pouco, mas sem incomodar. Vinho de corpo médio com final de boca de média duração e com a fruta e a madeira aparecendo no retrogosto.

Um vinho agradável e fácil de beber, mas sem grandes atributos. Pronto para beber.
 
Harmonizamos com medalhão de filé mignon ao folho funghi e arroz de castanha, também preparado por Fernanda.

O Rótulo

Vinho: Calyptra Assemblage
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Gewürztraminer
Safra: 2012
País: Chile
Região: Vale de Cachapoal
Produtor: Calyptra
Enólogo: François Massoc
Graduação: 14,5%
Onde comprar: Wine
Preço médio: R$ 70,00 (R$ 49,00 no ClubeW Classic)
Temperatura de serviço: 16°

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Salton Classic Reserva Especial Merlot 2011

Você já degustou um mesmo vinho mais de uma vez e o mesmo te pareceu diferente? Pois bem, isso já aconteceu comigo mais de uma vez.
 
Muitas vezes um vinho simples nos parece muito bom e um vinho bom nos parece mediano e até ruim. Isso pode estar relacionado a "n" fatores, dentre os quais podemos citar: diferentes safras e tudo por trás disto; transporte do vinho; no caso de vinhos de corte, parcelas diferentes das castas utilizadas; dentre inúmeras outras razões. Mas, eu queria citar aqui uma razão emocional e não racional e/ou técnica, que é o momento, companhia, ambiente, situação em que o vinho foi degustado, a qual no meu entender tem grande influência sobre a nossa opinião sobre o líquido.
 
Deixem-me explicar melhor. Na primeira vez que o Salton Classic Reserva Especial Merlot passou aqui pelo blog o Brasil vivia a incerteza sobre as salvaguardas relacionadas ao vinho e isso pode ter influenciado a minha avaliação negativa em relação ao rótulo: relembre, uma vez que tentava-se aumentar a carga tributária sobre o vinho importado.
 
Eu continuo discordando do nome do vinho, contudo isso é apenas uma opinião pessoal. O rótulo também não é dos mais atraentes, talvez até as safras atuais possuam uma nova roupagem tal qual a dada ao Salton Prosseco.
 
Porém, as minhas opiniões sobre o líquido mudaram. A safra de 2011 foi degustada na companhia de Fernanda e dos amigos Juberlan e Rejane na agradável praia de Serrambi. Harmonizamos com rondele de frango e o vinho deu conta.
 
Na taça apresentou cor rubi escura com reflexos violáceos e lágrimas finas e translúcidas. No nariz aromas de frutas vermelhas madura e e leves toques de chocolate e especiarias. Em boca mostrou taninos discretos e macios, acidez correta e álcool na medida certa. Final de boca levemente adocicado com a fruta aparecendo no retrogosto.
 
Vinho bem mais equilibrado que o outro que passou por aqui e apesar de simples agradou.

O Rótulo

Vinho: Salton Classic Reserva Especial
Tipo: Tinto
Castas: Merlot
Safra: 2011
País: Brasil
Região: Bento Gonçalves
Produtor: Salton
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 15,00
Temperatura de serviço: 16 graus

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Branco português com a cara do nosso verão

O verão não está leve não, por aqui estamos transpirando até embaixo de árvore e em ambientes refrigerados e, para refrescar um pouco, as praias e piscinas estão lotadas.
 
Na última semana eu, Fernanda e Luquinhas colocamos as mochilas nas costas, ou melhor na mala do carro e fomos conhecer algumas praias do litoral alagoano, ao todo foram 13 praias, umas simplesmente maravilhosas.
 
Aportamos na casa da minha tia Tânia e em uma das noites, após um dia intenso pelas praias ela nos recebeu com um camarão maravilhoso e uma garrafa de Casal Garcia Branco 2012, um rótulo leve e fresco, que é a cara desse nosso verão tórrido e vai bem sozinho ou acompanhando pratos pouco condimentados.
 
O vinho apresentou uma cor amarelo palha com reflexos esverdeados e pequena formação de agulhas. No nariz aromas suaves e agradáveis  de flores e frutos brancos. Em boca mostrou-se fresco e leve; repetiu as notas olfativas e mostrou um final de boca de média intensidade com toques de maça e jasmim aparecendo no retrogosto.
 
Vinho fácil de beber, bom para o dia a dia e com ótimo custo versus benefício. Esse rótulo já passou por aqui em 2012: relembre.

Duas Barras, Jequiá - AL
O Rótulo

Vinho: Casal Garcia
Tipo: Branco
Castas: Trajadura, Loureiro, Arinto e Azal
Safra: 2012
País: Portugal
Região: Vinho Verde
Produtor: Avelada Vinhos S/A
Graduação: 10%
Onde comprar em Recife: Pescadeiro
Preço médio: R$ 30,00
Temperatura de serviço: 12 graus

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

3 vezes Rapariga da Quinta

É a terceira vez que este rótulo, do competente Luis Duarte, passa aqui pelo blog, em uma "degustação vertical" ao longo do tempo, já que primeiro passou por aqui a safra 2008, depois a 2009 e agora a de 2011.
 
Vinho que, em 2009, recebeu 91 pts da WE e mantém a qualidade ao longo do tempo, sendo sinônimo de jovialidade e simplicidade, isso sem esquecer o excelente custo versus benefício, um verdadeiro best buy.

Na taça mostrou cor rubi intensa e brilhante, com boa formação de lágrimas. No nariz bouquet agradável de frutas vermelhas maduras, leves notas de especiarias e toques sutis de baunilha, tabaco e tostado. Em boca, taninos redondos e em bom equilíbrio com acidez e seus 14% de álcool, que não aparecem em nenhum momento. Final de boca agradável, de média intensidade e com a fruta e o tostado aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Rapariga da Quinta Colheita
Tipo: Tinto
Castas: Aragonês, Trincadeira e Touriga Nacional
Safra: 2011
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Luis Duarte Vinhos
Enólogo: Luis Duarte
Graduação: 14%
Onde comprar em Recife: DLP, RM Express e Casa dos Frios
Preço médio: R$ 31,00
Temperatura de serviço: 16º

quinta-feira, 21 de março de 2013

A mão não está boa: B&G Reserve Pinot Noir 2011

Vinhos varietais produzidos com a uva Pinot Noir estão entre os meus favoritos, mas encontrar bons rótulos com um bom custo versus benefício não tem sido tarefa fácil.
 
Há cerca de cerca de 18 meses degustei o Barton & Guestier Reserve 2009 e ele agradou bastante, mesmo sendo um vinho simples, ele mostrou-se muito honesto e correto, então, em uma das minhas visitas ao Recife Mercantil resolvi comprar outra garrafa do vinho, só que agora da safra 2011 e desta só ficou uma coisa: decepção.
 
Ao contrário da safra de 2009, a de 2011 não mostrou o mesmo equilíbrio, como também mostrou características que deixaram o líquido enjoativo desde a análise olfativa.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi, porém com pouca transparência. Halo sem sinais de evolução e lágrimas em pequena quantidade. No nariz um ataque de fruta vermelha madura invadiu minhas narinas e me fez temer logo no início o que viria a sentir em boca. Em boca o vinho repetiu o adocicado e mostrou acidez discretíssima e taninos quase imperceptíveis. Final de boca curto-médio com o adocicado enjoativo aparecendo no retrogosto. Esse não conseguiu mostrar para que veio.
 
Pena, pena mesmo, acreditei que escreveria sobre o vinho e o colocaria entre os rótulos que considero uma compra certa e segura, mas este mostrou que não é possível achar o mesmo padrão em todas as safras deste varietal.
 
Arriscarei safras futuras, pois esta é a primeira decepção que tenho com um rótulo deste produtor; ele ainda possui muitos créditos comigo.
 
O Rótulo

Vinho: Barton & Guestier Reserve
Tipo: Tinto
Castas: Pinot Noir
Safra: 2009
País: França
Região: Ile de Beauté
Produtor: Bodega Barton & Guestier
Graduação: 12%
Onde comprar em Recife: RM Express
Preço médio: R$ 32,00
Temperatura de serviço: 16 graus

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Redegustando: Casillero del Diablo Carménère 2010

Não é novidade que gosto dos vinhos da Concha y Toro, já degustei vários e alguns já passaram por aqui, incluindo o próprio Casillero del Diablo Carménère, só que da safra 2009; confira a lista de todos rótulos desta vinícola que já forma tema de post aqui.
 
 
Nem eu tinha ideia de que já havia comentado tantos por aqui, alguns já passaram mais de uma vez por aqui, tais como o Trio Reserva Cabernet Sauvignon 2008, que já passou duas vezes e o Casillero del Diablo Reserva Privada 2008, o qual foi comentado 3 vezes por aqui. Hoje entra nessa lista o Casillero del Diablo Carménère. Mesmo assim ainda precisam passar por aqui Malbec, Merlot e Pinot Noir (deste produtor).
 
A Carménère é uma varietal proveniente da França e considerada a uva ícone do Chile. Seus vinhos são mais suaves que os Cabernet Sauvignon e possui aroma e sabor herbáceo que pode ser mais ou menos pronunciado de acordo com o tempo de maturação na videira antes da colheita.

Essa garrafa foi degustada no dia 29 de dezembro na casa dos amigos Juberlan e Rejane, após termos ido conferir o presépio de bonecos gigantes montado em frente a Igreja do Carmo em Olinda -PE.

"Olinda tem essa tradição dos bonecos gigantes, mas também tem a de montar presépios, que infelizmente parece estar sendo esquecida pelas pessoas", contou Fernando. O artista explica que há dois anos o presépio foi montado na praça só com a sagrada família. "Agora tivemos a ideia e a inspiração no presépio franciscano, com todos os pastores, anjos e com a apoteose barroca", disse. As peças mais altas têm até sete metros, pesando entre 35 a 40 quilos. Quem é de da Região Metropolitana do Recife não pode deixar de conferir e quem não é daqui e estiver de passagem pela capital pernambucana deve passar pela praça e visitar as peças.
 
Visualmente mostrou uma cor rubi escura, com reflexos violeta e lágrimas abundantes, finas e lentas. No nariz muita fruta, toques de madeira e discreto de chocolate. A medida que o vinho foi se oxigenando o herbáceo apareceu, mas sem incomodar. Em boca mostrou boa potência, com taninos redondos; a fruta repetiu-se e mostrou-se bem integrada ao tostado proveniente da passagem por barricas de carvalho americano. Final de boca seco e de boa persistência, onde apareceram o frutado e o tostado no início e com a aeração o herbáceo (pimentão) e o tostado.
 
Particularmente a safra de 2009 me agradou mais, porém esse não deixou a desejar em nada; continua sendo uma boa pedida para o dia a dia para que não gosta de gastar muito com vinhos e também que prefere vinhos simples.

O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo
Tipo: Tinto
Castas: Carménère
Safra: 2010
País: Chile
Região: Valle  Central
Produtor: Concha y Toro
Graduação: 13,5%
Onde comprar: RM Express
Preço: R$ 36,00
Temperatura de Serviço: 16º

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Trio Reserva Tinto Cabernet Sauvignon 2008 #CBE

Como já foi dito no meu post anterior o tema de dezembro da CBE é um tema duplo e  eles foram sugeridos pelo confrade Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos.
 
Este post é destinado a comentar ao tema especial, que nos foi proposto assim: inspirado no "fim do mundo": escolha um grande vinho de sua adega (tinto, branco, espumante ou sobremesa) para celebrar o fim "deste" ano, mas não o "do mundo".
 
O rótulo que escolhi é um dos mais antigos que tinha na adega, dele comprei duas garrafas em meados de 2011, a primeira degustei poucos dias após a compra e a segunda guardei para ver se ela suportaria 5 anos de guarda como diz o "+" da pontuação atribuída por Robert Parker.
 
O Trio é produzido pela gigante chilena Concha y Toro e seus quatro vinhos são todos assemblajados com 3 diferentes varietais com a proposta e intuito de extrair de cada uma das castas o seu máximo, resultando em vinhos equilibrados e intensos.
 
Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi intensa e brilhante e halo com coloração discretamente alaranjada, mostrando alguma evolução; lágrimas abundantes, finas e lentas. No nariz mostrou aromas exuberantes, mostrando que a syrah cumpriu seu papel; a fruta vermelha apareceu ainda em boa intensidade, mas já com toques de compota, notas de pimenta, café e tostado. Em boca apresentou taninos macios e acidez ainda em boa intensidade, tudo muito equilibrado com o álcool. Grande estrutura com boa persistência; a fruta em compota, o café e o tostado apareceram no retrogosto, deixando o vinho com um gostinho de quero mais.
 
O vinho está com quase 5 anos de vida, mas pelas características encontradas ainda daria mais uns 3 anos a ele, dando a ele um potencial de guarda de mais ou menos uns 8 anos, onde o vinho pode ser degustado e dele se extrair o máximo.
 
Na ocasião o vinho me custou R$ 36 e hoje é encontrado em média a R$ 50, mas ainda continua tendo um bom custo x benefício e também pode figurar tranquilamente em minha relação de Minha Compra Certa.

O Rótulo

Vinho: Trio Reserva
Tipo: Tinto Assemblage
Castas: 70% Cabernet Sauvignon, 15% Shiraz, 15% Cabernet Franc
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Ignacio Recabarren
Graduação: 14%
Onde comprar: Pão de Açúcar
Preço: R$ 36,00
Temperatura de Serviço: 15 graus
Pontuações: 90+ RP

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Redegustando: Casillero del Diablo Reserva Privada Cabernet Sauvignon - Syrah 2008

Abri a terceira garrafa desse belo rótulo da gigante Concha y Toro na casa dos amigos Juberlan e Rejane no último dia dois. E que grande surpresa eu tive com o vinho, pois para mim foi a melhor das três já abertas até o momento e pelo fato de eu ter relatado, ao abrir a segunda garrafa (relembre), que o vinho não suportaria muito mais tempo na garrafa.

Ao abrir a garrafa sua rolha mostrou sinais "fuga" do vinho: caminhos finos iam da parte interna da rolha até praticamente a sua extremidade externa aí as sobrancelhas já se eriçaram: o vinho oxidou! Mas, a análise visual não mostrou nenhum resíduo e opacidade e do ponto de vista olfativo o vinho não apresentava nenhum sinal que o condenasse, muito pelo contrário e, do ponto de vista gustativo, só lendo o próximo parágrafo para saber...

O vinho mostrou uma bela cor rubi profunda, intensa e brilhante, com um halo claro sem sinais  de evolução; as suas lágrimas eram abundantes e lentas e escorreram belamente pelas paredes da taça, fato este que poderia render-lhe  a alcunha "O Lacrimoso". No nariz mostrou aromas intensos e elegantes, com a fruta madura (ameixa e figo) aparecendo em primeiro plano, seguidas da especiaria (pimenta branca) e delicadas notas de chocolate; tudo isso muito bem integrado a madeira, que mesmo com 14 meses de estágio não se excedeu em nenhum instante, assim como nas outras garrafas já abertas. Depois disso tudo não restava dúvida que o vinho estava perfeito e a prova final veio na análise gustativa onde repetiu a fruta madura e toques sutis de pimenta seca e tostado, taninos redondos e elegantes em perfeita harmonia com a acidez e o álcool.

 A harmonização ficou por conta  de um papo descontraído com os amigos e de um bom churrasco preparado pelo confrade Juberlan.

A rolha como já citado anteriormente mais uma vez deixou a desejar... Espero que esta "falha" tenha sido corrigida nas safras posteriores.
 
O Rótulo

Vinho: Casillero del Diablo Reserva Privada
Tipo: Tinto
Castas: Cabernet Sauvignon 65% e Syrah 35%
Safra: 2008
País: Chile
Região: Valle del Maipo
Produtor: Concha y Toro
Enólogo: Marcelo Papa
Graduação: 14,5%
Onde comprar: RM Express
Preço médio: R$ 80,00 (essa foi $ 18,5 em Montivideo)
Temperatura de serviço: 16º

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Redegustando: .com Branco 2010

No dia 26 de abril deste ano eu e Fernanda participamos do Passeio Enológico por Portugal, lá podemos degustar muitos rótulos portugueses e, o que é melhor, em alguns casos, com os produtores, como foi o caso dos vinhos produzidos pela Tiago Cabaço Wines.
 
Um dos rótulos foi o .COM Branco, rótulo este escolhido para ser redegustado no último sábado em comemoração ao dia do Fisioterapeuta.
 
O .COM Branco mostrou uma cor amarelo palha bem clara e brilhante. No nariz muito delicado e com a fruta fresca aparecendo em primeiro plano, seguindo de suaves notas de fruta seca e um toque mineral. Em boca repetiu a fruta e as notas minerais; com boa acidez e refrescância. Um vinho suave, delicado e refrescante. Bom para beber como aperitivo ou acompanhado de comidas leves.

O Rótulo
 
Vinho: .COM
Tipo: Branco
Castas: Antão Vaz, Arinto, Roupeiro, Verdelho e Viognier
Safra: 2010
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor: Tiago Cabaço Wines
Enólogo: Susana Esteban
Graduação: 13,5%
Onde Comprar: RM Express
Preço Médio: R$ 38,00
Temperatura de Serviço: 12 graus

domingo, 23 de setembro de 2012

Toro de Piedra Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2008

O Toro de Piedra Gran Reserva Cabernet Sauvignon é produzido pela Viña Requingua, uma vinícola chilena com mais de 50 anos de história; em 1961 foi adquirida por Santiago Achurra Larraín e na ocasião contava com 40 hectares de vinhedos. Atualmente a Viña Requingua possui mais de 500 hectares de vinhedos, mostrando seu grande crescimento em área plantada, mas o crescimento também foi em tecnologia e qualidade, haja vista que em 2007 a vinícola recebeu o certificado ISO 9000.
 
Essa é a segunda vez que degusto o Toro de Piedra Gran Reserva, a primeira vez foi em 2010 durante a copa do mundo e a desclassificação do Brasil do torneio, na ocasião ainda não realizava anotações sobre os vinhos degustados, mas recordo-me bem da sua qualidade e potência. Mais recentemente degustei outro rótulo da Viña Requingua, o Puerto Viejo Syrah 2009: relembre, e há muito tempo venho procurando outro rótulo da vinícola, mas ainda sem sucesso, trata-se do Potro de Piedra.
 
O Toro de Piedra Gran Reserva 2008 é proveniente de uvas de vinhas com 15 anos de vida, colhidas manualmente e selecionadas ainda no vinhedo na segunda metade de abril.
 
Vamos ao vinho: a atração começa pela garrafa imponente e pelo belo rótulo, que forma um conjunto muito harmônico. Visualmente o vinho mostrou uma cor rubi intensa com reflexos violáceos e um halo de evolução, com lágrimas abundantes, finas e que escorrem lentamente pelas paredes da taça. No nariz a fruta vermelha aparece em evidencia, seguida de notas discretas de especiarias (pimenta e café) e de chocolate. Em boca mostrou uma boa estrutura, com taninos potentes, mas macios e bem integrados ao álcool. A acidez estava em evidência e a temperaturas mais baixas (16 graus) incomodou um pouco, mas nada que comprometesse o vinho. Final de boca de média intensidade com a fruta e leve toque de chocolate aparecendo no retrogosto.
 
Um vinho de bom custo versus benefício e que acompanha bem carnes vermelhas.
 
O Rótulo
 
Vinho: Toro de Piedra Gran Reserva
Tipo: Tinto
Casta: Cabernet Sauvignon
Safra: 2008
País: Chile
Região: Curicó Valley
Produtor: Viña Requingua
Graduação: 13%
Onde Comprar: Pescadeiro, RM Express
Preço Médio: R$ 45,00 (essa custou R$ 35,00)
Temperatura de Serviço: 18 - 20 graus

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Minha Compra Certa - Rapariga da Quinha Colheita Selecionada 2009

Há alguns vinhos que definitivamente você não tem medo de comprar, por isso resolvi criar mais uma sessão aqui no blog: Minha Compra Certa, para acessar basta ir ao menu Especiais e clicar no link com o nome da sessão.

Hoje irei postar sobre o primeiro vinho dessa nova sessão: Rapariga da Quinta Colheita Selecionada 2009, um vinho que leva o nome de Luís Duarte, que é um dos enólogos mais renomados de Portugal.

Luís Duarte é um dos enólogos mais renomado de Portugal. Em 1997 foi destacado com o título de Enólogo do Ano pela Revista de Vinhos, uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal. Em 2007 repetiu a façanha, conquistando novamente este título. Em 2010, foi nomeado para a categoria “Best Winemaker in the World” do Wine Awards 2010, um concurso realizado pela revista alemã Der Feinschmecker e ficou entre os seis finalistas.


Em seus quase 25 anos de carreira, sempre no Alentejo, Luis Duarte vem assinando muitos dos vinhos alentejanos que mais prazer proporcionam e maior sucesso tem alcançado. E recentemente tem nos presenteado com vinhos de seu projeto pessoal, elaborados com suas vinhas, daquelas que circundam a sua casa, são eles: Rubrica Tinto, Rubrica Branco, Rapariga da Quinta Colheita Selecionada, Rapariga da Quinta Reserva e Rapariga da Quinta Branco; todos eles receberam mais de 90 pontos nas safras de 2008 e 2009.

De um enólogo, e agora produtor, com um tal percurso, espera-se um vinho consequente com a sua carreira. E isso, para quem segue e conhece o trabalho de Luís Duarte, é uma daquelas premissas que está garantida.

O Rapariga da Quinta Colheita Selecionada já foi comentado aqui no Blog, só que a safra 2008: relembre.

A safra de 2009 recebeu 91 pts na WE, mostrando a qualidade e continuidade dos processos de excelência, dando ao consumidor confiança e a certeza de estar comprando um produto de qualidade, é aqui que podemos dizer que podemos comprar sem medo de errar.

O Rapariga da Quinta Colheita Selecionada 2009 mostrou uma cor rubi clara com sinais de evolução, lágrimas finas e lentas. No nariz muito aromático, com a fruta em predominância, mas bem integrada a elegantes e suaves notas de tostado. Em boca mostrou-se suave e delicado, com taninos redondos e elegantes em perfeita harmonia com o álcool e a acidez. Final de boca de média intensidade e a fruta aparecendo no retrogosto.

O Rótulo

Vinho: Rapariga da Quinta Colheita Selecionada
Tipo: Tinto
Castas: Aragonês, Touriga Nacional e Trincadeira
Safra: 2009
País: Portugal
Região: Alentejo
Produtor:Luís Duarte Vinhos
Enólogo: Luís Duarte
Graduação: 14%
Onde compra: RM Express
Preço Médio: R$ 35,00 (Por esta garrafa paguei R$ 29,00 na promoção)
Temperatura de serviço: 16 graus